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sexta-feira, 8 de dezembro de 2017

Resenha: “Do que eu falo quando eu falo de corrida” (Haruki Murakami)

Tradução de Cássio de Arantes Leite
Por Kleris: Murakami me arrebatou em Romancista como vocação (reveja resenha aqui) e nele descobri Do que eu falo quando eu falo de corrida, em que descreve uma ponte notável entre escrita e corrida. Diz Haruki que é este o estilo de vida que o melhor sustenta. Como ele, me identifico quando se trata de aliar um exercício físico que se ama com alguma produção (no caso, escrita). Isso significa qualidade em diversos níveis – produção textual de qualidade, tempo de qualidade, valor de qualidade, aproveitamento de qualidade, vida de qualidade. 
Por mais mundana que uma ação possa parecer, fique nela tempo suficiente e ela se tornará um ato contemplativo, meditativo, até.

Nesta proposta de leitura em especial, Murakami nos envolve de maneira esplêndida ao explorar variados aspectos da corrida – quase como um livro de memórias. Do que eu falo quando eu falo de corrida traz um conjunto de registros lá da virada do século – da década de 90 e os primeiros anos de 2000. São notas escritas despretensiosamente em meio ao que se vivia; na verdade, o impacto das corridas no dia a dia, seja como realização pessoal, seja como mera atividade física. 
Os pensamentos que me ocorrem quando estou correndo são como nuvens no céu. Nuvens de todos os tamanhos diferentes. Elas vêm e vão, enquanto o céu continua o mesmo céu de sempre. As nuvens são meras convidadas que passam e vão embora, deixando o céu para trás. O céu existe ao mesmo que não existe. Possui substância e ao mesmo tempo não. E nós meramente escolhemos essa vasta expansão e nos deixamos abrigar.

A sensação é de ter entrado no escritório do autor e, no meio de uma papelada, ter encontrado algum tipo de diário, que de imediato folheamos. Encontramos relatos honestos, humildes e reflexivos – em sua maioria, divagações que envolvem de tudo um pouco, como a escrita, livros, traduções, escritores e estilo de vida.

Murakami nos conduz com leveza. Ele tem um jeito impressionante de nos sugar atenção e nos colocar no local exato ao que estava. Tem até momentos de suspense! Em sua jornada de maratonas, vivemos e torcemos. Corremos também quase lado a lado, folheando tudo bem rapidinho.  
Não — esqueça a cerveja. E esqueça o sol. Esqueça o vento. Esqueça o artigo que tem de escrever. Apenas se concentre no movimento do pé adiante, um depois do outro. É a única coisa que importa.

Acho que o que mais conquista (novamente) é seu carisma, desde a construção de texto às ideias que quer passar. Nada egocêntrico, ele deixa claro o que faz/fez, sem induzir ou forçar a barra. Quer dizer, ele respeita a escolha do outro (ou pelo menos se esforça muito pra isso). É bacana ver como se aceita, em suas forças e em suas falhas, sempre a reforçar algo bom de si, favorecer sua saúde mental ou mesmo sincronizar a atividade com seu singular eu. 
Quando corro digo a mim mesmo para pensar em um rio. E nuvens. Mas em essência não estou pensando em uma coisa. Tudo que faço é continuar correndo em meu próprio vácuo aconchegante, caseiro, meu silêncio nostálgico. E isso é uma coisa maravilhosa. Digam as pessoas o que disserem. 
Eis por que a hora e pouco que passo correndo, preservando um tempo só meu, em silêncio, é importante para me ajudar a manter o bem-estar mental. Quando estou correndo, não preciso conversar com ninguém e não tenho que escutar ninguém falando. Tudo que tenho que fazer é olhar para a paisagem que passa por mim. Essa é uma parte de meu dia sem a qual não consigo viver.

Apesar de algumas notas suas enfatizarem âncoras de bem-estar, estados contemplativos e percepção, não tem nenhum lenga-lenga sobre saúde. Como eu disse, ele não tem interesse de “converter” ninguém para a atividade física. Seus registros são apontamentos que fez basicamente para si – para revisitar de tempos em tempos e se autoavaliar. Mas são tão bons que não podiam ficar na gaveta, né?  
Os pensamentos que me ocorrem quando estou correndo são como nuvens no céu. Nuvens de todos os tamanhos diferentes. Elas vêm e vão, enquanto o céu continua o mesmo céu de sempre. As nuvens são meras convidadas que passam e vão embora, deixando o céu para trás. O céu existe ao mesmo que não existe. Possui substância e ao mesmo tempo não. E nós meramente escolhemos essa vasta expansão e nos deixamos abrigar. 
Mas por mais determinada que seja a pessoa, por mais que possa odiar a ideia de perder, se não for uma atividade da qual realmente gosta, não vai continuar nela por muito tempo. Mesmo que o faça, não seria nada bom para essa pessoa.
É por esse motivo que nunca recomendei a corrida para os outros. Faço questão de nunca dizer algo como: “Correr é ótimo. Todo mundo deveria tentar.” [...]
Mesmo assim, alguém pode ler este livro e dizer: “Ei, vou experimentar correr um pouco”, e depois descobrir que gosta. E é claro que isso seria maravilhoso. Como autor do livro, eu ficaria muito feliz se isso acontecesse. Mas as pessoas têm seus próprios gostos e antipatias. Algumas são mais afeitas para correr em maratonas, outras, ao golfe, outras, a jogos de azar.

Há, claro, esse compartilhar de experiências, a descrever condições de corrida, ritmo e preparação. Percebe-se, no entanto, que o que se sobrepõe a tais é justo o aprendizado, seu interesse maior de registro.   
Por mais que você fique ali nu se examinando diante de um espelho, nunca vai ver refletido o que existe por dentro.

Do que eu falo quando eu falo de corrida é uma excelente opção de leitura aos aficionados por corrida, exercício físico, esportes de atuação solo. Maratonas, energia, quilômetros, aliás, são palavras-chave. Murakami, porém, vai bem além. Seus textos hipersensoriais criam uma espécie de redoma que se desenha em um momento de apreciação e nela concentra o pensamento – senão, a luta pelos nossos sonhos. Recomendo! 
[...] decidi que deveria apenas escrever honestamente sobre o que penso e sinto quanto a correr, e me ater ao meu próprio estilo. [...] a maior parte deste livro registra meus pensamentos e sensações em tempo real. [...] Talvez não sejam grande coisa, mas são lições pessoais que aprendi ao pôr meu corpo efetivamente em movimento [...] Pode acontecer de essas lições não se prestarem a generalizações, mas é justamente porque o que é apresentado aqui sou eu, o tipo de pessoa que sou. 
As pessoas às vezes zombam de quem corre todo dia, alegando que é uma tentativa desesperada de viver mais. Mas não acho que esse seja o motivo pelo qual a maioria corre. A maioria dos corredores corre não porque queira viver mais, mas porque quer viver a vida ao máximo. [...] Forçar a si mesmo ao máximo dentro de limites individuais: essa é a essência de correr, e uma metáfora aplicada à vida — e, para mim, ao ato de escrever, também. Acredito que muito corredores concordariam. 
Às vezes, quando estou praticando uma palestra em minha cabeça, me pego fazendo todo tipo de gesto e expressão facial, e as pessoas que passam por mim na direção oposta me lançam um olhar estranho. [eu na vida]

Até a próxima!

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sexta-feira, 7 de julho de 2017

Interrogação #13 – Um preconceito literário silencioso

Com Camila M. Guerra, autora convidada


Interrogação é uma coluna do Dear Book que recebe convidados para refletir o nosso momento enquanto ideias, hábitos, panoramas e manifestos culturais. A cada post, uma pergunta e uma opinião. Todo o conteúdo de resposta é de responsabilidade dos convidados. Sem periodicidade fixa, a coluna é organizada pela dear boss, Kleris Ribeiro.

Que preconceito literário lhe parece mais silencioso?

C: Correndo o risco de parecer incoerente, vou responder a esse desafio da Kleris iniciando meu raciocínio com um desafio também. Dê-me algumas linhas de crédito e acompanhe o desenrolar desta curta narrativa. Quando ela chegar ao fim, pense (e, se quiser, comente) se já viu algo do gênero por aí. Vamos lá:

Uma funcionária de uma empresa divide sua vida estressante entre as tarefas diárias junto a um chefe ultranervoso, os estudos e os pais doentes. Ela gosta de silêncio, histórias e solidão. Também gosta dos amigos, de um papo, das brincadeiras. Reserva alguns dias para estar com eles, mas, na maior parte das vezes, ela escolhe a leitura para relaxar no seu tempo livre. Da hora de almoço que lhe cabe, destina entre 30 e 40 minutos para ler e liberar a mente nas viagens longínquas e divertidas. Outros dias, decide estudar sobre os assuntos dos cursos que faz ou sobre as curiosidades que movem sua vida. Naqueles momentos, a mente se liberta do estresse e ela é feliz. O tempo passa e a protagonista dessa pequena história descobre que lhe arrumaram um apelido.

A narrativa acaba aí e eu gostaria de fechá-la com duas perguntas. Primeira: Qual apelido você daria para a moça? Faça um esforço e seja original, não vale o batido “CDF”. E, a segunda pergunta: Qual apelido você acha que arrumaram para ela?

Não sabe a resposta da segunda? Então aguarde um pouco, em algumas linhas você vai perceber.

Se não somos preconceituosos em um assunto, certamente somos em outros e não poderia ser diferente na literatura. As picuinhas literárias são incontáveis, estranhas, infinitas: entre leitores de clássicos e de livros comerciais, de literatura séria e literatura de entretenimento, entre os fãs de um autor e os fãs de outro, entre os diversos gêneros, entre os leitores de ficção e os de não ficção... Enfim, a lista é extensa, os motivos também.

O mais tácito deles, e o que permanece no topo da lista dos que causam mais estrago à literatura, é o preconceito contra a própria literatura. Ele existe e estende seus tentáculos para todos os lados. A leitura tem por aqui uma conotação bizarra e, para os inexperientes no assunto, caminha adornada por um fraque de arrogância e uma cartola de soberba. Para esses, não ler significa ser boa gente, simpático. Falam da importância da literatura, mas nas rodas de preconceito contra ela, crucificam-na como a uma rainha louca, a uma madame pomposa ou a uma peste avassaladora. Ler faz mal para a humildade.

Há quem não leia porque tem vergonha. Não querem correr o risco de parecerem superiores. Outros há que sentem orgulho de conquistarem o status de não leitores. Há alguns outros ainda que não tocam nos livros porque não precisam deles. O que, afinal, um monte de papel, ou de bits em um aparelho, poderia oferecer de tão fantástico ou de tão útil?

Para não me estender, não vou entrar no mérito do que está por trás de cada um desses tipos de pensamentos, basta dizer que eles existem, residem e resistem.

Acima do preconceito, no entanto, estão os conceitos que se formam com a leitura. É em busca deles que estamos todos nós que escrevemos. Em nome dessa busca travamos uma luta constante e, muitas vezes, inglória contra os pré-conceitos, concebidos com base em achismos, em medos e aversões, sem a pertinência da experiência. Estamos à procura dos conceitos, aqueles embasados em verdades próprias, em fatos experimentados, em conhecimento adquirido. Esses perduram e não há pré-conceito que os derrube.

Tocar um leitor é fazer a arte completar seu ciclo, que se inicia no coração de um e termina no coração de outro. Porque ler é despir-se de suas cascas e abrir-se para o que o outro tem a oferecer, é deixar-se tocar, aceitar a metamorfose e mudar. E, para isso, é preciso ter coragem de parecer amigo da soberba, mesmo recusando o fraque e a cartola a seu dispor. Ser você mesmo às vezes dói no outro.

A historinha narrada acima é verídica, sou testemunha, e a moça ganhou o apelido de metida a intelectual. 

Xô pré-conceito!


Formada em administração de empresas, atualmente divide seu tempo entre o trabalho de tradutora e a criação de histórias. Leitora assídua desde a infância, a escrita floresceu na adolescência, época em que nasceu seu primeiro livro, um infantojuvenil chamado O Caminho. Estreou em janeiro de 2015 na Amazon com seu primeiro romance A Última Chave – Realidade em um Mundo Paralelo (resenha aqui). Em seguida publicou seu segundo romance As Flechas de Tarian, o primeiro de uma trilogia ainda em desenvolvimento, e alguns contos. Atualmente continua escrevendo em tempo integral, seja traduzindo, blogando ou produzindo seus livros.



 

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segunda-feira, 3 de julho de 2017

Interrogação #12 – Encantos e desencantos ao discutir leitura

Com Talita Guimarães, autora-mediadora convidada 
 Interrogação é uma coluna do Dear Book que recebe convidados para refletir o nosso momento enquanto ideias, hábitos, panoramas e manifestos culturais. A cada post, uma pergunta e uma opinião. Todo o conteúdo de resposta é de responsabilidade dos convidados. Sem periodicidade fixa, a coluna é organizada pela dear boss, Kleris Ribeiro.

O que te encanta e desencanta quando discute leitura?

T: O ambiente de escuta e partilha criado durante as discussões sobre livros e leitura é o que mais me encanta, tanto ao participar de clubes de leitura quanto ao mediar conversas com autores e leitores. Ouvir o que o outro tem a dizer sobre o que leu e/ou criou e poder comentar também o que senti e aprendi ao ler me proporciona sempre um saber novo, que se funda em um diálogo afetuoso e numa troca enriquecedora.



O desencanto certamente provém muito mais da ainda baixa adesão de um público leitor ou que pelo menos se interesse do que das conversas em si. Além de revelar o quão longe estamos de ser um país que entende e valoriza o que significa a leitura, é desestimulante manter um projeto de conversas, como o Literatura Mútua por exemplo, em que se mobiliza tanto (espaços descentralizados, autores variados, divulgação) para uma resposta de público tão mínima. Claro que a conversa não perde seu valor ou tem sua força diminuída diante de uma pessoa só que compareça para nos ouvir e conversar, pois sua presença é absolutamente preciosa, mas certamente gostaríamos que mais pessoas aderissem aos encontros, pois são oportunidades raras (e gratuitas!) de ouvir boas histórias de vida, conhecer novos autores, livros e possibilidades de leitura.

Com a experiência de mediadora de conversas sobre leitura e escrita me surpreendi negativamente também com o pouco interesse entre os próprios autores de estabelecer contatos entre eles a fim de conhecer novos trabalhos e colegas de ofício. Reclama-se tanto da falta de espaço para novos autores e de desvalorização do autor nacional, mas às vezes quando um espaço tão demandado como esse é aberto gratuitamente e com encontros regulares, não há a adesão que se esperaria que houvesse com os pares se prestigiando e dialogando entre si. Isso certamente me desencanta, mas talvez esteja relacionado à natureza solitária dos escritores, que geralmente não se articulam em rede por escolha própria de seguirem um caminho mais particular mesmo.

Independente dos inúmeros desafios que temos enfrentado para levar adiante a realização de atividades que estimulem a leitura e produzam interações saudáveis e construtivas, creio que conversar sobre leitura é uma forma de ampliar a própria experiência de ler porque nos coloca em posição de troca e compartilhamento sobre o que lemos e descobrimos com outras pessoas. E sem dúvida inspira e encanta ao nos colocar diante da possibilidade de pensarmos juntos sobre o mundo e a vida.


Talita Guimarães nasceu em São Luís-MA (1989), é jornalista e escritora. Autora de Recorte! (2015) (resenha aqui) e Vila Tulipa (2007), agraciado com Prêmio Odylo Costa, Filho no XXX Concurso Literário e Artístico Cidade de São Luís em 2006. Idealizadora e mediadora do projeto Literatura Mútua de rodas de conversa entre autores e leitores comentando experiências de leitura e escrita. Edita o site Ensaios em Foco, escreve e ilustra crônicas às quintas-feiras para o site Armazém de Cultura e desenvolve projetos para Cinema e TV Pública em São Luís-MA, onde reside. 

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domingo, 21 de maio de 2017

Music Trip #4 – desacelera


Music Trip
Algumas viagens acontecem nos intervalos



Enquanto pensava nas músicas deste post inevitavelmente me lembrei de um psy trance que gritava aceleeeeeeera (Skazi, aqui). Essa postura corrobora muito com o sentimento de mundo que temos hoje: vivemos numa velocidade incrivelmente alta a ponto de perder o controle. Idealmente, para desacelerar, pescamos as músicas mais calmas ou leves – as coldplay soft da vida – e boa parte delas são bem introspectivas.

Se você segue num ritmo alucinante e acha que tá na hora de diminuir, ou já está fazendo atividades antiestresse/anticrise, mas ainda não encontrou o ponto razoável do passo, respire fundo, calce seu tênis e me acompanhe nessa trilha :)

Boy – We Were Here


We were here é um indie super sensorial. Tem traços experimentais, new wave e chillwave – do tipo que relaxam ou mesmo mexem com memórias. É, enfim, uma música que te transporta, que te pede paciência até você parar para realmente ouvi-la. Às vezes parece lenta demais, às vezes apenas na medida certa. Quanto mais a ouço, mais descubro sensos escondidos nela. É bem interessante desacelerar assim nosso ritmo. 
A propósito, fiz um crossover de resenha e música inspirado nela tem um tempinho. Como disse , é de uma catarse viciante. Outra é Drive darling, que tem um efeito muito próximo, embora mais chegado pro progressivo, e Silver Streets também pode compor um belo descanso. Ô músicas pra me colocar num potinho! – como disse na Music Trip #1, Boy é excelente para os momentos introversos.


Emily And The Woods – Helios


Helios só me lembra exercício físico e alongamento, porque é um dos indies que me acompanha quando preciso diminuir o ritmo das pedaladas. Mencionei no meu post do projeto Escrevendo Sem Medo, que sou um tanto viciada em exercícios pra relaxamento e concentração e, pra mim músicas assim, chegadas pro acústico, são ótimos guias. Nesse rumo, Eye To Eye, Steal His Heart e Small Song também possuem uma ótima cadência pra desacelerar.


Alexz Johnson – As Good As It Gets


Quase da mesma maneira que Boy tem uma música pra cada momento introspectivo, Alexz Johnson tem uma de escape – mas basta uma pisada em falso (como a função de reprodução automática do youtube) pra você cair numa música de bads. Vá de You Got Me e Live Like Music pra não se perder dessa trilha.


Anna F. – Too Far


Sabe aquelas músicas que chegam na hora certa? Ainda não superei Too Far desde que tombei com ela no youtube; e não sei dizer até hoje a melhor se a original ou se a acústica. É um pop indie na medida pra nos colocar num potinho. Vale levar Most Of All também, embora mais puxado pro post-grunge, que lembra bastante a Alanis Morissete.


Alanis Morissete – Everything


Falando em Alanis, um caso de amorzinho forever por Everything. You Learn e Ironic também oferecem uma boa vibe de domingo preguiçoso e altas chances de voltar pros grunges alternativos dos anos 90.


Coldplay – Violet Hill


Nos anos 2000 tive mó preconceito com Coldplay, mas hoje curto algumas hypes deles – e preciso, aliás, explorar mais. Violet Hill, assim como Paradise, é um queridinho. Às vezes penso que eles são como o Boy (duo), só que perdidos dentro da minha própria geração.


Margaux Avril – Papaoutai


Caindo em terras francesas pop, Margaux Avril nos leva nessa acústica de Papaoutai (cover do Stromae) com uma boa leveza. Para um descanso mais a cara de domingo, aproveite a preguiça com Toucher Le Soleil, Oxygène, Lunatique e Insatisfaite


Young The Giant – 12 Fingers


Assim como Helios, 12 Fingers é figurinha marcada na minha memória pra diminuir o ritmo de um exercício. I Got e Apartment também são uma ótima pedida. São aquele tipo de indie rock que nos tiram da realidade. Altas são as chances de deixar rolar o dia inteirinho.


Lovelite – The Fullness


Mais uma música chegada pra acústico pra figurar o post ^^ The Fullness, assim como Brevity e Enduring, tem uma pegada mais pra induzir o sono, mas One And Only e There You Are são, como um bom indie rock, só pra diminuir o ritmo mesmo.


Rivers & Robots – One Day With You


Meu escape favorito pra desacelerar, me aconchegar e ficar fora do ar é com Rivers & Robots. One Day With You é sim quase uma meditação (e o lyric video passa bem esse senso), assim como Shepherd Of My Soul <333 Pra um aconchego melhor, pede fim de noite e bebida quente. You Saved My Soul, Who Is Like Our God, Light Will Dawn, You Hear Me e White As Snow são ótimas também pra explorar em caminhadas.  


P.S.: Vale uma passada no vídeo da Anna Shermack, do canal Pausa para um café, que
colocou em pauta o mal-estar dos workaholics


Qual é sua música pra desacelerar?
E se você é team spotify, pode curtir as músicas do post por lá.
Algumas (poucas) infelizmente não tem.


Veja mais music trips aqui

Kleris Ribeiro é beletrista, produtora e agente cultural. Garota dos bastidores, se joga em marketing digital, comunicação e, recentemente, zines. Fascinada pelos mistérios do universo do livro, é administradora do blog Dear Book e diretora do Clube do Livro Maranhão. Fangirl, diz que mantém a cabeça nas nuvens e os pés no chão.


Até a próxima e boa viagem!
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domingo, 7 de maio de 2017

Music Trip #3 – good good vibes


Music Trip
Algumas viagens acontecem nos intervalos


Sabe aqueles dias em que a gente acorda com energia, com vontade, dançante, tá tão feliz e quer mais é viver la vida? Essa felicidade toda – às vezes sem razão aparente – não é tão comum (quanto queremos) e por isso mesmo que temos que aproveitar ao máximo a vibe. Tem que extravasar essa energia, ué.

E para seguir nessa viagem acenando para todo e qualquer serumaninho por qual você passar ou mesmo arriscar um passinho aqui e acolá enquanto faz algo do dia a dia, vão aí algumas músicas para um dia bem animado :)

Nadav Guedj – Good Vibes


Nadav me fisgou desde Golden Boy, um pop contagiante que pesquei do concurso europeu chamado Eurovision. Das poucas músicas dele que conheço, são todas bons convites para se mexer. E Good Vibes já se explica pelo título, né. Boas vibrações.


Rend Collective – Live Alive


Live alive levanta o espírito de qualquer coisa que estamos fazendo; é um folk rock com presença. Dá um senso de urgência, animação e festa pelas coisas mais simples da vida. And you make me alive, aliiiiiiiiiiiiive. Numa atmosfera animada semelhante, tem Build Your Kingdom Here.


Hollyn – Love With Your Life


Você sabe o quanto vale lutar pelo futuro [...] Você tem que amar com a sua vida / Como um fogo que queima forte / Até a noite chegar e passar / Há uma esperança que vive em você / Você tem que amar com a sua vida / Como um guerreiro luta, colocar na linha / Se você quiser ver uma mudança / Você tem que amar com a sua vida / Se você quiser ver uma mudança / Você tem que amar com a sua vida. Já disse tudo, né?



Southlen – Can’t Give It Up (Feat. Brooke Ashely)


Gosto como essa música chega de mansinho e então “abala”. É um pop eletrônico que bombeia força para não entregar os pontos. Não posso, nem quando o coração quebra / Não posso desistir / Não posso, nem quando chovem lágrimas / Não posso desistir / Não posso, nem mesmo que queira / Não posso desistir. Goxxxxtei da participação da Brooke.


Twelve 24 – Say Yes (This. Remix)


Eu estive esperando por este momento toda a minha vida / Eu vou chegar e levá-lo, não vai passar por mim / Este pode ser o momento certo para você e eu amar / Apenas diga sim / Apenas diga sim / Porque todo mundo precisa de alguém / Porque todo mundo precisa de alguém para amar. A melhor versão dessa música é o remix do This., mas você pode acessar a original, que tem uma pegada mais pop rock, aqui. And say yes!


Clean Bandit – Rather Be (Feat. Jess Glynne)


Por conta das batidas de dance music, quase house, as músicas do Clean Bandit são muito parecidas entre si. Como eu enjoo fácil house music, não consigo ouvir regularmente esse estilo, mas, da mesma maneira que livros razoáveis salvam a gente depois de uma intensa ressaca literária, Rather Be é aquela pitada necessária pra mudar os ares. O toque de música clássica só revigora. Acho que é o violino que mais me fisga. É ou não é de sair dançando por aí?


Kiesza – Hideaway


Outra boa pitada de pop house é a queridinha Hideaway. Essa, confesso, ainda não enjoei. Como costumo dizer, ainda não superei. Acho que é por conta da mistura de batidas, que não fica too much e dá mais emoção pra coisa toda.



 Icona Pop – I Love It (Feat. Charli XCX)


I love it é como a própria letra sugere: explosiva, ousada, divertida. Queridinha desde sempre, teve até uma paródia para shipper hearts (que ficou MARA!). I DON’T CARE, I LOVE IT! I DON’T CARE, I SHIP IT! Representa.



Zara Larsson – Lush Life


Lush life é aquele pop good vibes bem clichê do tipo “é o que é e pronto”, curta de boa – principalmente se você quer deixar aquele(a) crush pra lá e aproveitar o dia. Agora eu encontrei outra crush / Essa vida exuberante é rápida / Teve uma chance pra me conquistar / A segunda vez é tarde demais.


Não me responsabilizo se viciar J
E se você é team spotify, pode curtir as músicas do post por lá.


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Kleris Ribeiro é beletrista, produtora e agente cultural. Garota dos bastidores, se joga em marketing digital, comunicação e, recentemente, zines. Fascinada pelos mistérios do universo do livro, é administradora do blog Dear Book e diretora do Clube do Livro Maranhão. Fangirl, diz que mantém a cabeça nas nuvens e os pés no chão.


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Ana Liberato