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segunda-feira, 26 de dezembro de 2022

Resenha: "O assassino do rei" (Robin Hobb)

 

Tradução: Jorge Candeias

Sinopse: Filho bastardo de um príncipe, Fitz cresceu desprezado pelos nobres da corte de Torre do Cervo, mas era considerado importante demais para ser dispensado pelo rei. Por isso, ainda muito jovem, ele é convocado e treinado para se tornar um espião e assassino a serviço da realeza.

Em O assassino do rei, Fitz acabou de sobreviver à sua primeira missão, mas foi por pouco. Fraco e doente, ele está prestes a quebrar seus votos de fidelidade ao rei e fugir da vida que o aguarda na corte, mas tramas sombrias o atraem de volta à Torre do Cervo.

O rei está doente e o príncipe-herdeiro precisa assumir a responsabilidade de proteger os Seis Ducados dos constantes ataques dos Salteadores dos Navios Vermelhos, um povo brutal que incendeia vilas e destrói a mente de qualquer aldeão capturado. Apenas Fitz está atento às perigosas armações políticas se espalhando na corte; por isso, o destino do reino pode estar em suas mãos. No entanto, salvá-lo requer o maior sacrifício de todos.


Por Jayne Cordeiro: "O assassino do rei" é o segundo livro sa trilogia "A saga do assassino", que está sendo relançada pela editora Suma. Fitz sobreviveu a sua primeira grande missão, mas um grande custo. Agora ele precisa voltar para Torre do Cervo, buscando evitar uma trama que pode colocar em risco o trono e todo o reino, enquanto ainda deve questionar seu papel e futuro como assassino do rei, e como isso pode pedir sacrifícios importantes.

Eu gostei muito desse segundo livro. O primeiro é um pouco mais parado, até porque ele é uma introdução ao universo da história e mostra todo o processo de formação do Fitz como espião e assassino. Agora ele já está mais maduro e demonstrando suas habilidades e novos poderes,  o que torna tudo mais interessante. Apesar das 600 páginas, o livro não é monótono e consegue prender o leitor durante toda a leitura. É uma história recheada de intrigas políticas,  segredos e reviravoltas. Além de personagens complexos e várias cenas de ação, com lutas e uso de magia.

Ao final do livro, o leitor vai ficar ainda mais ansioso para saber quais serão os próximos passos do protagonista, e como será o destino desta aventura. Não chega a ser uma leitura rápida, mas me deixou ansiosa e agitada em vários momentos, espera do atitudes que as vezes vinham e outras não. Como livro de fantasia, esta trilogia da Robin Hobb tem se mostrado um grande achado, e vai garantir uma leitura completa para o leitor.


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sexta-feira, 17 de dezembro de 2021

Resenha: "Billy Summers" (Stephen King)

 

Tradução: Regiane Winarski

Sinopse: Billy Summers é o homem com a arma; um assassino de aluguel e um dos melhores atiradores do mundo. Mas ele tem um critério: só aceita o serviço se o alvo for realmente uma pessoa ruim.

Agora, Billy quer se aposentar, mas antes precisa realizar um último trabalho. Veterano da guerra no Iraque e um mágico quando se trata de desaparecer depois do crime, o hábil assassino tinha tudo planejado. Então, o que poderia dar errado?
Basicamente tudo.
Quando Billy se acomoda em uma cidadezinha do interior, disfarçado como um escritor tentando superar um bloqueio criativo enquanto espera seu alvo ser transferido para julgamento, ele não imagina a trama de traições, perseguições e vingança que o aguarda.

Por Jayne Cordeiro: Billy Summers é um assassino de aluguel, que se tornou especialista em tiro ainda no exercito. Ele possui como regra só matar pessoas ruins, e agora está no seu último e grande trabalho, para se aposentar. Nesta missão, ele precisa ficar em uma cidade pequena, disfarçado de escritor, enquanto espera o grande momento. Enquanto assume seu personagem, Billy acaba aproveitando para escrever e contar sua história. Mas nem todo o planejamento, pode evitar que as coisas possam dar errado, e Billy terá que tomar decisões importantes, sobre até onde irá para acertar as coisas.

Eu gosto muito da escrita do Stephen King, mas nunca tinha lido nada dele que não fosse do gênero terror. "Billy Summers" já segue mais para o estilo suspense policial. Acompanhamos todo o desenvolvimento do personagem, no seu papel fictício, e nos relatos do seu passado, e depois, partimos para parte em que o assassinato deve acontecer, e o que vem a seguir.

Eu achei o livro bem interessante, e mas eu teria reduzido bastante a primeira parte. É quase como ter dois blocos bem delimitados: Antes do assassinato e Depois do assassinato. E a parte "Depois" foi bem melhor. Bem mais dinâmica, com boas participações de outros personagens. Todo o enredo dessa parte prende o leitor, porque precisamos saber o que irá acontecer. Para mim, a primeira parte ficou um pouco cansativa, sem atrativos, e a  maior parte que  narra o passado de Billy, parece ter ficado um pouco solta.

Foi um livro que conseguiu me prender do meio para fim, e o final pareceu bem coeso com tudo o que o livro se propõe, mas deu uma leve sensação agridoce. Mas o livro é bom, e a escrita do autor continua ótima, mesmo sendo um gênero diferente. As avaliações do livro são boas, mas não diria que é um dos melhores livros dele. Mas acredito que seja uma daquelas obras que vai ter quem goste e quem não.


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segunda-feira, 15 de novembro de 2021

Resenha: "Não Existe Amanhã" (Luke Jennings)

 

Tradução: Leonardo Alves

Sinopse: Em um quarto de hotel em Veneza, onde acabou de concluir um assassinato de rotina, Villanelle recebe um telefonema tarde da noite.

Eve Polastri, a funcionária do governo inglês que está em seu encalço há meses, conseguiu rastrear um oficial do MI5 a serviço dos Doze e está prestes a levá-lo a interrogatório. Enquanto Eve se prepara para procurar respostas, tentando desesperadamente encaixar as peças de um terrível quebra-cabeça, Villanelle avança para o abate.
O duelo entre as duas mulheres se intensifica, assim como sua obsessão mútua, com a ação passando dos altos picos do Tirol até o coração da Rússia. Eve enfim começa a desvendar o enigma da identidade de sua adversária, e Villanelle se pega correndo riscos cada vez maiores para se aproximar da mulher que pode ser sua ruína.


Por Jayne Cordeiro: "Não Existe Amanhã" é o segundo livro da trilogia de Luke Jennings, que deu origem a série de TV "Killing Eve". Sendo que o primeiro livro já foi resenhado na nossa página, no ano passado. Nesta continuação, temos ainda o jogo de gato e rato entre Villanelle, uma assassina profissional e sem emoções, e Eve Polastri, a responsável pela investigação que segue atrás da identidade de Villanelle, e de sua captura. 

Enquanto Villanelle continua cumprido suas missões, ela não consegue deixar de lado a necessidade de manter Eve seguindo seus passos. Da mesma forma que Eve não consegue abandonar a investigação, certa de que está cada vez mais perto de conseguir pegar a mulher que matou seu colega de trabalho, e tem matado diversas outras pessoas pelo mundo, sem ser descoberta.

Eu tinha ficado com um pé atrás, em relação ao primeiro livro, porque ele acabou de forma muito abrupta, como se faltasse outras páginas. O primeiro livro também funciona muito mais como uma introdução, mostrando o passado de Villanelle, importante para esse livro, e como Eve acabou parando nessa investigação. Mas este segundo livro conseguiu sem bem melhor que o primeiro, com a história se desenvolvendo mais, e com nossas duas protagonistas, se relacionando de forma mais próxima.

É uma verdadeira história de espionagem, com viagens e investigações, disfarces e mortes elaboradas. Temos ação, mistérios e dramas. A forma como Villanelle e Eve se conectam é muito interessante de ver, mostrando uma evolução nos pensamentos e comportamentos, de ambas as mulheres. A história é curta (achava até que poderia ser um único livro em vez de três), mas consegue ser bem completa e prender o leitor até o final, com uma bela surpresa no final. Fiquei bem curiosa quanto ao que vem por aí.


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sexta-feira, 5 de novembro de 2021

Resenha: "Garota, 11" (Amy Suiter Clarke)

 

Tradução: Helen Pandolfi

Sinopse: Elle Castillo é a apresentadora de um podcast popular sobre crimes reais. Depois de quatro temporadas de sucesso, ela decide encarar um caso pelo qual sempre foi obcecada ― o do Assassino da Contagem Regressiva, um serial-killer que aterrorizou a comunidade vinte anos atrás. Suas vítimas eram sempre meninas, cada qual um ano mais jovem que a anterior. Depois que ele levou sua última vítima, os assassinatos pararam abruptamente. Ninguém nunca soube o motivo.

Enquanto a mídia e a polícia concluíram há muito tempo que o assassino havia se suicidado, Elle nunca acreditou que ele estava morto. Ao seguir uma pista inesperada, no entanto, novas vítimas começam a aparecer. Agora, tudo indica que ele está de volta, e Elle está decidida a parar sua contagem regressiva.


Por Jayne Cordeiro: "Garota, 11" é um suspense focado em Elle Castillo, uma investigadora independente, e apresentadora do podcast "Justiça Tardia". Nos episódios da nova temporada do podcast, Elle está investigando o Assassino da contagem regressiva, que cometeu crimes contra jovens mulheres e adolescentes anos atrás, caindo de 21 a 11 anos de idade, até que parou misteriosamente. Muitos acreditam que ele morreu, mas Elle quer descobrir sua identidade, e acredita que o assassino ainda está vivo. 

Na medida em que entrevista familiares de vitimas, profissionais que atuaram na investigação e segue novas pistas deixadas por seus ouvintes, Elle vai desvendando a teia que envolve o caso, e tudo fica mais complicado, quando um novo assassinato ocorre, e parece que o assassino volta a atuar.

Eu peguei esse livro sem expectativa nenhuma, mas fiquei imersa nele. Gostei da ideia de utilizar entrevistas em um podcast para juntar informações sobre o assassino e seus crimes, e tornando esses relatos, os momentos do passado, enquanto acompanhamos Elle com o presente, em que novas vitimas surgem. A história se desenrola bem, apresentando a protagonista e seus personagens secundários, e entrelaçando fatos de forma bem concisa. 

Existe uma surpresa revelada durante o livro que não me surpreendeu em nada, mas ainda assim, torna toda a história ainda mais especial. Para quem gosta de livros ou filmes de suspense, não vejo como não gostar desse aqui. Tem todo o relato sobre o assassino e como seus crimes acontecem, discussão sobre suas motivações e porque realizada determinados atos, mas também mostra as consequências de um crime para as famílias e vitimas, e os profissionais envolvidos na resolução desses crimes. 

Foi uma leitura rápida, envolvente e bem escrita. Nunca li nada da autora, e achei que ela soube misturar bem passado e presente, utilizando o poder da narrativa em primeira pessoa, dando chance de ouvirmos exatamente o que a protagonista está pensando, através de suas narrações para o podcast. Fiquei bem satisfeita com várias das participações secundárias, como do marido da Elle e da afilhada deles.  Recomendo com certeza, para quem gosta do gênero.



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segunda-feira, 28 de junho de 2021

Resenha: "Entre o agora e o sempre" (J. A. Redmerski)

 

Tradução: Michele Vartuli

Sinopse: A continuação de Entre o agora e o nunca, a história de amor, sexo e celebração da liberdade que encantou milhares de leitores. Camryn Bennett e Andrew Parrish nunca foram tão felizes. Cinco meses depois de se conhecerem num ônibus interestadual, os dois estão noivos e prestes a ter um bebê. Nervosa, mas empolgada, Camryn mal pode esperar para viver o resto de sua vida com Andrew, o homem que ela sabe que vai amá-la para sempre. O futuro só lhes reserva felicidade... até que uma tragédia os surpreende. Andrew não consegue entender como algo tão terrivelmente triste pôde acontecer. Ele tenta superar o trauma - e acredita que Camryn esteja fazendo o mesmo. Mas, quando descobre que ela busca sufocar uma dor imensa de uma forma perigosa, fará de tudo para salvá-la. Determinado a provar que o amor dos dois é indestrutível, Andrew decide levar Camryn numa nova jornada carregada de esperança e paixão. O mais difícil será convencê-la a ir junto... Com Entre o agora e o sempre, a aguardada continuação de Entre o agora e o nunca, J. A. Redmerski concluiu a história de amor que encantou milhares de leitores.


Por Jayne Cordeiro: "Entre o agora e o sempre" é a continuação,  e conclusão,  do livro "Entre o agora e o nunca", que nos apresentou o casal Andrew e Camryn. Após a viagem pelos EUA que uniram os dois, e a situação dificil envolvendo Andrew, agora estamos alguns meses no futuro, com uma gravidez no caminho e os dois noivos.

Só que um acontecimento dificil, muda tudo, e Camryn não está lidando bem. Querendo salvar a mulher que ama, e resgatar a felicidade dos dois,  Andrew decide levá-los a uma nova viagem. A questão é se Camryn aceitará, e será que isso será suficiente para ajudá-los a superar tudo?

Eu já resenhei aqui, o primeiro livro da duologia, e não poderia deixar de correr para ler o segundo, porque eu fiquei apaixonada pelo primeiro livro. Apesar de alguns pessoas pensarem nesse livro como desnecessário, para mim foi ótimo ter a oportunidade de curtir mais um pouco desses dois, e ver até onde o relacionamento deles conseguiria ir.  

Esse livro manteve as principais qualidades do anterior, com um drama bem construído, personagens complexos e encantadores. Andrew continua sendo a perfeição, e consegue lidar muito bem, e decidido, com os problemas que aparecem no caminho. Camryn tem suas questões emocionais para lidar, mas é uma jovem que amadurece cada vez mais, e é o par perfeito para Andrew.

Vamos ter mais viagens de carro pelos EUA, com aventuras e descobertas. Há muito romance, do jeito que eu gosto. Eu também gostei muito da mensagem que o livro procura mostrar, sobre quem queremos ser, e se devemos nos moldar ao que esperam da gente ou no que realmente queremos ser. Camryn e Andrew são personagens únicos, com uma visão de futuro bem diferente do que vemos por aí, e toda a história deles é gostosa de ler. Quem leu o primeiro livro, tem que ler esse, e quem não leu nenhum, e gosta do gênero, tem que dar uma chance a essa história.


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sexta-feira, 25 de junho de 2021

Resenha: "Entre o agora e o nunca" (J. A. Redmerski)

 

Tradução: Michele Vartuli

Sinopse: Camryn Bennett é uma jovem de 20 anos insatisfeita com a própria vida. Ela mora com a mãe e trabalha numa loja. Seu sonho de viajar pelo mundo com uma mochila nas costas parece cada vez mais distante. Ian, seu namorado, morreu num acidente de carro há um ano, fato que a traumatizou. O pai abandonou a família e o irmão mais velho, Cole, está na prisão. A gota d’água é quando seu plano de morar com a melhor amiga, Natalie, vai por água abaixo após o namorado de Nat revelar que está apaixonado por Camryn. Perdida, sem saber o que fazer, Camryn vai para rodoviária e pega o primeiro ônibus interestadual, sem se importar com o destino. Com uma carteira, um celular e uma pequena bolsa com alguns itens indispensáveis, a jovem embarca para o estado de Idaho. O que ela não esperava era conhecer Andrew Parrish, um jovem sedutor e misterioso, a caminho para visitar o pai, que está morrendo de câncer. O personagem é um perfeito bad boy, músico de blues, belo e tatuado. Ele se aproxima da companheira de viagem, primeiro para protegê-la, mas logo uma conexão irresistível se forma entre os dois. Camryn tenta lutar contra o sentimento, já que jurou nunca mais se apaixonar desde a morte de Ian. Andrew também tenta resistir, motivado pelos próprios segredos. 


Por Jayne Cordeiro: "Entre o agora e o nunca" é um romance protagonizado por Camryn e Andrew. Camryn é uma jovem de 20 anos, que ainda carrega a tristeza pela morte do namorado, um ano antes. Junto com isso, há uma família desestruturada, e a recente, e inesperada, traição de sua melhor amiga. Abalada com tudo isso, e presa em uma vida onde não parece se encaixar, ela vai até a rodoviária e pega um ônibus com destino a qualquer outro lugar. E nessa viagem de ônibus, ela acaba conhecendo Andrew.

Ele é um jovem, que também parece não conseguir se encaixar no que esperam dele. Tentando aliviar a mente e se preparar para a inevitável morte do pai, vitima de câncer, ele embarca nesta viagem longa, até a cidade onde o pai está esperando seu fim. Andrew acaba se aproximando de Camryn, na intenção de protegê-la dos perigos da longa viagem de ônibus, mas esse tempo que passarão juntos, pode ser de ajuda para os dois, em questões bem mais emocionais.

Eu não tinha altas expectativas para esse livro, mas adorei. É o tipo de livro, que daria um ótimo filme, com uma dupla de jovens em uma viagem pelas estradas dos EUA, tentando lidar com seus problemas pessoais, suas duvidas sobre o futuro, enquanto uma amizade/atração vai se formando. Esse foi um livro que eu não consegui desgrudar. Adorei os personagens principais, suas dúvidas, e como a autora dedicou tempo em criar um laço entre eles.

Achei muito fofo o modo como eles se aproximam e se tornam ligados um ao outro. O carinho, preocupação e amizade que se forma, vem antes de todo o romance, e você curte todas as cenas desses dois. Adoro histórias envolvendo viagens, e paradas em cidades, enquanto os dois fazem atividades inesperadas. Nisso Andrew é um encanto de pessoa. Puxando Camryn de seu mundo certinho e apagado, a fazendo descobrir possibilidades, e a tirando da sua zona de conforto. Do outro lado, ela  passa todo o apoio emocional que Andrew precisa ao lidar com a situação do pai.

Este livro é uma mistura perfeita de descobertas, viagens, momentos divertidos, amizade, dramas e romance. Com um plot final bem inesperado, e que criou um ápice para o livro. Este livro é de 2013, mas só tive a chance de ler agora, e recomendo para todos que gostam do gênero Young ou New Adult. Você não vai se decepcionar!


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quarta-feira, 13 de janeiro de 2021

Resenhas: "Trocas Macabras" (Stephen King)

 

Tradução: Regiane Winarski

Sinopse: Compre agora. Pague depois.

Há uma nova loja na cidade. ARTIGOS INDISPENSÁVEIS, diz a placa. Um nome curioso, que se torna tema de rumores e especulações entre os moradores de Castle Rock.
Para cada cliente que entra na loja, Leland Gaunt tem algo perfeito ― um objeto há muito sonhado, desesperadamente desejado. O preço parece sempre razoável, mas vem acompanhado de pedidos estranhos.
O que começa como brincadeiras e pegadinhas inocentes aos poucos sai do controle, transformando a cidade em palco de disputas caóticas e brutais. Mas, quando você encontra um artigo indispensável, como saber se o custo para obtê-lo é alto demais?

Por Jayne Cordeiro: "Trocas Macabras" é um dos lançamentos de 2020, e da coleção especial que a Suma das letras tem lançado do autor Stephen King. Uma coleção com valor alto, mais feita com muito esmero, e bonita de ver. Achei o visual dessa edição maravilhosa. O material da capa, a textura e relevo dela, além da cor chamativa, foi bem atraente para mim. E por ser capa dura, ele já ganha pontos a mais.

Esse livro foi bem aguardado aqui no Brasil, porque era muito difícil achar a única edição dele que foi lançada por aqui e que fazia muito tempo. E o que dizer sobre esse livro? "Trocas Macabras" se passa no Maine, local onde muitas histórias do autor se passam, e nesse caso aqui, é em uma cidade já mostrada em outros livros dele, Castle Rock. Eu não tinha lido nenhum desses livros, e isso não atrapalhou a leitura. O livro é longo, mas muita coisa acontece nele  também. Temos muitos personagens, que em um primeiro momento, não parecem ter nenhuma ligação, além de morarem na mesma cidade. Mas então ,  as situações vão saindo de isoladas, para se unirem em uma rede bem interessante no final.

Por um lado, a escrita do autor é bem envolvente, o que já era esperado, pelos outros livros que li dele. "IT - A Coisa" é bem maior que "Trocas"  e consegui ler sem pena. Mas, da mesma forma, esse aqui não dá para você ler rapidamente. É um livro denso, com detalhes. O autor dá muita importância a descrições, e pequenos acontecimentos, e isso pode deixar o livro cansativo para alguns. Eu, particularmente, gosto muito da forma como o autor decidiu contar essa história. Mas esse é um livro de extremos. Há quem ame e quem odeie.

De qualquer forma, acho que é um livro interessante, e que tem muito da identidade do autor. Vemos o sobrenatural, mas também o mal que existe dentro das pessoas. É uma característica do autor, trazer essa maldade humana como um personagem de terror. Muitas vezes, ficamos mais abalados pelo que o humano faz nos seus livros, do que um monstro sobrenatural é capaz de fazer. No geral, é uma edição linda, e uma história que precisa ser degustada. Acho que vale a pena a leitura, e que vocês possam tirar suas próprias conclusões.


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sexta-feira, 11 de dezembro de 2020

Resenha: "Terror a Bordo" (Stephen King e Bev Vincent)

 

Tradução: Regiane Winarski 

Sinopse: Stephen King odeia voar.E agora, junto com seu coeditor Bev Vincent, ele está pronto para compartilhar esse medo com você.Bem-vindos a Terror a bordo, uma antologia sobre tudo que pode dar terrivelmente errado quando se está a 20 mil pés de altura, cortando os céus a 800 km/h, preso em uma caixa de metal com centenas de desconhecidos.

Aqui você vai encontrar todas as maneiras como sua agradável viagem pelos ares pode se transformar em um pesadelo, incluindo algumas formas que você nunca imaginou… mas que vai imaginar da próxima vez em que estiver atravessando a ponte de embarque e entregando sua vida nas mãos de um estranho.
Incluindo histórias inéditas de Joe Hill e Stephen King, além de catorze contos clássicos e um poema de mestres como Richard Matheson, Ray Bradbury, Roald Dahl, Dan Simmons e muitos outros, Terror a bordo é, nas palavras de Stephen King, "perfeito para ler em aviões, principalmente durante aterrisagens turbulentas".


Por Jayne Cordeiro: Sou daquelas que tem vontade ler qualquer coisa que traga o nome de Stephen King. E aqui temos um livro que trás seu nome bem grande na capa, mas que não foi totalmente escrito por ele. "Terror a bordo" é uma antologia focada em um tema bem interessante. Quem nunca se preocupou com que poderia acontecer durante um voo? E aqui, tudo isso é aumentado ao dar uma conotação sobrenatural a todas essas possibilidades. Não vou falar sobre cada conto, mas sim no que o conjunto em si conseguiu passar.

Quem lê as minhas resenhas, sabe que não sou muito fã de antologias. Por mais que eu acabe gostando dos contos, terminar um livro deles, é uma tarefa mais difícil. Eu não consigo ter aquele animo para continuar lendo (o que explica nunca ter terminado Black Mirror), mas para quem gosta desse tipo de livro, não vejo motivos para não gostar desse aqui. O mais interessante sobre ele, é que os contos são dos anos mais variados, e o telespectador é situado com uma introdução que ocorre no começo de conto. E essa introdução já é interessante por si própria.

Individualmente, eu gostei de quase todos o contos. Eles não são longos, e você acaba vendo diversas escritas diferentes, com temáticas diferentes, e isso mantem a atração da coisa. Alguns me deixaram bem tensa, e outros me fizeram pensar "que estranho" e ficar com aquilo remoendo na mente. Todas as escritas me convenceram, e se mostraram bem coesos ao tema principal. Muitos contos até pareciam algo que o Stephen King teria escrito. E não foi a toa, que foram escolhidos por ele, para fazer parte dessa coletânea. Para quem gosta do gênero suspense/terror, e ainda gosta de contos, esse é um livro que vai entreter totalmente o leitor.


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sexta-feira, 4 de setembro de 2020

Resenha: "It - A Coisa" (Stephen King)

 

Tradução: Regiane Winarski

Sinopse: Durante as férias de 1958, em uma pacata cidadezinha do Maine, Bill, Richie, Stan, Mike, Eddie, Ben e Beverly aprenderam o real sentido da amizade, do amor, da confiança... e do medo. O mais profundo e tenebroso medo. Naquele verão, eles enfrentaram pela primeira vez a Coisa, um ser sobrenatural e maligno que deixou terríveis marcas de sangue em Derry. Quase trinta anos depois, os amigos voltam a se encontrar. Uma nova onda de terror tomou a pequena cidade. Mike Hanlon, o único que permaneceu em Derry, dá o sinal. Precisam unir forças novamente. A Coisa volta a atacar e eles devem cumprir a promessa selada com sangue que fizeram quando crianças. Só eles têm a chave do enigma. Só eles sabem o que se esconde nas entranhas de Derry. O tempo é curto, mas somente eles podem vencer a Coisa. Neste clássico de Stephen King, os amigos irão até o fim, mesmo que isso signifique ultrapassar os próprios limites.

Por Jayne Cordeiro: Sempre ouvi falar do livro "It - A Coisa", mas nunca me atrevi a ler. Talvez por ser um livro de terror, talvez pela quantidade de páginas ou pelo preço do livro. Mas depois de ver  mais nova adaptação para o cinema, fiquei mais curiosa para ler, e consegui entrar em uma leitura coletiva. E o que dizer?

Eu já li outros livros do Stephen King, e gostei de todos eles, incluindo O Iluminado. Mas "It" me conquistou de uma forma única. Começou como uma leitura diferente, em que eu só lia um capítulo por dia (e eles são enormes, no começo), e isso me deu a sensação de estar vendo uma série, onde cada dia havia um episódio novo. E depois veio a história, os personagens e um pouco do carinho já adquirido pelos filmes.

O livro é uma história de terror, mas também é muito mais do que isso. Ele passa mensagens importantes sobre familia, amizade, infância, e como o passado pode nos moldar, sem nem perceber. O jeito como ele apresenta o mal, não só como um ser "mágico", mas também como as facetas do ser humano, é de fazer o leitor se questionar sobre como o livro pode ter um tema sobrenatural, mas também tão realista.

O revezamento entre os personagens que contam a história, incluindo aqueles que nem são protagonistas, dá uma amplitude muito boa a história. Os personagens são cativantes, emocionantes e nos apegamos  a eles facilmente. O livro mistura terror, suspense, drama e consegue ser divertido também. Trás temas importantes, como bullying e preconceito, de formas cruas e reais. Para mim foi um livro que trouxe mais do que só tensão, foi um livro que me fez pensar. E ele tema uma coisa ótima. O autor não te entrega as respostas fáceis. Ele te faz analisar e depois quando você já criou mil teorias, ele vem  responde.

Deu pra ver que foi um livro que adorei, e que recomendo para todo mundo. Até quem não tem o costumo de ler terror. Ele tem cenas tensas, mas não chega  ser pesado como um filme de terror consegue ser. A história é bem construída  e segue um ritmo bom. Só teve uma cena que não gostei, e acho que é unanimidade entre os leitores, mas fora isso é um livro sem defeitos. E apesar de bem grande, não tiraria nada dele.


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segunda-feira, 24 de fevereiro de 2020

Resenha: A Bússola de Ouro - Fronteiras do Universo 1 (Philip Pullman)



Tradução: Eliana Sabino

Sinopse: Lyra Belacqua e seu daemon, Pantalaimon, vivem felizes e soltos entre os catedráticos da Faculdade Jordan, em Oxford. Até que rumores invadem a cidade – são boatos sobre os Papões, sequestradores de crianças que estão espalhando o medo pelo país. Quando seu melhor amigo, Roger, desaparece, Lyra entra em uma perigosa jornada para reencontrá-lo. O que ela não desconfia é que muitas outras forças influenciam seu destino e que sua aventura a levará às terras congeladas do Norte, onde feiticeiras e ursos de armadura se preparam para uma guerra. Embora tenha a ajuda do aletiômetro – um poderoso instrumento que responde a qualquer pergunta –, nada a prepara para os mistérios e a crueldade que encontra durante a viagem. E, mesmo que ainda não saiba, Lyra tem uma profecia a cumprir, e as consequências afetarão muitos mundos além do dela.

Por Jayne Cordeiro: Esta é a nova edição do livro A Bússola de Ouro que faz parte da trilogia Fronteiras do Universo. Decidi ler esse livro por causa da série de Tv His Dark Materials, da HBO, que me conquistou só com um capítulo. Já tinha assistido a primeira adaptação do livro para o cinema, com Daniel Craig e Nicole Kidman, anos atrás, mas a coisa não tinha vingado. Mas dessa vez, houve vários elogios a adaptação para a TV, então fui atrás do livro. Termino esse parágrafo dizendo o como gostei da capa dessa edição. Simples, mas bonita e tudo a ver com a história.

E vamos lá. Temos aqui um livro de fantasia que consegue ser bem realista e maduro, apesar de ter uma criança como protagonista.  Tirando a história dos dimons, bruxas e ursos que falam, tudo mais é bem realista, e tem uma conversa tão profunda, que as vezes eu esqueço que se trata de um livro de fantasia. O enredo trás o debate entre religião e governo, de uma forma bem interessante e sem parcialidade. Fala sobre ditadura, regras sociai arcaicas, sobre estrutura social...tudo isso em um livro que parece infanto juvenil, mas que qualquer adulto lerá e ficará entretido.

Os personagens são muito complexos, principalmente Lyra, Sra Coulter e Lorde Asriel, que me causa sentimentos bem contraditórios. E acredito que a ideia é exatamente essa. Temos aventura, ação, magia, e um enredo cheio de detalhes, que vai levando o leitor a sempre questionar o que vai acontecer. A escrita do autor é série, mas não menos cativante e simples. O final é impactante e deixa várias coisas em aberto para serem continuadas no próximo livro, que já fique super curiosa para ler. Para mim, é um ótimo livro de fantasia, que vale a pena ser lido.


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segunda-feira, 3 de fevereiro de 2020

Resenha: "Ascensão" (Stephen King)


Tradução: Regiane Winarski

Sinopse: Scott Carey tem muito em que pensar ― o projeto enorme que pegou no trabalho; o casal lésbico que mora na casa ao lado e o cachorro delas, que insiste em fazer as necessidades no seu quintal; e a súbita e inexplicável perda de peso das últimas semanas.
Apesar de não querer ser estudado e examinado, Scott decide compartilhar a questão com seu velho amigo, o dr. Bob Ellis. Afinal, apesar dos números decrescentes na balança, sua aparência continua a mesma ― além disso, seu peso não varia quando está nu ou usando roupas pesadas, quando está de mãos vazias ou carrega algo no colo. Não importa o que ele faça ou coma, Scott está cada vez mais leve ― embora não mais magro ―, e conforme seu peso se aproxima de zero, ele sabe que logo nada vai prendê-lo ao chão.
Scott não quer se preocupar com o que vem pela frente; ele ainda tem tempo para resolver todas as suas questões antes do Dia Zero, e por que não começar pelas mais difíceis? Por exemplo, encarando o preconceito que suas vizinhas têm sofrido da comunidade ― e dele ― e fazendo o possível para ajudar.
Amizades improváveis, a maratona anual da cidade e a misteriosa condição de Scott são a fórmula para grandes transformações. Incrivelmente alegre e profundamente triste, Ascensão é um verdadeiro antídoto para nossa cultura intolerante.

Por Jayne Cordeiro: Ascensão é um livro bem curtinho de Stephen King, com um pouco mais de 120 páginas. A primeira coisa que me chamou a atenção foi a capa, que achei muito bonita, e ainda mais sendo de capa dura. Este livro é diferente das outras obras do autor que já li. O livro é bem mais curto, e a história é mais simples. Não espere aqui grandes explicações de o porque das coisas, mas ainda assim é um livro muito interessante e que me conquistou, mesmo sem ter um enredo complexo.

Gostei muito da forma como a história foi contada. Os personagens são extremamente cativantes, o que é uma surpresa, considerando as poucas páginas disponíveis. Scott é um encanto de pessoa e lida muito bem com a sua nova realidade. Esta ficando cada vez mais leve, percebendo que um dia ele não pesará o suficiente para permanecer ligado ao chão. Junto a essa história ligada mais ao gênero fantástico do que ao suspense/terror, o autor retrata outros temas bem interessantes, como o preconceito por opção sexual, e a aceitação das diferenças. 

No final da sinopse, existe a seguinte frase "Incrivelmente alegre e profundamente triste", definindo o livro. E acho que nada se encaixa tão bem quanto isso. Ao mesmo tempo que sorrimos com as interações entre os personagens, sentimos uma doce tristeza pelo destino que aguarda Scott. Apesar de o livro não trazer explicações para o fenômeno, acho que ele cumpre exatamente seu papel de passar uma mensagem voltada para a aceitação. Seja de qual forma for. É um livro bonito e muito diferente do que estou acostumada a ver do autor. E gostei muito disso.




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segunda-feira, 9 de dezembro de 2019

Resenha: "Wild Cards - O Começo" (George R. R. Martin)



Tradução: Alexandre MartinsPetê Rissatti e Edmundo Pedreira Barreiros

Sinopse: Um vírus alienígena atinge a Terra logo após o fim da Segunda Guerra Mundial, dotando algumas pessoas de poderes incríveis ou deformidades abomináveis, e transformando para sempre o rumo da história.
Aqueles abençoados com superpoderes físicos ou mentais são chamados de ases, enquanto as pessoas afligidas com habilidades ou características bizarras são denominadas curingas. Alguns usam seus poderes a serviço da humanidade. Outros, para os próprios interesses.
Nesse novo mundo, a humanidade busca recuperar seu equilíbrio - e enquanto ases viram heróis nacionais e estrelas de cinema, os curingas são marginalizados e relegados à miséria. No entanto, nem todo ás usa seu poder para o bem, e no Bairro dos Curingas os ânimos estão esquentando - e uma revolta parece prestes a explodir.
Wild Cards: O começo é o primeiro livro da Tríade Original, e dá início à série Wild Cards editada por George R.R. Martin, o consagrado autor de A guerra dos tronos. Capítulo a capítulo, um time de grandes nomes da ficção fantástica apresenta personagens complexos e interessantes, e constrói a trama inesquecível de um mundo ao mesmo tempo tão parecido e tão diferente do nosso.

Por Jayne Cordeiro: Nos últimos tempos tenho tido a oportunidade de me aventurar em outras obras de George R. R. Martin além de Game of Thrones. Indo para o mesmo lado que The Nightflyers, que é ficção, temos Wild Cards que se envereda para o lado da fantasia, e traz um universo de super herois, criados a partir de um vírus alienígena, que por um lado criou pessoas como poderes espetaculares, mas que também criou aqueles que tinham habilidades estranhas e se tornaram excluídos da sociedade.

Como o próprio título já diz, esse livro conta o começo da história e da série Wild Cards, que é uma antologia, onde vários autores contam histórias de personagens diferentes ambientados no mesmo universo. O que gostei muito aqui, é como a ficção se mistura com a realidade. Há esse desvio após o fim da segunda guerra mundial, e na medida em que você vai lendo, fatos reais vão se misturando e se adaptando a história. E isso torna a história bem mais verídica, apesar de ser uma história de fantasia.

Todos os autores souberam aproveitar bem o enredo principal, e apesar de vir de escritas diferentes, todas se complementam. Quando comecei a ler o livro nem sabia que se tratava de autores diferentes. O livro é atraente, e apesar de longo, a leitura flui rápida e interessante. Achei a capa também muito bonita, com cores atraentes e com imagens que representavam bem os personagens. O livro ainda traz trechos de textos falando sobre o vírus, como se tivessem selecionados artigos que poderiam complementar aquilo que a história já traz.

O livro é bom. Não é um livro espetacular pra mim, porque não sou muito fã de antologias. Prefiro histórias que seguem um caminho com um objetivo no final, mas no geral é um bom livro. Para quem gosta do gênero de fantasia/ficção e de histórias de super herois, é uma boa opção de leitura. E consegue trazer uma história do tipo sem ir muito para o lado fantasioso, mas para algo bem realístico. Que o leitor poderia ver acontecendo na sua vida.




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sexta-feira, 11 de outubro de 2019

Resenha: "Através do Vazio" (S. K. Vaughn)


Tradução: Renato Marques

Sinopse: Em Através do vazio, ficção científica e suspense se misturam, construindo uma trama complexa e emocionante que mantém o leitor envolvido até a última página. É Natal de 2067. Os acordes de uma música natalina ecoam pelas ruínas de uma espaçonave que flutua pela escuridão. Lá dentro, May desperta lentamente — a única sobrevivente de um acidente desastroso na primeira viagem tripulada a Europa, a lua de Júpiter. Sozinha no vazio do espaço, em uma nave caindo aos pedaços, May tenta desesperadamente reencontrar o caminho para a Terra. A única pessoa capaz de ajudá-la é Stephen Knox, um cientista brilhante da Nasa... e um homem que ela magoou profundamente antes de partir. Enquanto ela batalha pela própria sobrevivência e sinais de sabotagem começam a vir à tona, a voz de Stephen parece ser a única coisa capaz de atravessar o vazio insondável do espaço e levá-la de volta para casa em segurança. 

Por Jayne Cordeiro: Ando meio que em uma "vibe" de Sci-Fy, então não podia deixar a chance de ler esse livro passar. Através do Vazio é um suspense misturado com ficção cientifica, que carrega toda uma tensão, enquanto acompanhamos a luta da protagonista May para conseguir escapar do espaço. Junto com isso vemos todo o desenrolar que acontece na Terra, envolvendo seu marido Stephen. Eu adorei esse livro. Ele tem a dosagem certa entre romance ficção e suspense, que cativa o leitor, e não deixa você parar de ler até chegar no final.

Se não tivéssemos felizes e satisfeitos como indivíduos, seriam dois chatos ressentidos, vulneráveis e insuportavelmente maçantes, como praticamente todos os outros casais do planeta.

Ele é muito bem elaborado na questão da ficção, com conversas e dinâmicas bem condizentes com cientistas, astronautas e viagens espaciais, mas sem ficar cansativo, confuso, e ainda mantendo uma pegada bem atual, mesmo se passando em 2067. Durante a leitura acompanhamos o presente, com a May e o Stephen, mas também momentos do passado que nos ajudam a entender os personagens, seus comportamentos e que vai esclarecendo aos poucos alguns mistérios que vivenciamos com a May, que logo no começo do livro acorda com perda da memória mais recente.

Só tem essa coisa chamada movimento orbital. Talvez você tenha ouvido falar. Planetas se movendo ao redor do Sol e coisa e tal. A menos que você seja um desses merdinhas que acham que a Terra é plana.

Gostei de como temos esse mistério envolvendo o que aconteceu com a nave e com a May, mas também sobre como ela foi parar nessa viagem, ou porque a relação dela como Stephen estava estremecida. O livro trás uma bela carga dramática, como as questões de relacionamento, filhos, pais e carreiras. Fou um complemento bem legal, e torna o livro muito mais rico.

Você quer ser o herói, como todos os homens, e não enxerga que eu não preciso de um herói. Eu sou a heroína. Eu.

Junto com todo o drama e suspense, damos boa risadas com a May e a Eva (a Inteligência artificial da nave) que são ótimas nos comentários. Na verdade, eu gostei muito dos personagens do livro. São extremamente ricos, bem aproveitados, e complexos. Você entende seus comportamentos, agustias, e torce junto com eles. A May é uma girl power de marca maior, e é gostoso ver uma protagonista que não é perfeita, mas que se impõe e não desiste. A história também nos dá um bastante emoção, com cenas de ação e surpresas. É um ótimo livro para quem gosta do gênero de ficção cientifica e viagens espaciais. Foi uma leitura que me surpreendeu muito, e que vale a indicação.





segunda-feira, 19 de agosto de 2019

Resenha: "A Metade Sombria" (Stephen King)

Tradução de Regiane Winarski

Por Stephanie: Quando li a sinopse de A Metade Sombria, logo fiquei interessada. Não sei por que eu havia esquecido que o livro tinha uma pegada sobrenatural, por isso fui surpreendida desde o começo. O clima sombrio já é notável nos primeiros capítulos, e a escrita característica de King consegue nos deixar imersos e curiosos para ver o que virá pela frente.

Não é novidade que Stephen King gosta de escrever sobre escritores. Eu adoro ler sobre esse tipo de personagem porque sempre acabo me identificando muito com seus pensamentos (afinal, um dia ainda quero publicar meu livro). Ver Thad, o protagonista, refletindo sobre seus trabalhos e sobre sua relação com o pseudônimo George Stark foi fascinante e me despertou grande empatia.

(...) afinal,  ele era escritor de ficção… e um escritor de ficção no fundo não passava de um sujeito pago para contar mentiras. Quanto maiores as mentiras, melhor o pagamento.

Por falar em Stark… que personagem aterrorizante! Toda vez que ele surgia, eu sabia que algo terrível estava para acontecer. O aspecto vilanesco dele poderia ter soado caricato ou forçado, mas acho que combinou com essa obra em específico. Talvez seja graças a escrita densa de King, que consegue transmitir toda a maldade de maneira crua. Porém, é bom lembrar que o autor tem como característica a prolixidade, ou seja, não espere um livro super fluido (o que não o desmerece de forma alguma).

(...) Mas, quando estava escrevendo como George Stark, e particularmente sobre Alexis Machine, Thad não era o mesmo. Quando ele… abria a porta, talvez seja a melhor forma de dizer… quando ele fazia isso e convidava Stark pra entrar, ficava distante. Não frio, nem mesmo morno, só distante. (...)

Como um bom livro de King, é preciso avisar: há cenas pesadas, que chegam a embrulhar o estômago. Se você for muito sensível, não recomendo. A parte policial e de investigação é bem empolgante, mas achei um pouco inverossímil em algumas passagens (parece que a polícia é meio burra, às vezes…).

O desfecho é bem satisfatório. Acho que dentro das possibilidades, King soube fechar os arcos com maestria e ainda deixar aquela pulguinha atrás da orelha da gente, hehe. Recomendo muito essa leitura pra quem está atrás de uma boa história sobrenatural com doses de drama e investigação!

Até a próxima, pessoal!

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segunda-feira, 5 de agosto de 2019

Resenha: "Nightflyers" (George R. R. Martin)


Tradução: Alexandre Martins

Sinopse: Nas fronteiras do universo, uma expedição científica composta de nove acadêmicos dá início à missão de estudar os volcryn, uma misteriosa raça alienígena. Existem, no entanto, mistérios mais perigosos a bordo da própria nave. A Nightflyer, única embarcação que se dispôs à missão, é uma maravilha tecnológica: completamente automatizada e pilotada por uma única pessoa. O capitão Royd Eris, porém, não se mistura com a tripulação – conversando apenas através de comunicadores e se apresentando somente por holograma, ele mais parece um fantasma do que um líder. 

Quando Thale Lassamer, o telepata do grupo, começa a detectar uma presença desconhecida e ameaçadora por perto, a tripulação se agita e as desconfianças aumentam. E a garantia de Royd sobre a segurança de todos é posta à prova quando uma entidade malévola começa uma sangrenta onda de assassinatos.


Por Jayne Cordeiro: Este livro do autor de Game of Thrones não é um lançamento, afinal o livro é antigo, mas essa é uma edição nova lançada pela Editora Suma. A edição é muito bonita, de capa dura, e com ilustrações em alguns pontos. É um livro curto e que consegue prender o leitor até o final. Em um primeiro momento a história segue um pouco devagar, apresentando os personagens. Não sei se a ideia é fazer o leitor se apegar a eles, porque isso não acontece. A escrita do autor é muito impessoal, e eu senti como se estivesse vendo tudo de fora, o que não é tão legal, como quando o leitor se sente vivenciando aquilo.

Não sei quem ou o que ele é, não sei se aquela história que nos contou é verdade, e não ligo. Talvez ele seja uma mente hrangan, o anjo vingador dos volcryn ou o segundo advento de Jesus Cristo. Que diferença isso faz, porra? Ele está nos matando! — Ele olhou para cada um deles. — Qualquer um de nós pode ser o próximo. Qualquer um de nós. A não ser… Temos que fazer planos, fazer alguma coisa, acabar com isso definitivamente.

Apesar dessa questão, a história se desenvolve bem, e um mistério vai surgindo, incentivando a leitura. Dá para perceber que a história vai tendo uma crescente, e consegue surpreender o leitor no final. Adoro uma história de ficção cientifica, e esse livro cumpre todos os requisitos. Tem conversas sobre temas espaciais e sobre um povo misterioso, tem personagens cibernéticos, acidentes e mortes suspeitas, ação e mistérios para resolver. É uma obra bem interessante. O livro já virou um filme, e tem previsão de se transformar em outro. Uma série estava sendo planejada, mas parece ter sido deixada de lado.

— Entende o quê? — perguntou D’Branin, perplexo.— Você não entende — disse Royd com firmeza. — Não finja que sim, Melantha Jhirl. Não! Não é sábio nem seguro estar lances demais à frente.

Como disse, a história é bem escrita e coesa. Apresenta vários personagens, e apesar da forma como a história é contada, é possível simpatizar com alguns personagens e torcer por eles no final. A história é bem entendível, e o autor procura deixar as informações claras para o leitor que é novato nesse universo. Nunca tinha lido nada do autor, e para um primeiro contato, foi uma boa experiência. E a Suma está de parabéns pela edição que está linda.

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Ana Liberato