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segunda-feira, 26 de dezembro de 2022

Resenha: "O assassino do rei" (Robin Hobb)

 

Tradução: Jorge Candeias

Sinopse: Filho bastardo de um príncipe, Fitz cresceu desprezado pelos nobres da corte de Torre do Cervo, mas era considerado importante demais para ser dispensado pelo rei. Por isso, ainda muito jovem, ele é convocado e treinado para se tornar um espião e assassino a serviço da realeza.

Em O assassino do rei, Fitz acabou de sobreviver à sua primeira missão, mas foi por pouco. Fraco e doente, ele está prestes a quebrar seus votos de fidelidade ao rei e fugir da vida que o aguarda na corte, mas tramas sombrias o atraem de volta à Torre do Cervo.

O rei está doente e o príncipe-herdeiro precisa assumir a responsabilidade de proteger os Seis Ducados dos constantes ataques dos Salteadores dos Navios Vermelhos, um povo brutal que incendeia vilas e destrói a mente de qualquer aldeão capturado. Apenas Fitz está atento às perigosas armações políticas se espalhando na corte; por isso, o destino do reino pode estar em suas mãos. No entanto, salvá-lo requer o maior sacrifício de todos.


Por Jayne Cordeiro: "O assassino do rei" é o segundo livro sa trilogia "A saga do assassino", que está sendo relançada pela editora Suma. Fitz sobreviveu a sua primeira grande missão, mas um grande custo. Agora ele precisa voltar para Torre do Cervo, buscando evitar uma trama que pode colocar em risco o trono e todo o reino, enquanto ainda deve questionar seu papel e futuro como assassino do rei, e como isso pode pedir sacrifícios importantes.

Eu gostei muito desse segundo livro. O primeiro é um pouco mais parado, até porque ele é uma introdução ao universo da história e mostra todo o processo de formação do Fitz como espião e assassino. Agora ele já está mais maduro e demonstrando suas habilidades e novos poderes,  o que torna tudo mais interessante. Apesar das 600 páginas, o livro não é monótono e consegue prender o leitor durante toda a leitura. É uma história recheada de intrigas políticas,  segredos e reviravoltas. Além de personagens complexos e várias cenas de ação, com lutas e uso de magia.

Ao final do livro, o leitor vai ficar ainda mais ansioso para saber quais serão os próximos passos do protagonista, e como será o destino desta aventura. Não chega a ser uma leitura rápida, mas me deixou ansiosa e agitada em vários momentos, espera do atitudes que as vezes vinham e outras não. Como livro de fantasia, esta trilogia da Robin Hobb tem se mostrado um grande achado, e vai garantir uma leitura completa para o leitor.


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segunda-feira, 15 de novembro de 2021

Resenha: "Não Existe Amanhã" (Luke Jennings)

 

Tradução: Leonardo Alves

Sinopse: Em um quarto de hotel em Veneza, onde acabou de concluir um assassinato de rotina, Villanelle recebe um telefonema tarde da noite.

Eve Polastri, a funcionária do governo inglês que está em seu encalço há meses, conseguiu rastrear um oficial do MI5 a serviço dos Doze e está prestes a levá-lo a interrogatório. Enquanto Eve se prepara para procurar respostas, tentando desesperadamente encaixar as peças de um terrível quebra-cabeça, Villanelle avança para o abate.
O duelo entre as duas mulheres se intensifica, assim como sua obsessão mútua, com a ação passando dos altos picos do Tirol até o coração da Rússia. Eve enfim começa a desvendar o enigma da identidade de sua adversária, e Villanelle se pega correndo riscos cada vez maiores para se aproximar da mulher que pode ser sua ruína.


Por Jayne Cordeiro: "Não Existe Amanhã" é o segundo livro da trilogia de Luke Jennings, que deu origem a série de TV "Killing Eve". Sendo que o primeiro livro já foi resenhado na nossa página, no ano passado. Nesta continuação, temos ainda o jogo de gato e rato entre Villanelle, uma assassina profissional e sem emoções, e Eve Polastri, a responsável pela investigação que segue atrás da identidade de Villanelle, e de sua captura. 

Enquanto Villanelle continua cumprido suas missões, ela não consegue deixar de lado a necessidade de manter Eve seguindo seus passos. Da mesma forma que Eve não consegue abandonar a investigação, certa de que está cada vez mais perto de conseguir pegar a mulher que matou seu colega de trabalho, e tem matado diversas outras pessoas pelo mundo, sem ser descoberta.

Eu tinha ficado com um pé atrás, em relação ao primeiro livro, porque ele acabou de forma muito abrupta, como se faltasse outras páginas. O primeiro livro também funciona muito mais como uma introdução, mostrando o passado de Villanelle, importante para esse livro, e como Eve acabou parando nessa investigação. Mas este segundo livro conseguiu sem bem melhor que o primeiro, com a história se desenvolvendo mais, e com nossas duas protagonistas, se relacionando de forma mais próxima.

É uma verdadeira história de espionagem, com viagens e investigações, disfarces e mortes elaboradas. Temos ação, mistérios e dramas. A forma como Villanelle e Eve se conectam é muito interessante de ver, mostrando uma evolução nos pensamentos e comportamentos, de ambas as mulheres. A história é curta (achava até que poderia ser um único livro em vez de três), mas consegue ser bem completa e prender o leitor até o final, com uma bela surpresa no final. Fiquei bem curiosa quanto ao que vem por aí.


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sexta-feira, 5 de novembro de 2021

Resenha: "Garota, 11" (Amy Suiter Clarke)

 

Tradução: Helen Pandolfi

Sinopse: Elle Castillo é a apresentadora de um podcast popular sobre crimes reais. Depois de quatro temporadas de sucesso, ela decide encarar um caso pelo qual sempre foi obcecada ― o do Assassino da Contagem Regressiva, um serial-killer que aterrorizou a comunidade vinte anos atrás. Suas vítimas eram sempre meninas, cada qual um ano mais jovem que a anterior. Depois que ele levou sua última vítima, os assassinatos pararam abruptamente. Ninguém nunca soube o motivo.

Enquanto a mídia e a polícia concluíram há muito tempo que o assassino havia se suicidado, Elle nunca acreditou que ele estava morto. Ao seguir uma pista inesperada, no entanto, novas vítimas começam a aparecer. Agora, tudo indica que ele está de volta, e Elle está decidida a parar sua contagem regressiva.


Por Jayne Cordeiro: "Garota, 11" é um suspense focado em Elle Castillo, uma investigadora independente, e apresentadora do podcast "Justiça Tardia". Nos episódios da nova temporada do podcast, Elle está investigando o Assassino da contagem regressiva, que cometeu crimes contra jovens mulheres e adolescentes anos atrás, caindo de 21 a 11 anos de idade, até que parou misteriosamente. Muitos acreditam que ele morreu, mas Elle quer descobrir sua identidade, e acredita que o assassino ainda está vivo. 

Na medida em que entrevista familiares de vitimas, profissionais que atuaram na investigação e segue novas pistas deixadas por seus ouvintes, Elle vai desvendando a teia que envolve o caso, e tudo fica mais complicado, quando um novo assassinato ocorre, e parece que o assassino volta a atuar.

Eu peguei esse livro sem expectativa nenhuma, mas fiquei imersa nele. Gostei da ideia de utilizar entrevistas em um podcast para juntar informações sobre o assassino e seus crimes, e tornando esses relatos, os momentos do passado, enquanto acompanhamos Elle com o presente, em que novas vitimas surgem. A história se desenrola bem, apresentando a protagonista e seus personagens secundários, e entrelaçando fatos de forma bem concisa. 

Existe uma surpresa revelada durante o livro que não me surpreendeu em nada, mas ainda assim, torna toda a história ainda mais especial. Para quem gosta de livros ou filmes de suspense, não vejo como não gostar desse aqui. Tem todo o relato sobre o assassino e como seus crimes acontecem, discussão sobre suas motivações e porque realizada determinados atos, mas também mostra as consequências de um crime para as famílias e vitimas, e os profissionais envolvidos na resolução desses crimes. 

Foi uma leitura rápida, envolvente e bem escrita. Nunca li nada da autora, e achei que ela soube misturar bem passado e presente, utilizando o poder da narrativa em primeira pessoa, dando chance de ouvirmos exatamente o que a protagonista está pensando, através de suas narrações para o podcast. Fiquei bem satisfeita com várias das participações secundárias, como do marido da Elle e da afilhada deles.  Recomendo com certeza, para quem gosta do gênero.



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sexta-feira, 20 de julho de 2018

Resenha: "Interferências" (Connie Willis)

Tradução: Viviane Diniz Lopes

Sinopse: Combinando humor e romance, Connie Willis, ícone da ficção científica, entrega um livro envolvente sobre os perigos da tecnologia, do excesso nas redes sociais e... do amor. Em um futuro não muito distante, um simples procedimento cirúrgico é capaz de aumentar a empatia entre os casais, e ele está cada vez mais na moda. Por isso, Briddey Flannigan fica contente quando seu namorado, Trent, sugere que eles façam a cirurgia antes de se casarem — a ideia é que eles desfrutem de uma conexão emocional ainda maior, e que o relacionamento fique ainda mais completo. Bem, essa é a ideia. Mas as coisas acabam não acontecendo como o planejado: Briddey acaba se conectando com outra pessoa, totalmente inesperada. Conforme a situação vai saindo do controle, Briddey percebe que nem sempre muita informação é o melhor, e que o amor — e a comunicação — são bem mais complicados do que ela esperava. Mais complicado do que ela esperava.

“Um dos livros de ficção científica mais divertidos dos últimos anos.”— Locus “Um conto de fadas tecnológico extremamente divertido.” — BookPage.

Fonte: Skoob

Por Eliel: Quem diria que com essa capa fofa teríamos uma ficção cientifica ao estilo Black Mirror? Pois é, e uma ficção cheia de humor para tratar de um avanço que sinceramente eu não quero que a tecnologia alcance: a telepatia.

Eis que surge a ideia de uma nova tecnologia que promete ampliar as sensações entre pessoas apaixonadas. Capaz de fazer que a pessoa amada sinta os seus sentimentos e dessa forma a relação entre vocês se estreite ainda mais. 

Com uma pegada de humor, Connie Willis, aborda um tema muito interessante para a nossa geração. O excesso de comunicação entre as pessoas através de aparelhos eletrônicos e redes sociais tem causado muitos problemas nas relações humanas. Está faltando mais olho no olho, mas é claro que essas tecnologias servem para melhorar nossa comunicação, é o excesso que é o problema. As respostas instantâneas têm aproximado quem está longe, mas quem está lado a lado acaba esquecido.

Briddey está apaixonada por Trent, o galã da empresa. Ele deseja que os dois se conectem ainda mais, então sugere uma pequena cirurgia que promete fazer exatamente isso. Na empresa não se fala de outra coisa nas rodas de fofoca. Exceto, como a Commspan irá derrubar o próximo lançamento de smartphone da Apple.

Trent está a frente desse projeto grandioso que é mantido em segredo, por isso anda tão preocupado. Mesmo com tantos afazeres ele está muito ansioso para se conectar logo com sua namorada, Briddey. Ela também está muito ansiosa, isso porque precisa manter isso em segredo da sua família irlandesa superprotetora e tradicional. Além disso, ela também têm muito trabalho para desenvolver novos conceitos e aplicativos para os produtos da empresa.

C. B. Schwartz é o gênio excêntrico por trás da Commspan, é ele quem desenvolve as ideias e produtos. Um gênio da informática e da comunicação que prefere se manter isolado em seu laboratório e longe de outras pessoas. É dele que Briddey precisa para adiantar o trabalho dela para que o final de semana esteja livre para realizar seu EDD, a cirurgia da empatia com Trent.

Entretanto, ao descobrir que ela fará essa cirurgia, C. B., tenta desesperadamente inibir essa ideia maluca. Ele mostra pesquisas, casos, um milhão de motivos para não fazer isso. Ele tem motivos muito fortes para não querer que Briddey se submeta a algo tão nocivo, na opinião dele.

Não adianta, ela faz a cirurgia e agora precisa enfrentar as consequências de seus atos. Por exemplo, após a cirurgia ela desenvolve uma ligação telepática justamente com C. B. ao invés de se conectar empaticamente com Trent.

Com muita relutância e nenhuma opção, Briddey aceita a ajuda de C. B. para lidar com esse problema antes que Trent descubra que seus planos deram errado. A partir daí se desenvolve uma relação fofa entre os dois lidando com as dificuldades de ter várias vozes em sua mente.

A premissa de ficção científica a la Black Mirror é ótima. Tem um grande plano de fundo que permeia a narrativa que faz críticas ao excesso de comunicação, mas não deixa de ser um romance com a típica fórmula do triângulo amoroso. Um livro grande (tem cerca de 400 páginas) com narrativa bem leve. Recomendo.

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segunda-feira, 5 de junho de 2017

Resenha: “Peça-me o que quiser ou deixe-me” (Megan Maxwell)



Tradução de: Ernani Rosa e Tamara Sender

Leia também as resenhas dos volumes anteriores:

*Por Mary*: E então, preparados para o terceiro livro desta trilogia que não acaba aqui?

Dessa vez, não assustei o carteiro, juro... quer dizer, só quase beijei a carequinha dele.

Beijo, seu Carteiro! o/ Pense num cidadão que eu considero! :*




- Pequena, só você me interessa.
Vai me beijar, mas eu me afasto.
- Acaba de me virar o rosto, senhora Zimmerman?
Sua expressão, sua voz e seu riso conseguem por fim me fazer sorrir:
- Cuidado, senão, lá vai cotovelada, entendido?
Mas vamos lá, que aqui temos a playlist atualizada de Peça-me:



E dessa vez vou incluir um vídeo também, porque quero todo mundo sofrendo junto comigo:



Mas antes de começar esta resenha, preciso deixar um aviso aos navegantes, de que este texto contém SPOILER dos livros anteriores. Então, se você ainda não começou a ler o segundo livro e não tolera saber finais antes da hora, fique avisado e não venha me xingar depois.

- Legal. Se é uma ponte de namorados, acho legal que os nomes de vocês estejam aí. – E, olhando para os outros cadeados, continua: – E por que nesses cadeados há outros menores?
Abaixando-se também, Eric explica:
- Esses menores são o fruto do amor dos cadeados grandes. Quando os casais têm filhos, eles os incluem nesse amor.
Flyn olha para nós dois e pergunta:
- Viemos colocar o cadeado de Eric?
Nego com a cabeça. Em seguida meu amor tira do bolso dois cadeados pequenos, mostra ao garoto e diz:
- Viemos colocar dois cadeados. Num deles está escrito Flyn, e no outro Eric.
Ele pisca e diz, emocionado:
- Com meu nome também?
Em Peça-me o que quiser agora e sempre, vimos que Judith mais uma vez deu a louca e foi embora. E Eric, mais uma vez, foi atrás dela. Apesar de ter certeza dos sentimentos que alicerçam sua relação, Jud duvida que haja um futuro para os dois. A constante superproteção e os ciúmes de Eric, aliado aos gênios fortes de ambos, tornam a convivência bastante complicada.

Mas isso seria capaz de apagar o incêndio que surge quando estão juntos?
- É assim mesmo, moreninha! Não lembra o que sua mãe dizia?
- Não.
- Ela sempre dizia: “O homem que se apaixonar por Raquel terá uma vida sossegada, mas o homem que se apaixonar por Judith... tadinho! Vai ter encrenca todo dia!”
Sorrio ao lembrar essas palavras da minha mãe, e meu pai acrescenta:
- E é exatamente assim, moreninha. Raquel é como é, e você é como sua mãe, uma guerreira! E, pra aguentar uma guerreira, só há duas opções: ou você fica com um bobão que não abre a boca ou com um guerreiro como Eric.
Em Peça-me o que quiser ou deixe-me, Judith precisa decidir de uma vez por todas se embarca na montanha russa de sensações que uma vida ao lado de Eric Zimmerman representa ou em uma vida tranquila na Espanha, ao lado da família e dos amigos.

Consoante os livros anteriores, tem-se uma narrativa linear, em primeira pessoa, partindo do ponto de vista da protagonista feminina, Jud.

Pra ser bastante franca, desta vez as tramas secundárias me chamaram bem mais atenção do que a trama principal. Dexter e Graciela, por exemplo, têm um mote, a meu ver, absolutamente completo, que eu teria amado ler em um spin-off inteiramente dedicado à história deles.
- Tenho medo de magoá-la e de que ela me magoe. Conheço minha limitações e...
- Ela também conhece e, pelo que sei, não se importa. Talvez, se vocês fossem um casal típico, seria importante e preocupante pra você, mas vocês não são. E acho que vocês dois seguem a mesma direção em relação ao sexo. Portanto, não há com que se preocupar.
- E filhos? Também não devo me preocupar com isso? Ela é uma mulher e cedo ou tarde vai querer ter um bebezinho e isso eu não posso dar.
Ufa. Falar de filhos não é meu assunto preferido, mas pergunto:
- Como não?
Dexter me olha com cara de pirado. Deve pensar que enlouqueci.
- Há muitas crianças no mundo em busca de uma família. Não acho que um bebê precise nascer da gente pra que a gente o ame, cuide dele e o proteja. Tenho certeza de que, chegada a hora, Graciela e você poderão ter seu próprio filho se ambos desejarem. Vocês só precisam discutir isso. Você vai ver. Mas agora, curta, Dexter, divirta-se com Graciela e deixe que ela se divirta com você. Agora é o momento de vocês se amarem, de ficarem na boa, de se conhecerem e de não permitirem que nada nem ninguém estrague esse prazer.
Penso que afirmar a dispensabilidade deste terceiro livro seria um pouco forte. Na verdade, acredito que o clima deste livro foi diferente. Desde o primeiro volume desta trilogia, viemos nos aprofundando em um relacionamento, amadurecendo, tal qual em nossas próprias vidas.

Sim, acho que é isso: nós vivemos o relacionamento de Jud e Eric. O nervosismo inicial, as inseguranças, as brigas, o avançar da intimidade, o conhecer, o morar junto, enfim. Megan Maxwell proporciona ao seu leitor vivenciar cada fase do relacionamento de seus protagonistas.

Deste modo, mantendo a qualidade dos livros anteriores, este é claramente nostálgico e com a finalidade de encerrar um ciclo.

Apesar disso, não podemos deixar de notar que o conflito escolhido para movimentar a trama é um velho conhecido do leitor. Os ciúmes e superproteção do Eric não só vêm desde o primeiro livro, como também não são unilaterais. Quero dizer, Judith é tanto ou mais ciumenta que Eric, o que antes nunca pareceu ser, de fato, um grande problema para eles.

E quanto a isso, aliás, preciso dizer que a mania da Jud de culpar o Eric em tudo me cansa inexoravelmente, assim como a autora parece determinada a culpar sempre seu protagonista.

Em minha opinião, o clímax deste volume foi desenvolvido rápido demais, mesmo tendo potencial para atingir proporções maiores; diferentemente do clímax do livro anterior, que poderia ter se resolvido com um simples pedido de desculpas, mas foi esticado de uma maneira desproporcional.
- Não. Vocês vão brigar e você vai embora de novo.
Ao ouvir isso, sorrio. Meu baixinho resmungão gosta de mim. Isso me toca o coração. Por isso, me sento ao lado dele e faço com que me olhe.
- Olha, Flyn, teu tio e eu nos amamos muito, mas mesmo assim somos muito diferentes em tantas coisas que vai ser muito difícil não discutir. Mas o fato de a gente discutir não quer dizer que eu vá embora e deixe vocês dois. Seria preciso acontecer uma coisa muito, mas muito grave, e não vou permitir que isso aconteça, ok?
O menino concorda. Pego-o pela mão e o sento no meu colo. Ainda me surpreendo ter conseguido essa intimidade. Quando ele me abraça e apoia sua cabeça no meu ombro, murmuro:
- Gosto muito dos teus abraços, sabia?
Noto que sorri. Durante mais de cinco minutos, continuamos assim, sem falar e sem nos mexermos. Por fim ele me olha:
- Gosto muito que você more com a gente.
Compreendo, por outro lado, que o objetivo de Peça-me o que quiser ou deixe-me foi mais de encerrar a trilogia, o que se demonstra pelo constante clima nostálgico e de fechamento de tramas. Megan tinha mais coisa a nos contar e, por esse motivo, optou por não dar muita importância ao conflito-gatilho da história. Neste caso, acredito que talvez teria sido mais adequado a autora inverter os conflitos, levando este para o anterior e trazendo o outro para cá.

Como já mencionei, é muito gostosa a sensação de acompanhar a evolução de um casal. A gente quase sente a felicidade como se fosse nossa. Mas você acha que a trilogia acaba aqui?

Pois senta aí, menina, que #HABEMUS continuação e spin-off! Primeiro vamos nos aventurar na história de Björn, nosso amado advogado, fiel escudeiro do casal protagonista. E quem é seu par? Ah, só posso dizer que vocês a conheceram neste livro (Será a poodle antipática?). Em seguida, teremos um quarto livro de Peça-me o que quiser, que se chama Peça-me o que quiser e eu te darei. E, por fim (por enquanto), outro spin-off: Passe a noite comigo, que foi lançando agora em Abril de 2017, pela Editora Planeta.

Então, aguardemos, porque a espanholada que você mais reixxxxxxpeita continua!
- Outra menina. Por que estou sempre cercado de mulheres? Quando vou ter um netinho homem?
Eric me olha. Meu pai também. Depois do que vi, não quero ter filhos nem morta!
Uma hora depois, Raquel está num quarto lindo e nós três vamos visitá-la. a pequena Lucía é uma gracinha, e Eric fica babando por ela.
Olho para ele boquiaberta. Desde quando gosta de crianças? Pede permissão à minha irmã, segura a neném com delicadeza e solta:
- Querida, quero uma!
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sexta-feira, 18 de novembro de 2016

Resenha: “Quase um romance” (Megan Maxwell)


Tradução de: Lígia Azevedo

*Por Mary*: Preparadas para uma leitura bem amorzinho e uma resenha nada imparcial? Espero que sim!

Conforme vocês devem se lembrar da resenha de Os Príncipes Encantados Também Viram Sapo, meu último encontro com Megan não foi dos melhores. Mas, porém, contudo, todavia, entretanto, não obstante, uma história de amor assim como a nossa não poderia acabar dessa maneira – e ainda bem que não acabou!

Em Quase um romance, encontramos tudo o que melhor define Megan Maxwell: espanholadas, música, Madri, boys magya, romance e muuuuuuuuita sensualidade. Tudo da melhor qualidade.

E pra entrar bem no clima, aperta o play aí, migs:



Rebeca vê sua vida solitária ir embora com a chegada da cadelinha Pizza, sua grande companheira de vida, até que o destino coloca Paul Stone no meio do caminho. Com seu olhar penetrante e uma voz de derreter até gelo, o piloto de moto GP, não desistirá tão fácil daquela mulher implicante e espirituosa; e tem absoluta certeza de que ela é exatamente o que procurava. Com um empurrãozinho de sua filha Lorena e da cadelinha Pizza, Paul terá que lutar para ganhar a confiança de Rebeca, que não está disposta para se abrir a um novo relacionamento. Como, então, lidar com a proximidade desse homem gentil, companheiro e que faz seu coração bater mais rápido do que o velocímetro de sua moto?
- Você está sempre na defensiva. Só estou pedindo que jante comigo, nada mais. Não precisa dormir comigo. É só um jantar.
Ai que calor... que calooooooooor, pensou Rebeca, sua imaginação correndo ao ouvir aquilo. Mas não! Ela era uma boa garota, e boas garotas não pensavam naquelas coisas. Ou pensavam?
Paul cravou seu olhar inquietante nela. O que mais queria era conhecê-la a fundo e saber por que fugia dele. Algo nela indicava que deveria ir devagar, mais devagar do que estava acostumado. Rebeca era diferente das mulheres vazias e interesseiras que haviam cruzado a vida dele até então.
- Vamos ver, Paul – respondeu ela, com um sorriso. – Não estou preparada para sair com ninguém agora. Não quero ninguém forçando a barra, para complicar a vida. Entende?
Ele sorriu.
- Tudo bem. Desculpe ter insistido. – Levando as mãos à cabeça, completou: – Reparou quantas vezes já pedi desculpas a você hoje? [...]
 
Narrado em terceira pessoa, a autora nos leva a uma leitura frenética, que só se encerra à última página. Devo ter devorado este livro em dois ou três dias, comprometendo muitas de minhas obrigações no processo, mas não me arrependo nem um pouco!

Quase um romance traz um ritmo acelerado, que condiz perfeitamente com a profissão de Paul. Carregado de perigo e amor, esta obra aborda a vida da mulher moderna, que se divide em mil, trabalhando, cuidando da casa, da família e dos amigos; e que, ainda assim, não deixa a si mesma de lado e também quer para si uma história de princesa.

Além disso, temos o resgate de temas sérios e atuais, como a violência doméstica e o assédio moral no ambiente de trabalho; e o que mais me impressiona – e encanta – é o recorte utilizado pela escritora para não tirar a leveza da história, apesar das tramas densas. Tudo isso com o cuidado de não comprometer a seriedade destes assuntos. 
Sei que errei escondendo meus problemas e quero evitar que o mesmo aconteça com você. Eu amava muito Alfonso. Mais que minha própria vida. Ele não era o mesmo no começo e no fim do nosso relacionamento, mas, apesar de saber que ele me roubava e se drogava, eu o amava. Não queria aceitar o que estava acontecendo e continuava enganando a mim mesma.
Não é à toa que as fãs de Megan Maxwell se autodenominem Guerreras Maxwell, porque os livros escritos por Megan traçam bem esse perfil feminino: mulheres guerreiras, teimosas, determinadas e absolutamente autossuficientes. Lembrando sempre, claro, que autossuficiência não tem nada a ver com falta de interesse romântico. Muito pelo contrário, somos tão autossuficientes, que no fim do dia também queremos uma conchinha goxxxtosa pra chamar de nossa.

Penso que Quase um romance resgatou perfeitamente o que de melhor há nesta que é uma de minhas escritoras prediletas do gênero romântico.

Portanto, se você quer suspirar bastante, se divertir muito, ficar eletrizada com um enredo envolvente, se encantar com uma história bem escrita e terminar a leitura com aquele sorrisinho maroto no rosto, não deixe de ler Quase um romance. É hot, é amorzinho, tem selo Mary Leite de qualidade.

E antes que me esqueça, eu não poderia encerrar esta resenha sem fazer um elogio – merecidíssimo, diga-se de passagem – à equipe de produção da Editora Companhia das Letras, selo Suma das Letras. A edição está linda, diagramação bacana e a capa simplesmente MA-RA-VI-LHO-SA. Nota 10!
Kevin sentiu que estava sobrando ali. Tentando não fazer barulho, levantou-se, pegou a jaqueta e abriu a porta da cozinha para sair.
- Ei, amigo – chamou Paul, olhando para ele. – Tenho uma jaqueta igual a sua.
Com um sorriso afetuoso, Kevin olhou para o casalzinho reconciliado e disse:
- Então temos os dois muito bom gosto.
- Muito obrigado – disse Paul, abraçado a Rebeca.
Kevin assentiu, enfiou as mãos nos bolsos e saiu. Emocionado, Paul fechou os olhos. Sempre seria agradecido a Kevin. Uma vez só com Rebeca, voltou a beijá-la com suavidade e então a pegou em seus braços e a colocou no colo.
- Lembra o dia em que nos conhecemos naquela loja?
Ela assentiu, feliz e sentimental.
- Como esqueceria? – respondeu, cheia de amor. – Foi o dia em que, sem saber, me apaixonei por você.



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terça-feira, 4 de outubro de 2016

[Novidades] Editora Companhia das Letras

Novidade Editora Companhia das letras

Gente essa editora me arrasa e arrasa sempre, e com esses novos lançamentos espetaculares é de enlouquecer. Quem foi na bienal conferiu alguns de seus lançamentos, e hoje estou aqui para falar um pouquinho deles, que vão de histórias de distopia a vida real e agradecer muito pelo mimos, eu me apaixono a cada dia mais por essa editora.
Então tá, já entenderam que amo a Companhia das Letras, sorry, mas é muito amor XD tanto pelos livros quanto pelas pessoas que trabalham atrás do selo.

Mas antes, confiram algumas resenhas feitas pelo DB

E agora vamos ao que interessa, os lançamentos!!

A Espiã, Paulo Coelho 
“Sou uma mulher que nasceu na época errada e nada poderá corrigir isso. Não sei se o futuro se lembrará de mim mas, caso isso ocorra, que jamais me vejam como uma vítima, mas sim como alguém que deu passos com coragem e pagou sem medo o preço que precisava pagar.”
Mata Hari foi a mulher mais desejada de sua época: a famosa bailarina de danças orientais que chocava e encantava as plateias ao se desnudar nos palcos, a companheira de confidências e de encontros amorosos com os homens ricos e poderosos de seu tempo, a pessoa de passado enigmático que despertava o ciúme e a inveja das damas da aristocracia parisiense. Ela ousou se libertar do moralismo e dos costumes provincianos das primeiras décadas do século XX e pagou caro por isso: em 1917, foi executada pelo pelotão de fuzilamento do exército francês, sob alegações de espionagem de guerra.
Em seu novo romance, Paulo Coelho mergulha com brilhantismo na vida dessa mulher fantástica, revivendo-a para o leitor contemporâneo como uma lição de que as árvores mais altas nascem de pequenas sementes.


A colônia, Ezekiel Boone

Uma história aterrorizante sobre uma espécie adormecida há mil anos, que agora voltou para reconquistar o planeta.
Nas profundezas de uma floresta no Peru, uma massa negra devora um turista americano. Em Mineápolis, nos Estados Unidos, um agente do FBI descobre algo terrível ao investigar a queda de um avião. Na Índia, estranhos padrões sísmicos assustam pesquisadores em um laboratório. Na China, o governo deixa uma bomba nuclear cair “acidentalmente” no próprio território.
Enquanto todo tipo de incidente bizarro assola o planeta, um pacote misterioso chega em um laboratório em Washington... E algo está tentando escapar dele.
O mundo está à beira de um desastre apocalíptico. Uma espécie ancestral, há muito adormecida, finalmente despertou. E a humanidade pode estar com os dias contados.





Bridget Jones: No limite da razão 
(Bridget Jones, vol. 2), Helen Fielding 


Se em O diário de Bridget Jones os leitores já se apaixonaram pela personagem despojada e carismática, no segundo volume, Bridget Jones: No limite da razão, conheceremos seu lado ainda mais inusitado. Seja em uma prisão tailandesa ou em jantares desconfortáveis, nada é tão ruim que não possa piorar. Mas é imprescindível manter o bom humor e contar sempre com os amigos.
Volume 1 – O Diário de Bidget Jones







O erro (Amores improváveis, vol. 2),
Elle Kennedy 

Logan parece viver uma vida de sonhos. Com um talento incrível para jogar hóquei e um charme inato para conquistar mulheres, ele é uma das maiores estrelas da Universidade de Briar. Mas por trás do característico sorriso maroto, ele esconde duas grandes angústias: a primeira, estar apaixonado pela namorada de seu melhor amigo; a segunda, saber que sua vida, após a formatura, se tornará um beco sem saída. Um dia, por acaso, ele conhece Grace, uma garota tão encantadora quanto intrigante. Tudo nela parece ser original e deliciosamente contraditório: tímida, mas ao mesmo tempo vibrante; doce, mas ao mesmo tempo forte e confiante. A cada encontro, Logan se vê mais e mais envolvido. Mas um grande erro colocará o relacionamento desses dois jovens em risco. Agora, Logan terá que se esforçar para reconquistar Grace - nem que para isso ele precise amadurecer e encarar suas questões mais profundas e doloridas. Volume 1 –O Acordo




O livro de memóriasLara Avery
 Uma história emocionante sobre aprender a viver quando a vida não sai como a gente espera.
Sammie sempre teve um plano: se formar no ensino médio como a melhor aluna da classe e sair da cidade pequena onde mora o mais rápido possível. E nada vai ficar em seu caminho - nem mesmo uma rara doença genética que aos poucos vai apagar sua memória e acabar com sua saúde física. Ela só precisa de um novo plano.
É assim que Sammie começa a escrever o livro de memórias: anotações para ela mesma poder ler no futuro e jamais esquecer. Ali, a garota registra cada detalhe de seu primeiro encontro perfeito com Stuart, um jovem escritor por quem sempre foi apaixonada, e admite o quanto sente falta de Cooper, seu melhor amigo de infância e de quem acabou se afastando. Porém, mesmo com esse registro diário, manter suas lembranças e conquistar seus sonhos pode ser mais difícil do que ela esperava.




Lobo por lobo (Lobo por lobo, vol. 1),
Ryan Graudin 

Era uma vez, em outra época, uma garota que vivia no reino da morte.
O Eixo ganhou a Segunda Guerra Mundial, e a Alemanha e o Japão estão no comando. Para comemorar a Grande Vitória, todo ano eles organizam o Tour do Eixo: uma corrida de motocicletas através das antigas Europa e Ásia. O vencedor, além de fama e dinheiro, ganha um encontro com o recluso Adolf Hitler durante o Baile da Vitória.
Yael é uma adolescente que fugiu de um campo de concentração, e os cinco lobos tatuados em seu braço são um lembrete das pessoas queridas que perdeu. Agora ela faz parte da resistência e tem uma missão: ganhar a corrida e matar Hitler. Mas será que Yael terá o sangue frio necessário para permanecer fiel à missão?






Meia-noite e vinte, Daniel Galera 

Em meio a uma onda de calor devastadora e a uma greve de ônibus que paralisa a cidade, três amigos se reencontram em Porto Alegre. No final dos anos 1990, eles haviam incendiado a internet com o Orangotango, um fanzine digital que se tornou cultuado em todo o Brasil. Agora, quase duas décadas depois, a morte do quarto integrante do grupo vai reaproximar Aurora, cientista e pesquisadora vivendo uma pequena guerra acadêmica, Antero, artista de vanguarda convertido em publicitário, e Emiliano, jornalista que tem uma difícil tarefa pela frente.
Captando com maestria a geração que cresceu em meio ao início da internet, Galera explora essas vidas acuadas entre promessas não cumpridas e anseios apocalípticos. Nas vozes de Aurora, Antero e Emiliano, Meia-noite e vinte é um retrato marcante de uma juventude que recebeu um mundo despedaçado e para quem o futuro pode não significar mais nada.





Minha melodia, Camila Moreira 

Você se apaixonou por Dereck em O amor não tem leis. Chegou a hora de conhecer sua história.
Dereck chegou ao fundo do poço. Sem suportar a dor de perder um grande amor, ele se entrega ao sofrimento e mergulha no lado obscuro do rock; com sexo e drogas.
Com a carreira em risco, o astro volta ao Brasil um ano depois do casamento de Maria Clara e Alexandre Ferraz, em uma última tentativa de retomar o sucesso e superar o passado.
Ao chegar, Dereck reencontra a mulher que nunca esqueceu. A mulher que conheceu no momento mais difícil de sua vida e que conseguiu acalmar seu coração com um sorriso.
“Reconheci em sua voz o mesmo sofrimento que o meu, mas também vi em seu olhar a vontade de seguir em frente.”
E não demora para que Dereck perceba que apenas ela poderá tirá-lo do abismo em que se encontra.





Ninguém vira adulto de verdade,
Sarah Andersen
 Um livro para quem não está nem um pouco empolgado com os desafios da vida adulta.
As tirinhas certeiras de Sarah Andersen, que já contam com mais de 1 milhão de fãs no Facebook, registram lindos fins de semana passados de pernas pro ar na internet, a agonia de andar de mãos dadas com alguém de quem estamos a fim (e se os dedos ficarem suados?!), a longa espera diária para chegar em casa e vestir o pijama, e a eterna dúvida de quando, exatamente, a vida adulta começa.
Em outras palavras, este livro é sobre as estranhezas e peculiaridades de ser um jovem adulto na vida moderna. A sinceridade com que Sarah Andersen lida com temas como autoestima, timidez, relacionamentos e a frequência com que lavamos o sutiã torna impossível não se identificar com esses quadrinhos hilários e carismáticos.




Tá gravando. E agora?,
Kéfera Buchmann
Ela está de volta. Depois de vender 400 mil exemplares do seu primeiro livro, Muito Mais que 5inco Minutos, Kéfera Buchmann publica Tá gravando. E agora?, novamente pela Editora Paralela. Nele a youtuber mais conhecida do Brasil conta como seu canal, 5incominutos, atualmente com mais de oito milhões de assinantes, surgiu, revelando detalhes até então inéditos.
Kéfera relembra como foi gravar o primeiro vídeo, as inseguranças que surgiram e como ela conseguiu superar os obstáculos para, aos poucos, ir conquistando milhões de fãs. Ela ainda tenta responder a pergunta que mais ouve dos seus seguidores: “Como eu faço para fazer o meu canal de Youtube dar certo?”.
Não, não existe uma fórmula mágica, mas Kéfera dá várias dicas úteis que podem ajudar os aprendizes de youtuber.
Muitas das dicas servem não só para quem quer brilhar na internet. Kéfera fala de como melhorar sua criatividade de maneira geral na vida, sugerindo até exercícios para isso. De bônus, Tá gravando. E agora? traz depoimentos emocionantes de kélovers (como os fãs dela são conhecidos), que contam como Kéfera influenciou suas vidas.


Sopa de salsichaEduardo Medeiros

Contando com uma legião de fãs na internet, Sopa de salsicha é a crônica do dia a dia de Eduardo Medeiros, um talentoso quadrinista metido em encrencas clássicas: aperto financeiro, mudanças de lar e um difícil projeto pela frente. O projeto é este romance gráfico, um trabalho de fôlego em que Medeiros narra, com ajuda da indefectível Baixinha e de outros quadrinistas, suas aventuras diárias e seus embates com o processo criativo, a vida nova em Florianópolis e as visitas de um Michael Bolton que talvez esteja tentando conquistar a sua mãe. Um dos mais talentosos nomes do novo quadrinho brasileiro numa história surpreendente sobre amadurecimento, mudanças importantes e chuveiros apertados.

Bom estes são alguns dos lançamentos e espero que tenham gostado. Eu amei todos já quero!
Sã histórias maravilhosas que abrangem muitos gostos e idades.
E aqui deixo um link que mostra mais informações sobre os livros da Companhia das letras e mais algumas surpresas.Confira aqui o vídeo que a Companhia das Letras fez na bienal e aprecie sem moderação.
Espero que tenham gostado e deixem nos comentários quias voc~es precisam ler e ter na estante.
Até a próxima!!

Clarissa e
toda equipe Dear Book

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Ana Liberato