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segunda-feira, 7 de março de 2022

Resenha: "Procura-se um namorado" (Alexis Hall)

 

Tradução: Vitor Martins

Sinopse: Luc O’Donnell, infelizmente, é um cara famoso. Quer dizer, mais ou menos. Sendo filho de duas estrelas do rock, ele é uma das subcelebridades preferidas dos tabloides. E agora que seu pai está voltando aos holofotes, ele se tornou o centro das atenções, o que significa que uma foto comprometedora pode ― e vai ― estragar tudo.

Mas Luc tem um plano: para limpar sua imagem, ele só precisa de um namorado normal e bonzinho, e Oliver Blackwood é as duas coisas, além de advogado, vegetariano e basicamente alérgico a qualquer tipo de escândalo. O único problema é que, tirando o fato de ambos serem gays e solteiros e precisarem de acompanhantes para um evento, Luc e Oliver não têm nada em comum.

É por isso que eles estabelecem um namoro falso, até quando for necessário. Mas o perigo de namorar de mentira é que se parece muito com namorar de verdade. E, quando sentimentos verdadeiros começam a surgir, eles precisam descobrir como fazer dar certo ― não para as câmeras, mas para si mesmos.


Por Jayne Cordeiro: "Procura-se um namorado" nos apresenta Luc O`Donnell, filho de dois famosos do mundo da música. Apesar de ter um trabalho comum, ele ainda consegue atrair a atenção dos tabloides, e parece que sempre nas piores situações. E quando uma foto ameaça causar sua demissão, ele precisa mostrar uma versão mais serena sua, para que os clientes não acabem se afastando. É então que ele decide que precisa ter um namorado bom, certinho e o mais normal possível, para ajudar a melhorar a sua imagem.

Oliver Blackwood é a melhor opção para isso, sendo um advogado e uma pessoa que adora organização e o politicamente correto. A questão é que exatamente por isso, ele e Luc parecem ter pouca coisa em comum, além de serem gays e precisarem de um acompanhante para um evento. Para ajudar aos dois, eles decidem fingir um namoro. Mas ao serem obrigados a conviver e conhecer um ao outro, para garantir um bom namoro fake, os dois acabam descobrindo coisas interessantes e sentimentos inesperados. Até que fica difícil saber o que é falso e o que é verdadeiro.

Eu estava ansiosa para ler esse livro, porque vi vários comentários sobre ele lembrar "Vermelho, branco e sangue azul", que amo demais. E de certa forma, ele segue o mesmo ritmo, porque temos um casal gay, sendo duas pessoas que precisam fingir um relacionamento (neste caso romântico), e sendo pelo menos um deles, famoso. A escrita do autor é divertida e lembra sim, algo que a Casey McQuiston escreveria. Só que aqui os personagens já são mais velhos, e com as carreiras estabelecidas.

E eu gostei muito do drama por trás de toda a história e romance, porque nós temos dois personagens que não são apenas diferentes em termos de gostos, mas também da forma como se enxergam no mundo. Um cheio de auto depreciação e o outro que busca sempre a perfeição, e nos dois casos existe toda uma questão familiar por trás. Essas relações familiares, como também entre os amigos e ex companheiros, é explorada na história, e podemos ver dois personagens já adultos, mas que ainda podem se superar e amadurecer comportamentos e pensamentos.

O livro é muito gostoso de ler, com a dose certa de drama e diversão. O leitor vai se apaixonar por esses dois, e também desejar dar uma sacudidas neles às vezes, mas também rir muito com vários personagens. É uma leitura que eu recomendo com certeza, para quem gosta de outros livros do mesmo gênero.



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quarta-feira, 15 de janeiro de 2020

Resenha: "O que será: a história de um defensor dos direitos humanos no Brasil" (Jean Wyllys e Adriana Abujamra)

Por Thaís Inocêncio: Em pouco mais de uma década, Jean Wyllys passou de uma das pessoas mais amadas para uma das mais odiadas do país. Em 2005, o então professor universitário participou da quinta edição Big Brother Brasil e foi escolhido pelo público como o grande vencedor do reality show, desbancando Grazi Massafera e levando para casa o prêmio de um milhão de reais. Treze anos depois, em 2018, após dois mandatos como deputado federal, decidiu deixar o Brasil devido às recorrentes e cada vez mais graves ameaças de morte. 

Neste livro, Jean apresenta sua trajetória em três partes, e em todas elas ele demonstra não só com opiniões, mas também com fatos, o quanto a homofobia influenciou sua vida e afetou suas decisões, inclusive e principalmente a de sair do país. 
"Homossexualidade não é crime nem pecado, tampouco doença, é apenas uma expressão do amor e da sexualidade, como qualquer outra. Assim como ter cabelo preto ou loiro, liso ou crespo, ser baixo ou alto. Somos diversos, essa é a beleza da vida."
Na primeira parte, ele fala da infância na periferia rural de Alagoinhas, cidade localizada no interior da Bahia, e conta como são suas relações familiares. Nesse trecho, ele revela que era desprezado pelo pai por causa do seu "jeitinho" e que foi chamado de "viado" pela primeira vez aos 6 anos de idade.

Na segunda parte, a maior do livro, Jean fala sobre sua carreira política. Ele foi eleito pela primeira vez para a Câmara dos Deputados em 2010. Em seguida, foi reeleito como o sétimo mais votado entre os candidatos do Rio de Janeiro. Mesmo com essa popularidade nas ruas, ele enfrentou muitas barreiras dentro do plenário, ocupado majoritariamente por homens brancos, declarados héteros e fortemente ligados à religião. 

Durante os dois mandatos, Jean priorizou os interesses dos pobres, dos negros, da população LGBT e das mulheres, defendendo pautas como as cotas raciais, o casamento entre pessoas do mesmo sexo e a descriminalização do aborto. Tudo isso, somado ao preconceito, rendeu-lhe alguns inimigos, que tentaram desacreditá-lo com fake news, alegando que ele era intolerante religioso e até mesmo pedófilo. 

Ao longo dos oito anos como deputado federal, Jean lutou contra essas mentiras, levando muitos casos à justiça, até que suas forças se esgotaram. O estopim foi o assassinato da vereadora Marielle Franco, companheira de partido e amiga do deputado. Diante desse fato e das crescentes ameaças que recebia em nome dele e da família, Jean passou a andar sob escolta policial. Em 2018, ele foi reeleito para o terceiro mandato como deputado, mas decidiu não tomar posse e ir morar na Alemanha, o que ele explica com detalhes na última parte do livro. 

Quem já ouviu entrevistas e discursos de Jean, conseguirá reconhecê-lo facilmente nessa obra. Ele fala com orgulho de sua orientação sexual, não poupa nomes nem adjetivos ao se referir a seus adversários e defende suas ideias com veemência. Em determinados trechos dessa autobiografia, ele pode soar arrogante, mas essa é apenas a postura adotada por alguém que sofre ataques cotidianos. Embora não seja mais um representante da sociedade no Congresso, onde quer que esteja vivendo, Jean segue como uma referência na luta pelos direitos humanos.
"Minha presença no Congresso era importante porque representava setores da sociedade que não têm voz, mas minha intervenção política não depende disso, nunca esteve restrita a esse lugar." 
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segunda-feira, 13 de janeiro de 2020

Resenha: "Velhice transviada: memórias e reflexões" (João W. Nery)

Por Thaís Inocêncio: Quando nascemos, nos é atribuído um dos dois gêneros: feminino ou masculino. No entanto, o modo como nos identificamos pode ou não concordar com essa atribuição. Hoje em dia, as pessoas que se identificam com o gênero atribuído no nascimento são chamadas de cisgêneros; já as que assumem uma identidade oposta ao gênero de nascimento são chamadas de transgêneros. Vale ressaltar que essa identificação em nada tem a ver com nossos aspectos físicos, por isso uma pessoa trans pode ou não passar por cirurgia de redesignação sexual, por exemplo. 

Dito isso, surge uma pergunta: você já parou para pensar que a velhice é um privilégio das pessoas cisgêneras? Já percebeu que, por conta do mundo preconceituoso e intolerante em que vivemos, as pessoas trans não tem direito à longevidade? Abrir os nossos olhos para essa realidade é o objetivo do livro Velhice transviada, de João W. Nery. 
"Dedico este livro às pessoas trans, sem voz, às mais invisíveis para a sociedade [...], sobretudo, às que não tem direito à insolência da longevidade, por morrerem assassinadas, ainda prematuramente."
O livro é dividido em duas partes. Na primeira, o autor fala brevemente sobre a sua vida e experiência como o que ele chama de "transvelho", já que ele escreveu a obra aos 68 anos de idade (informações mais detalhadas sobre a sua trajetória podem ser encontradas na autobiografia Viagem solitária – memórias de um transexual 30 anos depois). João Nery é considerado o primeiro transgênero masculino a passar por cirurgia de redesignação sexual, aos 27 anos, em plena ditadura militar, quando esse procedimento ainda era proibido. Para isso, ele precisou passar por uma "morte social" e iniciar uma nova vida, com outro nome e documentos, perdendo seus registros anteriores, como seu diploma de psicólogo. 

Ao ler sobre essa experiência, percebemos como o machismo existe em todos os espaços, inclusive entre a população trans. Se uma pessoa nasce "mulher", mas se identifica como homem, a partir do momento em que ela tira a mama e os hormônios lhe garantem barba e voz grossa, por exemplo, ela consegue se camuflar na sociedade, ainda que também enfrente muita dificuldade no caminho. Porém, uma travesti ou mulher trans não consegue essa invisibilidade e carrega consigo grandes marcas físicas e psicológicas da violência e do sofrimento. Ainda assim, é graças às pessoas que se expõem e se rebelam que houve algum avanço na conquista de direitos para essa comunidade. 
"A gente escondida não muda nem transforma nada, não abre caminho para ninguém".
Para comprovar a ideia de que os transvelhos são uma raridade, o autor traz dados alarmantes. Um deles é de que a média de vida de uma travesti é de 35 anos de idade. Além disso, em números absolutos, o Brasil é o país que mais mata pessoas trans no mundo – e mata três vezes mais que o segundo colocado, que é o México. Quando não são assassinadas, o preconceito, o afastamento da família e a falta de espaços levam as pessoas trans a tirarem a própria vida. 
"Quando alguém transiciona, a família também passa a ser cobrada, questionada pelos parentes, vizinhos. Muitas não suportam a pressão e acabam expulsando seus filhos e filhas de casa. [...] A rua é o maior sofrimento para qualquer pessoa."
Na segunda parte do livro, o autor transcreve entrevistas com os poucos transvelhos que conhece. São relatos crus e impressionantes da jornada que enfrentaram para chegar à velhice. Nesse ponto, João Nery revela uma realidade que ele diz ser comum e pouco falada (e que me chocou bastante): a destransição na terceira idade. Isso significa que algumas pessoas assumidas trans por anos, quando se tornam idosas, retomam as características físicas do gênero de nascimento para terem direito à tratamentos de saúde, conseguirem empregos formais e até serem novamente aceitas pela família, tendo quem cuide delas nessa fase mais delicada da vida.  
"Pense comigo: veja nossa sociedade, os preconceitos, e imagine um corpo envelhecido de uma travesti, cheio de silicone caído, deformado, vendendo um picolé na rua. [...] Seria uma chacota, seria humilhada. Me desmontar foi uma forma de defesa, de me proteger."
Esse livro é curto (menos de 200 páginas) e tem uma linguagem simples, mas apresenta realidades cruéis, questões necessárias e nos faz refletir muito. É um soco no estômago, principalmente, de quem não ocupa o lugar das pessoas trans e, por isso, não costuma pensar sobre a dificuldade que é viver de acordo com a sua verdade só porque ela não é socialmente aceita. Nessa obra, João Nery nos mostra, com muita sensibilidade, que a diversidade existe e nosso único dever é respeitá-la. 
"Todos nós nascemos gente, o resto são rótulos."

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quinta-feira, 28 de junho de 2018

Resenha: "Ele - Quando Ryan conheceu James" (Elle Kennedy & Sarina Bowen)

Tradução: Lígia Azevedo

Sinopse: James Canning nunca descobriu como perdeu seu melhor e mais próximo amigo. Quatro anos atrás, seu tatuado, destemido e impulsivo companheiro desde a infância simplesmente cortou contato. O que aconteceu na última noite daquele acampamento de verão, quando tinham apenas 18 anos, não muda uma verdade simples: Jamie sente saudade de Wes.
O maior arrependimento de Ryan Wesley é ter convencido seu amigo extremamente hétero a participar de uma aposta que testou os limites da amizade deles. Agora, prestes a se enfrentarem nos times de hóquei da faculdade, ele finalmente terá a oportunidade de se desculpar. Mas, só de olhar para o seu antigo crush, Wes percebe que ainda não conseguiu superar sua paixão adolescente. 

Jamie esperou bastante tempo pelas respostas sobre o que aconteceu com seu relacionamento com Wes, mas, ao se reencontrarem, surgem ainda mais dúvidas. Uma noite de sexo pode estragar uma amizade? Essa e outras questões sobre si mesmos vão ter que ser respondidas quando Wesley e Jamie se veem como treinadores no mesmo acampamento de hóquei.



“Li este livro em uma sentada só — é tão bom! Se eu tivesse que selecionar duas autoras para colaborarem, não vejo dupla melhor que Bowen e Kennedy.” — Colleen Hoover, autora best-seller do New York Times
“A maneira como Sarina Bowen e Elle Kennedy desenvolvem o romance destes dois homens é atemporal e maravilhosamente real.” — Audrey Carlan, autora best-seller do New York Times




CONTEÚDO ADULTO
Fonte: Companhia das Letras

Por Eliel: Fiquei muito feliz em receber uma prova antecipada desse livro.Um pouco ansioso também, por esse ser o meu primeiro romance erótico. E comecei logo com um romance LGBTI. Com certeza, esse foi um livro completamente fora da minha zona de conforto que é basicamente constituído de distopias, fantasias e ficções.

Além de isso tudo ser novo para mim, é novo para a Editora Paralela também. Esse é o primeiro da temática no Brasil trazido pela editora.  Esse livro será lançado dia 29 de Junho e já está em pré-venda, só clicar no banner no final desse post e garantir já o seu!

Esse romance é uma parceria das autoras Elle Kennedy e Sarina Bowen. Elle já é bem conhecida pela série Amores Improváveis, ela tem experiência com livros de conteúdo adulto. Sarina também tem bastante experiência com esse tema e em com parcerias, principalmente de Elle. O que esperar dessas duas feras de romances hot quando os protagonistas são dois homens másculos jogadores de hóquei? Eu fiquei bem surpreso de como elas desenrolaram a trama.

É engraçado - tenho certeza de que todo mundo se arrepende de algo que já disse. Um insulto que dirigiram a alguém. Uma confissão que preferiam não ter feito. Talvez, não sei, uma piada insensível que gostariam de não ter contado.
A frase de que eu me arrependo? Vamos ver um pornô.

Iremos acompanhar a história de Wesley Ryan, um grande atacante de um time de hóquei na faculdade e promissor atleta profissional, e James Canning, um ótimo goleiro de hóquei e com futuro tão promissor quanto o do seu melhor amigo na adolescência. Cada capítulo é contado do ponto de vista de uma das personagens (ao melhor estilo Martin que eu curto muito hahaha).

Ryan Wesley (Wes) é um gay assumido e isso não é um grande problema para ele, seus colegas de time não tocam no assunto e nem se importam com quem ele dorme. A sua relação familiar não é a mais perfeita, mas eles também não influenciam sua vida. Ele já é um homem crescido e sabe se virar sozinho. 

Jamie Canningn não tem ideia do tipo de poder que exerce sobre mim.

James Canning (Jamie) é o caçula de uma família de seis irmãos fissurados em futebol americano e o hóquei foi a única maneira que encontrou para se destacar. Uma família muito unida que sempre estão se comunicando e fortalecendo os laços. Jamie tem um futuro promissor como goleiro profissional de hóquei. Devo dizer que ele é hétero, porque isso fará bastante sentido nesse romance.

Depois da tarde que tive, tenho certeza de que sua perplexidade não chega nem perto da minha.

Os dois se conheceram quando eram apenas meninos em um acampamento de hóquei e se tornaram melhores amigos desde então. Todos os verões passaram juntos até que a amizade ficou abalada por um acontecimento no último verão. Quatro anos depois do que aconteceu (só não conto porque é spoiler) eles se reencontram em um campeonato e tem muita coisa para resolver.

Mas não posso. Só posso agir como homem, apertar a mão dele e dizer que é bom vê-lo de novo. Posso encarar aqueles olhos castanhos que me desarmam e pedir desculpas por ser um imbecil. Depois posso pagar uma bebida e tentar puxar um papo sobre esportes ou qualquer outro assunto seguro.

O fato de Jamie ter sido o primeiro cara que amei e que fez com que eu encarasse verdades assustadoras relacionadas a mim mesmo... Bom, nesse assunto não vou tocar.
E então meu time vai acabar com o dele na final. E é assim que deve ser.

Entre muitos altos e baixos nessa relação de amizade, (muitos mesmo!) eles irão coisas descobrir sobre sua sexualidade, família, preconceito e perdão. Apesar das cenas hot, é um romance muito sincero. As autoras conseguem trazer muito da realidade para as páginas. Uma coisa que gostei muito foi que as personagens não são esteriótipos e sim pessoas que podemos encontram no dia-a-dia, são pessoas comuns com desejos comuns e reações comuns. Embora a história não seja nada comum.

A leitura é bem fluída e leve. Se prepare que as cenas hot são bem detalhadas. Em resumo, é um livro bem interessante que eu recomendo, mas apenas para os maiores de 18.

A data de publicação desse post (28 de Junho) é muito importante para a comunidade, pois:

"é o Dia do Orgulho LGBTI (lésbicas, gays, bissexuais, travestis, transexuais e pessoas intersex), data celebrada e lembrada mundialmente, que marca um episódio ocorrido em Nova Iorque, em 1969. Naquele dia, as pessoas que frequentavam o bar Stonewall Inn, até hoje um local de frequência de gays, lésbicas e trans, reagiram a uma série de batidas policiais que eram realizadas ali com frequência.O levante contra a perseguição da polícia às pessoas LGBTI durou mais duas noites e, no ano seguinte, resultou na organização na 1° parada do orgulho LGBT, realizada no dia 1° de julho de 1970, para lembrar o episódio. Hoje, as Paradas do Orgulho LGBT acontecem em quase todos os países do mundo e em muitas cidades do Brasil ao longo do ano". (Anistia Internacional)
E amanhã, 29 de junho de 2018, esse livro que chegou às minhas mãos será lançado! Garanta já o seu!

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Ana Liberato