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sexta-feira, 5 de julho de 2019

Resenha: "Perigo para um Inglês" (Sarah MacLean)


Tradução: A. C. Reis

Sinopse: "O que ele viu ali, misturado ao desejo e à surpresa, foi seu futuro. Sua esposa." Seraphina Talbolt é a mais velha entre as "Irmãs Perigosas" – título que ela e suas irmãs ganharam da Sociedade pela fama de fazerem de tudo para enlaçar homens da nobreza. Sera honrou o posto de perigosa quando conquistou o coração do Duque de Haven e o título de duquesa. Mas o que parecia ser a solução de todos os seus problemas e a realização de um sonho, se tornou tudo aquilo que ela jamais quis. Desde o momento em que a viu pela primeira vez, o Duque de Haven acreditou que Seraphina Talbot era a mulher de sua vida. Mas quando descobre que ela o enganou, e então casados, sente-se traído e faz de tudo para se livrar dela. Até que após um episódio traumático, Sera foge e ele deseja nunca a ter afastado... Três anos depois, a duquesa ressurge durante uma reunião na Câmara dos Lordes, causando alvoroço, surpreendendo o duque e exigindo o que ninguém esperava: divórcio. Determinado a pôr um basta nessa situação e a reconquistar sua esposa, o Duque de Haven arma um plano inteligente para tê-la de volta em seus braços. Mas Sera estará disposta a abrir mão de sua liberdade para ficar com o marido que a tanto magoou?

Por Jayne Cordeiro: Este é o último livro da série Escândalos e Canalhas. E nele voltamos para a irmã Talbolt que criou o conceito de Irmãs Perigosas e que estava envolvida na situação que levou a mocinha do primeiro livro, Sophie, a se envolver com Rei. Fiquei radiante em saber que o livro seria da Seraphina. Primeiro porque adoro romances de época em que o casal já está casado, mas não se entendem. E porque ele mostra o que aconteceu mais além, depois que Sophie jogou Haven em uma fonte, como ele merecia.

A única mulher que ele tinha amado. A única mulher que ele tinha odiado. A mesma, e ainda assim, totalmente diferente. Haven ficou congelado onde estava.

Como os outros, a autora conseguiu criar uma ótima dinâmica entre o casal protagonista. Nos mostrando com flashbacks, como todo o romance começou e acabou desandando depois. Dei várias risada com os dois, e principalmente com todas as irmãs Talbolt que acabam se reunindo e passando vários momentos juntas e escandalizando a todos. O livro já vale a pena só por elas, mas também gostei muito da Seraphina e do Haven. É claro que dá vontade de bater no "antigo" Haven, e também nos apaixonamos pelo novo e como de como ele se sente em relação a Seraphina.

Ele estava errado, droga. Nada estava acontecendo. Sera tinha vindo para conseguir seu divórcio, e iria consegui-lo. Ela iria apagar seu passado. E escrever seu futuro. Uma vida que Malcolm não poderia lhe dar. Uma vida que ela tinha que criar para si mesma.

A história é bem elaborada, realista, mas sem perder um ar divertido. A autora trouxe locais e situações reais para preencher a história, o que mostra toda a sua preocupação em fazer albo bem fiel. As cenas românticas são lindas e dramáticas. E é o meu livro favorito da série. É um ótimo romance de época, que precisa ser lido por quem gosta do gênero. É um belo fim para a série e deixa uma ponta solta para iniciar uma próxima série da autora. Então terminamos já desejando que a próxima série saia por aqui.

Maldição, ele não queria outro futuro. Queria o futuro que tinha lhe sido oferecido anos trás. O dela. Deles. Malcolm a tinha procurado pelo mundo todo. Ele quis gritar a verdade para ela. Quis dizer que ele tinha estado em Boston, que vasculhou o continente, que não dormia há dois anos e sete meses e que tudo que ele queria ela. 

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segunda-feira, 13 de maio de 2019

Resenha: "Cilada para um Marquês" (Sarah MacLean)


Tradução: A. C. Reis

Sinopse: “De todas as bobagens incríveis que ele já tinha visto as mulheres fazendo ao longo de sua vida, aquela era, sem dúvida, a pior.” Sophie Talbot é conhecida pela Sociedade como uma das Irmãs Perigosas – mulheres Talbot que fazem de tudo para se arranjar com algum aristocrata. O apelido chega a ser engraçado, pois se existe algo que Sophie abomina é a aristocracia. Mas parece que mesmo não sendo uma irmã tão perigosa assim, o perigo a persegue por todos os lugares. Quando a mais “desinteressante” das irmãs Talbot se torna o centro de um escândalo, ela decide que chegou a hora de partir de Londres e voltar para o interior, onde vivia antes de seu pai conquistar um título. Em Mossband, ela pretende abrir sua própria livraria e encontrar Robbie, um jovem que não vê há mais de uma década, mas que jura estar esperando por ela. No entanto, ao fugir de Londres, seu destino cruza com o de Rei, o Marquês de Eversley e futuro Duque de Lyne, um homem com a fama de dissolver noivados e arruinar as damas da Sociedade. Rei está a caminho de Cumbria para visitar o odioso pai à beira da morte e tomar posse de seu ducado. Tudo o que ele menos precisava era de uma Irmã Perigosa em seu encalço. O Marquês de Eversley está convicto de que Lady Sophie Talbot invadiu sua carruagem para forçá-lo a se casar com ela e conquistar um título de futura duquesa. Já Sophie tenta provar que não se casaria com ele nem que fosse o último homem da cristandade. Mas e quando o perigo tem olhos verdes, cabelos claros e a língua afiada? Essa viagem será mais longa do que eles imaginavam...

Por Jayne Cordeiro: Sarah MacLean é uma conhecida escritora de romances de época. Sou uma fã desse tipo de romance, mas nunca tinha lido nada da Sarah, apesar de sempre ter ouvido ótimas referências. Elas não são em vão, porque Cilada para um Marquês é muito bom. Baseado nesse único livro dela que eu já li, não poderia dizer que ela é superior a Julia Quinn ou a Lisa Kleypas (de quem gosto mais), mas com certeza merece a fama que tem.

Ela não ligava se ele a aprovava ou não. Nem ligava para o que ele pensava dela. Ou o que o resto do mundo tolo, horrível e insípido em que ele vivia pensava dela. Na verdade, se toda a Sociedade a considerava desdivertida, por que ela deveria se importar?

Eu gostei muito desse livro. Primeiramente, gostei da forma como a autora utilizou a ideia dos jornais de fofocas da época, colocando o títulos dos capítulos como manchetes de jornal. A capa e a diagramação do livro está muito bonito e bem condizente com a ideia da história. Sobre a história, achei ela muito bem escrita, e a autora sabe aproveitar bem os momentos e criar situações que se relacionam muito bem. Este livro é um romance de época recheado com muito bom humor. A mocinha Sophie consegue se colocar em situações bem inusitadas, mas nada que poderíamos chamar de fora da realidade.


Ela era obstinada como o capeta e problemática demais. E se havia uma coisa de que ele não gostava, era de mulheres problemáticas.

Sophie e Rei são ótimos juntos. No começo se detestam, porque cada um vê no outro, o esteriótipo de pessoa que deseja evitar. Mas na medida em que o tempo vai passando, e as situações acontecem, eles vão se aproximando, e fica cada vez melhor acompanhar esses dois. São personagens muito bem construídos, com traumas e desejos profundos. E são muito espertos. Todos os diálogos deles são interessantes e divertidos. Mas as vezes dava uma vontade de sacudir os dois, principalmente Rei.

Ele não iria beijar Sophie Talbot. Isso oferecia um tipo completamente diferente de perigo.
As cenas românticas também são muito boas. Ao mesmo tempo que eu queria que tivesse tido romance mais cedo na história, eu não senti muita falta disso durante a leitura, porque as interações do casal e as situações que se colocavam já prendem o leitor o suficiente. Resumidamente, o livro é muito bom, e junto com o bom humo e romance, há um enredo bem elaborado e interessante. Vale a pena conferir.

Para de acreditar no que quer que lhe tenham dito todos esses anos. Não há nada em você que não seja memorável. [...] Pare de acreditar que é menos do que você é.

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segunda-feira, 19 de novembro de 2018

Resenha: "A Busca" (Lisa Kleypas)


Tradução: A. C. Reis


Sinopse: Após uma infância cheia de traumas, tudo o que Hannah Varner deseja é viver bem longe da mãe problemática e das complicações que a irmã, Tara, despeja em seu colo. Hannah quer algo que nunca teve: uma vida tranquila. Mas um telefonema muda todos os seus planos… Tara teve um filho e desapareceu, deixando o bebê aos cuidados de Hannah.

Desesperada, a jovem decide investigar tanto o paradeiro da irmã quanto a identidade do pai da criança. E descobre que um membro da família Travis pode ser o responsável por aquela confusão em sua vida. Jack Travis, um milionário de uma das mais importantes famílias do Texas, amante das mulheres e do prazer, nunca pensou que encontraria em seu escritório uma jovem irritada e extremamente sexy segurando um bebê que pode ser seu filho.

Nesta envolvente trama, com personagens densos e uma história familiar inesperada, Lisa Kleypas nos leva a conhecer mais um membro da família Travis e a descobrir o verdadeiro significado das palavras amor e entrega.

Por Jayne Cordeiro: A Busca foi a minha primeira oportunidade de ler um romance contemporâneo da Lisa, que já era uma autora bastante conhecida por seus romances de época (e que adoro!). E como era de se esperar, ela arrasa perfeitamente com essa história cheia de carga emocional, mas também romântico e divertido.


- Eu sei que Dane preferiria salvar o mundo do que tentar salvar um bebê. Mas entendo o porquê. - Bebês são como clientes difíceis, Hannah - Tom disse. - Você ganha mais crédito por tentar salvar o mundo. E é mais fácil.

A protagonista Hannah se vê presa em uma situação super complicada ao precisar cuidar do sobrinho recém nascido, e ela é uma pessoa que carrega muitos traumas pelo passado difícil. Muito da personalidade e comportamento é uma adaptação e forma de auto defesa ao que ela vivenciou com a mãe cheia de defeitos.


- Uma pessoa não pode pertencer a outra - eu o contestei -. Na melhor hipótese, é uma ilusão. Na pior, escravidão.

E para equilibrar Hannah, aparece Jack Travis, que não ganhou um prêmio como melhor personagem masculino à toa, porque ele é feito na medida certa para lutar contra os mecanismos de defesa de Hannah. E é impossível não gostar de toda as cenas em que esses dois aparecem juntos. Desde o começo a química entre os dois é inegável, e é muito divertido acompanhar as conversas e interações entre os dois. 


"Vou lhe mostrar o que é bom de verdade Hannah. Começando com um sexo selvagem. Do Tipo que você não conseguirá lembrar do próprio nome quando terminarmos."

Para quem não sabe, A Busca é o terceiro livro da série The Travis Family, que como o nome já diz, apresenta em cada livro a história de um dos membros dessa poderosa família do Texas, mas não é necessário ter lido os anteriores, apesar de os personagens aparecerem aqui. Dá pra ver que os anteriores devem ser ótimos, pelo pouco que vemos aqui. É uma família super interessante e com uma dinâmica bem legal. 


Luke adormeceu segurando meu dedo. Aquilo foi de uma intimidade diferente de tudo que eu já tinha sentido antes.

Posso dizer que a autora conseguiu criar em A Busca um romance envolvente, bem escrito, com uma história interessante e que apresenta personagens bem complexos. O livro apresenta cenas divertidas, românticas, com aquela dose de sensualidade já tão presente nos outros livros da autora. Com certeza é um livro que merece ser lido para quem gosta de um romance contemporâneo.

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Ana Liberato