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domingo, 26 de janeiro de 2014

Resenha: "Deixe a neve cair" (Maureen Johnson, Lauren Myracle, John Green)

Por Clarissa: Olá pessoal, tudo bem com vocês? Espero que sim. Ok, minha super indicação de hoje é “Deixe a neve cair”, meu Deus como esse livro é maravilhoso! O leitor se surpreende a cada pagina, os autores John Green, Maureen Johnson e Lauren Myracle, fizeram uma boa estória, sem perder o sentido.
 
São três hilários e encantadores contos de amor, eles são interligados. O livro é assim, um autor começa (Maureen Johnson) e depois os outros autores levam a estória a outro rumo, e o jeito que eles fizeram o livro ficou fantástico, deu um toque a mais. Você se apaixona só de ver a capa, mas quando lê é outra coisa, é mágico.  Cada estória tem um subtítulo: O Expresso Jubileu ( Maureen Johnson), O Milagre da Torcida de Natal (John Green) e O Santo Padroeiro dos Porcos (Lauren Myracle)

Em uma noite de natal, uma inesperada tempestade de neve transforma uma pequena cidade num inusitado refúgio romântico, do tipo que se vê nos filmes. Bem, mais ou menos...

 O Expresso Jubileu
Quando o trem que deveria levar Jubileu para a Flórida atola na neve, ela decide se aventurar do lado de fora, por sorte, encontra uma lanchonete aberta, a Waffle House, onde conhece Stuart, um rapaz que ainda não se recuperou totalmente de um coração partido. E começam a trocar idéias, até que ele resolve, que ir para casa é melhor, e Jubileu aceita, só que eles não esperavam tanta aventura até chegar à casa de Stuart. Essa primeira estória é de Maureen Johnson, é mega hilária, e com lição de vida, que todos vão amar.
“Você só pode ficar durante certo tempo em um banheiro sem levantar suspeitas. Depois de meia hora, as pessoas começam a encara a porta, imaginando como você está. Fiquei lá dentro por pelo menos isso, sentada no boxe com a porta fechada, soluçando em uma toalha de Mao em que estava escrito Deixe a neve cair! É, deixe a neve cair. Deixe nevar e nevar e me enterre. Muito engraçado, vida.”
O Milagre da Torcida de Natal
Enquanto isso, Tobin e seus amigos JP e Duke, estão curtindo a véspera de Natal escondidos em casa, assistindo a uma maratona de James Bond. Mas, apesar da nevasca, os três decidem enfrentar a noite fria e seguem para a Waffle House da cidade - ou assim eles pensam. Muitos obstáculos decidem não cooperar com os três, eles partem para uma aventura com muitas risadas, neve e muita paixão. Com essa estória vocês vão se surpreender, ainda mais quando é o John Green que a escreve.
“Quando era pequeno e me preocupava com as coisas à noite e não conseguia dormir, minha mãe sempre perguntava: “Qual é a pior coisa que pode acontecer?”Ela achava que isso era muito reconfortante”
O Santo Padroeiro dos Porcos

Já a vida de Addie parece miserável desde o termino do seu namoro. Agora, um dia depois do Natal, ela precisa provar que não é egoísta- e vai fazer de tudo para cumprir uma promessa, mesmo que isso signifique enfrentar o passado. Addie entra em varias aventura, é a que mais sofreu (coitada), mas como sempre, o final é que surpreende a todos, essa estória de Lauren Myracle me deu arrepios, é muito emocionante o livro inteiro, espero que gostem e entrem nas aventuras de todos os personagens, viva um pouco deles.
“Pessoas mudam umas para as outras o tempo todo. Pegue qualquer historia de amor, qualquer grande historia de amor, e verá que as pessoas precisam estar dispostas a mudar se querem fazer as coisas darem certo.”
Em algumas partes duvido que não vão chorar, eu senti alguns arrepios de tão tocante que é. A mensagem geral do livro é que devemos acreditar na magia do Natal, não perder a Fé, saber valorizar a família, amigos e todos que estão ao nosso redor.
 
Bom espero que tenham gostado, me emocionou demais. Que a lição toque o coração de cada um de vocês, sintam a importância do Natal, da união, família, amigos e as pessoas ao redor, e com direito a romances, aventuras e beijos de tirar o fôlego. Bem que podia virar filme, ia ser perfeito, mas ler já é um privilégio. 
 
O livro tem 335 paginas de pura magia. Tenho certeza que todos vocês vão se apaixonar pelo conto. Vou parando por aqui, acho que ainda da tempo de desejar um ótimo 2014 para todos vocês, cheio de realizações, sucesso, paz, alegria, amor, dinheiro, saúde, sabedoria e muito, mais muitos livros para todos vocês. E não se esqueçam de deixar seus comentários, dicas e criticas. Beijos fiquem com Deus, até em breve.

Boa leitura!!!

quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

Resenha: “A culpa é das estrelas” (John Green)

Por Juny: Hoje resenho mais um “sick lit” (info aqui), um livro emocionante que faz jus a fama e a legião de fãs que tem pelo mundo.

Não consigo descrever, vou apelar para a sinopse do Skoob:
Sinopse: “A culpa é das estrelas narra o romance de dois adolescentes que se conhecem (e se apaixonam) em um Grupo de Apoio para Crianças com Câncer: Hazel, uma jovem de dezesseis anos que sobrevive graças a uma droga revolucionária que detém a metástase em seus pulmões, e Augustus Waters, de dezessete, ex-jogador de basquete que perdeu a perna para o osteosarcoma. Como Hazel, Gus é inteligente, tem ótimo senso de humor e gosta de brincar com os clichês do mundo do câncer - a principal arma dos dois para enfrentar a doença que lentamente drena a vida das pessoas.”
Hazel é uma protagonista incrível, irônica e realista. Gus gosta de metáforas, é apaixonante e tem uma personalidade bem peculiar, ele transforma a vida de Hazel, é emocionante o amor deles em meios as adversidades.
“(Mas nós dois sabemos que o.k. é uma expressão bastante “paquerativa”. Ela está CARREGADA de sensualidade)”
John Green narra com muita sensibilidade a história, sem cair na “pena”, Hazel e Gus não são tratados como vitimas e sim como protagonistas de suas histórias, que mesmo com as grandes adversidades da doença não desistem de viver e ir atrás de seus sonhos, e porque não, amar.
“Enquanto ele lia, me apaixonei do mesmo jeito que alguém cai no sono: gradativamente e de repente, de uma hora para outra.”
Nem só de amor e câncer vive a trama, a viagem para a Holanda e a busca pelo autor do livro favorito de Hazel, Peter Van Houter; além de historias secundarias como a de Isaac dão folego extra a narrativa.

O livro vai virar filme, o que deixa muitos fãs apreensivos, afinal será que eles vão conseguir transmitir a história tão bem quanto John Green a escreveu? O cartaz nacional com o subtítulo “doentes de amor”, já causou polêmica, todo mundo odiou.
“Alguns infinitos são maiores que outros”
Uma leitura, muitas vezes difícil, com algumas pausas necessárias para reflexão. John Green me conquistou! Recomendo!

domingo, 6 de outubro de 2013

Resenha "Will & Will - Um nome, Um Destino" (John Green e David Levithan)

Por Gabi: Oi pessoal! Antes de tudo peço miiil desculpas pela demora dessa resenha, mas às vezes encontro dificuldades com certos livros. Mas enfim, bora lá... 

Deixe-me primeiro situá-los. Hoje venho apresentar uma novidade no universo Young Adult. Este é o primeiro livro com personagens gays a entrar na lista do New York Times. E essa não é a única peculiaridade do livro, que foi escrito por dois grandes da literatura contemporânea: o queridinho John Green e David Levithan, conhecidos pela sensibilidade  e ternura ao escrever, especialmente quando tratam de temas delicados.

E neste livro não foi diferente. A história aborda a vida de dois adolescentes, que tem o mesmo nome -e- sobrenome. 
... e se nos tornarmos adultos à espera de uma banda que nunca vai voltar? 
O Will Grayson mais acanhado, que prefere se passar de invisível durante o Ensino Médio, cujos pais são médicos superocupados, é criação de Green. Ele é heterossexual e o melhor amigo de Tiny Cooper. Já o Will Grayson solitário, depressivo e depressivo é obra de Levithan. Sua família é meio desestruturada, ele vive apenas com a mãe, que apesar de ser uma ótima pessoa, é bem fechada. Não consegue assumir a homossexualidade para família e amigos e cultiva uma exótica amizade com Maura

Depois de sofrer uma grande decepção Wil Grayson e Will Grayson encontram-se, ao acaso, em uma fria noite, numa esquina inusitada de Chicago. O que nenhum deles imaginava era que aquela noite mudaria o rumo da história de suas vidas. Não apenas pela coincidência, mas principalmente por Tiny Cooper. 

Ele é a grande estrela da obra. Melhor amigo de um, e o amor de outro. Tiny é o centro das atenções, aquele que acaba influenciando e unindo tudo na história. Ele está produzindo um musical que vai mexer com todos, visto que o tema é nada mais, nada menos, que O AMOR
Tiny: Sabe uma ótima metáfora para o amor?
Eu: Tenho a sensação que você está prestes a me falar.
[...]
Tiny: A bela adormecida.
Eu: A bela adormecida?
Tiny: Sim, porque você precisa abrir caminho através desse incrível matagal cheio de espinhos a fim de chegar até a bela, e mesmo assim, quando chega lá, ainda tem que acordá-la.
E esta é a grande questão do livro. Em meio ao processo de montagem do musical é o que vemos: o amor em suas diversas formas. Nas amizades mais conturbadas e nada tradicionais de Tiny e Will e do outro Will com Maura, nas primeiras paixões, nas relações em família, nas descobertas e nos difíceis processos de aceitação pessoal e libertação

- Quando você namora alguém, tem os indicadores pelo caminho, certo? Vocês se beijam, têm A conversa, dizem Três Palavrinhas, vocês se sentam em um balanço e terminam. Pode-se assinalar os pontos em um gráfico.
[...]
Mas com amigos não tem nada assim. Estar em um relacionamento, isso é algo que você escolhe. Ser amigo, isso é simplesmente algo que você é.
A grande questão da obra, para mim, é retratar a questão da homossexualidadeum dos grandes tabus da dita-evoluída sociedade do século XXI, de uma maneira tão sensível, atual e aberta.  Como vai ser bom para alguns poderem ler um young adult e se identificar com a história, dividir os dramas dos personagens e compartilhar os seus e até mesmo sonhar que aquilo aconteça com você (por que não?).
Não consigo imaginar nós dois dizendo essas coisas em voz alta um pro outro, mas mesmo que eu não consiga imaginar essas palavras, posso imaginar vê-las. Nem sequer visualizo a cena. Em vez disso, estou nela. Como me sentiria com ele aqui. Aquela paz. Seria tamanha felicidade que fico triste por ela existir só em palavras. 
O começo da leitura foi um pouco confuso, até descobrir que cada capítulo era narrado por um Will Grayson, mas quando peguei o ritmo, a coisa flui u tranquilamente. Além do que já citei anteriormente, as 352 páginas do livro são recheadas de toques de ironia, humor, diálogos e situações tocantes. Nunca tinha lido nada de Green ou de Levithan, mas  com certeza o farei depois de Will & Will. Ou seja, livro recomendado!
O amor e a verdade ligados um ao outro, quero dizer. Eles tornam um ao outro possível, sabe?
Agora, depois de toda minha falazada aqui, quero ouvir vocês... quem aí já leu o livro? O que acharam? Conhecem outras obras do queridinho geek John Green ou do David Levithan? Contem-me tudo, não me escondam nada... *-*

Beijos beijos e boa leitura!!

domingo, 2 de junho de 2013

Resenha: "O Teorema Katherine" (John Green)


Por: Cari Vieira - O Teorema Katherine é um livro YA escrito por John Green. É a primeira obra que leio desse renomado autor, mais conhecido pelo célebre "A Culpa é das Estrelas".

Colin, personagem principal desse livro, é uma rapaz de 17 anos, que adora anagramas, e que acaba de terminar o Ensino Médio. Desde muito jovem ele foi considerado e avaliado como um prodígio, e sempre foi incentivado pela família a aprofundar esse dom. Entretanto, ele chega ao final dos estudos, sem grandes perspectivas e ainda é desprezado pela namorada: a 19ª Katherine. Isso mesmo.... Colin tem um fraco por Katherines e já namorou 19. 
"É possível amar muito alguém. Mas o tamanho do seu amor por uma pessoa nunca vai ser páreo para o tamanho da saudade que você vai sentir dela."

"Qual o sentido de estar vivo se você nem ao menos tenta fazer algo extraordinário?"
Arrasado com o fim da relação, Colin parte com seu amigo muçulmano Hassan em uma viagem de carro (o Rebecão de Satã), buscando superar a dor e as situações complicadas de sua vida, afinal ele ainda não conseguiu fazer nada daquilo para o qual as pessoas, e ele mesmo, acredita estar predestinado.. Ainda não descobriu a cura de uma doença, não fez mestrado, doutorado e nem teve um momento Eureka.
"O problema era que o garoto mais especial, magnífico e genial do mundo era... bem, não era. o Problema mesmo era que Ele não era importante. Colin Singleton, célebre menino prodígio, célebre veterano de Conflitos Katherínicos, célebre nerd e stzpinkler, não era importante para a Katherine XIX, e não era importante para o mundo".
A viagem com Hassan vai seguindo até que eles param na cidade de Gutshot, no Tennessee, onde o arquiduque Francisco Ferdinando está enterrado. Os rapazes param e acabam conhecendo e fazendo amizade com Lindsey Lee Wells, uma caipira da região que nos fará dar boas risadas formando um trio bem animado com os rapazes.
"Se tem uma coisa que eu sei nessa vida é que algumas pessoas nesse mundo cê só consegue amar e amar e amar, não importa o que aconteça."
É nesta cidade que Colin acredita ter encontrado seu momento Eureka:  ele resolve trabalhar em um teorema: o Teorema Fundamental da Previsibilidade das Katherines, ou seja, um teorema que possa ser associado a todas as 19 Katherines e a todos os demais relacionamentos amorosos. 
"Naquele instante, o futuro — não controlável por Teorema algum, seja matemático ou não — se descortinou para Colin: infinito, indecifrável e lindo."
Ele indicaria quando a relação está chegando próximo ao fim e quem a interromperá, ou seja quem será o Terminante e o Terminado. Na cabeça do rapaz, ao terminar esse teorema ele terá prestígio, receberá prêmios e condecorações e acabará conseguindo a 19ª Katherine de volta . 
"Colin estava convencido de que o mundo continha exatamente dois tipos de pessoas: os Terminantes e os Terminados. Muita gente poderá argumentar que se enquadra em ambos, mas quem diz isso não entende o x da questão: você é predisposto a um destino ou ao outro. Pode ser que um Terminante nem sempre parta o coração de alguém e um Terminado nem sempre tenha o coração partido. Mas todo mundo segue uma tendência."

“E a moral da história é que não é a gente que lembra o que aconteceu. É o que a gente lembra que se transforma no que aconteceu. E a segunda moral da história, se é que uma história pode ter várias morais, é que os Terminantes não são intrinsecamente piores que os Terminados. O término do namoro não é algo que acontece a você; é algo que acontece com você.”
Será que Colin conseguirá o que deseja? relacionamentos realmente podem ser previstos por meio de análises matemáticas?
"Ele gostava de todos os livros, porque adorava o simples ato de ler, a magia de transformar os rabiscos de uma página em palavras dentro da cabeça".
Para quem não é muito fã de matemática como eu, ler alguns itens dessa resenha pode causar alguns arrepios, na verdade há algumas partes em que a matemática realmente aparece com força total, mas nada que atrapalhe o acompanhamento da história. vale ressaltar que ao final do livro, há um apêndice ilustrando e explicando os cálculos e gráficos utilizados por Colin no livro (confesso que não consegui acompanhar muito bem essa parte).

Trata-se de uma leitura leve mas com toques interessantes que nos levam a reflexão sobre amor, amizade, e sobre como lidamos com as expectativas criadas em torno de nós.O autor escreve de uma maneira bastante agradável, divertida, com capítulos curtos e prendendo a atenção do leitor. Indico para os que curtem uma história leve e com temática juvenil.

Espero que gostem da resenha!
Não esqueçam de comentar!
beijos e até a próxima
Com carinho
Cari

 
Ana Liberato