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sexta-feira, 10 de maio de 2019

Resenha: "Paraíso Perdido" (John Milton & Pablo Auladell)

Tradução: Érico Assis

Sinopse: Um clássico da literatura mundial adaptado pela primeira vez em uma graphic novel única e essencial. Há 350 anos, o conflito entre Deus e Satã narrado em Paraíso Perdido, obra-prima de John Milton, virou um marco na literatura. Seus dez mil versos sobre a criação do mundo, a tentação e o desejo por redenção receberam reconhecimento instantâneo e serviram de inspiração para peças de teatro, músicas, pinturas e livros, ecoando na obra de mestres como Mary Shelley, C.S. Lewis, Philip Pullman e Neil Gaiman. Agora, a obra colossal foi reimaginada pelo premiado ilustrador espanhol Pablo Auladell. Com seu traço sombrio, quase desolado, o tributo captura o lirismo de Milton para quem ainda não teve o prazer de ler os cantos originais. Ao mesmo tempo, complementa a experiência do leitor, dando ainda mais vida ao texto. A graphic novel inspirada na grande obra de Milton chega para fazer parte da linha DarkSide Graphic Novel numa edição que deixaria Adão em apuros, com capa dura, bordas douradas e todo aquele cuidado que os fãs já esperam — e merecem. Chegou a hora da redenção.


Por Eliel: O livro Paraíso Perdido de John Milton, que deu origem à essa adaptação, foi publicado em 1667 e é considerado um dos maiores clássicos da literatura mundial. Os temas que são abordados têm a ver com a origem humana segundo a fé cristã, a rebelião e queda de anjos infiéis, a perda do Paraíso por causa das artimanhas de Satanás. Esse poema é inspirado no livro de Gênesis, primeiro livro da Bíblia.

Após a queda de Satanás e outros anjos infiéis são narrados os planos de vingança contra Deus e seus anjos. Porém, como não podem fazer um ataque direto, resolvem atacar onde vai doer mais, no ego de Deus Fazem isso por corromper a principal criança divina, ou seja, os primeiros humanos. Ao comerem do fruto proibido, Adão e Eva são expulsos do Paraíso por terem desobedecido a única regra que Deus lhes apresentou.




Pablo Auladell tinha um gigante em suas mãos e um trabalho homérico para adaptar para uma graphic novel, uma linguagem bem diferente da obra original. Aposto que não foi um trabalho muito simples de ser realizado, na introdução ele afirma que até chegou a abandonar o projeto por um tempo. Mas seus esforços e talento nos trouxeram uma primorosa obra visual de um clássico da literatura.




O traço e a forma como ele usa as cores para narrar a história é extremamente envolvente. Por isso, não se admire em não conseguir largar até chegar o final. A história em si é bem conhecida já, mas o que nos prende é a forma como ela é contada nessa adaptação. As ilustrações foram muito bem planejadas e organizadas para não perder nada da essência da obra original.

Uma obra atemporal que ganhou nova roupagem por meio da arte sem igual de Auladell e que chega em nossas mãos através da incrível edição da Darkside Books.

Uma obra que recomendo fortemente aos amantes da literatura clássica, aos amantes dos quadrinhos e de artes visuais. Tive a oportunidade de conhecer o trabalho desse autor e ilustrador e já quero mais.
  
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sexta-feira, 19 de abril de 2019

Resenha: "Maquinas Mortais" (Philip Reeve)


Tradução: Guilherme Kroll

Sinopse: Neste brilhante mundo criado por Philip Reeve, a humanidade quase teve um fim em um conflito nuclear e biológico chamado de Guerra dos Sessenta Minutos. O mundo virou um descampado, a tecnologia foi praticamente extinta e todos os esforços humanos se voltaram para um único objetivo: fazer suas cidades sobreviverem. Para isso, elas precisam se mover, se tornando Cidades de Tração, para se afastar da radioatividade e doenças. Londres é uma grande cidade e está sempre a busca de novas cidades para se alimentar, como dita o Darwinismo Municipal: metrópoles consomem as cidades menores, que consomem vilarejos e assim por diante...No meio de um ataque de Londres à uma cidadezinha desesperada, Hester Shaw, uma menina com uma cicatriz horrível, tenta matar Thaddeus Valentine, o maior arqueólogo da metrópole. Valentine é salvo por Tom Natsworthy, um historiador aprendiz de terceira classe. De repente, ambos acabam caindo para fora da Cidade de Tração. Agora perdidos no vasto Campo de Caça, sem uma cidade para protegê-los, os dois precisam unir forças para alcançar Londres e sobreviver a um caminho cheio de saqueadores, piratas e outras Cidades de Tração. Além disso, ao que tudo indica Londres está planejando um ato desumano, envolvendo uma arma não usada na Guerra dos Sessenta Minutos, que pode dar fim ao pouco que restou do planeta...

Por Jayne Cordeiro: Máquinas Mortais é um lançamento recente da editora HarperCollins, e teve sua adaptação para o cinema lançada neste começo 2019. Sobre o livro, no primeiro momento, posso dizer que achei o enredo bem interessante. Uma história bem criativa e diferente do que costumamos ver por aí em distopias. Quem imaginaria um mundo pós apocalíptico em que a cidades funcionam sobre rodas e perseguem umas as outras atrás de suprimentos para sobreviver. Achei tudo mundo bem elaborado, e esse é com certeza um ponto a favor.

Era natural que cidades comessem vilas, assim como as vilas comiam vilarejos, e vilarejos pegavam pequenos assentamentos. Isso era Darwinismo Municipal, e esse era o jeito que o mundo funcionava há mil anos.

O livro traz vários pontos de vista, e com isso vários personagens são apresentados e narram suas aventuras convergindo para o ápice, e isso dá uma dinâmica legal a história. Bem melhor do que se fosse contado apenas por Tom ou Hester, os principais personagens da história. A escrita do autor é boa, ele mantem um ritmo rápido no livro, mas sem ser corrido demais. 

Lembre-se, não sabemos o quanto a garota sabia a respeito do trabalho da Mão. Se ela contasse a qualquer outra cidade que nó temos a MEDUSA antes de estarmos prontos para usá-la…

Mas para mim, o livro tem um problema, que atrapalhou muito a leitura, e me fez demorar demais para terminar. O leitor não consegue criar um laço de simpatia com os protagonistas. Mesmo com todas as aventuras, e o passado sofrido de alguns deles, não dá para se apegar a eles. Parece que apesar de o autor saber relatar os fatos e situações muito bem, ele já não consegue passar as emoções da mesma forma. E tenho muita dificuldade em continuar uma leitura, quando não me interesso pelos personagens. 

Você não é um herói. E eu não sou bonita. E nós provavelmente não vamos viver felizes para sempre - ela disse - Mas nós estamos vivos, e juntos, e nós vamos ficar bem.

Fora isso, até mesmo os momentos dramáticos (e o autor não tem pena de causar mortes e sofrimento), não há aquele clima. No final da contas, para mim tanto fazia se alguém pudesse morrer naquele momento. E assim, o livro acaba ficando desinteressante. O que é uma pena, porque a história é boa. Mas a mim, ele não conseguiu prender. Agora, é um livro que o leitor pode amar ou detestar. Vai depender de como a leitura segue para você. Ele é o primeiro de uma série de livros. E como se trata de uma história de fantasia, totalmente focada no drama e aventura (não espere romance), se você gosta do gênero pode valer a pena dar uma chance.

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segunda-feira, 7 de janeiro de 2019

Resenha: "Hogwarts - "Um Guia ImPerfeito e ImPreciso" (J. K. Rowling)

Sinopse: Contudo, o Ministério da Magia percebeu que construir uma estação bruxa adicional no meio de Londres seria demais até para a notória determinação dos trouxas de não perceber a magia, ainda que exploda bem na cara deles. - J.K. Rowling
Pottermore Presents é uma coleção de textos de J.K. Rowling dos arquivos do Pottermore - pequenas leituras que foram apresentadas originalmente em pottermore.com. Esses e-books, com curadoria do Pottermore, levarão você além das histórias de Harry Potter, pois neles J.K. Rowling revela suas inspirações, detalhes intricados das vidas dos personagens e surpresas do mundo bruxo.
Hogwarts: um guia imperfeito e impreciso leva você numa jornada à Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts. Você vai se aventurar pelos terrenos de Hogwarts, conhecer melhor seus residentes permanentes, aprender mais sobre as aulas e descobrir segredos do castelo... Tudo ao virar de uma página.

Fonte: Amazon

Por Eliel: No terceiro volume das Histórias de Hogwarts somos convidados para embarcar no Expresso que leva os alunos para a mais famosas escola de bruxaria da história. Desde a Estação de King's Cross até os segredos do castelo e seus habitantes.

J. K. Rowling revela curiosidades que enchem as paredes do castelo e as páginas de livros tão queridos e alguns segredos que ficaram apenas nas idéias da autora e agora ela compartilha nesse eBook incrível.

São curiosidades sobre os fantasmas, mais precisamente Nick Quase-Sem-Cabeça; sobre os retratos que enfeitam as paredes do castelos, como Sor Cadogan e os antigos diretores que auxiliam seus sucessores. Mas esse não é um guia definitivo, afinal não tem como ser, precisariam muitas páginas (que eu espero que venham) para se tornar um guia definitivo. A própria a autora define isso:

Então, aqui ficamos: não é uma visita guiada, nem um registro
inteiramente completo, mas agora vocês estão inteirados de alguns dos
muitos segredos da famosa escola de bruxaria. Deixamos você com
alguns conselhos: tenha cuidado ao usar um vira-tempo, pare de
procurar a Câmara Secreta (a não ser que seja ofidioglota) e não fique
tempo demais diante do Espelho de Ojesed.

Conhecer mais sobre as personagens, os cenários e as tramas criadas por J. K. Rowling é uma revisita ao Universo Mágico muito bem vinda. Recomendo fortemente aos fãs da série Harry Potter, afinal essa é uma história viva e merece várias releituras.


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sexta-feira, 4 de janeiro de 2019

Resenha: "Histórias de Hogwarts - Poder, Política e Poltergeists Petulantes¨ (J. K. Rowling)

Sinopse: Nenhum Primeiro Ministro trouxa jamais pôs os pés no Ministério da Magia, por razões que foram sucintamente resumidas pelo ex-Ministro Dugaldo McPhail (mandato de 1858 a 1865): "seus cerebrozinhos não conseguiriam lidar com isso". - J.K. Rowling
Pottermore Presents é uma coleção de textos de J.K. Rowling dos arquivos do Pottermore - pequenas leituras apresentadas originalmente em pottermore.com, com algumas novidades exclusivas. Esses e-books, com curadoria do Pottermore, levarão você além das histórias de Harry Potter, pois neles J.K. Rowling revela suas inspirações, detalhes intricados das vidas dos personagens e surpresas do mundo bruxo.
Essas histórias sobre poder, política e poltergeists petulantes lhe oferecem um vislumbre do lado mais sombrio do mundo bruxo, revelando as raízes da implacável Professora Umbridge, informações sobre os Ministros da Magia e a história da prisão de Azkaban. Você poderá sondar mais a fundo os primeiros anos de Horácio Slughorn como mestre de Poções em Hogwarts - e sua relação com Tom Servolo Riddle.

Fonte: Amazon

Por Eliel: Esse segundo volume de Histórias de Hogwarts é igualmente interessante e que amplia nossas impressões sobre a saga Harry Potter, porém um pouco mais sombrio que o anterior. J. K. Rowling apresenta fatos e curiosidades sobre a criação e o contexto de dois importantes representantes da Sonserina, a origem de Azkaban e um pouco de política ao tratar sobre o Ministério da Magia.

Dolores Umbridge é sem sombra de dúvidas uma das personagens mais odiosas que Harry teve o desprazer de conhecer, exceto por Lord Voldemort. Curioso que esses dois deixaram cicatrizes em Harry. Uma pessoa ambiciosa e sem escrúpulos que não se importa com quem terá que pisar para atingir seus objetivos. Extremamente racista e preconceituosa esconde sua personalidade por trás de muito rosa e gatinhos fofos (ela me dá náuseas).

Ela sempre teve uma carreira importante no Ministério da Magia, e que tal conhecer um pouco da política no mundo bruxo e como ele se relaciona com o mundo dos trouxas? Desde a sua origem até os dias atuais temos uma lista dos Ministros e suas contribuições (ou não).

Uma delas foi a prisão de Azkaban, um habitat de dementadores que fez muitas vítimas atrás de seus portões e é usada até hoje como a mais importante prisão bruxa e que ninguém quer conhecer de verdade.

Para mim, a história do Professor Slughorn e sua predisposição a escolher os alunos mais talentosos para seu Clube do Sluge. Um professor excepcional, ambicioso e muito ingênuo. Sua relação com Tom Riddle e por ter compartilhado o segredo das Horcruxes atormenta a consciência desse pobre professor que só queria estar cercado de alunos promissores.

Falando em ambição, não podemos nos esquecer do Professor Quirell que achava que poderia vencer o Lord das Trevas e acabou se envolvendo de corpo e alma com ele. Inteligente e com um futuro promissor como educador, porém teve um triste fim por causa de escolhas erradas.

Já em Hogwarts temos um conto de uma das entidades mágicas mais petulantes, o poltergeist Pirraça. Embora, por motivos de roteiro ele não esteja presente nos filmes ele tem bastante participação nos livros, seja provocando os estudantes ou participando da Grande Batalha de Hogwarts.

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segunda-feira, 31 de dezembro de 2018

Resenha: "Histórias de Hogwarts - Proezas, Percalços e Passatempos Perigosos" (J. K. Rowling)

Sinopse: Minerva era a deusa romana dos guerreiros e da sabedoria. William McGonagall é celebrado como o pior poeta na história britânica. Havia algo de irresistível nesse nome e na ideia de que uma mulher tão brilhante pudesse ser uma parente distante do cômico McGonagall. - J.K. Rowling

Pottermore Presents é uma coleção de textos de J.K. Rowling dos arquivos do Pottermore - pequenas leituras apresentadas originalmente em pottermore.com, com algumas novidades exclusivas. Esses e-books, com curadoria do Pottermore, levarão você além das histórias de Harry Potter, pois neles J.K. Rowling revela suas inspirações, detalhes intricados das vidas dos personagens e surpresas do mundo bruxo.

Essas histórias sobre proezas, percalços e passatempos perigosos traçam o perfil de dois dos personagens mais icônicos e corajosos da série Harry Potter: Minerva McGonagall e Remo Lupin. J.K. Rowling também nos permite dar uma espiadinha por trás do mistério que é a vida de Sibila Trelawney, e você ainda vai se deparar ao longo do caminho com Silvano Kettleburn, um imprudente amante das feras mágicas.

Fonte: Amazon

Por Eliel: A saga do bruxinho mais querido é/foi muito importante para iniciar muitos leitores desde 1997 quando o primeiro livro foi lançado. Desde então muitos fãs foram cativados pelos livros, filmes, jogos e tudo o que envolve o Universo Mágico. Cada novidade que surge deixa os fãs em polvorosa. Atualmente, estamos acompanhando a expansão por meio de Animais Fantásticos. 

Em um "passeio" pela Amazon, encontrei alguns eBooks da Pottermore Presents bem interessantes. Não pensei duas vezes e abasteci meu Kindle. E com muito orgulho vim trazer o primeiro volume desses pequenos contos escritos por J. K. Rowling que expande nossa visão sobre esse vasto universo.

Para quem acompanha o site Pottermore sabe que a autora sempre publica muitas curiosidades inéditas por lá, mas encontrar em bom português reunido por aqui é bem mais prático e com preço bem acessível é sensacional.

Nesse primeiro volume iremos conhecer um pouco do passado de dois queridos professores, Minerva McGonagall e Remo Lupin. Saber do contexto em que essas personagens foram criados dá mais peso para cada releitura da obra que deu origem à essa saga. Além desses dois nomes de peso, temos também um conto da Professora Trelawney e do último professor de Trato das Criaturas Mágicas antes de Hagrid, Silvano Kettleburn. 

Entre um conto e outro, a autora incluiu curiosidades sobre Animagos, Lobisomens e Onomantes. Com a mesma qualidade de Harry Potter esses contos extras criados só enriquecem ainda mais uma narrativa que cativou tantos fãs ao longo de tantos anos.


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sexta-feira, 9 de novembro de 2018

Resenha: "Gritos no Silêncio" (Angela Marsons)

Tradução: Marcelo Hauck

Por Sheila: Oi Pessoas. É com profunda dor no coração que trago a vocês minha última resenha como integrante da família Dear Book. Foram quase 8 anos cheios de muita troca, crescimento, descoberta de novos autores e gêneros, minha descoberta como autora, nossa tanta coisa!

Mas, enfim, a vida chama. Às vezes com um grito estridente que ameaça ensurdecer. E às vezes temos que deixar de lado, para trás, coisas que amamos, em troca de outros sonhos, desafios, projetos. Esses amadurecimentos fazem parte da vida e foi um prazer imenso ter passado esse tempo com vocês. 

Meu mais sincero agradecimento pela oportunidade de produzir e descobrir que, sim, era capaz! Lencinho a postos (snif, snif) vamos à resenha! Segundo a sinopse do nosso querido Skoob:

Os segredos mais obscuros não podem ficar enterrados para sempre…
Na escuridão da noite, cinco figuras se revezam para cavar uma sepultura, um pequeno buraco em que enterram os restos de uma vida inocente. Ninguém diz nada, e um pacto de sangue os une…
Anos mais tarde, Teresa Wyatt é brutalmente assassinada na banheira da sua casa, e, depois disso, mais mortes violentas começam a acontecer. Todas as vítimas têm algo em comum, e a detetive que encabeça o caso, Kim Stone, logo percebe que a chave para deter o assassino que está semeando o pânico na cidade é resolver um crime do passado.
Só o que ela sabe é que alguém esconde um segredo e está disposto a fazer qualquer coisa para que nada seja revelado.
Acredito que, logo de início, o que é mais impactante no livro é descobrir que a sepultura encerra uma criança. Os acontecimentos sinistros acontecem próximos a um orfanato, e é feito um pacto para que nenhum dos cinco jamais revele o que aconteceu naquela noite obscura.

Todos tinham conhecimento daquela vida inocente que havia sido tirada, mas o pacto estava feito. O segredo deles seria enterrado.

Pouco tempo depois seremos apresentados para a detetive Kim Stone que será a protagonista dessa série de livros (aqui ainda é o primeiro, mas lá fora já são 8 livros publicados). Kim é a típica detetive cheia de tragédias pessoais que vê na profissão uma forma de enterrar esses fantasmas do passado.

Utilizando-se de métodos nem sempre convencionais para resolver seus casos, a detetive se dá conta que, para solucionar este caso em particular talvez ela tenha de desenterrar alguns medos que tem bem fundo na mente, e dos quais vem fugindo há muito tempo. Irá ela conseguir deparar consigo mesma para que a verdade venha à tona?

Com uma escrita ágil e direta e capítulos bem curtinhos, Gritos no Silêncio é um daqueles livros em que se lê tudo de uma só vez bem fácil. Os acontecimentos passados e presentes vão se sobrepondo de forma a fazer com que as páginas praticamente se virem sozinhas. Os personagens são bem estruturados e as cenas são muito bem construídas, não deixando pontas soltas.

A única ressalva seria a de que a autora é um tanto quanto explícita em algumas passagens, mas se vocês lida bem é tranquilo. Prepare-se para muita ação, suspense, e um final que não deixa nem um pouco a desejar!

A todos e tod@s muito obrigada por todos esses anos juntos, forte abraço e espero voltar um dia!

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segunda-feira, 27 de novembro de 2017

Resenha: "Coisas Frágeis 2" (Neil Gaiman)

Tradução: Michele de Aguiar Vartuli

Sinopse: Em "Coisas Frágeis 2", Neil Gaiman mostra sua versalidade compondo poemas inspirados em contos de fada. "A Câmara Secreta", "Cachinhos", "Instruções" e "Inventando Aladim", e criando narrativas sob a influência dos mais diversos elementos. As pequenas histórias que integram o conto "As Meninas" tiveram origem nas canções do álbum Stranger Little Girls, de Tori Amos. Em "No Final", Gaiman imaginava como seria o último livro da Bíblia e acaba criando em Gênesis às avessas; já em "Pó Amargo", lendas urbanas e os estudos de Zora Neale Hurston sobre a cultura negra e vodu compõem uma narrativa que tem como cenário a cidade de Nova Orleans. O conto "Quem Alimenta e Quem Come" nasceu de um pesadelo de Gaiman, enquanto "Garotos Bonzinhos Merecem Favores" teve como ponto de partida lembranças da infância do autor. E é isso que Neil Gaiman faz em Coisas Frágeis 2, além de contar histórias, cria narrativas em que o horror se une ao humor, a doçura à crueldade e o realismo à fantasia para oferecer ao leitor um meio de libertar-se.

Fonte: Skoob

Por Eliel: Se você chegou até aqui é porque já se deliciou ou ao menos ficou curioso com a obra de Neil Gaiman. Esse é o segundo volume da coletânea de contos dele, a resenha do primeiro livro está aqui. Ao explorar esses novos textos irá se deparar não somente com contos, ms também pequenos poemas. Como não estão ligados por nenhuma ordem cronológica ou ideológica podem ser lidos da melhor maneira que você escolher.

O objetivo de Gaiman ao reunir esses contos e poemas sob o título de Coisas Frágeis fica bem claro já na introdução...

Afinal, existem tantas coisas frágeis. Pessoas se despedaçam tão facilmente, sonhos e corações também.

Esse seria o fio condutor que abraça todos os textos de ambos os volumes. Entretanto, uma lição que fica aqui é perceber a força que as coisas que são frágeis realmente tem. Um coração despedaço continua a bater e um sonho pode renascer. Todas as coisas podem ser frágeis e ainda assim fortes, como as ideias transformadas em contos por um autor talentoso.

Originalmente, Coisas Frágeis, era um volume único, porém na edição nacional foi dividido em dois volumes. Há quem diga que a divisão não favoreceu a ordem feita pelo autor e que o segundo volume ficou com os contos mais fracos da coletânea.

O resumo da ópera é um forte incentivo para ler e começar a se aventurar em romances maiores desse que é considerado um dos maiores autores contemporâneos de literatura sobrenatural e fantasia.

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segunda-feira, 23 de outubro de 2017

Resenha: "Coisas Frágeis" (Neil Gaiman)

Tradução: Michele de Aguiar Vartuli

Sinopse: Neil Gaiman é um dos maiores escritores de ficção em atividade, reconhecido pelos seus romances (Lugar Nenhum, Filhos de Anansi) e pelo seu trabalho em quadrinhos (Sandman). Em Coisas Frágeis, Gaiman mostra que seu talento como contador de histórias funciona perfeitamente no reino das narrativas curtas. Neil Gaiman escreve com desenvoltura sobre os mais diversos universos - sejam criados por outros autores (com contos que aludem aos mundos de Sherlock Holmes, Matrix e Nárnia) quanto seus próprios, como no conto "O Monarca do Vale", que tem como protagonista o personagem Shadow, de Deuses Americanos.

Os nove contos de Coisas Frágeis trazem Gaiman abordando os mais diversos temas, misturando puberdade, punk rock e ficção científica em "Como Conversar com Garotas nas Festas"; combinando o Sherlock Holmes de sir Arthur Conan Doyle com o terror de H. P. Lovecraft em "Um Estudo em Esmeralda"; extrapolando o mundo de Matrix em "Golias", inspirado no roteiro original do primeiro filme; ou mesmo presenteando a filha mais velha com um conto fantástico sobre um clube de epicuristas em "O Pássaro-do-Sol". Coisas Frágeis é um tratado prático de como escrever boas histórias - histórias que, como diz a introdução do livro, "duram mais que todas as pessoas que as contaram, e algumas duram muito mais que as próprias terras onde elas foram criadas".

Fonte: Skoob

Por Eliel: Esse livro é uma coletânea de contos que revelam as inúmeras facetas criativas de Gaiman. Perceberá nessas páginas o poder que ele tem de nos fazer enxergar a magia no mundo cotidiano por usar elementos tão corriqueiros. Após lê-los, aposto que nunca mais olhará com os mesmos olhos uma senhora no parque ou um pássaro a voar.

O estilo de escrita de Gaiman é bem característico e mesmo ao se aventurar em narrativas diferenciadas, o seu estilo parece água, é adaptável e se encaixa perfeitamente sem deixar de ser dele. Isso fica bem claro em Um Estudo em Esmeralda, que basicamente é uma história a la Holmes com pitadas de Lovecraft, onde o sabor final é de Gaiman sem sombras de dúvida.

Embora sombrio, como é de se esperar do autor, os contos são confortáveis com uma sensação de estar em casa em volta de uma fogueira contado histórias com os amigos. Você vai pensar duas vezes antes de ir ao banheiro à noite? Vai, e isso é o poder que a literatura deve ter de te tirar do lugar comum e fazer repensar a nossa realidade.

Acredito que não preciso nem recomendar, mais do que recomendei durante toda a resenha. Para quem gosta de contos fantasiosos é uma ótima escolha, de leitura fluída e bem fácil. Sugiro que após ler venha ver essa resenha novamente e achar as referências ocultas ;)

P.S.: O conto Como Falar com Garotas em Festas ganhou uma versão em HQ que logo estará por aqui no Dear Book e ainda uma versão cinematográfica que estréia em breve nas telonas do Brasil. Acompanhem as novidades.

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quarta-feira, 7 de dezembro de 2016

Resenha: “Esperando por Doggo” (Mark B. Mills)

Tradução: Ana Paula Corradini

Por Yuri: Eu disse outras vezes que livros com animais envolvidos me deixam muito sentimental, então quando vi a capa deste livro não foi diferente. O título, a capa com fundo preto, a figura de um cachorro com uma auréola, tudo isso me fez pensar que era uma narrativa no estilo daquele cachorro japonês que esperava o dono na estação de trem (só de pensar no filme já sinto vontade de chorar). Mas pelo contrário, fui surpreendida por uma história muito leve e gostosa de ser lida.

O livro conta a história de Daniel, um jovem que acaba de levar um pé na bunda pela namorada (Clara), e a única coisa que lhe restou do relacionamento foi um cachorro feio, mas muito feio mesmo, chamado Doggo.

Caro Daniel
Eu estou indo embora, indo embora pra bem longe. Não posso contar para onde.
Leve Doggo de volta para o abrigo. Algo me diz que você vai conseguir esse emprego e você não pode deixa-lo trancado no apartamento o dia todo. Não seria justo com ele, e vocês também não se dão muito bem. Ele está aí agora, observando você com aqueles olhos esquisitos?
Eu juro que ele olhou para mim com um tipo de desprezo quando eu fazia a mala, como se soubesse o que eu estava fazendo. É claro que ele não sabia, ele é apenas um cachorro, um cachorro pequenininho e feio.Amor e Luz,Clara


Sem conseguir devolver o cachorro para o abrigo e com um novo emprego em vista, a única alternativa que Daniel encontra é levá-lo consigo para o escritório. Com o tempo, Dan começa a desfrutar da companhia de Doggo e não tem mais coragem de abandoná-lo.
“Ele é minúsculo, branco e quase careca. Digo quase porque há tufos de pelo aqui e ali, em caminhos de rato, como as moitas que um jardineiro preguiçoso não cortou. Ele tem um tipo de moicano que acompanha a coluna, e um tufo do mesmo pelo na ponta de sua cauda fina. Há também cachinhos minúsculos – nem marrons, nem amarelos, mas alguma mistura dos dois – na parte de trás das patas dianteiras dele. Eles sugerem uma dose de spaniel, assim como três topetinhos da mesma cor (provavelmente cor de xixi). Mas o focinho não tem nada a ver com o de um spaniel. É achatado demais, muito parecido com o de um pug. E dá margem a algo oriental, como talvez um pequinês. Mas, não, Doggo desafia qualquer tipo de categorização básica. Ele parece um cachorro que se ralou em uma parede e depois decidiu não ter uma cirurgia reparadora."

Na agência de publicidade, Daniel conhece sua nova parceira de trabalho, Edith, que rapidamente se transforma em uma grande amiga e lhe ajuda a descobrir a origem de Doggo. Essa amizade colorida começa a incomodar Tristan, o diretor da empresa com quem Edith mantém um caso.

A parceria Dan-Edith funciona tão bem que as campanhas de sucesso de ambos começam a incomodar alguns colegas de trabalho, que tentam usar o cachorro para fazer com que Dan seja demitido, apesar de Doggo trazer um clima agradável e se tornar uma fonte de inspiração para toda a equipe.

Uma das minhas partes preferidas, é a que um membro da agência de publicidade faz uma tirinha:
“Ele captou a ideia em três quadrinhos habilmente ilustrados. O primeiro mostra um bebê em um cadeirão com pais um de cada lado dando comida para ele. O bebê está tentando falar: “M-m-m-m...”. “A primeira palavra dele vai ser mamãe!”, declara a mãe, feliz da vida. No segundo quadrinho, o bebê gagueja “D-d-d-d...”, e o pai está extasiado: “Não, vai ser papai!”. No terceiro e último quadrinho, o bebê berra: “McDonalds!”.”

Depois que essa tira é ajustada, tem os três quadrinhos originais, mas com a presença de um cachorro.
“Ele desenhou o mesmo três quadrinhos – M-m-m-m... D-d-d-d... McDonald’s! -, mas colocou um cachorro sobre a mesa, claramente inspirado no Doggo! Ele também mexeu nas expressões dos pais e agora a reação do cachorro é que chama a atenção. Ele fica com uma cara ótima de “cansei da vida” quando o bebê berra McDonal’s!”

Esse quadrinho reflete exatamente o que eu mais gostei no livro: Doggo não é o personagem principal, mas torna a história de todos os outros mais divertida. É a aparição do cachorro que dá vida às melhores partes do livro.

Como o livro tem poucas páginas e o leitor não fica passando raivinha, uma vez que os personagens são mais velhos e mais maduros emocionalmente, a leitura flui facilmente e dá para terminar o livro em poucas horas.

Eu indico esse livro para quem está buscando algo divertido e com diálogos bem humorados. “Esperando por Doggo” é ótimo para relaxar e passar o tempo. Espero que vocês curtam!

Até a próxima!

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Ana Liberato