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domingo, 29 de abril de 2012

Resenha Dupla: "Estilhaça-me" (Tahereh Mafi)

Por Juny: “Estilhaça-me” para mim foi uma grande surpresa! O livro já chama atenção pela bela capa e a leitura flui muito bem, é viciante.

Conhecemos Juliette, uma garota que vive em uma cela e tem pensamentos bem contraditórios, muitas vezes fala algo e pensa outra coisa bem diferente e irônica (lemos exatamente desse jeito, com o texto tachado).
Tenho uma maldição.
Tenho um dom.

Sou um monstro.
Sou sobre-humana.

Meu toque é letal.
Meu toque é poder.

Sou a arma deles.
Lutarei contra eles.
Muitos mistérios a envolvem e ela sabe muito pouco sobre sua prisão e seus poderes. Só há uma certeza: seu toque é letal. Ela não pode ter contato com ninguém, pois acaba sugando a energia da pessoa e pode até mesmo matar.

Tudo muda quando Adam aparece. Ele é enigmático e não da para saber porque ele esta lá e se é confiável. De uma narrativa focada no psicológico da personagem, passamos para uma trama cheia de ação, romance (um pouco caliente!) e um regime totalitário que além de dominar a população acabou com a natureza (essa mensagem da destruição do meio ambiente é bem forte no livro).
Eles pensam que podem apagar as minhas memórias, minhas lealdades, minhas prioridades com algumas refeições quentes e um quarto com vista para fora. Eles acham que eu sou fácil de ser comprada.
O vilão Warner é um personagem bem marcante, apesar dos seus atos insanos e violentos, eu confesso: gostei dele! É um vilão bem espirituoso e carismático. (podem me xingar nos comentários da resenha HAUAHAU). Ele como todo bom vilão quer dominar o mundo e para isso precisa ter Juliette ao seu lado.
– Bem, você é o assassino – digo-lhe. – Então deve estar certo.
Seu sorriso é atado com dinamite.
– Vá dormir.
– Vá para o inferno.
Ele movimenta a mandíbula. Caminha até a porta.
– Estou trabalhando nisso.
Juliette é uma protagonista que sofreu muito, a principio é bem confusa, depois começa a ter personalidade e força para lutar pelo que acredita. Adam é muito fofo e sexy, suas cenas com Juliette são ótimas.

O que me incomodou para onde a estória caminhou. A autora teve uma idéia muito boa e original durante boa parte da narrativa, mas acaba caindo num clichê, deixando a trama idêntica ao quadrinho/desenho/filme “X-Men”. É impossível não fazer essa comparação! Espero muito pela continuação para ter certeza sobre o que Tahereh Mafi pretende com isso.

No geral é uma leitura muito agradável e difícil de largar, o livro proporciona boas horas de entretenimento, além de trazer uma reflexão sobre a relação da humanidade com a natureza e os problemas que isso pode acarretar. Recomendo!

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Por Debie: Você já sabe sobre o que o livro se trata, certo? Tem que saber, pois acabou de comprá-lo. Digamos que você leu uma resenha dele em algum blog por aí, ou mesmo só a sinopse e o booktrailer, nas nossas "Novidades da Semana". Mesmo isso nunca poderia prepará-lo para o que está DENTRO dele. A história já começa impactante: você não sabe nada sobre nada. A primeira frase já é o início do mistério que se estende por pelo menos mais da metade do livro:
Estou aprisionada há 264 dias.
Ao ler, você fica perdido no meio da pouca informação que a autora dá sobre o que está acontecendo. Porque se existe uma verdade inegável é a que você vai querer saber. E desesperadamente. Até que um certo indivíduo que, pelo menos por hora, tira a sua atenção disso.
Deus!
Eles estão tentando me matar.
Eles fizeram de propósito.
Para me torturar, para me atormentar, para eu nunca mais dormir durante a noite. Seus braços são tatuados até os cotovelos. Na sobrancelha falta-lhe uma argola, que eles devem ter confiscado. Olhos azul-escuros, cabelos castanho-escuros, linha da mandíbula definida, físico forte e magro. Deslumbrante. Perigoso. Aterrorizante. Horrível.
Só digo uma coisa: quando você menos perceber, já terminou. A história não flui, ela anda de metrô, tal a rapidez. No começo a forma com que o texto foi escrito vai assustá-lo, pois ele perde pontos, vírgulas, espaços, e você começa a sentir raiva de quem revisou e não viu aquilo. No entanto, à medida que vai percorrendo as páginas você vê que está imerso nos pensamentos de Juliette (esqueci de mencionar, ela é a protagonista). A autora usou da falta desses pontos (e dos ricos nas palavras através do livro) para expressar a urgência com que ela pensava, o desespero.

O livro é um pouco clichê, sim (e não vou contar por que, ou como ele parece com outras coisas por aí, senão não vai ter tanta graça...), mas não deixa de ser uma boa leitura. A forma como ele foi escrito me cativou (mesmo com a falta de pontuação), e, tenho que admitir, fez com que eu ficasse ávida pela continuação.

Boa leitura para quem comprou e, para quem ainda não o fez, O QUE ESTÁ ESPERANDO?
 
Ana Liberato