Mostrando postagens com marcador Desenvolvimento Pessoal. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Desenvolvimento Pessoal. Mostrar todas as postagens
sexta-feira, 22 de fevereiro de 2019

Resenha: “A Sutil Arte de Ligar o Foda-se” (Mark Manson)

Tradução: Joana Faro

Por Kleris: Sabe aquelas conversas de bar que parece não dizer muita coisa, mas, entre um gole e outro, o lance faz muito sentido? O interlocutor nem é lá uma figura muito confiável, mas de repente tem um bom papo? Este é Mark Manson, que é ousado caso em contar sua “revolucionária” percepção sobre a vida e autodesenvolvimento, mas, lá e cá, força a barra nessa desconstrução. 
Os conselhos de vida mais comuns na verdade se concentram no que não temos. Eles miram direto no que já vemos como falhas e fracassos pessoais, só para torná-los ainda piores aos nossos olhos.

Mark nos fala sobre saúde mental, padrão, comportamento, quebra de impressões e algumas internalizações; fala sobre ir na raiz da questão quando se trata de ver quem somos e o que estamos fazendo no mundo. Ao começo, parece o Cortella em “Por que fazemos o que fazemos?” (reveja resenha aqui), investigando e desmitificando historietas que são exaltadas pelo senso comum. 
Tudo o que vale a pena na vida só é obtido ao superar o sentimento negativo associado a ele. 
Nossa dor e tristeza não são uma falha da evolução humana. Pelo contrário: são um recurso essencial dela.

Até a metade do livro você tá lá dizendo “cara, é isso mesmo”, embasbacada por todo o discurso estar fazendo muito sentido, mesmo de quem vem e como vem. Daí, da metade pro final, o autor se perde e se arrasta; senti falta de uma conclusão, algo que sustentasse mais sua proposta quanto a ligar o foda-se. Até porque a gente sai desse livro meio nauseada, tentando entender esse embrulho de informações, que ora faz muito sentido, ora tá muito “QUÊ?” – principalmente no capítulo que relaciona memória e vítimas de abuso, que é de um p* no c* tremendo.

A grande questão do livro é sua abordagem. A “arte de ligar o foda-se” é sim uma arte libertadora que nos leva a uma visão mais honesta da vida, porém, o modo com que Mark guia essa conversa é um tanto problemático. Ele vai jogando e jogando ideias, e em dado momento parece que estamos no meio de um tiroteio sem saber como fomos parar lá. Parece que ele tá gritando o tempo todo e precisa se reafirmar que não é um canalha sendo um canalha.

Acho que o que mais me incomodou foi a falta de empatia em suas narrativas. “Foda-se, é como me sinto” pode ser uma explicação, mas não quer dizer que eu deva aceitar esse argumento por completo. Não é uma abordagem que funciona comigo. E isso me fez pensar com quem funcionaria. 
A autoconsciência é uma cebola: cheia de camadas, e quanto mais você descasca, mais provável é que comece a chorar em momentos inadequados.

O que Mark traz em seu livro eu já estava familiarizada a partir dos livros da Brené Brown – sou, aliás, fã e adepta (reveja resenhas aqui) – e você já deve ter visto em alguns canais populares como da Jout Jout. Mas nem todo mundo consegue acompanhar ou estar aberto ao papo da vulnerabilidade (o que é compreensível), porque vai contra 90% do que a sociedade nos repassa. 
Grande parte do mercado autoajuda se sustenta em vender euforia em vez de ensinar as pessoas a resolver problemas legítimos. Muitos gurus ensinam novas formas de negação e enchem o público de exercícios que causam bem-estar a curto prazo, mas ignoram a raiz do problema. 
Eu não era apaixonado pela luta, e sim pela vitória. E a vida não funciona assim. Você é definido pelas batalhas que está disposto a lutar.

A sensação que dá é que Mark pega o grosso dos livros da Brené e joga na nossa cara dizendo “Não entendeu, porra? É isso, ISSO e isso”. Não sei dizer se ele realmente bebeu dessa fonte, mas a impressão é que essa sutil arte é “vulnerabilidade para inquietos”. Ou melhor, Brené para inquietos. 
Sabe quem baseia a vida nas emoções? Crianças de três anos. Cachorros. Sabem o que mais crianças de três anos e cachorros fazem? Cagam no tapete. 
O sofrimento é um fio inextricável que compõe o tecido da vida, e arrancá-lo não só é impossível como também é destrutivo: tentar desmantela todo o resto.

Outra coisa interessante é que o livro termina por tocar na questão de masculinidade e as vulnerabilidades quase inacessíveis dos homens, tópico esse que é um dos tabus mais abafados do mundo. Neste cenário, a sutil arte de Mark é uma bela introdução, pois populariza conceitos sobre relacionamentos saudáveis, nem que seja na base da pistolagem. É como funciona para alguns homens, afinal. E principalmente para homens que só validam a opinião de outros homens. 
Ligar o foda-se é encarar os desafios mais assustadores e mais difíceis da vida e agir. 
Se você deseja mudar a forma de ver os problemas, precisa mudar seus valores e/ou sua forma de medir sucessos e fracassos.

Se você também ficou um pouco perdida nesse tiroteio de Mark, sugiro que busque pelos livros da Brené para compreender melhor do assunto. Aí sim posso dizer: vai iluminar de um tudo na tua vida – e sem precisar de gritaria, só de abraços. 
Não espere por uma vida sem problemas – continuou o Panda. – Isso não existe. Em vez disso, torça por uma vida cheia de problemas pequenos. 
A tecnologia resolveu antigos problemas econômicos, mas nos trouxe novos problemas psicológicos. A internet não apenas disponibilizou informação para todos – ela fez o mesmo com a insegurança, a incerteza e a vergonha.



Curta o Dear Book no Facebook
Siga o @dear_book no Twitter e o @dearbookbr no Insta

Compre na Amazon através do link e continue ajudando o Dear Book a crescer:

terça-feira, 22 de janeiro de 2019

Resenha: “Gente de Resultados” (Eduardo Ferraz)


Manual Prático para formar e liderar equipes enxutas de alta performance


Por Kleris: O livro certo, na hora certa, para o propósito certo! Se você sente que precisa alinhar seu modus operandis de líder, é este o livro. É com certeza o manual para (re)começar as atividades com o pé direito. 
[...] será de extrema importância você conhecer seu estilo, não para mudá-lo, mas para aproveitá-lo ao máximo e, ao mesmo tempo, para fazer as melhorias necessárias. O objetivo será ajustar a forma, não o conteúdo.

Mais uma vez, o autor ousa em retratar o potencial que temos cá conosco; mais uma vez é luz para nossa caminhada. Para quem não sabe, Eduardo já trouxe um livro sobre desempenho profissional, chamado Gente que convence (veja resenha aqui). Aqui em Gente de Resultados, foca-se mais na gestão de pessoas, como podemos ter mais suporte quando se trata de liderança e alcançar altos voos. Afinal, líder que é líder não opera sozinho.


 

É comum que muitos assumam um cargo de autoridade apenas “indo” – acontece de em algum momento de sua caminhada profissional tornar-se líder e ter que tomar responsabilidades por um empreendimento e seus subordinados. O livro vem justo para dar amparo aos tantos desesperos anseios e deveres do cargo, sobre como podemos nos reorganizar enquanto gestores e trazer resultados mais prósperos a todos. Para tanto, é essencial saber quem somos, que perfil temos, o perfil do empreendimento, a demanda, como podemos agregar pessoas para essa jornada e fazer tudo funcionar. Alcançar a alta performance é isso: manejar o melhor de todos para um propósito maior – e por isso, uma relação win-win.

 
Para alcançar excelentes resultados, a equipe deve ir além das simples obrigações. Contudo, esse algo a mais só existirá se as pessoas sentirem que o líder tem credibilidade e transmite confiança. 
Só é possível continuar obtendo grandes resultados com as pessoas certas nos lugares certos [...]

Mas a sacada master aqui é que, além de ser um suporte prático, o livro é voltado para os líderes de pequenos empreendimentos e organizações. Achei interessante isso, pois traz uma visão mais direta e próxima da realidade, coisa que já me decepcionei em outros livros e/ou estudos na área. Desta forma, Eduardo traz um rol de conhecimentos dos grandes para os pequenos, possibilitando acesso e ferramentas para engrenar qualquer plano de ação. Aliás, meu relatório de desempenho para este ano (do coletivo cultural de participo) praticamente se fez sozinho durante a leitura.


Semelhante ao livro anterior, há narrativas e estudos de caso, todos descritos de maneira bem simples e clara. Mas nada fica só no campo da teoria ou dos conselhos. Para além das ótimas observações e/ou análises, podemos tecer nossos próprios planos de ação, desde os pessoais (como líderes) aos da organização (como empreendimento). Me surpreendi com como é traçado os perfis “operacionais” de cada um, do líder ao subordinado, para que se tenha o melhor aproveitamento. Eduardo, nesse sentido, é muito didático em nos fazer entender em que pé estamos, no que podemos mexer e em como agir, sendo assim este guia necessário. 
No começo, a empresa pode ficar um pouco bagunçada, mas faz parte da cura.

Para isso, reserve papel, caneta, marca-texto e, claro, um momentinho de dedicação, pois não há como fazer as mudanças certas se não houver a disposição certa para aprender. É interessante também que, mesmo quando nos focamos numa linha de liderança (há um teste para se identificar e você pode realizar online; aqui!), podemos seguir curiosos e atentos às outras narrativas-exemplo, pois nada como acompanhar outros casos para acrescentar mais ao nosso repertório. 
Se ainda tiver dificuldade de formar uma equipe de alta performance, dê um passo para trás.

Minha parte favorita, por certo, foi sobre como podemos influenciar pessoas ao nosso redor para atingir a alta performance. As atitudes podem ser pequenas e não menos significativas por isso. Também pude reavaliar as últimas e a atual liderança; ao ver um panorama mais claro, ficou mais fácil de identificar as faltas e falhas que deixei passar. Muitas vezes as decisões se tratam de sair da zona de conforto e do quanto podemos nos disponibilizar para fazer dar certo, tanto da parte do líder, quanto da sua equipe. 
Equipes bem-sucedidas dependem muito da dedicação e do talento de seu líder para tocar a gestão do dia a dia. No entanto, muitas vezes esse sucesso torna o gestor refém de si mesmo, pois ele sofre uma grande tentação de centralizar decisões e executar tarefas desnecessárias.

 

Gente de resultados me revelou o quanto seguimos muito “instintivos” na hora de assumir uma liderança. Por vezes a gente não sabe bem pra onde tá indo ou como ir, só vai, e segue aprendendo na marra na tentativa e erro. Ter esse livro conosco é justamente a lanterna que nos ajuda a tomar a decisão mais certeira. Além de dar visão sobre o caminho que estamos a andar, nos dá noção de quem somos em poder deste conhecimento, sendo possível, ainda, ver quem está ali perto e o que podemos fazer a respeito. É algo que a capa instiga muito bem: para chegar em algum lugar, você precisa de pessoas e é muito mais jogo quando você sabe o que tá fazendo e porque está fazendo. 
O sucesso só vira se a pessoa mantiver toda essa garra e motivação no decorrer das semanas, dos meses e dos anos seguintes, mesmo com todas as dificuldades e todos os desafios que certamente ocorrerão.

Gente de resultados é, assim, uma leitura que esclarece, instrui, norteia e agrega. Em seus toques de coaching e consultoria, Eduardo trabalha de modo pontual para extrair o melhor de nós e, por consequência, impulsionar o ambiente empreendedor da melhor maneira possível. Não importa do que se trata seu empreendimento (se serviço, produto ou conteúdo), mas se você lida com pessoas e precisa gerir o todo, esse livro é pra você. Eduardo é O cara para te impulsionar!

Re-co-men-da-dí-ssssssssssssssiiii-mo! 
[...] esta obra é um precioso guia para nos orientar pelo tortuoso caminho de criar empresas fora de série, a partir daquilo que qualquer organização tem de mais importante e valioso: gente que faz a diferença. Ricardo Amorim. 
Desenvolver uma equipe de alta performance em sua organização requer um forte sistema de gestão de pessoas: uma liderança preparada para inspirar pessoas a realizarem objetivos e metas, mas, ao mesmo tempo, dar oportunidade aos sonhos delas! Janete Vaz.

Aos curiosos de plantão, deixo aqui o site oficial do livro pra conferir o índice e mais dos tópicos abordados. Lá, o autor também liberou 20 páginas para degustação. Clique na figura abaixo para ser direcionado:

Até!

Compre na Amazon pelo banner abaixo – ao clicar nele, você ajuda o blog!




Curta o Dear Book no Facebook
Siga @dear_book no Twitter e @dearbookbr no Instagram
segunda-feira, 15 de janeiro de 2018

Vale a Pena Ler de Novo: “Gente que Convence” (Eduardo Ferraz)

Neste mês de Janeiro estamos em recesso, mas preparamos para você, caro leitor, uma seleção com nossas resenhas mais acessadas de 2017.
Enquanto isso, prepare-se para todas os lançamentos e novidades de 2018.

Por Kleris: Na escola, próximo do vestibular, a coordenação pedagógica costuma avaliar os alunos por suas aptidões em testes vocacionais. A gente considera nossos pontos fortes e fracos, conhece as áreas de mais interesse, analisa nosso perfil iniciante. Mas e depois de entrar na faculdade? E depois de começar a trabalhar? E depois de trocar de trabalho? Como (re)avaliar quem somos no mercado e como podemos melhorar?

Gente que convence é um livro para potencializar nosso desempenho, em qualquer área e propósito. Tem uma ideia? Um produto? Um serviço? Um talento? Não é convencer por convencer, nem manipulação, tampouco pra vender uma coisa aqui e ali. A compreensão comportamental aqui é, com certeza, uma luz para todo aquele que quer ser fiel à sua personalidade, alinhar perfil e trabalho e não sabe o que tá fazendo não sabe por onde começar. 

Para convencer você precisará, muitas vezes, quebrar uma barreira invisível – como se fosse uma barreira invisível (as pessoas se veem, mas não interagem de verdade) que variam de alguns centímetros a metros de espessura. Essa barreira chama-se desconfiança e quanto mais espessa, pior será o processo de comunicação.

É através de uma abordagem de coaching que Eduardo nos pega pela mão e senta com a gente para fazer as coisas acontecerem. Ou pelo menos entender como chegar lá. Passo a passo, com avaliações pontuais, com cases para análise e pausas para reflexão. Com foco. Com paciência e valoração do trabalho. 
[...] valorize ao máximo o que você tem, mas não invente! 
Em todos esses anos, aprendi que o mais importante na arte de convencer é usar estratégias que sejam coerentes com seu estilo de vida. O grande objetivo é convencer sendo autêntico.

O autor parte da ideia de autoaceitação e melhor uso de características e/ou habilidades para mover qualquer propósito. Ao sermos verdadeiros, nossas opções de caminho se abrem com mais clareza, sem precisar tomar atitudes drásticas ou até trágicas. Se a gente tá forçando a barra, é porque algo não tá bem alinhado (vide aqui). E isso não é “papo furado”. É algo que SÓ VOCÊ pode fazer isso por si mesmo se quer atingir o sucesso. Vale aqui um olhar estratégico.
Leva enorme vantagem quem conhece bem suas aptidões e seus pontos limitantes. Um bom persuador sabe que não adianta aceitar atribuições que não domina, pois perderá credibilidade e, com isso, seu poder de convencimento.

Vamos do autoconhecimento (perceber e analisar características, perfis e potenciais, limites de personalidades) às técnicas de convencimento (auxiliar no conhecimento dos gatilhos, quais são os que devemos acertar – pra saber o que vende, o que motiva, como aplicar, e o que faz a diferença nos contextos). Apenas deixe lápis e borracha à mão, pois tem variados testes (e orientações) pra te ajudar na caminhada. 


Que tal trocarmos a expressão “levo jeito” por “tenho potencial”? [...] Um adulto que se expressa naturalmente bem no dia a dia tem bom potencial para se tornar um ótimo orador, mas precisará aprender técnicas que o auxiliem a usufruir ao máximo esse potencial. [...] ter bom potencial de convencimento facilita bastante, mas não é garantia de bom desempenho. Por outro lado, ter baixo potencial de convencimento exigirá disciplina e estudo para chegar a bons resultados. 
[...] é muito improvável que um adulto tímido se transforme em extrovertido, pois isso faz parte da estrutura de seu prédio/personalidade. Não obstante, essa pessoa pode mudar o acabamento de sua personalidade/prédio ao aprender a falar em público, expressar-se com mais clareza e até participar de alguns eventos sociais, sem deixar de ser, na essência, uma pessoa introvertida e reservada a maior parte do tempo.

Para além destes passos teóricos, há diversos cases discutidos, que vão das relações pessoais às profissionais, para se encontrar e melhor analisar as posturas. É assim que Eduardo nos abre os olhos e faz deste livro uma leitura necessária. A linguagem clara e acessível ajuda bastante nesse quesito, o que faz da leitura um sopro até. Outro fator excelente são as epígrafes nas entradas de capítulo. Elas atingem o alvo de cara! 
Há dois tipos de pessoas: as determinadas e as indeterminadas. As primeiras sabem aonde querem chegar. As outras nem sabem onde estão. Marina Pechlivanis. 
Maldição do conhecimento é a dificuldade de imaginar como é, para o outro, não saber o que você sabe. Steven Pinker.

Sim!

Gente que convence é um livro que mescla teoria e prática e abre nosso campo de ação. É possível entender claramente onde nos adequamos, como funcionamos, que pontos precisam de atenção, quais posturas dão resultado. Você abre o livro inseguro e o fecha determinado – e até arrisco dizer que surpreso consigo mesmo. Vale a pena ter na estante para revisitar e tomar boas notas sempre.

Se recomendo? Com toda a certeza! 
[...] só damos valor às coisas quando estão no contexto adequado.

Ainda não tá convencido? Baixe as primeiras páginas do livro aqui e dê uma espiada no conteúdo. Os testes também se encontram no site. Você ainda pode conferir pequenos vídeos do Eduardo dissertando sobre temáticas do livro aqui.

Até a próxima!

Confira os melhores preços no Buscapé no banner abaixo – ao clicar nele, você ajuda o blog.


Curta o Dear Book no Facebook
Siga @dear_book no Twitter e @dearbookbr no Instagram
segunda-feira, 31 de julho de 2017

Resenha: “Gente que convence” (Eduardo Ferraz)

Por Kleris: Na escola, próximo do vestibular, a coordenação pedagógica costuma avaliar os alunos por suas aptidões em testes vocacionais. A gente considera nossos pontos fortes e fracos, conhece as áreas de mais interesse, analisa nosso perfil iniciante. Mas e depois de entrar na faculdade? E depois de começar a trabalhar? E depois de trocar de trabalho? Como (re)avaliar quem somos no mercado e como podemos melhorar?

Gente que convence é um livro para potencializar nosso desempenho, em qualquer área e propósito. Tem uma ideia? Um produto? Um serviço? Um talento? Não é convencer por convencer, nem manipulação, tampouco pra vender uma coisa aqui e ali. A compreensão comportamental aqui é, com certeza, uma luz para todo aquele que quer ser fiel à sua personalidade, alinhar perfil e trabalho e não sabe o que tá fazendo não sabe por onde começar. 


Para convencer você precisará, muitas vezes, quebrar uma barreira invisível – como se fosse uma barreira invisível (as pessoas se veem, mas não interagem de verdade) que variam de alguns centímetros a metros de espessura. Essa barreira chama-se desconfiança e quanto mais espessa, pior será o processo de comunicação.

É através de uma abordagem de coaching que Eduardo nos pega pela mão e senta com a gente para fazer as coisas acontecerem. Ou pelo menos entender como chegar lá. Passo a passo, com avaliações pontuais, com cases para análise e pausas para reflexão. Com foco. Com paciência e valoração do trabalho. 
[...] valorize ao máximo o que você tem, mas não invente! 
Em todos esses anos, aprendi que o mais importante na arte de convencer é usar estratégias que sejam coerentes com seu estilo de vida. O grande objetivo é convencer sendo autêntico.

O autor parte da ideia de autoaceitação e melhor uso de características e/ou habilidades para mover qualquer propósito. Ao sermos verdadeiros, nossas opções de caminho se abrem com mais clareza, sem precisar tomar atitudes drásticas ou até trágicas. Se a gente tá forçando a barra, é porque algo não tá bem alinhado (vide aqui). E isso não é “papo furado”. É algo que SÓ VOCÊ pode fazer isso por si mesmo se quer atingir o sucesso. Vale aqui um olhar estratégico.
Leva enorme vantagem quem conhece bem suas aptidões e seus pontos limitantes. Um bom persuador sabe que não adianta aceitar atribuições que não domina, pois perderá credibilidade e, com isso, seu poder de convencimento.

Vamos do autoconhecimento (perceber e analisar características, perfis e potenciais, limites de personalidades) às técnicas de convencimento (auxiliar no conhecimento dos gatilhos, quais são os que devemos acertar – pra saber o que vende, o que motiva, como aplicar, e o que faz a diferença nos contextos). Apenas deixe lápis e borracha à mão, pois tem variados testes (e orientações) pra te ajudar na caminhada. 



Que tal trocarmos a expressão “levo jeito” por “tenho potencial”? [...] Um adulto que se expressa naturalmente bem no dia a dia tem bom potencial para se tornar um ótimo orador, mas precisará aprender técnicas que o auxiliem a usufruir ao máximo esse potencial. [...] ter bom potencial de convencimento facilita bastante, mas não é garantia de bom desempenho. Por outro lado, ter baixo potencial de convencimento exigirá disciplina e estudo para chegar a bons resultados. 
[...] é muito improvável que um adulto tímido se transforme em extrovertido, pois isso faz parte da estrutura de seu prédio/personalidade. Não obstante, essa pessoa pode mudar o acabamento de sua personalidade/prédio ao aprender a falar em público, expressar-se com mais clareza e até participar de alguns eventos sociais, sem deixar de ser, na essência, uma pessoa introvertida e reservada a maior parte do tempo.

Para além destes passos teóricos, há diversos cases discutidos, que vão das relações pessoais às profissionais, para se encontrar e melhor analisar as posturas. É assim que Eduardo nos abre os olhos e faz deste livro uma leitura necessária. A linguagem clara e acessível ajuda bastante nesse quesito, o que faz da leitura um sopro até. Outro fator excelente são as epígrafes nas entradas de capítulo. Elas atingem o alvo de cara! 
Há dois tipos de pessoas: as determinadas e as indeterminadas. As primeiras sabem aonde querem chegar. As outras nem sabem onde estão. Marina Pechlivanis. 
Maldição do conhecimento é a dificuldade de imaginar como é, para o outro, não saber o que você sabe. Steven Pinker.

Sim!

Gente que convence é um livro que mescla teoria e prática e abre nosso campo de ação. É possível entender claramente onde nos adequamos, como funcionamos, que pontos precisam de atenção, quais posturas dão resultado. Você abre o livro inseguro e o fecha determinado – e até arrisco dizer que surpreso consigo mesmo. Vale a pena ter na estante para revisitar e tomar boas notas sempre.

Se recomendo? Com toda a certeza! 
[...] só damos valor às coisas quando estão no contexto adequado.

Ainda não tá convencido? Baixe as primeiras páginas do livro aqui e dê uma espiada no conteúdo. Os testes também se encontram no site. Você ainda pode conferir pequenos vídeos do Eduardo dissertando sobre temáticas do livro aqui.

Até a próxima!

Confira os melhores preços no Buscapé no banner abaixo – ao clicar nele, você ajuda o blog.



Curta o Dear Book no Facebook
Siga @dear_book no Twitter e @dearbookbr no Instagram
segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

[Multiverso 789] O quanto você vale?



“O quanto você vale?”, ouvi essa pergunta de um professor meu em uma aula da minha pós graduação, desde lá, as vezes essa pergunta reaparece em minha mente como um sino que badala de tempos em tempos.

A definição que esse professor nos passou foi que valemos o nosso salário, isto é, dedicamos a maior parte de nossas vidas em troca de prestar os nossos serviços para uma remuneração determinada. Apesar de concordar parcialmente com isso, acredito que não seja somente essa definição.

Qual é o real valor que você tem para o mundo? Para a sociedade? Para a sua família? Será que nos conhecermos tão bem que possamos identificar esse valor tão esperado?

Acredito que o valor que você tem vem das ações que você pratica, dos caminhos que você escolhe a seguir e as consequências que você terá que lidar com as suas decisões.

Temos vários sonhos, queremos conquistar os nossos objetivos, queremos aumentar o nosso valor ao mundo... Valor... Importância... Já nos perguntamos a razão dos nossos amigos gostarem da nossa companhia, gostar de compartilhar momentos únicos?

O motivo seria o grande apreço por compartilhar isso com a gente, pois somos valorizados por eles, e temos a confirmação que o nosso precioso tempo será bem usado nesses momentos.

Quanto valemos para nós mesmos? Somos tão complexos que podemos nos perder nessa pergunta.

Minha opinião é: perca-se, se esforce em encontrar algumas razões dentro de você, isso ajudará em momentos difíceis, saber o quão importante você é, conhecer um pouco mais do seu lado positivo com certeza trará fé que moverá montanhas. Após esse momento, você descobrirá uma verdade oculta, descobrirá que o seu valor é imensurável.

Até a próxima,

Leonardo Rios.
domingo, 11 de janeiro de 2015

[Multiverso 789] A música como uma arma contra os males



Acredito que você já passou por uma situação de estresse que chegou a pensar “Hoje vou ouvir uma música e relaxar”. Pois bem, música é considerada uma arma contras as sensações negativas que enfrentamos regularmente, ela pode ser um vetor de motivação para enfrentar desafios, pode ser um remédio para a alma em um momento de tristeza, pode ser uma ferramenta que ajuda a proporcionar momentos de diversão, dentre outros.

Você se recorda da sensação de bem estar que temos quando escutamos pela primeira vez uma música que mexe com a mente? Penso que neste momento, ocorre a absorção da melodia em nosso interior juntamente com uma memória de conforto que temos, como por exemplo quando lembramos de um momento de nossas vidas quando escutamos uma passagem da música.

A música tem um papel essencial no mundo, ela ajuda a moldar a nossa sociedade. Ela deu coragem aos homens que foram as guerras, ela tirou uma lágrima sua enquanto assistia a um filme, ela o relaxou e fez pensar em coisas boas em um momento de dificuldade.

Uma das sensações que mais tive a felicidade de experimentar, foi quando toquei uma melodia musical pela primeira vez que em um instrumento que estava aprendendo, lembro que repetia diversas vezes essa melodia, pois me motivava a continuar a conhecer mais músicas e acordes.

Não importa se não sabe tocar um instrumento, nunca é tarde para começar.

Não importa se o seu tempo é corrido e mal consegue cumprir com os deveres diários, a música é uma arte que não deve ser ignorada.

Não importa o tipo de música você escuta, ela é sempre um remédio para nós.

Ela sempre te ajudará a seguir adiante.

Até a próxima,

Leonardo Rios
terça-feira, 22 de outubro de 2013

Resenha: “As 30 coisas que toda mulher de 30 deve ter e saber” (Pamela Satran e diversas autoras)

Por Juny: Embora eu ainda não tenha chegado aos 30 (faltam 5 anos) é sempre bom se preparar, e para isso apresento-lhes o livro “30 coisas que toda mulher de 30 deve saber”.

Tudo começou com “A lista” publicada na revista Glamour com 30 conselhos as mulheres de 30 anos, o texto caiu na internet e virou um fenômeno! O sucesso da lista foi mundial, porém a autoria se perdeu no meio do caminho.
1- Como se apaixonar sem perder a identidade
4- Uma bolsa, uma mala e um guarda-chuva que você não tenha vergonha de usar.
11- Um jogo de chaves de fenda, uma furadeira sem fio e um sutiã preto de renda.
13- Acreditar que você merece.
14- Não se desculpar por algo que não é sua culpa.
Pamela Redmond Satran ao descobrir a proporção do sucesso que sua lista tomou, resolveu se reunir com outras jornalistas, escritoras e celebridades em geral para escrever um livro sobre a lista, item a item. Entre as autoras são destaque Maya Angelou, Rachel Zoe, Taylor Swift, Bobbi Brown e Padma Lakshmi.
“Mas muitos de nós tem a sensação, não importa se correta ou absurda, de que, quando se está na casa dos vinte anos, estamos nos tornando... nos tornando alguém e alguma coisa que, ao fazer trinta, passamos simplesmente a ser. (...)
Quando você desce do primeiro trem, e ainda não subiu no segundo, precisa se certificar de que tem certas coisas – algumas materiais, mas, na maior parte, coisas em seu coração e em sua mente. Coisas que aprendeu pelo caminho, talvez até sem perceber. Ideias da infância que valem a pena guardar e outras coisas que teve de atirar pela janela.”
O livro começa contando a origem da lista, apresenta os itens e depois os detalha, alguns tópicos inclusive contam com ilustrações bem divertidas de “certo” e errado”. Os conselhos são tratados com muita sensibilidade, com relatos de só quem já passou pela situação pode dizer.


O design do livro é um assunto a parte, a capa abre através de um encaixe, as paginas tem as bordas arredondadas, há diversas ilustrações e detalhes.
“Depois de um tempo você começa a achar que não vão encomendar um bolo no seu aniversário de 30 anos, mas um caixão. (...) Eu não vou mentir: estava com medo. Mas tenho boas noticias do outro lado! Seu rosto não vai despencar. Você vai estar exatamente igual no primeiro dia dos seus 30 anos a como estará no ultimo dia dos 20. E enquanto ter 20 anos é divertido, é aos 30 que você passa a perceber melhor o seu corpo e conhece-lo mais. Você o domina. Você assume o poder e se transforma. Com a idade vem o respeito.”
Foi uma leitura bem válida, é bom saber que alguns dilemas nessa idade são universais e ler esses relatos nos ajuda a entender melhor a situação e a maneira que devemos enfrenta-la. Com muita  muita sabedoria e bom humor, o livro é uma ótima pedida para as mulheres que ainda estão chegando nessa “crise” dos 30 e as que já enfrentaram.

quarta-feira, 12 de junho de 2013

Resenha: "Casais inteligentes enriquecem juntos” (Gustavo Cerbasi)

Por Juny: Se você ainda é solteiro e tem um orçamento sem planejamentos, se você quer casar e não sabe por começar a planejar os gastos ou se você já tem uma família e está sempre com dificuldades financeiras, você deveria ler “Casais inteligentes enriquecem juntos”.

Não pense que é autoajuda, muito pelo contrario, é um livro de administração e economia, muito útil para criar a mentalidade da economia familiar.

Procurei ajuda nesse livro, pois estou em uma fase de grandes decisões financeiras, planejando comprar um apartamento, sonhando com o casamento, mas sem saber por onde começar, mesmo porque são sonhos bem caros.

Gustavo dá dicas sobre como começar a poupar, aprender a investir, enxugar o orçamento, previdência e etc. Uma coisa que ele insiste é o aluguel ao invés da casa própria, por mais convincentes que sejam seus argumentos, ele não conseguiu me convencer a desistir desse sonho.

Ele classifica sua dica por solteiros, casais que pretendem se casar ou recém-casados e casais com filhos, também tem um capitulo especial sobre aposentadoria. Suas dicas se encaixam com todas as etapas da vida e a regra geral é sempre poupar e investir para garantir independência financeira no futuro. Ele classifica também os perfis das pessoas como: poupador, descontrolado, gastador, desligado e financista; coloca seus pontos fracos e fortes e como fica a relação entre essas diferentes mentalidades financeiras. Outra coisa que ele insiste é que guardar dinheiro não significa viver mal ou ter privações.

“Chamo essa verba de finanças da reconquista diária. Não é preciso contar com grandes quantias. Na fase do namoro, pouco dinheiro e muita criatividade certamente traziam momentos muito especiais. Tampouco é preciso perder horas imaginando alguma coisa criativa. Até mesmo a rotina pode ser “sem rotina”. Alguns amigos cultivam a rotina de, toda semana, conhecer um bar ou restaurante diferente. Outros tem a rotina de, a cada dois meses, viajar para algum lugar que não conhecem durante o fim de semana. Vocês podem criar a rotina de, toda semana, preparar juntos um novo prato na cozinha”.
Capa com tema do filme
Na teoria é tudo lindo, mas Gustavo dá exemplos de problemas e como superá-los. E sempre insiste no dialogo frequente do casal sobre o planejamento financeiro e na tentativa da mudança de percepção, no caso em que um dos dois tem um perfil de gastos descontrolados.
“Sempre haverá dúvidas, vocês terão frustrações com algumas perdas, seu plano precisará ser revisado algumas vezes durante a vida, e talvez em algumas dessas revisões terão de adiar seus objetivos por alguns meses ou anos. Todavia, quanto mais cuidadoso for o planejamento tanto menor sera o sofrimento causado por situações indesejáveis.”
Um livro altamente recomendado, principalmente para quem esta começando a planejar um futuro à dois e que quer fazer tudo com muito planejamento para ter um futuro tranquilo. Recomendo!

- Ano passado foi lançado um filme baseado nesse livro e ele foi relançado com a capa temática, como ainda não assisti  não tenho como opinar, mas fica a dica!


quarta-feira, 20 de março de 2013

Resenha: "101 Coisas para fazer antes de casar, engravidar ou envelhecer” (Sarah Ivens)

Por Juny: Assim que vi sobre o lançamento desse livro fiquei super interessada e só sosseguei quando consegui trocá-lo no Skoob (viva o skoob plus!).

“101 coisas para fazer antes de casar, engravidar ou envelhecer” da autora Sarah Ivens se divide entre uma lista engraçada e com dicas realmente interessantes. Os capítulos dividem as dicas por categorias:

- Garota Glamurosa
- Amiga de Verdade
- Amigona Amante da Moda
- Aventureira
- Viajante Internacional
- Mente Livre
- Geek e Chique
- Especialista em Beleza
64 – Monte em um touro mecânico
Um dos maiores divertimentos que você pode ter em um bar não é mostrar suas partes intimas ou beijar o barman. É subir em um touro mecânico! Vou revelar um pequeno segredo: eles são tão apavorantes quanto parecem!
Não tem como não se divertir com esse livro, além de pegar ótimas dicas. Tem de tudo, desde alongamento de cílios (juro que eu não conhecia!), comprar um vibrador (para as de mente livre), construir uma arvore genealógica (para conhecer mais o seu passado familiar), como encontrar o jeans perfeito (uma missão quase impossível!), comer uma carne exótica (é preciso coragem!), enfim, são bem amplas as dicas abordadas por Sarah.
88 – Entregue-se ao prazer de uma grande obra literária
“Não há nada mais divino do que se aconchegar com um livro maravilhoso numa tarde chuvosa e fria. Acalentada por um pijama de flanela, fortificada por um chá quente com biscoitos, adoro como cada página nova traz momentos de puro prazer.
A arte de desfrutar bons livros – ou vadiar com literatura, como prefiro chamar isso – desapareceu em nossos dias (...)”
As que eu mais gostei foram as de moda, beleza e viagens. As dicas são numeradas de 1 a 101, em cada dica primeiro a autora faz seu comentário e depois vem o “Eu não sou a única...” com depoimentos de outras mulheres sobre o assunto e no final “Mas se você não pode....” dando opções para as menos ousadas que não fariam tal situação ou não podem fazer por outras questões, mas que podem fazer outras coisas parecidas que podem ser tão boas quanto.
55- Sente-se em Machu Picchu para contemplar

(...) Alberto, nosso guia, fala sem parar sobre os incas e suas crenças, e nos conta que Machu Picchu é o lugar perfeito para cultuar a Mãe Natureza: o céu, o sol, a vida e a morte, o arco-íris, todos se encontram aqui.

Escuto tudo aquilo, mas não estou ouvindo nada.
O único som que consigo ouvir é o da beleza e da espiritualidade (...)”

Se você não pode ir a a Machu Picchu para contemplar...

Embarque em outra viagem que signifique algo para você. Você sempre se sentiu atraída por determinado lugar ou determinada cultura? Se é esse o caso, algo dentro de você está dizendo que você precisa ir. Faça um esforço e vá. (...)
Um guia divertido, com coisas que toda garota realmente deveria fazer antes de “começar a levar a vida mais a sério”, quando casar, engravidar e envelhecer, para não ficar frustrada e ter a certeza que aproveitou a vida e está pronta para essas outras etapas. Aderi à alguns preceitos de Sarah, antes que seja tarde demais, afinal já cheguei 25 anos e sei que muita coisa já está mudando e ainda vai mudar. Recomendo a leitura!

 
Ana Liberato