Olá,
amigos leitores. O que estão folheando esses dias? Tão curtindo? Com um
aperreio de uns estudos e trabalhos ficou difícil pra mim #sad (isso sem falar da maior trollagem de todos os tempos de um modem; btw, sorry o atraso da coluna) Minhas leituras
pendentes que se segurem, já tô programando eles pro feriado imprensado da semana que vem. Ainda
assim dei aloca, devorei Como Eu era antes de Você e @mor enquanto devia estar estudando #momentoconfissão :D
Nesse
meio tempo...
Movimentos
e iniciativas literárias a gente vê quase todo dia, né? Acompanhei umas matérias
nos últimos tempos sobre uma coisa que me chamou atenção... Campanhas de
doações de livros.
Aposto
que vocês já ouviram falar (ou mesmo viram esse vídeo #AcheiTodoDia)
de livros sendo deixados por aí para que outros pudessem se tornar leitores
dele. No sábado de 19 de outubro, teve o “ataque literário”,
em que a ideia foi “deixar um livro que não se queria mais em algum lugar da
cidade”.
Particularmente, acho lindas essas iniciativas (já conheceu o projeto Esqueça um livro?) Imagina que awesome seria se, por esses projetos, um livro viajasse o país como
aquela calça do filme “Quatro Amigas e um Jeans Viajante”? Não como booktour,
digo. Tenho a impressão de ter ouvido falar de algo assim um tempo atrás, não
tenho é certeza...
Mas
a questão que quero trazer pro post é: você, leitor(a), está preparado(a) para
deixar um livro por aí? Dá pra se desgarrar de alguém da SUA estante?
Aí
a coisa muda um pouco de perspectiva, né?
Nas
prateleiras, os livros são tantos que logo não se tem mais espaço para os
novos. E quanto mais espaço arranjamos, mais livros. Sempre chegando,
encaixando, se espremendo no canto, dizendo Oi a cada vez que você passa lá.
E
aí eu pergunto... alguma vez já saíram? Além das visitas à casa dos amigos nos
empréstimos, digo, e dos passeios nas bolsas, mochilas, pastas? Sair sem
retorno?
Penso
que na maioria das vezes em que deixamos um livro ir é quando não gostamos
dele. Esse livro não é pra mim, talvez dê
mais certo com outro. É tão mais fácil, né? Muitas foram as vezes que vi
isso no sistema de trocas do skoob, livros que foram “abandonados” em leitura
ou levaram poucas ou nenhuma estrelinha de apreciação. Livros ditos “fracos”
pra quem os leu, então estão aí, no sistema, procurando novos leitores.
Só
que isso não é bem... desgarrar. Não houve ligação entre vocês, afinal. O livro
nem cumpriu seu papel, ele só seguiu viagem. Assim quem certamente tá na sua
estante é aquele que seus corações abraçaram, agarraram, amaram. Então o que
seria deixá-los... ir? (Sim, plural!). Eles cumpriram seu papel, não? Possivelmente
poderiam cumprir de novo, noutra casa, noutras mãos, noutras prateleiras... Sinto
isso como aquelas cenas de filme, em que a pessoa cuida do passarinho ferido, o
adota e depois o devolve para a natureza.
Até
um tempo atrás acho que não os largaria assim, apesar de não ter me afastado de
um muito querido meu.
Um
dia passeando pelo skoob vi que uma amiga deixara um livro que eu tanto queria,
pra troca, e, sabe a primeira coisa que me passou pela cabeça? COMASSIM ELA NÃO GOSTOU DO LIVRO, SOCIEDADE?
Fiquei espantada, ainda mais por ter conhecido os bastidores desse livro em
especial. Me espantei mais foi quando abri a página de leitura dela pra
verificar a classificação e... Estavam lá as 5 estrelinhas completas.
Isso
me impressionou muito na verdade.
É
esse desprendimento que acho difícil de encontrar. Quando amamos um livro,
adotamos, simples assim. Ai de quem relar
a mão nele sem permissão. Ai de quem não
cuidar dele com tanto esmero. Até porque quando a gente gosta mesmo, não
apenas o adotamos pra vida, revisitamos, remexemos nele, leva, quem sabe, uns
post-its e etiquetas adesivadas, umas marcações de lápis ou caneta, concretizar
o encontro que tivemos. Uma forma de dizer “você é meu”.
Olhe
pra sua estante, ou pense nela. Quem dali poderia sair? Sem falar dos que você
não gostou ou não queira mais, claro, qual(is) você acha que cederia para um
novo lar? É difícil, eu sei, os littera
feelings não deixam...
Tenho
uns que realmente eu não soltaria a mão. Dá um negócio no coração só de
imaginar! E olha que dois estão em outro Estado, mas voltarão, eu sei,
provavelmente os verei de novo lá pelo Natal.
Só
que, como proposto nesse post, pensei também naqueles que gostei e estaria
disposta ao desapego. Apesar de ter feito troca de dois no sistema Plus do Skoob,
ainda não considero que me desapeguei. Gostei, só não me agarrei a eles, por
isso a troca. Ultimamente estou com O Lado Bom da Vida (Matthew Quick) em
mente... só não sei se estou preparada para colocá-lo para troca ou mesmo
entrar na onda do Esqueça Um Livro. Esse do Quick, na verdade, tenho dúvida se
seria um desgarrar, mas por outras razões, outras conversas.
Reflitam
um pouco.
A
iniciativa é linda mesmo, admiro quem faça, de verdade. Só que depois do que levantei
aqui no post, estamos realmente preparados? Para ter quem receba, alguém
primeiro deve doar.
Compartilhem
seus feels. Também no conflito? De quem você não desgarra de jeito nenhum? Já
fez sua contribuição? Conte aí sobre quem foi.
Até
o próximo post,
Bjos,
Kleris
Ribeiro.












