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sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

Interrogação #4 – Amigo do Desapego

Com Alice Lauer, colunista da casa


Interrogação é uma coluna do Dear Book que recebe convidados para refletir o nosso momento enquanto ideias, hábitos, panoramas e manifestos culturais. A cada post, uma pergunta e uma opinião. Todo o conteúdo de resposta é de responsabilidade dos convidados. Sem periodicidade fixa, a coluna é organizada pela dear boss, Kleris Ribeiro.

Amigo de Desapego: 
O que é pra você esta troca de boas intenções?

A: A brincadeira nasceu no final de 2015 em meio às confraternizações de fim de ano. Queria um jeito em que a equipe do Dear Book pudesse ter esse momento de celebração, mesmo com cada membro estando em um canto do Brasil. Logo me veio ao pensamento fazer um amigo oculto de livros – vários grupos fazem isso! – porém, não queria algo que fosse feito no automático. Que fôssemos à livraria, comprássemos o livro e enviar via correios simplesmente. Queria algo que nos fizesse pensar, pensar no amigo e em algo que tivéssemos em comum com aquela pessoa sorteada.

Foi quando me veio a ideia de fazer o “amigo do desapego”. Um amigo oculto de livro, mas com um pequeno detalhe: que o livro já estivesse em nossas respectivas estantes. Que desapegássemos dos livros, coisa que por vezes é tão difícil para os amantes da literatura.


Muitos de nossos livros não carregam apenas suas histórias escritas, mas também nossas histórias vividas com aquele mundo paralelo. Momentos que talvez ficaram em nossas mentes por um bom tempo. Sem exageros ou melodrama, por vezes um livro pode nos trazer várias recordações, pode ser de uma simples conversa em uma roda de amigos ou até mesmo uma fase de nossas vidas.


Desfazer-se de um livro que carregue tais recordações pode não ser tão fácil, ainda mais quando o gosto literário do amigo sorteado só corresponde com aquele livro especial. Aí não tem muito para onde fugir, a não ser passar o livro adiante. Passar esse pequeno pedacinho de sua vida, onde a lembrança permanece conosco e livro fará parte de outra história, com outra pessoa, em outro lugar do país.

Para mim, o “amigo do desapego” é isso, é passar à frente, não somente mais um livro, mas sim um pedacinho da minha história, um pedaço que talvez somente eu conheça e vá se perder em meio mar de lembranças acumuladas. É passar para frente um livro que vá proporcionar novos sentimentos e recordações ao meu amigo (ou amiga) da vez! Além, é claro, de poder incentivar o desapego literário.

Veja como foi o amigo do desapego de 2015 e 2016 do Dear Book <3

Alice Lauer é uma quase economista que gosta de gastar um pouquinho além da conta às vezes. Que ama Deus, sua família e amigos. Adora conhecer lugares e pessoas novas! Gosta de bater papo por horaaasss... e às vezes de ficar quieta por horaaasss... Principalmente quando está de sofrendo com alguma paixão platônica literária/cinematográfica!


Redes sociais de Alice


E VOCÊ, o que acha deste tópico? Comente abaixo o/


Até a próxima interrogação!
#blogdearbook #dearbookbr #interrogação

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segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

[Especial] Amigo do Desapego + Combo Noel SorteioS


Olar, leitores :)


Mais um ano finda e mais uma vez a gente apronta aqui no blog. Em 2015 iniciamos o – agora batizado Amigo do Desapego entre a equipe DB e, enquanto a gente brinca, vocês ganham prêmios!


Reveja aqui o que foi a loucura da primeira edição.


Neste 2016, resolvemos simplificar: não vamos relacionar as brincadeiras, elas vão funcionar separadamente, mas no mesmo clima – Natal e mimos <333


Como funciona o Amigo do Desapego?
Semelhante ao Amigo Invisível, sorteamos os nomes dos colaboradores em um grupo do www.amigosecreto.com.br, mas os livros de presente vão sair de nossas estantes! Vocês vão poder acompanhar a chegada lá no nosso insta @dearbookbr Mas todo o encontro e saga de presentes vai permanecer fechado para equipe. Prepararemos um post especial contando os babados =3

Sendo assim, para os leitores, guardamos algo mais especial: COMBO NOEL SORTEIOS!


De 05 a 09 de dezembro lançaremos um sorteio por dia lá no instagram @dearbookbr. Muitos prêmios, muitos mimos, muitos ganhadores. É pra ficar de olho mesmo, hein! Entradas de participação até 22h, horário de Brasília, dia 16/dez. Atenção às regras e BOA SORTE!

Sobre envio de prêmios:
- Linkaremos o vencedor em um post de resultado. A mensagem deve ser respondida em até 48h, caso contrário, refaremos o sorteio.
- Após termos os dados de envio postal, o prazo de envio será em até 20 dias, partindo de nossos colaboradores, como cortesias do Dear Book.

PARTICIPEM!


Equipe Dear Book. 

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segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

Littera Feelings #26 – Perspectivas da Coluna (Parte 1)


26 POSTS, OMG!

Olá, pessoal :) Como vão as leituras de fim de ano? Agora é a hora de se esbaldar, hein!

Fechei o ano passado com um post de perspectivas sobre as leituras de 2013, hoje convido vocês a fazerem uma retrospectiva pelos posts queridos da coluna Littera Feelings <3 Como sempre foi proposto, os temas passeiam por nossos variados momentos de leitor, assim resgatei umas passagens bem legais que valem a releitura e já estou preparando o último post do ano com uma surpresinha.

Enquanto isso...

Vamos ver se de lá pra cá mudamos algumas opiniões? Vamos!
(os links dos posts estão em cada título)



Adoro ler dedicatórias, e nem precisam ser pra mim. É um toque delicado, sabe, elas trazem um pé na realidade, um pé no conteúdo. O texto pode ser de uma linha, uma frase minúscula, mas ali está o ponto de ligação entre aquele que doa e aquele que recebe. Quase... um abraço. [...] Pérola ou não, dedicatórias são mimos [...].


Penso que na maioria das vezes em que deixamos um livro ir é quando não gostamos dele. [...] Muitas foram as vezes que vi isso no sistema de trocas do skoob, livros que foram “abandonados” em leitura ou levaram poucas ou nenhuma estrelinha de apreciação. Livros ditos “fracos” pra quem os leu, então estão aí, no sistema, procurando novos leitores.

Só que isso não é bem... desgarrar. Não houve ligação entre vocês, afinal. O livro nem cumpriu seu papel, ele só seguiu viagem. Assim quem certamente tá na sua estante é aquele que seus corações abraçaram, agarraram, amaram. Então o que seria deixá-los... ir? (Sim, plural!). Eles cumpriram seu papel, não? Possivelmente poderiam cumprir de novo, noutra casa, noutras mãos, noutras prateleiras... Sinto isso como aquelas cenas de filme, em que a pessoa cuida do passarinho ferido, o adota e depois o devolve para a natureza.

[...] Para ter quem receba, alguém primeiro deve doar.


Será mesmo o spoiler o monstro do entretenimento? [...] Quando pode ser bom?
Quando conhecemos a história. Ou partes preciosas dela, por senso de mundo, cultura e literatura. [...] Não precisa necessariamente ser uma releitura, mas sendo uma, é que se prova o lado amigável do spoiler, pois é nesse momento que ele revela-se... auxiliar: 
Na releitura o leitor vai ler mais devagar e nem por isso de forma menos prazerosa. Livre da ansiedade – que, nesse caso, também atende pelo nome de prazer – de saber como continua a história e qual será seu desfecho, o leitor pode rastrear as pistas que o autor foi lançando aqui e ali no romance e ele não percebeu. Ou pode se deter um pouco mais num detalhe de um personagem, uma cena, na precisão de diálogos, na forma engenhosa da montagem do enredo, etc. – Flávio Carneiro, O leitor fingido.


Se livro é livro e filme é filme, leitor é leitor e telespectador é telespectador.
[...] Deve ter muito filme por aí que, por não termos lido o livro, aos nossos olhos parecem ótimos. [...] A verdade, infelizmente, é essa: a adaptação apenas toma por base determinada história (e somos avisados naquelas letrinhas no início e fim do longa-metragem), não é a tradução de uma linguagem para outra. Por mais que esperamos diálogos e cenas cruciais, é difícil bater o filme que fazemos na nossa cabeça. E difííííícil às vezes largar esse nosso lado leitor pra respeitar o do telespectador.



Tem problema em ler?
Não.
Deixe em paz quem escolheu ler.

E TEM PROBLEMA EM NÃO LER?

Claro que não! Tudo bem quem não leia, a vida é sua, gostos e hábitos são seus. Gostar de correr, por exemplo, não é ponto comum como o fato de sermos todos humanos.

A atividade da leitura deve ser apresentada, não obrigada. [...] Acho que ler é uma escolha. Se você a faz, seja bem-vindo, vamos conversar; e se não a faz, tudo bem, vamos conversar da mesma maneira.
[...] E para quem não lê, uma nota apenas: não estranhem se nós lemos, estranhem se não estivermos lendo.


Às vezes fico incomodada mesmo, e não só por já de início “prever” todo ou metade do roteiro do livro, é por como o clichê em si é tratado dentro da história. Ele é, por muitas vezes, banalizado! Ele não vem “encorpado”, não dá aquele desenvolvimento à história, e às vezes também pela própria maneira de narrar.
[...] a gente busca por isso - não busca? Pelo final feliz, pelo encanto, pelo sorriso bobo. Digo até que Frozen – Uma Aventura Congelante poderia ser uma referência #EPICWIN pra esse post se não se tratasse de um filme, mas lá, a gente vê claramente o show de clichês e como todos foram tão bem trabalhados que o sucesso é geral :D No final das contas, não é tão ruiiiiim assim, né?

E daí que é clichê?
Se me convencer, estou ok com isso.


[...] Esse valor não deve ser parâmetro, tampouco deve medir qualidade. Como comentado no começo, um clássico pode ser assim considerado por várias razões, sem, em nenhum momento, deixar de ser uma "obra". [...] a gente tá vivendo esse presente, mas estamos sabendo reconhecer os marcos que esses tantos livros estão deixando no nosso dia a dia? [...] Clássico, enfim, se trata do valor que damos. Valor esse que, quem sabe, perdure pela história.


As pessoas estão lendo? Ok, ótimo!
Mas, espera, estão elas entendendo o que é apresentado? O livro está acrescentando? Está modificando? Infelizmente, em vista dessa situação, concordo que a “modinha de leitura” possa ter seu lado ruim.
[...] E é claro que é importante ler, só não basta apenas... ler. Digo, no sentido de a leitura passar batida. [...] Acredito em livro que nos divirta, que nos traga boas histórias. Mas também acredito em livro que nos acrescente. Que ceda perspectivas, reafirme convicções, dê ideias, balanceie as emoções, nos faça questionar. Que mude, enfim. Ao nos mostrar mundos, podem ser as maiores mentiras do universo, porém, desde que nos faça acreditar, estou bem com isso.


Há livros e livros, amigos. Do mesmo modo que a literatura pode ser diversa, nosso coração avalia por distinções. Reavaliei meus favoritos e 99% continuaram lá, na mesma marca. Foi bom pensar neles de novo (e tenho revisto outros no desafio #fotografeolivro), porque aí a história já assentou, a cabeça já alcançou outros entendimentos e os feels já dizem algo mais.

~//~

Posso hoje dizer que estou ficando boa em dedicatórias (em exercício sempre!), pratiquei o desapego (descobri um novo prazer ao doar livros \o/), estou cuidando mais dos spoilers (e entendendo melhor os efeitos dele), já não condeno tanto as adaptações de livros em filmes, estou vendo alternativas para aqueles familiares que não leem (ou cogitando estratégias sobre como os influenciarem rs), procuro pelo bom clichê e por entender a marca dos clássicos em suas próprias épocas, além, claro, de fazer as perguntas certas quando a leitura parece ter sido batida.

Ah, tanta coisa! ^.^

Ao passo que venho aqui escrever pra vocês também reflito pelas minhas leituras :) Espero que tenham gostado desse especial e que também deem uma repensada sobre esses tópicos. Mudaram de opinião em algum assunto? Comentem aqui embaixo!

Vejo vocês em breve para a segunda parte o/

Bjos,



Kleris Ribeiro.
quarta-feira, 6 de novembro de 2013

Littera Feelings #4 – Arte do Desapego: um difícil domínio

Olá, amigos leitores. O que estão folheando esses dias? Tão curtindo? Com um aperreio de uns estudos e trabalhos ficou difícil pra mim #sad (isso sem falar da maior trollagem de todos os tempos de um modem; btw, sorry o atraso da coluna) Minhas leituras pendentes que se segurem, já tô programando eles pro feriado imprensado da semana que vem. Ainda assim dei aloca, devorei Como Eu era antes de Você e @mor enquanto devia estar estudando #momentoconfissão :D

Nesse meio tempo...

Movimentos e iniciativas literárias a gente vê quase todo dia, né? Acompanhei umas matérias nos últimos tempos sobre uma coisa que me chamou atenção... Campanhas de doações de livros.


Aposto que vocês já ouviram falar (ou mesmo viram esse vídeo #AcheiTodoDia) de livros sendo deixados por aí para que outros pudessem se tornar leitores dele. No sábado de 19 de outubro, teve o “ataque literário, em que a ideia foi “deixar um livro que não se queria mais em algum lugar da cidade”.

Particularmente, acho lindas essas iniciativas (já conheceu o projeto Esqueça um livro?) Imagina que awesome seria se, por esses projetos, um livro viajasse o país como aquela calça do filme “Quatro Amigas e um Jeans Viajante”? Não como booktour, digo. Tenho a impressão de ter ouvido falar de algo assim um tempo atrás, não tenho é certeza...

Mas a questão que quero trazer pro post é: você, leitor(a), está preparado(a) para deixar um livro por aí? Dá pra se desgarrar de alguém da SUA estante?



Aí a coisa muda um pouco de perspectiva, né?

Nas prateleiras, os livros são tantos que logo não se tem mais espaço para os novos. E quanto mais espaço arranjamos, mais livros. Sempre chegando, encaixando, se espremendo no canto, dizendo Oi a cada vez que você passa lá.

E aí eu pergunto... alguma vez já saíram? Além das visitas à casa dos amigos nos empréstimos, digo, e dos passeios nas bolsas, mochilas, pastas? Sair sem retorno?

Penso que na maioria das vezes em que deixamos um livro ir é quando não gostamos dele. Esse livro não é pra mim, talvez dê mais certo com outro. É tão mais fácil, né? Muitas foram as vezes que vi isso no sistema de trocas do skoob, livros que foram “abandonados” em leitura ou levaram poucas ou nenhuma estrelinha de apreciação. Livros ditos “fracos” pra quem os leu, então estão aí, no sistema, procurando novos leitores.

Só que isso não é bem... desgarrar. Não houve ligação entre vocês, afinal. O livro nem cumpriu seu papel, ele só seguiu viagem. Assim quem certamente tá na sua estante é aquele que seus corações abraçaram, agarraram, amaram. Então o que seria deixá-los... ir? (Sim, plural!). Eles cumpriram seu papel, não? Possivelmente poderiam cumprir de novo, noutra casa, noutras mãos, noutras prateleiras... Sinto isso como aquelas cenas de filme, em que a pessoa cuida do passarinho ferido, o adota e depois o devolve para a natureza.

Até um tempo atrás acho que não os largaria assim, apesar de não ter me afastado de um muito querido meu.

Um dia passeando pelo skoob vi que uma amiga deixara um livro que eu tanto queria, pra troca, e, sabe a primeira coisa que me passou pela cabeça? COMASSIM ELA NÃO GOSTOU DO LIVRO, SOCIEDADE? Fiquei espantada, ainda mais por ter conhecido os bastidores desse livro em especial. Me espantei mais foi quando abri a página de leitura dela pra verificar a classificação e... Estavam lá as 5 estrelinhas completas.

Isso me impressionou muito na verdade.

É esse desprendimento que acho difícil de encontrar. Quando amamos um livro, adotamos, simples assim. Ai de quem relar a mão nele sem permissão. Ai de quem não cuidar dele com tanto esmero. Até porque quando a gente gosta mesmo, não apenas o adotamos pra vida, revisitamos, remexemos nele, leva, quem sabe, uns post-its e etiquetas adesivadas, umas marcações de lápis ou caneta, concretizar o encontro que tivemos. Uma forma de dizer “você é meu”.

Olhe pra sua estante, ou pense nela. Quem dali poderia sair? Sem falar dos que você não gostou ou não queira mais, claro, qual(is) você acha que cederia para um novo lar? É difícil, eu sei, os littera feelings não deixam...

Tenho uns que realmente eu não soltaria a mão. Dá um negócio no coração só de imaginar! E olha que dois estão em outro Estado, mas voltarão, eu sei, provavelmente os verei de novo lá pelo Natal.

Só que, como proposto nesse post, pensei também naqueles que gostei e estaria disposta ao desapego. Apesar de ter feito troca de dois no sistema Plus do Skoob, ainda não considero que me desapeguei. Gostei, só não me agarrei a eles, por isso a troca. Ultimamente estou com O Lado Bom da Vida (Matthew Quick) em mente... só não sei se estou preparada para colocá-lo para troca ou mesmo entrar na onda do Esqueça Um Livro. Esse do Quick, na verdade, tenho dúvida se seria um desgarrar, mas por outras razões, outras conversas.  

Reflitam um pouco.

A iniciativa é linda mesmo, admiro quem faça, de verdade. Só que depois do que levantei aqui no post, estamos realmente preparados? Para ter quem receba, alguém primeiro deve doar.

Compartilhem seus feels. Também no conflito? De quem você não desgarra de jeito nenhum? Já fez sua contribuição? Conte aí sobre quem foi.

Até o próximo post,
Bjos,


Kleris Ribeiro. 
 
Ana Liberato