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sábado, 8 de janeiro de 2022

Resenha: "Por que escrevo" (George Orwell)


Tradução de Claudio Marcondes

Sinopse: Breve coletânea de um dos maiores ensaístas contemporâneos, Por que escrevo traz textos sobre o poder dos livros e da leitura, a importância da linguagem e a necessidade de se escrever. Tudo isso com a habilidade característica do autor de 1984.

Seja demonstrando a falácia da linguagem política, dissecando o preço real dos livros ou proclamando verdades dolorosas sobre a guerra, os ensaios de George Orwell são atemporais e mostram sua relevância para qualquer período, país ou leitor.

Ao falar sobre o poder da escrita, o autor de A fazenda dos animais e 1984 analisa não só a própria produção, como também o papel que a literatura ― em seu sentido mais amplo ― exerce tanto na formação política do indivíduo quanto em sua forma de enxergar o mundo.

Incluindo os ensaios Por que escrevo, Política e a língua inglesa, Livros vs. cigarros e O leão e o unicórnio, esta edição traz uma seleta dos ensaios mais emblemáticos de um dos principais pensadores modernos.

Por Stephanie: Eu adoro a escrita do George Orwell. Admiro muito como ele consegue transmitir ideias com uma prosa simples. E neste pequeno livro de ensaios, intitulado Por que escrevo (assim como o primeiro dos quatro textos da obra), é possível ver essa característica do autor em sua forma mais pura.

Todas as linhas das obras sérias que escrevi a partir de 1936 foram escritas, direta ou indiretamente, contra o totalitarismo e a favor do socialismo democrático [...].

Eu havia me interessado por esse livro pois acreditava que falaria a fundo sobre o processo de escrita, mas na verdade é uma obra muito mais política. Orwell discorre bastante sobre seus pensamentos a respeito da guerra, do capitalismo, socialismo, fascismo… e no meio de tudo isso, também fala um pouco sobre escrita, dando inclusive algumas (poucas) dicas para aspirantes a escritor.

Como eu já imaginava, foi muito fácil me deixar levar pela escrita do autor. Marquei diversas passagens ao longo da leitura, pois vários momentos foram impactantes e reflexivos para mim. Percebi que concordo muito com as visões de Orwell, e por esse motivo eu devo gostar tanto de suas obras de ficção.

Revolução não significa bandeiras vermelhas e confronto nas ruas; significa uma mudança fundamental no poder.

Porém, ainda que tenha sido uma experiência positiva, tenho que confessar que o primeiro ensaio foi o meu favorito, e o último, o mais difícil de ler pra mim. Acredito que Orwell foi me perdendo conforme se aprofundava demais em aspectos muito políticos, e talvez isso se deva pelo meu conhecimento que não é tão vasto assim no que tange a esses assuntos.

[...] Tudo o que sei é que os homens certos vão surgir quando o povo realmente os quiser, pois são os movimentos que fazem os líderes, e não o contrário.

Se você procura um livro sobre política com uma linguagem acessível, fica a recomendação!

Até a próxima, pessoal :)

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sexta-feira, 8 de outubro de 2021

Resenha: "A inquilina de Wildfell Hall" (Anne Brontë)

 

Tradução: Debora Landsberg

Sinopse: Gilbert Markham está intrigado com Helen Graham, a bela e misteriosa mulher que acabou de se mudar para Wildfell Hall com o filho e sem o marido. Gilbert é rápido em oferecer amizade, mas, quando o comportamento recluso da inquilina começa a ser motivo de fofoca na cidade, ele se pergunta o que mais pode haver na história daquela família.

Quando Helen permite que Gilbert leia seu diário, ele começa a entender os detalhes obscuros de sua vida, seu casamento desastroso e a situação em que a vizinha se encontra.

Por Jayne Cordeiro: "A inquilina de Wildfell Hall"  foi o segundo e último romance, publicado pela Anne Brontë, a irmã mais nova, e menos conhecida, entre as escritoras da família. Suas irmãs são conhecidas pelos romances "Jane Eyre" e " Morro dos Ventos Uivantes". Neste livro da Anne, conhecemos o jovem Gilbert, um rapaz com posses, mas simples, que vive no interior da Inglaterra, e que está contando para um amigo, através de cartas, uma história de sua vida. É através dele que conhecemos Helen Graham, uma viúva que vai morar com filho pequeno em Wildfell Hall, e que não faz muita questão de socializar com a pequena comunidade do local.

O mistério envolvendo sua história levanta suspeitas em todos, e acaba atraindo a atenção de Gilbert, que se aproxima da jovem viúva. Para que ele entenda sua situação, Helen lhe entrega seu diário, para que ele entenda como ela chegou aquele lugar, e porque seus caminhos podem não se entrelaçar.

Apesar de ser uma fã de "Jane Eyre" e "Morro dos Ventos Uivantes", nunca tinha lido nada da Anne Brontë antes, mas recentemente tive essa chance, e me surpreendi bastante. Para mim, esse livro tem uma pegada menos romântica do que os outros, mas ainda assim tem uma história muito envolvente, e retrata temas bem incomuns para a época, o que provocou muitos comentários, no período em que foi lançado. O livro já interessante por trazer dois períodos, narrados por personagens diferentes, Gilbert e Helen. Gilbert é um jovem que se apaixona por Helen, apesar dos cometários e do fato de ela ser viúva. Mas apesar de parecer atender a seus sentimentos, Helen é taxativa em não se envolver, e através de seus relatos, ficamos sabendo o porquê.

Este livro é considerado um dos primeiros livros feministas da época, por trazer uma protagonista que sabe se impor perante seu marido, e que toma decisões pensando no seu próprio bem estar. Além de trazer temas como alcoolismo e suas consequências, infidelidade, depravação e uma mulher quebrando regras sociais. Apesar de achar Helen boazinha demais, com quem não merecia, em alguns momentos, adorei seu posicionamento na hora em que as coisas chegavam a determinado limite. Uma personagem na era vitoriana que não deixava de falar seus pensamentos e ser firma no que achava correto.

Apesar de ter determinados pontos agridoces, o livro tem o final que imagino satisfazer a todos os leitores, pelo menos eu fiquei bem feliz com o final, e me espantei, como consegui acabar essa leitura rápida, apesar de ser um estilo livro que se deve ter muito atenção na leitura. Essa edição ainda conta com um prefácio de um especialista, falado sobre a obra e suas influências, e um comentário da própria autora, que imagino tenha sido publicado nas edições seguintes, após seu lançamento.

Anne Brontë se mostra tão digna de sua reputação através do tempo, como qualquer uma de suas irmãs, e para quem gosta de um bom clássico inglês, esse livro tem que fazer parte da sua leitura, e da sua estante também.


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terça-feira, 14 de fevereiro de 2017

[Lançamentos] Editora Companhia das Letras



Lançamentos da Editora Companhia das Letras \o/ - Amamos!! -
Mais livros em 2017, que perfeito, e a Editora Companhia das Letras e seus selos Paralela e Penguin Companhia vem cheios de emoções e os leitores piram, vamos conferir então galera!

Lançamentos:

Os Meninos da Rua Paulo, Ferenc Molnár

Os meninos da rua Paulo, de Ferenc Molnár
Clássico da literatura infantojuvenil húngara em nova edição pela Companhia das Letras
Publicada em 1907, a história dos meninos que travam batalhas pela posse do “grund” da rua Paulo, um pedaço de terra cercado onde se brinca à vontade, é conhecida por leitores de todo o mundo. A luta pelo “grund” vai além da vontade de comandar o local: ali, infância e fantasia prevalecem sobre as imposições do mundo adulto. O espírito de aventura, amizade e heroísmo presente nesta obra é capaz de transpor qualquer barreira de tempo, espaço ou idade. Esta nova edição conta com, além dos textos presentes na anterior, uma orelha assinada por Luiz Schwarcz, um posfácio de Michel Laub e um glossário.





O Perfume da Folha de Chá, Dinah Jefferies

Um homem atormentado por seu passado. Uma mulher diante da escolha mais terrível de sua vida.
Em 1925, a jovem Gwendolyn Hooper parte de navio da Escócia para se encontrar com seu marido, Laurencek no exótico Ceilão, do outro lado do mundo. Recém-casados e apaixonados, eles são a definição do casal aristocrático perfeito: a bela dama britânica e o proprietário de uma das fazendas de chás mais prósperas do império.
Mas ao chegar à mansão na paradisíaca propriedade Hooper, nada é como Gwendolyn imaginava: os funcionários parecem rancorosos e calados, e os vizinhos, traiçoeiros. Seu marido, apesar de afetuoso, demonstra guardar segredos sombrios do passado e recusa-se a conversar sobre certos assuntos.
Ao descobrir que está grávida, a jovem sente-se feliz pela primeira vez desde que chegou ao Ceilão. Mas, no dia de dar à luz, algo inesperado se revela. Agora, é ela quem se vê obrigada a manter em sigilo algo terrível, sob o preço de ver sua família desfeita.


O livro de Moriarty, Arthur Conan Doyle

Cinco contos e um romance que reúnem todas as histórias do maior vilão de Sherlock Holmes
O Napoleão do crime. É assim que Arthur Conan Doyle define o professor James Moriarty, arquirrival de Sherlock Holmes e um dos grandes vilões da literatura universal. Não há crime em Londres, do mais banal dos roubos ao mais terrível dos assassinatos, que não tenha sua mão.
Na obra de Doyle, Moriarty aparece como uma sombra: raramente o protagonista de uma história, sempre atrás das cortinas, em breves menções e alusões. Este volume reúne todas as histórias de Sherlock Holmes em que o professor dá as caras. São cinco contos e um romance que mostram a construção deste que acabaria se tornando um modelo de vilão e o personagem mais emblemático de Doyle depois do seu rival Sherlock Holmes e de James Watson.





E estes são alguns lançamentos, e logo logo teremos mais. Quais livros já estão anotados na listinha de comprar? Cabe mais algum? rsrs
Confira todo o catálogo da Editora aqui e se apaixone!

Até logo e boa leitura!

Clarissa e 
toda equipe Dear Book

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Ana Liberato