segunda-feira, 19 de outubro de 2020

Resenha: "Uma Duquesa Qualquer" (Tessa Dare)

 

Tradução: A. C. Reis

Sinopse: Uma duquesa em busca de sua sucessora. Um jovem duque relutante em se casar. Uma criada que adora desafios. O que fazer com um duque relutante em se casar? A Duquesa de Halford – e mãe de Griffin, o duque libertino, irresponsável, que deseja apenas os prazeres da vida – tem o plano perfeito. Na verdade, ela conhece o lugar perfeito... Spindle Cove. No paraíso das jovens solteiras, a duquesa insiste para que o filho escolha uma dama. Qualquer uma. E ela a transformará na melhor duquesa de Londres. Griff, então, decide achar alguém que acabará com os planos e com a ideia maluca de forçá-lo a se casar... Ele escolhe a atendente da taverna Touro & Flor, Pauline Simms – que nunca sonhou com duques ou com casamento, mas sim com o dinheiro que possibilitaria uma mudança completa em sua vida e na vida da pobre irmã, Daniela. O duque e a Srta. Simms estabelecem um acordo: a mãe de Griff tem uma semana para transformar a criada em uma duquesa perfeita, então Pauline deverá ser um desastre durante sete dias e, se tudo der certo (ou melhor, se tudo der completamente errado), receberá mil libras e poderá realizar o sonho de construir a própria biblioteca em Spindle Cove. Em pouco tempo, porém, o duque é surpreendido ao conhecer Pauline e descobrir que a moça é muito mais do que uma simples atendente, e a atração entre os dois é inevitável. Mas em um mundo em que as classes sociais são o que realmente importa, vence a ambição ou o coração? “Amor era um buraco nefasto que se abria na terra, ficando maior a cada instante. A menos que ela tomasse muito cuidado, com certeza cairia dentro dele.”


Por Jayne Cordeiro: Eu descobri recentemente que gosto muito da autora Tessa Dare. E essa série "Spindle Cove" tem me conquistado mais a cada livro. E este aqui, "Uma Duquesa Qualquer " se tornou o meu livro favorito dessa série até agora. Ele é tão inovador em algumas coisas, sem deixar de lado o humor característico da autora e também uma carga dramática especial. O livro já começa bem interessante ao ter como protagonista, uma jovem sem quase nenhum estudo, atendente de um bar, e com isso, bem abaixo da classe social que costumamos lidar nesse tipo de livro.


Apesar de tudo isso, Pauline é uma jovem forte, inteligente, decidida, doce, simpática, e extremamente leal a sua irmã. Uma irmã com uma deficiência intelectual, que costuma ser quase nunca abordada nesse tipo de livro. Além disso, ver um duque se relacionar com uma verdadeira plebéia foi bem legal. A interação do duque e Pauline era divertida, inteligente e cheia de uma química única. As cenas deles eram instigantes, e o romance foi muito bem construído. Outro ponto positivo foi o relacionamento da duquesa mãe e do filho. Me diverti muito com essa duquesa, que apesar de guardar características comuns de sua classe, ainda se tornou uma personagem surpreendente.


Este livro teve vários momentos memoráveis, e eu sempre gosto de romances de época que trazem duques. E nesse caso, foi um duque já conhecido de outro livro, mas que eu não dava absolutamente nada. E isso foi bem surpreendente. E o duque é bem interessante, por trazer um drama pessoal inesperado, e que atinge fácil o coração do leitor. Resumindo, eu gostei muito desse livro. O melhor da série até agora. Mas ainda faltam dois para fechar a série. De qualquer forma, é um livro que até pode ser lido separado dos outros, e que sozinho, ou dentro da série, vai conquistar o leitor com poucas páginas.



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sexta-feira, 16 de outubro de 2020

Resenha: "O Mestre das Espadas e a filha do corsário" (Silvana Barbosa)

 

Sinopse: Ian MacConnollyn recebe do capitão Rudy Rubi uma proposta muito interessante: encontrar e trazer para ele a filha que o corsário nunca conheceu, fruto de um romance do passado. Se o highlander cumprir sua missão ganhará um vultoso prêmio e com esse pagamento poderá garantir o seu futuro.

O chamado à aventura e a possibilidade de riqueza são desafios que o cavaleiro, mestre das espadas de seu clã, não pode recusar...

Bem longe de sir Ian está Sabine Ferguson, que foi prometida por seu pai a um homem do clã vizinho, como garantia de aliança entre as tribos. Quando essa aliança ameaça ser quebrada, o resultado pode ser devastador, e, portanto, a moça precisa tomar uma decisão que mudará sua vida para sempre.

Dois jovens com caminhos diferentes a seguir acabam se cruzando em suas jornadas, e vão descobrir se, afinal, a recompensa de um pode ou não afetar de forma irremediável a recompensa do outro.


Por Jayne Cordeiro: " O mestre das espadas e a filha do corsário" é o quarto e último livro da série "Cavaleiros das Terras Altas". Ele até poder lido isoladamente, mas acredito que o leitor aproveitará o máximo ao livro, se tiver lido os outros antes. Não é de hoje que leio os livros da autora, e sempre me surpreendo com a capacidade que ela tem de ser fiel a ideia do romance de época ou histórico. Das autoras nacionais, ela é uma das minhas favoritas, e não é a toa.

Sobre esse livro, ele é cheio de qualidades e foi difícil (ou quase impossível) achar algo que não tenha gostado. A escrita dela é gostosa de ler, não há enrolação na história. Tudo flui muito bem, sem pontas soltas, ou situações corridas demais. A história é interessante, e o desenvolvimento do romance entre Sabine e Ian foi bem legal. E o que falar desses dois? No geral, os personagens desse livro são muito simpáticos e é fácil ser cativado por eles. E esses dois formam um casal encantador.

Quanto a história, gostei do fato de que a autora nem sempre segue pelo caminho mais óbvio. Eu esperada determinadas situações, ou que certos obstáculos fossem aparecer na história, mas a autora lidou com isso de forma diferente. E se, por um lado, isso pode ter tirado alguns pontos de embate, também foi uma bela novidade. De qualquer forma, tudo foi bem colocado. Eu, na verdade, queria que ele fosse maior. As cenas e as interações eram tão boas, que eu queria mais umas 100 páginas nesse livro. Mas não posso dizer que esse livro começou bem e acabou bem. Sem queixas. E deixando um gostinho de saudades, para essa série, que chegou ao seu fim, mas que conquistou um lugarzinho no meu coração.



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segunda-feira, 12 de outubro de 2020

Resenha: "A Prometida" (Kiera Cass)

 

Tradução: Cristian Clemente

Sinopse: Quando o rei Jameson se declara para a Lady Hollis Brite, ela fica radiante. Afinal, a jovem cresceu no castelo de Keresken, competindo com as outras damas da nobreza pela atenção do rei, e agora finalmente poderá provar seu valor.

Cheia de ideias e opiniões, logo Hollis percebe que, por mais que os sentimentos de Jameson sejam verdadeiros, estar ao seu lado a transformaria num simples enfeite. Tudo fica ainda mais confuso quando ela conhece Silas, um estrangeiro que parece enxergá-la ― e aceitá-la ― como realmente é. Só que seguir seu coração significaria decepcionar todos à sua volta…

Hollis está diante de uma encruzilhada ― qual caminho levará ao seu final feliz?

Por Jayne Cordeiro:  "A Prometida" é o mais recente livro da autora Kiera Cass, conhecida pela trilogia "A Seleção". O livro não se passa no mesmo universo, então pode ser lido separadamente. Mas ele trás também, o mundo da realeza. Eu já tinha ouvido falar desse livro, e muitas das resenhas foram negativas. Mas finalmente sentei, peguei o livro para ler, e agora estou aqui para falar o que eu achei dele para vocês.

Para começar, ele trás os mesmos problemas que eu já tinha reparado em "A Seleção". Ele apresenta uma ideia interessante (principalmente em "A Seleção"), mas que acaba sendo muito pouco aprofundada ou aproveitada. Também não trás dramas secundários interessantes, e seus personagens secundários são pouco aproveitados. Muita coisa poderia vir da relação de Hollis com Jameson ou com Silas, e até mesmo das interações com a corte. Nada de especial vem de temas que poderiam trazer muita coisa legal. Outra questão aqui, é que os personagens principais são tratados de forma tão rasa, que o leitor não se apega a ninguém.

E aí vem a única coisa, que pra mim, foi o incentivo para ler a trilogia "A Seleção", mas que "A Prometida" não tem: Maxon. Ou pelo menos uma história de amor que convença ou conquiste. Hollis não conquista o leitor, e nenhum de seus pretendentes também. Eu até torci mais pelo rei Jameson, porque pelo menos víamos mais dele. Ele mostrou qualidades e falhas. Mas Silas foi tão simplório...Eu gosto de amores e atrações instantâneas. Mas essa aqui não colou. Não via nada, além de poucas palavras, que me fizesse torcer ou aceitar as decisões da protagonista. 

O livro não consegue mostrar um ápice, e tudo é muito linear, sem momentos que causem ansiedade ou tensão no leitor. A leitura não é ruim. Eu li esse livro muito rápido. A escrita da autora é boa, leve, até gostosa de ler. Mesmo ele não sendo muito atraente, a leitura flui bem. E não diria que é um livro ruim. Mas é um livro bem morno. O final trás uma situação inesperada, mas que não consegue causar grandes emoções, devido a falta de apego que acabei tendo com todos os personagens. Ele deixa uma abertura para o próximo livro, que não faço ideia do que virá. Provavelmente vou ler, porque não gosto de largar histórias caminhando. Mas não é um livro que recomendaria, apesar de achar a capa linda.


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sexta-feira, 9 de outubro de 2020

Resenha: "A Convenção das Aves" (Ransom Riggs)

 

Tradução: Giu Alonso e Rayssa Galvão

Sinopse: A série O lar da srta. Peregrine para crianças peculiares é sucesso no Brasil e no mundo, tendo figurado na lista de mais vendidos e alcançado a marca de meio milhão de exemplares. Na aguardada continuação da história, vamos acompanhar os perigos que cercam o futuro do universo peculiar.

Em A Convenção das Aves, novo capítulo da série criada por Ransom Riggs, a jornada de Jacob pelo perigoso e surpreendente mundo peculiar dos Estados Unidos se transforma numa corrida contra o tempo. Ao lado dos amigos, ele se envolve em uma misteriosa missão: precisa salvar a jovem Noor Pradesh e levá-la até uma mulher poderosa e enigmática conhecida apenas como V.

Noor parece ser a chave de uma profecia antiga que prevê um apocalipse que destruirá tudo e todos. Em seu leito de morte, H. confessa a Jacob que ela será “uma dos sete que emanciparão os peculiares”. Mas quem são os sete? E do que — ou de quem — eles serão emancipados? Os questionamentos são muitos, mas a mensagem é clara: Salve Noor, salve os peculiares.

Mais do que nunca, eles precisarão se unir, embrenhando-se por mundos desconhecidos enquanto tentam decifrar a profecia e descobrir os planos malignos dos etéreos. Enquanto isso, a srta. Peregrine e as outras ymbrynes se veem em meio a negociações de paz com os clãs norte-americanos, buscando a todo custo evitar que uma guerra seja deflagrada e que o mundo peculiar sofra as consequências irreversíveis desse conflito. Eles só não contavam que um de seus maiores inimigos talvez esteja se preparando para um retorno triunfal. E aterrorizante.

Numa edição em capa dura com sobrecapa, ilustrada com as fotos mais sombrias do acervo pessoal do autor, A Convenção das Aves vai conquistar novos leitores e encantar os fãs, preparando-os para o emocionante desfecho da saga, que está cada vez mais próximo.

Por Jayne Cordeiro: Eu gosto muito da série "O Lar da Srta. Peregrine para Crianças Peculiares", por vários motivos. Gosto do uso de fotografias originais  para compor a história, do universo novo criado pelo autor, a dinâmica dos livros deles e, principalmente, da relação entre os jovens peculiares. E neste livro, o autor continua trazendo tudo aquilo que fez com que eu me encantasse pela série. "A Convenção das Aves" é uma continuação exata do livro anterior. Jacob precisa proteger Noor e apresentá-la ao mundo dos Peculiares, enquanto tenta desvendar a mensagem de H. e outros mistérios e situações que acabam surgindo no decorrer do livro.

A história funciona bem, de forma ágil, mas sem ser corrido. Na verdade, apenas o primeiro livro da série foi mais devagar. Todos os outros funcionam de forma mais dinâmica. O que deixa a história interessante de acompanhar e nem um pouco monótona. É interessante ver o Jacob agora, como o conhecedor do mundo peculiar, e Noor como a novata. Sendo que os dois tem muita coisa em comum, já queos dois vieram do presente, diferente dos outros garotos. A Noor é uma personagem ótima, com um poder bem interessante. Simpatizei logo com as interações dela com o Jacob e com os outros jovens.

O enredo é bom, com uma nova busca pela resolução de um mistério e com a tentativa de evitar que uma situação aconteça. Não posso entrar em muitos detalhes, mas para mim, o livro foge um pouco do que a sinopse apresenta. Ou posso dizer que ele vai mais além. De qualquer forma, foi um livro que li muito rápido, as imagens ainda acrescentam bastante. Não são mais tão "peculiares" quanto as dos primeiros livros, mas ainda criam um bo ambiente a história. O livro tem aventuras, drama, romance, e vários momentos divertidos. Bem a cara desse grupo de Peculiares que já nos conquistou. E uma novidade é que as ymbrynes aparecem bem mais dessa vez. Gostei mais desse livro do que do anterior, e acredito que ela vai conseguir trazer um ápice no mesmo patamar da trilogia original. Se você está pensando se vale a pena ler essa segunda etapa da série, eu digo que vale sim a pena. Se você nunca leu nada da série (e ignorem aquele filme terrível, por favor), espero que deem uma chance a essa série, que começa mais devagar, mas deslancha cheia de energia e aventuras.



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segunda-feira, 5 de outubro de 2020

Resenha: "A Bela e o Ferreiro" (Tessa Dare)

 

Tradução: A. C. Reis

Sinopse: Diana Highwood estava destinada a ter um casamento perfeito, digno de flores, seda, ouro e, no mínimo, com um duque ou um marquês. Isso era o que sua mãe, a Sra. Highwood, declarava, planejando toda a vida da filha com base na certeza de que ela conquistaria o coração de um nobre. Entretanto, o amor encontra Diana no local mais inesperado. Não nos bailes de debute em Londres, ou em carruagens, castelos e vales verdejantes... O homem por quem ela se apaixona é forte como ferro, belo como ouro e quente como brasa. E está em uma ferraria...Envolvida em uma paixão proibida, a doce e frágil Diana está disposta a abandonar todas as suas chances de um casamento aristocrático para viver esse grande amor com Aaron Dawes e, finalmente, ter uma vida livre! Livre para fazer suas próprias escolhas e parar de viver sob a sombra dos desejos de sua mãe. Há, enfim, uma fagulha de esperança para uma vida plena e feliz. Mas serão um pobre ferreiro e sua forja o “felizes para sempre” de uma mulher que poderia ter qualquer coisa? Será que ambos estarão dispostos a arriscar tudo pelo amor e o desejo?

Por Jayne Cordeiro: "A Bela e o Ferreiro" faz parte da série Spindle Cove, escrita pela Tessa Dare. Ele é uma novela,  um livro menor, considerado o 3.5 da série. Eu gostei bastante da história, apesar de ela ser curta. Diana, é uma personagem já conhecida dos outros livros. Conhecida pela saúde frágil e pela pressão de ser a irmã mais bonita, entre as filhas Highwood. Dela se esperava um belo casamento com um nobre, mas ela guarda uma paixão pelo ferreiro da cidade. Aaron, um ferreiros jovem e próspero,  que também guarda sentimentos por Diana.

O livro já é interessante, exatamente por trazer como mocinho, uma pessoa de classe mais humilde. Eu gostei muito da forma como o relacionamento dos dois se desenrolou. Eles foram realistas ao tentar ver aonde esses sentimentos estavam indo, e ao lidar com as possíveis dificuldades de um relacionamento entre pessoas de classe tão diferentes. Eles não precisaram lidar com tanta pressão, porque a irmã de Diana, Minerva, já estava casada com um nobre, o que ajudou muito.

Além das ótimas cenas românticas,  o livro ainda trouxe uma pouco mais de foco em Charlotte, a irmã caçula de Diana, que terá um livro próprio. Como sempre acontece nessa série, a autora consegue trazer pontos leves e divertidos. Que neste livro, acontece até uma surpresa no final, com a resolução de um mistério. A história é recheada de romance e momentos divertidos. É um livro curtinho, mas bem gostoso de ler, e acabei em uma tarde. Como já comentei nas outras resenhas da série, eu super recomendo Spindle Cove, para quem gosta de romances de época. E com esse livro, não seria diferente.


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sexta-feira, 2 de outubro de 2020

Resenha: "A Dama da Meia-Noite" - Spindle Cove Vol. 3 (Tessa Dare)

 

Tradução: A. C. Reis

Sinopse: Pode um amor avassalador apagar as marcas de um passado sombrio? Após anos lutando por sua vida, a doce professora de piano, Srta. Kate Taylor, encontrou um lar e amizades eternas em Spindle Cove. Mas seu coração nunca parou de buscar desesperadamente a verdade sobre o seu passado. Em seu rosto, uma mancha cor-de-vinho é a única marca que ela possui de seu nascimento. Não há documentos, pistas, e nem ao menos lembranças... Depois de uma visita desanimadora para sua ex-professora, que se recusa a dizer qualquer coisa para Kate, ela conta apenas com a bondade de um morador de Spindle Cove, o misterioso, frio e brutalmente lindo, Cabo Thorne, para voltar para casa em segurança. Embora Kate inicialmente sinta-se intimidada por sua escolta, uma atração mútua faísca entre os dois durante a viagem. Ao chegar de volta à pensão onde mora, Kate fica surpresa ao encontrar um grupo de aristocratas que afirma ser sua família.Extremamente desconfiado, Thorne propõe um noivado fictício à Kate, permitindo-lhe ficar ao seu lado para protegê-la e descobrir as reais intenções daquela família. Mas o noivado falso traz à tona sentimentos genuínos, assim como respostas às perguntas de Kate. Acostumado com combates e campos de batalhas, Thorne se vê na pior guerra que poderia imaginar. Ele guarda um segredo sobre Kate e fará de tudo para protegê-la de qualquer mal que se atreva atravessar seu caminho, seja uma suposta família oportunista... ou até ele mesmo.

Por Jayne Cordeiro: "A Dama da Meia-Noite" é o terceiro da série Spindle Cove, da autora Tessa Dare. Os livros anteriores da série já foram resenhados aqui. Os protagonistas desse livro já são conhecidos dos outros livros, e sabemos que os dois não possuem uma boa relação. Mas agora eles acabam entrando em noivado falso, e acabam se aproximando mais. Quando falamos de um noivado falso, isso não é nenhuma novidade na literatura de romance de época. Mas, felizmente, as autoras sempre conseguem abordar esse tema de uma forma diferente. E aqui aconteceu a mesma coisa. 

Por mais que o casal precisasse fingir um noivado, não houve tanta interação deles com outras pessoas. E isso fugiu um pouco do padrão. Fora, que para eles, o noivado foi assumido como algo real, que teria um prazo de validade. Sobre os protagonistas, Kate carrega o peso de sua marca de nascença, que lhe dá um estigma, mas também carrega as dúvidas sobre seu passado desconhecido, já que é orfã, sem informações sobre sua família. Thorne é um homem sério, retraído, que também carrega um passado complicado, que ele prefere esconder. Por tudo isso, ele sempre procurou se afastar de Kate, por não e achar merecedor dela.

O livro foca muito nesse relacionamento em que o Thorne tenta se afastar e a Kate tenta se aproximar. E o legal, é que a Kate parte pra cima, não se deixa abater, e vai atrás das suas repostas. Gostei das interações deles. Não foi o meu casal favorito, mas vale a leitura. O livro tem bastante romance, mas também é bem divertido. Os moradores de Spindle Cove possuem um destaque muito legal,  e ajudam a dar um ar mais leve e divertido a história. O enredo sobre o passado da Kate também é interessante, e achei muito legal, a forma como tudo se resolveu no final. Apesar de ter uma cena, envolvendo o marquês, que poderia não ter acontecido, por achar meio forçado. Mas a ideia da série, é trazer diversão nessas situações inusitadas. De qualquer forma, foi um bom livro, trás ótimas qualidades. E vale a leitura.


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segunda-feira, 28 de setembro de 2020

Resenha: "A Lâmina Assassina" - Trono de Vidro (Sarah J. Maas)

 

Tradução: Mariana Kohnert 

Sinopse: Implacável. Sedutora. Letal. A Assassina de Adarlan é tudo isso. Em A lâmina da Assassina, historias de Trono de Vidro conhecemos Celaena, sua fama ultrapassa os muros de Forte da Fenda, mais brilhante que as torres do castelo de vidro, onde o usurpador governa com mão de ferro o destino de todos em Erilea.Poucos conhecem seu rosto, menos ainda sobrevivem à sua fúria.Seu caminho rumo à fama estava escrito nas estrelas, sob a bênção da constelação do cervo branco, o Senhor do Norte, o mítico espírito de Terrasen.Não à toa Celaena Sardothien é sinônimo de morte. Suas lâminas são certeiras. Assim comotambém o é seu estranho código de honra. Seu aguçado senso de justiça. Única, ela foi criada nas sarjetas. Mas como uma menina, encontrada agonizando pelo rei dos Assassinos de Adarlan, se tornaria a campeã do rei? Disputada pelo capitão da guarda real e pelo próprio príncipe herdeiro? No centro de intrigas políticas?Conheça o caminho da assassina. Pavimentado com sangue, lágrimas e suor. Acompanhe Celaena vencer um lorde pirata e toda a sua tripulação; o encontro com uma curandeira; seu treinamento com o Mestre Mudo, senhor dos assassinos silenciosos, nas dunas do deserto Vermelho; a prisão nas Minas de Sal de Endovier; ou, ainda, sua luta contra o mais escorregadio e traiçoeiro dos adversários - o próprio coração.O livro se desenvolve através de cinco histórias, que fluem diretamente uma para a outra e, juntas, contam a história dos eventos que levaram Celaena até onde ela está no começo de Trono de Vidro. É definitivamente uma oportunidade de conhecer a protagonista em um nível muito mais profundo.A lâmina da Assassina é o pacote completo do gênero de fantasia. Repleto, aventura, drama e romance. Tem todos os elementos que os leitores da série Trono de Vidro adoram e uma história cheia de ação e reviravoltas.

Por Jayne Cordeiro: "A Lâmina Assassina" é um livro de contos que faz parte da série Trono de Vidro. Ele foi o terceiro livro lançado, apesar de se passar antes do primeiro livro da série. Na nova edição lançada pela Galera Record, ele é considerado o 0.5 da série. Uma dúvida comum é exatamente quando ler este livro, antes de tudo ou depois do segundo livro, seguindo a ordem de lançamento. Sendo bem sincera, você pode fazer das duas formas, sem erros. Eu sempre prefiro seguir a ordem de lançamento, e para mim foi uma boa experiência ler ele depois, porque passei os primeiros livros na especulação, e então, tive algumas coisas esclarecidas com esse livro. Essa sensação de conseguir uma resposta foi bem legal, mas percebi que também poderia ter lido ele antes, e isso não daria nenhum spoiler ou problema lá na frente.

Uma surpresa sobre esse livro, é que eu imaginava como uma obra com contos aleatórios, mas não é assim que acontece. Os contos acontecem em ordem cronológica, e são fundamentais em mostrar algumas relações que a protagonista possui ou possuiu com outros personagens. É um livro bem interessante, e para quem já leu os dois primeiros livros da série, ele acaba caminho para uma resolução que o leitor já imagina, e acompanha receosamente. Talvez aí esteja o maior benefício de ler ele, antes da série principal. 

Mas o livro é muito interessante, e você não consegue parar de ler. Uma qualidade de todos os livros que já li, dessa autora. Os contos são bem diferentes e cada um tem seu objetivo. O primeiro é dinâmico e com sua dose de ação. O segundo é mais devagar, mas pode ter um papel importante lá na frente. O terceiro, é um ponto de ruptura para o futuro da protagonista, e os dois últimos são os mais tensos, e que faz o leitor querer roer as unhas e saber onde tudo vai dar.

Em termos de livros de contos, de séries, esse foi o melhor que eu já li. Muitas vezes esses livros são para mostrar o "pós", mas esse aqui é para o "antes". E ele tem um pouco de tudo: romance, ação, suspense, intrigas e surpresas, como sempre vemos nos livros da Sarah. Para quem nunca leu, por achar que era um desperdício de tempo ou dinheiro, leia, porque o livro é muito bom, e faz parte da série.


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sexta-feira, 25 de setembro de 2020

Resenha: "Os Pergaminhos Vermelhos da Magia" - As Maldições Ancestrais vol. 1 (Cassandra Clare e Wesley Chu)

 

Tradução: Ana Resende

Sinopse: A best-seller do New York Times Cassandra Clare e o premiado Wesley Chu lançam o primeiro livro de uma nova série que acompanha o Alto Feiticeiro Magnus Bane e Alec Lightwood enquanto viajam pelo mundo após a Guerra Mortal. Os pergaminhos vermelhos da magia é o primeiro volume da aguardada série As Maldições Ancestrais.Tudo o que Magnus Bane queria era aproveitar suas férias ― uma viagem luxuosa pela Europa com Alec Lightwood, o Caçador de Sombras que, contra todas as probabilidades, é finalmente seu namorado. Mas assim que os dois se instalam em Paris, uma velha amiga chega com notícias sobre um culto de adoração a demônios chamado A Mão Escarlate, que está empenhado em causar o caos em todo o mundo ― um culto que, aparentemente, foi fundado pelo próprio Magnus. Anos atrás. Como uma piada.Agora, Magnus e Alec vão percorrer o continente europeu para rastrear A Mão Escarlate e seu novo e ilusório líder antes que o culto cause ainda mais danos. Como se não fosse suficientemente ruim que sua fuga romântica tenha sido desviada de seu trajeto original, os demônios agora estão perseguindo todos os seus passos, e está se tornando cada vez mais difícil distinguir amigos de inimigos. À medida que sua busca por respostas se torna cada vez mais complexa, Magnus e Alec precisarão confiar um no outro mais do que nunca ― mesmo que isso signifique revelar os segredos que ambos mantêm.

Por Jayne Cordeiro: "Os Pergaminhos Vermelhos da Magia" é o primeiro volume da série As Maldições Ancestrais, que faz parte do universo dos Caçadores de sombras, escrito pela Cassandra Clare. Esse primeiro livro se passa durante "Cidade dos Anjos Caídos", que faz parte da primeira série Os Instrumentos Mortais. Basicamente, ele parece se passar entre instrumentos e "Contos de caçadores de sombras". Sendo que o segundo livro, publicado agora em setembro nos EUA, se passa após o livro dos contos.

Eu amei esse livro. Primeiro por trazer como protagonistas um casal que me encanta, que é Alec e Magnus, além de ser um casal gay, que não é comum de se encontrar em fantasias. Mas a Cassandra Clare tem um jeito de introduzir personagens e situações diferentes em seus livros, e é difícil não se apaixonar pela escrita dela.

Este livro aqui, é divertido, movimentado, mergulhando em diversas cidades européias famosas, e dentro do submundo, de uma forma que normalmente não vemos. E acho os feiticeiros, um povo muito interessante e poderoso. E Magnus é um personagem incrível, diferente, com muita bagagem de passado e bem resolvido com ele mesmo. E Alec é alguém que está se descobrindo ainda, como mais do que um caçador de sombras, mas é extremamente leal, apaixonado e decidido. Eles juntos, fazem um casal muito encantador. Fiquei apaixonada por esses dois e louca pra ler o próximo livro.

O enredo do livro é interessante, dinâmico, prendendo o leitor o tempo todo. Conhecemos um pouco mais do passado do Magnus, e também vemos outros antigos personagens da série, e isso torna a leitura ótima. Para quem gosto dos livros da Cassandra, esse é um que não pode faltar de jeito nenhum. É uma série que promete muita coisa boa, e que já me conquistou nesse livro.


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segunda-feira, 21 de setembro de 2020

Resenha: "Coroa da Meia - Noite" Trono de Vidro vol. 2 (Sarah J. Maas)

 

Tradução: Mariana Korhnet


Sinopse: Celaena Sardothien é a nova campeã do rei. Depois de vencer a brutal competição que a livrou da escravidão das Minas de Sal de Endovier, ela se tornou a assassina real. Coroa da meia noite é o segundo volume da série Trono de Vidro, onde acompanhamos a guerreira Celaena em busca do que mais deseja: sua liberdade.Agora, a protagonista tem como obrigação é atravessar terra e mar em busca de inimigos do rei e fazer cumprir sua vontade. Como recompensa, recebe conforto, horas e mais horas de fartos banquetes, conselhos dados pela doce Nehemia e uma enorme quantia que lhe permite comprar luxuosos vestidos e muitos livros.Embora tenha uma queda por luxos e vestidos bonitos, Celaena se apresenta como uma liderança forte e confiante, disposta a sacrificar tudo pela pessoa que ama, mas sem deixar que esse amor a defina de forma alguma. Pois sua lealdade está longe de pertencer ao trono de vidro.Nos arredores do castelo, surgem rumores a respeito de uma conspiração contra os misteriosos planos do rei, e a assassina é encarregada de cuidar dos traidores. Quando descobre que sua próxima missão é matar um velho amigo, Celaena se vê em meio a uma perigosa trama de mentiras e traições tecida ao redor da coroa.Para um reino onde há muito a magia foi extinta, Adarlan se revela um túmulo de segredos e mistérios, trancafiados atrás de cada porta, codificados nas páginas dos livros. EnquantoCelaena tenta decifrar todos os enigmas e conviver com a eterna disputa entre seus protetores-príncipe Dorian e o capitão Westfall - uma trágica noite mudará a vida de todos no reino. Os muitos segredos enterrados sob o castelo de vidro começam a vir à tona, e Celaena mais do que nunca quer descobrir a verdade para fazer justiça.Coroa da meia noite é uma história épica, repleta de tramas e combates. Com personagens complexos e reviravoltas de tirar o fôlego, é capaz de agradar aos mais exigentes leitores de fantasia.


Por Jayne Cordeiro: "Coroa da Meia-Noite" é o segundo volume da conhecida série Trono de Vidro, que só agora tive a oportunidade de ler. Fiz vários elogios ao primeiro livro, e o segundo conseguiu ser ainda melhor. Trazendo informações novas e aprofundando em personagens que são carismáticos e complexos. Celaena é uma protagonista incrível, pelo fato de ser muito jovem, mas conseguir mostrar um equilibrio entre juventude e maturidade. A forma com ela se comporta é muito real, não sendo já direto uma guerreira revolucionária, mas apenas alguém que quer sobreviver e proteger as pessoas que ama. E a forma como ela vai evoluindo e se transformando na pessoa que ela precisa ser, é extremamente bem construído.


Na verdade, tudo nesse livro é bem construído. Menção necessária aos personagens Dorian e Chaol também, que além de Celaena, conseguem se destacar muito, e já mostrar uma evolução significativa do primeiro livro para cá. Adoro a dinâmica desses três entre si, como se comunicam com poucas palavras, e apesar de tudo, possuem uma ligação muito especial.


O livro tem um romance mais destacado, mas também trás ação,  mistérios e intrigas, que prendem o leitor o tempo todo. Conhecemos um pouco mais do enredo central da série, já mostrando os caminhos que deverão ser percorridos por cada personagem. O livro também trás grandes surpresas, que vão dar uma guinada da história.


A leitura é rápida, fluida e muito envolvente. E nada parece estar ali por acaso. É mais uma prova que essa série merece toda a fama que possui.


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sexta-feira, 18 de setembro de 2020

Resenha: "Uma semana para se perder" (Tessa Dare)

 


Tradução: A. C. Reis


Sinopse: O que pode acontecer quando um canalha decide acompanhar uma mulher inteligente em uma viagem?A bela e inteligente geóloga Minerva Highwood, uma das solteiras convictas de Spindle Cove, precisa ir à Escócia para apresentar uma grande descoberta em um importante simpósio. Mas para que isso aconteça, ela precisará encontrar alguém que a leve.Colin Sandhurst Payne, o Lorde Payne, um libertino de primeira, quer estar em qualquer lugar – menos em Spindle Cove. Minerva decide, então, que ele é a pessoa ideal para embarcar com ela em sua aventura. Mas como uma mulher solteira poderia viajar acompanhada por um homem sem reputação?Esses parceiros improváveis têm uma semana para convencer suas famílias de que estão apaixonados, forjar uma fuga, correr de bandidos armados, sobreviver aos seus piores pesadelos e viajar 400 milhas sem se matar. Tudo isso dividindo uma pequena carruagem de dia e compartilhando uma cama menor ainda à noite. Mas durante essa conturbada convivência, Colin revela um caráter muito mais profundo que seu exterior jovial, e Minerva prova que a concha em que vive esconde uma bela e brilhante alma.Talvez uma semana seja tempo suficiente para encontrarem um mundo de problemas. Ou, quem sabe, um amor eterno.


Por Jayne Cordeiro: "Uma semana para se perder" é o segundo livro da série Spindle Cove. E trás um casal provável, mas ainda assim que surpreendeu bastante, que é a Minerva e o Colin. Colin, conhecido no primeiro livro, por seu jeito despreocupado e causador de confusão, e Minerva, a irmã mais quieta e estudiosa, e menos encantadora das Highwood. Mas esses dois juntos era garantia de bons momentos, já que pareciam tão extremos, com a seriedade de Minerva e o jeito leve e divertido de Colin. E junte a isso uma viagem cheia de reviravoltas até a Escócia.


Eu estava, de novo, com o pé atrás com esse livro, porque no primeiro, Colin parecia um homem mulherengo, sem noção e esbanjador. Mas é incrível como o conhecemos mais profundamente, e ele acaba se tornando um personagem memorável. Muitas das cenas mais divertidas do livro, são graças a ele, e ele também mostra um lado frágil e sério, que conquista, ainda mais do que o lado divertido. Minerva também se supera, mostrando um outro lado dela, que é muito influenciado por Colin. O leitor vai conhecer mais dela, percebendo através dos dois, que nem sempre somos aquilo que mostramos para os outros.


O livro passa rápido e é bem divertido. Muita coisa acontece nessa viagem, e não há tempo para monótonia. Mas isso não significa que o livro seja corrido. A autora consegue equilibrar vem as aventuras e diversão, com o drama e romance. As interações entre o casal são ótimas e cheias de quimica. Gostei muito deles, mais do que do primeiro casal (também ótimos). É uma romance de época gostoso de ler, e garantia de entretenimento. Vale a leitura e um lugar na estante.


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segunda-feira, 14 de setembro de 2020

Resenha: "Uma noite para se entregar" ( Tessa Dare)

 

Tradução: A. C. Reis


Sinopse: Spindle Cove é o destino de certos tipos de jovens mulheres: bem- nascidas, delicadas, tímidas, que não se adaptaram ao casamento ou que se desencantaram com ele, ou então as que se encantaram demais com o homem errado. Susanna Finch, a linda e extremamente inteligente filha única do Conselheiro Real, Sir Lewis Finch, é a anfitriã da vila. Ela lidera as jovens que lá vivem, defendendo-as com unhas e dentes, pois tem o compromisso de transformá-las em grandes mulheres, descobrindo e desenvolvendo seus talentos. O lugar é bastante pacato, até o dia em que chega o tenente-coronel do Exército Britânico, Victor Bramwell. O forte homem viu sua vida despedaçar-se quando uma bala de chumbo atravessou seu joelho enquanto defendia a Inglaterra na guerra contra Napoleão. Como sabe que Sir Lewis Finch é o único que pode devolver seu comando, vai pedir sua ajuda. Porém, em vez disso, ganha um título não solicitado de lorde, um castelo que não queria, e a missão de reunir um grupo de homens da região, equipá-los, armá-los e treiná-los para estabelecer uma milícia respeitável. Susanna não quer aquele homem invadindo sua tranquila vida, mas Bramwell não está disposto a desistir de conseguir o que deseja. Então os dois se preparam para se enfrentar e iniciar uma intensa batalha! O que ambos não imaginam é que a mesma força que os repele pode se transformar em uma atração incontrolável.


Por Jayne Cordeiro: "Uma noite para se entregar" é o primeiro livro da série Spindle Cove, da autora Tessa Dare. Eu comecei a leitura com um pé atrás, porque normalmente não tenho muita paciência pra casal que fica em pé de guerra o livro todo, mas eu gostei bastante desse livro. E os protagonistas não ficaram em atrito da forma que eu imaginava. Esse embate acontecr sim, mas se desenvolve de uma forma muito mais dinâmica e divertida do que previa. Os dois gostam da forma como suas vidas seguem, e precisam lidar com a presença do outro e com o que tudo isso implica.


Bram é um comandante da guerra, acostumada a resolver as coisas e a ser independente, mas agora precisa lidar com um machucado que pode ser o fim de sua carreira militar, e com o desafio de colocar em ordem uma milícia totalmente despreparada. E Susanna é a líder de um grupo de moças bem incomuns, fora dos padrões sociais e é isso que torna a série tão interessante. 


A leitura é gostosa, e Bram se mostra intenso, apaixonado e divertido. Não tanto por ele mesmo, mas pela forma como interage com outros personagens, que juntos criam um ambiente dinâmico e divertido. As cenas dele com a protagonista são ótimas, seja pelos diálogos, como pelas cenas românticas.


A leitura é rápida, envolvente, com uma história simples, mas que trás momentos marcantes e inesperados. Há uma boa carga dramática, mas sem perder a leveza que é tão característico da autora. Foi uma bela introdução da série, e pretendo trazer a resenha dos outros livros. Inclusive a resenha da novela, que se passa entre este e o segundo livro, já foi resenhado aqui, faz um tempo, chamado Um Presente Inesperado.


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sexta-feira, 11 de setembro de 2020

Resenha: "Corrupt" (Penelope Douglas)


Tradução: Marta Fagundes

Sinopse: Erika

Sempre me disseram que os sonhos eram os desejos do nosso coração. Meus pesadelos, no entanto, acabaram se tornando minha obsessão.
O nome dele é Michael Crist.
O irmão mais velho do meu namorado se parece com aquele tipo de filme de terror, onde você cobre o rosto com as mãos, mas espia por entre os dedos. Ele é lindo, forte, e totalmente assustador. Sendo uma estrela do basquete profissional, assim como foi no time da faculdade, ele estava mais preocupado com a sujeira em sua sola de sapato do que comigo.
Mas eu o notei.
Eu o vi e ouvi. Todas as coisas que fez, as façanhas... Por anos, apenas roí minhas unhas, incapaz de afastar o meu olhar.
Agora estava recém-formada no ensino médio e a caminho da faculdade, mas nem assim deixei de observar Michael. Ele é mau, e toda as coisas ruins que vi já não podem permanecer apenas em minha mente.
Porque ele finalmente percebeu minha existência.

Michael
O nome dela é Erika Fane, mas todos a chamam de Rika.
A namorada do meu irmão sempre frequentou minha casa, desde criança, e sua presença era constante à mesa do jantar. Todas as vezes que eu entrava na sala, ela abaixava o olhar, e mantinha-se imóvel quando eu me aproximava.
Sempre pude detectar o medo que a rodeava, e mesmo que nunca tenha possuído seu corpo, eu sabia que possuía sua mente. E aquilo era tudo o que eu queria, de qualquer forma.
Até que meu irmão se alistou no serviço militar, deixando Rika sozinha na universidade.
Na minha cidade.
Desprotegida.
A oportunidade era boa demais para ser verdade, assim como o momento. Porque, sabe... três anos atrás ela colocou alguns dos meus amigos do colégio na cadeia, e agora eles estavam em liberdade.
Nós esperamos. Fomos pacientes. E agora... cada um de seus pesadelos se tornaria realidade.
Corrupt, é um romance ÚNICO com final próprio. Adequado para maiores de 18 anos.

Por Jayne Cordeiro: Fazia um bom tempo que eu estava curiosa sobre esse livro da Penelope Douglas, publicado aqui no Brasil pela The Gift Box. Sou apaixonda por Birthday Girl, da mesma autora. Corrupt é um Dark Romance,  que faz parte de uma série chamada Devil's Night. Como todo livro Dark, ele trás uma temática mais pesada, com temas controversos. Para mim, que estou acostumada com o gênero,  não chega nem perto de ser um dos mais pesados que já li. O que não é ruim, de forma nenhum, porque o livro é muito bom, mas pode ser uma boa forma de entrar nesse universo.

Eu já tinha lido um livro dessa autora, então não foi novidade eu ter adorado a escrita dela. E nesse livro ela faz um jogo muito legal que é intercalar entre presente e passado. Sabemos logo de cara que algo aconteceu três anos atrás e que agora Michael e seus amigos querem se vingar, mas ficamos curiosos pra saber o que levou a tudo isso. É como ter duas historias se desenvolvendo ao mesmo tempo, e você fica curioso pelas duas narrativas.

A protagonista Rika é uma jovem que sempre agiu da forma adequada, mas que agora sente necessidade de se descobrir e ser independente. É possível já ver as diferenças nela, nos dois períodos, e gostei muito de como ela consegue equilibrar ingenuidade, inocência, mas ser forte e decidida quando precisa.

E a forma com o relacionamento dela com Michael se desenvolve é bem envolvente. Eles tem uma química ótima, e tem ar sombrio, sexy e irresistível, como se fosse o destino deles. Michael é um personagem mais sombrio e instiga Rika a conhecer seus limites.

Os personagens secundários são interessantes, e fiquei muito curiosa pelos livros dos amigos de Michael. O enredo em si, não é surpreendente ou inovador, mas a ideia de um grupo de amigos que extrapolam o certo e errado, e que são poderosos na cidade, é no mínimo, tentador. E a história é envolvente, prendendo o leitor até o final.

É um livro que me conquistou, e que vai me fazer ler outras obras da autora. O próximo livro dessa série, sobre o Kai, já está em pré-venda aqui, e espero uma ótima história também.


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segunda-feira, 7 de setembro de 2020

Resenha: "Trono de Vidro" (Sarah J. Maas)

 

Tradução: Bruno Galiza, Lia Raposo, Rodrigo Santos, Mariana Kohnert

Sinopse: A magia há muito abandonou Adarlan. Um perverso rei governa, punindo impiedosamente as minorias rebeldesAos 18 anos uma prisioneira está cumprindo sua sentença. Ela é uma assassina, e a melhor de Adarlan. Aprisionada e fraca, ela está quase perdendo as esperanças, a sentença de morte é iminente, mas a jovem recebe uma proposta inesperada: representar o príncipe em uma competição com lutando contra os mais habilidosos assassinos e larápios do reino. Mas ela não diz sim apenas para matar, seu foco é obter sua liberdade de volta.Se derrotar os 23 assassinos, ladrões e soldados, será a campeã do rei e estará livre depois de servi-lo por alguns anos.Endovier é uma sentença de morte, e cada duelo em Adarlan será para viver ou morrer. Mas se o preço é ser livre, e ela está disposta a tudo.Seu nome é Celaena Sardothien. O príncipe herdeiro vai provocá-la, o capitão da guarda fará tudo para protegê-la. E uma princesa de terras distantes se tornará algo que Celaena jamais pensou ter novamente: uma amiga.Mas algo maligno habita o castelo - e está ali para matar. Quando os demais competidores começam a morrer, um a um e de maneira terrível, Celaena se vê mais uma vez envolvida em uma batalha pela sobrevivência e inicia uma jornada desesperada para desvendar a origem daquele mal antes que ele destrua o mundo dela. E sua única chance de ser livre.No ritmo dos livros de fantasia de Tolkien, o mundo de Celaena é aquele em que a magia é proibida e o poder é arrebatado pela ganância. A narrativa em terceira pessoa permite uma visão frequente de vários personagens (heróis e vilões), mas sem perder o foco da confiante e conflitante protagonista.Eleito um dos melhores livros do ano pela Amazon e best seller do New York Times, o universo de Trono de vidro começou a ganhar forma quando Sarah J. Maas pensou: e se Cinderela fosse uma assassina? E se fosse ao baile não para dançar com o príncipe, mas para matá-lo? Assim nasceu Celaena Sardothien, a heroína que conquistou milhares de leitores por todo o mundo.

Por Jayne Cordeiro: "Trono de Vidro" não é um livro novo, mas voltou a ser bem comentado, com o lançamento do box polêmico da Editora Galera Record, e pela outra série da autora, Corte de Espinhos e Rosas, que eu AMO demais. Nunca tinha lido Trono de Vidro, e graças a outra leitura coletiva (estou em várias delas ultimamente) pude começar a série, e apesar já ter uma resenha antiga dele aqui no blog, decide trazer a minha versão dessa vez.

Eu já conhecia a escrita da autora por causa de Corte de Espinhos e Rosas, e fiquei encantada em como, com poucas páginas, eu já me sentia em casa. Era como reencontrar um velho amigo. A atmosfera e escrita da Sarah está muito semelhante, e a série possui uma relação distante com a outra, até onde eu sei. Trono tem uma protagonista incrível. Apesar de Celaene ser estar um pouco enfraquecida por motivos iniciais da trama, sabemos que ela é uma mulher temida e extremamente boa na arte da luta e morte. E isso também se prova no decorrer da história.

A protagonista é guerreira, forte, inteligente, ainda jovem, o que equilibra bem a imaturidade e inocência da idade, com a experiência de uma vida difícil. É uma personagem que conquista a gente em pouco tempo, rodeada de outros personagens que também são instigantes e carismáticos. Adorei a interação dela com Dorian e Chaol, e tentei evitar o máximo de informação (spoiler) possível para ter a experiência completa da leitura. A história é bem construída, tem suspense, com um mistério a ser desvendado, provas, que envolvem desde inteligência à habilidades de luta. É um livro que te prende até o final, e já na metade, me fez correr atrás dos livros físicos para comprar. Se você é uma das pessoas que ainda não leu Trono de Vidro, pode ir atrás do seu exemplar, porque vale muito a pena.


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sexta-feira, 4 de setembro de 2020

Resenha: "It - A Coisa" (Stephen King)

 

Tradução: Regiane Winarski

Sinopse: Durante as férias de 1958, em uma pacata cidadezinha do Maine, Bill, Richie, Stan, Mike, Eddie, Ben e Beverly aprenderam o real sentido da amizade, do amor, da confiança... e do medo. O mais profundo e tenebroso medo. Naquele verão, eles enfrentaram pela primeira vez a Coisa, um ser sobrenatural e maligno que deixou terríveis marcas de sangue em Derry. Quase trinta anos depois, os amigos voltam a se encontrar. Uma nova onda de terror tomou a pequena cidade. Mike Hanlon, o único que permaneceu em Derry, dá o sinal. Precisam unir forças novamente. A Coisa volta a atacar e eles devem cumprir a promessa selada com sangue que fizeram quando crianças. Só eles têm a chave do enigma. Só eles sabem o que se esconde nas entranhas de Derry. O tempo é curto, mas somente eles podem vencer a Coisa. Neste clássico de Stephen King, os amigos irão até o fim, mesmo que isso signifique ultrapassar os próprios limites.

Por Jayne Cordeiro: Sempre ouvi falar do livro "It - A Coisa", mas nunca me atrevi a ler. Talvez por ser um livro de terror, talvez pela quantidade de páginas ou pelo preço do livro. Mas depois de ver  mais nova adaptação para o cinema, fiquei mais curiosa para ler, e consegui entrar em uma leitura coletiva. E o que dizer?

Eu já li outros livros do Stephen King, e gostei de todos eles, incluindo O Iluminado. Mas "It" me conquistou de uma forma única. Começou como uma leitura diferente, em que eu só lia um capítulo por dia (e eles são enormes, no começo), e isso me deu a sensação de estar vendo uma série, onde cada dia havia um episódio novo. E depois veio a história, os personagens e um pouco do carinho já adquirido pelos filmes.

O livro é uma história de terror, mas também é muito mais do que isso. Ele passa mensagens importantes sobre familia, amizade, infância, e como o passado pode nos moldar, sem nem perceber. O jeito como ele apresenta o mal, não só como um ser "mágico", mas também como as facetas do ser humano, é de fazer o leitor se questionar sobre como o livro pode ter um tema sobrenatural, mas também tão realista.

O revezamento entre os personagens que contam a história, incluindo aqueles que nem são protagonistas, dá uma amplitude muito boa a história. Os personagens são cativantes, emocionantes e nos apegamos  a eles facilmente. O livro mistura terror, suspense, drama e consegue ser divertido também. Trás temas importantes, como bullying e preconceito, de formas cruas e reais. Para mim foi um livro que trouxe mais do que só tensão, foi um livro que me fez pensar. E ele tema uma coisa ótima. O autor não te entrega as respostas fáceis. Ele te faz analisar e depois quando você já criou mil teorias, ele vem  responde.

Deu pra ver que foi um livro que adorei, e que recomendo para todo mundo. Até quem não tem o costumo de ler terror. Ele tem cenas tensas, mas não chega  ser pesado como um filme de terror consegue ser. A história é bem construída  e segue um ritmo bom. Só teve uma cena que não gostei, e acho que é unanimidade entre os leitores, mas fora isso é um livro sem defeitos. E apesar de bem grande, não tiraria nada dele.


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segunda-feira, 31 de agosto de 2020

Resenha: "O Menino na Ponte" (M.R. Carey)

 

Tradução: Edmundo Barreiros

Sinopse: Aos 15 anos, Stephen Greaves é um gênio científico precoce, cujo trabalho pode dar à humanidade sua melhor arma contra uma praga devastadora que assola o mundo. Ele e a epidemiologista Samrina Khan são dois dos dez tripulantes do Rosalind Franklin, um laboratório blindado sobre rodas liderado por um comandante prepotente e autoritário, que cruza uma terra devastada em busca da cura para esse vírus que alterou para sempre a vida como conhecemos. A viagem é longa, e a restrição do espaço físico para toda a tripulação faz com que a tensão do confinamento seja também uma ameaça considerável. O veículo torna-se um caldeirão de diferentes agendas, crenças e visões de mundo prestes a explodir. Em meio a esse ambiente hostil, Stephen tem em Samrina uma figura maternal que o protege dos demais cientistas, que o tratam com cautela, desprezo ou verdadeiro ódio. Mas o menino não se importa com confrontos físicos, mentiras e incertezas; encara todos os seus desafios com interesse, astúcia e muita habilidade. Todos carregam aspirações e sonhos, mas sabem que, se tudo der errado, sua perda poderá ser suportada. Eles sabem muito bem que são dispensáveis. Estranho, surpreendente e assustador, O menino na ponte é uma história emocionante e poderosa que fará você questionar o que significa ser humano em um mundo onde a esperança pode ser o maior dos desafios. M.R. CAREY, sob o nome de Mike Carey, escreve para a Marvel e a DC, incluindo uma elogiada passagem pelos X-Men e a série Lúcifer, baseada no universo de Sandman. Seus trabalhos autorais aparecem com regularidade na lista de ficção gráfica do The New York Times."

Por Jayne Cordeiro: "O Menino na Ponte" é o segundo livro do autor M. R. Carey. O anterior "A menina que tinha dons" se passa no mesmo universo, mas não é necessário ter lido ele para ler este aqui. Eu mesma não li, mas já fiquei curiosa para procurar o livro e ler. Quem sabe acontece uma resenha dele por aqui. Peguei esse livro sem muita disposição, e acabei gostante bastante dele. Gosto de histórias envolvendo zumbis (caso dos chamados Famintos aqui), e esse livro conseguiu juntar ficção e ciência de uma forma bem estruturada. A história é densa, mas não é cansativa.

Acompanhamos vários personagens. Alguns de forma mais superficial, e outros de forma mais profunda, como Stephen Graves, um jovem com provável autismo, e extremamente inteligente. Sendo uma peça pouco valorizada, mas fundamental, em uma equipe que não tem muitas esperanças de achar a cura para a infecção que causou o Colapso. Stephen é um personagem cativante, mesmo que não tenha a intenção de ser simpático. Acompanhar essa história, principalmente através dele é uma ótima escolha, já que é um personagem inteligente, dedicado e com uma racionalidade bem interessante.

O enredo é bem estruturado e conectado. E as situações vão acontecendo, e o leitor precisa continuar lendo e ver aonde essas ações vão levar. Como saber que algo vai dar errado, mas a gente não consegue parar de olhar. Conseguimos nos apegar a esse grupo e sentir com eles as reviravoltas e dilemas. O livro consegue prender o leitor até o final, e mesmo sabendo, mais ou menos, aonde as coisas vão levar, ainda assim, acabamos surpreendidos no final. É uma leitura que recomendo, e que me deixou bem pensativa quando acabei. Com certeza, quero mais livros ambientados nesse universo, porque há muita coisa que pode ser tirada de lá.


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Ana Liberato