sexta-feira, 10 de julho de 2020

Resenha: "A Herdeira" (Daniel Silva)


Tradução: Laura Folgueira

Sinopse: "Em uma escola privada na Suíça, um mistério envolve a identidade da linda menina de cabelos pretos que chega todas as manhãs acompanhada por carros dignos de um Chefe de Estado. Alguns dizem que ela é filha de um rico homem de negócios, mas, na verdade, seu pai é Khalid bin Mohammed, o impiedoso príncipe da Arábia Saudita. No passado, o monarca foi celebrado por suas reformas sociais e religiosas, mas, agora, é detestado por seu papel no assassinato de um jornalista. Quando sua filha é sequestrada, ele se volta para o único homem capaz de encontrá-la antes que seja tarde demais.
Gabriel Allon, o lendário chefe da inteligência israelense, passou a maior parte da vida lutando contra terroristas, incluindo assassinos jihadistas financiados pela Arábia Saudita. No entanto, o príncipe Khalid está empenhado em quebrar o laço entre seu país e o islamismo radical. Apenas por essa razão, Gabriel o tem como um parceiro valioso, apesar de longe do ideal. Com a vida de uma criança e o trono da Arábia Saudita em risco, eles se tornarão aliados improváveis em uma guerra mortal pelo controle do Oriente Médio. Ambos fizeram sua cota de inimigos. E ambos têm tudo a perder.
Repleto de humor, reviravoltas impressionantes e personagens inesquecíveis, A herdeira é um viciante e sofisticado estudo sobre alianças políticas e a rivalidade de grandes poderes em um mundo perigoso, provando, mais uma vez, que Gabriel Allon é um dos grandes espiões da ficção."

Por Jayne Cordeiro: Suspense não é um gênero que eu costume de ler, e quando leio, é sempre ligado ao blog ou a leituras coletivas. Na maioria das vezes, eu tenho boas experiências com essas leituras. Dessa vez, "A Herdeira", de Daniel Silva, veio através de uma leitura coletiva, que entrei exatamente por ser de suspense (para incentivar a mim). Quando comecei essa leitura, não sabia que o autor já era bem estabelecido, com um nome no gênero. E nem que esse livro fazia parte de um universo composto por mais de uma dezena de livros, mostrando o mesmo personagem, Gabriel Allon.

Mas não se preocupe. Dá para ler perfeitamente sem ter tido acesso a nenhum livro anterior do autor. Acontece alguns comentários sobre situações anteriores e até aparece personagens antigos, mas tudo flui bem, e você consegue curtir a experiência sem problemas. "A Herdeira" foi um livro que conseguiu me prender, mas sem me deixar ansiosa pela leitura. Tem livros que a gente começa a ler e não consegue parar. Este aqui, eu conseguia sem esforço. Não pelo livro ser ruim, mas provavelmente pelo meu pouco gosto pelo suspense.

Agora, o livro é bom. A história é bem construída. É bastante dinâmica, com viagens para diversos países, perseguições, manipulações, ação e estratégias. Nenhum momento é deixado solto ou ocupando espaço a toa. O enredo é interessante, e com reviravoltas inesperadas. Não tem como saber o que vai acontecer na página seguinte. O livro também trás questões políticas bem legais e realistas. Quando acabei, fiquei pensando que daria um ótimo filme ou série. Não é aquele suspense assassino/polícia, mas ainda consegue levantar teorias, ppr causa do enredo voltado para serviços de inteligência. Acredito que este livro deixa evidente porque o autor conseguiu ser uma referência nas histórias de espionagem e agentes secretos. É uma ótima leitura para esse gênero.

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segunda-feira, 6 de julho de 2020

Resenha: "Sedução da Seda - As Modistas 1" (Loretta Chase)



Tradução: Simone Reisner

Sinopse: Talentosa e ambiciosa, a modista Marcelline Noirot é a mais velha das três irmãs proprietárias de um refinado ateliê londrino. E só mesmo seu requinte impecável pode salvar a dama mais malvestida da cidade: lady Clara Fairfax, futura noiva do duque de Clevedon. Tornar-se a modista de lady Clara significa prestígio instantâneo. Mas, para alcançar esse objetivo, Marcelline primeiro deve convencer o próprio Clevedon, um homem cuja fama de imoralidade é quase tão grande quanto sua fortuna.
O duque se considera um especialista na arte da sedução, mas madame Noirot também tem suas cartas na manga e não hesitará em usá-las. Contudo, o que se inicia como um flerte por interesse pode se tornar uma paixão ardente. E Londres talvez seja pequena demais para conter essas chamas. 
Primeiro livro da série As Modistas, Sedução da seda é como um vestido minuciosamente desenhado por Loretta Chase: de cores suaves e românticas em alguns trechos, mas adornado com os detalhes perfeitos para seduzir.

Por Jayne Cordeiro: "Sedução da Seda" é o primeiro livro da série As Modistas, da Loretta Chase. Preciso começar dizendo que sou apaixonada por essa capa. Acho uma das mais lindas no geral, e dos romances de época, não lembro de uma melhor. E esse livro me conquistou em poucas páginas. A mocinha Marcelinne é tão diferente do que costumo ver em outro romances do gênero. Já não é comum ver como protagonista uma mulher que não é de uma família aristocrata, e ainda mais uma lojista, que não é bem vista nas altas rodas. E esta mulher tem uma personalidade maravilhosa. Ela é decidida, esperta, manipuladora (sem más intenções) e dedicada a conseguir tornar a loja dela, a mais famosa da Inglaterra. E tudo isso porque ela coloca a filha e as irmãs em primeiro lugar.
As primeiras interações dela com o Duque de Clevedon são ótimas. Ele é tão aristocrata quanto um duque deve ser, mas também é passional, e por mais que analise os fatos, e saiba quais as intenções de Marcelinne, ele não consegue se impedir de girar em torno do universo dela. Ele é divertido, sedutor, de bom coração. Foi um casal que encantou, e o leitor pode vivenciar bastante interações entre eles. Gostei de como ele percebia as estratégias dela e de suas irmãs, e de divertia com isso.
Os personagens secundários são ótimos, e é preciso uma ressalva para a filha de Marcelinne, que é uma graça. Já vi várias crianças em romances de época, que sempre contribuem bastante, mas essa aqui, foi bem diferente do padrão. A história é divertida, bem estruturada, as situações são interligadas. A escrita é cativante, e para mim, foi um inicio ótimo para série. Fico me perguntando se a autora irá conseguir superar esse livro, em algum outro livro da série.

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sexta-feira, 26 de junho de 2020

Resenha: "Ligeiramente Pecaminosos" (Mary Balogh)


Tradução: Ana Rodrigues

Sinopse: Em meio à Batalha de Waterloo, lorde Alleyne Bedwyn é ferido e dado como morto pela família. Ao acordar, ele se vê no quarto de um bordel sem lembrar quem é ou como foi parar ali. Sua única certeza é que deseja conquistar o coração do anjo que cuida dele todo dia.
Contudo, assim como ele, Rachel York não é quem parece. Depois de enfrentar uma situação difícil, que a levou a viver numa casa de pecados, agora a bela e inteligente jovem precisa recuperar seu dinheiro e as economias das amigas prostitutas, roubados por um falso clérigo. E o belo soldado de quem vem cuidando parece perfeito para se passar por seu marido e ajudá-la em seus planos.
Porém, apesar de ter perdido a memória, Alleyne não perdeu nada de sua sedução. De volta a Londres, os dois se envolvem em um escândalo pecaminoso e, a cada beijo, esquecem que seu relacionamento é apenas uma farsa e ficam mais perto de se entregar à paixão.
Neste quinto livro da série Os Bedwyns, Mary Balogh apresenta um romance repleto de humor, com personagens carismáticos que o leitor não conseguirá abandonar ao fim da história.

Por Jayne Cordeiro: "Ligeiramente Pecaminosos" é o quinto, e penúltimo, livro da série sobre a familia Bedwyn. Essa família que me conquistou e que entrou no hall das melhores em romances de época. E outra vez, a autora se superou, explorando bem um tema comum, e ajnda trazendo um tópico que nunca vi ser abordado nesses romances.

A história desse livro acontece simultaneamente ao quarto livro, da Morgan. Alleyne acaba perdendo a memória após ser atingido na batalha de Waterloo, e resgatado por Rachel. Uma jovem dama, que acabou morando em um bordel. E é aí que vem uma das coisas mais legais do livro. A presença de jovens prostitutas como personagens secundárias, que são extremamente divertidas, e uns amores. Nunca tinha visto isso em um romance de época.

E todo mundo combinou perfeitamente, porque elas eram atenciosas, verdadeiras e divertidas. Da mesma forma que Rachel, apesar de ser mais inocente, e Alleyne, que mantém muito de suas características,  mesmo desmemoriado.

O livro trás a questão da prostituição de forma delicada e leve, como todos os temas tratados pela autora, e boa divertimos muito com esse grupo todo. É um livro muito leve, divertido e doce. Alleyne está maravilhoso, e ele faz um par bem legal com a Rachel. Principalmente do meio para o final, quando a coisa ganha rumo.

A interação de todos é muito interessante, apesar de achar que o conjunto acabou se sobressaindo um pouco mais do que o casal em si. Mas não deixa de ser um romance muito bom. E de certa forma me lembrou algo que a Julia Quinn escreveria. Neste livro a familia Bedwyn aparece pouco, mas temos uma das cenas mais fofas de toda a série. E agora começa a vir aquela nostalgia, porque só falta um livro para acabar, e esse é o mais esperado da série. Será a hora de ver Bewcastle se apaixonar.


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segunda-feira, 22 de junho de 2020

Resenha: "O caso dos dez negrinhos" (Agatha Christie)

Tradução de Leonel Vallandro

Por Thaís Inocêncio: Dez pessoas que não se conhecem recebem um convite misterioso para passar alguns dias na famosa Ilha do Negro. Embora não se lembrem muito bem do anfitrião, elas aceitam o convite, afinal, parece ser um lugar muito agradável que abriga uma mansão luxuosa. O que elas não esperavam é que a estadia na ilha não seria nada relaxante, e sim muito assustadora.

Ao chegarem ao local, os dez convidados descobrem que o anfitrião não está lá e que o barco que os levou já partiu, deixando-os sem possibilidade de sair da ilha. Mas a mansão está abastecida com muitos alimentos, então eles ficam tranquilos. Até que, após o primeiro jantar, eles ouvem uma gravação acusando cada um deles de ter cometido um crime que, direta ou indiretamente, resultou numa morte.

Logo, eles descobrirão que, dentro da casa, existe alguém que pretende fazer justiça com as próprias mãos, vingando-se de um por um dos convidados. Para isso, o justiceiro desconhecido vai se inspirar num poema infantil em que dez negrinhos são eliminados, um de cada uma vez, de maneiras diferentes (É tipo a musiquinha dos 5 patinhos da Xuxa, que cada um vai sumindo de uma vez, sabe? Só que o poema do livro explica como cada um “some”). Ao mesmo tempo, dez figuras negras que estavam em cima de uma mesa começam a desaparecer. Mas quem é o assassino? É alguém de fora ou um dos dez convidados? E como eles vão escapar dessa? Só lendo pra saber!

Esse foi o segundo livro da Rainha do Crime que eu li e gostei bem mais do que o outro – que foi “Assassinato no Expresso do Oriente”). O livro é curtinho, mas tem muita ação, emoção e consegue prender a gente até o fim! Além disso, percebi que não tem como ler Agatha Christie sem ficar tentando adivinhar quem é o culpado. Durante quase toda a leitura, eu desconfiei de uma pessoa e é claro que eu estava errada, porque a dona autora sempre segue pelo caminho que a gente menos imagina!

No Brasil, o livro foi relançado em 2014 pela Globo Livros com o título “E não sobrou nenhum”. Isso ocorreu porque a versão original, lançada em 1939, é “Ten Little Niggers” e a palavra “nigger”, nos Estados Unidos, tem cunho racista; ela era usada para insultar os negros ou se referir a eles de maneira pejorativa. Na nova versão, o local se chama Ilha do Soldado e o poema fala sobre dez soldadinhos. Minha edição, comprada por 5 reais em um sebo, ainda leva o título antigo. De todo modo, a história não é sobre a morte de pessoas negras; o nome original se refere ao poema.

Recomento muito a leitura!

Até a próxima, galera!
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sexta-feira, 19 de junho de 2020

Resenha: "Ligeiramente Seduzidos" (Mary Balogh)


Tradução: Ana Rodrigues

Sinopse:  Jovem, estonteante e nascida em berço de ouro. É apenas isso que Gervase Ashford, o conde de Rosthorn, enxerga em Morgan Bedwyn quando a conhece, num dos bailes da alta sociedade inglesa em Bruxelas.  Em circunstâncias normais, ele não olharia para ela duas vezes – prefere mulheres mais velhas e experientes. Porém, ao saber que Morgan é irmã de Wulfric Bedwyn, a quem Gervase culpa pelos nove anos que passou longe da Inglaterra, decide que ela é o instrumento perfeito para satisfazer seu desejo de vingança.  Mas Morgan, apesar de jovem e inocente, também é independente e voluntariosa e, assim que entende as intenções do conde, se prepara para virar o jogo e deixar claro que não se deixará manipular por ninguém.  Em Ligeiramente seduzidos, quarto livro da série Os Bedwyns, Mary Balogh nos brinda com mais uma história fascinante. Em uma trama repleta de traição e vingança, escândalo e sedução, ela mostra que o caminho para o amor pode ser difícil, mas que a recompensa faz cada passo valer a pena.

Por Jayne Cordeiro: "Ligeiramente Seduzidos" é o quarto livro da série Os Bedwyns, e foca na caçula da família, Morgan. Quando vi a sinopse do livro, achei que seria mais um livro sobre vingança, que vemos como tema em romances de época. Mas Mary Balogh tem um jeito especial de pegar ideias clichês e dar toda uma roupagem nova. E no final das contas não ficamos com aquela sensação de que já vimos isso antes. Este livro também trás alguns tópicos que não costumam ser usados em romances do gênero.

Pela primeira vez vi uma lady vivenciando a realidade de uma guerra, e também uma  questão  sobre sexualidade inédita para mim nesses livros. Fora isso, ela consegue trazer a vingança como chamariz do enredo, mas ele não é ponto principal da história aqui, e Gervase consegue ser único nesse sentido. Adorei como a autora deu um equilibrio a Morgan (personagem mais nova desse universo) entre imaturidade e racionalidade. Ela consegue ser tão madura para algumas coisas, mas também tem atitudes que são esperadas da idade e inexperiência dela.

Gervase me lembra muito Joshua, do livro anterior. Ele consegue seguir a maré e não se mostrar abalado por quase nada. Ele também não se deixa envolver pela vingança, e logo confunde vingança e emoções. Este livro trás mais uma overdose da familia Bedwyn, e vemos um Wulfric que não poderia ser imaginado a 3 livros atrás. Os personagens secundários novos dessa história também são ótimos, e há uma história bem interessante em relação ao passado de Gervase.

Não posso dizer que seja o melhor livro da série,  pois pra mim, o segundo  e o terceiro superam. Mas ainda assim é um ótimo romance de época. A autora conseguiu passar uma história real e com várias novidades. Divertida, dramática e romântica. É uma boa indicação de leitura. 

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segunda-feira, 15 de junho de 2020

Resenha: "Sweet" (Tammara Webber)


Tradução: Debora Isidoro

Sinopse: Ele é o amor da vida dela, mas não sabe disso. Ela é a única pessoa por quem ele faria um sacrifício. Os dois só precisam se dar uma segunda chance. Boyce Wynn é um cara ferido e selvagem, mas resiliente. Pearl Frank sempre foi uma garota obediente, mas agora está inquieta. Quando volta para sua cidadezinha, em crise com sua escolha profissional, Pearl tem duas certezas: Boyce é exatamente aquilo que ela deveria evitar ― e tudo o que ela mais quer. Ele é rebelde e barulhento. Indiferente ao que as pessoas pensam dele. Intenso. Forte. Perigoso. Mas Boyce tem mais uma característica ― algo que ele esconde de todos, exceto de Pearl: ele é doce. Neste volume da série Contornos do Coração, você vai conhecer a história de dois amigos conforme eles descobrem que sempre foram mais que isso ― além de rever personagens conhecidos, como Lucas e Jacqueline.

Por Jayne Cordeiro: "Sweet" é um daqueles livros em que o nome combina perfeitamente com a história. Mas ao mesmo tempo, temos um livro que consegue ser quente, e com gosto. Eu me surpreendi com essa história. Porque ela consegue misturar doçura e cenas sexys, de uma forma muito boa. A forma como acompanhamos e conhecemos o começo do romance entre Pearl e Boyce é fofo demais. Duas pessoas que se conheceram quando crianças  e que possuem uma ligação especial e secreta.

No começo estranhei um pouco a forma como a autora decidiu contar essa história. Ela intercala presente e passado, sem deixar claro essa troca, então estamos no presente e no parágrafo seguinte, o personagem e criança ou adolescente. Mas depois que você se acostuma, fica até gostoso de acompanhar e ver lentamente, como os mocinhos chegam aonde estão.

Boyce é um amor. Não é um rapaz com uma vida perfeita, e ele tem um complexo de inferioridade que consegue não ser chato, como vemos as vezes. Mas apesar de tudo o que ele passa, com pais horrorosos, ele conseguiu ser um adulto magnifico e muito maduro, mesmo em situações que me deram vontade gritar no lugar dele. Pearl veio de uma vida dificil, mas quando adolescente tudo melhorou, graças ao padrasto. Ela tem um patamar de vida melhor, mas isso não significa que ela tenha perdido seu jeito humilde. Ela é muito real, com suas dúvidas,  mas também com sua capacidade de decidir seu futuro.

É um livro que mostra um romance que cresceu com a idade, mas que as vezes demora para as pessoas envolvidas perceberem que é preciso passos de ambos os lados para dar certo. E trás também um debate bem interessante sobre o papel e a importância da família  no desenvolvimento e amadurecimento das pessoas. Este livro faz parte de uma série, mas pode ser lido separadamente sem nenhum problema. A escrita é gostosa, e consegue equilibrar romance, sexo, drama e diálogos legais, no equilíbrio certo. Pode não ser um daqueles livros que você fica extasiado  e quer que o mundo leia, mas é uma leitura muito legal para o gênero de romance, e não há arrependimentos no final.


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sexta-feira, 12 de junho de 2020

Resenha: "Ligeiramente Escandalosos" (Mary Balogh)


Tradução: Ana Rodrigues

Sinopse:  Freyja Bedwyn é uma mulher diferente das outras damas da alta sociedade: impetuosa e decidida, ela preza a independência e a liberdade acima de qualquer coisa – até mesmo do amor.  Até que o destino lhe apresenta Joshua Moore, o marquês de Hallmare, um homem cheio de charme e mistério, dono de uma beleza estonteante e de uma reputação terrível. Quando ambos se encontram a caminho da pacata cidade de Bath, a química entre os dois é imediata.  Entre encontros e desencontros, conflitos e provocações, Joshua faz uma proposta inusitada: pede que Freyja finja ser sua noiva, para evitar que uma artimanha de sua tia o leve a se casar com a própria prima.  Para uma dupla que acha graça das convenções sociais, esta parece ser a oportunidade perfeita para se divertir. Mas a brincadeira acaba trazendo consequências inesperadas. Aos poucos, suas máscaras vão caindo e ambos se revelam pessoas bem diferentes do que aparentam.  Neste terceiro livro da série Os Bedwyns, Mary Balogh se aprofunda ainda mais nos segredos e desejos dessa família incomum e extremamente sensual. 

Por Jayne Cordeiro: Continuando as últimas resenhas a respeito dessa série maravilhosa que estou lendo, chegamos no terceiro livro da série Os Bedwyns. "Ligeiramente Escandalosos" era um livro que estava ansiosa para ler, pois trás como protagonista a Freyja Bedwyn, personagem de grande personalidade e que já se destacou bastante nos outros livros da série. Tinha uma história bem interessante, com dois noivados arruinados, e com um comportamento bem diferente, em relação as moças da época.

Joshua é um personagem incrível também. Ele tem uma perspicácia fenômenal. É divertido, sempre com um sorriso no rosto, e consegue ser o par perfeito para a Freyja. E é incrível como começamos a história imaginando ele de uma forma, e na medida em que o tempo passa, vamos conhecendo um outro lado dele. 

Apesar de o enredo inicial não ser muito original, até porque a autora já tem outro livro com a mesma ideia do noivado falso, esse conseguiu ser desenvolvido de uma forma única, e extremamente divertida. Não há uma diálogo entre o casal, ou deles com outras pessoas que não seja especial. E a autora ainda conseguiu tocar em temas pesados, mas de uma forma delicada. Há uma cena envolvendo o diálogo, que foi a coisa mais doce que já vi na vida.

Não resta dúvidas que esse livro é maravilhoso e indico para todo mundo. Os personagens secundários (principalmente a família  Bedwyn) são parte essencial em tornar esta história única. E ainda temos uma antagonista que consegue se destacar bem aqui. O livro trás romance, diversão,  temas únicos e resoluções inteligentes. A série melhorando mais  a cada livro. Vamos ver o que o próximo livro vai trazer.

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segunda-feira, 8 de junho de 2020

Resenha: "Função CEO - A descoberta da verdade" (Tatiana Amaral)


Sinopse: "Respirei fundo forçando minha mente a aceitar que aquilo era perigoso e que ceder seria estragar tudo. Eu precisava entender, aceitar e continuar. Por mim, por Abby e por todos que foram subjugados, humilhados e destruídos por causa daquele jogo inescrupuloso, imundo e desumano. Tinha que ter um fim. Porque ninguém recomeça sem finalizar. Não pode existir restos, sobras, pendências. Tudo precisava ser concluído."
Melissa Simon está de volta, mas nem tudo é o que parenta ser. Robert Carter sofre pelos seus erros e anseia pela volta da sua amante, para tanto precisará expurgar todos os seus pecados, reconhecer seus erros e pagar por eles. No último livro da Trilogia Função CEO a verdade não será a arma principal. Robert e Melissa vão descobrir que mentir, enganar e roubar, muitas vezes é a forma mais rápida de conseguir o almejado recomeço. Mas em um jogo onde tudo é possível, quem está contra quem?

Por Jayne Cordeiro: E aqui estamos no final dessa trilogia que devorei  em pouco tempo. Uma trilogia que já tinha ouvido falar e que finalmente tive a oportunidade de ler. E que gostei muito. Comecei a série sem grandes expectativas, e acabei me surpreendendo mais a cada livro, e foi incrível ver, como a minha ansiedade aumentava cada vez que um livro acabava. 

Quando comecei esse fiquei preocupada com o rumo da história, já que a Melissa voltaria bem diferente após os meses afastada, e com uma noticia bem bombástica para Robert e os outros. Será que isso criaria mais problemas para o relacionamento de Robert e Melissa? Será que eles passariam o livro todo separado? Felizmente tudo aconteceu de uma forma excepcional, seguindo uma história dinâmica, cheia de momentos inesperados e ainda com muito romance.

Gostei de como o Robert se tornou mais frágil (se a palavra pode ser essa) emocionalmente. Ele parecia mais humano, mais focado no amor do que no ódio e guerra. Melissa estava mais emotiva e mais reativa do que o normal, mas a autora conseguiu passar e justificar isso, sem deixar que a personagem ficasse chata. Adorei ver a forma madura com a qual os dois se relacionavam.

No geral, foi um livro que consegiu passar para o leitor, diversas emoções.  Diversão,  revolta, drama, romance (muito romance), tudo junto em uma história que se manteve firme o tempo todo, e que trouxe um grande final para a história desses dois. Fiquei feliz de também poder ver algumas cenas apenas dos outros casais, e me diverti muito com a de Bruno e Alexa. Achei o final dessa bela história bem verdadeira e não mudaria nada em relação a como os mocinhos ou vilões se comportaram. Valeu muito a leitura, e indico para todos que gostam do gênero.


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sexta-feira, 5 de junho de 2020

Resenha: "Ligeiramente Maliciosos" (Mary Balogh)


Tradução: Ana Rodrigues

Sinopse: Após sofrer um acidente com a diligência em que viajava, Judith Law fica presa à beira da estrada no que parece ser o pior dia de sua vida. No entanto, sua sorte muda quando é resgatada por Ralf Bedard, um atraente cavaleiro de sorriso zombeteiro que se prontifica a levá-la até a estalagem mais próxima. Filha de um rigoroso pastor, Judith vê no convite do Sr. Bedard a chance de experimentar uma aventura e se apresenta como Claire Campbell, uma atriz independente e confiante, a caminho de York para interpretar um novo papel. A atração entre o casal é instantânea e, num jogo de sedução e mentiras, a jovem dama se entrega a uma tórrida e inesquecível noite de amor. Judith só não desconfia de que não é a única a usar uma identidade falsa. Ralf Bedard é ninguém menos do que lorde Rannulf Bedwyn, irmão do duque de Bewcastle, que partia para Grandmaison Park a fim de cortejar sua futura noiva: a Srta. Julianne Effingham, prima de Judith. Quando os dois se reencontram e as máscaras caem, eles precisam tomar uma decisão: seguir com seus papéis de acordo com o que todos consideram socialmente aceitável ou se entregar a uma paixão avassaladora? Neste segundo livro da série Os Bedwyns, Mary Balogh nos conquista com mais um capítulo dessa família que, em meio ao deslumbramento da alta sociedade, busca sempre o amor verdadeiro. 

Por Jayne Cordeiro: "Ligeiramente Maliciosos" é o segundo livro da série Os Bedwyns, que resenhei o primeiro a pouco tempo. E posso dizer que adorei esse livro. A história já trás um inicio bem diferente do comum. Um romance de época em que o casal tem um romance casual logo no começo? Um romance com tudo que tem direito? Não dava para se decepcionar, e com certeza não foi o que aconteceu. 

Me simpatizei muito com a Judith, por seu costume de "interpretar" sozinha, e com o destino infeliz que a esperava, como empregada/familiar pobre de uma família rica. É uma personagem doce, que aceita seu destino, mas que também não se deixa abater ou de lutar pelo que acha certo. Já Rannulf, é  membro da família que me conquistou com seu jeito bem diferente do que normalmente vemos nos livros. Até achei que não veria os outroa membros nesse livro, mas felizmente eles aparecem em algum momento. Ele é outro que se mostrou doce, respeitoso,  mas que também não passou por cima de seus princípios ou sentimentos. 

Acho muito fofa essa tradição da familia Bedwyn de se apaixonar e ser devoto ao casamento. Isso dá uma importância ainda maior aos seus relacionamentos. O livro tem o equilíbrio certo de romance, paixão e realismo, o que é uma característica da autora. De criar romances que se desenvolvem com o tempo (mesmo que  paixão venha antes), em que o casal é uma mistura natural entre racional e emocional. Eu gostei muito desse livro, dos diálogos entre eles, das cenas românticas, e das participações secundárias. O enredo foi divertido, instigante e que mostra como a autora se superou em relação ao primeiro, que também foi bom. E agora fiquei ainda mais ansiosa para ler o terceiro, que promete, já que será com a Freyja.


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segunda-feira, 1 de junho de 2020

Resenha: "Função CEO - A Descoberta do amor" (Tatiana Amaral)


Sinopse: “Uma vez minha mãe me disse que satanás era o anjo mais bonito do céu e o mais querido por Deus, mas sua beleza o fez acreditar que podia mais. Então, depois de uma guerra, foi atirado ao inferno, e jurou vingança. Para isso escolheu corromper a humanidade. Como? Alguns dizem que através do dinheiro, outros através das palavras, mas muitos juram que foi através da beleza. Robert tinha os três: dinheiro, persuasão e beleza. E roubava de mim todas as virtudes. Eu cobiçava, traía, roubava, tudo em nome do amor que sentia por ele.”

Quando Melissa Simon encontrou Robert Carter seu mundo virou de cabeça para baixo. Quando aceitou ser sua amante, não fazia ideia do que seria estar ao seu lado. Robert Carter e Melissa Simon descobrem o amor, mas para vive-lo precisam se despir dos segredos que circundam a relação. Robert está disposto a contar a verdade. Melissa está segura do seu amor e disposta a enfrentar todos os problemas para permanecer ao seu lado. Juntos, eles vão descobrir que nem sempre o amor é suficiente, a verdade não é capaz de derrubar barreiras e o bem pode não vencer no final. O segundo livro da Trilogia Função CEO, está ainda mais emocionante, onde Melissa e Robert precisarão enfrentar um grande oponente: Tanya, e descobrir que ela não joga para perder.

Por Jayne Cordeiro: Este livro é o segundo da trilogia Função CEO, que comecei a resenhar recentemente. O livro é bem maior que o primeiro, mas isso não é um problema. Na verdade, li ele bem mais rápido, porque eu não conseguia parar a leitura. Enquanto que o começo do primeiro foi mais lento e não tinha me conquistado tanto, o segundo já vem no ritmo e me deixou ansiosa para saber mais.

Gosto muito das interações entre a Melissa e o Robert, e apesar de as vezes quer dar uma sacudida nos dois, a autora consegue criar situações sem ser de forma forçada. A história é dinâmica,  quente e muito romântica, se misturando com segredos, reviravoltas e intrigas. É um livro divertido, doce, sexy e com uma boa carga dramática, o que torna a leitura muito boa.

Fiquei com medo de o livro ter muita enrolação,  considerando seu tamanho e a trama principal, mas não foi o que aconteceu. Muita coisa acontece, e tudo de forma muito bem estruturada, que não dá para enxergar nada como supérfluo. Os personagens não são limitados, e conseguem trazer nuances diferenciadas e que enriquecem bem a história. Não dá pra prever o que vai acontecer, e tudo caminha para um terceiro livro ai da melhor do que tivemos aqui, o que já é muita coisa, já que esse foi uma ótima leitura. E preciso mencionar as capas dessa edição especial da Pandorga, que estão uma mais linda que a outra.



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sexta-feira, 29 de maio de 2020

Resenha: "Teto para dois" (Beth O'leary)


Tradução de Carolina Selvatici

Por Thaís Inocêncio: Tiffy terminou um relacionamento e saiu da casa do ex-namorado. Agora, ela precisa de um lugar barato para morar. 

Leon trabalha como enfermeiro no turno da noite e precisa de dinheiro para ajudar o irmão, que está com problemas. Então, ele resolve procurar alguém pra dividir o apartamento – ou melhor, a cama, porque só tem uma.

O plano é simples: encontrar uma pessoa que trabalhe durante o dia e só fique no apartamento à noite, quando ele está fora. Desse modo, eles podem usar a mesma cama e nem precisam se encontrar. É assim que Tiffy e Leon passam a morar “juntos”. 

Todo o trâmite da locação é feito entre Tiffy e a namorada de Leon, então ela nem o conhece pessoalmente. Por isso, eles passam a tratar de questões cotidianas via post-its espalhados pela casa. Aos poucos, essa comunicação evolui e o plano inicial de dividir a cama já não parece mais tão simples. 

Esse livro consegue ser fofo e sério ao mesmo tempo. Os capítulos são alternados entre os protagonistas e, assim, conhecemos a fundo o encantador Leon e a divertida Tiffy (que também é muito colorida – ela lembra a Lou, de "Como eu era antes de você").

"Bom, como o quarto vai estar?
Entro, intrépido. Solto um grito estrangulado. Parece que alguém vomitou arco-íris e estampas, cobrindo toda a superfície cm cores que nunca estariam juntas na natureza. Cobertor horrível e comido por traças em cima da cama. Uma enorme máquina de costura vege ocupa quase a escrivaninha toda. E roupas... roupas em todos os cantos."

Além do romance, a autora consegue tratar de assuntos necessários e atuais, como o relacionamento abusivo. E ela faz isso de modo muito responsável, esmiuçando a maneira como ele surge e se desenvolve, demonstrando como vítima é manipulada nesses casos e evidenciando a importância de se ter não só uma rede de apoio, mas ajuda profissional para superar os traumas que ele deixa.

"— Eu... me lembro de ser muito feliz com ele. Além de ser, tipo, infeliz pra cacete."

Achei interesse a maneira como a autora constrói pessoas "normais", que fogem do que é considerado padrão de beleza e são lindas na essência. A Tiffy é descrita como uma mulher de "grandes proporções" e Leon é pardo, magro e tem orelhas de abano. As personagens secundárias também são muito bem apresentadas e cativam o leitor, como os amigos da Tiffy, os pacientes do hospital onde Leon trabalho e o irmão dele, Richie (por quem estou apaixonada). A escrita é tão gostosa e a leitura é tão interessante que fica difícil não devorar o livro em poucos dias.

"Sempre vale a pena atravessar as portas."

Até a próxima, galera!
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segunda-feira, 25 de maio de 2020

Resenha: "Ligeiramente Casados" (Mary Balogh)




Tradução: Ana Rodrigues

Sinopse: À beira da morte, o capitão Percival Morris fez um último pedido a seu oficial superior: que ele levasse a notícia de seu falecimento a sua irmã e que a protegesse – "Custe o que custar!". Quando o honrado coronel lorde Aidan Bedwyn chega ao Solar Ringwood para cumprir sua promessa, encontra uma propriedade próspera, administrada por Eve, uma jovem generosa e independente que não quer a proteção de homem nenhum. Porém Aidan descobre que, por causa da morte prematura do irmão, Eve perderá sua fortuna e será despejada, junto com todas as pessoas que dependem dela... a menos que cumpra uma condição deixada no testamento do pai: casar-se antes do primeiro aniversário da morte dele – o que acontecerá em quatro dias. Fiel à sua promessa, o lorde propõe um casamento de conveniência para que a jovem mantenha sua herança. Após a cerimônia, ela poderá voltar para sua vida no campo e ele, para sua carreira militar. Só que o duque de Bewcastle, irmão mais velho do coronel, descobre que Aidan se casou e exige que a nova Bedwyn seja devidamente apresentada à rainha. Então os poucos dias em que ficariam juntos se transformam em semanas, até que eles começam a imaginar como seria não estarem apenas ligeiramente casados... Nesse primeiro livro da série Os Bedwyns, Mary Balogh nos apresenta à família que conhece o luxo e o poder tão bem quanto a paixão e a ousadia. São quatro irmãos e duas irmãs que, em busca do amor, beiram o escândalo – e seduzem a cada página. "Mary Balogh começa esta série de seis livros com um casamento de conveniência entre dois dos personagens mais autossuficientes que já conheci. É uma alegria acompanhá-los na descoberta de que podem, sim, precisar de outra pessoa." – Rakehell Reviews

Por Jayne Cordeiro: "Ligeiramente Casados" é o primeiro livro da série Os bedwyns, da autora Mary Balogh. Não é uma série nova aqui no Brasil, mas ficou anos na minha estante sem que eu lesse, até que a série caiu como escolha em grupo de leitura coletiva, e aqui estamos nós. Não é nenhuma novidade que sou apaixonada por romances de época, e ainda mais quando tem uma série que envolve membros de uma mesma família. E é o que vemos aqui, e não qualquet família, mas uma que representa um ducado.

E também não é novidade que eu adoro romance, em que o casal casa logo e precisa de adaptar a vida de casados. E pelo nome do livro, já dá para ver que é isso que acontece. No começo fiquei com receio de não gostar do livro, por Aidan ser mais sério e  reservado. E não tive um primeiro contato divertido com os Bedwyns,  quanto li o livro predecessor da série, Um Verão inesquecível,  mas até que gostei da família como um todo.

Este livro é divertido, apesar de não acontecer de uma forma tão escancarada. Ele consegue prender o leitor até o final, e cria personagens muito interessantes, complexos, com várias camadas, então você nunca pode ter certeza do que dirão ou farão. Adorei Aidan e Eve, como eles foram maduros,  realistas, mas sem deixar o romance de fora da história. E se no começo, eu achei que o livro seria fraco, isso mudou do meio para o final.

É um ótimo inicio para a série, e conseguiu dar um belo panorama de todos os Bedwyns. Tem todas as qualidades esperadas de um romance de época e já dá vontade de correr para o próximo livro sa série, que pela sinopse, promete ser muito bom.


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sexta-feira, 22 de maio de 2020

Resenha: "Um lugar só nosso" (Maurene Goo)

Tradução de Lígia Azevedo

Sinopse: Lucky é uma jovem estrela do K-pop. Talentosa e cheia de determinação, tem como próximo objetivo expandir sua carreira para o ocidente, e um passo importante para isso está prestes a acontecer: ela vai participar do programa norte americano Later Tonight Show, alguns dias depois do último show de sua turnê, em Hong Kong. O problema é que, por mais que tenha o mundo ao seus pés, Lucky ainda tem dúvidas de que essa é a vida que realmente deseja.
Jack está em seu ano sabático, entre o fim do colégio e o início da faculdade - ou, pelo menos, é o que ele diz para a família. Apaixonado por fotografia, tudo o que deseja é entrar em um curso de artes, mas não sabe como contar isso aos seus pais. Para conseguir se sustentar, faz bicos como paparazzo para um tabloide sensacionalista, e quando conhece Lucky tem o maior furo que poderia desejar bem à sua frente.
Durante um fim de semana em que fingem ser outras pessoas, Lucky e Jack vão descobrir mais sobre si mesmos do que imaginavam – e viver um romance digno de uma canção de sucesso.

Por Stephanie: Não é sempre que eu fico com vontade de ler uma história levinha, mas devido ao momento que estamos passando, isso vem acontecendo com maior frequência. Portanto, quando vi esse lançamento da Editora Seguinte, logo me interessei, e fico feliz por ter encontrado exatamente o que esperava.

A história se desenvolve majoritariamente em um período de dois dias, em que Lucky, uma cantora de k-pop, e Jack, um aspirante a fotógrafo que faz bicos como paparazzo, se conhecem e embarcam em uma aventura cheia de romance e momentos fofos.

Não conheço muito da cultura sul-coreana, principalmente em relação à música, mas acredito que nesse quesito, Lucky foi muito bem apresentada. Maurene Goo soube falar do lado obscuro da indústria com delicadeza, fazendo críticas mas sem se aprofundar ao ponto de deixar a história muito pesada. Lucky, além de todas as pressões que sofre por parte da gravadora, também sofre de ansiedade, e também acho que esse aspecto foi abordado de maneira responsável pela autora.

Quem disse que uma vida boa não pode incluir algum egoísmo?

Jack é um mocinho bastante convincente. Não chega a ser bad boy, mas também não é bobo. Independente e sonhador, gostei de ler sobre seus dilemas familiares e em relação à sua carreira. Mais uma vez, Maurene abordou a cultura asiática familiar (como as exigências dos pais de Jack) de forma tranquila e bem verossímil.

Todo o desenvolvimento do enredo, como é de se esperar, bebe bastante da fonte dos romances clichês. Porém, como aqui há protagonistas asiáticos e uma ambientação diferenciada, a história recebe ares de novidade, o que foi um dos pontos altos pra mim. Só eu sei o tanto que salivei com as descrições de comidas, hahaha!

Meu único ponto negativo é o fato de eu não ter me conectado tanto assim com os personagens. Eu os compreendi e senti empatia por eles, mas não sofri junto, sabe? Queria ter me sentido mais próxima deles.

Éramos como as estrelas quando vistas da Terra – uma lembrança de algo que já encontrara seu fim.

Fica então a minha recomendação para todos que gostam ou que estão à procura de uma leitura leve e gostosa!

Até a próxima, pessoal :)

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segunda-feira, 18 de maio de 2020

Resenha: "Função CEO - A Descoberta do Prazer" (Tatiana Amaral)


Sinopse: Não precisou mais do que um olhar para que entendesse que não tinha mais volta. Ela pertenceria a ele. Quando Melissa Simon iniciou o estágio como substituta da secretária executiva do CEO do grupo empresarial C&H Medical Systems, nunca imaginou no que estava se metendo. Robert Carter, líder e maior autoridade dentro da empresa seria o seu chefe. Não bastou mais do que um olhar para que Melissa entendesse que não tinha mais volta. Ela pertenceria a ele. Mas não sabia o que encontraria pela frente. Robert Carter é o chefe e ele estará no comando. Melissa Simon é a estagiária e estará disposta a obedecer às regras. Juntos eles descobrirão que sexo, prazer e amor, nunca mais serão a mesma coisa. Um jogo intrigante de sedução e descobertas, onde o amor é a única carta proibida. A entrega impensada a prazeres nunca antes sentidos e a certeza de que nada mais será como antes.

Por Jayne Cordeiro: "A Descoberta do Prazer" é o primeiro livro da trilogia Função CEO, que não é uma obra nova, mas que agora  tive a chance de ler. No começo fiquei achando que não gostaria do livro, porque não conseguia me apegar a história, não ficava instigada a continuar. Mas na medida em que continuei lendo e dando a oportunidade,  eu comecei a ficar curiosa e o livro começou a fluir melhor. Talvez  culpa tenha sido da dinâmica entre o casal, com Robert sendo muito grosso em um momento e sedutor em outro, e com a Melissa também puxando e soltando do outro lado. Mas depois que eles deixaram cair suas barreiras iniciais, a coisa ficou bem melhor.

Isso não quer dizer que ficou tudo um amor entre eles. Na verdade, ficou uma dinâmica bem interessante, porque Melissa fica sempre se questionando sobre entrar em um relacionamento com um homem casado, que está uma relação obrigatória, e cheia de raiva e desgosto com a esposa. E do lado de Robert, vemos como ele se envolve com a Melissa, mas ainda está preso em uma guerra fria com a esposa. E nesse ponto temos um mistério que prende o leitor: qual o acordo entre Robert e Tanya? O que o obriga  continuar casado e qual é o objetivo dos planos que um tem contra o outro? São perguntas que tanto Melissa, quanto o leitor possuem.

O livro é grande, mas a história não é monótona. Robert é muito mandão e quer as coisas do jeito dele, mas Melissa não aceita tudo sem pelo menos lutar um pouco contra. Não há um ápice na história desse livro, porque acho que ele funciona muito mais como uma introdução de todo o contexto e do inicio do romance entre os dois. Ele deixa várias questões em aberto, que incentivam a ler o próximo livro. No geral, o enredo é bom, a forma como a autora escreve é bem realista, e o leitor se irrita, diverte e questiona junto com os personagens. Para quem gosta do gênero  romance erótico, este é um bom livro para colocar na lista de leitura.



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sexta-feira, 15 de maio de 2020

Resenha: "Codinome Villanelle - Killing Eve #1" (Luke Jennings)

Tradução de Leonardo Alves

Sinopse: O surpreendente thriller que deu origem à série de sucesso Killing Eve, um drama de espionagem diferente de tudo o que você já viu.

Villanelle (um codinome, é claro) é uma das assassinas mais habilidosas do mundo. Uma psicopata hedonista, que ama sua vida de luxo acima de quase qualquer coisa... menos a emoção da caçada. Especializada em matar as pessoas mais ricas e poderosas do mundo, Villanelle é encarregada de aniquilar um influente político russo, e acaba com uma inimiga determinada em seu encalço.
Eve Polastri é uma ex-funcionária do serviço secreto inglês, agora contratada pela agência de segurança nacional para uma tarefa peculiar: identificar e capturar a assassina responsável e aqueles que a contrataram. Apesar de levar uma vida tranquila e comum, Eve possui uma inteligência rápida e aguçada – e aceita a missão.
Assim começa uma perseguição através do globo, cruzando com governos corruptos e poderosas organizações criminosas, para culminar em um confronto do qual nenhuma das duas poderá sair ilesa. Codinome Villanelle é um thriller veloz, sensual e emocionante, que traz uma nova voz à ficção internacional.

Por Stephanie: Me interessei por Codinome Villanelle por ser a obra que deu origem à aclamada série Killing Eve (inclusive fiquei surpresa quando soube que o programa não era um roteiro original). Ainda não tive a oportunidade de assistir, mas posso afirmar que o livro sozinho não teria conseguido despertar meu interesse pela série, caso já não existisse antes.

O enredo é bastante simples: acompanhamos a caçada de uma investigadora britânica que tenta capturar uma assassina de aluguel. Os crimes cometidos por Villanelle envolvem pessoas do alto escalão mundial, e por isso o livro tem um tom muito presente de espionagem durante todo o seu desenvolvimento – o que surpreendentemente me agradou, já que não sou muito fã dessa temática.

A narrativa de Luke Jennings é bem direta, sem muitas firulas e bastante fria. O ponto de vista é em terceira pessoas e há algumas descrições breves de locais e de sentimentos dos personagens, mas curiosamente e sem motivo aparente o autor foca bastante a descrição de roupas, principalmente as de Villanelle, que praticamente só usa looks de grife. Achei o excesso dessas descrições muito cansativo.

Villanelle está usando um vestido Valentino de seda e luvas de gala Frateli Orsini que cobre até o cotovelo. O vestido é vermelho, mas de um tom tão escuro que quase parece preto. Uma bolsa Fendi espaçosa está pendurada em seu ombro por uma corrente fina.

O livro é dividido em apenas quatro capítulos, que chegam a ser quase independentes. Como Villanelle viaja bastante, cada parte se passa em um local diferente e tem um “alvo” distinto; por isso, é como se, ao final de cada capítulo, houvesse uma conclusão para o crime que a assassina cometeu. Não costumo gostar de livros com poucos capítulos mas a leitura flui bem e o livro é curto, então até que isso não me incomodou tanto.

Meus maiores problemas têm relação com a escrita do autor, que achei um tanto amadora. Como esse não é o livro de estreia de Jennings, não consigo achar uma justificativa para uma escrita tão pouco inspirada, que diz muito mas mostra pouco. Villanelle e Eve são sempre descritas como arqui inimigas, porém, na prática, não conseguimos ver todo o ódio que o autor descreve que há entre elas. Na verdade, os personagens como um todo são bastante frios e não conseguem convencer como pessoas reais.

De pé ali no terraço, em sua jaula de neve, Villanelle sente a ansiada onda de poder. A sensação de invencibilidade que o sexo promete, mas só um assassinato bem-sucedido proporciona de fato.

A única exceção é a própria Villanelle, que nitidamente é a personagem a quem o autor dá mais atenção e desenvolve melhor. Ela é bissexual e acho que nesse ponto foi bem desenvolvida, com naturalidade (um ponto a ressaltar é que o livro possui diversas cenas de sexo protagonizadas por ela). Villanelle é descrita como sociopata em várias passagens e o autor repete em muitas ocasiões que a assassina sabe imitar as emoções humanas com perfeição. Toda essa repetição, mais uma vez, soou bastante cansativa. Acredito que esses problemas se resolveriam com uma boa mão de um editor.

É difícil dizer se recomendo ou não essa leitura. Acho que os fãs do seriado podem ter uma experiência positiva, afinal, é sempre bom ter materiais inéditos sobre algo que gostamos, mas aqueles que como eu nunca assistiram Killing Eve provavelmente terão alguns dos problemas que tive com a obra. Ainda assim, verei a série assim que possível, porque parece ser superior ao livro (que é o primeiro de uma trilogia).

Até a próxima, pessoal!

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Ana Liberato