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sábado, 23 de julho de 2016

#Indicação: Chapeuzinho Vermelho e representatividades no Catarse (Daniel Wu) @Dnepwu

Pra que recontar a Chapeuzinho, né? O mundo inteiro já conhece a história de cabo a rabo e os personagens já estão petrificados no nosso imaginário: chapeuzinho, vovó, lobo, caçador, blá blá blá. Pra mim, é preciso recontá-la exatamente por tudo isso.
Quando os conceitos já estão muito sedimentados, não pensamos mais neles. Só reproduzimos no automático, principalmente a estética dos personagens. É um bom exercício repensá-los e ver o que é descrito pela história e o que simplesmente imaginamos por seguir um padrão. Então, ao invés de perguntar “Por que uma Chapeuzinho negra?”, melhor perguntar: “Por que não?”.
Hoje sabemos que padrão é balela. Ninguém precisa ser branco, alto, forte ou magro para ser protagonista de qualquer história. Que tal passarmos isso para o universo infantil, para que as crianças já absorvam esse conceito desde pequenas, compreendendo o mundo de forma plural e até mesmo se identifiquem com personagens mais parecidos com elas?
E não é só a protagonista! Todos personagens estão reformulados de alguma forma, embora a história continue a mesma. E, claro, o livro não se sustenta só nisso. É recheado de ilustrações coloridas, carismáticas, cheias de humor e vida pra encher os olhos de todo mundo!


Por Kleris: Gente, esse projetinho me conquistou à primeira vista! E conhecendo outros trabalhos do Wu, vocês diriam o mesmo, aposto. Embora eu tenha poucas referências dele, como Abner e a história (ainda) não escrita (resenha aqui) e os paper toys de Harry Potter (vide aqui), sei que o livro que vem aí é de um carinho incrível <3 Não deixem de conferir esses posts anteriores, pois vale apostar neste projeto da Chapeuzinho Vermelho SIM!
QUERO!

Mas se vocês querem ver motivos por aqui, eu digo:
  • É uma releitura clássica
  • Envolve representatividades
  • Tem o estilo, carisma e ilustrações do Wu <333

Onde clicar para ajudar:
Chapeuzinho Vermelho por Daniel Wu no CATARSE.

Como ajudar com o financiamento coletivo
Ao acessar o link acima do Catarse, vocês têm opções com combos de recompensas a partir de 15 reais. Dentre os mimos, estão o frete gratuito, adesivo e outras ilustras. Escolha aquele combo que você pode contribuir e apoie o projeto, que estará aberto até dia 19 de agosto.

Bem verdade que a meta já foi batida, mas nem por isso acho que vocês deveriam ficar de fora :) Espero que curtam a dica.

Para mais informações,
visite o site oficial do ilustrador ou suas redes sociais


Sobre o autor
Daniel Wu

“Paulistano, ilustrador, roteirista e fanático por chocolate e desenhos animados. Para que eu parasse de rabiscar as paredes, meus pais me entupiram de livros ilustrados. Daí que acabei fascinado não só pelas ilustrações como também pelo o poder que elas têm de contar histórias. E isso influenciou totalmente meu trabalho. Muuuita técnica depois, me tornei roteirista e ilustrador e hoje junto tudo isso em ilustrações cartunescas recheadas de storytelling, expressões, movimento, referências pops e clássicas, sempre com doses de humor (ou pelo menos o que eu acho que é). Ilustro para campanhas de marketing, sites, revistas, didáticos, institucionais, games, animações e qualquer projeto que me pareça divertido. Já atendi clientes como Faber-Castell, Stabilo, Pepsico, Bradesco, Rede Record, Editoras Abril e FTD, Sesc, Ericsson, Samsung, Renault, Pernod Richard, alguns dos meus trabalhos são vendidos em lojas físicas e virtuais e por aí vai.”


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quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Resenha: "Dom Casmurro e os Discos Voadores" (Machado de Assis & Lúcio Manfredi)


Por Bruno: Eu devo confessar que estava muito curioso para ler este livro. E começo esta resenha dizendo que, sem dúvida alguma, todas as minhas maiores expectativas foram superadas. O livro é muito bem escrito, foi muito bem trabalhado e a leitura é muito agradável e divertida. Totalmente recomendado! Ou, como diria José Dias, “recomendadíssimo”.

Estava com certo receio antes da leitura, não queria começar o livro com preconceitos e tinha minhas dúvidas se a historia fosse me convencer. Não conseguia imaginar a junção de um “Clássico dos Clássicos” com um tema tão controverso. Mas o autor foi muito feliz na sua adaptação e o resultado é uma obra que vai muito além do tradicional enigma de Capitu, da traição, ou não, dela com o melhor amigo de Bento Santiago; misturando ficção científica, alienígenas, andróides e muitas conspirações na dose certa e nos momentos oportunos. E o mais interessante é que, apesar de ser considerado um livro juvenil, ele tem o poder de envolver pessoas de diferentes faixas etárias.

“Foi a primeira vez que vi os ombros nu de Capitu. E em ambos os ombros, havia uma cicatriz. Mais que uma cicatriz, uma fenda vermelha, que se assemelhava a um corte profundo. Não, melhor ainda. Eram como as guelras nas laterais de um peixe. (...) Não, eu não poderia viver sem aqueles olhos, sem respirar aquela vertigem. Que me importavam as cicatrizes? Defeitos, todos temos. Alguns mais à vista, outros mais bem escondidos. Eu não possuía marcas de nascença nos ombros, mas quem saberá quais fendas se ocultavam nas profundezas de minha alma?”
A obra integra a coleção “Clássicos Fantásticos”, publicado pelo selo Lua de Papel, da Editora LeYa.

Dom Casmurro, de longe, é um dos melhores livros que já tive a oportunidade de ler. Ele permanece no meu “Top Três” há muito tempo e, pelo menos uma vez por ano, releio-o. E, não é a complexidade do clássico que me encanta, mas a simplicidade que se esconde nos detalhe da obra. Cada vez que leio o livro, acabo percebendo coisas que nas leituras anteriores me passaram despercebida – algumas vezes acho que Capitu realmente traiu Bentinho, e que ele é um idiota colossal; outras eu acho que ele era tão imaturo e inseguro que criou toda essa história, destruindo sua alma gêmea e seu melhor amigo; e ainda, às vezes acho que ele é tão louco e solitário que resolveu inventar toda uma história para que o final de sua vidinha se tornasse um pouco menos medíocre. Machado de Assis é genial. Dispenso maiores divagações.

Eu esperei um livro mais infantil, carregado de simbolismo, humor leve e despretensioso. Encontrei um livro maduro, carregado de referências a Obra Original, ao Autor, e o mais surpreendente de todas – referências de obras e autores clássicos da ficção científica, e me permitam o delírio, até mesmo de filmes e séries de televisão. Sem contar que o livro equilibra muito bem o humor e o drama. Não é o tipo de livro que vai te fazer morrer de rir, e não, você não vai se afogar com suas próprias lágrimas durante a leitura. Cada palavra vem na medida certa!

“Nunca soube que o nome do Manduca era Joaquim M. Machado. Fiquei me perguntando o que seria aquele M do meio.”
Comentar o enredo do livro é um tanto quanto complicado, pois é quase impossível fazê-lo sem spoilers. O que estragaria totalmente a dinâmica da leitura. O que eu gostei muito era identificar as partes da Obra Original e tentar de alguma forma ligar com a liberdade criativa do autor Lúcio Manfredi. As alterações no enredo começam de forma sutil e a trama vai crescendo até se tornar algo completamente novo.

O que eu mais gostei do livro foi o clima de conspiração que permeia as páginas, as ligações, e as explicações e o toque de mistério. A narrativa que te deixa da dúvida de quem é extraterrestre e quem não é. Destaque para os “anunaque”, os “aquepalo” e principalmente a “Legislatura”. A nova caracterização de Capitu deixou-a muito mais simpática e cativante. Outro ponto importante a mencionar é que mesmo quem não leu o Clássico do Machado de Assis, pode sem prejuízo algum, ler esta adaptação. É até uma oportunidade para conhecer a Obra.
quinta-feira, 2 de junho de 2011

RESENHA: "Romeu & Julieta e Vampiros" (Claudia Gabel)

A resenha de hoje é sobre uma leitura rápida, divertida e romântica. É a versão fantástica do maior romance de todos os tempos “Romeu e Julieta”. Não li a versão original, mas assim como todo mundo, conheço as principais partes desse romance.

Para tornar a leitura mais atraente e contemporânea, a autora adicionou “vampiros” na trama.

Julieta Capuleto é de uma tradicional família de vampiros, no seu aniversário de 16 anos terá que passar pelo rito de iniciação que a tornará uma. Porém ela odeia o estilo de vida de sua família e prefere a morte a se transformar num monstro que mata inocentes.
Julieta suspirou. A criada estava ali para ajudá-la a preparar-se para um suntuoso baile que seria oferecido por seus pais naquela noite. Contudo, ela preferia esconder-se mo quarto a desempenhar o papel da filha obediente em uma sala cheia de vampiros estranhos – principalmente por estar tão melancólica.
Romeu Montéquio é de uma tradicional família de caçadores de vampiros, arqui-inimigos dos Capuletos. Embora Romeu nunca tenha participado dos confrontos, pois era muito novo, agora começa a treinar para seguir a tradição da família.

O novo príncipe da Transilvânia, Radu, põe fim a guerra entre Montéquios x Capuletos, com um tratado de paz, mas mesmo assim é difícil conter os ânimos desses inimigos mortais.

Romeu tem uma paixão platônica por Rosalina Capuleto, uma mestiça, e convence os primos, Mercúcio e Benvólio, a perigosa missão de irem disfarçados a um baile promovido pelos Capuleto para vê-la. Porém no baile ele nem vê Rosalina, quando se depara com Julieta é amor a primeira vista, por ambas as partes e disso surge uma das mais lindas e dramáticas histórias de amor já contadas.
– Eu também não entendo. Mas sendo ou não absurdo, quando se trata dos sentimentos que tenho por você, a última coisa que quero é fazer perguntas – disse ele

Então ele apoiou-se em joelho e acrescentou:


– Exceto uma....quer casar-se comigo?

Julieta sentiu o corpo leve, como se a qualquer momento pudesse flutuar até as nuvens.


– Ofereço-te tudo o que tenho e tudo o que sou – continuou ele enquanto Julieta continuava deslumbrada.
Se contar mais que isso, vou estragar os melhores momentos do livro. Há varias diferenças e peculiaridades adotadas pela autora que dão mais emoção ao romance. Confesso que gostei muito da maneira como a trama fluiu.
– Não sei do que precisa em Transilvânia, mas não vale a pena morrer por isso – disse Benvólio severamente.

Mas valia a pena. Um milhão de vezes, se fosse necessário
Há vários personagens com participações importantes como a ama de Julieta, Frei Lourenço, Benvólio, Mercúcio, Teobaldo, Lady Capuleto, Lorde Capuleto, Conde Paris.

No final há o primeiro capítulo do livro “Pequenas mulheres vampiras”, que é uma alusão ao clássico “Mulherzinhas” (“Little Women”) da autora Louise May Alcott, que também será publicado pela Editora Pandorga.

É uma nova maneira de ver um grande clássico, não acho que ofenda, é apenas uma releitura que pode ser mais atraente no cenário atual da literatura. Se você gosta de vampiros e procura uma leitura leve, divertida e com romance, não pode perder “Romeu & Julieta e Vampiros”
sábado, 11 de dezembro de 2010

RESENHA: “A Escrava Isaura e o Vampiro ” (Jovane Nunes)

Vocês já devem ter ouvido falar do clássico da literatura brasileira “A Escrava Isaura” do autor Bernardo Guimarães que até virou novela de sucesso na Globo. Agora esqueça todo o bom senso da história, insira elementos bizarros, vampiros e muito ironia por parte do autor.

Antes de conhecer essa versão é necessário saber mais sobre o clássico:
Sinopse do Clássico: Isaura é uma escrava branca, filha de um branco, ex-feitor da fazenda, e de uma escrava negra. Foi criada como se fosse uma filha abastada da senhora a quem servia. Há Leôncio, o único filho do Comendador Almeida, de caráter mesquinho e cruel. Acreditando que Isaura seja uma presa fácil para os seus caprichos, ele a persegue insistentemente. Isaura tenta superar a dor da perda de seu primeiro amor (Tobias) e, com a ajuda de amigos, foge da fazenda assumindo outra identidade, Elvira. Longe da maldade de Leôncio, ela se estabelece em outra região e conhece o abolicionista Álvaro.
Jovane Nunes utiliza apenas o básico da obra original, inserindo muito humor e mudando alguns fatos, dando outros rumos a estória.

Isaura é a escrava querida da mãe de Leôncio, que a trata como filha e lhe da uma carta de alforria, alguns dias depois ela morre e Isaura descobre que a carta ainda não tinha sido registrada em cartório, por isso não tem validade.

Leôncio é um vampiro (transformado pelo próprio Drácula em sua viagem pela Europa) bissexual, que sonha em montar um banco de sangue no Brasil. Ele mata um senador, que tem o projeto desse banco de sangue, no navio de volta para o Brasil e casa com a sua filha (para poder seguir os projetos do Senador), Malvina, grande fã de MPB e mulheres em geral.
Estava tudo preparado para a partida quando chegou a bancada do Partido Liberal. Os políticos queriam saber de Leôncio com quanto ele iria contribuir para a próxima campanha eleitoral e se podiam levar logo o dinheiro. O presidente do partido aumentou ainda mais a raiva de Leôncio quando lhe entregou um lindo bordado.

– Minha esposa ficou encantadissíma com a sua esposa. Outro dia, as duas foram passear de charrete no bosque e, para retribuir, a minha Helena pediu que entregasse esse bordado para a sua dona Malvina.
Quando o casal chega à fazenda de Leôncio, ambos se apaixonam por Isaura, a escrava branca que tem uma beleza que ninguém consegue resistir. A partir daí Isaura é assediada por ambos, o tempo todo, passa por diversas situações até que foge para Recife.

Em sua nova vida, na “Veneza Brasileira” escolhe um nome falso (Carolina Dieckmann) e conhece seu grande amor, Alváro, o “Rambo brasileiro”, dono da empresa de alhos “Alvaralho”.

Há também Belchior, o corcunda feioso, a principio amigo de Isaura, que depois se torna comparsa de Leôncio e o ajuda na busca pela escrava fugitiva. Tem até o presidente Abraham Lincoln, que também é um ser sobrenatural e aparece do nada, em uma cerimônia, junto com Imperador. Tem várias piadas, o comportamento de Leôncio e Malvina muitas vezes é bizarro.
– Boa Noite! Quem?
– Choupana velha, quem está?

– Não tem ninguém aqui não. Mister M desapareceu com as pessoas. Ah, Mister M, senhor de todos sortilégios. Você aí, volte mais tarde. – Malvina fazendo voz de Cid Moreira.

(...) Malvina respondeu jogando uma panela que acertou a cabeça de Leôncio.
– O que é isso? – Esbravejou Leôncio

– Jabulaaaaaaannnnnniiii
O autor faz muita piada com o excesso de descrições e demais características da obra, que pertence ao período do Romantismo, que exalta a natureza, a sensibilidade e a beleza.

Se você quer um livro descontraído, engraçado e despretensioso, para passar o tempo, tenho certeza que vai gostar (e rir muito) com essa obra!
sábado, 2 de outubro de 2010

RESENHA: "O Alienista - Caçador de Mutantes" (Natália Klein)

Começo essa resenha no exato momento que terminei de ler "O Alienista - Caçador de Mutantes". Leitura rápida e descontraída.

O livro começa totalmente despretensioso, entre o humor e a escrita formal, entre o sério e o engraçado, abusando de referencias pop e acaba de uma maneira que surpreendeu muito (Calma! Não vou revelar spoiler! XD)

O que começa parecendo uma mega confusão, acaba prendendo o leitor na trama entre mutantes e humanos e termina por cativar. Parecia um livro totalmente despretensioso, esperava menos na estrutura da historia, que segue a base do clássico.

A obra, baseada na famosa crônica de Machado de Assis que foi um dos marcos do Realismo no Brasil, e antes de falar sobre essa versão, segue uma breve sinopse da versão que muitos já tiveram que ler para provas de literatura ou vestibulares:
Sinopse do Clássico: Trata-se da história de Simão Bacamarte, médico que se dedica a estudar a loucura e a tratar os doentes mentais. Ele se muda para uma pequena cidade e monta um hospital, a Casa Verde. Essas novidades mexem com a vida da cidade de Itaguaí. E não demorará muito até que o dr. Bacamarte, na sua constante busca da diferença entre a loucura e a razão, passe a internar gente sem nenhum sinal de loucura. Será que sobrará alguém do lado de fora da Casa Verde?
Na nova versão, adaptada por Natalia Klein, Simão Bacamarte, o alienista (mistura de alien com cientista) apresenta tendências homossexuais (muito engraçadas, com obsessão por objetos fálicos e legumes sugestivos), ao invés de doentes mentais, seus alvos são os mutantes que começam a aparecer na cidade e são levados apara sua clínica a “Casa Verde”.
“D. Evarista foi o assunto principal dos brindes, discursos, versos, metáforas – chegara até mesmo aos treding topics de Itaguá”
Personagens que merecem destaque são a D. Evarista, esposa do alienista, muito feia, um tribufú como ele mesmo a descreve. O farmacêutico Crispim, verdadeiro amor do alienista. Porfírio, o barbeiro medíocre e revolucionário.

Entre os mutantes as mutações são: homem elástico, homem coelho, um que toca e transforma tudo em ouro, dragões e etc.
Foi então que Porfírio finalmente aceitou o seu destino e vociferou:
- Eu sou o Temaki! – Como quem grita “This is Sparta!”, enquanto o povo reagia alvoroçado.
As referências pop são um caso a parte você vai morrer de rir com a relação de fatos históricos da cidade ou dos personagens com Twitter, Facebook, Google, Wikipedia, Treding Topics, Darth Vaider, Michael Jackson, enfim, muito engraçado, na dose certa!

E depois de ler essa versão super atual, deu até vontade ler o clássico original para comparar a obra, ponto para a Editora Lua de Papel que com essa coleção acaba por também ressuscitar esses clássicos que tem estigma de chatos, se comparados com os livros populares entre os jovens de nossa época.

Recomendo não só pelo teor humorístico, como também pela estrutura da obra e pelo desfecho muito criativo!
quinta-feira, 30 de setembro de 2010

INDICAÇÃO: "Dom Casmurro e os discos voadores" - Lúcio Manfredi e Machado de Assis

Dificilmente alguém nunca leu "Dom Casmurro", o clássico de Machado de Assis onde as desconfianças são o auge. Quem nunca ouviu falar em Capitu? A dona dos olhos de ressaca ou ainda a dissimulada? Todo mundo, ou quase, já leu a obra por algum motivo. Seja por referência ao vestibular ou uma leitura obrigatória e/ou curiosidade. A verdade é que a obra de Machado de Assis sempre estará presente como uma das mais importantes da literatura brasileira.

Até mesmo pelo fato de trazer questões inovadoras para a época. Desconfiança, suposta traição, a burguesia mostrada como realmente era. O grande Machado de Assis levou a resposta para todas as nossas perguntas com ele e, o que nos resta é julgar com nossas próprias concepções a maravilhosa obra. Mas também deixo indicada a vocês a mais nova versão de "Dom Casmurro", sabe qual é? "Dom Casmurro e os Discos voadores", lançado recentemente pela Editora Lua de Papel, e assinada pelo autor Lúcio Manfredi. Ficou curioso (a)? Então não deixe de ler. O meu eu já estou devorando, quase literalmente.

E fica a pergunta: Capitu traiu ou não Bentinho?

Título: "Dom Casmurro e os discos voa
dores"
Autores: Lúcio Manfredi e Machado de Assis
Gênero: Ficção / Humor
Formato: 14x21cm (brochura)
ISBN: 978-85-63066-30-5
Páginas: 264
Preço: R$ 26,90

Sinopse: A famosa personagem clássica Capitu, de Machado de Assis, tinha como principal característica os dissimulados olhos de ressaca. Nesta versão de Dom Casmurro escrita por Lúcio Manfredi, o mistério por trás dos olhos de Capitu vai além, está diretamente ligado ao mar. A trama romântica agora sofre a interferência de seres alienígenas e androides, disfarçados sob os personagens originais de Machado. Cabe ao leitor, identifi car quem é quem. Bentinho não está apenas envolvido no triângulo amoroso, mas numa disputa de forças intergalácticas. Um combate entre as evoluídas civilizações reptiliana e aquática, que habitam o planeta Terra há milhões de anos.


terça-feira, 28 de setembro de 2010

INDICAÇÃO: "O Alienista Caçador De Mutantes" (Natalia Klein)

Depois de "Jane Austen - A Vampira" eu me apaixonei por esses novos livros que pegam clássicos literários ou autores e fazem histórias divertidas com seres sobrenaturais (Vampiros, Bruxas, ET"s e Monstros).

Mais uma vez estamos indicando um desses lançamentos da Coleção Clássicos Fantásticos da Editora Lua de Papel, o livro de hoje é "O Alienista Caçador De Mutantes" grande obra de Machado de Assis adapta por Natália Klein.

E se em vez de vampiros e bruxos, colocar extra terrestres na história? Perfeito! Essa é a sacada desse livro! Tudo muda na pacata Vila de Itaguaí quando cai uma nave espacial, e o médico Simão Bacamarte se envolve nessa confusão... Mais um livro para a minha lista de próximas leituras! XD


O Alienista Caçador De Mutantes
Coleção: CLASSICOS FANTASTICOS
Autor: KLEIN, NATALIA
Editora: LUA DE PAPEL
Assunto: LITERATURA BRASILEIRA
ISBN: 8563066331
Número de Paginas : 128


'O Alienista Caçador de Mutantes' é uma versão revisitada de um dos contos de Machado de Assis. A vila de Itaguaí é alarmada pela queda de uma nave espacial e por uma névoa que causa mutações alienígenas. Quem cuidará do caso é o médico Simão Bacamarte, que recebeu do povo a alcunha de alienista, uma combinação de alien com especialista.

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

INDICAÇÃO: "Escrava Isaura e o Vampiro"(Jovane Nunes)

A Editora Lua de Papel, nesse mês, teve um lançamento que foi o maior babado, a Coleção "Clássicos Fantásticos" que pegou grandes obras de autores consagrados da literatura brasileira e colocou um pouco mais de "emoção" (vampiros, bruxas, ET's, monstros e etc). Sem contar que as capas são lindas e criativas!

O livro "Escrava Isaura" de Bernardo Guimarães, já fez tanto sucesso que teve até novela, agora imagine essa história com Vampiros! Demais não? Depois do sucesso "Jane Austen - A Vampira" não podemos deixar de ler "Escrava Isaura e o Vampiro", o livro deve ser garantia de risos e diversão.

Segundo o autor: “Esta obra horripilante é baseada em fatos mentirosos e qualquer semelhança com a realidade é mera criação do autor. Digo isso para fugir de qualquer tipo de reclamação na justiça. Meus advogados e a própria editora me aconselharam a tomar esse cuidado. É possível que algum vampiro se sinta prejudicado em sua imagem e queira me processar. Quanto a isso, deixo claro que não tenho nada contra os vampiros. Particularmente, não gosto de beber sangue, mas não tenho nada contra quem faz isso socialmente”.

Imperdível! ;D

"Escrava Isaura E O Vampiro"
Coleção: Clássicos Fantásticos
Autor: Jovane Nunes
Editora: Lua de Papel
Assunto: Literatura Brasileira - Romances
ISBN: 8563066315
Paginas: 168
Clique aqui para comprar

Apavorante! Baseado no romance de Bernardo Guimarães, a história ganha nova vida, com gente morta para todo lado e um vilão, Leôncio, como um vampiro atrapalhado. Este é um livro de humor e terror. Se fizer a leitura à noite, deixa a luz acesa, vampiros e zumbis atacam no escuro, além de ser difícil de ver as letras.

“Fiquei muito feliz com este livro. O autor, Jovane Nunes, que eu não conhecia e que agora tenho o prazer de conhecer, foi muito feliz ao relatar todos os sofrimentos pelos quais a minha tataravó Isaura passou. A história aconteceu exatamente como ela narrou, e todos os personagens estão muito realistas. O que mais me impressionou foi o meu tataravô Álvaro. Lendo a descrição do autor é com se ele estivesse ali, ao vivo, numa imagem em 3D. Durante a leitura, que fiz junto com meu marido, passamos por momentos de aflição e medo, vendo à nossa frente, como se fosse um filme, tudo o que a minha tataravó sofreu. O final, realmente muito surpreendente, me deixou emocionada e chorei muito. Obrigada, Jovane Nunes."
quarta-feira, 15 de setembro de 2010

INDICAÇÃO: "Senhora, a bruxa" - José de Alencar e Angélica Lopes

Bom-dia, pessoal! Sem rodeios eu já vou logo de cara dizendo que clássicos para uma amante da literatura brasileira, como eu, são sempre bem vindos. E particularmente, creio que seja difícil, alguém que ainda não tenha lido nenhum clássico, como Senhora, de José de Alencar, por exemplo.

A história de Aurélia e Fernando Seixas. A moça poderosa, linda e rica, que acaba comprando o único homem que a abandona. A obra pode ser considerada pré-realista, já que foi um dos romances precursores do Realismo. José de Alencar expõe os conflitos amorosos do casal em uma trama envolvente e dá vida a uma personagem feminina com voz ativa, o que surpreende a narrativa, haja vista que a sociedade vivenciava o homem como centro de uma casa e da sociedade. Agora, prepare-se para ler uma versão um tanto quanto diferente. Sabe por quê?

Simples. A Editora Lua de Papel lança a Coleção "Clássicos fantásticos" e, a obra de José de Alencar fora reescrita para nos trazer um novo propósito. O nome, por exemplo, é "Senhora, A bruxa". A trama de uma sociedade passada agora mistura o sobrenatural, com elementos de magia. Para se vingar de seu amor, Aurélia, busca a ajuda das irmãs Blair, feiticeiras celtas que há mais de cem anos são uma pedra no sapato dos casais apaixonados. Depois de "Jane Austen - A Vampira", eu só posso lhes dizer que estou super ansiosa para ler Senhora, novamente, e a Editora Lua de Papel não poderia ter tido uma coleção melhor do que essa para lançar. E sabe de mais uma? Senhora não é o único título... Saboreiem e depois me contem! Ele já está sendo vendido aqui.

Título Senhora, a bruxa
Autores Angélica Lopes e José de Alencar
Gênero Ficção/Humor
Formato 14x21 cm
ISBN 978-85-63066-32-9
Páginas 224
Preço R$ 24,90

Aurélia Camargo é poderosa. Rica, linda e solteira, ela consegue enfeitiçar todos os homens à sua volta. Uma mulher assim tinha que esconder algum segredo. Em 1875, José de Alencar criou Senhora, essa destruidora de corações que comprou o único homem que se atreveu abandoná-la. Nesta nova versão do romance clássico, feita por Angélica Lopes, o folhetim de época vira uma trama sobrenatural, com elementos de magia. A vingança de Aurélia contra o ex-namorado agora é elaborada com a ajuda das misteriosas irmãs Blair – feiticeiras celtas em busca de vida eterna, que há mais trezentos anos semeiam a discórdia entre os pobres casais apaixonados.

Sobre a autora: Angélica Lopes acredita no poder das palavras e na imortalidade das boas histórias. Na única vez em que consultou uma cartomante, ficou tão ansiosa pela chegada do futuro que deixou de aproveitar o presente. Desde então, aproveita a vida na ignorância do amanhã. Em comum com o mestre José de Alencar, está a paixão pelo folhetim e pelas reviravoltas no final de cada capítulo. A autora também escreve para TV, teatro e tem oito livros publicados.
 
Ana Liberato