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sexta-feira, 24 de abril de 2020

Resenha: "Como se Casar com um Marquês" (Julia Quinn)


Tradução: Ana Rodrigues

Sinopse: Elizabeth Hotchkiss precisa se casar com um homem rico, e bem rápido. Com três irmãos mais novos para sustentar, ela sabe que não lhe resta outra alternativa. Então, quando encontra o livro Como se casar com um marquês na biblioteca de lady Danbury, para quem trabalha como dama de companhia, ela não pensa duas vezes: coloca o exemplar na bolsa e leva para casa. Incentivada por uma das irmãs, Elizabeth decide encontrar um homem qualquer para praticar as técnicas ensinadas no pequeno manual. É quando surge James Siddons, marquês de Riverdale e sobrinho de lady Danbury, que o convocou para salvá-la de um chantagista. Para realizar a investigação, ele finge ser outra pessoa. E o primeiro nome na sua lista de suspeitos é justamente... Elizabeth Hotchkiss. Intrigado pela atraente jovem com o curioso livrinho de regras, James galantemente se oferece para ajudá-la a conseguir um marido, deixando-a praticar as técnicas com ele. Afinal, quanto mais tempo passar na companhia de Elizabeth, mais perto estará de descobrir se ela é culpada. Mas quando o treinamento se torna perfeito demais, James decide que só há uma regra que vale a pena seguir: que Elizabeth se case com seu marquês. 

Por Jayne Cordeiro: Fiquei bem curiosa para ler esse livro, porque ouvi falar muito bem dele, principalmente comparado com o primeiro da série que não gostei tanto. E também, ele traria como protagonista o James, que já apareceu no primeiro livro e de quem gostei muito. Ele é um nobre e tem aquele jeito bem humorado e atraente, que qualquer leitora se apaixona. James vai para a casa da tia, Lady Danbury, se fazendo passar por uma administrador de terras recém contratado, com o objetivo de encontrar o chantagista da sua tia. E lá ele conhece Elizabeth, a jovem dama de companhia da tia, que cuida dos irmãos mais novos, e sem dinheiro para isso. Agora ela percebe que precisa se casar se quiser manter os irmãos bem, e James se prontifica a ajudar a moça a treinar para conquistar um marido. Mas os dois acabam se envolvendo, sendo que ela precisa de um marido com condições de manter os irmãos e James é apenas um funcionário pra ela.

Eu gostei muito desse livro. James é um personagem galanteador, bem humorado e divertido. Elizabeth é uma mulher doce e ao mesmo tempo de personalidade, e guerreira, ao criar vários irmãos mais novos sem ter nenhuma verba, além do seu trabalho como dama de companhia, da famosa Lady Danbury, que já apareceu muito em outras histórias da Julia Quinn. E essa é uma personagem que participa muito aqui, e muitas das cenas divertidas envolvem ela. E os diálogos do casal são ótimos e o leitorse apega a eles muito rápido. É gostoso acompanhar a interação deles. A diversão está principalmente nos diálogos, e em algumas outras cenas, mas de forma bem feita, sem ser forçada. E as cenas românticas também são ótimas.

O enredo é divertido, e utiliza uma ideia que parece boba, com um livro que ensina como conquistar um Marquês, e uma moça que tenta colocar essas ideias (muitas sem noção rsrsr) em prática. Li esse livro muito rápido, porque a leitura é rápida, divertida e instigante. É um livro que recomendo demais, e que trás tudo aquilo que no outro livro ficou faltando. E ainda trás de volta o casal do primeiro livro, que participam de algumas das cenas mais divertidas da história.

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terça-feira, 21 de abril de 2020

Resenha: " Como Agarrar uma Herdeira " (Julia Quinn)


Tradução: Ana Rodrigues

Sinopse: Quando Caroline Trent é sequestrada por engano por Blake Ravenscroft, não faz o menor esforço para se libertar das garras do agente perigosamente sedutor. Afinal, está mesmo querendo escapar do casamento forçado com um homem que só se interessa pela fortuna que ela herdou. Blake a confundiu com a famosa espiã espanhola Carlotta De Leon, e Caroline não vai se preocupar em esclarecer nada até completar 21 anos, dali a seis semanas, quando passará a controlar a própria herança milionária. Enquanto isso, é muito mais conveniente ficar escondida ao lado desse sequestrador misterioso. A missão de Blake era levar "Carlotta" à justiça, e não se apaixonar por ela. Depois de anos de intriga e espionagem a serviço da Coroa, o coração dele ficou frio e insensível, mas essa prisioneira se prova uma verdadeira tentação que o desarma completamente. Um dos livros mais românticos – e engraçados – de Julia Quinn, Como agarrar uma herdeira inaugura a série Agentes da Coroa.

Por Jayne Cordeiro: "Como Agarrar uma Herdeira" é o primeiro livro da série Agentes da Coroa, que até agora tem dois livros publicados. Aqui temos uma Caroline que precisa fugir da casa de seu tutor que quer obrigar seu casamento. Mas os planos de Caroline mudam, quando ela acaba sequestrada, confundida com uma espiã. Blake é um agente secreto do governo, que está uma missão que acaba dando errado, quando sequestra uma inocente moça em vez de uma perigosa espiã. Blake não quer se envolver com a moça, mas a cada dia que passa, ele sente a parede emocional  que ergueu, se quebrar. 

Todo mundo já deve ter percebido que sou fã de um romance de época. E Julia Quinn é uma das divas desse gênero, apesar de não ser  minha autora favorita. E essa série, quem nem é nova, era uma das que ainda não tinha lido dela. E eu gostei do livro. Mas foi um dos mais fracos pra mim, entre todos que já li da autora. O livro tem um enredo bom. Algo mais diferente do que outros livros dela, que mostra o casal na sociedade. Aqui eles ficam sozinhos em uma casa, sem precisar cumprir todas as questões sociais, sem bailes, e com uma boa dose de ação, com espionagem e emboscadas. E o livro ainda trás uma boa dose de cenas divertidas, porque Caroline é um pouco desastrada, e Blake é bem ranzinza.

Mas apesar de tudo, não consegui me apegar ao casal. O romance deles não me conquistou. Acho que uma parte da culpa é do Blake, que foi um personagem muito rabugento. Se associado a isso houvesse uma possessividade, ou um romantismo por parte dele, isso teria compensado. Mas isso não acontece. Acabamos tendo uma mocinha um pouco infantil e um mocinho muito sério, e apesar de terem algumas cenas românticas interessantes, não me conquistaram. Mas o livro não é ruim, e vale a leitura. Mas quando comparado ao segundo livro, ele fica mais abaixo. Trarei logo a resenha desse para vocês.


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segunda-feira, 16 de dezembro de 2019

Resenha: "Um Cavalheiro a Bordo" (Julia Quinn)



Tradução: Thaís Paiva

Sinopse: Ela estava no lugar errado... Durante um passeio pela costa, a independente e aventureira Poppy Bridgerton fica agradavelmente surpresa ao descobrir um esconderijo de contrabandistas dentro de uma caverna. Mas seu deleite se transforma em desespero quando dois piratas a sequestram e a levam a bordo de seu navio, deixando-a amarrada e amordaçada na cama do capitão. Ele a encontrou na hora errada... Conhecido entre a alta sociedade como um cafajeste e um corsário inconsequente, o capitão Andrew James Rokesby na verdade transporta bens e documentos para o governo britânico. No meio de uma viagem, ele fica assombrado ao encontrar uma mulher na sua cabine. Sem dúvida sua imaginação está lhe pregando peças. Mas, não, ela é bastante real – e sua missão para com a Coroa o deixa preso a ela. Será que dois erros podem acabar no acerto mais maravilhoso de todos? Quando descobre que Poppy é uma Bridgerton, Andrew entende que provavelmente terá que se casar com ela para evitar um escândalo. Em alto-mar, as disputas verbais entre os dois logo dão lugar a uma inebriante atração. Mas depois que o segredo de Andrew for revelado, será que ele conseguirá conquistar o coração dela?

Por Jayne Cordeiro: Chegamos ao terceiro livro da série Os Rokesbys. Os dois primeiros já foram resenhados aqui no blog, e podem até ser lidos fora de ordem, apesar que recomendo a leitura cronológica. Neste livro acompanhamos Andrew Rokesby, um antigo capitão da Marinha, que agora atua como um corsário disfarçado, fazendo serviços para a Coroa. Sem querer, ele acaba tendo que abrigar Poppy Bridgerton em uma viagem até Portugal, correndo o risco de acabar com a reputação da moça e com sua missão secreta.

Posso começar dizendo que esse não assumiu o pódio da série, que pertence ao segundo livro Um Marido de Faz de Conta. Mas acho que ele fica quase no mesmo nível do primeiro, Uma Dama fora dos padrões. Só ficaria atrás, porque Uma Dama acaba tendo mais situações interessantes, já que neste aqui, a mocinha e o mocinho passam muito tempo presos em um barco. Mas Um Cavalheiro não deixa de ser um livro muito bom, com personagens bem cativantes.

Eu já gostava bastante de Andrew desde o primeiro livro, quando ele aparecia nos diálogos com Billie e George. E agora temos a chance de conhece-lo mais profundamente, e também sair um pouco daquele universo padrão de bailes e festas no campo. Aqui conhecemos mais profundamente o funcionamento de um navio e sobre outro país, no caso, Portugal. E foi interessante de acompanhar. O romance demora bastante para começar, mas isso é algo comum com a Julia Quinn. Ela nos conquista muito mais pelos diálogos inteligentes e alfinetadas entre os protagonistas, do que pelas cenas românticas.

No fundo, fiquei com a sensação de que o romance acabou ficando muito corrido no final. Então você não se encanta tanto com casal, como com os anteriores. Mas os personagens ainda são muito bons, e a Poppy é uma jovem viva, extremamente curiosa e divertida de acompanhar. É um bom livro, que prende o leitor e a gente acaba lendo bem rápido. Foi legal também, ver a família Bridgerton aparecer mais uma vez, e inclusive ter nossa família original sendo mencionada.

Agora é esperar o lançamento do último livro da série, que ainda será lançado nos Estados Unidos em 2020, sobre Georgiana Birdgerton e Nicholas Rokesby. E pelo enredo que li, tem tudo para ser tão bom quando Um Marido de Faz de Conta.



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sexta-feira, 6 de dezembro de 2019

Resenha: "Um Marido de faz de conta" (Julia Quinn)


Tradução: Thaís Paiva

Sinopse: Enquanto você dormia…
Depois de perder o pai e ficar sabendo que o irmão Thomas foi ferido durante uma batalha nas colônias, Cecilia Harcourt tem duas opções igualmente terríveis: se mudar para a casa de uma tia solteira ou se casar com um primo vigarista. Então ela cruza o Atlântico, determinada a cuidar de seu irmão pelo tempo que for necessário. Só que, após uma semana sem conseguir localizá-lo, ela acaba encontrando seu melhor amigo, o lindo oficial Edward Rokesby. Ele está inconsciente, precisando desesperadamente de cuidados, e Cecilia promete salvar a vida desse soldado, mesmo que para permanecer ao lado dele precise contar uma pequena mentira...
Eu disse a todos que era sua esposa
Quando Edward recobra a consciência, não entende nada. A pancada na cabeça o fez esquecer tudo que aconteceu nos últimos três meses, mas ele certamente se lembraria de ter se casado. Apesar de saber que Cecilia Harcourt é irmã de Thomas, eles nunca foram apresentados. Mas, já que todo mundo a trata como esposa dele, deve ser verdade.
Quem dera fosse verdade…

Por Jayne Cordeiro: A pouco tempo postei a resenha do primeiro livro da série Os Rokesbys, "Uma dama fora dos padrões". E agora venho trazer "Um marido de faz de conta", que é o segundo livro da série. Esta super curiosa para esse livro, porque ele traz uma premissa que adoro: um casamento logo no começo. E nesse caso ainda é mais legal, porque não houve um casamento de fato, mas o nosso mocinho acredita que sim. Com isso, temos uma interação muito próxima entre os protagonistas, e é claro, Edward já tomando várias liberdades com a "esposa".

Eu me apaixonei por esses dois. Edward é extremamente divertido e bem humorado, apesar de estar bem debilitado no começo, após se machucar. Ele segura muito bem a onda de acordar casado com alguém. Cecilia viaja para o Novo Mundo, querendo ajudar ao irmão, e acaba assumindo os cuidado de Edward. Gostei de como eles não eram tão desconhecidos quanto imaginei que seriam, já que os dois já se correspondiam através das cartas que Cecilia trocava com o irmão. O que é mostrado no livro e garante momentos divertidos e também doces.

Achei esse bem interessante, por trazer um ambiente bem diferente do que os livros da Julia costumam passar. Em vez de se passar em bailes ingleses e mansões no interior, vivenciamos o território americano, com todo o atrito que envolve a guerra entre colonos e colonizadores. Nesse ambiente em meio a guerra, o clima é mais liberal, cheio de curiosidades e com uma pitada de aventura. A autora acaba abordando uns pontos bem mais sérios e dramáticos do que o habitual, e isso é bem refrescante. 

Gostei bem mais desse livro do que o primeiro, apesar dele também ser ótimo. Mas "Um marido de faz de conta" tem todo um destaque, que acaba colocando ele naquele grupo de livros inesquecíveis e entre os melhores que autora já publicou por aqui. Vale muito a pena conferir essa história e dedicar um espaço no coração, para essa família que também sabe nos conquistar.

  



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segunda-feira, 25 de novembro de 2019

Resenha: "Uma dama fora dos padrões" - Os Rokesbys 1 (Julia Quinn)



Tradução: Viviane Diniz

Sinopse: Às vezes você encontra o amor nos lugares mais inesperados... Esta não é uma dessas vezes. Todos esperam que Billie Bridgerton se case com um dos irmãos Rokesbys. As duas famílias são vizinhas há séculos e, quando criança, a levada Billie adorava brincar com Edward e Andrew. Qualquer um deles seria um marido perfeito... algum dia. Às vezes você se apaixona exatamente pela pessoa que acha que deveria... Ou não. Há apenas um irmão Rokesby que Billie não suporta: George. Ele até pode ser o mais velho e herdeiro do condado, mas é arrogante e irritante. Billie tem certeza de que ele também não gosta nem um pouco dela, o que é perfeitamente conveniente. Mas às vezes o destino tem um senso de humor perverso... Porque quando Billie e George são obrigados a ficar juntos num lugar inusitado, um novo tipo de centelha começa a surgir. E no momento em que esses adversários da vida inteira finalmente se beijam, descobrem que a pessoa que detestam talvez seja a mesma sem a qual não conseguem viver. 

Por Jayne Cordeiro: Todo fã de romances de época já leu ou ouviu falar da série Os Bridgertons, da autora Julia Quinn. E nessa nova série dela, ela decidiu voltar algumas décadas no tempo, e trazer de volta essa família, mas com o foco em outra família é são os Rokesbys. E ela consegue facilmente fazer com que nos apaixonemos por essa família, que também é divertida, despojada para a época. 

A protagonista é Billie Bridgerton, uma jovem que sempre preferiu brincar com os meninos da família Rokesby. Com um enorme coração, ninguém nunca conseguiu impedi-lá de se meter em encrenca e é assim que o livro começa. Com Billie presa no telhado, após tentar salvar um gato ingrato e precisando ser salva pelo único Rokesby com o qual ela não se dá bem, George, o herdeiro da família.

Já dá pra saber que acontece muitas alfinetas entre esses dois no decorrer do livro. A autora consegue encaixar aqui uma das suas principais características que é o humor nos diálogos. É muito legal acompanhar o casal, porque eles se conhecem desde a infância, e isso dá uma proximidade e intimidade que nos afeiçoa ao casal. Billie é doce e decidida, e George é centrado e ao mesmo tempo carinhoso e divertido. É um casal muito fofo de acompanhar. E a pesar de as coisas demorarem para acontecer entre o dois, a leitura continua sendo divertida, interessante e encantadora. 

É uma leitura rápida, sem um enredo secundário complexo, mas ainda sim, uma ótima leitura para quem gosta do gênero. Foi um bom começo para a série, que já conta com 3 livros lançados e que já me deu aquela ansiedade de conseguir o segundo livro, que foca no irmão de George, Edward. Tenho certeza de que os fãs da Julia, não vão se decepcionar com esse livro.




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sábado, 14 de setembro de 2019

Resenha: "Mais Forte que o Sol" (Julia Quinn)


Tradução: Viviane Diniz

Sinopse: Quando Charles Wycombe, o irresistível conde de Billington, cai de uma árvore – literalmente aos pés de Elllie Lyndon –, nenhum dos dois suspeita que esse encontro atrapalhado possa acabar em casamento.
Mas o conde precisa se casar antes de completar 30 anos, do contrário perderá sua fortuna. Ellie, por sua vez, tem que arranjar um marido ou a noiva intrometida e detestável de seu pai escolherá qualquer um para ela. Por isso o moço alto, bonito e galanteador que surge aparentemente do nada em sua vida parece ter caído do céu.
Charles e Ellie se entregam, então, a um casamento de conveniência, ela determinada a manter a independência e ele a continuar, na prática, como um homem solteiro.
No entanto, a química entre os dois é avassaladora e, enquanto um beijo leva a outro, a dupla improvável descobre que seu casamento não foi tão inconveniente assim, afinal...

Por Jayne Cordeiro: Para mim, no momento em que se fala que o livro é da Julia Quinn, eu já poderia fazer uma resenha completa falando de como o livro é bom e todas as qualidades que a Julia mantem em seus livros. Ela é uma autora muito linear e não consigo listar um livro dela de que não tenha gostado. E se você gosta de romances de época e nunca leu nada dela, você está perdendo muito! E difícil é achar alguém que leia o gênero e que nunca tenha lido nada dessa moça.

— A senhorita soa experiente nessa questão.— Costumo resgatar todo tipo de animal ferido. Cães, gatos, pássaros…— Homens — completou ele. — Não. O senhor é o primeiro. Mas não imagino que seja muito diferente de um cachorro.

Bom, "Mais Forte que o Sol" é o segundo livro de uma duologia chamada "Irmãs Lyndon". O dois livros podem até ser lidos fora de ordem, mas a história fica mais completa se começar por "Mais Lindo que a Lua". Neste segundo livro temos o tipo de sinopse de romance de época que adoro: Casamento de Conveniência. Que não é um enredo usado muito pela Julia Quinn, mas que novamente ela usa com maestria. Li esse livro em menos de sete horas, simplesmente porque não conseguia parar de ler. Os protagonistas são extremamente divertidos. Eles não conseguem ter um dialogo sem tiradas e respostas irônicas. 

Muito bem – falou ele. – Acho que estamos firmando um acordo bastante justo. Eu me caso com a senhorita e a senhorita recebe seu dinheiro. A senhorita se casa comigo e eu recebo meu dinheiro. Ellie piscou. – Realmente não tinha pensado nas coisas dessa forma, mas sim, é basicamente isso.

Charles é um homem que conquista o nosso coração em poucas páginas e a Elleonor é uma moça decidida, animada e disposta a ajudar a todos. As cenas românticas são um amor só, e as outras cenas são sempre divertidas. Acontece tanta coisa com esses dois em poucas semanas...e ótimo de acompanhar cada uma delas. Os personagens secundários também são ótimos, ajudando a criar o clima certo do livro. O enredo do livro também é bem envolvendo, nos ganhando com o romance, os diálogos divertidos, os acontecimentos inesperados, e até mesmo um pouco de suspense, ganhando uma trama inesperada no final.

Sempre pensei que era da cor do pôr do sol, mas agora percebo que estou errado. – Então pegou uma mecha e levou-a aos lábios. – Ele brilha mais. Brilha mais do que o sol. Assim como você.

Eu gostei muito desse livro, e da duologia em geral. Queria que o casal do primeiro tivesse aparecido um pouco aqui, mas a própria autora explicou que Ellie não precisaria casar com Charles se tivesse a irmã por perto para abrigá-la. Ele tem todos os itens que tornam um livro cativante. Com uma escrita envolvente, dinâmica e romântica que a Julia Quinn é especialista em fazer. É uma ótima recomendação para quem gosta de romances do gênero.

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segunda-feira, 10 de abril de 2017

Resenha dupla: “Série Bridgertons: O Duque e Eu – vol.1” (Julia Quinn)


Tradução de: Cássia Zanon

*Por Mary e Kleris*: Olá, nobres amigos!

Após tanto tempo na wishlist (e tantos elogios e amores dos leitores deste Brasil), Julia Quinn chega chegando aqui. Seu carisma nos guia fácil para uma série de livros que vale a pena desde o primeiro capítulo. Às vezes por saber que são vários livros, ficamos acanhados de começar algo novo e que se prolonga. Mas não com Julia; desde o começo já se sabe: nós vamos até o fim. Se você já tem certo tombo (ou um Gran Canyon inteiro) por romances históricos, considere-se condenada a cair nas graças de Quinn.




Em O Duque e Eu, somos apresentados a Daphne Bridgerton, uma jovem senhorita da sociedade londrina que, após duas temporadas, segue em busca de um marido, a fim de realizar seu maior sonho; e a Simon Basset, um duque libertino assombrado pelos traumas do passado que se recusa a ter tudo o que Daphne mais quer na vida, além de melhor amigo de Anthony Bridgerton. 
Simon olhou para ela com intensidade. Um sinal de alerta soou em sua mente. Ele a queria. Queria com tanto desespero que estava completamente tenso, mas jamais poderia seque chegar a tocá-la. Porque fazer isso seria destruir todos os sonhos dela, e, libertino ou não, ele não sabia ao certo se conseguiria olhar-se no espelho de novo se fizesse isso.
De uma situação que poderia suscitar um terrível escândalo, nasce uma bonita amizade entre Daphne e Simon, resultando em uma curiosa ideia: e se fingissem se cortejarem? Para ele, o plano significaria afastar as assustadoras mamães casamenteiras; para ela, atrair pretendentes mais interessantes. O surgimento de um inesperado sentimento, contudo, pode mudar tudo. Sempre pode. 
— Durma bem, meu querido – sussurrou.
Mas, quando ela começou a se mexer, um dos braços dele se enroscou nela.   — Você disse que ia ficar – falou ele em tom acusador.
— Achei que você estivesse dormindo!
— Isso não lhe dá o direito de quebrar uma promessa.
Olha, fazia muito tempo que eu não pegava um livro com ganchos tão bons. Sabe aqueles livros que a gente promete só mais um capítulo, mas nunca consegue largar? Uma cena pede a outra, uma página puxa outra e, quando menos esperamos, lá se foram cinco capítulos.

Fazia muito tempo que eu também não pegava um livro em que as páginas apenas voassem! Esse grande dinamismo é o encanto de Quinn. Sincericídio forte, na lata, que me lembrou ligeiramente Lisa Keyplas – quem preciso ler mais! – e sim, Austen. Sagaz à sua maneira, Quinn se dedica às conversações. Nelas descobrimos: Daphne é, com certeza, aquela donzela que você respeita.

Escrito em terceira pessoa, O Duque e Eu traz diálogos ágeis, até mesmo quando há mais de três personagens em cena. Julia Quinn utiliza recursos muito hábeis para diferenciar os personagens sem necessitar dizer claramente quem está falando. E sabe o mais impressionante? A gente reconhece quem é. Pelas marcas de linguagem, a forma de falar ou o tom utilizado, não ficamos perdidos no meio da discussão. E, de quebra, nos deliciamos com conversas dinâmicas, engraçadas e inteligentes. 
— Eu sei muito bem dos riscos – respondeu ela. — Colin veio comigo.
— Colin? – Simon virou a cabeça de um lado para o outro enquanto procurava por ele. — Eu vou mata-lo!
— Antes ou depois que Anthony atirar no seu peito?
— Ah, definitivamente antes – resmungou Simon. — Onde está ele? Bridgerton! – gritou.
Três cabeças muito parecidas se viraram para ele. Simon saiu pisando firme pela grama, com olhos mortais.
— Eu estava me referindo ao Bridgerton idiota.
— Acho que deve ser você – disse Anthony suavemente, acenando com a cabeça na direção de Colin.
O rapaz lançou um olhar letal para o irmão.
— E eu devia deixa-la em casa se esgoelando de tanto chorar?
O Duque e eu traz um combo de cenas para rir alto. E por isso, facilmente nos apegamos aos personagens – sem essa de maniqueísmos. Cada um tem seu momento de aparecer e conquistar, nem que seja por uma pontinha no enredo. Vez que é uma série de uma família, temos a certeza de que vamos vê-los novamente <3

Não creio que eu tenha cacife para comparar esta autora a Jane Austen, porque conheço muito pouco as obras de ambas. De qualquer modo, nenhum tipo de comparação é completamente positiva, por isso aconselho que você leia Julia Quinn por ela mesma, porque seu livro é excelente e ponto. Ela reúne todos os elementos mais sedutores dos romances de época: bailes, piqueniques, declarações apaixonadas, títulos nobiliárquicos e um delicioso enredo que prende o leitor do início ao fim.
— Sabem que acho que esta pode ser uma das noites mais agradáveis do ano? - anunciou Violet de repente. — Mesmo que minha filha mais nova não pare de atirar ervilhas para baixo da mesa. – continuou, olhando para Hyacinth.
Simon ergueu o olhar no momento exato em que a caçula gritou:
— Como a senhora sabe?
— Meus queridos filhos – disse ela –, quando vão aprender que eu sei de tudo?
 
Antes de encerrar, não poderia deixar de comentar o grande mistério deste primeiro livro da série Os Bridgertons: quem é Lady Whistledown? Se a história fosse contemporânea, eu apostaria todas as minhas fichas na Fabíola Reipert, mas como estamos no Séc. XIX, chuto Penélope Featherington.

Apelidada – por mim – de Lady GG (alô, Gossip Girl), penso que Lady Whistledown é alguém que ainda não deu as caras e ainda vai aprontar muito. Julia nos instiga de maneira tão espontânea e despretensiosa que mal posso esperar pra ver como ela vai trabalhar essa persona na série, que, ah!, está inteirinha publicada! Como se confere no site da editora (aqui), são 9 livros. Recomendo, aliás, deixar o próximo sempre ao lado J 
Contaram a esta autora que, na noite de ontem, o duque de Hastings mencionou nada menos que seis vezes que não tem planos de se casar. Se sua intenção era desencorajar as mães ambiciosas, ele cometeu um grave erro de avaliação. Elas simplesmente verão seus comentários como os maiores desafios. [...] CRÔNICAS DA SOCIEDADE DE LADY WHISTLEDOWN. 
Sendo assim, se você deseja se apaixonar perdidamente, sentir os ares aristocráticos da Londres de meados da primeira metade do Séc. XIX, visitar bailes e saraus, ficar vidrado nas páginas de um livro e só ir dormir de madrugada, depois de ter devorado a leitura de uma vez só, essa é a pedida certa!
— Acho que meus membros não estão funcionando direito – comentou ele.
— Seu cérebro não estáfuncionando direito! – retrucou Daphne. — O que vou fazer com você?
Ele olhou para ela e sorriu.
— Me amar? Você disse que me amava, lembra? – Franziu a testa. — Não acho que possa voltar atrás em algo assim.


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Ana Liberato