segunda-feira, 17 de janeiro de 2022

Resenha: "Black para sempre" (Sandi Lynn)

 

Tradução: Kenya Costa

Sinopse: Um homem marcado por uma tragédia e decidido a nunca se apaixonar. Uma mulher que vive cada dia como se não houvesse amanhã. Apesar da fama de devasso insensível de Connor Black, Ellery não consegue resistir à atração daquele mulherengo irritante que parece ser a sua alma gêmea. Quando Ellery se mudou com o namorado, Kyle, para Nova York, achou que pela primeira vez seria feliz, enterrando para sempre os dramas do passado. Ledo engano: um belo dia, o sujeito arruma as coisas e vai embora, alegando “precisar de espaço”. Sozinha e deprimida, ela mergulha de cabeça na pintura, sua grande vocação, até que uma noite ajuda um belo e misterioso bêbado a voltar para casa de uma boate. Mal sabe ela que o homem é ninguém menos do que o cobiçado milionário Connor Black. Ao encontrar Ellery em sua cozinha na manhã seguinte, presumindo que ela infringiu sua regra número um e passou a noite lá, ele fica furioso, mas ela o enfrenta como nenhuma mulher jamais enfrentou, deixando-o intrigado não apenas com sua coragem e independência, mas também com sua bondade. Entretanto, há uma tempestade a caminho. Ambos guardam segredos terríveis que podem destruir a relação tão rara e preciosa que construíram. Qual dos dois terá coragem de abrir o jogo primeiro – ou será que a própria vida fará isso de forma totalmente inesperada?


Por Jayne Cordeiro:  Em "Black para sempre" somos apresentado a Ellery, uma mulher que acabou de ser abandonada pelo namorado, e que ao sair com uma amiga para uma boate, acaba conhecendo Connor Black. O atraente homem estava muito bêbado, e ela decide ajudá-lo a chegar em casa. Na hora ela não sabia, mas Connor é um empresário muito rico, e com a inflexível ideia de não se envolver com ninguém, e muito menos deixar uma mulher passar a noite na sua casa.

Por isso ele não é nada simpático com Ellery quando a encontra na sua cozinha, no dia seguinte. Mas ele vai logo perceber que Ellery não é como as mulheres que está acostumado, e ela não tem receio de colocá-lo em seu devido lugar. Os dois vão acabar desenvolvendo uma amizade inesperada, e sentimentos que vão chocar com  seus planos para o futuro e traumas do passado.

Este livro foi lançado já algum tempo (2015), mas só agora tive a chance de ler. Ele trás elementos que fazem parte do clichê básico do CEO jovem e rico, que controla tudo, e da mocinha mais humilde, que não liga para o status dele. Mas aqui eu acho que a autora acertou em aproveitar um bom tempo para desenvolver o relacionamento dos dois. Eles não se envolvem de repente, e dá pra ver uma amizade surgir antes de tudo. O problema foi só que do meio para o final, ela acaba correndo demais para colocar tudo o que ela queria até o final do livro.

Gostei dos protagonistas, apesar de achar que a Ellery as vezes era intempestiva demais, onde fugia por tudo e jogava as coisas na parede. Mas ainda assim é uma personagem forte, que sofre bastante na vida, mas continua seguindo em frente. Connor também tem seu passado conturbado, que acaba não sendo tão explorado, mas sei que há um segundo livro que é o primeiro pelo ponto de vista dele, o que deve completar algumas coisas importantes.

Nesse livro temos romance, cenas hots, amizade, bastante drama, com um plot que foi bem inesperado, e que a autora desenvolve bem. Novamente, acho que alguns itens foram acontecendo muito rápido, o livro poderia ter mais páginas, e imagino que a autora não tinha pensado em fazer os dois livros que acabaram vindo depois. Mas ainda é um bom romance contemporâneo, que dá pra ler em um dia, se quiser. Que consegue prender o leitor e trazer uma boa diversão. 


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sexta-feira, 14 de janeiro de 2022

Resenha: "Fascínio da nobreza" (Lorraine Heath)

 

Tradução: Daniela Rigon

Sinopse: FANCY TREWLOVE sempre esteve determinada a cumprir o desejo de sua mãe de ver a filha casada com um nobre. Afinal, depois de todos os sacrifícios que a família fez por Fancy, era o mínimo que podiam esperar. Seu intelecto e sua formação a tornam a esposa perfeita para qualquer cavalheiro… desde que esteja disposto a ignorar sua origem escandalosa! Mas os planos da jovem são postos em xeque quando um plebeu misterioso começa a visitar sua livraria, e logo depois seus pensamentos, seus sonhos, seus planos para o futuro…

MATTHEW SOMMERSBY, o conde de Rosemont, está viúvo há um ano e vem sendo perseguido por praticamente todas as damas em idade de se casar. A última coisa que ele quer, porém, é uma nova esposa, ainda mais uma interessada apenas em seu título. Desesperado por um pouco de paz, ele foge de sua vida em meio à sociedade e acaba se tornando vizinho de uma certa livraria, cuja dona começa a lhe atrair mais do que qualquer título no catálogo.


Por Jayne Cordeiro: "Fascínio da Nobreza" é o quinto e penúltimo livro da série "Irmãos Trewlove", e é focado na caçula da família Fancy. Desde sempre, protegida pelos irmãos, que fizeram de tudo para dar a ela a melhor educação e oportunidades. Apaixonada por livros e dona de uma livraria e coração bondoso, ela deseja realizar o sonho de sua mãe de vê-la bem casada com um nobre, apesar de seu berço. O problema é que ao conhecer um lindo e encantador plebeu, ela precisará questionar o que realmente deseja para seu futuro.

Matthew é o conde de Rosemont, viúvo e pretendente ideal de todas damas da sociedade. Mas após um casamento que surgiu uma trapaça, a última coisa que quer é se casar com alguém que só deseja o seu título. Por isso ele decidiu morar em uma área mais afastada de Londres, onde ninguém sabe de seu título. Mas visitando uma livraria nas redondezas, ele conhece a cativante e doce Fancy, uma jovem que lhe atrai, mas que ele pretende ficar bem longe, quando descobre seu desejo de casar com um nobre. Mas parece difícil resistir ao convite que ela representa.

Eu gostei muito desse livro. Primeiro, porque me identifiquei muito com a Fancy, devido a sua paixão por livros. Com suas condições financeiras, naquela época, eu faria exatamente a mesma coisa. Ela é uma personagem com um ótimo coração, bondosa, altruísta, que sempre foi protegida, mas ensinada  como se defender, e que sabe como ir atrás do que quer. Matthew é um mocinho também encantador, atencioso, amante de livros, e que carrega uma desconfiança por todas as mulheres, mas não o deixa ser nada menos do que maravilhoso.

O romance dos dois se desenvolve bem, e eles combinam muito. É claro que a ideia de se fingir de plebeu não é bem uma novidade, e sabemos que não dá em coisa boa, mas o livro é muito gostoso de ler, e bem envolvente. Temos um gostinho dos personagens dos outros livros, e até da relação de alguns casais. A leitura é rápida, cativante, com a dose certa de romance e paixão. Estou curiosa para ver o que o último livro da série tem a oferecer, para encerrarmos com chave de ouro.


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segunda-feira, 10 de janeiro de 2022

Resenha: "Hearstopper Vol. 2 - Minha pessoa Favorita" (Alice Oseman)

 

Tradução: Guilherme Miranda

Sinopse: Charlie e Nick são melhores amigos, mas tudo muda depois que eles se beijam em uma festa. Charlie acredita que cometeu um grande erro e arruinou a amizade dos dois para sempre, e Nick está mais confuso do que nunca.

Mas aos poucos Nick começa a enxergar o mundo sob uma nova perspectiva e, com a ajuda de Charlie, descobre muitas coisas sobre o mundo que o cerca, sobre seus amigos ― e, principalmente, sobre ele mesmo.


Por Jayne Cordeiro: Em "Hearstopper Vol. 2 - Minha pessoa favorita", continuamos exatamente de onde a primeira Graphic Novel acabou. Charlie tomou coragem e beijou Nick, mas este está ainda mais confuso. Charlie acredita que irá perder o grande amigo para sempre. Como será que Nick irá lidar com o que aconteceu, e com suas próprias emoções? Enquanto faz essa análise, ele vai começar a questionar as pessoas e o meio onde vive.

Eu não consegui resistir para ler esse segundo volume. A história continua envolvente, doce e e fofa. Dá para ler em poucas horas e dá aquele quentinho no coração.  Os desenhos continuam seguindo o mesmo padrão, o que torna a história muito bonita visualmente. Apesar de curta, ela fala sobre romance, amizade, aceitação e comportamentos que aceitamos como normais, mas que não são. De forma simples e doce, esta graphic novel trás uma mensagem muito boa.

Os personagens secundário são também muito interessantes. principalmente os amigos de Charlie, e uma ex de Nick que ganhou direito a um conto no final. Temos aqui uma história curta, mas cheia de mensagens que devem ser semeadas. Tem momentos que você vai sorrir, comemorar e até chorar. É uma continuação perfeita para essa série, e já fico ansiosa para ler o volume 3, e pela série da Netflix.


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domingo, 9 de janeiro de 2022

Resenha: Romance gráfico "Grande Sertão: Veredas" (João Guimarães Rosa)

Por Thaís Inocêncio: Grande Sertão: Veredas é considerado uma das obras mais importantes da literatura brasileira. Publicado em 1956, o livro apresenta mais de 500 páginas sem capítulos e uma linguagem que, até hoje, é vista como inovadora, principalmente pela presença de neologismos (criação de palavras novas formadas por outras já existentes). 

Por isso, muita gente teme enfrentar esse clássico em sua forma original, cuja leitura, apesar de valer a pena, é desafiadora, não posso mentir. Para essas pessoas, a adaptação da obra em romance gráfico é uma excelente alternativa. Roteirizado por Guazzelli e com arte de Rodrigo Rosa, o livro em formato de quadrinhos é super fiel à obra original – isso porque não se pôde alterar nada da narrativa criada por Guimarães Rosa, apenas fazer cortes. 

Para quem não conhece a história, o romance é narrado em primeira pessoa por Riobaldo, um ex-jagunço que relembra suas lutas, seus medos, seus amores e suas dúvidas no sertão. E isso é tudo o que eu posso dizer. Aliás, aconselho àqueles que nunca tiveram contato com a obra e querem se aventurar por ela a não fazer nenhuma busca na internet para não dar de cara com revelações que fazem toda a diferença na experiência de leitura. 

O correr da vida embrulha tudo, a vida é assim: esquenta e esfria, aperta e depois desinquieta. O que ela quer da gente é coragem.

O romance gráfico torna a leitura de Grande Sertão: Veredas mais fácil que a do texto original na íntegra. Isso acontece, sobretudo, pelo auxílio das imagens, que dão ao livro um caráter de obra cinematográfica. É como se o leitor pudesse ver os personagens em ação, o que facilita o entendimento de todo o enredo. As ilustrações são muito bonitas e condizentes com a ambientação da obra. Além disso, os personagens têm traços característicos, o que permite ao leitor diferenciá-los com facilidade. 

O mais importante e bonito, do mundo, é isto: que as pessoas não estão sempre iguais, ainda não foram terminadas – mas que elas vão sempre mudando.

Outro ponto de destaque da adaptação são as cores utilizadas, com predominância de tons amarronzados, que remetem ao sertão, como se pode ver nestes exemplos:



Essa é uma obra riquíssima e inesgotável de sentidos. Sempre que se lê, se descobre um novo caminho, uma estrada não antes navegada. Cada vez que se encontra com esse texto, surge uma nova perspectiva das coisas. Conhecer Guimarães Rosa é conhecer uma parte importante da nossa cultura nacional. 

O real não está na saída nem na chegada: ele se dispõe pra gente é no meio da travessia.

Espero que tenham gostado e até a próxima!

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Resenha: "Blackout" (Nicola Yoon, Dhonielle Clayton, Tiffany D. Jackson, Nic Stone, Angie Thomas, Ashley Woodfolk)


Tradução de Karine Ribeiro

Sinopse: Seis autoras extraordinárias. Seis histórias de amor entrelaçadas. Uma noite que tinha tudo para ser um desastre ― mas acaba sendo brilhante.

Uma onda de calor causa um apagão em Nova York. Multidões se formam nas ruas, o metrô para de funcionar e o trânsito fica congestionado. Conforme o sol se põe e a escuridão toma conta da cidade, seis jovens casais veem outro tipo de eletricidade surgir no ar…Um primeiro encontro ao acaso. Amigos de longa data. Ex-namorados ressentidos. Duas garotas feitas uma para a outra. Dois garotos escondidos sob máscaras. Um namoro repleto de dúvidas. Quando as luzes se apagam, os sentimentos se acendem. Relacionamentos se transformam, o amor desperta e novas possibilidades surgem ― até que a noite atinge seu ápice numa festa a céu aberto no Brooklyn.

Neste romance envolvente e apaixonante, composto de seis histórias interligadas, as aclamadas autoras Dhonielle Clayton, Tiffany D. Jackson, Nic Stone, Angie Thomas, Ashley Woodfolk e Nicola Yoon celebram o amor entre adolescentes negros e nos dão esperança mesmo quando já não há mais luz.

Por Stephanie: Blackout foi um livro que me surpreendeu. Eu comecei a leitura pensando que encontraria uma antologia de contos, mas o que encontrei na verdade foi uma história completa, com vários pontos de vista vindos de diversos personagens, cada um vivendo seu romance em alguma parte da cidade de Nova York durante um apagão. E essa foi uma surpresa mais do que bem-vinda.

O ponto principal da obra (que é também o mais positivo) com certeza é a representatividade racial e sexual. Todos os personagens principais são negros e há dois casais LGBT+ (inclusive, o casal formado por dois meninos foi o que achei mais fofo). São histórias clichês e simples, mas que ganham um brilho especial por serem protagonizadas por pessoas fora do padrão que sempre vemos por aí em romances adolescentes.

É isso o que acontece quando encontramos a pessoa certa para amar. Quando alguém te ama, nenhum problema importa tanto. Porque amar é uma escolha que a gente precisa fazer todos os dias, mesmo quando o dia não sai como o planejado.

A escrita, ainda difira devido à cada autora responsável por um ponto de vista, consegue ser extremamente fluida e homogênea. Alguns capítulos são um pouco grandes demais, mas fora isso, eu achei uma leitura bem rápida, que é possível de se fazer até em um dia tranquilamente.

Fica a recomendação para todo mundo que quer um livro leve, gostoso de ler e que deixa aquela sensação de coração quentinho no final. Ah, e o livro físico brilha no escuro :)

Até a próxima, pessoal!

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Resenha: "Pequena coreografia do adeus" (Aline Bei)


Sinopse: Julia é filha de pais separados: sua mãe não suporta a ideia de ter sido abandonada pelo marido, enquanto seu pai não suporta a ideia de ter sido casado. Sufocada por uma atmosfera de brigas constantes e falta de afeto, a jovem escritora tenta reconhecer sua individualidade e dar sentido à sua história, tentando se desvencilhar dos traumas familiares.

Entre lembranças da infância e da adolescência, e sonhos para o futuro, Julia encontra personagens essenciais para enfrentar a solidão ao mesmo tempo que ensaia sua própria coreografia, numa sequência de movimentos de aproximação e afastamento de seus pais que lhe traz marcas indeléveis.

Escrito com a prosa original que fez de Aline Bei uma das grandes revelações da literatura brasileira contemporânea, Pequena coreografia do adeus é um romance emocionante que mostra como nossas relações moldam quem somos.

Por Stephanie: Pequena coreografia do adeus é o segundo livro da autora Aline Bei, que conquistou crítica e público com seu primeiro trabalho, O peso do pássaro morto. Eu já estava completamente convencida do talento de Aline quando li O peso, mas, ao finalizar Pequena coreografia, tive ainda mais certeza de que essa autora é uma das vozes literárias mais importantes de sua geração.

Escrevo esta resenha ouvindo Spit of you, de Sam Fender, um cantor pelo qual sou apaixonada e estou obcecada nos últimos dias. A canção fala sobre a dificuldade que o eu lírico tem de se comunicar com seu pai, ainda que o ame muito. E, por mais que o foco de Aline não seja exatamente essa relação em sua obra, e sim a de mãe e filha, acho que esse livro tem a mesma melancolia da música e ambos se complementam de alguma forma. Recomendo ouvirem e assistirem ao clipe, que é maravilhoso.

Agora, focando mais na minha opinião sobre a obra de Aline, é impossível não destacar a sensibilidade que permeia as páginas do começo ao fim. Em O peso, me lembro de sentir cada parágrafo como um soco, pesado e seco. Aqui, mesmo ainda abordando temas difíceis como abandono parental e violência doméstica, Aline parece quase fazer um carinho no leitor com sua prosa (que é quase verso, devido à sua estrutura diferenciada). E esse mesmo carinho se estende, de alguma forma, à protagonista Julia, uma jovem que está passando pelo momento mais conturbado de sua vida enquanto tenta se encontrar num mundo que também não é muito gentil com ela.

Em vários momentos eu me vi em Julia. Assim como ela, sou filha de pais separados, e por mais que eu (felizmente) nunca tenha passado pela maioria das situações que ela passou e tenha uma relação saudável com os meus pais, consegui entender perfeitamente suas dúvidas e anseios ao longo da leitura. A sensação de abandono emocional, as tentativas de aproximação, os dilemas… todas as reflexões dela me soaram muito críveis e condizentes com o que ela estava vivenciando.

A mãe de Julia certamente é a personagem mais enigmática e tridimensional da obra: uma mulher fria que definitivamente não deveria ter se tornado esposa e nem muito menos mãe, mas que mesmo com tantas atitudes odiosas acaba nos despertando empatia em certos momentos. Eu senti tanta raiva e desprezo por ela, mas ainda assim consegui entender um pouco como ela se tornou aquela pessoa.

Já o pai foi um personagem que me causou muita raiva também, mas por motivos diferentes. A apatia dele em relação à Julia me deu vontade de gritar em diversos momentos e mostrou como muitos homens ainda não se sentem tão responsáveis por seus filhos como as mulheres/mães. E esse pensamento claramente é fruto de uma sociedade sexista que sempre coloca nos ombros das mulheres um peso muito maior do que o considerado justo.

Acho que deu pra perceber o quanto eu gostei desse livro, né? Tanto que se tornou um dos meus livros favoritos de 2021. Recomendo muito, desde que o leitor se atente aos gatilhos. Não vejo a hora de poder ler mais trabalhos da Aline.

a gente pensa que conhece as pessoas

a gente se apega ao que imaginamos que conhecemos delas

mas no fim o que cada um constrói com o outro

 quando não estamos no recinto

é um Mistério.

Confira também a resenha da Thaís, colaboradora do DB que também adorou o livro, clicando aqui!

Até a próxima, pessoal!

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sábado, 8 de janeiro de 2022

Resenha: "Por que escrevo" (George Orwell)


Tradução de Claudio Marcondes

Sinopse: Breve coletânea de um dos maiores ensaístas contemporâneos, Por que escrevo traz textos sobre o poder dos livros e da leitura, a importância da linguagem e a necessidade de se escrever. Tudo isso com a habilidade característica do autor de 1984.

Seja demonstrando a falácia da linguagem política, dissecando o preço real dos livros ou proclamando verdades dolorosas sobre a guerra, os ensaios de George Orwell são atemporais e mostram sua relevância para qualquer período, país ou leitor.

Ao falar sobre o poder da escrita, o autor de A fazenda dos animais e 1984 analisa não só a própria produção, como também o papel que a literatura ― em seu sentido mais amplo ― exerce tanto na formação política do indivíduo quanto em sua forma de enxergar o mundo.

Incluindo os ensaios Por que escrevo, Política e a língua inglesa, Livros vs. cigarros e O leão e o unicórnio, esta edição traz uma seleta dos ensaios mais emblemáticos de um dos principais pensadores modernos.

Por Stephanie: Eu adoro a escrita do George Orwell. Admiro muito como ele consegue transmitir ideias com uma prosa simples. E neste pequeno livro de ensaios, intitulado Por que escrevo (assim como o primeiro dos quatro textos da obra), é possível ver essa característica do autor em sua forma mais pura.

Todas as linhas das obras sérias que escrevi a partir de 1936 foram escritas, direta ou indiretamente, contra o totalitarismo e a favor do socialismo democrático [...].

Eu havia me interessado por esse livro pois acreditava que falaria a fundo sobre o processo de escrita, mas na verdade é uma obra muito mais política. Orwell discorre bastante sobre seus pensamentos a respeito da guerra, do capitalismo, socialismo, fascismo… e no meio de tudo isso, também fala um pouco sobre escrita, dando inclusive algumas (poucas) dicas para aspirantes a escritor.

Como eu já imaginava, foi muito fácil me deixar levar pela escrita do autor. Marquei diversas passagens ao longo da leitura, pois vários momentos foram impactantes e reflexivos para mim. Percebi que concordo muito com as visões de Orwell, e por esse motivo eu devo gostar tanto de suas obras de ficção.

Revolução não significa bandeiras vermelhas e confronto nas ruas; significa uma mudança fundamental no poder.

Porém, ainda que tenha sido uma experiência positiva, tenho que confessar que o primeiro ensaio foi o meu favorito, e o último, o mais difícil de ler pra mim. Acredito que Orwell foi me perdendo conforme se aprofundava demais em aspectos muito políticos, e talvez isso se deva pelo meu conhecimento que não é tão vasto assim no que tange a esses assuntos.

[...] Tudo o que sei é que os homens certos vão surgir quando o povo realmente os quiser, pois são os movimentos que fazem os líderes, e não o contrário.

Se você procura um livro sobre política com uma linguagem acessível, fica a recomendação!

Até a próxima, pessoal :)

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sexta-feira, 7 de janeiro de 2022

Resenha: "Belo mundo, onde você está" (Sally Rooney)

Tradução de Débora Landsberg.

Por Thaís Inocêncio: Eu nunca gostei muito de filmes ou livros "parados", aquelas histórias sem muitas ações ou reviravoltas, porque esse tipo de narrativa não costuma prender a minha atenção. Encontrei uma exceção no meio do meu caminho: as obras da escritora Sally Rooney.

Depois de ter lido Pessoas normais e gostado do estilo peculiar de escrita e da construção dos personagens, eu estava ansiosa por mais uma história da autora. E ela não me decepcionou; pelo contrário: esse foi um dos meus livros favoritos de 2021. 

É até difícil de construir uma sinopse, porque nesse livro não acontece nada, mas ele fala sobre tudo. A história se passa na Irlanda e relata, principalmente, a vida de três amigos: Alice, Eileen e Simon. Alice é uma romancista que se mudou de Dublin para uma cidadezinha irlandesa litorânea. Lá, por meio do Tinder, ela conhece Félix, com quem passa a se relacionar. Eillen e Simon, amigos de Alice, vivem em Dublin e se conhecem desde crianças. Eles nutrem fortes sentimentos um pelo outro, mas, por muito tempo, não têm coragem suficiente para deixá-los florescer (se você leu Pessoas normais, talvez veja um pouquinho de Marianne e Connell aqui). 
Talvez a gente tenha nascido para amar e se preocupar com quem a gente conhece, para continuar amando e se preocupando mesmo quando temos coisas mais importantes para fazer. [...] E amo esse aspecto da humanidade, e de fato é por esse exato motivo que torço para que sobrevivamos – porque somos uns idiotas em relação aos outros.
O livro é isso: o cotidiano, as relações e os pensamentos dessas quatro pessoas. A beleza e a grandiosidade da história estão no fato de a autora conseguir universalizar esses personagens. É como se eles passassem pelos dilemas e questionamentos que atravessam quase todo ser humano contemporâneo na casa dos trinta anos. Talvez por isso eu tenha gostado tanto – porque eu me identifiquei muito. 

Como Alice e Eileen não moram mais tão perto desde que a escritora se mudou de Dublin, as duas se comunicam bastante por e-mail – e eles são a melhor parte do romance. Nessas conversas, que são como monólogos, já que não há uma resposta imediata, elas refletem sobre amizade, sexo, religião, política, consumismo, relações de poder e de trabalho, mudanças climáticas e outras questões ambientais e o futuro do planeta de modo geral. Por meio desses e-mails, Sally Rooney consegue traduzir muitos dos nossos pensamentos a respeito do mundo (em diversos momentos eu me vi gritando "É ISSO" enquanto lia essas mensagens). A compreensão da autora sobre o universo que nos cerca na atualidade é o que mais me impressiona.
E se o sentido da vida na terra não for o progresso eterno rumo a um objetivo indefinido – a engenharia e a produção de tecnologias cada vez mais poderosas; o desenvolvimento de formas culturais cada vez mais elaboradas e abstrusas? E se essas coisas ascendem e recuam naturalmente, como marés, enquanto o sentido da vida continua sempre o mesmo – só viver e estar com outras pessoas?
Mas a história fala, sobretudo, de relacionamentos. Convenhamos que, embora o ser humano seja um ser social, não é simples se relacionar com as pessoas. Uma boa relação demanda diálogo e transparência, o que às vezes falta na dinâmica desses personagens, acarretando mágoas, ressentimentos, arrependimentos e frustrações. Mas os relacionamentos também envolvem compreensão, parceria e amor, o que faz com que eles valham a pena. E eu gosto muito da mistura de melancolia e otimismo que esse livro proporciona. 
Se Deus queria que eu abrisse mão de você, ele não teria feito de mim quem eu sou.
É importante destacar, porém, que o estilo de escrita da autora se mantém aqui, com parágrafos longos e diálogos sem nenhuma diferenciação, o que exige muita atenção do leitor. Mas, depois de mais essa história, Sally Rooney tem toda a minha atenção. Eu ainda preciso ler o primeiro romance da autora, Conversa entre amigos, mas ele já está à minha espera na estante.

Espero que tenham gostado e até a próxima!

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quinta-feira, 6 de janeiro de 2022

Resenha: "Mordida" (Sarah Andersen)


Tradução de Sofia Soter

Sinopse: Em seu novo livro, Sarah Andersen traz uma história de amor inusitada entre uma vampira e um lobisomem, com a linguagem em quadrinhos que já conquistou milhares de fãs na internet e nas livrarias.

Em seus trezentos anos de vida, a vampira Elsie nunca encontrou um par perfeito. Tudo muda quando ela conhece Jimmy, um lobisomem encantador, com uma forte tendência a sair correndo por aí na lua cheia. Cada qual com seus hábitos incomuns, juntos eles levam uma vida de casal deliciosamente macabra, curtindo filmes de terror e livros de suspense, fazendo passeios à sombra e saciando seu apetite voraz em jantares refinados (sem alho!).

Com traço gótico, humor ácido e repleto de romantismo, Mordida retrata os dramas reais de se apaixonar por alguém perfeito para você – mas ao mesmo tempo muito diferente. Em edição de luxo, com capa dura de tecido e laterais pintadas de preto, este é um livro de morrer.

Por Stephanie: O que falar desse livrinho que eu li em minutos e mesmo assim se tornou um dos meus favoritos de 2021? Eu já conhecia o trabalho da Sarah Andersen pelas redes sociais dela, mas nunca havia lido nenhum de seus livros. E fico muito feliz de ter começado por esse, que tem uma temática que eu amo (vampiros/lobisomens), com um humor mórbido na medida certa.

Eu fiquei encantada por esse casal, pois mesmo sendo seres sobrenaturais, eles têm alguns dilemas parecidos com casais humanos (sim, é possível). Como o livro é extremamente curto, é muito difícil falar sem mostrar nada, então abaixo vocês podem ver algumas das páginas dessa edição lindíssima da Editora Seguinte:



Seja para quem já conhece ou para quem nunca teve contato com os trabalhos de Sarah, Mordida é uma ótima pedida para quando precisamos de uma leitura rápida e que nos deixará com um sorriso no rosto ao final. Eu com certeza farei várias releituras nos próximos anos! E claro que não vejo a hora de ler as outras obras da autora, que não duvido que sejam tão boas como essa.

Até a próxima, pessoal!

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quarta-feira, 5 de janeiro de 2022

Resenha: "Amor, mentiras e rock & roll" (David Yoon)

 

Tradução: Lígia Azevedo

Sinopse: Sunny Dae é nerd ― e com orgulho. Essa é a fama que ele e seus dois melhores amigos conquistaram na escola, onde curtir RPG definitivamente não é visto com bons olhos. E estava tudo bem, até Sunny conhecer Cirrus Soh, a garota mais descolada e confiante que ele já viu. Quando Cirrus acha que o quarto do irmão de Sunny é na verdade o dele, o garoto não consegue corrigir o engano. Com os olhos dela brilhando ao ver as guitarras e os pôsteres de rock na parede, ele acaba dizendo que tem uma banda ― embora não saiba nem segurar uma guitarra, ops.

Agora sua única esperança para sustentar a história e conquistar Cirrus é fazer com que seus amigos nerds topem participar de seu plano maluco de tornar essa banda realidade, vestindo as roupas que o irmão mais velho deixou para trás quando se mudou para Hollywood e ensaiando na sala de música da escola. O problema é que logo Sunny descobre que a vida de um rockstar mentiroso não é só fama e glória…


Por Jayne Cordeiro: Em "Amor, mentiras e rock & roll", somos apresentados a Sunny, um rapaz que carrega todo o estereótipo de ser nerd, do tipo que joga RPG, e é o excluído da escola. Mas ele está acostumado com isso e é feliz assim, junto com seus dois melhores amigos, Milo e Jamal. Mas um dia ele acaba conhecendo Cirrus, uma garota descolada e fã de rock, que confunde o quarto do irmão de Sunny, um verdadeiro cantor de banda de rock, com o dele.

Sunny não consegue desfazer o engano, quando percebe o interesse de Cirrus, e agora ele está preso na mentira em que tem uma banda de rock com os dois amigos, e que é uma pessoa bem descolada. É claro que a mentira vai ganhando proporções cada vez maiores, mas Sunny não quer perder a garota que conquistou seu coração. Mas ele vai acabar percebendo que no mundo do rock e das mentiras, nada é tão fácil...

Para começar, eu gostei muito da capa desse livro,  e adoro a ideia da editora de trazer uma legenda, e gráfico, no fundo livro, comentando que veremos nele. Aqui temos um protagonista com ascendência não americana, que sofre um pouco com o preconceito, mas o foco do livro não é esse. Partindo para os pontos que me incomodaram um pouco, um deles foi que eu acreditava que o livro seria mais divertido, do que realmente foi. Na verdade, eu acabei não gostando de toda a mentira que o Sunny inventou. Jogar os amigos na enrascada, colocar em risco um outro projeto do trio, por uma garota, é algo que um adolescente faria, mas mesmo assim, foi algo que me fez não gostar tanto do protagonista.

E o pior, é que a mocinha não me comprou. Se o casal fosse fofo, maravilhoso junto, eu até aceitaria a justificativa para toda a encenação, e ficaria ansiosa para o casal sobreviver a tudo. Mas para mim, Cirrus foi a personagem mais fraca de todo o livro. Sem profundidade, até quando o autor tentou mostrar seu drama de ficar sempre se mudando. Na verdade, meus personagens favoritos foram os amigos Jamal e Milo, que seriam os responsáveis por dar um ar mais leve e divertido ao livro, os pais do Sunny (que nem aparecem tanto) e o irmão dele Gray, que adoraria um livro só para ele.

Mas o livro também tem ótimas qualidades. A escrita é boa, os diálogos são interessantes. Temos aquele cinismo que é presente em muitas produções com adolescentes. Referências populares, temas bem emocionais sobre aceitação, formação de identidade, duelo entre sonhos x sucesso x estabilidade. Como o título do livro já diz, há muitas referencias ao rock, quando a artistas, ritmos, manipulação de instrumentos musicais, formação de banda. Foi um livro que eu li muito rápido, e que gostei. Não virou um favorito para mim, mas acredito que seja um caso de gosto particular de cada. Mas com certeza vale a tentativa, para quem gosta do gênero YA.


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segunda-feira, 3 de janeiro de 2022

Resenha: "Heartstopper - Dois Garotos, um encontro" (Alice Oseman)

 

Tradução: Guilherme Miranda

Sinopse: Charlie Spring e Nick Nelson não têm quase nada em comum. Charlie é um aluno dedicado e bastante inseguro por conta do bullying que sofre no colégio desde que se assumiu gay. Já Nick é superpopular, especialmente querido por ser um ótimo jogador de rúgbi. Quando os dois passam a sentar um ao lado do outro toda manhã, uma amizade intensa se desenvolve, e eles ficam cada vez mais próximos.

Charlie logo começa a se sentir diferente a respeito do novo amigo, apesar de saber que se apaixonar por um garoto hétero só vai gerar frustrações. Mas o próprio Nick está em dúvida sobre o que sente ― e talvez os garotos estejam prestes a descobrir que, quando menos se espera, o amor pode funcionar das formas mais incríveis e surpreendentes.

Por Jayne Cordeiro: "Heartstopper - Dois garotos, um encontro" é uma história em quadrinhos, onde conhecemos Charlie Spring, um adolescente que já sofreu muito bullying por ter se assumido gay. Hoje ele leva uma vida mais tranquila, focada nos estudos. E em uma das aulas, ele acaba sentando com Nick Nelson, um popular jogador de rúgbi da escola, e hétero.

Mas da convivência surge uma bela amizade. E cada um deles vai precisar lidar com as consequências de seus sentimentos. Charlie, que está apaixonado por um garoto aparentemente hétero, e Nick que nunca se imaginou gostando de outro menino, mas não consegue tirar o amigo da cabeça.

Faz muito tempo que eu não leio nada em quadrinhos, mas decidi dar uma chance para essa história, e não me arrependo. Adorei a forma como os quadrinhos são colocados, fugindo um pouco daquela regra de um quadrinho do lado do outro. O uso de poucas cores dá um ar doce e simples a história, o que também foi outro ponto positivo. Na verdade, eu só posso definir essa história como doce e fofa. Ela se desenvolve de um jeito bem construído, e dá pra ler em uma tarde. Já existe o volume 2 aqui no Brasil, e estou ansiosa para ler.

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sexta-feira, 31 de dezembro de 2021

Resenha: "Uma princesa em Tóquio" (Emiko Jean)

 

Tradução: Raquel Nakasone

Sinopse: Izumi Tanaka nunca sentiu que pertence ao lugar onde vive. Afinal, ela é uma das únicas garotas com ascendência japonesa em sua cidadezinha natal, no norte da Califórnia. Criada apenas pela mãe, as duas sempre foram muito unidas ― até Izzy descobrir que seu misterioso pai é ninguém mais, ninguém menos do que o príncipe herdeiro do Japão. O que significa que Izumi é literalmente uma princesa.

Não demora muito até a família imperial japonesa ir atrás de Izzy e ela partir em uma viagem para Tóquio. Em meio a confusões com um jovem guarda-costas mal-humorado (apesar de lindo!) e com primos envolvidos em diversas polêmicas, a garota vai perceber que a vida da realeza está longe de ser só glamour. E, enquanto tenta conhecer o pai, talvez acabe encontrando a si mesma.

Por Jayne Cordeiro: "Uma princesa em Tóquio" nos apresenta Izumi, uma jovem de ascendência japonesa que vive em uma cidade pequena na Califórnia. Além de sofrer um tratamento diferenciado por ser uma das poucas de ascendência não americana, ela ainda sente falta de conhecer seu passado, já que nunca soube quem é o seu pai. Mas ela acaba descobrindo a verdade, onde é filha do príncipe herdeiro do Japão. 

A partir disso, a vida de Izumi muda, com ela sendo seguida por jornalistas, e viajando para o Japão, para conhecer seu pai e sua família. Tentando se adequar as expectativas e responsabilidades de ser uma princesa, ela precisa criar laços com o homem que nunca soube da sua existência, um guarda imperial bonito, mas calado, e com parentes que podem ajudar ou atrapalhar sua adaptação à realeza.

Eu fiquei muito animada em ler esse livro, porque ele me lembrou muito "Vermelho, branco e sangue azul", "Como sobreviver à realeza" e "Sua alteza Real". E como esses mesmos livros, eu não me decepcionei. Não consegui largar "Uma princesa em Tóquio" até acabar o livro, e só posso dizer que estou apaixonada por ele. Eu já gosto muito da cultura japonesa, e esse livro conseguiu trazer mais informações sobre essa cultura milenar e tão interessante. Para quem também não está familiarizado com ela, esse livro vai ser uma ótima base.

A escrita da autora é divertida, com a quantidade certa de drama e romance. Nossa mocinha é desbocada, divertida, mas sempre disposta a ajudar aos outros, e com uma grande necessidade de se enturmar e ser aceita. Adorei a forma como a inserção da Izumi aconteceu no Japão, e as relações entre os parentes e ela. A relação dela com o pai, acontece de uma maneira muito real, considerando toda a situação.

Também é fácil se apaixonar pelo Japão e por Akio, o bonito guarda imperial, responsável por tomar conta de Izumi, e que também possui suas próprias dúvidas. Foi um livro muito gostoso de ler, com diversão e drama na medida certa, e que nos fez querer ser amigo da Izumi e seu grupo, e fazer parte dessa família real pouco explorada, mas cheia de histórias para contar.


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sexta-feira, 24 de dezembro de 2021

Resenha: "A Sedução da duquesa" (Lorraine Heath)

 

Tradução: Daniela Rigon

Sinopse: Aiden Trewlove está acostumado a apresentar o pecado e o vício às damas mais ousadas da sociedade londrina em seu clube exclusivo para mulheres, mas sempre se mantém a uma distância segura, sem quebrar sua regra de se envolver com a clientela ― ou pior, com a nobreza. No entanto, quando uma beldade mascarada aparece em seu clube certa noite, ele não consegue resistir à tentação de se aproximar. E fica ainda mais atraído quando ela lhe faz uma oferta pecaminosa, capaz de fazê-lo esquecer todas as suas regras. Selena Sheffield, duquesa de Lushing, acaba de ser tornar viúva. Em seus seis anos de casada, nunca conheceu paixão ou soube o que era amar. E, apesar das aparências, não está no Clube Elysium para isso. Ela tem um objetivo claro, e o futuro de sua família depende de seu sucesso. Mas, à medida que começa a percorrer uma jornada de descobertas e prazeres inomináveis com Aiden, fica cada vez mais difícil para Selena lembrar de seus deveres.


Por Jayne Cordeiro: Em " A Sedução da duquesa" temos mais um irmão Trewlove como protagonista. Desta vez é Aiden, o dono de um clube exclusivo para mulheres, filho bastardo de um conde, e que tem como regra não se envolver com a nobreza. Mas ele acaba atraído por uma cliente misteriosa, que se aproxima com um desejo difícil de recusar. A misteriosa mulher é Selena Sheffield, duquesa de Lushing, que ficou viúva a poucos dias, de um casamento repleto de amizade e companheirismo, mas nenhum amor. Agora ela tem um objetivo, que definirá o destino dela e de sua família. Mas ela não esperava pelas emoções que Aiden lhe causariam.

Já li vários livros da Lorraine Heath, e alguns nem publicados ainda por aqui, e é difícil achar um que não seja muito bom, ou que não traga uma história interessante e uma premissa única. E novamente, a autora conseguiu trazer uma história envolvente, com personagens que precisam tomar decisões importantes, e incomuns para um romance de época. Sou apaixonada por essa família Trewlove, por terem um estilo de vida mais liberal, devido a não serem nobres.

Neste livro, a autora também aproveita para falar mais um pouco sobre o impacto de ser bastardo na vida das pessoas da época, e sobre como eram muitos relacionamentos entre nobres e com suas amentes. Gostei do casal, pois são dois personagens fortes, ligados a família e bem empáticos. Selena está em uma situação bem complicada, mas é o tipo de coisa que Aiden entenderia, considerando seu passado.

Temos a aparição de outros membros da família, e estou bem curiosa para saber como serão os próximos livros, que já foram lançados, e tentarei trazer meus comentários logo. Continua sento uma série muito gostosa de ler, uma leitura rápida e cheia de romance e drama. Vale muito a pena conferir essa série, se você ainda não leu.


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sexta-feira, 17 de dezembro de 2021

Resenha: "Billy Summers" (Stephen King)

 

Tradução: Regiane Winarski

Sinopse: Billy Summers é o homem com a arma; um assassino de aluguel e um dos melhores atiradores do mundo. Mas ele tem um critério: só aceita o serviço se o alvo for realmente uma pessoa ruim.

Agora, Billy quer se aposentar, mas antes precisa realizar um último trabalho. Veterano da guerra no Iraque e um mágico quando se trata de desaparecer depois do crime, o hábil assassino tinha tudo planejado. Então, o que poderia dar errado?
Basicamente tudo.
Quando Billy se acomoda em uma cidadezinha do interior, disfarçado como um escritor tentando superar um bloqueio criativo enquanto espera seu alvo ser transferido para julgamento, ele não imagina a trama de traições, perseguições e vingança que o aguarda.

Por Jayne Cordeiro: Billy Summers é um assassino de aluguel, que se tornou especialista em tiro ainda no exercito. Ele possui como regra só matar pessoas ruins, e agora está no seu último e grande trabalho, para se aposentar. Nesta missão, ele precisa ficar em uma cidade pequena, disfarçado de escritor, enquanto espera o grande momento. Enquanto assume seu personagem, Billy acaba aproveitando para escrever e contar sua história. Mas nem todo o planejamento, pode evitar que as coisas possam dar errado, e Billy terá que tomar decisões importantes, sobre até onde irá para acertar as coisas.

Eu gosto muito da escrita do Stephen King, mas nunca tinha lido nada dele que não fosse do gênero terror. "Billy Summers" já segue mais para o estilo suspense policial. Acompanhamos todo o desenvolvimento do personagem, no seu papel fictício, e nos relatos do seu passado, e depois, partimos para parte em que o assassinato deve acontecer, e o que vem a seguir.

Eu achei o livro bem interessante, e mas eu teria reduzido bastante a primeira parte. É quase como ter dois blocos bem delimitados: Antes do assassinato e Depois do assassinato. E a parte "Depois" foi bem melhor. Bem mais dinâmica, com boas participações de outros personagens. Todo o enredo dessa parte prende o leitor, porque precisamos saber o que irá acontecer. Para mim, a primeira parte ficou um pouco cansativa, sem atrativos, e a  maior parte que  narra o passado de Billy, parece ter ficado um pouco solta.

Foi um livro que conseguiu me prender do meio para fim, e o final pareceu bem coeso com tudo o que o livro se propõe, mas deu uma leve sensação agridoce. Mas o livro é bom, e a escrita do autor continua ótima, mesmo sendo um gênero diferente. As avaliações do livro são boas, mas não diria que é um dos melhores livros dele. Mas acredito que seja uma daquelas obras que vai ter quem goste e quem não.


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segunda-feira, 6 de dezembro de 2021

Resenha: "A Rainha do Nada" (Holly Black)

 

Tradução: Regiane Winarski

Sinopse: Ele será a destruição da coroa e a ruína do trono.O poder é mais fácil de adquirir do que de manter. Jude aprendeu a lição mais difícil de sua vida quando abdicou do controle do Rei Cardan em troca de um poder imensurável.Agora, ela carrega o outrora impensável título de Grande Rainha de Elfhame, mas as condições são longe de ser ideais. Exilada por Cardan no mundo mortal, Jude se encontra impotente e frustrada enquanto planeja reivindicar tudo que Cardan tomou dela.A oportunidade surge com sua irmã gêmea, cuja vida está em perigo. Para salvá-la de uma situação tenebrosa envolvendo Locke, Jude decide voltar ao Reino das Fadas se passando por Taryn. Antes disso, porém, ela precisa confrontar os próprios sentimentos contraditórios pelo rei que a traiu.No entanto, ao voltar a Elfhame, Jude constata que tudo mudou. A guerra está prestes a eclodir, e ela caminha próximo a seus inimigos. Será que ela vai ser capaz de resgatar a Coroa e o amor incondicional de Cardan, ao mesmo tempo que destrói os planos de seus inimigos? Ou será que tudo está perdido para sempre?


Por Jayne Cordeiro: Em "A Rainha do nada", último livro da trilogia "O Povo do Ar", Jude está exilada de Elfhame, vivendo no mundo mortal. Ela não imaginava que sei título de rainha não seria suficiente para garantir sua posição no reino, e agora lida com os sentimentos contraditórios, relacionados à Cardan. A chance de voltar a Elfhame surge, quando sua irmã gêmea precisa de sua ajuda, para lidar com o marido Locke. Se passando por Taryn, Jude terá a chance de voltar ao reino e perceberá que as coisas andam bem complicadas, com o risco iminente de guerra contra seu pai de criação Madoc.

Posso dizer que esse livro foi a conclusão perfeita para a trilogia. Temos uma história carregada de emoções, com todas as relações intensas e complicadas entre Jude e seus familiares, além de Cardan. O peso de uma guerra, talvez difícil de vencer, paira sobre os personagens, com o desenvolvimento de planos e jogadas, como no xadrez. Jude precisa utilizar ainda mais sua inteligência, para garantir que o trono continuará nas mãos dela e de Cardan. Outros personagens também conseguem ganhar certo destaque, e não dá para descolar do livro, até chegar na última página.

O livro conseguiu manter a tensão no alto, com ótimos diálogos, interações e surpresas. Finalmente, pude ter um gostinho maior de Jude e Cardan juntos, e queria ter ainda mais disso, mas o livro é rápido, com muita coisa acontecendo. Mas não pensem que o livro é rápido e superficial. Aqui, ainda temos uma história envolvente, cheia de nuances, e com reviravoltas, como foi a marca registrada de toda a série. Foi uma ótima conclusão para a trilogia, apesar que temos um livro extra, que trás algumas cenas que se passam antes, durante e depois dessa trilogia. 


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Ana Liberato