segunda-feira, 15 de julho de 2019

Resenha: "De Espaços Abandonados" (Luisa Geisler)


Por Kleris: Uau. Perplecta estou. Surtada fiquei. E palavras encontrarei, porque preciso falar desse livro.

Conhecido por desafiar os limites da ficção, De Espaços Abandonados nos coloca frente a mais possibilidades de feitura ficcional até então inimagináveis. Luisa tornou possível a formação de um romance em um... romance. E romance esse de formação.

Inception sim. Mas vamos por partes. 
Tudo o que está na terceira pessoa aconteceu. E se sabe que aconteceu porque o(a) narrador(a) é onisciente e confiável. O(a) narrador(a) é sempre confiável. O(a) narrador(a) não mentiria sobre aonde ele vai durante a noite. O(a) narrador(a) pode ver. E tudo o que está na terceira pessoa aconteceu com certeza. Aconteceu porque eu sei que aconteceu.

O enredo retrata a busca de Caio por Maria Alice, sua irmã, que viajou à procura da mãe, Lídia, que fugiu de casa e pelo tempo de desaparecimento, foi dada como morta. Lídia é bipolar, então constantemente Maria Alice e Caio, desde pequenos, assumiram responsabilidades quanto a cuidar da mãe. Ainda nesse papel, Maria Alice jura de pé junto que descobriu o paradeiro de Lídia, em Dublin, e parte nessa viagem.

É pela jornada de Maria Alice que entendemos mais sobre essas buscas, as relações familiares, o que a move (ou não move), seus planos e seu senso quanto ao panorama. Através dela somos levados também a outras pessoas e histórias, já na Irlanda, onde conhece estudantes brasileiros, como Maicou, Bruna e Caetano, com quem divide um apartamento. Todos, pelo jeito, estão tentando dar um jeito na vida. 
Costumava ser a criança que era “uma promessa” e que “tinha futuro” e que “ia dar certo”, mas aí. Sei lá.

O pulo do gato do livro é como o enredo é apresentado ao leitor: são fragmentos que funcionam como pistas para ligarmos os pontos, o que torna a leitura um tanto investigativa e ao mesmo tempo desafiadora, pois esses mesmos fragmentos são pedaços de uma narrativa dentro do próprio livro com múltiplas vozes narrativas. E esses fragmentos são registros e vivências que precisam de nossa costura (como um manuscrito inacabado), algo que não é fácil, mesmo com todas as sugestões no ar e mesmo com o manual que existe dentro do livro. 
“Imigrantes. Todos nós o somos, hoje. Quando a viagem não nos move, é o entorno que nos foge, o que dá no mesmo. Ficamos então parados, com tudo o mais indo, imigrantes a tentar entrar, todos os dias, em nós mesmos.”
Elvira Vigna, O que deu para fazer em matéria de história de amor.

Ler De Espaços Abandonados é se sentir constantemente perdido, bugado (modo HARD), e ainda assim instigado, perguntando-se sobre o que está acontecendo, se o que nos é apresentado vale para todo o contexto, se a narrativa está nos enganando, se a gente está no paralelo certo, qual é o sentido do rolê, e, claro, uma busca alucinada sobre o destino dos personagens. Como já disse a própria autora em entrevistas, é um livro esquisito e de leitura esquisita.

Isso quer dizer que o livro demanda um pouco de seu leitor. Por quebrar e reconstruir o script de um romance, pede-se um leitor mais experiente, mais solto e disposto a sair da zona de conforto. E que saiba inglês também, porque há conversações e referências quando vivemos com os imigrantes. Quem tem alguma experiência com escrita criativa pode ter umas vantagens – vai se situar melhor, entender as razões de algumas coisas e, por que não, se identificar nas mil e umas anotações.
dfghjkl.rtf
O dia em que Brasileiro desembarcou na Irlanda era verde com cheiro de cerveja. As pessoas se abraçavam. As pessoas sorriam muito. Bebia-se muito nas ruas. Cantavam. O rio que cruzava a cidade estava pintado de verde. As pessoas bebiam, lotavam os pubs e celebravam nas ruas. Dublin era o melhor lugar do mundo. 

Sempre que menciono exploração urbana — uma expressão estranha, que me desagrada, que requer explicação —, muita gente fala que gostaria de fazer. Mas nunca chegam a realizar o desejo. Como escrever um livro, todo mundo acha que deveria fazer. Todo mundo acha que tem que fazer. Ou isso ou todo mundo está escondendo lugares bons (na literatura e nos lugares abandonados).



Tal qual um jogo narrativo, nossa percepção é posta à prova. Mesmo com toda a visão privilegiada que Luisa nos permite, esse é um quebra-cabeça em que não conhecemos as “peças da ponta”, pelo menos não até terminar o livro e ficar só BERROS pela ficha que cai. 
O landford não vai aprovar essa merda. Vai sobrar pra mim, pra variar.
Fiz carinho em Taco Cat.
É um gatinho, não um rinoceronte festivo. Como ele vai saber?
Eu me sentiria mal mentindo para ele.
Eu dei uma gargalhada forçada:
Mas moram três pessoas a mais nesse apartamento do que o contrato prevê. E o gato é o que te incomoda?

Dividido em três partes, temos diversos paralelos enquanto a história está sendo construída na nossa frente. Para além de Maria Alice, Maicou e Bruna são dois personagens que facilmente roubam a atenção e Caio é aquele à espreita, com um lugar cativo na narração. Mas o mais curioso é que no meio de tanta voz, Luísa joga umas pistas e depois desfaz, o que quebra umas teorias e nos deixa desconfiados pensando demais.

Já a ambientação e o contexto em que somos inseridos, esses são pontos sensíveis para a compreensão do título. Fala-se muito sobre se perder, se abandonar e as relações que construímos ou desconstruímos no meio do caminho, estando parados ou não. Luisa é maravilhosa em nos mostrar isso.

Obviamente, o tom do texto assume uma melancolia constante para demonstrar essa falta de norte ou foco. A questão da imigração cai como uma luva, mas é interessante que Luisa não se prende a amarras comuns (e quanto a qualquer coisa). Quer dizer, não há qualquer exaltação ou romantização, seja sobre viver fora do país, seja sobre relacionamentos ou aspectos mais pessoais de seus personagens. Essa banalização e desprendimento também revelam um pouco de depreciação, o que não sei dizer se faz parte do estilo da autora ou se é um caso em particular, vez que essa é a primeira obra dela com que tenho contato (e com certeza lerei outros). 
Lembrem que vocês são brasileiros, tá?, eu disse.
Tipo os nossos cuidam dos nossos?, o bosta disse.
Não, eu disse. Vocês são brasileiros. E tem muito brasileiro por aqui. Vocês também são. Só isso. 
Sempre discutiam a respeito do termostato na parede. Matildo queria economizar eletricidade. Caetano achava que não tinha que tremer de noite. Que comprasse um cobertor. Caetano jogou dinheiro na cara de Matildo. Matildo disse que ia usar para pagar a parte do aluguel de Caetano, que sempre estava atrasado. Um dia a capinha do termostato caiu. Ele não estava conectado a nada. 
— Então só sobra uma saída pra você — ela disse. — Cê tá fugindo de algo.
— Se fosse pra fugir, é uma fuga meio cara, não é? Meio playboy magnata cheio da grana que vai desopilar na Europa.
— Vontade de fugir não é um luxo. É uma vontade. Só.

Por vezes o ritmo do livro diminui, e os fragmentos parecem incongruentes, aleatórios e até mornos, mas terminamos a leitura sabendo que estava tudo no lugar. Luisa nos entrega uma obra original, madura, pretensiosa, excepcional e que abre novos precedentes para a ficção e seus experimentalismos. Uma certeza que se tem é que, entendendo ou não entendendo o rumo ficcional, seremos geislerados. Eu estava no caminho certo quando ainda decifrava sua capa. 
Branco no azul no azul no branco com azul sob o azul.
Mas são só cadernos em branco. Sempre é só papel. 
Passei tanto tempo na minha cabeça que tinha desenvolvido um novo nicho/camada de humor que ninguém no mundo real, em que as coisas aconteciam, entendia.

E talvez eu precise reler. Porque perguntas e respostas e novas perguntas continuam ecoando aqui dentro.
Ou isso. 
Ou.

*Não preciso dormir. Preciso de respostas.* 
— Não é estranho como a gente fica constante e continuamente numa conversa mental com a gente mesmo? — Bruna disse para ninguém em específico. E tanto me sentia como ninguém em específico que me apaixonei por ela. 
Mas a verdade é que todos os livros são sobre criação literária, não é mesmo?

Fica ainda a dica de ouvir um episódio do Podcast 30Min dedicado ao livro e uma entrevista da autora no Programa Folhetim, para se embrenhar mais nessa viagem toda que é De Espaços Abandonados.

Recomendadíssimo se esse tipo de proposta também te fascina.

Até a próxima!

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sexta-feira, 12 de julho de 2019

Resenha: "Nós - O felizes para sempre de Ryan e James" (Elle Kennedy e Sarina Bowen)


Tradução: Lígia Azevedo

Sinopse: Será que seus jogadores de hóquei preferidos terminarão a primeira temporada juntos e invictos? Ryan Wesley (Wes) e James (Jamie) Canning se conheceram num acampamento de hóquei quando crianças. A amizade entre os dois cresceu pouco a pouco até que um acontecimento inesperado os afastou. Quando eles se reencontram na faculdade, ambos já adultos, se apaixonam e iniciam uma nova relação, agora de amor. Por motivos profissionais, Wes não quer que seu relacionamento se torne público, mas um de seus colegas de time se muda para o mesmo prédio onde ele está morando com Jamie, e a vida secreta que os dois construíram cuidadosamente corre o risco de ruir. Com o mundo externo pronto para testá-los, Jamie e Wes precisam descobrir do que são capazes em nome do amor que têm um pelo outro. 

Por Jayne Cordeiro: Eu fiquei muito feliz em saber que teríamos um segundo livro para esses dois. E como mencionei no Instagram do blog, já estava encantada por esse livro com poucas páginas lidas. Não conheço dois personagens tão cativantes quanto esses dois. Normalmente no casal, sempre temos aquele que gostamos mais. Mas aqui, não dá para fazer essa escolha. Eles são tão perfeitos um para o outro, e mesmo quando a situação está difícil, ainda assim estamos do lado deles.


Não é meu estilo mentir, e não finjo que uma garota está me esperando em casa. Tampouco estou pronto para dizer quem está. Então fico na minha.

A história de Nós é bem elaborada, e mostra como é difícil esconder uma parte importante dos outros. E de como em um relacionamento, precisamos saber equilibrar quem somos sozinhos, mas também como parte de outra pessoa. Que para manter um relacionamento, é preciso amor, compreensão, e trabalho de ambos os lados. É muito interessante ver o mundo do hóquei em que o Wes e o Jamie estão inseridos, e as passagens envolvendo os colegas de trabalho de Wes nos rende boas risadas.



Não é a palavra "homem" que me fascina na frase e sim "amo". O modo com que me sinto por Ryan Wesley... É algo que eu pensava que só existia nos filmes. Ele é minha cara metade, complementamos um ao outro de mais maneiras do que eu posso explicar. Quando estamos no mesmo ambiente, só me concentro nele; se vai embora, sinto sua falta."

O enredo é interessante, bem escrito, e tudo segue de forma bem coesa, realista, mas sem perder a pegada sensual e romântica. Na verdade, nesse livro é impossível não se derreter por esses dois. Os personagens secundários também são ótimos. O livro traz uma temática muito legal, sobre como é para uma pessoa pública ter que lidar com a sua vida pessoal, e separá-la da mídia. E é um tema que não está restrito a um personagem gay, mas a qualquer um.



Às vezes esqueço como essa vida é nômade. Essas mulheres têm que fazer as malas e se mudar toda vez que o marido é negociado. Agora isso vai acontecer comigo também. Preciso de um segundo para pensar a respeito. Isso me machuca? Dou outra olhada para Wes, que joga a cabeça para trás para rir de algo que Hewitt disse. Preciso dessa risada e desse homem. Aonde quer que ele vá, também vou. Vale a pena.

A escrita das duas autores funciona muito bem, e o livro consegue ser melhor que o primeiro. Gostei muito da escolha de capa, como se fosse realmente uma continuação da primeira, com os mesmos modelos e figurino, mudando apenas a posição. Vale muito a pena a leitura, e super recomendo. E se você nunca teve a oportunidade de ler um livro de romance erótico, envolvendo um casal homossexual, está na hora de tentar e dar uma chance a esses dois. Tenho certeza de que não vai se arrepender.




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segunda-feira, 8 de julho de 2019

Resenha: " A Ladra - A Irmandade da Adaga Negra" (J. R. Ward)



Tradução: Cristina Tognelli


Sinopse: Sola Morte, antiga ladra, desistiu da sua vida pregressa do lado errado da lei. Fugindo de uma família de traficantes de drogas, hoje ela mora longe de Caldwell, mantendo sua amada avó a salvo e permanecendo afastada de encrencas. Seu coração, no entanto, ainda está voltado para o único homem que conseguiu derrubar suas defesas: Assail, que nunca teve a intenção de se apaixonar – com certeza nunca por uma humana. Mas eles não têm futuro, e não só porque ela desconhece o fato de ele ser um vampiro, mas também porque ele não pretende deixar de vender armas para a Irmandade da Adaga Negra. O destino, contudo, tem outros planos para eles. Quando Assail entra em coma e paira à beira da morte, seus primos procuram Sola e imploram que ela lhe dê um motivo para viver. A última coisa que ela deseja é retornar ao passado, mas como ela pode permitir que ele morra? Enquanto um novo inimigo letal dos vampiros mostra a cara, e a Irmandade precisa que Assail volte à ativa, Sola descobre ser não só um alvo, mas também uma força essencial numa guerra que não compreende. E quando a verdade de Assail vier à tona, ela fugirá aterrorizada. Ou seguirá o coração, caindo nos braços do macho que a ama mais do que a própria vida?

Por Jayne Cordeiro: A Ladra é mais um livro da série de sucesso A Irmandade da Adaga Negra. Se você gosta de livros de vampiros, mas com uma pegada bem adulta, com ação e erotismo, essa série não pode faltar na sua estante. Os últimos livros são bastante interligados, então é preciso estar acompanhando a série para entender alguns fatos. Neste livro temos três histórias ocorrendo simultaneamente, que são continuações do que já aconteceu no livro anterior. Aqui temos o desenrolar da história de Assail e Marisol, que já foram apresentados anteriormente, e terminaram afastados. A situação é que Assail está doente, Marisol é humana e não sabe sobre vampiros, e ainda precisa fugir de pessoas do passado que podem matá-la.


Tropeçando “Tropeçando para frente, frente, ela pegou seu equilíbrio equilíbrio pouco antes de cair, e então ela simplesmente simplesmente ficou lá, incapaz de se mover. Se ela não tivesse tivesse dito que era ele, ela não teria encontrado encontrado uma ...característica ...característica ... que era de Assail no paciente paciente deitado, deitado, calvo e encolhido, encolhido, naquela naquela cama. Sua pele era branca como a neve, suas bochechas bochechas estavam estavam vazias, vazias, seus lábios rachados rachados se separaram separaram enquanto enquanto ele mal respirava. respirava. Quando Sola percebeu percebeu uma pressão pressão em sua própria própria boca, percebeu percebeu que tinha colocado colocado a palma da mão no rosto para manter a reação. reação. Como isso aconteceu? aconteceu? ela pensou. pensou. Como ele tinha ido daquele homem saudável e forte ... para isso?

Temos também o desenrolar de um problema no relacionamento de Vishous e Jane, que estão cada dia mais soterrados pelo trabalho, e deixando de lado o casamento dos dois. E por último a história envolvendo Throe e o misterioso livro que o está ajudando em um plano que pode destruir com a Irmandade. 


Tudo bem, ele pensou conforme seguiam pelo corredor até o quarto deles - seu, dela, tanto faz. Tinha esperanças de poderem conversar enquanto ela -  bem, não havia nada ali a ser limpo. Mas talvez ela tivesse alguma ideia para reduzir o inchaço.Deus, quem haveria de pensar que eu objetivo seria o de conversar com uma fêmea. Mas, pensando bem, Jane sempre fora diferente.E, por causa disso...ela o tornara diferente.

Eu fiquei enrolando para começar esse livro (faço isso com todos que não trazem os Irmãos originais como protagonista), mas sempre termino o livro adorando e me perguntando porque enrolei tanto. A autora continua com o mesmo talento para criar situações, atritos e conseguir misturar fantasia e realidade de uma forma, que você consegue enxergar tudo aquilo acontecendo na esquina. É um tipo de livro, que mesmo aquele que não é muito fã de fantasia e histórias de vampiro, vai ler e se apaixonar.


Sentia saudade do homem que ela nunca deveria ter tido como parte da sua alma deixada para trás. Mas assim eram as coisas. O destino era um tremendo ladrão

Os personagens são complexos, a autora é muito sútil na forma como vai desenvolvendo a história, buscando te levar até o ponto que ela queria. O livro consegue ser sério e maduro, mas também faz o leitor dar várias risadas, se aquecer com as cenas sexuais e gosto como traz personagens fortes, principalmente as mulheres. A série continua ótima, apesar de já ter passado dos 15 livros, sem cansar o leitor. E se você nunca leu IAN, está na hora de dar uma chance para eles. Não vai se arrepender.


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sexta-feira, 5 de julho de 2019

Resenha: "Perigo para um Inglês" (Sarah MacLean)


Tradução: A. C. Reis

Sinopse: "O que ele viu ali, misturado ao desejo e à surpresa, foi seu futuro. Sua esposa." Seraphina Talbolt é a mais velha entre as "Irmãs Perigosas" – título que ela e suas irmãs ganharam da Sociedade pela fama de fazerem de tudo para enlaçar homens da nobreza. Sera honrou o posto de perigosa quando conquistou o coração do Duque de Haven e o título de duquesa. Mas o que parecia ser a solução de todos os seus problemas e a realização de um sonho, se tornou tudo aquilo que ela jamais quis. Desde o momento em que a viu pela primeira vez, o Duque de Haven acreditou que Seraphina Talbot era a mulher de sua vida. Mas quando descobre que ela o enganou, e então casados, sente-se traído e faz de tudo para se livrar dela. Até que após um episódio traumático, Sera foge e ele deseja nunca a ter afastado... Três anos depois, a duquesa ressurge durante uma reunião na Câmara dos Lordes, causando alvoroço, surpreendendo o duque e exigindo o que ninguém esperava: divórcio. Determinado a pôr um basta nessa situação e a reconquistar sua esposa, o Duque de Haven arma um plano inteligente para tê-la de volta em seus braços. Mas Sera estará disposta a abrir mão de sua liberdade para ficar com o marido que a tanto magoou?

Por Jayne Cordeiro: Este é o último livro da série Escândalos e Canalhas. E nele voltamos para a irmã Talbolt que criou o conceito de Irmãs Perigosas e que estava envolvida na situação que levou a mocinha do primeiro livro, Sophie, a se envolver com Rei. Fiquei radiante em saber que o livro seria da Seraphina. Primeiro porque adoro romances de época em que o casal já está casado, mas não se entendem. E porque ele mostra o que aconteceu mais além, depois que Sophie jogou Haven em uma fonte, como ele merecia.

A única mulher que ele tinha amado. A única mulher que ele tinha odiado. A mesma, e ainda assim, totalmente diferente. Haven ficou congelado onde estava.

Como os outros, a autora conseguiu criar uma ótima dinâmica entre o casal protagonista. Nos mostrando com flashbacks, como todo o romance começou e acabou desandando depois. Dei várias risada com os dois, e principalmente com todas as irmãs Talbolt que acabam se reunindo e passando vários momentos juntas e escandalizando a todos. O livro já vale a pena só por elas, mas também gostei muito da Seraphina e do Haven. É claro que dá vontade de bater no "antigo" Haven, e também nos apaixonamos pelo novo e como de como ele se sente em relação a Seraphina.

Ele estava errado, droga. Nada estava acontecendo. Sera tinha vindo para conseguir seu divórcio, e iria consegui-lo. Ela iria apagar seu passado. E escrever seu futuro. Uma vida que Malcolm não poderia lhe dar. Uma vida que ela tinha que criar para si mesma.

A história é bem elaborada, realista, mas sem perder um ar divertido. A autora trouxe locais e situações reais para preencher a história, o que mostra toda a sua preocupação em fazer albo bem fiel. As cenas românticas são lindas e dramáticas. E é o meu livro favorito da série. É um ótimo romance de época, que precisa ser lido por quem gosta do gênero. É um belo fim para a série e deixa uma ponta solta para iniciar uma próxima série da autora. Então terminamos já desejando que a próxima série saia por aqui.

Maldição, ele não queria outro futuro. Queria o futuro que tinha lhe sido oferecido anos trás. O dela. Deles. Malcolm a tinha procurado pelo mundo todo. Ele quis gritar a verdade para ela. Quis dizer que ele tinha estado em Boston, que vasculhou o continente, que não dormia há dois anos e sete meses e que tudo que ele queria ela. 

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segunda-feira, 1 de julho de 2019

Resenha: "Amor para um Escocês" (Sarah MacLean)


Tradução: A. C. Reis

Sinopse: “Se você quer romance, chame um escocês.”Lillian Hargrove viveu sozinha por anos, reclusa, ansiando por amor e companhia. Desiludida de que todos os seus sonhos pudessem um dia se tornar realidade, a mais bela jovem da Inglaterra se envolve com um artista libertino e mentiroso, que promete amá-la para sempre e implora para que ela pose como sua musa para um escandaloso retrato. Encantada pelo carinho e pela admiração que recebe dele, Lily aceita a proposta e se entrega de corpo e alma ao homem mais falso de Londres, mas fica exposta para toda a Sociedade, tornando-se motivo de piada e vergonha.A Jovem, entretanto, não esperava que um bruto escocês, recentemente intitulado Duque de Warnick e nomeado seu guardião, atravessasse a fronteira da Inglaterra para impedir que a ruína a alcançasse. Warnick chega em Londres com um único objetivo: casar sua protegida – que é bonita demais –, transferindo o problema para outra pessoa, e, em seguida, voltar à sua vida tranquila na Escócia, longe daquele lugar odioso que é Londres. O Plano parece perfeito, até Lily declarar que só se casaria por amor, e o duque escocês perceber que, aparentemente, há algo naquele país que ele realmente gosta...


Por Jayne Cordeiro: Eu adoro livros com escoceses. Este acaba se passando todo em Londres, mas ainda assim é ótimo ver um personagem que liga tão pouco para o que a aristocracia inglesa pensa, e ainda mais com um título tão importante quanto um ducado. Mas posso dizer que passei muita raiva com Alec e Lilian nesse livro. Primeiramente o motivo do escândalo da Lilian é de querer jogar a mocinha na janela. Apesar de posteriormente entender a motivação dela, ainda acho que foi muita burrice se colocar na situação de ter um quadro nu pintado. Tava na cara que isso iria virar um problema. Pelo menos, a mocinha assume isso.


- As regras são tão diferentes para homens e mulheres. Por que tem que importar para o mundo com quem eu sou vista? Por que deve importar o fato de eu ter um encontro em particular com um homem? Não devia ser da conta de ninguém 


Por outro lado, a sua rixa com Alec, considerando que ela não tinha muita opção, também é de chatear em alguns momentos. E o que dizer de Alec? Ele passa a maior parte do livro se achando inferior para a Lilian. É interessante quando finalmente descobrimos o porque desse sentimento negativo. Apesar de Alec as vezes irritar, também nos apaixonamos rapidamente por ele e até sentimos pena em alguns momentos.



Ele estava farto daquela cidade horrível. Seu desejo era destruí-la toda, derrubar tijolo por tijolo e voltar para o norte como os escoceses saqueadores de outrora, que odiavam a Inglaterra com cada fibra de seus corpos.



Mesmo com toda essa rixa entre os dois, é bem divertido acompanhar os diálogos e interações dos dois. Eles são muito perspicazes, e as cenas românticas também são lindas. Adorei a participação das "irmãs perigosas" (conhecidas no primeiro livro) e que garantem boas risadas e ajuda para Lilian. No geral este romance de época é envolvente e doce, com uma boa dose de diversão. Para mim, as coisas poderiam se antecipar entre o casal, mas no geral, a autora faz tudo em bom tempo, criando tudo de forma bem elaborada e organizada. É um livro que vale a pena ser conferido.

— Calças de novo — ele observou. Lily se voltou para Alec, arregalando os olhos para o saiote dele.— Bem, um de nós tem que usar calças, não acha?

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segunda-feira, 24 de junho de 2019

Resenha: "Minha Coisa Favorita é Monstro" (Emil Ferris)

Tradução de Érico Assis

Sinopse: A história de um assassinato misterioso, um drama familiar, um épico histórico e um extraordinário suspense psicológico sobre monstros — reais e imaginados. A história em quadrinhos mais impactante desde Maus.

Com o tumultuado cenário político da Chicago dos anos 1960 como pano de fundo, Minha Coisa Favorita é Monstro é narrado por Karen Reyes, uma garota de dez anos completamente alucinada por histórias de terror. No seu diário, todo feito em esferográfica, ela se desenha como uma jovem lobismoça e leva o leitor a uma incrível jornada pela iconografia dos filmes B de horror e das revistinhas de monstro.

Quando Karen tenta desvendar o assassinato de sua bela e enigmática vizinha do andar de cima — Anka Silverberg, uma sobrevivente do Holocausto — assistimos ao desenrolar de histórias fascinantes de um elenco bizarro e sombrio de personagens: seu irmão Dezê, convocado a servir nas forças armadas e assombrado por um segredo do passado; o marido de Anka, Sam Silverberg, também conhecido como o jazzman “Hotstep”; o mafioso Sr. Gronan; a drag queen Franklin; e Sr. Chugg, o ventríloquo.

Num estilo caleidoscópico e de virtuosismo estonteante, Minha Coisa Favorita é Monstro é uma obra magistral e de originalidade ímpar.

Grande vencedor do prêmio Eisner, o mais importante do quadrinho mundial, nas categorias Melhor Álbum do Ano, Melhor Roteirista/Desenhista e Melhor Colorista.


Por Stephanie: Desde que vi a capa dessa HQ, fiquei encantada. A capa tem uma ilustração lindíssima da autora, Emil Ferris, e é claro que o conteúdo não poderia diferir disso. Com uma história rica e fascinante, Minha coisa favorita é monstro foi uma experiência totalmente diferente de tudo o que eu já li.

A protagonista, Karen, é uma narradora encantadora; uma criança bastante madura que precisa lidar com diversos problemas durante a história, dos mais simples aos mais duros e complexos. Eu adorei seu jeito sonhador e suas frases de impacto; ela soa sábia sem parecer inverossímil, pois é uma garota que precisou crescer muito cedo.




Quanto aos outros personagens, todos são repletos de características marcantes e falhas. Emil soube criar pessoas reais, tridimensionais, que nem sempre tomam as melhores decisões mas que nos fazem sentir bastante empatia.

O enredo é bem diferente e passeia entre diversos gêneros, como terror, suspense policial e ficção histórica. Inclusive, os trechos que se passam na Segunda Guerra Mundial me encantaram, foi algo inesperado e muito bem elaborado pela autora. Cheguei a me emocionar em algumas dessas partes.

Acho que nem é preciso falar muito sobre a arte da HQ. Os traços de Ferris são lindíssimos e eu nem consigo mensurar o tempo que ela levava para desenhar cada página, principalmente com suas dificuldades motoras (conheça a história de superação da autora aqui). É um trabalho de encher os olhos, e a obra certamente vale o preço elevado.




Fica a minha indicação para leitores de quadrinhos experientes ou não. Minha Coisa Favorita é Monstro é uma história completa, que aborda temas importantes e pesados com a visão de uma menina esperta, curiosa e sonhadora. Um prato cheio para os amantes de enredos de tirar o fôlego!

Até mais, pessoal!

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sexta-feira, 21 de junho de 2019

Resenha: "Escrever Ficção: Um Manual de Criação Literária" (Luiz Antonio de Assis Brasil)

Colaboração: Luís Roberto Amabile

Sinopse: O criador da mais célebre oficina de escrita literária no Brasil transformou em livro o curso que formou muitos dos grandes escritores brasileiros contemporâneos.

“Este é um livro imaginado para auxiliar quem deseja escrever textos de ficção.” O escritor e professor Luiz Antonio de Assis Brasil registrou aqui sua experiência ao longo de 34 anos ininterruptos de trabalho com a Oficina de Criação Literária da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul, e também no programa de pós-graduação em escrita criativa na mesma universidade. 


Com a perspectiva de um ficcionista dialogando com outros ficcionistas, ele apresenta ferramentas indispensáveis para a formação de um escritor. Avesso a fórmulas, Assis ressalta o papel da leitura constante de obras literárias para quem ser se tornar autor de ficção ― e são essas obras as grandes referências de seus cursos e deste manual indispensável, que contou com a colaboração do escritor e ex-aluno Luís Roberto Amabile.
“Assis Brasil não ensina ao autor como deve ou não escrever. Sua abordagem consiste em escrutinar o repertório técnico fornecido pela tradição literária para permitir ao autor que conduza seu próprio florescimento, destravando potenciais e refinando o estilo.” ― Daniel Galera, autor de Barba ensopada de sangue e Mãos de cavalo
“Não bastasse sua notável obra, Assis Brasil foi decisivo na formação e também na consolidação de vários novos autores brasileiros surgidos nas últimas décadas. Um escritor, grande escritor, que faz diferença em todos os sentidos.” ― Paulo Scott, autor de Habitante irreal e Ithaca Road

Por Eliel: Luiz Antonio de Assis Brasil tem uma vasta experiência no ramo da literatura ficcional, principalmente à frente da Oficina de Criação Literária da Escola de Humanidades da PUC-RS e, recentemente, dos programas de Mestrado e Doutorado de Escrita Criativa. Com toda essa bagagem está sintetizada nesse novo livro que tem como objetivo guiar novos escritores nessa arte. Porém, não pense que trata-se um passo-a-passo ou de um tutorial. Aqui são apresentadas ferramentas e reflexões que irão auxiliar a quem se propõe a contar uma história.

Um livro que foi feito pensando em um público tão especifico, como o dos escritores, mas que também dialoga sobre a escrita com o leitor final sem subestimá-lo e além disso, que mais parece uma conversa com um bom professor pronto a provocar discussões acerca do assunto.

São nove capítulos que abrangem a criação da ficção e um último que serve de recapitulação de todas as ideias apresentadas nos capítulos anteriores. Esse é um recurso muito interessante para a fixação dos conceitos. Essa recapitulação é apresentada na forma de uma construção de um romance linear e serve para qualquer fase do projeto literário, desde que ele já tenha sido idealizado.

Como professor ele vai além ao tratar até mesmo da postura que o ficcionista deve adotar, pois o mesmo deve ser um bom leitor, praticar sempre sua escrita e vivenciar histórias. Isso irá treinar o olhar critico para enxergar boas narrativas que merecem ser contadas. 

Com esse livro em mãos temos acesso à uma gama de bons romances recomendados pelo autor ao longo dos capítulos, principalmente para exemplificar os conceitos. Entre romances clássicos e contemporâneos o escritor que usar esse livro como um guia terá muito material de apoio e leitura. Lembrando que um bom escritor é um bom leitor.

Um dos conceitos mais frisados é a construção de bons personagens, além, de um capitulo totalmente dedicado a esse assunto, vira e mexe o autor retorna ao tema e dá mais dicas sobre como esse conceito de construção está intimamente ligado aos outros.

Recomendo o livro a quem quer escrever um romance antes de ter o filho e plantar a árvore, a quem quer se profissionalizar na área ou quem quer se aprofundar no assunto. Mas aqui cabe um aviso, é praticamente impossível não terminar o livro com a cabeça fervilhando de ideias para já começar a escrever.

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segunda-feira, 17 de junho de 2019

Resenha: "Gorda não é Palavrão" (Fluvia Lacerda)

Como ser feliz gostando do seu corpo como ele é
Por Kleris: Que livrinho para guardar no core <3

Tal qual um ted talk, “Gorda não é Palavrão” é um breve relato da modelo plus size Fluvia sobre gordofobia – discriminação essa que menospreza, marginaliza e negligencia pessoas pelo fato de serem gordas. Fluvia fala um pouco sobre a vida, e como e quando a gordofobia a atingiu em cheio, em uma visita ao Brasil. Mas isso fez com que ela apostasse mais no empoderamento de mulheres, algo que ela sempre teve referência desde cedo, mas a grande maioria não. 
Ser gorda nunca foi um problema na minha vida. [...] quando comecei a trabalhar com moda plus size, ninguém questionava os padrões de beleza impostos. Mas essa ideia já estava em mim. Sempre fui a menina para quem diziam: “Nossa, você é tão bonita! Se emagrecer, vai ficar perfeita!”. Só que, ao contrário do que acontece com a maioria das mulheres que ouve isso, eu não ficava triste ou encabulada. Não corria para chorar escondida ou malhar em uma academia qualquer. Para desespero da minha mãe, que sempre quis que fôssemos muito educados, eu respondia na lata: “Quem pediu a sua opinião?”.

Fiquei surpresa com como a modelo retrata o assunto, sempre muito positiva. Sua empatia e seu tom de “ué, qual o problema, não tô entendendo qual é a questão aqui, afinal, somos todos gente” fazem totalmente a diferença.

Embora seja uma leitura curtinha, Fluvia fala de diversas situações desse universo tóxico. Temos, por exemplo, a preocupação excessiva que mascara preconceitos, a moda que resiste em largar o osso de uma imagem não natural, pessoas que creem que são menos ou não estão vivendo até conquistarem um corpo que não seus. 
Sou gorda e não desrespeito ninguém. Por que preciso explicar que minha saúde está bem? Por que preciso justificar coisas que nenhuma modelo magra precisa? Ninguém pergunta a elas sobre o consumo de drogas para emagrecimento.

Temos também luz sobre o machismo, inseguranças que dão lucros às indústrias, preconceitos dentro da comunidade plus size e a força do ódio para atacar pessoas simplesmente por seus corpos. Fluvia não se aprofunda muito nos temas, mas deixa claro o suficiente o que é preciso ser dito e encarado sobre o assunto. 
Claro que o desafio é enorme. Por gerações, aprendemos a seguir condicionamentos machistas sobre como viver e que aparência ter. Esses conceitos são repassados de mãe para filha como algo normal e desejável. O resultado é que muitas mulheres com quem converso têm dificuldade em lidar com essas crenças enraizadas. Mesmo quem sabe que peso não é indicativo de beleza, saúde ou caráter, ainda tem dificuldade em superar valores associados às palavras “gorda” e “magra”.

Ler o livro só me faz pensar que muitos de seus pensamentos demorei séculos para abraçar (e ainda bem que abracei), e que gostaria de ter visto essa representatividade desde cedo. Sofrer pressão estética e gordofobia são coisas diferentes, mas intimamente ligadas. Muitos corpos sequer são gordos e são encarados como fora do padrão (além de motivo de paranoia constante), o que demonstra muita falta de noção – e amor-próprio, empatia, compaixão, autoaceitação. 
Como é possível que algo como o meu peso revele meus sonhos e tudo aquilo que almejo para minha vida? Como ele poderia definir meu caráter ou minha capacidade profissional? Como revelaria minha capacidade de amar? De ser uma boa mãe, amiga, filha, parceira?

Fato é: ninguém deve se sentir menor ou maior por seus corpos. Corpos não resumem ninguém e corpos diferentes não devem ser abominados. Lembro aqui de um post do perfil @naosouexposicao que dizia: “quando alguém quer emagrecer, o que ela realmente quer ser é aceita, amada, respeitada, ter sucesso, ser vista e ser livre. E isso é o que a cultura da dieta não pode dar a ninguém”. 
Como alguém pode se aceitar gorda? Como pode viver bem assim? Como pode se sentir bonita? Fomos adestrados a acreditar que ser gorda é o fundo do poço.

Levei um tempo para ler, um tanto receosa de haver situações gatilho quanto minha relação com a pressão estética/gordofobia, e fiquei muito feliz de ter encontrado uma leitura tranquila. É, aliás, um livro válido de revisitar quando velhas questões retornarem. Os destaques de texto da própria edição vão super ajudar!




Vale ainda ter esse livríneo em bibliotecas, escolas, na estante, e principalmente perto de garotas em desenvolvimento – amigas, irmãs, primas, filhas, netas, etc. Fluvia é aquela fada sensata que dá tapa de luva e pisa com bondade. Seu livro é simples e ao mesmo tempo, essencial. 
Se tem algo que gostaria de conseguir transmitir para mulheres do mundo inteiro é como meu relacionamento com meu corpo é simples. Nunca consegui enxergar nada de errado nele. Por mais que pessoas insistissem em me fazer acreditar que não poderia ser feliz comigo mesma, que eu deveria devotar minhas energias, meu dinheiro e meu emocional a essa loucura desenfreada da busca de ser magra, jamais consegui aderir. 
Uma palavra não pode fazer tanto mal assim a alguém. Ou, pelo menos, não deveria fazer.

Se recomendo? Com toda a certeza e para todos os corpos!

Para conhecer mais a Fluvia, acompanhe ela pelas redes sociais:

Até!


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Ana Liberato