segunda-feira, 21 de outubro de 2019

Resenha: "The Risk - O dilema de Brenna e Jake" (Elle Kennedy)


Tradução: Ligia Azevedo

Sinopse: O segundo spin-off da série Amores Improváveis tem o melhor de Elle Kennedy: a adrenalina dos jogos de hóquei, a animação das festas universitárias, personagens apaixonantes e um romance de tirar o fôlego! Todo mundo diz que eu sou uma garota má. Deve ser porque faço o que bem entendo e não estou nem aí para o que os outros pensam de mim. Apesar disso, dormir com o inimigo não faz meu tipo. Como filha do técnico de hóquei da Briar, minha vida estaria arruinada se eu me relacionasse com um jogador de um time rival. E essa é a definição de Jake Connelly. Estrela e capitão do time de Harvard, ele é arrogante, irritante e atraente demais pra ser verdade. E o pior é que eu preciso que ele tope fingir ser meu namorado para que eu consiga meu tão sonhado estágio na HockeyNet. Mas é claro que aquele gostoso idiota não vai facilitar: para cada encontro falso... ele quer um pra valer. O que significa que estou em apuros. Isso de ficar saindo às escondidas com Jake Connelly não tem como dar certo. Embora esteja cada vez mais difícil resistir ao desejo e ao sorriso de Jake, me recuso a me apaixonar por ele. Esse é o único risco que eu não vou correr. 

Por Jayne Cordeiro: Temos aqui um um livro que comecei com um pé atrás, mas acabei apaixonada. O que não é nenhuma novidade quando se trata dos livro da Elle Kennedy, que simplesmente adoro. Posso dizer que não tenho nenhuma queixa desse livro e só elogios. Para começar, eu fiquei com medo de não gostar da protagonista Brenna. Normalmente acabo tendo problemas com personagens que parecem ser metidos ou que implica com tudo. Mas a Brenna não foi por esse caminho. Na verdade, gostei muito de como ela é uma mulher bem empoderada, que sabe do seu poder e não que não deixa o que quer de lado. O que é muito importante, porque ela quer atuar em uma área que é majoritariamente controlada por homens.

Pra mim, ela é o tipo de personagem feminina que devemos nos espelhar. É decidida, corre atrás do que quer, fala o que pensa, mas não deixa de ser uma amiga leal, uma pessoa empática com os outros. E lá no fundo ela guarda inseguranças como todo mundo. Jake é um sonho. Ele é bonito, super talentoso no esporte e com as mulheres. Que se esforça muito para ser o melhor jogador, e apesar do jeito despojado, é extremamente carinho e atencioso. E com uma cabeça muito boa.

A ideia inicial do enredo de fingir um namoro não me pareceu muito promissora, porque é algo já bem utilizado. Mas a autora utiliza muito pouco dessa história, e rapidamente a coisa segue outro rumo, o que adorei. E o livro ainda trás outros temas bem interessantes, como a influência da adolescência, abuso de drogas, os bastidores da televisão esportiva e mais. Gostei ainda mais desse livro do que gostei do primeiro, além de dar várias risadas com os diálogos dos protagonistas, que possuem uma química explosiva e com os personagens secundários. Sinceramente, estou bastante curiosa para saber quem será o próximo casal.



sexta-feira, 18 de outubro de 2019

Resenha: "Uma mulher no escuro" (Raphael Montes)

Por Thaís Inocêncio: Raphael Montes é, facilmente, meu escritor nacional favorito. Já li todos os cinco livros que ele assina com o próprio nome e tenho três deles autografados – só não li ainda o Bom dia, Verônica, que ele escreveu com a Ilana Casoy e lançou sob o pseudônimo de Andrea Killmore. Porém, pela primeira vez desde que o conheci, posso dizer que me decepcionei com uma obra dele. 

Uma mulher no escuro conta a história de Victoria Bravo, que, aos quatro anos de idade, perdeu toda a família em um crime brutal. Na ocasião, um homem invadiu sua casa, matou seus pais, seu irmão e, por algum motivo, poupou-a de um destino semelhante. Vinte anos depois, Victoria ainda carrega sequelas físicas e, principalmente emocionais: é tímida, desconfiada, tem muita dificuldade de se relacionar com as pessoas e nunca namorou.




"Olho pra você e vejo duas Victorias se equilibrando numa corda bamba. Por um lado, você é uma mulher madura, que trabalha, paga as contas e tem as responsabilidades comuns de uma pessoa de vinte e quatro anos que mora sozinha. Por outro lado, às vezes se comporta como uma criança, evitando relações afetivas mais complexas e idealizando uma família perfeita."

Os contatos da jovem se resumem à sua tia Emília, que a criou após a perda dos pais, Max, seu psicólogo, e um jovem nerd apelidado de Arroz, com quem mantém uma amizade muito superficial. Até que, certo dia, no café onde trabalha como garçonete, Victoria conhece um escritor chamado Georges, que parece conseguir adentrar o mundo tão fechado da protagonista. No entanto, tudo muda quando alguém invade a sua casa e deixa rastros semelhantes aos do crime que ocorreu no passado, o que a faz pensar que o assassino está de volta para terminar o que deixou inacabado vinte anos antes.

"Há algo de cruel sobre o passado. Ele não pode ser mudado."

Esse livro é bastante diferente dos outros que li do autor por dois motivos principais: 1) A protagonista é uma mulher e a história nos é apresentada do ponto de vista dela; 2) Trata-se de uma trama psicológica, e não de um suspense permeado por cenas de violência física. Achei interessante Raphael ter buscado um caminho novo nessa obra, mas, pra mim, a tentativa não foi bem-sucedida.

Sabemos muito sobre a protagonista – seus medos, suas necessidades e os segredos que esconde –, mas todos os outros personagens, que têm grande importância na história, são pouco explorados. Por isso, não entendemos muito bem suas motivações, inclusive a do assassino.

Além disso, ao longo da leitura, encontrei algumas contradições. Por exemplo: no começo do livro, Victoria é descrita como uma jovem de cabelos curtos; algumas páginas depois, sua tia Emília elogia seus cabelos compridos. O pior é que essa é uma característica que tem destaque na história!

"Naquele dia, vestia calça larga de pijama e um blusão azul-marinho confortável, mas não deixava de colocar o lacinho que sempre usava nos cabelos curtos." (p. 21)
"'Você está parecendo sua mãe', ela disse, com um sorriso. 'Os cabelos compridos, o brilho nos olhos...'" (p. 128)

Foi difícil reconhecer a escrita brilhante de Raphael Montes nesse livro, mas, felizmente, isso não foi suficiente para fazer eu deixar de gostar do autor. Só espero que, no próximo, ele volte a escrever aquele bom suspense de tirar o fôlego e deixar sem dormir!

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quarta-feira, 16 de outubro de 2019

Indicação: Livros nacionais contemporâneos

Oi, pessoal!

Que tal conhecer leituras brazucas de autores contemporâneos? Se liga nas indicações que o Dear Book separou para vocês:


Título: Melanie
Autor: Maxwell Santos
Editora: Publicação independente
Sinopse: O ano é 2007. Melanie, 18 anos, jovem moradora do Bairro da Penha, tem o sonho de ser médica. Ela faz a prova de seleção para o Projeto Universidade para Todos (PUPT), à época, gerido pela Fundação Ceciliano Abel de Almeida.

Sua vida é radicalmente transformada quando é atropelada com seu irmão Juninho, sua prima Bárbara e o frentista Carlinhos num posto de gasolina por dois rapazes que estavam participando de um racha. A prima e o irmão morrem, assim como o frentista. Mesmo com esses problemas, ela dá a volta por cima e ainda ganha uma bolsa de estudos no cursinho mais caro da cidade: o Lamarck. 

Naquele ano, a UFES aprova a reserva de 40% para alunos de escolas públicas. No texto, o autor mostra a repercussão da medida entre os alunos de escolas públicas, os alunos da rede privada e o dono do Lamarck, que representa uma peça do ecossistema chamado indústria dos cursinhos e vê nas cotas uma ameaça à hegemonia do seu cursinho, principalmente nas áreas de Medicina, Direito e Engenharias. Há confronto ideológico entre os alunos das duas redes na UFES e Melanie é vítima de discriminação pelas colegas de cursinho.image.gif

Será que a jovem alcançará sua meta?



Título: A Princesa e o Plebeu
Autora: Sabrina Dias
Editora: Chiado
Sinopse: Luciana Evangeline Greymon é uma princesa incomum, segura de si e com uma personalidade forte. Presa em seu castelo pelo próprio pai sonha em conhecer o mundo fora dos grandes muros. Ao descobrir que será obrigada a casar-se por negócios, foge do palácio e encontra aquele que pode ser o amor de sua vida.

Liam não é exatamente o príncipe encantado de um conto de fadas. O camponês pode ser bem irritante as vezes. E a personalidade conflitante dos dois os deixa intrigados.

Mas, como a vida sempre guarda surpresas, alguém no castelo quer fazer mal a família real e isso deixa Luciana e todos que ela ama em perigo.

Uma história com um amor proibido, um traidor impossível e um príncipe perdido.




Título: A Segunda Aurora
Autor: Juliano Righetto
Editora: Chiado
Sinopse: Numa misteriosa vila encravada no planalto central brasileiro, um povo sofrido luta bravamente para sobreviver aos desafios da natureza. É lá que Deati, a contadora de histórias local, irá se deparar com uma figura intrigante, um ser que emite luz pelos olhos e que talvez não seja exatamente o que parece ser...

O amor que nascerá deste encontro será a chave para que a doença que vem matando as crianças nascidas naquela vila seja curada. E a epopeica busca desta cura nos levará por uma viagem pelo Brasil, em uma época bem, bem diferente da que estamos acostumados. “A Segunda Aurora” é uma jornada em busca do melhor que o homem tem, uma ode às conquistas da humanidade, e uma maneira de você, leitor, questionar sua própria perspectiva da realidade...




Título: Dois Pequenos Espertos
Autora: Irinéia Andrade
Editora: Chiado
Sinopse:O surgimento dessa obra aconteceu com dois gatinhos mais que especiais: Alfredinho e Gustavinho, que estavam nas ruas e foram para algumas vitrines de Clínicas Veterinárias e Pet Shop à espera de alguém que pudesse acolhê-los. A surpresa foi que, além de precisarem de uma casa para morar, eles gostavam de brinquedos, bolinhas, computador e de videogame.

No livro, a autora aborda, entre suas escritas diárias, o comportamento e a vida de dois gatinhos que se tornam irmãos quando foram viver na mesma família, em épocas diferentes, porém ambos pareciam seres humanos e de verdade; eles existiam.

Alfredinho, por ser muito inteligente, se tornou o maior companheiro que Bill poderia ter encontrado durante toda a sua vida. A partir daí, ele aprendeu a fazer as mesmas coisas que o seu papai adotivo, então começa a assistir televisão, a brincar com computador, com videogame e a fazer algumas coisas surpreendentes: chutar bolinhas e assistir jogos de futebol.

A obra pretende mostrar a história de Alfredinho e Gustavinho, os dois gênios que queriam viver com muito carinho e diversão; são companheiros e fazem brincadeiras de maneira inesperada e divertida.

Os pequenos gostam de crianças e de adolescentes para se tornarem amigos, além disso, aproveitam para bolar muitos planos infalíveis juntos, como apertar o botão do videogame e do computador para assistir filmes e desenhos, além de serem parceiros criativos.

Alfredinho vive como um verdadeiro garoto, mas quando chega o tempo de sua viagem, fica um espaço vazio que só pôde ser preenchido com o seu irmãozinho, Gustavinho, um pequeno marronzinho, de olhos azuis, bem espertos que, com sua genuína semelhança, é muito inteligente e pretende surpreender todos os que acompanharem essa história.


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segunda-feira, 14 de outubro de 2019

Resenha: "Glória e Ruína" - Graça e Fúria #2 (Tracy Banghart)

Tradução de Isadora Prospero

Por Stephanie: Glória e Ruína é a conclusão da duologia iniciada em Graça e Fúria, que resenhei aqui no DB ano passado. Neste segundo livro, continuamos a acompanhar a saga das irmãs Serina e Nomi, que estão tentando sobreviver em meio a circunstâncias nada favoráveis para ambas. Em meio à possibilidade de um reencontro, seguimos nossas protagonistas, que tentarão mudar o destino das mulheres de Viridia.

(...) Porque é difícil esperar muito de si mesma quando o resto do mundo não acha que você é capaz. (...)

Essa sequência já começa bastante eletrizante, com diversos acontecimentos impactantes logo de cara. Malachi e Nomi me deixaram muito apreensiva, temendo muito por suas vidas. Já Serina me deixou confiante, pois desde o início se mostrou uma mulher forte e que evoluiu bastante devido aos horrores que passou em Monte Ruína.

E por falar em Serina, ela segue sendo a minha personagem favorita. Apesar de tomar algumas decisões erradas nesse livro, eu ainda a admiro bastante e concordo com a maioria de suas atitudes. Val não foi tão presente, até queria ver um pouco mais dele, mas também acho que a autora acertou em dar mais foco nas personagens femininas na história. Já Nomi, assim como no primeiro livro, não me agradou muito. Ela é indecisa demais e seu relacionamento com Malachi não é dos mais críveis. Achei bem sem sal, na verdade.

(...) Eu me recuso a ser uma garota morta.

Em relação ao desenvolvimento geral do enredo, eu gostei de uma parte das escolhas de Tracy Banghart, porém achei que ela deu uma exagerada nas mortes, de tal forma que parei de me importar em dado momento. Já nem lembro mais quais personagens secundárias morreram…

Também fiquei incomodada com a facilidade com que as coisas se resolveram. O livro é curto, mal chegando a 300 páginas, portanto é justificável que tudo se desenvolva de forma mais simples mesmo, mas eu acho que alguns acontecimentos poderiam ter sido mais bem desenvolvidos.

O desfecho é satisfatório e deixa uma parte para ser imaginada pelo leitor, o que eu acho positivo na maioria das vezes. No geral, eu gostei dessa duologia e recomendo para quem quer ler uma história de fantasia leve e com uma pegada feminista.

Até a próxima, pessoal!

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sexta-feira, 11 de outubro de 2019

Resenha: "Através do Vazio" (S. K. Vaughn)


Tradução: Renato Marques

Sinopse: Em Através do vazio, ficção científica e suspense se misturam, construindo uma trama complexa e emocionante que mantém o leitor envolvido até a última página. É Natal de 2067. Os acordes de uma música natalina ecoam pelas ruínas de uma espaçonave que flutua pela escuridão. Lá dentro, May desperta lentamente — a única sobrevivente de um acidente desastroso na primeira viagem tripulada a Europa, a lua de Júpiter. Sozinha no vazio do espaço, em uma nave caindo aos pedaços, May tenta desesperadamente reencontrar o caminho para a Terra. A única pessoa capaz de ajudá-la é Stephen Knox, um cientista brilhante da Nasa... e um homem que ela magoou profundamente antes de partir. Enquanto ela batalha pela própria sobrevivência e sinais de sabotagem começam a vir à tona, a voz de Stephen parece ser a única coisa capaz de atravessar o vazio insondável do espaço e levá-la de volta para casa em segurança. 

Por Jayne Cordeiro: Ando meio que em uma "vibe" de Sci-Fy, então não podia deixar a chance de ler esse livro passar. Através do Vazio é um suspense misturado com ficção cientifica, que carrega toda uma tensão, enquanto acompanhamos a luta da protagonista May para conseguir escapar do espaço. Junto com isso vemos todo o desenrolar que acontece na Terra, envolvendo seu marido Stephen. Eu adorei esse livro. Ele tem a dosagem certa entre romance ficção e suspense, que cativa o leitor, e não deixa você parar de ler até chegar no final.

Se não tivéssemos felizes e satisfeitos como indivíduos, seriam dois chatos ressentidos, vulneráveis e insuportavelmente maçantes, como praticamente todos os outros casais do planeta.

Ele é muito bem elaborado na questão da ficção, com conversas e dinâmicas bem condizentes com cientistas, astronautas e viagens espaciais, mas sem ficar cansativo, confuso, e ainda mantendo uma pegada bem atual, mesmo se passando em 2067. Durante a leitura acompanhamos o presente, com a May e o Stephen, mas também momentos do passado que nos ajudam a entender os personagens, seus comportamentos e que vai esclarecendo aos poucos alguns mistérios que vivenciamos com a May, que logo no começo do livro acorda com perda da memória mais recente.

Só tem essa coisa chamada movimento orbital. Talvez você tenha ouvido falar. Planetas se movendo ao redor do Sol e coisa e tal. A menos que você seja um desses merdinhas que acham que a Terra é plana.

Gostei de como temos esse mistério envolvendo o que aconteceu com a nave e com a May, mas também sobre como ela foi parar nessa viagem, ou porque a relação dela como Stephen estava estremecida. O livro trás uma bela carga dramática, como as questões de relacionamento, filhos, pais e carreiras. Fou um complemento bem legal, e torna o livro muito mais rico.

Você quer ser o herói, como todos os homens, e não enxerga que eu não preciso de um herói. Eu sou a heroína. Eu.

Junto com todo o drama e suspense, damos boa risadas com a May e a Eva (a Inteligência artificial da nave) que são ótimas nos comentários. Na verdade, eu gostei muito dos personagens do livro. São extremamente ricos, bem aproveitados, e complexos. Você entende seus comportamentos, agustias, e torce junto com eles. A May é uma girl power de marca maior, e é gostoso ver uma protagonista que não é perfeita, mas que se impõe e não desiste. A história também nos dá um bastante emoção, com cenas de ação e surpresas. É um ótimo livro para quem gosta do gênero de ficção cientifica e viagens espaciais. Foi uma leitura que me surpreendeu muito, e que vale a indicação.





sábado, 14 de setembro de 2019

Resenha: "Mais Forte que o Sol" (Julia Quinn)


Tradução: Viviane Diniz

Sinopse: Quando Charles Wycombe, o irresistível conde de Billington, cai de uma árvore – literalmente aos pés de Elllie Lyndon –, nenhum dos dois suspeita que esse encontro atrapalhado possa acabar em casamento.
Mas o conde precisa se casar antes de completar 30 anos, do contrário perderá sua fortuna. Ellie, por sua vez, tem que arranjar um marido ou a noiva intrometida e detestável de seu pai escolherá qualquer um para ela. Por isso o moço alto, bonito e galanteador que surge aparentemente do nada em sua vida parece ter caído do céu.
Charles e Ellie se entregam, então, a um casamento de conveniência, ela determinada a manter a independência e ele a continuar, na prática, como um homem solteiro.
No entanto, a química entre os dois é avassaladora e, enquanto um beijo leva a outro, a dupla improvável descobre que seu casamento não foi tão inconveniente assim, afinal...

Por Jayne Cordeiro: Para mim, no momento em que se fala que o livro é da Julia Quinn, eu já poderia fazer uma resenha completa falando de como o livro é bom e todas as qualidades que a Julia mantem em seus livros. Ela é uma autora muito linear e não consigo listar um livro dela de que não tenha gostado. E se você gosta de romances de época e nunca leu nada dela, você está perdendo muito! E difícil é achar alguém que leia o gênero e que nunca tenha lido nada dessa moça.

— A senhorita soa experiente nessa questão.— Costumo resgatar todo tipo de animal ferido. Cães, gatos, pássaros…— Homens — completou ele. — Não. O senhor é o primeiro. Mas não imagino que seja muito diferente de um cachorro.

Bom, "Mais Forte que o Sol" é o segundo livro de uma duologia chamada "Irmãs Lyndon". O dois livros podem até ser lidos fora de ordem, mas a história fica mais completa se começar por "Mais Lindo que a Lua". Neste segundo livro temos o tipo de sinopse de romance de época que adoro: Casamento de Conveniência. Que não é um enredo usado muito pela Julia Quinn, mas que novamente ela usa com maestria. Li esse livro em menos de sete horas, simplesmente porque não conseguia parar de ler. Os protagonistas são extremamente divertidos. Eles não conseguem ter um dialogo sem tiradas e respostas irônicas. 

Muito bem – falou ele. – Acho que estamos firmando um acordo bastante justo. Eu me caso com a senhorita e a senhorita recebe seu dinheiro. A senhorita se casa comigo e eu recebo meu dinheiro. Ellie piscou. – Realmente não tinha pensado nas coisas dessa forma, mas sim, é basicamente isso.

Charles é um homem que conquista o nosso coração em poucas páginas e a Elleonor é uma moça decidida, animada e disposta a ajudar a todos. As cenas românticas são um amor só, e as outras cenas são sempre divertidas. Acontece tanta coisa com esses dois em poucas semanas...e ótimo de acompanhar cada uma delas. Os personagens secundários também são ótimos, ajudando a criar o clima certo do livro. O enredo do livro também é bem envolvendo, nos ganhando com o romance, os diálogos divertidos, os acontecimentos inesperados, e até mesmo um pouco de suspense, ganhando uma trama inesperada no final.

Sempre pensei que era da cor do pôr do sol, mas agora percebo que estou errado. – Então pegou uma mecha e levou-a aos lábios. – Ele brilha mais. Brilha mais do que o sol. Assim como você.

Eu gostei muito desse livro, e da duologia em geral. Queria que o casal do primeiro tivesse aparecido um pouco aqui, mas a própria autora explicou que Ellie não precisaria casar com Charles se tivesse a irmã por perto para abrigá-la. Ele tem todos os itens que tornam um livro cativante. Com uma escrita envolvente, dinâmica e romântica que a Julia Quinn é especialista em fazer. É uma ótima recomendação para quem gosta de romances do gênero.

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sexta-feira, 23 de agosto de 2019

Resenha: "Um Outro País para Azzi" (Sarah Garland)

Tradução: Érico Assis

Sinopse: Azzi e seus pais correm perigo e precisam fugir às pressas, deixando para trás sua casa, seus parentes, seus amigos, seus trabalhos e sua cultura. Ao embarcarem rumo a um país desconhecido, levam, além da pouca bagagem, a esperança de uma vida mais segura. Azzi terá de enfrentar a saudade que sente da avó e muitos desafios: aprender outra língua, compartilhar a preocupação dos pais, adaptar-se à nova casa e cidade, frequentar a nova escola e fazer novas amizades.

Por Eliel: Como a maioria dos livros infanto-juvenis a leitura é rápida e de fácil compreensão para todas as idades. A história de Azzi é de uma simplicidade e carregada de sentimento. Vale a pena apresentar aos pequenos essa história de tolerância e adaptação.

Não sabemos de que país Azzi saiu com seus pais e suspeitamos de que após a fuga eles chegam à Inglaterra (apenas uma suspeita porque a autora é de lá). Isso faz com que ela se aplique à qualquer povo que se vê frente a frente com a guerra e precisa fugir deixando tudo para trás.

Com "tudo", me refiro não só aos bens materiais, mas também familiares, costumes, cultura. Isso tudo é tratado com muito cuidado pelas mãos de Sarah Garland, que escreveu e ilustrou essa obra após o contato que teve com famílias refugiadas na Nova Zelândia. As expressões de angustia e falta de esperança estampada nos rostos dessas pessoas chamou muito a atenção de Sarah, principalmente ao reparar nas crianças. Como uma forma de auxiliar ela procurou por livros que contassem histórias parecidas com a que essas crianças viviam.

Bem sabemos a importância que a representatividade é para ajudar a lidar com situações de fragilidade emocional, social e psicológica. Porém, Sarah não encontrou nada. Após muito estudo junto à esses povos e suas memórias, ela percebeu que, não importa a nacionalidade ou a cultura, a maior dificuldade era em relação à adaptação à outra cultura ou língua e a saudade de tudo o que fica para trás.

Um livro simples, fruto de grande pesquisa diante de uma necessidade faz de Um Outro País para Azzi uma obra primorosa e de uma profundidade única, sem sombra de dúvida é um livro para qualquer idade.

Arrisco a dizer que é um ótimo material para se trabalhar em escolas e outras instituições que acabam por ter contato com povos de culturas diferentes da nossa. Aqui na minha cidade, Itu-SP, tem uma pequena comunidade de haitianos. Sinceramente, não sei qual é a real situação econômica e social nesse país, mas mas seria interessante fazer a intenção que esse livro desperta chegar à grupos como esses espalhados pelo Brasil perto de onde vivemos. Como brasileiros somos conhecidos por sermos um povo hospitaleiro.

Às vezes, não temos muito o que fazer para ajudar. No entanto, fazermos algo que seja do nosso alcance para tornar a transição menos difícil já é uma grande ajuda para quem a recebe. Óbvio que não queremos que essas pessoas esqueçam suas raízes, podemos aprender com o que eles trazem como experiência.

Gostei da experiência que tive com a história de Azzi e deixo aqui minha recomendação.

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segunda-feira, 19 de agosto de 2019

Resenha: "A Metade Sombria" (Stephen King)

Tradução de Regiane Winarski

Por Stephanie: Quando li a sinopse de A Metade Sombria, logo fiquei interessada. Não sei por que eu havia esquecido que o livro tinha uma pegada sobrenatural, por isso fui surpreendida desde o começo. O clima sombrio já é notável nos primeiros capítulos, e a escrita característica de King consegue nos deixar imersos e curiosos para ver o que virá pela frente.

Não é novidade que Stephen King gosta de escrever sobre escritores. Eu adoro ler sobre esse tipo de personagem porque sempre acabo me identificando muito com seus pensamentos (afinal, um dia ainda quero publicar meu livro). Ver Thad, o protagonista, refletindo sobre seus trabalhos e sobre sua relação com o pseudônimo George Stark foi fascinante e me despertou grande empatia.

(...) afinal,  ele era escritor de ficção… e um escritor de ficção no fundo não passava de um sujeito pago para contar mentiras. Quanto maiores as mentiras, melhor o pagamento.

Por falar em Stark… que personagem aterrorizante! Toda vez que ele surgia, eu sabia que algo terrível estava para acontecer. O aspecto vilanesco dele poderia ter soado caricato ou forçado, mas acho que combinou com essa obra em específico. Talvez seja graças a escrita densa de King, que consegue transmitir toda a maldade de maneira crua. Porém, é bom lembrar que o autor tem como característica a prolixidade, ou seja, não espere um livro super fluido (o que não o desmerece de forma alguma).

(...) Mas, quando estava escrevendo como George Stark, e particularmente sobre Alexis Machine, Thad não era o mesmo. Quando ele… abria a porta, talvez seja a melhor forma de dizer… quando ele fazia isso e convidava Stark pra entrar, ficava distante. Não frio, nem mesmo morno, só distante. (...)

Como um bom livro de King, é preciso avisar: há cenas pesadas, que chegam a embrulhar o estômago. Se você for muito sensível, não recomendo. A parte policial e de investigação é bem empolgante, mas achei um pouco inverossímil em algumas passagens (parece que a polícia é meio burra, às vezes…).

O desfecho é bem satisfatório. Acho que dentro das possibilidades, King soube fechar os arcos com maestria e ainda deixar aquela pulguinha atrás da orelha da gente, hehe. Recomendo muito essa leitura pra quem está atrás de uma boa história sobrenatural com doses de drama e investigação!

Até a próxima, pessoal!

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segunda-feira, 12 de agosto de 2019

Resenha: "Daisy Jones & The Six" (Taylor Jenkins Reid)


Tradução de Alexandre Boide

Por Stephanie: Não faz muito tempo que saiu a minha resenha de Evelyn Hugo aqui no blog, e quem leu deve se lembrar que eu rasguei muita seda para aquele livro – que inclusive está entre as minhas melhores leituras de 2019. Desde então, eu li um outro livro da autora (que achei apenas bom), até me deparar com Daisy Jones & The Six, lançado recentemente pela Cia das Letras e que está bombando lá fora há uns bons meses. É dele que irei falar um pouquinho hoje.

A obra de Taylor Jenkins Reid é uma ficção histórica que se propõe a contar a história da banda sensação dos anos 1970, Daisy Jones & The Six, desde seu início até a fatídica separação, que o público nunca soube bem por que ocorreu – até agora. Por meio de entrevistas, temos os diversos pontos de vista de membros e ex-membros da banda, além de outros depoimentos de pessoas que estiveram envolvidas com ela ao longo dos anos.

Muitas vezes a verdade não está nem de um lado nem de outro, e sim escondida num meio-termo.

Apesar de amar música, principalmente rock, confesso que não sou muito ligada nas bandas e músicas que fizeram sucesso antes da década de 80. Por isso, quando soube que a autora havia se inspirado em Fleetwood Mac para criar a história contada nesse livro, corri para ouvir a banda e conhecer um pouco mais do rock e pop daquela época. Foi uma ótima escolha, que inclusive recomendo muito para quem quiser se ambientar ainda mais durante a leitura.

Não que a ambientação de Daisy Jones seja ruim, muito pelo contrário; é uma das melhores coisas da obra. A gente consegue visualizar com muita facilidade os cenários, as roupas e o estilo de vida que são narrados ao longo do enredo. Taylor tem uma capacidade sensacional de imergir o leitor em suas obras, e é uma das características que mais admiro nela.

Os personagens, mesmo que expressos apenas em suas falas durante as entrevistas, são muito tridimensionais e fáceis de imaginar. Não nego que no começo foi um pouco difícil de acompanhar e entender quem era quem, mas é algo que dá pra se acostumar fácil depois de poucos capítulos.

O mais óbvio seria dizer que a protagonista do livro é a personagem que tem seu nome em destaque: Daisy Jones. Porém, eu sinto que a importância de cada um foi bem dividida, ainda que em alguns momentos a narrativa de Daisy seja a mais presente. Não acho que ninguém ficou apagado, pois a autora soube trazer verossimilhança e mostrar que cada pessoa tem seu papel em uma história, e que, ainda que pareça pequeno, faz diferença.

Gostei muito da representação feminina no livro. Temos mulheres à frente do seu tempo, com personalidades fortes e opiniões que com certeza soavam pouco ortodoxas para a época. E isso está diretamente ligado ao machismo, que também é mostrado (e denunciado) ao longo da obra.

Eu não tinha o menor interesse em ser a porra da musa de alguém. Eu não sou a musa. Eu sou esse alguém. E assunto encerrado.

Os homens parecem achar que merecem um prêmio quando tratam as mulheres como seres humanos.

Outros assuntos pesados e relevantes também são abordados no livro, como alcoolismo, abuso de drogas e relacionamentos abusivos. Tudo é muito crível e faz bastante sentido dentro do contexto da história. Mas há também a presença forte de romance, então, nem tudo se resume a “sexo, drogas e rock n’ roll”. Por mais bagunçados que sejam, os casais da obra foram uma das partes mais interessantes para mim, porque são mostrados com muita complexidade e verossimilhança, sem floreios.

É difícil não comparar Daisy Jones e Evelyn Hugo; ambas são obras de ficção histórica com mulheres intrigantes entre os protagonistas. Ainda que tenham sido experiências ótimas, eu ainda prefiro Evelyn, porque achei que a autora conseguiu transmitir mais sentimento na história. Em Daisy Jones eu me senti mais como uma espectadora, mas ainda assim fiquei bastante entretida, portanto, recomendo muito essa leitura!

Agora espero ansiosamente pela série que será lançada pela Amazon, com produção de Reese Witherspoon. Quero muito ouvir todas as músicas da banda (principalmente Aurora). Preciso que essa banda exista em carne e osso, ainda que somente na ficção.

Até a próxima, pessoal!

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sexta-feira, 9 de agosto de 2019

Resenha: "Espere por mim" (Carol Dias)


Sinopse: Quebrado. Irritado. Abandonado.

Era assim que Toni se sentia por dentro. Todos os dias ele lutava contra o monstro que vivia dentro de si, para não repetir as cenas que aconteceram naquela noite de Ano Novo.
Na noite em que tudo mudou.
Na noite em que ele perdeu Pâmela, o grande amor da sua vida.
Não por estar morta, mas desaparecida. Suas atitudes fizeram com que ela corresse dele como o diabo foge da cruz. No momento em que ele mais precisava, teve que assistir aquela que amou e protegeu dar as costas a tudo por medo.
Mas não pararia por ali. Toni disputaria a luta mais importante da sua vida para provar ao mundo quem era de verdade.
Bastava que Pâmela aceitasse seu único pedido: o de esperar por ele.


Por Jayne Cordeiro: Acabei chegando a este livro através de um clube do livro que participo aqui na minha cidade. Tenho outros dois livros da autora, Clichê e Inversos, os quais gostei bastante. Então fiquei curiosa para ler Espere por mim, e que também é um livro curtinho, então dava para ler rápido. E posso dizer que apesar de ter uma ideia bem legal, ele teve algumas coisas que não gostei muito. Achei bem interessante a história trazer o universo do MMA e um personagem que traz problemas de controle de raiva, e que precisa lidar com isso, quando acaba sofrendo as consequência dos seus atos, como a perda do trabalho e da mulher que ama. Até aí eu achei tudo bem legal, mas acho que há certo pontos que poderiam ter sido trabalhados diferentes, e tornariam a história melhor.

Eu me perdi, eu te perdi. Eu te encontrei e eu fui me encontrar.

Primeiro, eu achei o livro um pouco corrido. E por isso, não temos praticamente chance nenhuma de ver o casal unido e de nos apegarmos a eles. Algumas cenas mostrando os dois interagindo como um casal dariam uma razão para torcermos por eles juntos. No final das contas não ligamos muito se eles ficam ou não juntos, por causa disso. Outra coisa, foi algumas atitudes que os dois tiveram, principalmente a protagonista Mel, que decide logo no começo ir embora, sem discutir nada e ainda grávida (não é spoiler). Era preciso uma conversa, e não cabia a ela a decisão de afastar Toni da criação dos filhos.

Pâmela foi minha. Eu mudaria a parte do foi. Porque não posso me contentar com não ter essa mulher ao meu lado. Ela será minha novamente. É uma promessa.

Aí você pode dizer, mas se ele tinha problemas de controle da raiva, ela ter ido embora era a coisa certa. Não tiro dela o direito de acabar o relacionamento e se afastar. Mas ele nunca fez nenhum mal a ela, e o filho é dele também. Fora que ele é deixado sozinho para passar por uma situação bem difícil. Então eu acabei não gostando muito da protagonista. E isso não vai mudar durante o livro, mesmo no final.

Cansei de deixar alguém narrar a minha vida. Eu sou o protagonista, vou narrar em primeira pessoa. 

Apesar disso, o livro não é ruim. Não é o melhor livro dela para mim. O livro é curto, então poderiam ter colocados mais páginas, e desenvolvido um pouco mais a história. É um livro que prende, e você lê muito rápido. Então não dá para dizer que é um péssimo livro. Porque ele entretêm. Mas poderia ser ainda melhor. O livro tem um conto chamado Te Quiero, sobre dois personagens que aparecem no livro, e ele é muito bom. Pode sair dali um livro bem legal.

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segunda-feira, 5 de agosto de 2019

Resenha: "Nightflyers" (George R. R. Martin)


Tradução: Alexandre Martins

Sinopse: Nas fronteiras do universo, uma expedição científica composta de nove acadêmicos dá início à missão de estudar os volcryn, uma misteriosa raça alienígena. Existem, no entanto, mistérios mais perigosos a bordo da própria nave. A Nightflyer, única embarcação que se dispôs à missão, é uma maravilha tecnológica: completamente automatizada e pilotada por uma única pessoa. O capitão Royd Eris, porém, não se mistura com a tripulação – conversando apenas através de comunicadores e se apresentando somente por holograma, ele mais parece um fantasma do que um líder. 

Quando Thale Lassamer, o telepata do grupo, começa a detectar uma presença desconhecida e ameaçadora por perto, a tripulação se agita e as desconfianças aumentam. E a garantia de Royd sobre a segurança de todos é posta à prova quando uma entidade malévola começa uma sangrenta onda de assassinatos.


Por Jayne Cordeiro: Este livro do autor de Game of Thrones não é um lançamento, afinal o livro é antigo, mas essa é uma edição nova lançada pela Editora Suma. A edição é muito bonita, de capa dura, e com ilustrações em alguns pontos. É um livro curto e que consegue prender o leitor até o final. Em um primeiro momento a história segue um pouco devagar, apresentando os personagens. Não sei se a ideia é fazer o leitor se apegar a eles, porque isso não acontece. A escrita do autor é muito impessoal, e eu senti como se estivesse vendo tudo de fora, o que não é tão legal, como quando o leitor se sente vivenciando aquilo.

Não sei quem ou o que ele é, não sei se aquela história que nos contou é verdade, e não ligo. Talvez ele seja uma mente hrangan, o anjo vingador dos volcryn ou o segundo advento de Jesus Cristo. Que diferença isso faz, porra? Ele está nos matando! — Ele olhou para cada um deles. — Qualquer um de nós pode ser o próximo. Qualquer um de nós. A não ser… Temos que fazer planos, fazer alguma coisa, acabar com isso definitivamente.

Apesar dessa questão, a história se desenvolve bem, e um mistério vai surgindo, incentivando a leitura. Dá para perceber que a história vai tendo uma crescente, e consegue surpreender o leitor no final. Adoro uma história de ficção cientifica, e esse livro cumpre todos os requisitos. Tem conversas sobre temas espaciais e sobre um povo misterioso, tem personagens cibernéticos, acidentes e mortes suspeitas, ação e mistérios para resolver. É uma obra bem interessante. O livro já virou um filme, e tem previsão de se transformar em outro. Uma série estava sendo planejada, mas parece ter sido deixada de lado.

— Entende o quê? — perguntou D’Branin, perplexo.— Você não entende — disse Royd com firmeza. — Não finja que sim, Melantha Jhirl. Não! Não é sábio nem seguro estar lances demais à frente.

Como disse, a história é bem escrita e coesa. Apresenta vários personagens, e apesar da forma como a história é contada, é possível simpatizar com alguns personagens e torcer por eles no final. A história é bem entendível, e o autor procura deixar as informações claras para o leitor que é novato nesse universo. Nunca tinha lido nada do autor, e para um primeiro contato, foi uma boa experiência. E a Suma está de parabéns pela edição que está linda.

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Ana Liberato