segunda-feira, 10 de agosto de 2020

Resenha: “Entre Estantes” & “Pétala” (Olivia Pilar)


Por Kleris: Você curte continhos para os entremeios da vida? Os da Olivia com certeza vão preencher seu momento de leitura! Ambos foram autopublicados e se encontram no Kindle Unlimited :)

A gente nunca tá preparado para as novas fases da vida. Ou pelo menos pra faculdade e o mundo que ela nos abre. 
Sabe quando o que você mais quer é mostrar para o mundo e para você mesma que fez a escolha certa?

Isabel é aquela caloura ansiosa para fazer tudo certinho, sequela clássica do ensino médio. Na primeira atividade do semestre, ela não perde tempo de ir à biblioteca para pegar um livro recomendado pelo professor.

E lá, entre as estantes, alguém chama sua atenção. Mais que isso, mexe com todas as suas perspectivas de vida e identidade.


Entre Estantes é um conto curtito e fofinho sobre quebrar o velho roteiro de vida e encontrar-se em um mar de possibilidades. Olívia tem uma escrita leve e encantadora que entrega uma excelente leiturinha de ponte, seja para mais narrativas lgbt, seja para mais livros longos.







Você já teve a sensação de estar apenas indo, sem sair do lugar? 
Eu escolhia as opções seguras e ela fazia as escolhas arriscadas.

Bruna estava incomodada, mas também ansiosa com a perspectiva de sair da sua zona de conforto. Só que, se era pra se sentir justa com os próprios sentimentos e em sintonia com a sua relação, não poderia se resignar mais a se entregar pela metade ou mesmo de qualquer jeito.

Foi assim que marcou um encontro com Pétala, quem pensava ser só mais um encontro no point. Para Bruna, no entanto, era o dia de mudar o rumo das coisas e o dia de respeitar o que verdadeiramente sentia.

Nos envolvemos na história através de uma DR que há muito tempo espreitava o relacionamento das duas. Entremeado às memórias de Bruna, o encontro mostra como a resposta pode estar na nossa frente, mas, por influências externas, postergamos dar o primeiro passo.

É um curtaconto sobre entregas e sobre tomar decisões em respeito aos próprios sentimentos, acima de qualquer opinião. Olívia nos entrega uma narrativa leve e dinâmica, ótima para curar ressacas literárias!



Curta o Dear Book no Facebook
Siga @dear_book no Twitter e @dearbookbr no Instagram
sexta-feira, 7 de agosto de 2020

Resenha: "Daqui a cinco anos" (Rebecca Serle)

Sinopse: Onde você se vê daqui a cinco anos? Dannie Kohan sabe exatamente o futuro que deseja e o que deve fazer para conquistá-lo. Depois de arrasar na entrevista para seu emprego dos sonhos em um dos maiores escritórios de advocacia de Nova York e de ser pedida em casamento pelo namorado, ela vai dormir com a certeza de que está no caminho certo para realizar todos os seus planos.
Quando acorda, entretanto, ela está em um apartamento diferente, com outro anel de noivado no dedo e um homem que nunca viu antes ao seu lado. A televisão mostra que é a mesma noite — 15 de dezembro —, mas cinco anos no futuro.
Depois de uma hora intensa e chocante nesse cenário, Dannie acorda de novo, de volta ao presente, como se nada tivesse acontecido. Profundamente abalada e sem entender o que houve, ela decide acreditar que foi apenas um sonho, por mais realista que tenha sido. E parece funcionar. Isto é, até quatro anos e meio depois, quando Dannie encontra o homem que viu naquela noite inusitada.
Ao mesmo tempo divertida e emocionante, Daqui a cinco anos é uma história sobre lealdade, amor, amizade e a natureza imprevisível do futuro.

Por Stephanie: É difícil ler a sinopse de Daqui a cinco anos e não ficar com vontade de ler. Eu sou apaixonada por qualquer temática que envolva universos paralelos, viagem no tempo ou premonições, e foi isso que esperei do novo livro de Rebecca Serle. Além do aparente romance, é claro. Mas, ao terminar a leitura, senti que não encontrei nada do que esperava, e que aquilo que a autora entregou foi um pouco decepcionante.

A primeira coisa que não me agradou muito foi a escrita. As descrições excessivas de roupas e grifes, bem como o vocabulário da protagonista, me fizeram achar que Rebecca era uma autora inexperiente e que esse livro era, na verdade, para o público jovem adulto – e nenhuma dessas suspeitas se confirmou. Felizmente, o tom simplista da narrativa vai diminuindo ao longo da história, mas as descrições de peças de roupas ainda persistem (e seguiram me incomodando).

Não posso falar muito do enredo sem revelar spoilers, mas o que posso dizer é que dificilmente o leitor irá encontrar o que espera, porque acho que a sinopse dá uma ideia diferente daquilo que a autora desenvolve em sua obra. Em resumo, o romance romântico fica de lado para dar espaço a um outro tipo de relacionamento.

Por um instante, esqueço do futuro que vi. Prefiro me deixar levar por este presente sólido e inquestionável.

A partir do momento em que o verdadeiro enredo dá as caras, eu pude prever muitos dos acontecimentos, o que nem sempre é interessante quando a intenção do autor claramente é a de surpreender. Não me levem a mal, eu reconheço o esforço de Rebecca em tentar fazer algo diferente, mas achei toda a construção da história um tanto quanto anticlimática.

Por falar em construção, é justamente o ponto principal que me fez não comprar a ideia que a autora desenvolveu. Acredito que com um trabalho inicial melhor (como um prólogo, por exemplo), me convenceria melhor da tal relação entre os personagens, que, como já disse, não posso explicar melhor para não revelar nada de importante.

Acredito que Daqui a cinco anos possa sim agradar e emocionar muita gente, principalmente quem se surpreender positivamente com os rumos que a história toma. Alguns dos conflitos são interessantes e é um livro muito rápido de ler, por isso indico sim a leitura para todos que tiverem curiosidade. A surpresa pode ser positiva, no fim das contas.

Agora vejo como o amor estava tão presente na minha vida que eu podia me dar ao luxo de não pensar a respeito.

Até a próxima, pessoal!

Curta o Dear Book no Facebook
                                                                    Siga o @dear_book no Twitter e o @dearbookbr no Insta 
segunda-feira, 3 de agosto de 2020

Resenha: "Romance entre Rendas" (Loretta Chase)


Tradução: Simone Reisner

Sinopse: Que lady Clara Fairfax é dona de uma beleza estonteante, Londres inteira já sabe. Mas a fila de pretendentes que bate à porta de sua casa com propostas de casamento já está irritando a jovem.
Cansada de ser vista apenas como um ornamento, Clara decide afastar-se um pouco da alta sociedade e se dedicar à caridade. Um dia, numa visita a uma obra social, ela depara com uma garota em perigo e pede ajuda ao alto, sombrio e enervante advogado Oliver Radford.
Radford sempre foi avesso à nobreza, mas, para sua surpresa, pode vir a se tornar o próximo duque de Malvern. Embora queira manter sua relação com Clara no campo estritamente profissional, aos poucos ele percebe que ela, além de linda, é inteligente, sensível e corajosa.
E quando a perspectiva de casamento se aproxima, tudo o que Radford pode fazer é tentar não perder a cabeça por Clara. Será que a herdeira mais adorada da sociedade e o solteiro menos acessível de Londres serão vítimas de seus próprios desejos?

Por Jayne Cordeiro: E chegamos ao último livro da série As Modistas. Uma série que me conquistou demais, com suas protagonistas independentes e de classe social bem incomum. E esse último livro, apesar de não ser sobre uma modista, foi uma ótima conclusão. Passamos os outros livros acompanhando Clara Fairfax, em suas aventuras na busca por um marido que veja mais do que apenas a sua beleza, e como personagem secundária e ligada a todos os maridos das modistas. E preciso dizer que eu gostei muito desse livro. É como voltar ao ápice do primário, e possivelmente, superando ele.

Clara é um perfil já conhecido de mocinha de romance de época. Protegida a vida toda, guiada a encontrar um marido nobre. Ao contrário do que vemos muito, ela é deseja como esposa, e recebe diversos pedidos, mas sempre recusa, pois deseja algo "mais" do casamento. Radford é um tipo de personagem sempre divertido de ver. Ele é metódico, racional, e muito inteligente. Assim, ele é odiado pela maioria das pessoas e não liga para isso. Apesar de fazer parte de uma família nobre, ele é do lado mais comum, e é um ótimo advogado. 

As interações entre ele e Clara são maravilhosas. Ela se mostra tão perspicaz e inteligente quanto ele, e isso o surpreende. Junto com a atração entre eles, que Radford sabe que não deve ser incentivada, devido a diferença de classes. Mas as coisas acontecem, e o casal precisa enfrentar diversos obstáculos. Preciso apontar que a forma como Radford lida com os pais de Clara, foi memorável. Nunca vi nada parecido e foi ótimo. A forma como o relacionamento do casal se constrói, como apesar do lado racional dele, e de toda a criação de Clara, eles conseguem evoluir, sem ficar presos a questões comuns, foi incrível.

O livro tem um pouco de tudo, com drama, romance, diálogos inteligentes e divertidos, e um pouco de aventura. O enredo também trás um tema legal, falando sobre a realidade dos jovens pobres e como muitas vezes a situação social os levam para mal caminho, e que oportunidades e companhias podem fazer toda a diferença em seus futuros. Foi uma conclusão excepcional, para uma série que teve dificuldades no segundo livro, mas que merece um destaque na estante.


Curta o Dear Book no Facebook

Siga o @dear_book no Twitter e o @dearbookbr no Insta


sexta-feira, 31 de julho de 2020

Resenha: "Volúpia de Veludo" (Loretta Chase)



Tradução: Simone Reisner

Sinopse: Simon Fairfax, o fatalmente charmoso marquês de Lisburne, acaba de retornar relutantemente a Londres para cumprir uma obrigação familiar.
Ainda assim, ele arranja tempo para seduzir Leonie Noirot, sócia da Maison Noirot. Só que, para a modista, o refinado ateliê vem sempre em primeiro lugar, e ela está mais preocupada com a missão de transformar a deselegante prima do marquês em um lindo cisne do que com assuntos românticos.
Simon, porém, está tão obcecado em conquistá-la que não é capaz de apreciar a inteligência da moça, que tem um talento incrível para inventar curvas – e lucros. Ela resolve então ensinar-lhe uma lição propondo uma aposta que vai mudar a atitude dele de uma vez por todas. Ou será que a maior mudança da temporada acabará acontecendo dentro de Leonie?
Volúpia de veludo, terceiro livro da série As Modistas, é uma história de amor envolvente, com personagens femininas fortes e determinadas que transitam com perfeição entre o romantismo e a sensualidade.

Por Jayne Cordeiro: "Volúpia de Veludo" é o terceiro livro da série As Modistas, da Loretta chase. Fiquei um pouco receosa com esse livro, porque o anterior não foi tão bom, e a Leonie (protagonista aqui) não foi uma irmã muito explorada nos livros anteriores. Então não tinha muita ideia do que viria a seguir. Mas esse livro foi evoluindo nos primeiros capítulos e se mostrou uma boa surpresa. Não é melhor ou igual ao primeiro, mas chega quase lá.

Enquanto no livro anterior as coisas demoraram para andar entre o casal, aqui o desenvolvimento do casal acontece de forma mais fluída e rápida. Os dois se entendem muito bem, e todos os momentos em que os protagonistas aparecem juntos é divertido e interessante. Leonie me surpreendeu por ser aquela mulher metódica e ligada a números que esperávamos, mas também se mostrou jovem, apaixonada e emocional. Apesar de todo o envolvimento com Simon, ela sempre tem os pés no chão, ainda aproveitando os sentimentos que ele despertava nela.

E o que dizer de Simon , o marquês de Lisburne? Eu gostei muito dele. Acho até que mais do que de Clevedon, do primeiro livro. Simon tem um jeito bem divertido de se expressar, e ver o ponto de vista dele sobre as coisas e de como se sente a respeito de Leonie, é um dos maiores pontos positivos do livro. Adorei a interação entre eles. E além do relacionamento dos dois, a história secundária é interessante e divertida. Swarton e sua poesia sofrida e a busca pelo desenvolvimento da Gladys, foram temas que trouxeram leveza, diversão e motivos válidos para o nosso casal protagonista interagir.

As irmãs de Leonie ficaram um pouco sumidas, mas era de se esperar. Uma menção a Clevedon, que assumiu maravilhosamente bem o papel de irmão mais velho de Leonie. Para mim foi um ótimo livro. Não superou o primeiro, mas ainda trás todas as qualidades que tornam essa série única,  com mocinhas independentes e livres, que não precisam seguir todas as comuns regras sociais. A autora conseguiu dar um destino satisfatório as irmãs Noirot. Agora falta o último livro, que curiosamente não é sobre as irmãs, sobre Clara Fairfax, que foi presença constante em toda a série.



Curta o Dear Book no Facebook

Siga o @dear_book no Twitter e o @dearbookbr no Insta

segunda-feira, 27 de julho de 2020

Resenha: " A Escolha - The Travis Family " (Lisa Kleypas)



Tradução: A. C. Reis

Sinopse: Ela evitava relacionamentos a qualquer custo. Ele jamais pensou que encontraria alguém como ela.
Avery Crosslin organiza os melhores casamentos da alta sociedade de Houston, no Texas, mas não acredita no amor, pelo menos não quando o assunto é a vida dela. Quando conhece Joe Travis e o confunde com um fotógrafo de casamentos, não tem a intenção de deixar que ele se aproxime. Mas Joe é o tipo de homem que vai atrás do que quer, e ela acaba não resistindo.
Depois de uma noite juntos, no entanto, Avery está determinada a impedir que isso aconteça novamente. Um homem como Joe só pode significar problemas para uma mulher como ela. E justo quando acaba de ser contratada para planejar o casamento do ano, um evento decisivo, ela não vai deixar que distrações a impeçam de alavancar a sua carreira.
Mas complicações começam a se acumular rapidamente, colocando o grande evento em risco, especialmente quando os segredos da noiva vêm à tona. Em pouco tempo Avery é levada a fazer a escolha mais difícil de sua vida. E precisa arriscar tudo – sua carreira, sua família e seu coração – para descobrir o que realmente importa.

Por Jayne Cordeiro: "A Escolha" éno quarto e último livro da série "The Travis Family". Apesar de recomendar a leitura sequencial, este até pode ser lido de forma isolada. Cada livro foca em um membro da família Travis, e dessa vez é com Joe Travis. Outra coisa interessante, é que essa série é contemporânea, diferente da grande maioria dos lançamentos da autora, que é mais conhecida pelos romances de época.

Eu gostei desse, apesar de ele não ser um dos melhores da autora, e nem da série. Mas ainda assim, é uma leitura legal e cativante. Achei que passaria muita raiva com a protagonista Avery, porque ela é aquele tipo de pessoa que já passou por um romance dificil, e decidiu que é melhor viver sozinha, sem dar oportunidade ao amor. A sorte dela, é que Joe sabe o que quer e insiste nela. Mas não foi algo forçado ou tão clichê quanto eu imaginei que seria. A história é bem realista, e o desenvolvimento do casal foi muito bem construído.

O enredo é simples e sem grandes surpresas, mas ainda assim trás personagens cativantes e é uma leitura gostosa. Me lembrou um pouco um série da Nora Roberts, por trazer o universo da organização de casamentos, e para quem gosta daqueles programas com essa temática, é um prazer a mais.

O livro é bem dinâmico, trás histórias secundárias legais, mas que não chegam a roubar a cena. Os funcionários da empresa da Avery são divertidos, e isso foi um ponto a mais. Preciso comentar que o livro tem uma cena romântica, envolvendo fotos, que simplesmente amei. E as cenas do casal, são  muito boas, principalmente pelo Joe. Mas senti falta de ver as coisas pelo ponto de vista dele. Ele era bem expressivo e sincero, mas ainda assim, gostaria de ler os pensamentos dele.

No geral, foi um bom livro. A série toda é bem consistente, e é uma ótima oportunidade de ver a Lisa contando um outro tipo de história. 


Curta o Dear Book no Facebook

Siga o @dear_book no Twitter e o @dearbookbr no Insta


sexta-feira, 24 de julho de 2020

Resenha: "Os Blues Que Não Dançamos" (Franck Santos)


Por Kleris: 
“Será que inventei você? Será que inventei esta história? [...] Sinto-me uma ilha dentro desta Ilha onde moro. Contudo, sei que somos raros. Raros.”

Os Blues Que Não Dançamos é uma noveleta de inquietações que nos envolve no romance à distância de Bento e Pedro. Eles se conheceram em aplicativo de relacionamento e estenderam a relação para troca de e-mails. Pedro dizia que era por ser avesso a redes sociais. Bento, por outro lado, sempre sonhador e esperançoso, fica a mercê das escolhas do outro e de suas escassas informações. 
Estou aqui nesta casa em obras, mas me vejo caminhando pelas ruas noturnas e despertas da sua cidade; da sua cidade, Pedro, da metrópole onde moras. Você me compreende? Diga que sim, abra espaço em você para o meu desejo.

Adentramos na história pelo ponto de vista de Bento, através de seu fluxo de pensamento, sempre carregado de devaneios, fantasias, planos e expectativas. A narrativa, porém, se guia por recortes temporais: um “antes” e um “depois” de uma viagem combinada para se encontrarem em Goiás, numa cidade no meio do caminho de suas residências (Bento, da grande ilha de São Luís, e Pedro, de São Paulo).

Entre lacunas e delírios, o enredo vai costurando seus mistérios e nos agraciando com crônicas poéticas desse amor sempre à espera de mais. É inevitável torcer por Bento e seus anseios; bate forte a questão da responsabilidade afetiva. Mas quando conhecemos o outro lado da história, repensamos todos nossos julgamentos. Ainda mais quando a significância do título se faz valer.

Este é meu primeiro livro do Franck Santos e com certeza a porta de entrada para muitos ♥️ Sua escrita flui maravilhosamente bem, envolve bem, cativa.

As referências de músicas e livros são um encanto à parte. Vamos de Clarice, Guimarães Rosa e Caio Fernando de Abreu a Gal Costa, Marina Lima, Nina Simone, dentre outros. 
Este disco me transporta para uma época em que se acreditava num futuro, futuro esse que acho que chegou conosco. A música tem esse poder, essa magia de máquina do tempo. Infelizmente, ela não transporta corpos, apenas a mente viaja.

A leitura traz muito da nossa realidade, de romances virtuais, de escapes, de resistência. É um livro curto, porém, para ser sorvido como quem aprecia um bom vinho: no seu tempo. Ótimo para você que busca uma história despretensiosa, mas que arrebata e que deixa uma ressaca gostosa com dignos blues.

De bônus, tem um posfácio da Lindevânia Martins que, junto à edição maravilinda da Editoria Moinhos, é um presente ao leitor *---* O colofão, então, inesquecível! 
Quanto tempo dura uma lembrança?

Fica o convite, tanto pelos blues em vinis, quanto pela história de um grande amor!




Curta o Dear Book no Facebook
Siga @dear_book no Twitter e @dearbookbr no Instagram
segunda-feira, 20 de julho de 2020

Resenha: "A Cantiga dos Pássaros e das Serpentes" (Suzanne Collins)


Tradução de Regiane Winarski

Sinopse: É a manhã do dia da colheita que iniciará a décima edição dos Jogos Vorazes. Na Capital, o jovem de dezoito anos Coriolanus Snow se prepara para sua oportunidade de glória como um mentor dos Jogos. A outrora importante casa Snow passa por tempos difíceis e o destino dela depende da pequena chance de Coriolanus ser capaz de encantar, enganar e manipular seus colegas estudantes para conseguir mentorar o tributo vencedor. A sorte não está a favor dele. A ele foi dada a tarefa humilhante de mentorar a garota tributo do Distrito 12, o pior dos piores. Os destinos dos dois estão agora interligados – toda escolha que Coriolanus fizer pode significar sucesso ou fracasso, triunfo ou ruína. Na arena, a batalha será mortal. Fora da arena, Coriolanus começa a se apegar a já condenada garota tributo... e deverá pesar a necessidade de seguir as regras e o desejo de sobreviver custe o que custar.

Por Stephanie: Jogos Vorazes é minha trilogia/série favorita; li na época do hype e assisti a todos os filmes no cinema. Então nem preciso dizer como fiquei animadíssima e ansiosa quando soube que mais um livro dentro desse universo seria lançado. Foi quase um ano de espera e muita expectativa. Mesmo quando eu soube que o ponto de vista seria do maior vilão da trilogia, o Presidente Snow, tentei não me desanimar e confiar na capacidade e talento de Suzanne Collins. E é com muita alegria que digo que, pra mim, esse foi um dos melhores livros do ano até agora.

A Cantiga dos Pássaros e das Serpentes nos apresenta uma Panem muito diferente da que conhecemos na trilogia original. O país ainda se encontra em condições precárias pós-guerra, tentando se reerguer. Os Jogos Vorazes estão em sua décima edição e não têm nem de longe o mesmo glamour que nos foi apresentado na 74ª edição, da qual Katniss e Peeta participaram.

É nesse cenário que encontramos Coriolanus Snow (ou “Coryo”, para os íntimos). Ele é um adolescente prestes a se formar no ensino médio, cujo maior desejo é entrar na universidade e conseguir um bom cargo para recuperar a antiga glória de sua família, que perdeu todo o dinheiro após investir em armamentos do extinto Distrito 13. A oportunidade de ser mentor dos Jogos Vorazes vem então como uma chance de alcançar esse objetivo.

Bom, você sabe o que dizem. O show só acaba quando o tordo canta.

Não vou falar muito sobre o enredo para não correr o risco de dar algum spoiler. Portanto, prefiro me aprofundar no que achei dos personagens e desenvolvimento da história. Antes de mais nada, tenha em mente que Coriolanus é uma pessoa horrível e que Suzanne sabe muito bem disso. Ainda que no começo da história ele não seja uma pessoa tão ruim assim, é possível enxergar algumas das características que conhecemos no líder de Panem da trilogia. Ditadores não nascem ditadores nem se tornam pessoas horríveis da noite pro dia, e acho que a autora soube apresentar muito bem essa evolução negativa em Snow. Não há romantização de seus pensamentos ou atitudes nem espaço para o leitor sentir empatia por ele.

A vida do protagonista se desenrola em paralelo com os acontecimentos dos Jogos, que sofrem diversas mudanças ao longo do livro (algumas delas propostas pelo próprio Snow), e eu achei muito interessante acompanhar o desenvolvimento dessa décima edição. Como já disse no início da resenha, Panem e principalmente a Capital apresentadas em ACDPEDS são bem diferentes das que já conhecemos. A sociedade é outra e lida de maneira bem diferente com os Jogos. Os tributos não são nem considerados seres humanos (assim como qualquer pessoa que venha de distrito). Ver esse contraste foi bastante chocante e me deixou muito imersa na história; eu queria entender como a mentalidade das pessoas mudou tanto, já que na trilogia os Jogos são o maior evento do ano para a Capital, que trata os tributos quase como celebridades (até vibrar com suas mortes violentas na arena).

O livro é dividido em três partes. Nas duas primeiras, há muito material sobre política e sociedade (além dos Jogos propriamente ditos), enquanto na última parte vemos as consequências dos acontecimentos e como Coriolanus lida com isso. Foi justamente nesse último terço que achei que o ritmo deu uma desacelerada e alguns acontecimentos foram meio desinteressantes.

Sobre as relações entre os personagens, gostei muito da dinâmica entre Coriolanus e Tigris. Sejanus também foi ótimo de acompanhar e Lucy Gray me encantou com sua coragem. O romance, se é que pode-se chamar assim, foi bem esquisito e, ainda que a verdadeira natureza da relação seja explicada, acho que é uma das fraquezas da obra.

Outro ponto negativo, na minha opinião, foi o epílogo. Ainda que feche bem a história e explique um pouco mais da origem de Snow, acredito que Suzanne poderia ter trabalhado de maneira diferente porque traria mais esclarecimentos. Ela deixou algumas questões em aberto que poderiam ter sido respondidas nessa parte, também.

Snow cai como a neve, sempre por cima de tudo.

Mas enfim, fora esses dois pontos, eu adorei essa leitura e recomendo muito para os fãs da trilogia que queiram conhecer mais sobre o universo de Suzanne Collins. Quem é muito apegado a Katniss e cia. pode acabar se decepcionando bastante, porque os personagens dessa obranão são nem de longe tão carismáticos quanto os das trilogia original, mas para aqueles que querem entender as origens dos Jogos e receber algumas respostas sobre questões levantadas nos livros posteriores, A Canção dos Pássaros e das Serpentes chega a ser um livro essencial, ainda que não pareça.

Até a próxima, pessoal!

Curta o Dear Book no Facebook
Siga o @dear_book no Twitter e o @dearbookbr no Insta
sexta-feira, 17 de julho de 2020

Resenha: "Escândalo de cetim" (Loretta Chase)


Tradução: Simone Reisner

Sinopse: Irmã do meio entre as três proprietárias de um refinado ateliê de ­Londres, Sophia Noirot tem um talento inato para desenhar chapéus luxuosos e um dom notável para planos infalíveis. A loura de olhos azuis e jeito inocente é na verdade uma raposa, capaz de vender areia a beduínos.
Assim, quando a ingênua lady Clara Fairfax, a cliente mais importante da Maison Noirot, é seduzida por um lorde mal-intencionado diante de toda a alta sociedade londrina, Sophia é a pessoa mais indicada para reverter a situação.
Nessa tarefa, ela terá o auxílio do irmão cabeça-dura de lady Clara, o conde de Longmore. Alto, musculoso e sem um pingo de sutileza, Longmore não poderia ser mais diferente de Sophia. Se a jovem modista ilude as damas para conseguir vesti-las, ele as seduz com o intuito de despi-las. Unidos para salvar lady Clara da desonra, esses charmosos trapaceiros podem dar início a uma escandalosa história de amor... se sobreviverem um ao outro.
Em Escândalo de cetim, segundo livro da série As Modistas, Loretta Chase nos presenteia com um dos casais mais deliciosos já descritos. Além de terem uma inegável química, Sophia e Longmore são divertidos como o rodopiar de uma valsa e sensuais como um corpete bem desenhado.

Por Jayne Cordeiro: "Escândalo de Cetim" é o segundo livro da série As Modista. Já contei por aqui que amei o primeiro livro. E até questionei se a autora conseguiria outro livro na série que chegasse ao mesmo nível ou superior ao primeiro. E para mim, ela não conseguiu. Este livro não é ruim. O livro é bom, ainda trás boas qualidades do primeiro, mas ele não conseguiu me conquistar tanto. Não foi uma história que me fez ficar ansiosa para ver aonde iria, e a primeira parte acaba se arrastando um pouco.

A protagonista Sophia é a irmã Noirot responsável por achar soluções inteligentes para os problemas que aparecem. Ela é aquela que manipula uma situação para cumprir seus desejos. O que no momento é útil, já que a loja delas está sofrendo a pressão do casamento de Marcelinne com o duque e agora o risco de ficar sem sua melhor cliente, que é a lady Clara Fairfax. E pelo primeiro livro já vemos que há um clima entre Sophia e Harry, Conde de Longmore. O irmão de Clara.

A primeira parte do livro foi a mais dificil pra mim, porque as coisas demoraram para acontecer. Tudo girou em tentar encontrar a Clara, e o romance não teve nenhuma chance de se desenvolver. Nesse ponto, os diálogos deveriam compensar, mas não foram instigantes ou divertidos. Apesar dessa parte contar com algumas cenas interessantes e até incomuns.

Na segunda parte do livro que a coisa começa a deslanchar. E apesar de não chegar ao ponto do primeiro livro, pelo menos consegue tornar a leitura mais fluída e interessante. E até porque o verdadeiro enredo da história começa realmente aí. Sophia é uma personagem muito boa, porque ela também trás aquela independência e desenvoltura que as três irmãs trazem, e que são um frescor diferencial nos romances de época. Já Longmore não é diferente de nenhum um outro nobre que vejo por aí. Mas o casal funciona bem no final, e o tom da relação dos dois fica mais leve e divertida. E gostei muito de como a autora resolveu as coisas entre eles no final.

No final das contas, temos aqui um bom livro. É bem escrito, os detalhes sobre os figurinos, que é uma característica da série, são ótimos. E a história é bem construída. O casal demora um pouco para ganhar ritmo, mas quando isso acontece, a experiência é muito boa. O primeiro ainda é bem superior, mas vamos ver onde o terceiro livro nos levará.

Curta o Dear Book no Facebook

Siga o @dear_book no Twitter e o @dearbookbr no Insta



segunda-feira, 13 de julho de 2020

Resenha: "Ligeiramente Perigosos" (Mary Balogh)


Tradução: Ana Rodrigues 

Sinopse: Aos 35 anos, Wulfric Bedwyn, o recluso e frio duque de Bewcastle, está ávido por encontrar uma nova amante. Quando chega a Londres, os boatos que correm são os de que ele é tão reservado que nem a maior beldade seria capaz de capturar sua atenção.
Durante o evento social mais badalado da temporada, uma dama desperta seu interesse: a única que não tinha essa intenção. Christine é impulsiva, independente e altiva – uma mulher totalmente inadequada para se tornar a companheira de um duque. Ao mesmo tempo, é linda e muito, muito atraente.
Mas ela rejeita os galanteios de todos os pretendentes, pois ainda sofre para superar as circunstâncias pavorosas da perda do marido. No entanto, quando o lobo solitário do clã Bedwyn jura seduzi-la, alguma coisa estranha e maravilhosa acontece. Enquanto a atração dela pelo sisudo duque começa a se revelar irresistível, Wulfric descobre que, ao contrário do que sempre pensou, pode ser capaz de deixar o coração ditar o rumo de sua vida.
Em Ligeiramente perigosos, o sexto e último livro da série Os Bedwyns, Mary Balogh conclui a saga desta encantadora família em uma trama repleta de cenas sensuais, tiradas espirituosas e personagens à frente de seu tempo. Ao unir um homem e uma mulher tão diferentes, ela mostra que o resultado só poderia ser um par perfeito.

Por Jayne Cordeiro: E chegamos ao último livro da série "Os Bedwyns". Uma série que foi me conquistando a cada livro, e que esperei ansiosa por este último, sobre o primogênito da família, Ulfric, o Duque de Bewcastle. E o que dizer? Foi tudo o que eu esperava e ainda mais. Sempre desejei que ele fosse obrigado  abandonar seu jeito frio e impessoal, e se visse apaixonado por uma mulher que fugisse dos ideais tradicionais de uma duquesa. E foi bem assim.

Desde o primeiro livro da serie temos tido a oportunidade de desvendar camadas desse homem. Sabemos que ele é uma pessoa que assumiu seu papel de duque, como nenhum outro, e que ele aprendeu a esconder suas emoções. Mas aqui temos a chance de ver de forma menos velada, o lado passional dele, leal e mais doce. Neste livro, temos algumas referências a Orgulho e Preconceito, da Jane Austen, que é um clássico entre os romances.

É interessante ver como Wulfric é aquele nobre sério e contido, e a Christine é mais solta e alegre, de família simples. O que os coloca em situações bem interessantes. É impossível não ficar encantada com essa história. Como se Ulfric fosse um filho que vemos crescer  queremos, calorosamente, que seja feliz. O livro trás algumas cenas memoráveis, em que ele consegue equilibrar seu ar aristocrático em meio a leveza  diversão. As cenas envolvendo o resto da família Bedwyn também são ótimas.

Como conclusão de uma série, foi um fechamento bem especial. A história é romântica,  dramática, divertida, e tem aquele gostinho de nostalgia e conclusão. O leitor termina com o coração aquecido e ao mesmo tempo um pouco triste por tudo ter chegado ao fim. Não há como gostar de romances de época e nunca ter dado a chance a essa família que leva o sobrenome a sério, mas que não deixa de conquistar o que deseja.


Curta o Dear Book no Facebook

Siga o @dear_book no Twitter e o @dearbookbr no Insta



sexta-feira, 10 de julho de 2020

Resenha: "A Herdeira" (Daniel Silva)


Tradução: Laura Folgueira

Sinopse: "Em uma escola privada na Suíça, um mistério envolve a identidade da linda menina de cabelos pretos que chega todas as manhãs acompanhada por carros dignos de um Chefe de Estado. Alguns dizem que ela é filha de um rico homem de negócios, mas, na verdade, seu pai é Khalid bin Mohammed, o impiedoso príncipe da Arábia Saudita. No passado, o monarca foi celebrado por suas reformas sociais e religiosas, mas, agora, é detestado por seu papel no assassinato de um jornalista. Quando sua filha é sequestrada, ele se volta para o único homem capaz de encontrá-la antes que seja tarde demais.
Gabriel Allon, o lendário chefe da inteligência israelense, passou a maior parte da vida lutando contra terroristas, incluindo assassinos jihadistas financiados pela Arábia Saudita. No entanto, o príncipe Khalid está empenhado em quebrar o laço entre seu país e o islamismo radical. Apenas por essa razão, Gabriel o tem como um parceiro valioso, apesar de longe do ideal. Com a vida de uma criança e o trono da Arábia Saudita em risco, eles se tornarão aliados improváveis em uma guerra mortal pelo controle do Oriente Médio. Ambos fizeram sua cota de inimigos. E ambos têm tudo a perder.
Repleto de humor, reviravoltas impressionantes e personagens inesquecíveis, A herdeira é um viciante e sofisticado estudo sobre alianças políticas e a rivalidade de grandes poderes em um mundo perigoso, provando, mais uma vez, que Gabriel Allon é um dos grandes espiões da ficção."

Por Jayne Cordeiro: Suspense não é um gênero que eu costume de ler, e quando leio, é sempre ligado ao blog ou a leituras coletivas. Na maioria das vezes, eu tenho boas experiências com essas leituras. Dessa vez, "A Herdeira", de Daniel Silva, veio através de uma leitura coletiva, que entrei exatamente por ser de suspense (para incentivar a mim). Quando comecei essa leitura, não sabia que o autor já era bem estabelecido, com um nome no gênero. E nem que esse livro fazia parte de um universo composto por mais de uma dezena de livros, mostrando o mesmo personagem, Gabriel Allon.

Mas não se preocupe. Dá para ler perfeitamente sem ter tido acesso a nenhum livro anterior do autor. Acontece alguns comentários sobre situações anteriores e até aparece personagens antigos, mas tudo flui bem, e você consegue curtir a experiência sem problemas. "A Herdeira" foi um livro que conseguiu me prender, mas sem me deixar ansiosa pela leitura. Tem livros que a gente começa a ler e não consegue parar. Este aqui, eu conseguia sem esforço. Não pelo livro ser ruim, mas provavelmente pelo meu pouco gosto pelo suspense.

Agora, o livro é bom. A história é bem construída. É bastante dinâmica, com viagens para diversos países, perseguições, manipulações, ação e estratégias. Nenhum momento é deixado solto ou ocupando espaço a toa. O enredo é interessante, e com reviravoltas inesperadas. Não tem como saber o que vai acontecer na página seguinte. O livro também trás questões políticas bem legais e realistas. Quando acabei, fiquei pensando que daria um ótimo filme ou série. Não é aquele suspense assassino/polícia, mas ainda consegue levantar teorias, ppr causa do enredo voltado para serviços de inteligência. Acredito que este livro deixa evidente porque o autor conseguiu ser uma referência nas histórias de espionagem e agentes secretos. É uma ótima leitura para esse gênero.

Curta o Dear Book no Facebook

Siga o @dear_book no Twitter e o @dearbookbr no Insta

segunda-feira, 6 de julho de 2020

Resenha: "Sedução da Seda - As Modistas 1" (Loretta Chase)



Tradução: Simone Reisner

Sinopse: Talentosa e ambiciosa, a modista Marcelline Noirot é a mais velha das três irmãs proprietárias de um refinado ateliê londrino. E só mesmo seu requinte impecável pode salvar a dama mais malvestida da cidade: lady Clara Fairfax, futura noiva do duque de Clevedon. Tornar-se a modista de lady Clara significa prestígio instantâneo. Mas, para alcançar esse objetivo, Marcelline primeiro deve convencer o próprio Clevedon, um homem cuja fama de imoralidade é quase tão grande quanto sua fortuna.
O duque se considera um especialista na arte da sedução, mas madame Noirot também tem suas cartas na manga e não hesitará em usá-las. Contudo, o que se inicia como um flerte por interesse pode se tornar uma paixão ardente. E Londres talvez seja pequena demais para conter essas chamas. 
Primeiro livro da série As Modistas, Sedução da seda é como um vestido minuciosamente desenhado por Loretta Chase: de cores suaves e românticas em alguns trechos, mas adornado com os detalhes perfeitos para seduzir.

Por Jayne Cordeiro: "Sedução da Seda" é o primeiro livro da série As Modistas, da Loretta Chase. Preciso começar dizendo que sou apaixonada por essa capa. Acho uma das mais lindas no geral, e dos romances de época, não lembro de uma melhor. E esse livro me conquistou em poucas páginas. A mocinha Marcelinne é tão diferente do que costumo ver em outro romances do gênero. Já não é comum ver como protagonista uma mulher que não é de uma família aristocrata, e ainda mais uma lojista, que não é bem vista nas altas rodas. E esta mulher tem uma personalidade maravilhosa. Ela é decidida, esperta, manipuladora (sem más intenções) e dedicada a conseguir tornar a loja dela, a mais famosa da Inglaterra. E tudo isso porque ela coloca a filha e as irmãs em primeiro lugar.
As primeiras interações dela com o Duque de Clevedon são ótimas. Ele é tão aristocrata quanto um duque deve ser, mas também é passional, e por mais que analise os fatos, e saiba quais as intenções de Marcelinne, ele não consegue se impedir de girar em torno do universo dela. Ele é divertido, sedutor, de bom coração. Foi um casal que encantou, e o leitor pode vivenciar bastante interações entre eles. Gostei de como ele percebia as estratégias dela e de suas irmãs, e de divertia com isso.
Os personagens secundários são ótimos, e é preciso uma ressalva para a filha de Marcelinne, que é uma graça. Já vi várias crianças em romances de época, que sempre contribuem bastante, mas essa aqui, foi bem diferente do padrão. A história é divertida, bem estruturada, as situações são interligadas. A escrita é cativante, e para mim, foi um inicio ótimo para série. Fico me perguntando se a autora irá conseguir superar esse livro, em algum outro livro da série.

Curta o Dear Book no Facebook

Siga o @dear_book no Twitter e o @dearbookbr no Insta



sexta-feira, 26 de junho de 2020

Resenha: "Ligeiramente Pecaminosos" (Mary Balogh)


Tradução: Ana Rodrigues

Sinopse: Em meio à Batalha de Waterloo, lorde Alleyne Bedwyn é ferido e dado como morto pela família. Ao acordar, ele se vê no quarto de um bordel sem lembrar quem é ou como foi parar ali. Sua única certeza é que deseja conquistar o coração do anjo que cuida dele todo dia.
Contudo, assim como ele, Rachel York não é quem parece. Depois de enfrentar uma situação difícil, que a levou a viver numa casa de pecados, agora a bela e inteligente jovem precisa recuperar seu dinheiro e as economias das amigas prostitutas, roubados por um falso clérigo. E o belo soldado de quem vem cuidando parece perfeito para se passar por seu marido e ajudá-la em seus planos.
Porém, apesar de ter perdido a memória, Alleyne não perdeu nada de sua sedução. De volta a Londres, os dois se envolvem em um escândalo pecaminoso e, a cada beijo, esquecem que seu relacionamento é apenas uma farsa e ficam mais perto de se entregar à paixão.
Neste quinto livro da série Os Bedwyns, Mary Balogh apresenta um romance repleto de humor, com personagens carismáticos que o leitor não conseguirá abandonar ao fim da história.

Por Jayne Cordeiro: "Ligeiramente Pecaminosos" é o quinto, e penúltimo, livro da série sobre a familia Bedwyn. Essa família que me conquistou e que entrou no hall das melhores em romances de época. E outra vez, a autora se superou, explorando bem um tema comum, e ajnda trazendo um tópico que nunca vi ser abordado nesses romances.

A história desse livro acontece simultaneamente ao quarto livro, da Morgan. Alleyne acaba perdendo a memória após ser atingido na batalha de Waterloo, e resgatado por Rachel. Uma jovem dama, que acabou morando em um bordel. E é aí que vem uma das coisas mais legais do livro. A presença de jovens prostitutas como personagens secundárias, que são extremamente divertidas, e uns amores. Nunca tinha visto isso em um romance de época.

E todo mundo combinou perfeitamente, porque elas eram atenciosas, verdadeiras e divertidas. Da mesma forma que Rachel, apesar de ser mais inocente, e Alleyne, que mantém muito de suas características,  mesmo desmemoriado.

O livro trás a questão da prostituição de forma delicada e leve, como todos os temas tratados pela autora, e boa divertimos muito com esse grupo todo. É um livro muito leve, divertido e doce. Alleyne está maravilhoso, e ele faz um par bem legal com a Rachel. Principalmente do meio para o final, quando a coisa ganha rumo.

A interação de todos é muito interessante, apesar de achar que o conjunto acabou se sobressaindo um pouco mais do que o casal em si. Mas não deixa de ser um romance muito bom. E de certa forma me lembrou algo que a Julia Quinn escreveria. Neste livro a familia Bedwyn aparece pouco, mas temos uma das cenas mais fofas de toda a série. E agora começa a vir aquela nostalgia, porque só falta um livro para acabar, e esse é o mais esperado da série. Será a hora de ver Bewcastle se apaixonar.


Curta o Dear Book no Facebook

Siga o @dear_book no Twitter e o @dearbookbr no Insta


segunda-feira, 22 de junho de 2020

Resenha: "O caso dos dez negrinhos" (Agatha Christie)

Tradução de Leonel Vallandro

Por Thaís Inocêncio: Dez pessoas que não se conhecem recebem um convite misterioso para passar alguns dias na famosa Ilha do Negro. Embora não se lembrem muito bem do anfitrião, elas aceitam o convite, afinal, parece ser um lugar muito agradável que abriga uma mansão luxuosa. O que elas não esperavam é que a estadia na ilha não seria nada relaxante, e sim muito assustadora.

Ao chegarem ao local, os dez convidados descobrem que o anfitrião não está lá e que o barco que os levou já partiu, deixando-os sem possibilidade de sair da ilha. Mas a mansão está abastecida com muitos alimentos, então eles ficam tranquilos. Até que, após o primeiro jantar, eles ouvem uma gravação acusando cada um deles de ter cometido um crime que, direta ou indiretamente, resultou numa morte.

Logo, eles descobrirão que, dentro da casa, existe alguém que pretende fazer justiça com as próprias mãos, vingando-se de um por um dos convidados. Para isso, o justiceiro desconhecido vai se inspirar num poema infantil em que dez negrinhos são eliminados, um de cada uma vez, de maneiras diferentes (É tipo a musiquinha dos 5 patinhos da Xuxa, que cada um vai sumindo de uma vez, sabe? Só que o poema do livro explica como cada um “some”). Ao mesmo tempo, dez figuras negras que estavam em cima de uma mesa começam a desaparecer. Mas quem é o assassino? É alguém de fora ou um dos dez convidados? E como eles vão escapar dessa? Só lendo pra saber!

Esse foi o segundo livro da Rainha do Crime que eu li e gostei bem mais do que o outro – que foi “Assassinato no Expresso do Oriente”). O livro é curtinho, mas tem muita ação, emoção e consegue prender a gente até o fim! Além disso, percebi que não tem como ler Agatha Christie sem ficar tentando adivinhar quem é o culpado. Durante quase toda a leitura, eu desconfiei de uma pessoa e é claro que eu estava errada, porque a dona autora sempre segue pelo caminho que a gente menos imagina!

No Brasil, o livro foi relançado em 2014 pela Globo Livros com o título “E não sobrou nenhum”. Isso ocorreu porque a versão original, lançada em 1939, é “Ten Little Niggers” e a palavra “nigger”, nos Estados Unidos, tem cunho racista; ela era usada para insultar os negros ou se referir a eles de maneira pejorativa. Na nova versão, o local se chama Ilha do Soldado e o poema fala sobre dez soldadinhos. Minha edição, comprada por 5 reais em um sebo, ainda leva o título antigo. De todo modo, a história não é sobre a morte de pessoas negras; o nome original se refere ao poema.

Recomento muito a leitura!

Até a próxima, galera!
Curta o Dear Book no Facebook
Siga o @dear_book no Twitter e o @dearbookbr no Insta
sexta-feira, 19 de junho de 2020

Resenha: "Ligeiramente Seduzidos" (Mary Balogh)


Tradução: Ana Rodrigues

Sinopse:  Jovem, estonteante e nascida em berço de ouro. É apenas isso que Gervase Ashford, o conde de Rosthorn, enxerga em Morgan Bedwyn quando a conhece, num dos bailes da alta sociedade inglesa em Bruxelas.  Em circunstâncias normais, ele não olharia para ela duas vezes – prefere mulheres mais velhas e experientes. Porém, ao saber que Morgan é irmã de Wulfric Bedwyn, a quem Gervase culpa pelos nove anos que passou longe da Inglaterra, decide que ela é o instrumento perfeito para satisfazer seu desejo de vingança.  Mas Morgan, apesar de jovem e inocente, também é independente e voluntariosa e, assim que entende as intenções do conde, se prepara para virar o jogo e deixar claro que não se deixará manipular por ninguém.  Em Ligeiramente seduzidos, quarto livro da série Os Bedwyns, Mary Balogh nos brinda com mais uma história fascinante. Em uma trama repleta de traição e vingança, escândalo e sedução, ela mostra que o caminho para o amor pode ser difícil, mas que a recompensa faz cada passo valer a pena.

Por Jayne Cordeiro: "Ligeiramente Seduzidos" é o quarto livro da série Os Bedwyns, e foca na caçula da família, Morgan. Quando vi a sinopse do livro, achei que seria mais um livro sobre vingança, que vemos como tema em romances de época. Mas Mary Balogh tem um jeito especial de pegar ideias clichês e dar toda uma roupagem nova. E no final das contas não ficamos com aquela sensação de que já vimos isso antes. Este livro também trás alguns tópicos que não costumam ser usados em romances do gênero.

Pela primeira vez vi uma lady vivenciando a realidade de uma guerra, e também uma  questão  sobre sexualidade inédita para mim nesses livros. Fora isso, ela consegue trazer a vingança como chamariz do enredo, mas ele não é ponto principal da história aqui, e Gervase consegue ser único nesse sentido. Adorei como a autora deu um equilibrio a Morgan (personagem mais nova desse universo) entre imaturidade e racionalidade. Ela consegue ser tão madura para algumas coisas, mas também tem atitudes que são esperadas da idade e inexperiência dela.

Gervase me lembra muito Joshua, do livro anterior. Ele consegue seguir a maré e não se mostrar abalado por quase nada. Ele também não se deixa envolver pela vingança, e logo confunde vingança e emoções. Este livro trás mais uma overdose da familia Bedwyn, e vemos um Wulfric que não poderia ser imaginado a 3 livros atrás. Os personagens secundários novos dessa história também são ótimos, e há uma história bem interessante em relação ao passado de Gervase.

Não posso dizer que seja o melhor livro da série,  pois pra mim, o segundo  e o terceiro superam. Mas ainda assim é um ótimo romance de época. A autora conseguiu passar uma história real e com várias novidades. Divertida, dramática e romântica. É uma boa indicação de leitura. 

Curta o Dear Book no Facebook

Siga o @dear_book no Twitter e o @dearbookbr no Insta



 
Ana Liberato