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segunda-feira, 19 de junho de 2017

[Novidades] Leandro Reis é agora Leandro Radrak + ebooks

Leandro Reis, autor da trilogia fantástica Legado Goldshine (resenhas) e Garras de Grifo (resenha), agora assumiu a alcunha Leandro Radrak e traz seus livros em formato digital!

O Legado Goldshine, Sombras da Morte e contos Fragmentos de Grinmelken já foram disponibilizados no catálogo Amazon-Radrak. Apenas Garras de Grifo está em espera. Veja abaixo links direcionados – e trechos de resenhas da Sheila!



Filhos de Galagah (resenha) – Senhor das Sombras (resenha) – Enelock (resenha) 
"Filhos de Galagah" possui personagens complexos, uma trama bem elaborada e uma linguagem simples que faz com que as páginas praticamente virem sozinhas. Para quem gosta de Literatura Fantástica, posso dizer que não deixa nada a desejar aos títulos estrangeiros, prendendo a atenção do leitor do início ao fim - e ficando com gosto de quero mais, claro, já que a trama não é resolvida no primeiro livro. Vale ainda destacar que as cenas de ação são muito bem escritas, numa narrativa que, apesar de descritiva, não cansa por não ser extensa, mas precisa. Por mais que a temática explorada seja muiiiiiiittto antiga e extensamente usada - a luta do Bem contra o Mal - Leandro consegue nos transportar à um mundo paralelo, onde o Bem e o Mal descritos podem quase ser sentidos, tocados ... Enfim, diálogos inteligentes, ação, aventura, drama e até mesmo um toque de humor em algumas passagens, fazem do Livro I da trilogia não só um livro muito bom, mas, na minha modesta opinião, memorável.

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Além de chamar atenção para a ação neste segundo volume, muito maior que no primeiro, iremos encontrar um grupo menos entrosado, com Iallanara aprofundando-se mais em seu conflito interno entre luz e trevas, e Galatea mostrando-se mais humana e sujeita a falhas. Enfim, Leandro Reis consegue construir uma miscelânea de personagens, diálogos, espaços, narrativas e conteúdo para leitor de Literatura Fantástica nenhum colocar defeito. E se você não é muito fã deste tipo de livro, mesmo assim recomendo ler. Realmente muito bom.

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Mas o mais importante, com um final que não deixa nada a desejar, nem muito previsível nem fora do contexto da trama, que emociona e faz a leitura da trilogia e o acompanhar da jornada de todos os personagens valer – e muito – a pena. Vale destacar também que todas as pontas soltas e dúvidas são explicadas, e até umas passagens que ficaram um tantinho “forçadas” nos outros livros, são revisitadas e ampliadas, não só explicando mas também justificando sua presença na trama. E para quem, assim como eu, ficou com um “gostinho de quero mais” pode dar uma olhadinha no blog do autor no conteúdo extra do mundo de Grinmelken aqui, o lugar onde se passa a história.

*em espera*


Este é um livro de ação e aventura, onde a honra acaba sempre ficando em primeiro lugar, na luta contra a ganância e a sede de poder. A narrativa de Leandro é brilhante, consegue descrever todas as cenas de forma a fazer com que nos sintamos transportados até as batalhas que as gêmeas terão de lutar – em grande parte do livro separadas – para resgatar seu povo. Mas preparem-se para lutas ruidosas, com muito sangue derramado, membros decepados, mas também planos ardilosos e reviravoltas surpreendentes. Ah, e para quem leu Legado Goldshine, teremos também a participação de um personagem muito querido do clã de Galatea – mas que não vou contar quem é para não estragar a surpresa! Enfim seja você fã de literatura fantástica ou não, é um livro que realmente vale a pena ser lido, arte e capa bem feitos, narrativa empolgante, estória bem construída e amarrada, sem pontas soltas. Recomendo!




A bruxa vermelha – A garganta do macaco – A dama inevitável –
Esperança corrompida – A dama noturna – A lenda de Remiel –
Dia de caçada – Alma de Dragão

Os livros digitais da Amazon podem ser lidos no celular, Tablet, computador ou dispositivo Kindle; basta baixar o Software Kindle na Play ou Apple Store, se cadastrar e começar a usar. Se você tem o Kindle Unlimmited, as leituras saem de graça!

Para acompanhar mais do autor, curta a página

Leandro “Radrak” Reis, mora em São José dos Campos-SP. Colecionador de espadas, trilhas sonoras e miniaturas, é fascinado pelas estórias de dragões, elfos e magia. Começou a escrever valendo-se de um cenário imaginário de nome Grinmelken, mundo que surgiu quando, há mais de uma década, imaginou suas paisagens e personagens pela primeira vez.

Inspirado por diversas referências, escreveu contos e criou lugares, personagens e sociedades, baseado em pesquisas, imaginação e muita discussão. Decidiu investir no meio literário em 2006, dedicando-se fortemente às comunidades e listas relacionadas à literatura especulativa.

Após oito anos publicando pela editora IDEA, passou para o conteúdo digital, focando a disponibilização de suas publicações na Amazon.


Até a próxima!

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quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Resenha: "Garras de Grifo" (Leandro Reis)

Por Sheila: Oi pessoas! Hoje vim aqui para apresentar a vocês o novo livro de Leandro Reis, autor pelo qual - diga-se de passagem - me tornei uma fã incondicional. Já lançamos por aqui as resenhas da trilogia Legado Goldshine: 

- Filhos de Galagah (livro 1),  
- O Senhor das Sombras (livro 2) 
- Enelock (livro 3)

Para quem já leu os citados, fica um pouco mais fácil de se entender a estória, que se passa algo em torno de umas quatro ou cinco décadas após o término do último livro da trilogia.

Enfim, vamos ao "Garras de Grifo". Alexia e Ingrid são irmãs gêmeas. Isso pode não significar muita coisa neste mundo, no momento presente, mas em Grinmelken, no clã dos Grifos - um dos clãs das planícies bárbaras - esse é um presságio de má sorte, devendo um dos filhos ser sacrificado. Afinal "Dois grifos não nascem de um mesmo ovo".

O pai das meninas, no entanto, é o bravo guerreiro Reimbrand, o Ágil, e amou suas duas menininhas no segundo em que as viu, decidindo ficar com as duas apesar das exigências do xamã de seu clã pelo sacrifício de uma delas ao Grande Grifo. Para tanto, embrenhou-se na floresta, trazendo em sacrifício dois leões, um por cada uma de suas filhas, e carregando no corpo as marcas da batalha. 

Mas para um Grifo, povo bárbaro e feroz, a palavra amor tem um significado diferente do que poderíamos imaginar. Assim as gêmeas, desde tenra idade, tiveram de submeter-se a rigorosíssimos exercícios e treinos, a fim de se tornarem dignas de seu povo e bravas guerreiras.
Estavam debaixo do sol quente há uma hora, o que faria outras crianças com cinco verões pedirem água e procurarem sombra. Mas eram filhas de Reimbrand, e apanhariam muito se não cumprissem seu treinamento (...)
O pai aproximou-se lentamente avaliando-as.
- O que estão fazendo? - perguntou.
Ambas o encararam, orando ao Grande Grifo para que tais palavras não fossem para elas.
- Concentrem-se! - gritou ele, estampando a mão aberta nas costas de Ingrid. A criança foi ao chão, levantou-se, girou a espada e reassumiu a postura, apontando para a irmã.
Alexia colocou os olhos nela e ambas vislumbraram lágrimas, medo e ódio.
Com o passar dos anos, as duas gêmeas crescem transformando-se em bravas guerreiras. Ingrid, mais forte e destemida, Alexia, mais ágil e inteligente. No entanto, "ganância e traição" (como nos conta a sinopse do livro) vem dividir e arruinar seu povo. Terão as gêmeas coragem para lutar contra o próprio pai, que num acesso de raiva assassinou-lhes a mãe? Ou a rivalidade entre as duas, presente desde a infância, acabará por afastá-las definitivamente?
- Desde pequenas eu as vejo competir. Ingrid sempre provou ser a mais forte e resistente - disse ele arrancando um sorriso ainda mais largo da jovem bárbara. Continuou: - Alexia, por sua vez, sempre mais ágil e esperta. Entendam, minhas crias, uma é o leão, a outra, a águia. Juntas, vocês são o grifo.
O sorriso sumiu. Como Alexia era mais ágil? De onde ele tirara isso?
- Vocês precisam se superar! - o tom do líder mudou e, de repente os elogios deixaram de ser importantes. - Alexia precisa se tornar mais forte e resistente, e Ingrid, você precisa ficar mais ágil e esperta. Pois logo o destino irá separá-las e de nada me servirá apenas um leão ou uma águia. Nossa tribo precisa de Grifos. É isso que lhes ordeno. Tornem-se Grifos!
Este é um livro de ação e aventura, onde a honra acaba sempre ficando em primeiro lugar, na luta contra a ganância e a sede de poder. A narrativa de Leandro é brilhante, consegue descrever todas as cenas de forma a fazer com que nos sintamos transportados até as batalhas que as gêmeas terão de lutar - em grande parte do livro separadas - para resgatar seu povo.

Mas preparem-se para lutas ruidosas, com muito sangue derramado, membros decepados, mas também planos ardilosos e reviravoltas surpreendentes. Ah, e para quem leu Legado Goldshine, teremos também a participação de um personagem muito querido do clã de Galatea - mas que não vou contar quem é, para não estragar a surpresa!

Enfim seja você fã de literatura fantástica ou não, é um livro que realmente vale a pena ser lido, arte e capa bem feitos, narrativa empolgante, estória bem construída e amarrada, sem pontas soltas. Recomendo!


quarta-feira, 10 de outubro de 2012

Resenha: "Enelock" (Leandro Reis)

Por Sheila: Olá pessoas! Hoje vim apresentar a vocês o terceiro e último volume da trilogia "Legado Goldshine", de Leandro Reis. A resenha do primeiro livro, Filhos de Galagah, pode ser lida aqui e a do segundo, O Senhor das Sombras, aqui. Como este é a continuação da trama contida nos primeiro e segundo volume, a partir daqui serão lançados alguns spoilers então, para aqueles que ainda não leram e não gostam de estragar a surpresa é melhor parar por aqui e ler antes os dois primeiros livros :).

Vamos então para o último volume Enelock. Por onde começar? Bom, para começo de conversa, este último volume foi maior (em número de páginas), mais denso, com um número maior de personagens, cenas e conflitos, e sem dúvida o melhor dos três livros.

Logo no início, Galatea Goldshine é levada por Baerûn, o dragão guardião de Kalbartera, para explicar-se quanto ao seu procedimento junto ao segundo serafim e Iallanara Nindra. Afinal, ao fim do segundo livro, Galatea havia colocado em prática um difícil plano para salvar a bruxa vermelha da influência de Sukemarantus, plano que punha em risco a segurança da criança guardiã do serafim.
- Você foi escolhida para ser O Flagelo Dourado. A luz dos homens no tempo de escuridão que virá. Faz idéia de quantos Flagelos conseguiram resgatar todos os três serafins? Nenhum. Poucos conseguiram encontrar dois deles, como Ethan e Sandrus, nomes conhecidos por você e seu povo. E você arrisca a vida inocente da guardiã para salvar a alma corrompida daquela bruxa?
- Ela esta se redimindo ... - defendeu.
- A que custo?
- Resgatar a alma de alguém tem um custo?
O desfecho desta conversa irá mudar o cenário tanto da missão de Galatea, como os rumos da guerra, já que Baerûn acaba por banir o dragão Norgard e retirar-se da batalha vindoura. Afinal, até aqui Galatea vem sendo amparada, mas também direcionada por diversos turores: Ethan, Melanthander (o dragão que morre no segundo livro) e Norgard, que concebe o plano contra Sukemarantus, mais por seu antigo desejo de derrotar o lorde das trevas do que por preocupar-se em redimir Iallanara. O problema aqui, não é que Galatea esteja fazendo escolhas erradas; mas que vem se baseando em escolhas dos outros.

É convocado um grande conselho e nas primeiras cem páginas nos deparamos co uma guerra muito mais política do que em campos de batalha, já que é preciso descobrir os aliados e pensar em estratégias de combate. Começa então a guerra da União das espadas, formada pelos reinos aliados de Grinmelken contra Ars Nibul e seu regente Enelock, numa batalha épica o Bem contra o Mal que vem assolando o continente a gerações.

O mais incrível é ver a evolução dos personagens: Galatea, como o aço, é forjada no fogo das intempéries, e tem de traçar um longo caminho de escolhas neste último livro - sozinha - para passar de paladina ingênua à guerreira destemida, nem que para isso tenha vertido lágrimas abundantes e sofrido perdas inestimáveis, a mais dolorosa delas, a perda de sua confiança.

Sua espada repousava sobre a cama, com o dourado da lâmina ressaltado pelo lençol branco. Abriu a janela, aproximou-se lentamente e se sentou, tomando a espada para si. A mente ainda confusa e um sentimento estranho no peito.
Medo.
Medo de falhar e decepcionar a todos.
Nunca tivera dúvida. Seguira todas as ordens sem questionar e agora expunham seus erros, manchando o que considerava serem as ações mais puras.
Já a ruiva Iallanara Nindra, que no fim do segundo livro ruma para Lemurian com Aloudos a fim de ser sua aprendiz na arte da magia, passa de uma garota perdida e perturbada, com uma revolta destrutiva, à "Vitória Escarlate", forte, corajosa e destemida - além de minha favorita, não poderia deixar de dizer.

Ao longo do livro teremos ação, aventura, novas revelações, paixões que começam, relacionamentos que findam, perdas (confesso que chorei na parte em que um dos personagens principais perece na batalha, mas claro que não vou contar quem é), algumas risadas para quebrar a tensão. Além disso, as batalhas são épicas, muito bem detalhadas na narrativa de Leandro, nos levando a alguns anticlímax de tirar o fôlego.

Mas o mais importante, com um final que não deixa nada a desejar, nem muito previsível nem fora do contexto da trama, que emociona e faz a leitura da trilogia e o acompanhar da jornada de todos os personagens valer - e muito - a pena. Vale destacar também que todas as pontas soltas e dúvidas são explicadas, e até umas passagens que ficaram um tantinho "forçadas" nos outros livros, são revisitadas e ampliadas, não só explicando mas também justificando sua presença na trama.


E para quem, assim como eu, ficou com um "gostinho de quero mais" pode dar uma olhadinha no blog do autor no conteúdo extra do mundo de Grinmelken aqui, o lugar onde se passa a história. Além disso, recentemente foi lançado o livro Garras de Grifo, ambientado também em Grinmelken mas com personagens diferentes - apesar de que um personagem super fofo da trilogia dá uma "passadinha" por essa nova aventura, mas isso fica para outra resenha.

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Resenha: "O Senhor das Sombras" (Leandro Reis)

Por Sheila: Olá pessoas! Hoje vim apresentar a vocês o segundo volume da trilogia "Legado Goldshine", de Leandro Reis. A resenha do primeiro livro, Filhos de Galagah, pode ser lida aqui Como este é a continuação da trama contida no primeiro volume, a partir daqui serão lançados alguns spoilers então, para a galera que ainda não leu e não gosta de estragar a surpresa é melhor parar por aqui e ler antes o primeiro livro :)

Bom, o segundo livro começa eletrizante já no prólogo, quando um dos grandes mistérios deixados sem solução no Livro I nos é revelado: o destino do príncipe Thomasil, irmão de Galatea Goldshine, que havia sido aprisionado por Enelock. Para resumir em uma palavra: impactante. De forma alguma eu esperava o que é revelado nas dua primeiras páginas (e, desculpem, mas eu não vou contar ...)

Já nos primeiros capítulos a estória dá seguimento à busca da Campeã Sagrada às crianças com os arcanos, chamadas Serafins, junto com seu grupo de amigos formado ao longo do primeiro livro: Gawyn, um elfo criado por humanos, Sephiros, elfo guerreiro-mago, Ethan, O Flagelo Dourado e Iallanara Nindra, a bruxa vermelha das florestas de Galagah, com o acréscimo de mais alguns aliados importantes. Mas a busca pela segunda criança se mostrará tarefa que parece, em alguns momentos, abalar até mesmo a fé de Galatea a Guardiã da Vida. Preocupada com a segurança dos seus, um momento de fraqueza pode por toda a jornada em risco.
O som da batalha, ainda distante, chamou a atenção de Galatea: gritos de alerta e sons de trovões ecoaram. Chamavam por seu nome.
Há semanas ela procurava pela criança, guardiã da segunda runa, sem êxito. Havia passado próximo à fronteira de Galagah e avistara fumaça, mas Ethan a convencera a tomar a estrada para sudoeste, evitando sua terra natal.
A batalha pareceu aproximar-se. Cheiro de fumaça. Gritos apavorados. A princesa conseguiu distinguir a voz de Gawyn em meio ao tumulto.
- Fé e paciência ... - realçou Vanliot. Seguido de um forte trovão.
Com a descoberta de que a criança procurada encontra-se junto aos povos bárbaros do sul, é para lá que a comitiva se dirige, tendo que correr contra o tempo para que a visão mais aterradora de Galatea não se realize: perder o segundo Serafim para as forças de Enelock. Mas, infelizmente, por mais que o grupo tenha se fortalecido com o acréscimo de novos e valorosos aliados, é na traição de um amigo que reside a fragilidade da missão da Campeã Sagrada.

Enquanto num plano macro trava-se a batalha contra o Bem e o mal no mundo, Iallanara Nindra a bruxa vermelha continua lutando contra as trevas que nela habitam, e que ameaçam subjugar sua, algumas vezes frágil vontade de parara de flertar com as forças das trevas. Além disso, o ressurgimento de Sukemarantus, seu antigo mestre, irá colocá-la em meio a uma escolha aparentemente impossível: matar seus amigos ou traí-los? O fato de ser descendente de uma raça pura, chamada Templaris, só parece confundi-la mais

Ethan sorriu, procurou palavras para explicar e, após alguns segundos, optou pelo modo fácil. - Eles emanam energia positiva para o mundo. (...)
- Eu não emano Energia Positiva, Campeão Sagrado. - Iallanara encarou-o. Ele podia ver a alma fragmentada da pobre criança.
- Mas você já emanou - respondeu ele. - E, não fosse por sua criação, ainda emanaria. Você sabe melhor que ninguém que esta perdida... E sabe também que somente você pode encontrar o caminho de volta à luz.
A ruiva manteve o olhar nele, ainda que seus pensamentos estivessem distantes ... Focados em Sukemarantus, ou na velha que a servira como mãe na infância e como uma serva-zumbi durante o restante de sua vida. Pensava nos homens, mulheres e crianças que oferecera em sacrifício. Não. Não havia mais luz, não havia nada de bom nela. Só restava sobreviver, não importasse como.
Comparado ao primeiro livro, este é muito mais intenso, com batalhas maiores e mais épicas: já não estamos mais às voltas com um grupo isolado em uma missão secreta, mas toda uma guerra é deflagrada, são delineados aliados e inimigos, há intrigas, traições e até mesmo o sacrifício de um dos companheiros de jornada - que não é um dos personagens principais, mas acaba morrendo para poder dar maiores chances a seus amigos de sobreviver.

As vezes as exigências dos leitores devem soar estapafúrdias; se ninguém morre, o texto é taxado de previsível. Se o autor resolve sacrificar um dos personagens eu sou uma leitora que lá no fundo, mas beeeeem no fundinho, espera que ele se salve no último segundo. Mas isso não acontece, e no Livro III (que estou ansiosíssima para ler) haverá menos um companheiro nesta jornada que, aliás, parece ficar cada vez mais difícil.

Além de chamar atenção para a ação neste segundo volume, muito maior que no primeiro, iremos encontrar um grupo menos entrosado, com Iallanara aprofundando-se mais em seu conflito interno entre luz e trevas, e Galatea mostrando-se mais humana e sujeita a falhas. Enfim, Leandro Reis consegue construir uma miscelânea de personagens, diálogos, espaços, narrativas e conteúdo para leitor de Literatura Fantástica nenhum colocar defeito. E se você não é muito fã deste tipo de livro, mesmo assim recomendo ler. Realmente muito bom.
quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Resenha: "Filhos de Galagah" (Leandro Reis)

Por Sheila: Oi pessoas! Como vocês estão? Espero que tudo ok. Hoje vou apresentar para vocês o primeiro livro de uma trilogia escrita por Leandro Reis intitulada "Legado Goldshine". A trilogia compõe-se dos livros Filhos de Galagah, Senhor das Sombras e Enelock, e hoje tentarei falar um pouquinho a respeito do primeiro livro da série, soltando o mínimo possível de spoilers, já que a trama é bem densa e complexa.

De cara somos apresentados a Iallanara Nindra e Galatea Goldshine, que terão seus destinos entrelaçados no desenrolar da trama. A primeira, é uma bruxa vivendo na orla da floresta, sobrevivendo como pode a um mundo que se mostrou hostil desde o princípio. A outra, é uma princesa, cercada de toda a atenção e carinho da família, mas portadora de um destino tão grandioso quanto difícil - ser uma Campeã Sagrada.

Galatea é a princesa, filha do rei Airon e pertencente a linhagem real dos Goldshine, que há gerações vem recebendo de seu Deus Radrak a missão sagrada de trazer paz e justiça ao mundo, ou seja, ser um dos Guardiões da Vida e representar seu Deus em vida. Por séculos o reino de Galagah vem sendo governado pelas mãos justas dos Campeões Sagrados da família Goldshine, mas um Mal há muito a solta ameaça com guerra e terror não só o reino de Galatea, mas todo o equilíbrio sagrado do mundo em que vivem, Mal que tem em um nome sua representação: Enelock.
Airon fitou o chão. Recitou, então, o que lhe fora recitado pelo seu pai:
- Contra o Lorde Supremo da Morte não haverá espada dourada que deixará de perder teu brilho ... Não haverá trégua para a família de Guerreiros da Luz até que seu sangue deixe de existir ... E ele será o carrasco, imortal, incansável e invulnerável para aqueles que têm o deus da Vida como tradição ... Mantendo o ritmo do mundo, trazendo sombras densas à luz cegante.
A fé é o que move um Guardião da Vida, mas mesmo essa titubeia em Airon Goldshine quando, contrariando a todas as expectativas, é Galatea, filha mais nova do Rei, e não seu irmão Thomas, quem se tornará uma Guardiã. Afinal, Enelock tem a seu serviço todo um exército de vampiros, mortos-vivos, bruxas, orcs e outros seres das trevas que tem no mal e sua realização seu único intento. Mesmo assim, o destino - e o deus Radrak - escolhe sua filha mais nova para esta nobre mas árdua tarefa.
Galatea viu o pai olhando-a pasmo e largou a espada no chão, temendo a represália. A luz cessou de imediato.
Demorou alguns segundos até que Airon percebesse, emocionado, que aquele era um sinal divino. A energia sagrada da espada pulsara em sua forma mais pura quando empunhada por sua filha. Era como se ela já fosse uma Campeã Sagrada. Não conseguia entender como. Galatea abaixou-se e segurou a espada para colocá-la de volta no suporte. Novamente a energia pura e dourada preencheu o local.
Começa então o treinamento de Galatea, orientada por seu tutor Módius na arte da guerra e manejo da espada, e seu professor Vanliot nos ensinamentos a respeito dos deuses e de suas histórias e mitos. Na floresta, Iallanara também é treinada, mas com objetivo diferente: ela cresce sendo instruída na arte das trevas e magia negra.

Mas, seja por obra do acaso ou por um motivo maior, estas duas mulheres tão diferentes acabam cruzando seus caminhos, juntando à comitiva Gawyn, um elfo criado por humanos, Sephiros, elfo guerreiro-mago, e Ethan, O Flagelo Dourado, numa busca que os levará à exótica cidadela de Lemurian onde viverão boa parte da aventura deste livro, em sua busca por ... bom, não vou contar para não estragar a surpresa.

"Filhos de Galagah" possui personagens complexos, uma trama bem elaborada e uma linguagem simples que faz com que as páginas praticamente virem sozinhas. Para quem gosta de Literatura Fantástica, posso dizer que não deixa nada a desejar aos títulos estrangeiros, prendendo a atenção do leitor do início ao fim - e ficando com gosto de quero mais, claro, já que a trama não é resolvida no primeiro livro.

Vale ainda destacar que as cenas de ação são muito bem escritas, numa narrativa que, apesar de descritiva, não cansa por não ser extensa, mas precisa. Por mais que a temática explorada seja muiiiiiiittto antiga e extensamente usada - a luta do Bem contra o Mal - Leandro consegue nos transportar à um mundo paralelo, onde o Bem e o Mal descritos podem quase ser sentidos, tocados ... Enfim, diálogos inteligentes, ação, aventura, drama e até mesmo um toque de humor em algumas passagens, fazem do Livro I da trilogia não só um livro muito bom, mas, na minha modesta opinião, memorável. Recomendo. Muito.


domingo, 5 de fevereiro de 2012

#PROMO Trilogia Legado Goldshine


Essa é uma promoção diferente. Para podermos sortear a trilogia completa dessa saga medieval de sucesso vocês precisam primeiro "apoiar o Dear Book" nessa promoção.

 
Ana Liberato