segunda-feira, 6 de novembro de 2017

Resenha: "A Melodia Feroz" (Victoria Schwab)

Tradução de Guilherme Miranda

Por Stephanie: A cabeça de Victoria Schwab deve ser uma loucura. Sempre que pego um livro dela, fico impressionada com sua criatividade e originalidade. E isso se repetiu com a leitura de A Melodia Feroz, um livro que mostra mais uma vez a capacidade da autora de criar mundos incríveis e muito ricos.

O pano de fundo de A Melodia Feroz é um mundo pós-apocalíptico onde monstros são reais e nascem a partir de atos violentos (homicídios, brigas, massacres etc). O lugar que antes era conhecido como Estados Unidos teve seu território novamente dividido em diversas cidades, umas mais desenvolvidas e prósperas, e outras, como Veracidade, ainda possuindo muita violência, caos e claro, monstros. Kate e August, nossos protagonistas, vivem em lados opostos de Veracidade e fazem parte das famílias mais poderosas desses lados. Kate é uma menina rebelde que sonha em ser fria e implacável como seu pai; já August é um monstro que daria tudo para ser humano. A Melodia Feroz aborda a relação entre estes personagens e como nem sempre tudo é uma questão de Bem contra o Mal.
Quando alguém aperta um gatilho, dispara uma bomba, faz um ônibus cheio de turistas cair da ponte, o resultado não são apenas escombros e cadáveres. Existe outra coisa. Algo mau. Uma consequência. Uma repercussão. Uma reação a todo o ódio, dor e morte.
O desenvolvimento do enredo é simples, e acho que esta é uma característica de Schwab: ela constrói um mundo complexo, porém simplifica a trama, trazendo equilíbrio. Achei a ambientação boa, mas confesso que muitas vezes tive dificuldade de entender os cenários e a divisão das cidades. Acho que um mapa facilitaria a vida neste sentido.

Kate e August são personagens muito bem construídos. Kate é um pouco irritante no começo, mas aos poucos foi ganhando minha simpatia e consegui me identificar com ela. Já August eu gostei desde o início, adorei a luta interna dele em não querer ser um monstro e seu jeito tímido e introvertido. Um monstro quase apaixonante, eu diria.
Corsais, corsais, dentes e garras, sombras e ossos abrirão as bocarras. Malchais, malchais, cadavéricos e sagazes bebem seu sangue com mordidas vorazes. Sunais, sunais, olhos de carvão, com uma melodia sua alma sugarão. Monstros grandes e pequenos, cadê? Eles virão para comer você.
Mesmo com vários pontos positivos, não achei este livro tão bom quanto os anteriores que li da autora. Fiquei pouco inserida no mundo e não consegui sentir o clima sombrio e violento que Schwab tentou criar. Acho que tive dificuldade de “comprar a ideia”, sabe?! O enredo, mesmo sendo simples, também não foi totalmente do meu agrado, com reviravoltas pouco surpreendentes e vilões sem muita profundidade. Mas o saldo final é positivo, e foi um livro que ficou bem próximo de 4 estrelas pra mim.

E o melhor de tudo: praticamente não há romance! Adoro quando os autores conseguem dar ênfase ao que realmente importa na história, sem perder tempo com declarações de amor e aquela “melação adolescente” de sempre, e nesse ponto Victoria Schwab acertou em cheio.
Não haviam regras, não havia limites; os culpados e os inocentes, os monstros e os humanos… todos pereciam.
Recomendo muito esta leitura para aqueles que buscam uma fantasia urbana e diferente, com personagens (e monstros) interessantes e protagonistas cativantes, além de boas cenas de ação, aventura e como era de se esperar, violência. Agora é aguardar pelo lançamento da sequência, que será também o final da história de Kate e August!

Até a próxima, pessoal!

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2 comentários

  1. Ainda não conheço o trabalho da autora, mas sei que preciso fazer isso urgentemente!
    Desde que este livro foi lançado, tenho muita vontade de lê-lo. Mas sempre acabo me esquecendo e só me lembrando quando vejo a capa por aí.rs
    Gosto muito do gênero e fiquei me perguntando como seriam meus monstros, criados nos meus momentos de raiva.rs(deu medo)
    Tentarei ler!
    Beijo

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Essa autora é muito boa! Super recomendo os livros dela. Também fiquei pensando nos monstros, principalmente na quantidade que teríamos no mundo de hoje, com tanta violência acontecendo...
      Beijos!

      Excluir

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Ana Liberato