segunda-feira, 12 de agosto de 2019

Resenha: "Daisy Jones & The Six" (Taylor Jenkins Reid)


Tradução de Alexandre Boide

Por Stephanie: Não faz muito tempo que saiu a minha resenha de Evelyn Hugo aqui no blog, e quem leu deve se lembrar que eu rasguei muita seda para aquele livro – que inclusive está entre as minhas melhores leituras de 2019. Desde então, eu li um outro livro da autora (que achei apenas bom), até me deparar com Daisy Jones & The Six, lançado recentemente pela Cia das Letras e que está bombando lá fora há uns bons meses. É dele que irei falar um pouquinho hoje.

A obra de Taylor Jenkins Reid é uma ficção histórica que se propõe a contar a história da banda sensação dos anos 1970, Daisy Jones & The Six, desde seu início até a fatídica separação, que o público nunca soube bem por que ocorreu – até agora. Por meio de entrevistas, temos os diversos pontos de vista de membros e ex-membros da banda, além de outros depoimentos de pessoas que estiveram envolvidas com ela ao longo dos anos.

Muitas vezes a verdade não está nem de um lado nem de outro, e sim escondida num meio-termo.

Apesar de amar música, principalmente rock, confesso que não sou muito ligada nas bandas e músicas que fizeram sucesso antes da década de 80. Por isso, quando soube que a autora havia se inspirado em Fleetwood Mac para criar a história contada nesse livro, corri para ouvir a banda e conhecer um pouco mais do rock e pop daquela época. Foi uma ótima escolha, que inclusive recomendo muito para quem quiser se ambientar ainda mais durante a leitura.

Não que a ambientação de Daisy Jones seja ruim, muito pelo contrário; é uma das melhores coisas da obra. A gente consegue visualizar com muita facilidade os cenários, as roupas e o estilo de vida que são narrados ao longo do enredo. Taylor tem uma capacidade sensacional de imergir o leitor em suas obras, e é uma das características que mais admiro nela.

Os personagens, mesmo que expressos apenas em suas falas durante as entrevistas, são muito tridimensionais e fáceis de imaginar. Não nego que no começo foi um pouco difícil de acompanhar e entender quem era quem, mas é algo que dá pra se acostumar fácil depois de poucos capítulos.

O mais óbvio seria dizer que a protagonista do livro é a personagem que tem seu nome em destaque: Daisy Jones. Porém, eu sinto que a importância de cada um foi bem dividida, ainda que em alguns momentos a narrativa de Daisy seja a mais presente. Não acho que ninguém ficou apagado, pois a autora soube trazer verossimilhança e mostrar que cada pessoa tem seu papel em uma história, e que, ainda que pareça pequeno, faz diferença.

Gostei muito da representação feminina no livro. Temos mulheres à frente do seu tempo, com personalidades fortes e opiniões que com certeza soavam pouco ortodoxas para a época. E isso está diretamente ligado ao machismo, que também é mostrado (e denunciado) ao longo da obra.

Eu não tinha o menor interesse em ser a porra da musa de alguém. Eu não sou a musa. Eu sou esse alguém. E assunto encerrado.

Os homens parecem achar que merecem um prêmio quando tratam as mulheres como seres humanos.

Outros assuntos pesados e relevantes também são abordados no livro, como alcoolismo, abuso de drogas e relacionamentos abusivos. Tudo é muito crível e faz bastante sentido dentro do contexto da história. Mas há também a presença forte de romance, então, nem tudo se resume a “sexo, drogas e rock n’ roll”. Por mais bagunçados que sejam, os casais da obra foram uma das partes mais interessantes para mim, porque são mostrados com muita complexidade e verossimilhança, sem floreios.

É difícil não comparar Daisy Jones e Evelyn Hugo; ambas são obras de ficção histórica com mulheres intrigantes entre os protagonistas. Ainda que tenham sido experiências ótimas, eu ainda prefiro Evelyn, porque achei que a autora conseguiu transmitir mais sentimento na história. Em Daisy Jones eu me senti mais como uma espectadora, mas ainda assim fiquei bastante entretida, portanto, recomendo muito essa leitura!

Agora espero ansiosamente pela série que será lançada pela Amazon, com produção de Reese Witherspoon. Quero muito ouvir todas as músicas da banda (principalmente Aurora). Preciso que essa banda exista em carne e osso, ainda que somente na ficção.

Até a próxima, pessoal!

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sexta-feira, 9 de agosto de 2019

Resenha: "Espere por mim" (Carol Dias)


Sinopse: Quebrado. Irritado. Abandonado.

Era assim que Toni se sentia por dentro. Todos os dias ele lutava contra o monstro que vivia dentro de si, para não repetir as cenas que aconteceram naquela noite de Ano Novo.
Na noite em que tudo mudou.
Na noite em que ele perdeu Pâmela, o grande amor da sua vida.
Não por estar morta, mas desaparecida. Suas atitudes fizeram com que ela corresse dele como o diabo foge da cruz. No momento em que ele mais precisava, teve que assistir aquela que amou e protegeu dar as costas a tudo por medo.
Mas não pararia por ali. Toni disputaria a luta mais importante da sua vida para provar ao mundo quem era de verdade.
Bastava que Pâmela aceitasse seu único pedido: o de esperar por ele.


Por Jayne Cordeiro: Acabei chegando a este livro através de um clube do livro que participo aqui na minha cidade. Tenho outros dois livros da autora, Clichê e Inversos, os quais gostei bastante. Então fiquei curiosa para ler Espere por mim, e que também é um livro curtinho, então dava para ler rápido. E posso dizer que apesar de ter uma ideia bem legal, ele teve algumas coisas que não gostei muito. Achei bem interessante a história trazer o universo do MMA e um personagem que traz problemas de controle de raiva, e que precisa lidar com isso, quando acaba sofrendo as consequência dos seus atos, como a perda do trabalho e da mulher que ama. Até aí eu achei tudo bem legal, mas acho que há certo pontos que poderiam ter sido trabalhados diferentes, e tornariam a história melhor.

Eu me perdi, eu te perdi. Eu te encontrei e eu fui me encontrar.

Primeiro, eu achei o livro um pouco corrido. E por isso, não temos praticamente chance nenhuma de ver o casal unido e de nos apegarmos a eles. Algumas cenas mostrando os dois interagindo como um casal dariam uma razão para torcermos por eles juntos. No final das contas não ligamos muito se eles ficam ou não juntos, por causa disso. Outra coisa, foi algumas atitudes que os dois tiveram, principalmente a protagonista Mel, que decide logo no começo ir embora, sem discutir nada e ainda grávida (não é spoiler). Era preciso uma conversa, e não cabia a ela a decisão de afastar Toni da criação dos filhos.

Pâmela foi minha. Eu mudaria a parte do foi. Porque não posso me contentar com não ter essa mulher ao meu lado. Ela será minha novamente. É uma promessa.

Aí você pode dizer, mas se ele tinha problemas de controle da raiva, ela ter ido embora era a coisa certa. Não tiro dela o direito de acabar o relacionamento e se afastar. Mas ele nunca fez nenhum mal a ela, e o filho é dele também. Fora que ele é deixado sozinho para passar por uma situação bem difícil. Então eu acabei não gostando muito da protagonista. E isso não vai mudar durante o livro, mesmo no final.

Cansei de deixar alguém narrar a minha vida. Eu sou o protagonista, vou narrar em primeira pessoa. 

Apesar disso, o livro não é ruim. Não é o melhor livro dela para mim. O livro é curto, então poderiam ter colocados mais páginas, e desenvolvido um pouco mais a história. É um livro que prende, e você lê muito rápido. Então não dá para dizer que é um péssimo livro. Porque ele entretêm. Mas poderia ser ainda melhor. O livro tem um conto chamado Te Quiero, sobre dois personagens que aparecem no livro, e ele é muito bom. Pode sair dali um livro bem legal.

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segunda-feira, 5 de agosto de 2019

Resenha: "Nightflyers" (George R. R. Martin)


Tradução: Alexandre Martins

Sinopse: Nas fronteiras do universo, uma expedição científica composta de nove acadêmicos dá início à missão de estudar os volcryn, uma misteriosa raça alienígena. Existem, no entanto, mistérios mais perigosos a bordo da própria nave. A Nightflyer, única embarcação que se dispôs à missão, é uma maravilha tecnológica: completamente automatizada e pilotada por uma única pessoa. O capitão Royd Eris, porém, não se mistura com a tripulação – conversando apenas através de comunicadores e se apresentando somente por holograma, ele mais parece um fantasma do que um líder. 

Quando Thale Lassamer, o telepata do grupo, começa a detectar uma presença desconhecida e ameaçadora por perto, a tripulação se agita e as desconfianças aumentam. E a garantia de Royd sobre a segurança de todos é posta à prova quando uma entidade malévola começa uma sangrenta onda de assassinatos.


Por Jayne Cordeiro: Este livro do autor de Game of Thrones não é um lançamento, afinal o livro é antigo, mas essa é uma edição nova lançada pela Editora Suma. A edição é muito bonita, de capa dura, e com ilustrações em alguns pontos. É um livro curto e que consegue prender o leitor até o final. Em um primeiro momento a história segue um pouco devagar, apresentando os personagens. Não sei se a ideia é fazer o leitor se apegar a eles, porque isso não acontece. A escrita do autor é muito impessoal, e eu senti como se estivesse vendo tudo de fora, o que não é tão legal, como quando o leitor se sente vivenciando aquilo.

Não sei quem ou o que ele é, não sei se aquela história que nos contou é verdade, e não ligo. Talvez ele seja uma mente hrangan, o anjo vingador dos volcryn ou o segundo advento de Jesus Cristo. Que diferença isso faz, porra? Ele está nos matando! — Ele olhou para cada um deles. — Qualquer um de nós pode ser o próximo. Qualquer um de nós. A não ser… Temos que fazer planos, fazer alguma coisa, acabar com isso definitivamente.

Apesar dessa questão, a história se desenvolve bem, e um mistério vai surgindo, incentivando a leitura. Dá para perceber que a história vai tendo uma crescente, e consegue surpreender o leitor no final. Adoro uma história de ficção cientifica, e esse livro cumpre todos os requisitos. Tem conversas sobre temas espaciais e sobre um povo misterioso, tem personagens cibernéticos, acidentes e mortes suspeitas, ação e mistérios para resolver. É uma obra bem interessante. O livro já virou um filme, e tem previsão de se transformar em outro. Uma série estava sendo planejada, mas parece ter sido deixada de lado.

— Entende o quê? — perguntou D’Branin, perplexo.— Você não entende — disse Royd com firmeza. — Não finja que sim, Melantha Jhirl. Não! Não é sábio nem seguro estar lances demais à frente.

Como disse, a história é bem escrita e coesa. Apresenta vários personagens, e apesar da forma como a história é contada, é possível simpatizar com alguns personagens e torcer por eles no final. A história é bem entendível, e o autor procura deixar as informações claras para o leitor que é novato nesse universo. Nunca tinha lido nada do autor, e para um primeiro contato, foi uma boa experiência. E a Suma está de parabéns pela edição que está linda.

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segunda-feira, 29 de julho de 2019

Resenha: "Peanuts Completo: 1953 a 1954" (Charles Schulz)

Sinopse: Reunindo as tirinhas produzidas por Charles Schulz entre 1953 e 1954, 'Peanuts completo' apresenta a formação dos personagens do quadrinista. Vários traços de personalidade das criações de Charles M. Schulz são neste volume apresentados ao leitor, como as meditações filosóficas de Linus, a impaciência de Lucy e a excentricidade de Snoopy. Também faz sua primeira aparição Chiqueirinho, um garoto que está sempre imundo e levanta uma nuvem de sujeira por onde passa. Este volume inclui ainda um ensaio sobre Schulz escrito pelo jornalista norte-americano Walter Cronkite, uma biografia do autor, além do índice de personagens, objetos e temas.

Por Eliel: Esse é o segundo volume de uma coleção de toda a obra de Charles Schulz, o criador de personagens icônicos como: Charlie Brown, Snoopy, Lucy, Linus (o meu favorito) entre outros. Esse volume começa com um ensaio emocionante do jornalista Walter Cronkite, achei bem legal ter a oportunidade de conhecer um pouco mais do autor sob o ponto de vista de outra pessoa.

As tirinhas são as mesmas publicadas entre os anos 1953 e 1954, é muito interessante ver a evolução das personagens até os que conhecemos hoje. Seremos apresentados aos poucos ao longo da coleção, veremos como eles crescem e criam suas próprias personalidades. 

O humor, as críticas sociais, o retrato do dia a dia são uma marca particular de Schulz e que tornam Penauts um quadrinho tão sensacional. É inspirador ver o desenvolvimento da carreira de uma pessoa que seguiu direitinho o passo a passo do seu destino.

Após os incríveis quadrinhos, nos deparamos com uma biografia tão necessária para arrematar uma tarde de diversão ao lado de personagens tão queridos. Desde o nascimento, Charles Monroe Schulz,  os quadrinhos estiveram presentes na sua vida e desempenharam um papel importante em sua trajetória. Um tio apelidou-o de Sparky por causa do cavalo Spark Plug, da tira Barney Google. Durante a adolescência, Charles e seu pai compartilharam um ritual: todos os domingos de manhã liam juntos os quadrinhos dos jornais. Charles sempre soube que queria ser cartunista. Depois de muitos "nãos", Schulz finalmente realizou seu sonho de ter uma tira nacional diária quando Peanuts debutou em sete jornais em 2 de outubro de 1950 e posteriormente se tornou um grande sucesso internacional. Quando Schulz anunciou seu afastamento por motivos de saúde, em dezembro de 1999, Peanuts era publicada em mais de 2,6 mil jornais ao redor do mundo. O cartunista morreu pouco tempo depois de um ataque cardíaco no sábado 12 de fevereiro de 2000. Em sua homenagem foi inaugurado o The Charles M. Schulz Museum and Reserch Center em agosto de 2002, em Santa Rosa, na Califórnia, com a missão de preservar e expor o grande legado artístico do cartunista.

Essa coleção é uma grande homenagem ao legado desse cartunista e com toda a certeza vale a pena. Repleto de humor inteligente que agrada crianças e adultos. Risadas garantidas do começo ao fim.

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sexta-feira, 26 de julho de 2019

Resenha: "Pacote Completo" (Lauren Blakely)


Tradução: Leonardo Castilhone

Sinopse:  Ele tem um presente para você. E o pacote é especial. Chase levava uma vida tranquila como médico na movimentada Nova York, sucesso entre as mulheres, parecia que não faltava nada... até que descobre que seu contrato de aluguel está para vencer e se vê entre duas opções: morar na rua e dividir apartamento com a deslumbrante irmã do seu melhor amigo. O problema é que conseguir um bom apartamento em Nova York é mais difícil do que encontrar o amor verdadeiro. E se eu tiver que dividir um espaço com alguém, que seja com uma garota tão maravilhosa como a irmãzinha do meu amigo. Só peço que os céus me ajudem. Eu posso resistir à Josie. Sou disciplinado, e, se me esforçar, consigo manter meus pensamentos sob controle, mesmo no minúsculo apartamento que dividimos. Mas, certa noite, bem atordoada com um dia difícil, ela insistiu para deitar-se ao meu lado, sob as mesmas cobertas. Isso a ajudaria a dormir, foi o que ela disse. ...MAS COMO UM HOMEM COMUM PODE RESISTIR A UMA SITUAÇÃO COMO ESSA? O difícil vai ser segurar a tentação diante da tensão sexual que desperta toda vez que os dois dividem bons momentos. Entre conversas, pizzas e risadas, o clima esquenta e Chase percebe que aquela que em pouco tempo já se tornou uma amiga, pode ser algo mais... talvez um pacote completo.

Por Jayne Cordeiro: Eu gosto muito dos livros da Lauren Blakely, e finalmente consegui ler Pacote Completo. Ele faz parte de uma série que começou com "Big Rock" e "Mister O", e você pode ler cada livro separadamente, apesar dos personagens se conhecerem. Eu acho muito legal, o fato de o livro ser narrado pelo personagem masculino, e isso me encantou quando li "Mister O" tempos atrás. Pois bem, "Pacote Completo" continua no mesmo perfil dos outros, e com isso quero dizer que você vai gostar desse também.

Eis o meu dom especial: eu sou o rei da compartimentalização. Ou seja, eu nasci com gavetas diferentes para cada aspecto da vida. Desejos e ações. Luxúria e sentimentos. Amor e sexo. Um vai aqui, o outro ali. Tudo bem separadinho e sem chances de se encontrar.

O livro traz uma história divertida, sensual, e bem quente, que consegue prender o leitor até o final. Chase e Josie são grandes amigos e precisam dividir um apartamento em Nova York, porque morar sozinho sai muito caro. É com certeza uma boa ideia, mas Chase precisa tirar da cabeça os pensamentos sensuais sobre Josie. E é claro que morar junto não vai diminuir isso em nada. Pois eu gostei muito do relacionamento dos dois, dos diálogos. As interações de Chase com seus amigos também são ótimas, e conseguimos até ter um deslumbre de personagens antigos da série.

Quando se é o mestre da resistência, nada é capaz de afetar seu autocontrole. Nem mesmo coabitar um espaço de 55m² com a mulher que você deseja há anos. Bom, eu sempre acreditei nisso... Até a noite em que acordei e a vi deitada, encolhida ao meu lado, embaixo das cobertas.

As coisas seguem um bom ritmo em seu desenvolvimento, então nada acontece de forma apressada. As cenas quentes são espetaculares, e a amizade entre os dois torna tudo mais doce. Minha única ressalva em relação ao livro, é que eu fiquei com uma pequena sensação de deja vu. Isso porque, os livros anteriores também trazem uma relação parecida entre os protagonistas. Uma amizade já estabelecida, a ideia de ser um relacionamento apenas de sexo, e depois tudo voltaria ao normal.

Os lençóis farfalharam e ficamos frente a frente. Coloquei minha mão em seu rosto e rocei o polegar ao longo de sua mandíbula. Então a beijei, e puta merda. Em questão de segundos eu estava pegando fogo. Cada centímetro do meu corpo parecia aceso. Fagulhas, desejo, luxúria — Todos entraram em combustão assim que nossos lábios se tocaram.

O livro não menos especial por isso, mas eu queria ver algo diferente dessa conversa de que "depois vamos voltar a amizade platônica". Porque essa galera já deveria ter visto que isso nunca dá certo. Mas, como falei, a história é muito boa, a dinâmica entre os personagens é o ponto alto da história, e vale muito a pena parar para ler este livro e os outro também, se você nunca leu. A Lauren Blakely já uma autora consagrada, e se você gosta do gênero new adult ou de romance erótico, ela é a sua autora certa.

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segunda-feira, 22 de julho de 2019

Resenha: "Tudo o que a gente sempre quis” (Emily Giffin)

Tradução de Marcelo Mendes.


Por Thaís Inocêncio: Esse livro é diferente de tudo o que Emily Giffin já escreveu. Autora de sete romances, como O noivo da minha melhor amiga (que deu origem ao filme com Kate Hudson) e Questões do coração, Emily agora se arrisca no drama contemporâneo – e, na minha opinião, dá muito certo. A história é tão atual que, para se ter uma ideia, alguns termos que aparecem nela são: snapchat, story, uber, muro do Trump, além de diálogos como esse:

— Apaga!
— Não gostou por quê? Você está ótima!
— Não, meus braços estão gordos!
— Posso editar isso.
— Só se editar meu rosto pálido também. 
— Tenho o aplicativo perfeito pra isso!"


O livro é narrado por três pessoas: Nina, Tom e Lyla. Nina nasceu em uma família simples, em uma cidade pequena, mas agora faz parte da elite de Nashville. Seu marido, Kirk, vendeu a empresa de tecnologia por uma fortuna e seu filho adolescente, Finch, acabou de ser aceito em Princeton, então ela acredita que conseguiu “tudo o que sempre quis”.

Tom também vive em Nashville, mas “do outro lado do rio”, o lado menos abastado. Ele é pai solteiro de Lyla, fruto de um relacionamento com uma brasileira, que abandonou a família. Lyla, por sua vez, é uma adolescente comum e feliz que conseguiu uma bolsa de estudos na Windsor, escola de prestígio de Nashville, onde Finch também estuda.

Tudo muda quando Lyla vai à uma festa, exagera na bebida e acaba perdendo os sentidos. Alguém se aproveita disso e a fotografa em situações constrangedoras, imagens que acabam se espalhando entre os adolescentes e a comunidade rica de Nashville. Nesse contexto, as vidas de Lyla, Tom e Nina acabam se entrelaçando e muitos valores são colocados à prova.
"Simplesmente não posso acreditar no que está acontecendo agora. Na pessoa em que meu filho se transformou. E, no entanto, posso, sim. Porque às vezes não enxergamos aquilo que está bem ali, debaixo do nosso nariz."
Esse livro aborda questões importantes tanto para os adolescentes, quanto para os pais de adolescentes, por isso pode agradar muitos públicos. Ao mesmo tempo em que retrata a vida de jovens que frequentam festas regadas a bebidas alcoólicas e fazem brincadeiras ofensivas e que acreditam que dinheiro traz poder e impunidade, ele nos faz refletir sobre a importância de uma boa criação e do diálogo entre pais e filhos.
“Pensei no tempo perdido com coisas triviais que se tornaram tão importantes para a minha vida. Reuniões, festas, almoços, academia, salão de beleza, jogos de tênis no clube e, sim, até mesmo alguma obra assistencial realmente útil. Mas com que finalidade? Que importância tinha tudo isso agora? O que poderia ser mais importante do que arrumar tempo para conversar com meu filho sobre respeitar as mulheres e as diferentes culturas e etnias?”
Além disso, a obra discute o abuso sexual e a desvalorização da mulher, alertando para as consequências profundas do machismo na vida das pessoas. Também fala muito bem sobre xenofobia e racismo – o tempo todo somos alertados para a ausência de negros na elite ou a presença deles em cargos inferiores. E ainda perpassa assuntos como alcoolismo, corrupção e, claro, os impactos da tecnologia na atualidade.
“Achava que esse ativismo era um dos poucos aspectos positivos das redes sociais, que muitas vezes não passavam de uma plataforma de narcisismo e futilidade, um meio de mostrar fotos de viagens de férias ou de entediar a todos com fotos da couve-de-bruxelas comida na véspera.”
O enredo do livro me cativou desde o início. A escrita da autora é bastante simples e ágil, o que torna essa leitura muito rápida e tranquila. Outro ponto positivo é o projeto gráfico do livro, que traz uma diagramação simples e agradável e uma capa aveludada muito bonita. Recomendo!

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sexta-feira, 19 de julho de 2019

Resenha: "O Príncipe Corvo" (Elizabeth Hoyt)


Tradução: Ana Resende

Sinopse: Assistindo à ruína das finanças familiares, Anna Wren, recentemente enviuvada, vê-se na necessidade de encontrar um emprego. Culta e letrada, torna-se secretária do conde de Swartingham, um homem de um caráter mordaz e inflexível, de rosto e corpo marcado por cicatrizes. A postura do conde faz com que Anna perceba que o trabalho não durará muito. Porém, em um improvável lance do destino, ambos despertam o lado mais secreto um do outro, rapidamente desenvolvendo um desejo mútuo e de forte carga erótica, inicialmente não assumido. Na Inglaterra do Império e das conquistas ultramarinas, às vésperas da Revolução Industrial, conseguirá o preconceito e o conservadorismo separar duas almas feitas para se unirem?

Por Jayne Cordeiro: Estava curiosa a um tempo para ler essa série da autora, até porque nunca tinha lido nada dela, e adoro romances de época. Principalmente quando me disseram que as mocinhas dessa série vão atrás do que querem, fiquei ainda mais motivada. E posso dizer que gostei bastante do livro e estou louca para ler os outros dois.

Ouvi algumas pessoas dizerem que meu temperamento é um pouco… – ele fez uma pausa, aparentemente para pensar – Anna o ajudou: Selvagem?

Para começar gostei muito dos protagonistas. Eles não são o maior exemplo de beleza, mas cada um tem o seu atrativo. Edward é um conde rabugento que coloca qualquer um para correr, menos Anna, que consegue responder do jeito certo e isso aproxima os dois. Os diálogos deles são ótimos e muito divertidos. Ele carrega a tristeza por ter perdido a família a muito tempo e sua beleza para a varíola, e ela a solidão da viuvez por anos e a tristeza de nunca ter tido um filho.

Raiva. Anna sentiu raiva. A sociedade poderia não esperar o celibato do conde, mas certamente esperava isso dela. Ele, por ser homem, poderia ir a casa de má reputação e aprontar por toda a noite com criaturas sedutoras e sofisticadas. Enquanto ela, por ser mulher, deveria ser casta sem nem ao menos pensar em olhos escuros e peitos cabeludos. Simplesmente não era justo. Nem um pouco justo.

Fora os momentos divertidos, o livro consegue ser bem hot, sem sair da ambientação de um romance de época. As cenas são muito bem escritas e sensuais, e a Anna nos conquista por ir atrás do que ela quer. Eu não tenho queixa dos dois, porque eles se complementam na medida certa. Não perdendo tempo com enrolações, e cada um correndo atrás para resolver aquilo que acreditam valer a pena.

Ela descobriu que estava chorando, e lágrimas pingavam por seu rosto e se misturavam com a umidade do corpo de Edward. Não fazia sentido, mas Anna não conseguia impedir as lágrimas. Não mais do que poderia impedir seu corpo de querer este homem ou seu coração de amá-lo.

A história em si também é interessante. Não há nenhuma reviravolta ou surpresa, mas ela segue um ritmo legal, e é bem construída. Não tem situações mirabolantes, e gostei de como os dois se impõe e não se deixam abater pelos "vilões". É um ótimo livro do gênero e ponto de partida para a trilogia Príncipes e para a entrada dos livros da autora aqui no Brasil.


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segunda-feira, 15 de julho de 2019

Resenha: "De Espaços Abandonados" (Luisa Geisler)


Por Kleris: Uau. Perplecta estou. Surtada fiquei. E palavras encontrarei, porque preciso falar desse livro.

Conhecido por desafiar os limites da ficção, De Espaços Abandonados nos coloca frente a mais possibilidades de feitura ficcional até então inimagináveis. Luisa tornou possível a formação de um romance em um... romance. E romance esse de formação.

Inception sim. Mas vamos por partes. 
Tudo o que está na terceira pessoa aconteceu. E se sabe que aconteceu porque o(a) narrador(a) é onisciente e confiável. O(a) narrador(a) é sempre confiável. O(a) narrador(a) não mentiria sobre aonde ele vai durante a noite. O(a) narrador(a) pode ver. E tudo o que está na terceira pessoa aconteceu com certeza. Aconteceu porque eu sei que aconteceu.

O enredo retrata a busca de Caio por Maria Alice, sua irmã, que viajou à procura da mãe, Lídia, que fugiu de casa e pelo tempo de desaparecimento, foi dada como morta. Lídia é bipolar, então constantemente Maria Alice e Caio, desde pequenos, assumiram responsabilidades quanto a cuidar da mãe. Ainda nesse papel, Maria Alice jura de pé junto que descobriu o paradeiro de Lídia, em Dublin, e parte nessa viagem.

É pela jornada de Maria Alice que entendemos mais sobre essas buscas, as relações familiares, o que a move (ou não move), seus planos e seu senso quanto ao panorama. Através dela somos levados também a outras pessoas e histórias, já na Irlanda, onde conhece estudantes brasileiros, como Maicou, Bruna e Caetano, com quem divide um apartamento. Todos, pelo jeito, estão tentando dar um jeito na vida. 
Costumava ser a criança que era “uma promessa” e que “tinha futuro” e que “ia dar certo”, mas aí. Sei lá.

O pulo do gato do livro é como o enredo é apresentado ao leitor: são fragmentos que funcionam como pistas para ligarmos os pontos, o que torna a leitura um tanto investigativa e ao mesmo tempo desafiadora, pois esses mesmos fragmentos são pedaços de uma narrativa dentro do próprio livro com múltiplas vozes narrativas. E esses fragmentos são registros e vivências que precisam de nossa costura (como um manuscrito inacabado), algo que não é fácil, mesmo com todas as sugestões no ar e mesmo com o manual que existe dentro do livro. 
“Imigrantes. Todos nós o somos, hoje. Quando a viagem não nos move, é o entorno que nos foge, o que dá no mesmo. Ficamos então parados, com tudo o mais indo, imigrantes a tentar entrar, todos os dias, em nós mesmos.”
Elvira Vigna, O que deu para fazer em matéria de história de amor.

Ler De Espaços Abandonados é se sentir constantemente perdido, bugado (modo HARD), e ainda assim instigado, perguntando-se sobre o que está acontecendo, se o que nos é apresentado vale para todo o contexto, se a narrativa está nos enganando, se a gente está no paralelo certo, qual é o sentido do rolê, e, claro, uma busca alucinada sobre o destino dos personagens. Como já disse a própria autora em entrevistas, é um livro esquisito e de leitura esquisita.

Isso quer dizer que o livro demanda um pouco de seu leitor. Por quebrar e reconstruir o script de um romance, pede-se um leitor mais experiente, mais solto e disposto a sair da zona de conforto. E que saiba inglês também, porque há conversações e referências quando vivemos com os imigrantes. Quem tem alguma experiência com escrita criativa pode ter umas vantagens – vai se situar melhor, entender as razões de algumas coisas e, por que não, se identificar nas mil e umas anotações.
dfghjkl.rtf
O dia em que Brasileiro desembarcou na Irlanda era verde com cheiro de cerveja. As pessoas se abraçavam. As pessoas sorriam muito. Bebia-se muito nas ruas. Cantavam. O rio que cruzava a cidade estava pintado de verde. As pessoas bebiam, lotavam os pubs e celebravam nas ruas. Dublin era o melhor lugar do mundo. 

Sempre que menciono exploração urbana — uma expressão estranha, que me desagrada, que requer explicação —, muita gente fala que gostaria de fazer. Mas nunca chegam a realizar o desejo. Como escrever um livro, todo mundo acha que deveria fazer. Todo mundo acha que tem que fazer. Ou isso ou todo mundo está escondendo lugares bons (na literatura e nos lugares abandonados).



Tal qual um jogo narrativo, nossa percepção é posta à prova. Mesmo com toda a visão privilegiada que Luisa nos permite, esse é um quebra-cabeça em que não conhecemos as “peças da ponta”, pelo menos não até terminar o livro e ficar só BERROS pela ficha que cai. 
O landford não vai aprovar essa merda. Vai sobrar pra mim, pra variar.
Fiz carinho em Taco Cat.
É um gatinho, não um rinoceronte festivo. Como ele vai saber?
Eu me sentiria mal mentindo para ele.
Eu dei uma gargalhada forçada:
Mas moram três pessoas a mais nesse apartamento do que o contrato prevê. E o gato é o que te incomoda?

Dividido em três partes, temos diversos paralelos enquanto a história está sendo construída na nossa frente. Para além de Maria Alice, Maicou e Bruna são dois personagens que facilmente roubam a atenção e Caio é aquele à espreita, com um lugar cativo na narração. Mas o mais curioso é que no meio de tanta voz, Luísa joga umas pistas e depois desfaz, o que quebra umas teorias e nos deixa desconfiados pensando demais.

Já a ambientação e o contexto em que somos inseridos, esses são pontos sensíveis para a compreensão do título. Fala-se muito sobre se perder, se abandonar e as relações que construímos ou desconstruímos no meio do caminho, estando parados ou não. Luisa é maravilhosa em nos mostrar isso.

Obviamente, o tom do texto assume uma melancolia constante para demonstrar essa falta de norte ou foco. A questão da imigração cai como uma luva, mas é interessante que Luisa não se prende a amarras comuns (e quanto a qualquer coisa). Quer dizer, não há qualquer exaltação ou romantização, seja sobre viver fora do país, seja sobre relacionamentos ou aspectos mais pessoais de seus personagens. Essa banalização e desprendimento também revelam um pouco de depreciação, o que não sei dizer se faz parte do estilo da autora ou se é um caso em particular, vez que essa é a primeira obra dela com que tenho contato (e com certeza lerei outros). 
Lembrem que vocês são brasileiros, tá?, eu disse.
Tipo os nossos cuidam dos nossos?, o bosta disse.
Não, eu disse. Vocês são brasileiros. E tem muito brasileiro por aqui. Vocês também são. Só isso. 
Sempre discutiam a respeito do termostato na parede. Matildo queria economizar eletricidade. Caetano achava que não tinha que tremer de noite. Que comprasse um cobertor. Caetano jogou dinheiro na cara de Matildo. Matildo disse que ia usar para pagar a parte do aluguel de Caetano, que sempre estava atrasado. Um dia a capinha do termostato caiu. Ele não estava conectado a nada. 
— Então só sobra uma saída pra você — ela disse. — Cê tá fugindo de algo.
— Se fosse pra fugir, é uma fuga meio cara, não é? Meio playboy magnata cheio da grana que vai desopilar na Europa.
— Vontade de fugir não é um luxo. É uma vontade. Só.

Por vezes o ritmo do livro diminui, e os fragmentos parecem incongruentes, aleatórios e até mornos, mas terminamos a leitura sabendo que estava tudo no lugar. Luisa nos entrega uma obra original, madura, pretensiosa, excepcional e que abre novos precedentes para a ficção e seus experimentalismos. Uma certeza que se tem é que, entendendo ou não entendendo o rumo ficcional, seremos geislerados. Eu estava no caminho certo quando ainda decifrava sua capa. 
Branco no azul no azul no branco com azul sob o azul.
Mas são só cadernos em branco. Sempre é só papel. 
Passei tanto tempo na minha cabeça que tinha desenvolvido um novo nicho/camada de humor que ninguém no mundo real, em que as coisas aconteciam, entendia.

E talvez eu precise reler. Porque perguntas e respostas e novas perguntas continuam ecoando aqui dentro.
Ou isso. 
Ou.

*Não preciso dormir. Preciso de respostas.* 
— Não é estranho como a gente fica constante e continuamente numa conversa mental com a gente mesmo? — Bruna disse para ninguém em específico. E tanto me sentia como ninguém em específico que me apaixonei por ela. 
Mas a verdade é que todos os livros são sobre criação literária, não é mesmo?

Fica ainda a dica de ouvir um episódio do Podcast 30Min dedicado ao livro e uma entrevista da autora no Programa Folhetim, para se embrenhar mais nessa viagem toda que é De Espaços Abandonados.

Recomendadíssimo se esse tipo de proposta também te fascina.

Até a próxima!

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sexta-feira, 12 de julho de 2019

Resenha: "Nós - O felizes para sempre de Ryan e James" (Elle Kennedy e Sarina Bowen)


Tradução: Lígia Azevedo

Sinopse: Será que seus jogadores de hóquei preferidos terminarão a primeira temporada juntos e invictos? Ryan Wesley (Wes) e James (Jamie) Canning se conheceram num acampamento de hóquei quando crianças. A amizade entre os dois cresceu pouco a pouco até que um acontecimento inesperado os afastou. Quando eles se reencontram na faculdade, ambos já adultos, se apaixonam e iniciam uma nova relação, agora de amor. Por motivos profissionais, Wes não quer que seu relacionamento se torne público, mas um de seus colegas de time se muda para o mesmo prédio onde ele está morando com Jamie, e a vida secreta que os dois construíram cuidadosamente corre o risco de ruir. Com o mundo externo pronto para testá-los, Jamie e Wes precisam descobrir do que são capazes em nome do amor que têm um pelo outro. 

Por Jayne Cordeiro: Eu fiquei muito feliz em saber que teríamos um segundo livro para esses dois. E como mencionei no Instagram do blog, já estava encantada por esse livro com poucas páginas lidas. Não conheço dois personagens tão cativantes quanto esses dois. Normalmente no casal, sempre temos aquele que gostamos mais. Mas aqui, não dá para fazer essa escolha. Eles são tão perfeitos um para o outro, e mesmo quando a situação está difícil, ainda assim estamos do lado deles.


Não é meu estilo mentir, e não finjo que uma garota está me esperando em casa. Tampouco estou pronto para dizer quem está. Então fico na minha.

A história de Nós é bem elaborada, e mostra como é difícil esconder uma parte importante dos outros. E de como em um relacionamento, precisamos saber equilibrar quem somos sozinhos, mas também como parte de outra pessoa. Que para manter um relacionamento, é preciso amor, compreensão, e trabalho de ambos os lados. É muito interessante ver o mundo do hóquei em que o Wes e o Jamie estão inseridos, e as passagens envolvendo os colegas de trabalho de Wes nos rende boas risadas.



Não é a palavra "homem" que me fascina na frase e sim "amo". O modo com que me sinto por Ryan Wesley... É algo que eu pensava que só existia nos filmes. Ele é minha cara metade, complementamos um ao outro de mais maneiras do que eu posso explicar. Quando estamos no mesmo ambiente, só me concentro nele; se vai embora, sinto sua falta."

O enredo é interessante, bem escrito, e tudo segue de forma bem coesa, realista, mas sem perder a pegada sensual e romântica. Na verdade, nesse livro é impossível não se derreter por esses dois. Os personagens secundários também são ótimos. O livro traz uma temática muito legal, sobre como é para uma pessoa pública ter que lidar com a sua vida pessoal, e separá-la da mídia. E é um tema que não está restrito a um personagem gay, mas a qualquer um.



Às vezes esqueço como essa vida é nômade. Essas mulheres têm que fazer as malas e se mudar toda vez que o marido é negociado. Agora isso vai acontecer comigo também. Preciso de um segundo para pensar a respeito. Isso me machuca? Dou outra olhada para Wes, que joga a cabeça para trás para rir de algo que Hewitt disse. Preciso dessa risada e desse homem. Aonde quer que ele vá, também vou. Vale a pena.

A escrita das duas autores funciona muito bem, e o livro consegue ser melhor que o primeiro. Gostei muito da escolha de capa, como se fosse realmente uma continuação da primeira, com os mesmos modelos e figurino, mudando apenas a posição. Vale muito a pena a leitura, e super recomendo. E se você nunca teve a oportunidade de ler um livro de romance erótico, envolvendo um casal homossexual, está na hora de tentar e dar uma chance a esses dois. Tenho certeza de que não vai se arrepender.




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Ana Liberato