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sexta-feira, 3 de maio de 2019

Resenha: "The Chase - A Busca de Summer e Fitz" (Elle Kennedy)


Tradução: Juliana Romeiro

Sinopse: Todo mundo diz que os opostos se atraem. E deve ser verdade, porque não tem nada que explique minha atração por Colin Fitzgerald. Ele não faz meu tipo e, o pior de tudo, me acha superficial. Essa visão distorcida que ele tem de mim é o primeiro ponto contra. Também não ajuda que ele seja amigo do meu irmão.

E que o cara que mora com ele tenha uma queda por mim.
E que eu tenha acabado de me mudar para a casa deles.
Mas isso não importa. Estou ocupada o bastante com uma faculdade nova, um professor que não larga do meu pé e um futuro incerto. Além do mais, Fitzy deixou bem claro que não quer nada comigo, embora tenhamos uma química de dar inveja a qualquer casal. Nunca fui de correr atrás de homem, e não vou começar agora. Então, se o meu roommate gato finalmente acordar e perceber o que está perdendo…
Ele sabe onde me encontrar.

Por Jayne Cordeiro: A Editora Paralela lançou o primeiro livro da série Briar U, que é um spin off da série Amores Improváveis. Este livro pode ser lido separadamente sem problemas. Ele traz uma capa muito bonita, e uma história que me conquistou rapidinho. Na verdade, se você nunca leu nada da Elle Kennedy, e gosta de romances universitários, você precisa ler algo dela. Posso dizer que ela é uma das melhores autoras do gênero, e a Paralela tem investido muito em suas obras.

Não sou fã dos meus próprios pensamentos. Eles tendem a ser um misto de insegurança, dúvida e autocrítica, com uma pitada de excesso de confiança injustificada. Minha mente é um lugar confuso.

O livro mostra dois personagens extremamente diferentes. O Fitz é calado, fechado, e jogador de hóquei. Já a Summer, é tão calorosa quanto seu nome. Ela atrai as pessoas com a sua personalidade extrovertida, de dizer o que pensa, além de ser extremamente bonita e rica. Mas carrega o peso de ser rotulada de burra, por causa do estereotipo da loira, rica e que gosta de moda, fora que ela tem Déficit de Atenção, e isso dificulta muito o seu aprendizado. É difícil para a Summer lidar com a faculdade e tirar dela mesmo, esse pensamento de que não é inteligente. 

Mas ter um carrão não faz de mim uma pessoa superficial. Gostar de moda e ser de uma fraternidade não fazem de mim uma pessoa superficial.

O começo entre ela e Fitz é dificil, e dá vontade de sacudir o Fitz várias vezes, porque ela e mostra  a fim dele, mas apesar de também gostar dela, Fitz tenta se afastar, porque acha que a Summer é demais pra ele, e que são muito diferentes. A Summer também não é perfeita o tempo todo, e torna as coisas bem difíceis em alguns momentos. Mas é muito fácil gostar dos dois, e você fica o tempo todo torcendo para as coisas darem certo logo.

Estou usando a maior parte da minha energia para tentar entender tudo o que Fitz disse antes de sua partida abrupta. Eu o deixo louco. Ele me acha exaustiva. Ele me quer, mas ele não quer me querer.

Gostei de como o livro trata o tema do esteriótipo e preconceito em vários momentos, mostrando que as pessoas não podem ser julgadas por uma característica ou por poderem ser colocados na mesma categoria de alguém que no passado fez algo errado. Fora isso, somos apresentados a vários personagens que devem fazer parte dos próximos livros da série, e prometem boas histórias. Elle Kennedy consegue passar uma história com personagens fortes (principalmente as meninas), bem construídos e com dramas próprios bem legais. Como o passado do Fitz influencia no que ele é hoje é bem verdadeiro e comum, e isso é legal.

Pela primeira vez, eu realmente sinto que estou vivendo a vida ao invés de me esconder nas sombras.

The Chase é um romance bem elaborado, sendo uma ótima introdução da série, e com muita cena divertidas, românticas e dramáticas. É uma ótima recomendação para quem gosta dos gêneros New adult e romances eróticos.



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sexta-feira, 18 de agosto de 2017

Resenha: “Surpreenda-me” (Megan Maxwell)

Tradução de Monique D’Orazio

Leia também as resenhas da série principal:


*Por Mary*: Olê, elê! Cheguei trazendo mais este spin-off da série que, com o perdão do trocadilho, surpreendeu-me irreparavelmente.
- Se eu te beijar, vai me morder outra vez?- Se eu fosse você não tentaria.
Sem dúvida, aguardei ansiosamente por este livro. E não apenas porque Björn é um de meus personagens prediletos, mas também porque este foi o verdadeiro chamariz para que eu iniciasse a leitura da série Peça-me o que quiser.

Há algum tempo, navegando pelos Submarinos da vida, me deparei com esta obra, de uma autora que adoro e com uma sinopse tentadora, e fiquei muito interessada. Porém, ao perceber que se tratava do spin-off pertencente a uma série – que, a princípio, não me chamou tanta atenção – acabei deixando pra lá; até mesmo porque, até então, eu não estava em um bom momento para me comprometer com uma série de tantos volumes.

De lá pra cá, minha admiração por Megan Maxwell aumentou e achei que valia a pena dar uma chance para esta série, mesmo que, lá no fundo, eu estivesse mais interessada pelo spin-off que estava por vir. Me comprometi a ler na ordem, como manda o figurino, e, olha, o meu único arrependimento é não ter lido esta série antes. Que livros maravilhosos!
- Escuta, Björn, se o seu coração escolheu a Melanie, nada vai conseguir se opor a ele. Meu conselho é que você se deixe levar pelos sentimentos e se concentre no presente. O que tiver que ser, será.- Porra, cara, você está me assustando!Eric sorriu antes de desligar, zombou:- Pode ficar assustado!
Esta experiência até me tem feito repensar uma outra série que tenho deixado de lado, sempre passando para depois...

Enfim, trago música boa, nesta playlist que melhora a cada atualização:


UM MUSICÃO DESSES, BICHO!


Mas antes de começar esta resenha, preciso deixar um aviso aos navegantes, de que este texto contém SPOILER dos livros da série principal. Então, se você ainda não começou a ler o terceiro livro e não tolera saber finais antes da hora, fique avisado e não venha me xingar depois.
Saiu uma gotinha de sangue e Mel, sem pensar, pegou um band-aid das Princesas e, da mesma forma que tinha feito na filha, colocou na mão dele.- Pincesaaaass! – aprovou a menina, chegando perto.Assim que Mel terminou, olhou para Björn e disse animada ao perceber que a filha os observava:- Saiba que a Bela Adormecida vai fazer você sarar, num passe de mágica a dor vai passar, tchan... tchan... tchan!, para nunca mais voltar.Pergo de surpresa por aquela bobagem, Björn olhou bem para ela e disse piscando:- Tá de brincadeira, né?

Björn Hoffmann, nosso advogado bonitão, melhor amigo – e principal conciliador – do casal de Peça-me, conheceu Mel quando esta socorreu Judith, que entrara em trabalho de parto dentro do elevador de um shopping center.

Desde o primeiro encontro, surgiram faíscas diante do confronto de duas personalidades tão fortes e nem mesmo Björn, com seu jeito divertido e galante, consegue relevar o gênio mandão e provocador de Melanie Parker, uma piloto do exército americano que cuida sozinha da filha pequena e acha que não precisa de ninguém, que se basta sozinha.
- Olha, não faz diferença. Eu... eu não preciso de ninguém, Robert. Eu...- Como você não precisa de ninguém? Todos nós precisamos de alguém.- Eu achava que esse homem era... especial. Mas ele não quer falar comigo. Pra ele sou um maldito inimigo. Um militar americano. O que você quer que eu faça?- Porra, Mel... Se é dele que você gosta, convença-o de que, antes de ser militar, você é mulher. Faça o favor de se esquecer de uma vez por todas do seu passado e retome a sua vida. Deixa de ser a supertenente Parker 24 horas por dia e seja a Melanie. Juro que a vida vai ser melhor pra você, querida, porque todos nós precisamos de alguém especial que nos ame.
A implicância inicial, como é de se esperar, acaba se transformando em uma tensão sexual incontrolável e a sucessão de encontros furtivos acaba mostrando uma Mel alegre, doce, brincalhona e que desperta em Björn seu lado mais protetor.

Se tem um personagem que, definitivamente, merecia uma história só sua, essa pessoa é Björn; esse morenaço que conquista os leitores desde sua primeira aparição, lá em Peça-me o que quiser, e finalmente arrebata todos os corações em Surpreenda-me.
- Mas o que acontece com as duas Superwomen?Judith olhou para ele com tristeza e antes que explicasse Mel se adiantou.- Veja só, bonequinho, até as Superwomen têm sentimentos.Ele as encarou com surpresa. No caminho para o escritório, levando duas cervejas e querendo saber o que estava acontecendo, ele soube o que tinha que fazer. Chegando lá, ele colocou as garrafas na mesa de Eric e comentou:- A sua pequena está se acabando de chorar na cozinha.Não foi preciso dizer mais nada. Eric se levantou rapidamente e foi até lá. Björn foi atrás e ouviu o amigo perguntar logo que abriu a porta:- O que foi, querida?
Diferentemente dos livros da série principal, este spin-off é narrado em terceira pessoa, alternando os pontos de vista entre os protagonistas e, vez ou outra, quando conveniente, pegando um ou outro pensamento dos diversos personagens que figuram na história. Megan Maxwell costuma ser muito feliz na escolha de suas narrações e dessa vez não foi diferente. Ela administra os fatos e informações de acordo com as necessidades da trama a que se propõe contar, nunca deixando o leitor ter a sensação de que está sabendo demais ou de menos.

Esta é uma autora que parece saber perfeitamente a medida certa para tudo, seja do ponto de vista estrutural – narração, enredos, construção dos personagens – ou elementar da história. E isto, quem costuma se arriscar com as palavras em textos, poemas, contos e crônicas, sabe que é muito difícil de conseguir, porque quem está escrevendo, por saber tudo sobre a história que está contando, pode acabar se perdendo em extremos, não deixando espaço para a imaginação do leitor ou sufocando-o com informações muitas vezes desnecessárias.

Bicha, te venero.
Quando Mel e Björn ficaram sozinhos, ele ligou a água e a olhou nos olhos. A pergunta que ouviu dela em seguida foi um pouco inesperada.- Tudo bem?Ele respondeu que sim e algo em seu coração se descongelou naquele instante. Lembrou-se de Eric e sorriu ao entender o que o amigo tinha tentado explicar tantas vezes sobre ele e Jud. Sem saber por quê, naquele momento, tudo fez sentido. A química com uma mulher, e tudo o que isso significava, surgia quando menos se esperava. Finalmente havia encontrado aquilo com Mel e não ia perder.
De longe, este é o livro mais erótico da série. Se fosse outro escritor qualquer, eu recomendaria cuidado. Todavia, como já conversamos, Megan sabe dosar as ferramentas disponíveis, se renova de maneira a não permitir que o enredo caia na repetição e, mais importante, jamais perde a trama de vista. As cenas explícitas guardam relação com a proposta do livro, não parecem gratuitas ou descartáveis.

Algo que preciso destacar sobre Megan Maxwell, é o carinho imenso que ela parece ter por suas guerreras, como costuma chamar suas leitoras, parecendo homenageá-las a cada página, cena de ciúme, beijo arrasador, palavra de amor dos personagens. Acho louvável e maravilhoso.
- Uma rosa para a dama?Antes que Björn falasse alguma coisa, Mel se adiantou:- Dê uma ao cavalheiro, por favor.Enquanto Mel pagava, Björn pegou, atônito, a flor que rapaz lhe entregou.- É pra você – ela disse em voz baixa num jeito divertido, quando ficaram sozinhos.Confuso, Björn a encarou. Uma rosa para ele?- Não gostou? – Mel perguntou ao notar sua expressão.- Claro que gostei. Mas até agora era eu que...- Mas isso acabou – ela interrompeu. – Como é sempre você que me dá flores, hoje sou eu que te dou essa rosa. Igualdade entre os sexos, você não acha?
Além disso, é preciso ressaltar o significativo papel que esta autora exerce na representação da liberdade sexual feminina. Seguindo na contramão de muitos autores aclamados mundo afora, que evidenciam personagens femininas frágeis e submissas, Megan cria mulheres que representam seu séquito de leitoras: fortes, trabalhadoras, determinadas, que buscam o próprio prazer e não veem problema nenhum em demonstrar o que querem e nem por isso merecem menos respeito ou são menos mocinhas por isso. Mais ainda, o amor não as fragiliza, não as transforma em típicas donzelas indefesas; pelo contrário, as fortalece.

Eu não poderia terminar esta resenha sem fazer um adendo para um personagem que me intrigou do início ao fim: Comandante James Lodwud. Passei boa parte da leitura na dúvida se gostava, desconfiava ou não me importava com ele e, por fim, fiquei bastante curiosa para saber mais sobre este homem durão que não superou o abandono da ex-mulher. Megan, fica aí o pedido!
- Espero que algum dia você supere a história da Daiana, como eu acredito ter superado a história do Mike. Você perece uma vida melhor, James, e eu sei que você vai tê-la. Eu sei.Ele olhou para ela quando respondeu:- Foi um prazer te conhecer, Mel.Ela andou até ele, se abaixou e o abraçou.- Digo omesmo, James. Obrigada por tudo, porque, à nossa estranha maneira, você me ajudou a seguir vivendo. – Eles sorriram. – Espero que nossos encontros já não sejam como os de antigamente.Eles sabiam que aquilo era uma despedida. Tinha chegado o momento de esquecer os fantasmas do passado e de tentar retomar suas vidas.
Portanto, se você quer ficar arrebatado, vidrado na leitura, quer se apaixonar, suspirar, grudar naquelas páginas e só conseguir largar depois de ler tudo, Surpreenda-me, com certeza, é a pedida certa.
- Sabe de uma coisa? – ele insistiu nervoso, sem deixar que ela falasse. – Meu pai me aconselhou que, pra eu fazer você se apaixonar por mim, eu devia fazer você rir. Mas fique sabendo que, cada vez que você ri, quem se apaixona ainda mais sou eu, como um idiota. Eu te amo. Te amo com toda a minha alma e nunca tive mais certeza de nada na minha vida.  E se você não me amar, vai precisar comprar um grande carregamento de band-aids das Princesas pra tirar de mim a dor tão terrível que...- Björn...- Antes que você diga qualquer coisa – ele interrompeu outra vez -, quero que você saiba que estou disposto a lutar por você. Não me importa que você seja militar, nem americana, nem russa, nem polonesa. Não vou permitir que você vá pro Texas. Se você for, prepare-se, porque eu vou atrás de você e não penso em deixa-la em paz até que você ceda e decida voltar comigo, porque eu te amo e preciso que você me ame.
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sexta-feira, 14 de outubro de 2016

Resenha: “Lagoena – O diamante de fogo” (Laísa Couto)

Por Kleris: O diamante de fogo é um segundo passeio rápido (o primeiro foi O lenhador, a bruxa e a lua cheia, que você pode ler aqui) na fantasiosa Terra Secreta, um livreto que traz um conto com um dos personagens que Rheita e Kiel encontraram no primeiro livro de Lagoena – O portal dos desejos. Como mencionei na resenha anterior (reveja aqui), O portal dos desejos foi de um verdadeiro tour e primeiro passo para os mistérios deste mundo que Laísa Couto bem criou, e em O diamante de Fogo, isso fica claro, aliás, claríssimo que o que Lagoena mais tem é história pra contar e Laísa, muito para escrever.

Neste spin-off em especial, o mago Zagut é intimado para uma aventura com o rei Amaz, cego em suas ambições. Desde o primeiro momento, a caçada pretensiosa por ouro parecia ser uma missão impossível e Zagut tentou de todas as maneiras avisar a Amaz o que aquele desejo intenso poderia trazer. Algo no fundo do mago, no entanto, lhe sussurrava que ele precisava ver o que havia por detrás deste tesouro. 
— Lamento, Amaz. Não posso fazer parte disso — Zagut passou a mão na testa úmida. Ao redor, Archotes nas paredes estalavam. — Você colocaria a vida dos seus homens em risco por mero capricho?
— É dever do rei para com seu povo desbravar aquelas montanhas, mago! Meus antepassados cometeram o erro de não pisar em cada solo de Lagoena.
— Esse erro se chama prudência, Amaz! – rebateu Zagut, agora encarando o homem que lhe falava às costas.

Em O diamante de fogo senti que Laísa manteve sua essência e estilo poético. Ao passo que adentramos Lagoena junto à comitiva do rei, nos embrenhamos novamente em questões de virtudes e vícios, ambições e equívocos. Zagut é um mago de sabedorias, que usa a experiência e conhecimento a seu favor, ao contrário de Amaz, que se deixa vencer fácil pela ganância e teimosia. Juntos eles funcionam bem, mas Zagut, intrigante que é, não entrega tudo de bandeja – o que pode ser muito bom para si e muito ruim para quem possa entrar em seu caminho. 
A escuridão condensava o ar e grudava na pele como pinche. Havia algo muito antigo sob aquelas montanhas, um segredo profundo, memórias que o passado consumiu durante dias e noites trevosas, o eco de um grito que há muito aconteceu. Ali era o silêncio estarrecedor que imperava como o único e verdadeiro rei, o murmúrio do rio já havia se perdido, agora só se escutavam o estalar dos próprios calcanhares.

Fico bastante impressionada como Laísa sabe nos colocar no lugar certo e oferecer, mesmo em tão poucas páginas, uma boa leitura imersiva. Ela tem uma capacidade caprichada e impecável de nos colocar dentro da ação, nos levando a uma visão estupenda do que se passa nas cenas. Gosto muito também de como ela conduz o mistério, como nos instiga e como deixa as pistas de uma maneira tão... despretensiosamente pretensiosa. Pra falar a verdade, nunca fui muito chegada no estilo da fantasia, mas não posso negar o quanto Lagoena tem esse “quê” de nos sugar tão facilmente. Imagino que não tenha leitor esse que passe por Lagoena e não fique encantado. 
— Vossa majestade precisa alertar seus homens; essa floresta é venenosa e com certeza as águas que passam por suas raízes também são, e alimentam seres famintos — alertou Zagut, os olhos perscrutando algum segredo na escuridão daquelas águas.
— Que tipo de criaturas? — perguntou Amaz, examinando o rio no alto de sua cabine, um pequeno compartimento sem muito luxo para um rei.
— As mais vis. — respondeu o mago, preocupado.
— Serpentes? Sereias? — Amaz riu. — Vamos, mago, esse lugar é muito quieto para oferecer algum perigo.
— É o silêncio que deve temer. [...]

Como prometido pela autora, o conto veio com uma pegada mais dark, explorando o outro lado dos personagens de Lagoena – Zagut, então, parece ter mais de dois lados para se contar. Achei interessante como o conto parece ser maior do que é. Em 22 páginas (curtíssimo!), Laísa fecha essa pequena trama com ares de suspense para qualquer curioso confabular. Embora a historieta seja bem enxuta, em nada diminui as pistas que Laísa jorra pelas páginas. Ler sobre certa chave me faz querer reviver tudo com Rheita e Kiel.
— Tem certeza de que é seguro?— Vossa majestade deveria saber que essa jornada pode ser tudo, menos segura.
Li O diamante de fogo em versão impressa (fanzine), um mimo que a autora distribuiu em um encontro especialíssimo no Clube do Livro Maranhão (veja mais aqui sobre o #LagoenaDay) e boatos fortíssimos que Laísa vai publicá-lo na Amazon até o fim do ano. Ficamos na espera! 

E para quem não sabe, Lagoena saiu da Editora Draco e pretende vir com tudo em futuro próximo. Saca a nova arte que a Laísa vem preparando: 



Ah! E não deixem de escutar uma entrevista com a autora lá no CabulosoCast <3 Rolou um bate-papo surpresa (aqui) bem bacana com impressões de leitores sobre O portal dos desejos – tem partes com e sem spoilers e com avisos pra você não se preocupar. Vale muito a pena!

Preciso dizer? Recomendadísssssimo :)

Espero que tenham gostado e voltem aqui assim que lerem os contos de Lagoena. 
— Você e seus segredos, Zagut.
— O que seria de um homem se não fossem seus segredos? Apenas um corpo sem alma — refletiu o mago, absorto em seus pensamentos.


Até a próxima! 

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Ana Liberato