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sábado, 21 de maio de 2016

Planeta de Leitores MA: encontrão com Mary Del Priore e convidadas

Alô MAIO maravilhoso!

Como fora anunciado (reveja aqui), o novo projeto literário, Planeta de Leitores, vai chegar com tudo em sua primeira edição. Um abraço à Editora Planeta por concretizar um encontrão desse! 

E que honra receber a autora Mary Del Priore!

Nossa convidada é um show de conhecimento <333 Historiadora, pesquisadora e professora, Mary é apaixonadíssima pela História do Brasil. É também colaboradora em revistas científicas e não científicas, escreve crônicas para O Estado de S. Paulo. E premiada; nacional e internacionalmente. Foi duas vezes vencedora do Prêmio Casa Grande & Senzala (1997 e 1999), ganhou duas vezes o Prêmio Jabuti (1998 e 2015), Prêmio Fundação Biblioteca Nacional (2009), dentre outros.

Del Priore traz em seus livros muito de sua bagagem acadêmica. Com um toque especial de fascínio, ela envolve os leitores da primeira à última página. Não foi muito diferente com Beije-me onde o sol não alcança, o livro-tema de nosso encontro.

Aliás, “Beije-me...” é sua primeira ficção histórica. Trata-se de um romance epistolar baseado em fatos reais, do Brasil Imperial, em que muito bem pontua sobre o relacionamento de um conde russo com a herdeira de um barão do café do Vale do Paraíba e uma ex-escrava.

Veja a sinopse abaixo:


Unindo as pontas do triângulo, paixões, tragédias, a moral hipócrita de uma época, grandes fortunas, falências, derrocadas... Neste romance que parte de fatos e personagens verídicos, o olhar da historiadora faz um retrato vivo do tempo e dos acontecimentos que o marcaram, mas é a história de amor de Maurice Haritoff, Nicota Breves e Regina Angelorum (nomes reais que parecem inventados) que nos arrebata.

Com descrições de uma riqueza impressionante, Mary Del Priore nos faz mergulhar na narrativa, nos carrega para dentro da história. Sentimos os cheiros, ouvimos os sons, vemos pelas frestas dos casarões um mundo onde convivem dramas, angústias, ambição, sensualidade, opressão feminina e religiosidade. Somos levados, ou nos deixamos levar. Difícil é voltar da viagem quando o livro acaba.

Fonte: skoob (adicione na sua estante!)

A discussão do encontro será sobre as literariedades de que a autora se utilizou para resgatar o passado e fazer este romance tão primoroso. Ademais, terá sessão de autógrafos e foto com a autora \o/

Anotem aí os avisos:
Lista de frequência começará às 14h30, no local.
- O encontro iniciará pontualmente às 15h.
- Os leitores participantes do Planeta de Leitores têm direito a autógrafo (de um exemplar do livro-tema) e foto com a autora. As fotos serão tiradas por nossa equipe e constará na nossa page (modo público). Não é obrigado que o livro seja um exemplar comprado na livraria no momento – vez que muitos leitores já leram previamente.
- Leitores podem enviar perguntas desde já às nossas redes. Faremos uma seleção. Aos leitores que comparecerão no dia, pedimos que levem a(s) pergunta(s) anotada(s), para facilitar a comunicação; favor repassar a nossa equipe no início ou durante o bate-papo.

E para enriquecer mais a dinâmica do evento, teremos convidados locais de apoio. Vem conhecer!


Aline Nascimento
Bibliotecária e diretora da Biblioteca Pública Benedito Leite


Mary Leite
Advogada e blogueira resenhista no blog Dear Book
(veja a resenha do livro aqui)


Fernanda Araújo
Coordenadora do Clube do Livro MA e mediadora de eventos literários
Blogueira no Caçadora de Livros  


Claudia Rosenberg Aratangy 
Representante da Editora Planeta e mediadora do Planeta de Leitores

Marquem presença aqui no link do evento e 
não deixem de convidar amigos leitores para este encontrão!


Planeta de Leitores MA – Beije-me onde o sol não alcança
Dia: 28/maio
Horário: das 15h às 17h
Local: Livraria Leitura, São Luís Shopping


E este é só o começo, queridos leitores.
Confira outros posts sobre encontros (aqui) do Clube aqui no blog.

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#clubedolivroma #dearbookbr #planetadeleitoresma

Post fonte: blog do Clube

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sexta-feira, 20 de maio de 2016

[Novidades] Planeta de Leitores: um novo projeto \o/




O Clube do Livro Maranhão e Editora Planeta de Livros Brasil têm o prazer de apresentar um novo projeto literário, o PLANETA DE LEITORES.


Planeta de Leitores é uma aposta da Editora Planeta de Livros Brasil em promover encontros literários e aproximar os autores da casa de seus leitores através de parcerias com clubes de leitura; e o Clube do Livro Maranhão é o primeiro a sediar este projeto. Cada encontro é pensado para ter um autor visitante, para dialogar e trazer novos interesses e repertórios à mediação. As primeiras edições estão marcadas para este maio, julho e setembro \o/ 

Para esta primeira edição do Planeta de Leitores MA, fechou-se a parceria para levar a autora Mary Del Priore à ilha de São Luís e tem como livro-tema o recém-publicado título “Beije-me onde o sol não alcança”Haverá, ainda, convidados à mesa para enriquecer mais o bate-papo literário. É claro que nossas colaboradoras de São Luís vão participar! A Kleris está pelos bastidores da organização e a Mary - quem já nos presenteou com uma resenha do livro (aqui) - vai estar à mesa como convidada de apoio. 


Pense na ansiedade!

Sobre a autora

Mary é uma historiadora, pesquisadora, pós-doutora, professora e escritora em diversas editoras, como Planeta, Rocco e Leya. Graduou-se em História, fez doutorado em História Social e pós-doutorado na Ecole des Hautes Etudes en Sciences Sociales, na França.

É colaboradora em revistas nacionais e internacionais, e publica crônicas no jornal O Estado de S. Paulo. Escreveu, organizou ou colaborou em mais de 40 livros. Foi duas vezes vencedora do Prêmio Casa Grande & Senzala (1997 e 1999), ganhou duas vezes o Prêmio Jabuti (1998 e 2015), Prêmio Fundação Biblioteca Nacional (2009), dentre outros.

Desde 2010, Mary Del Priore publica livros na Editora Planeta. Além de “Beije-me...”, conta com sucessos como “Uma breve história do Brasil”, “A descoberta do Novo Mundo”, “A viagem proibida nas trilhas do ouro”, “Histórias internas”, “Histórias e conversas de mulher”, “Do outro lado”.

“Beije-me onde o sol não alcança” é seu primeiro romance histórico; um romance epistolar baseado em fatos reais que traz à luz o relacionamento entre um conde russo, a herdeira de um barão do café do Vale do Paraíba e uma ex-escrava no período Brasil imperial. O olhar da historiadora faz um retrato vivo do tempo e dos acontecimentos que o marcaram, mas é a história de amor de Maurice Haritoff, Nicota Breves e Regina Angelorum (nomes reais que parecem inventados) que nos arrebata. Como outros livros da autora, é um livro de bagagem acadêmica e histórica que leva leitura de qualidade a seus leitores. 

Para adicionar na sua estante, acesse aqui no skoob. 
Para mais informações, consulte: http://marydelpriore.com.br/


Sobre o Clube do Livro Maranhão

O Clube do Livro Maranhão é um projeto sem fins lucrativos que reúne cidadãos da comunidade leitora maranhense em encontros culturais, como eventos literários, seminários, oficinas e outros, com o objetivo de proporcionar oportunidades de desenvolvimento sociocultural através de um intercâmbio de conhecimento; recentemente, aliás, foi certificado como Ponto de Cultura pelo Ministério da Cultura (MinC). Em sua confraternização com leitores, o Clube agrupa um público de jovens e adultos antes dispersos, de modo que incentiva, impulsiona e integra diversas atividades culturais a partir da leitura e entretenimento – como o cinema, as artes plásticas, as artes cênicas, além de toda disseminação e divulgação de obras literárias, artísticas e culturais.

Vem pro Clube, vem pro Planeta de Leitores MA!
<333333333333333

Planeta de Leitores MA
Dia: 28/mai
Local: Livraria Leitura – do São Luís Shopping
Horário: 15h às 17h

Entrada Franca.



Na página do Clube do Livro Maranhão já se encontra o link do evento 
Não deixe de marcar presença!
Confira outros posts sobre encontros (aqui) do Clube aqui no DB.

Post fonte: blog do Clube


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sábado, 10 de outubro de 2015

[Especial] Cobertura Encontros Especiais do Clube do Livro MA 2015

Por Kleris: Oi, pessoal. Saudades de mim? Tenho muitas saudades da coluna Littera Feelings, aqueeeeela que sempre trazia uma abordagem sobre leitura e leitores. Às vezes bate uma vontade de voltar, massssss, sabe como é, ando seguindo novas viagens e rumos. E foi assim que estacionei no Clube do Livro do MA (CLM), um grupo de leitores da minha cidade (São Luís, MA). No ano passado, não sei se vocês lembram, fiz uma pequena cobertura (aqui) sobre os eventos literários na Feira do Livro do Shopping da Ilha (SDI) e, embora este post seja relativo a uma nova edição da feira, este ano escrevo mais sobre as atividades do Clube, atividades das quais não só fui participante, mas colaboradora na organização. Talvez por isso os eventos tenham sido mais intensos pra mim ;)


A convite do Shopping da Ilha (em parceria com a Livraria Leitura), o CLM se programou para dois encontros extraoficiais – extraoficiais porque eram de temáticas diferenciadas e incomuns para os tradicionais encontros mensais em que se debate livros específicos propriamente. Enquanto rolava o maior festival de livros e literatura lá na Bienal do Rio, a Feira do Livro do SDI abria estande e palco para shows e diversas programações, desde palestras a contação de histórias por todo o mês de setembro. Posso ser culpada para dizer algo sobre isso, mas que a programação tava show esse ano, ela tava. E os eventos do CLM foram os que basicamente fecharam o mês, já que foram nos últimos dias.

 (Emyle, eu e Fernanda)

A organização, claro, vinha se mobilizando faz um tempo. Junto da Fernanda Araújo (administradora, coordenadora e mediadora do CLM e blog Caçadora de Livros), e da Emyle Mayara (colaboradora do blog Caçadora de Livros e CLM), nos aventuramos em arriscar uns encontros diferenciados – embora semelhante aos do ano passados. Enquanto em 2014 tivemos duas autoras para um bate-papo (como visto na cobertura anterior), 2015 veio com tudo e conseguimos DEZ AUTORES, além de CINCO agentes culturais. Tivemos assim um encontro especial de autores e um encontro especial de projetos de leitura.


Autores contemporâneos no cenário nacional de publicação de livros
(veja fotos, de autores e livros)


Eita que teve mesa cheia! Duas horinhas de encontro passaram voando com Marisa Rezende (ES), Laísa Couto (MA), Mary Diniz (MA), Rayoline Amorim (MA), Sabryna Mendes (MA), Talita Guimarães (MA), Vanessa Carneiro (MA), Déa Alhadeff (MA), Julia Emilia (MA) e Bruno Azevêdo (MA) – tanto é que tivemos que cortar parte de um bate-bola que eu muito tava esperando para ver como os autores iriam se sair (algum dia eu revelo essas perguntas, algum dia haha). Rolou também prêmios para o público, cortesias dos autores e do Clube.

O encontro foi em uma tarde de domingo (20/set), das 14h às 16h. A ansiedade? A mil. Por toda a manhã acompanhei a movimentação nas redes e passo a passo com os autores e as meninas na organização até a hora do evento, para qualquer aviso de última hora. No final, deu tudo certo \o/ Como os autores reunidos eram de diversos segmentos, gêneros e nichos, a conversa perpassou por temas mais universais, focando então nos processos pessoais de criação e de publicação.

Foi muito bacana estar com toda essa galera – mesmo que minhas condições de saúde no dia não estivessem muito ok =// – e ouvir tanta história por eles mesmos. Não sei vocês, mas tenho essa coisa de ouvir a pessoa falar sobre seu próprio livro e me envolver só pela maneira como explicam. É um tipo de encanto, sei lá.

Percebi alguns encantos por parte de nosso público também. Acho que ficaram impressionados, tanto por reunirmos tanta coisa num encontro só, quanto por conhecer tanto trabalho legal, bem ali, pertinho de todos. Como não ter um sorriso no rosto depois dessa? Fiquei orgulhosa, claro.

A maioria dos convidados eu só tinha contato online e foi uma ótima oportunidade para mostrar meu rostinho por trás de avatares, assim como conhecê-los ao vivo, nem que fosse pra um abraço (i’m a huggy person). Na muvuca após o encontro, mal pude conversar com todos e tampouco tirar muitas fotos. Mas tô crendo aqui que ainda nos encontraremos por aí. Essa ilha também pode ser um ovo.

Foi realmente um prazer participar e ser colaboradora desse evento – adogo bastidores! – e agradecimentos imensos a quem pôde comparecer e curtir. Agradecimentos também à parceria do Shopping da Ilha com a Livraria Leitura para termos espaço de realização e apoio diversos, pois foi assim que conseguimos a presença de uma autora de fora, a Marisa Rezende, que é super gentil e de um carisma imenso! Marisa saiu de nossa ilha simplesmente apaixonada. Seu livro já está cá, comigo, à espera de momento para uma leitura. Assim como de vários autores =)

Verdade seja dita, saí foi de sacolaS cheiaS!


Livros e projetos – iniciativas em prol da leitura
(veja fotos, dos projetistas e apresentações)


Mal respiramos do encontro de autores e começou a maratona de últimos detalhes para realizar esse segundo encontro. Mantivemos a atividade das redes e nesse infelizmente tivemos menos tempo para o evento, mas tentamos aproveitar ao máximo (e o bate-bola surpresa também teve quer ser cancelado =//). Aconteceu numa sexta-feira à noite (25/set) e focamos em duas campanhas do momento, com agentes culturais. Recebemos o livreiro José Arteiro, que apresentou a campanha de seu sebo, e a Aline Nascimento, diretora da Biblioteca Pública Benedito Leite, para falar da nova aposta da biblioteca, uma campanha de leitura. Rolou prêmios de novo para o público, cortesias dos convidados e do Clube.

Acho que todo mundo deve ter acompanhado nas redes no começo desse mês a mobilização nacional em prol da leitura, chamada Dia de Ler Todo Dia #diadelertododia. A campanha da biblioteca se uniria a essa mobilização, porém, por conta de agendamentos, teve de ser adiada. Será no dia 23 de outubro, das 9h às 17h, e, para o dia anterior também já está programada a abertura do sebo do Arteiro, às 19h. É ir em um e pular para o outro!

Voltando ao encontro... Bom, nesse eu não pude comparecer, o que sei é por impressões de organização e das meninas. Tivemos à mesa também mais quatro agentes culturais, a Sharlene Serra, que escreveu uma série de paradidáticos infantis sobre inclusão social, a Cleo Rolim, escritora e revisora numa editora chamada Edições Soham, o próprio Soham Jñana, filósofo, escritor e editor, e o Alan Nascimento, menino da Guarderiados Meninos, que veio de Fortaleza passar uma temporada na ilha e espalhar um show de mimos em alguns eventos da cidade. Foi um bate-papo e tanto sobre o cenário de leitura, projetos e realizações culturais na ilha. Todo mundo saiu de lá com novas perspectivas.

O tempo também voou. Apesar de não ter podido ir, fiquei de olho para qualquer notícia que as meninas e a galera do Clube mandavam a respeito. Deu tudo certo \o/ Também fiquei orgulhosa *o*

Mais uma vez, dos convidados, eu só tive contato online e alguns deles ainda não pude conhecer pessoalmente. Próximas oportunidades podem estar mais próximas do que pensamos hehe Espero conhecê-los em breve e trocar mais que umas palavras.

Projetos, projetos, projetos!


Saldo

Positivo! Estamos em outubro e pode-se dizer que os encontros ainda estão rendendo. São novas amizades, novas parcerias, novos contatos. Foi com certeza uma ótima oportunidade para reunir várias atividades que passam pelo grande público. Todos os contratempos em nada diminuíram o sucesso dos encontros – ainda bem! – só viraram história para (agora) rir e aprender. A receptividade, o impacto e as descobertas, pelo jeito, só estão começando (pelo menos pra mim, que há pouco integrei a equipe). 

Foi muito gratificante participar dos encontros e de balançar mais um pouquinho essa ilha. Agora é esperar (e planejar) os próximos eventos (que já estão rolando lá na Feira do Livro de São Luís #FeliS) \o/

Como disse em um dos meus últimos posts no Litteracada desenvolvimento em seu tempo, como foi no meu Maranhão. É muito bom ver que as realidades de leitura estão em alto ritmo de mudança e contribuindo para construir o sonhado país de leitores. 


E na sua cidade, como você está ajudando? 

Conheça mais em www.clubedolivroma.com

Até a próxima!


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terça-feira, 14 de abril de 2015

Littera Feelings #30 - A vitória ainda é do leitor

Olá, leitores queridos! Como estão?

Passei uns bons dias em off por conta de uma virose daquelas tensas que até pra segurar o celular era um esforço, mas foi esse mesmo smartphone com wifi que me salvou quando de repente eu tava nessa fenda da febre e precisava ter noção de mundo ~real~. 

Acompanhem-me em mais uma viagem.


Bom, todos os anos pouco a pouco a leitura tem quebrado barreiras e vencido desafios. Foi-se o tempo em que imaginávamos que éramos os únicos em alguma coisa (apesar de hora e outra a sensação querer voltar); a internet está aí pra isso, nos abrindo o leque todos os dias, todas as horas, minutos e segundos (de fato, em tempo real). Para a leitura não é diferente.

A “luta” é de todo dia, e já podemos afirmar que conquistamos coisas espetaculares. Desmitificou-se o preconceito/problema em ler; a produção nacional tem ganhado um considerável espaço diversificado em relação à produção estrangeira; e ser independente não é mais tão novidade assim. Os ebooks são outros que não são mais encarados como afronta; Amazon, Kobo, Lev, Book Tour, Book Haul, TBR (to be read) Jar, shelfie, tudo faz parte dos vocabulários cotidianos e antenados. Propagam-se brincadeiras e desafios literários pelas redes; projetos, propostas, clubes, eventos e outros estão se fazendo valer cada dia mais. 

E sabe o que tenho gostado de ver nos últimos tempos? Como a cultura da leitura tem se expandido pelo país, pipocado em vários cantos. Melhor dizendo, o livro tem deixado seu “centro cultural” e encontrado novos lugares especiais. E não só isso, tem também reunido leitores antes tão dispersos e perdidos de uma mesma região.


Isso, para algumas pessoas, pode parecer bobo de se dizer, uma vez que se respire cultura no eixo sul-sudeste. A perspectiva muda quando nos vemos em lugares que mal há uma livraria, ou um bom acesso e atendimento a sebos e bibliotecas. Os leitores podem sobreviver com livrarias online e correios, mas não é a mesma coisa. Cada desenvolvimento em seu tempo, claro, como foi no meu Maranhão.

Estendendo um pouco mais esse parêntese da conversa, recentemente tivemos a visita do Projeto Quebras (que viaja por todo o país para conhecer e registrar produções únicas de suas regiões) com Marcelino Freire, temos mais autores mostrando a face no cenário maranhense de produção, e a capital tem multiplicado os eventos literários. Vale uma super menção para o twittaço para trazer a #TurnêIntrínseca e às atividades dos clubes (Penguim e Vórtice).


Agora, deixando de lado essa minha admiração, nos voltemos para certo dado que todos os anos mexem conosco: a avaliação do cenário de leitura.

(contém vitamina: A B C D E F G H I J K L M N O P Q R S T U V W X Y & Z)

Por toda a última semana, um texto que muito me chamou a atenção foi o do Rodrigo Casarin, lá do blog Página Cinco (matéria repostada no Mob de Leitura) sobre os dados de leitura de 2014. O título diz muito: 70% dos brasileiros não leem. E daí? O Rodrigo se mostrou preocupado por termos tão poucos leitores, e, de fato, cada vez que saem essas pesquisas, é difícil não ter em mente o quanto do Brasil ainda não atingimos.

Mas então pensei: se 30% é tudo que temos, o que mais há por trás dele para ser considerado? O que isso representa para o leitor?

Se a pesquisa mira no livro como um produto (já que o cunho é uma análise mercadológica) e um produto não só de entretenimento, mas de informação e conhecimentos diversos, então, por óbvio, há outros produtos e/ou serviços nessa concorrência. Temos aí videogames, brinquedos, tv, cinema, teatro, música, shows, aparelhos tecnológicos diversos, revistas, jornal, dvd, blueray, netflix, novela, programas, podcasts, jogos de diversos esportes, etc. É ou não é uma intensa disputa de atenção?

Não esqueçamos que temos diversas feiras, encontros, bienais, eventos, e alguns deles todos os anos. Embora o seu objetivo não seja fomentar a leitura em si, não há como negar as vendas. Independente de ser uma bienal ou uma bancada de livros com desconto na esquina de uma praça, livros estão sendo vendidos. Se nosso mercado fosse tão fraco, como as editoras se interessariam em publicar? Tem lançamento para todos os gostos quase todo mês!

Lembremos (mais uma vez) que nem todos vivemos em cidades grandes ou em centros culturais. Há cidades em que a banca de jornal está fechando, ao passo que, sei lá, uma banca de revista numa cidadezinha do interior seja aquela que faça a diferença. O fato é que há diversas realidades de leitura por esse país, e a que mais foge à memória é aquela que mais movimenta o mercado livreiro nacional: as compras governamentais para as escolas.

Mas, ok, não vou me enveredar para o lado da educação. O que importa é que nós produzimos, nós compramos, nós lemos e nós conversamos sobre livros. Nosso mercado é vivo. Eu vejo e respiro isso quase todos os dias - nós, leitores, estamos nos encontrando, tanto no real, quanto no virtual. Os 30% podem não ser os números dourados, porém essa realidade já está disponível e para muitos.

Apesar da crise apontada para o mercado, acredito que há ainda muitos livros em nossas mãos. A vitória dessa vez não foi da leitura, no entanto, cada vez que um livro é aberto por um não leitor, temos uma nova esperança. A vitória ainda é do leitor. Ele faz valer todos os nossos esforços. 

— Acredito que as pessoas têm de ler livros. Não importa se elas vão ouvir o livro, se vão ler no papel, no smartphone, num tablet, não importa. Importa é que elas leiam.
— E você acha que o brasileiro lê livro?
— O brasileiro lê livro sim. Ele infelizmente não tem acesso, em várias questões econômicas, socioculturais; ele ainda tem dificuldade em alcançar os livros. Mas se fossem mais populares, eu acho que o brasileiro ia ler mais. 
Ednei Procópio – editor especialista em livros digitais e membro da Comissão do Livro Digital na Câmara Brasileira do Livro – em entrevista sobre a era digital.

(tempo no vídeo do trecho acima – 21:15)

Até a próxima!


Kleris Ribeiro.
sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

Happy Hour #29 - Eventos Literários Para ir Antes de Morrer

Oi gentee!! Como vão vocês, hein? Férias, véspera de natal, descanso, livros, curtição.... imagino a vida difícil nesse fim de ano! rs Ah, e antes de mais nada, se vocês estão aí lendo essa Happy Hour é sinal de que em pleno século XXI fomos trollados por uma "profecia" Maia. O que não deixa de ser bom, não é mesmo? rsrs  

E antes de começar nossa coluna pós apocalíptica, como disse uma leitora -rsrs, gostaria de agradecer ao carinho e os comentários lindos na Happy Hour #28. E para quem ainda não viu, o assunto foi a História dos eBooks, assim que terminar de ler aqui, dá uma passadinha lá! =D 

Pensando em todo esse contexto, percebi que, já que "sobrevivemos ao fim do mundo", nada melhor que tentar aproveitar ao máximo nossa estadia por aqui., né? =D Então, hoje falaremos sobre os Eventos Literários Para ir Antes de Morrer!! (Buscando inspirações em livros famosos... '-')


 
Ana Liberato