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terça-feira, 22 de janeiro de 2019

Resenha: “Gente de Resultados” (Eduardo Ferraz)


Manual Prático para formar e liderar equipes enxutas de alta performance


Por Kleris: O livro certo, na hora certa, para o propósito certo! Se você sente que precisa alinhar seu modus operandis de líder, é este o livro. É com certeza o manual para (re)começar as atividades com o pé direito. 
[...] será de extrema importância você conhecer seu estilo, não para mudá-lo, mas para aproveitá-lo ao máximo e, ao mesmo tempo, para fazer as melhorias necessárias. O objetivo será ajustar a forma, não o conteúdo.

Mais uma vez, o autor ousa em retratar o potencial que temos cá conosco; mais uma vez é luz para nossa caminhada. Para quem não sabe, Eduardo já trouxe um livro sobre desempenho profissional, chamado Gente que convence (veja resenha aqui). Aqui em Gente de Resultados, foca-se mais na gestão de pessoas, como podemos ter mais suporte quando se trata de liderança e alcançar altos voos. Afinal, líder que é líder não opera sozinho.


 

É comum que muitos assumam um cargo de autoridade apenas “indo” – acontece de em algum momento de sua caminhada profissional tornar-se líder e ter que tomar responsabilidades por um empreendimento e seus subordinados. O livro vem justo para dar amparo aos tantos desesperos anseios e deveres do cargo, sobre como podemos nos reorganizar enquanto gestores e trazer resultados mais prósperos a todos. Para tanto, é essencial saber quem somos, que perfil temos, o perfil do empreendimento, a demanda, como podemos agregar pessoas para essa jornada e fazer tudo funcionar. Alcançar a alta performance é isso: manejar o melhor de todos para um propósito maior – e por isso, uma relação win-win.

 
Para alcançar excelentes resultados, a equipe deve ir além das simples obrigações. Contudo, esse algo a mais só existirá se as pessoas sentirem que o líder tem credibilidade e transmite confiança. 
Só é possível continuar obtendo grandes resultados com as pessoas certas nos lugares certos [...]

Mas a sacada master aqui é que, além de ser um suporte prático, o livro é voltado para os líderes de pequenos empreendimentos e organizações. Achei interessante isso, pois traz uma visão mais direta e próxima da realidade, coisa que já me decepcionei em outros livros e/ou estudos na área. Desta forma, Eduardo traz um rol de conhecimentos dos grandes para os pequenos, possibilitando acesso e ferramentas para engrenar qualquer plano de ação. Aliás, meu relatório de desempenho para este ano (do coletivo cultural de participo) praticamente se fez sozinho durante a leitura.


Semelhante ao livro anterior, há narrativas e estudos de caso, todos descritos de maneira bem simples e clara. Mas nada fica só no campo da teoria ou dos conselhos. Para além das ótimas observações e/ou análises, podemos tecer nossos próprios planos de ação, desde os pessoais (como líderes) aos da organização (como empreendimento). Me surpreendi com como é traçado os perfis “operacionais” de cada um, do líder ao subordinado, para que se tenha o melhor aproveitamento. Eduardo, nesse sentido, é muito didático em nos fazer entender em que pé estamos, no que podemos mexer e em como agir, sendo assim este guia necessário. 
No começo, a empresa pode ficar um pouco bagunçada, mas faz parte da cura.

Para isso, reserve papel, caneta, marca-texto e, claro, um momentinho de dedicação, pois não há como fazer as mudanças certas se não houver a disposição certa para aprender. É interessante também que, mesmo quando nos focamos numa linha de liderança (há um teste para se identificar e você pode realizar online; aqui!), podemos seguir curiosos e atentos às outras narrativas-exemplo, pois nada como acompanhar outros casos para acrescentar mais ao nosso repertório. 
Se ainda tiver dificuldade de formar uma equipe de alta performance, dê um passo para trás.

Minha parte favorita, por certo, foi sobre como podemos influenciar pessoas ao nosso redor para atingir a alta performance. As atitudes podem ser pequenas e não menos significativas por isso. Também pude reavaliar as últimas e a atual liderança; ao ver um panorama mais claro, ficou mais fácil de identificar as faltas e falhas que deixei passar. Muitas vezes as decisões se tratam de sair da zona de conforto e do quanto podemos nos disponibilizar para fazer dar certo, tanto da parte do líder, quanto da sua equipe. 
Equipes bem-sucedidas dependem muito da dedicação e do talento de seu líder para tocar a gestão do dia a dia. No entanto, muitas vezes esse sucesso torna o gestor refém de si mesmo, pois ele sofre uma grande tentação de centralizar decisões e executar tarefas desnecessárias.

 

Gente de resultados me revelou o quanto seguimos muito “instintivos” na hora de assumir uma liderança. Por vezes a gente não sabe bem pra onde tá indo ou como ir, só vai, e segue aprendendo na marra na tentativa e erro. Ter esse livro conosco é justamente a lanterna que nos ajuda a tomar a decisão mais certeira. Além de dar visão sobre o caminho que estamos a andar, nos dá noção de quem somos em poder deste conhecimento, sendo possível, ainda, ver quem está ali perto e o que podemos fazer a respeito. É algo que a capa instiga muito bem: para chegar em algum lugar, você precisa de pessoas e é muito mais jogo quando você sabe o que tá fazendo e porque está fazendo. 
O sucesso só vira se a pessoa mantiver toda essa garra e motivação no decorrer das semanas, dos meses e dos anos seguintes, mesmo com todas as dificuldades e todos os desafios que certamente ocorrerão.

Gente de resultados é, assim, uma leitura que esclarece, instrui, norteia e agrega. Em seus toques de coaching e consultoria, Eduardo trabalha de modo pontual para extrair o melhor de nós e, por consequência, impulsionar o ambiente empreendedor da melhor maneira possível. Não importa do que se trata seu empreendimento (se serviço, produto ou conteúdo), mas se você lida com pessoas e precisa gerir o todo, esse livro é pra você. Eduardo é O cara para te impulsionar!

Re-co-men-da-dí-ssssssssssssssiiii-mo! 
[...] esta obra é um precioso guia para nos orientar pelo tortuoso caminho de criar empresas fora de série, a partir daquilo que qualquer organização tem de mais importante e valioso: gente que faz a diferença. Ricardo Amorim. 
Desenvolver uma equipe de alta performance em sua organização requer um forte sistema de gestão de pessoas: uma liderança preparada para inspirar pessoas a realizarem objetivos e metas, mas, ao mesmo tempo, dar oportunidade aos sonhos delas! Janete Vaz.

Aos curiosos de plantão, deixo aqui o site oficial do livro pra conferir o índice e mais dos tópicos abordados. Lá, o autor também liberou 20 páginas para degustação. Clique na figura abaixo para ser direcionado:

Até!

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segunda-feira, 15 de janeiro de 2018

Vale a Pena Ler de Novo: “Gente que Convence” (Eduardo Ferraz)

Neste mês de Janeiro estamos em recesso, mas preparamos para você, caro leitor, uma seleção com nossas resenhas mais acessadas de 2017.
Enquanto isso, prepare-se para todas os lançamentos e novidades de 2018.

Por Kleris: Na escola, próximo do vestibular, a coordenação pedagógica costuma avaliar os alunos por suas aptidões em testes vocacionais. A gente considera nossos pontos fortes e fracos, conhece as áreas de mais interesse, analisa nosso perfil iniciante. Mas e depois de entrar na faculdade? E depois de começar a trabalhar? E depois de trocar de trabalho? Como (re)avaliar quem somos no mercado e como podemos melhorar?

Gente que convence é um livro para potencializar nosso desempenho, em qualquer área e propósito. Tem uma ideia? Um produto? Um serviço? Um talento? Não é convencer por convencer, nem manipulação, tampouco pra vender uma coisa aqui e ali. A compreensão comportamental aqui é, com certeza, uma luz para todo aquele que quer ser fiel à sua personalidade, alinhar perfil e trabalho e não sabe o que tá fazendo não sabe por onde começar. 

Para convencer você precisará, muitas vezes, quebrar uma barreira invisível – como se fosse uma barreira invisível (as pessoas se veem, mas não interagem de verdade) que variam de alguns centímetros a metros de espessura. Essa barreira chama-se desconfiança e quanto mais espessa, pior será o processo de comunicação.

É através de uma abordagem de coaching que Eduardo nos pega pela mão e senta com a gente para fazer as coisas acontecerem. Ou pelo menos entender como chegar lá. Passo a passo, com avaliações pontuais, com cases para análise e pausas para reflexão. Com foco. Com paciência e valoração do trabalho. 
[...] valorize ao máximo o que você tem, mas não invente! 
Em todos esses anos, aprendi que o mais importante na arte de convencer é usar estratégias que sejam coerentes com seu estilo de vida. O grande objetivo é convencer sendo autêntico.

O autor parte da ideia de autoaceitação e melhor uso de características e/ou habilidades para mover qualquer propósito. Ao sermos verdadeiros, nossas opções de caminho se abrem com mais clareza, sem precisar tomar atitudes drásticas ou até trágicas. Se a gente tá forçando a barra, é porque algo não tá bem alinhado (vide aqui). E isso não é “papo furado”. É algo que SÓ VOCÊ pode fazer isso por si mesmo se quer atingir o sucesso. Vale aqui um olhar estratégico.
Leva enorme vantagem quem conhece bem suas aptidões e seus pontos limitantes. Um bom persuador sabe que não adianta aceitar atribuições que não domina, pois perderá credibilidade e, com isso, seu poder de convencimento.

Vamos do autoconhecimento (perceber e analisar características, perfis e potenciais, limites de personalidades) às técnicas de convencimento (auxiliar no conhecimento dos gatilhos, quais são os que devemos acertar – pra saber o que vende, o que motiva, como aplicar, e o que faz a diferença nos contextos). Apenas deixe lápis e borracha à mão, pois tem variados testes (e orientações) pra te ajudar na caminhada. 


Que tal trocarmos a expressão “levo jeito” por “tenho potencial”? [...] Um adulto que se expressa naturalmente bem no dia a dia tem bom potencial para se tornar um ótimo orador, mas precisará aprender técnicas que o auxiliem a usufruir ao máximo esse potencial. [...] ter bom potencial de convencimento facilita bastante, mas não é garantia de bom desempenho. Por outro lado, ter baixo potencial de convencimento exigirá disciplina e estudo para chegar a bons resultados. 
[...] é muito improvável que um adulto tímido se transforme em extrovertido, pois isso faz parte da estrutura de seu prédio/personalidade. Não obstante, essa pessoa pode mudar o acabamento de sua personalidade/prédio ao aprender a falar em público, expressar-se com mais clareza e até participar de alguns eventos sociais, sem deixar de ser, na essência, uma pessoa introvertida e reservada a maior parte do tempo.

Para além destes passos teóricos, há diversos cases discutidos, que vão das relações pessoais às profissionais, para se encontrar e melhor analisar as posturas. É assim que Eduardo nos abre os olhos e faz deste livro uma leitura necessária. A linguagem clara e acessível ajuda bastante nesse quesito, o que faz da leitura um sopro até. Outro fator excelente são as epígrafes nas entradas de capítulo. Elas atingem o alvo de cara! 
Há dois tipos de pessoas: as determinadas e as indeterminadas. As primeiras sabem aonde querem chegar. As outras nem sabem onde estão. Marina Pechlivanis. 
Maldição do conhecimento é a dificuldade de imaginar como é, para o outro, não saber o que você sabe. Steven Pinker.

Sim!

Gente que convence é um livro que mescla teoria e prática e abre nosso campo de ação. É possível entender claramente onde nos adequamos, como funcionamos, que pontos precisam de atenção, quais posturas dão resultado. Você abre o livro inseguro e o fecha determinado – e até arrisco dizer que surpreso consigo mesmo. Vale a pena ter na estante para revisitar e tomar boas notas sempre.

Se recomendo? Com toda a certeza! 
[...] só damos valor às coisas quando estão no contexto adequado.

Ainda não tá convencido? Baixe as primeiras páginas do livro aqui e dê uma espiada no conteúdo. Os testes também se encontram no site. Você ainda pode conferir pequenos vídeos do Eduardo dissertando sobre temáticas do livro aqui.

Até a próxima!

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segunda-feira, 31 de julho de 2017

Resenha: “Gente que convence” (Eduardo Ferraz)

Por Kleris: Na escola, próximo do vestibular, a coordenação pedagógica costuma avaliar os alunos por suas aptidões em testes vocacionais. A gente considera nossos pontos fortes e fracos, conhece as áreas de mais interesse, analisa nosso perfil iniciante. Mas e depois de entrar na faculdade? E depois de começar a trabalhar? E depois de trocar de trabalho? Como (re)avaliar quem somos no mercado e como podemos melhorar?

Gente que convence é um livro para potencializar nosso desempenho, em qualquer área e propósito. Tem uma ideia? Um produto? Um serviço? Um talento? Não é convencer por convencer, nem manipulação, tampouco pra vender uma coisa aqui e ali. A compreensão comportamental aqui é, com certeza, uma luz para todo aquele que quer ser fiel à sua personalidade, alinhar perfil e trabalho e não sabe o que tá fazendo não sabe por onde começar. 


Para convencer você precisará, muitas vezes, quebrar uma barreira invisível – como se fosse uma barreira invisível (as pessoas se veem, mas não interagem de verdade) que variam de alguns centímetros a metros de espessura. Essa barreira chama-se desconfiança e quanto mais espessa, pior será o processo de comunicação.

É através de uma abordagem de coaching que Eduardo nos pega pela mão e senta com a gente para fazer as coisas acontecerem. Ou pelo menos entender como chegar lá. Passo a passo, com avaliações pontuais, com cases para análise e pausas para reflexão. Com foco. Com paciência e valoração do trabalho. 
[...] valorize ao máximo o que você tem, mas não invente! 
Em todos esses anos, aprendi que o mais importante na arte de convencer é usar estratégias que sejam coerentes com seu estilo de vida. O grande objetivo é convencer sendo autêntico.

O autor parte da ideia de autoaceitação e melhor uso de características e/ou habilidades para mover qualquer propósito. Ao sermos verdadeiros, nossas opções de caminho se abrem com mais clareza, sem precisar tomar atitudes drásticas ou até trágicas. Se a gente tá forçando a barra, é porque algo não tá bem alinhado (vide aqui). E isso não é “papo furado”. É algo que SÓ VOCÊ pode fazer isso por si mesmo se quer atingir o sucesso. Vale aqui um olhar estratégico.
Leva enorme vantagem quem conhece bem suas aptidões e seus pontos limitantes. Um bom persuador sabe que não adianta aceitar atribuições que não domina, pois perderá credibilidade e, com isso, seu poder de convencimento.

Vamos do autoconhecimento (perceber e analisar características, perfis e potenciais, limites de personalidades) às técnicas de convencimento (auxiliar no conhecimento dos gatilhos, quais são os que devemos acertar – pra saber o que vende, o que motiva, como aplicar, e o que faz a diferença nos contextos). Apenas deixe lápis e borracha à mão, pois tem variados testes (e orientações) pra te ajudar na caminhada. 



Que tal trocarmos a expressão “levo jeito” por “tenho potencial”? [...] Um adulto que se expressa naturalmente bem no dia a dia tem bom potencial para se tornar um ótimo orador, mas precisará aprender técnicas que o auxiliem a usufruir ao máximo esse potencial. [...] ter bom potencial de convencimento facilita bastante, mas não é garantia de bom desempenho. Por outro lado, ter baixo potencial de convencimento exigirá disciplina e estudo para chegar a bons resultados. 
[...] é muito improvável que um adulto tímido se transforme em extrovertido, pois isso faz parte da estrutura de seu prédio/personalidade. Não obstante, essa pessoa pode mudar o acabamento de sua personalidade/prédio ao aprender a falar em público, expressar-se com mais clareza e até participar de alguns eventos sociais, sem deixar de ser, na essência, uma pessoa introvertida e reservada a maior parte do tempo.

Para além destes passos teóricos, há diversos cases discutidos, que vão das relações pessoais às profissionais, para se encontrar e melhor analisar as posturas. É assim que Eduardo nos abre os olhos e faz deste livro uma leitura necessária. A linguagem clara e acessível ajuda bastante nesse quesito, o que faz da leitura um sopro até. Outro fator excelente são as epígrafes nas entradas de capítulo. Elas atingem o alvo de cara! 
Há dois tipos de pessoas: as determinadas e as indeterminadas. As primeiras sabem aonde querem chegar. As outras nem sabem onde estão. Marina Pechlivanis. 
Maldição do conhecimento é a dificuldade de imaginar como é, para o outro, não saber o que você sabe. Steven Pinker.

Sim!

Gente que convence é um livro que mescla teoria e prática e abre nosso campo de ação. É possível entender claramente onde nos adequamos, como funcionamos, que pontos precisam de atenção, quais posturas dão resultado. Você abre o livro inseguro e o fecha determinado – e até arrisco dizer que surpreso consigo mesmo. Vale a pena ter na estante para revisitar e tomar boas notas sempre.

Se recomendo? Com toda a certeza! 
[...] só damos valor às coisas quando estão no contexto adequado.

Ainda não tá convencido? Baixe as primeiras páginas do livro aqui e dê uma espiada no conteúdo. Os testes também se encontram no site. Você ainda pode conferir pequenos vídeos do Eduardo dissertando sobre temáticas do livro aqui.

Até a próxima!

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sexta-feira, 25 de novembro de 2016

Resenha: “Vendedor Falcão” (Marcos Scaldelai)


Por Kleris: Vendedor Falcão é um livro de treinamento, em que Marcos Scaldelai, um dos executivos mais jovens desse Brasil, coloca o cidadão pra se mexer. Ai de quem ficar parado; bom, fica para trás. Estamos em um século – e década! – em que nos é exigido decisões mais assertivas e ponderadas. No campo de vendas, então, é preciso um plano mais pontual. Nada de se conformar... nem com crise, nem com concorrência. Existe todo um campo de possibilidades, é só saber olhar direito.

Neste livro, desafio você a agir de forma diferente, proativa e estratégica para acelerar seu desenvolvimento, sem ficar na dependência de uma oportunidade, para trabalhar sentindo-se menos vulnerável às oscilações do mercado e também às surpresas da concorrência.

Estridente, exclamativo e urgente é o perfil de coach de Scaldelai. O cara vai direto na questão, sem embromações, sem deslumbramentos; na verdade, entrega o que poucos entregam – um verdadeiro treinamento de execução. Para quem tem noções de marketing, não é nada muito novo, até mesmo em questões de terminologias; por outro lado, é interessante como Marcos tem um pensamento ativo, de saber otimizar qualquer processo. Marketing e publicidade são armas fortes, mas o tiro decisivo mesmo acontece no campo das vendas. 
Jogar nesse time vencedor é para quem tem o propósito profissional de colocar a mão na massa e fazer acontecer na área comercial.

É excelente não só pra quem tem interesse na área, pois os bastidores nos levam a um passeio rápido pelas estratégias e jogadas, e delas podemos compreender muito sobre as “mágicas” e “golpes” de mercado no consumidor. Afinal, a gente sabe que rola grandes esquemas para conquistar o comprador, mas não como funcionam em si. A parte da concorrência então, muitas sacadas maravilhosas. 
Há muitas indagações que envolvem a atividade de vender. Meu objetivo é discutir ao máximo as questões concretas. Nada ficará planando sobre o terreno abstrato, eu posso garantir, porque vou insistir muito nas atitudes executáveis. Execução, execução e execução, que dependem do fortalecimento de ferramentas essenciais de um excelente vendedor. São elas: a visão, a velocidade e a garra.

Marcos se utiliza de exemplos simples e sua abordagem é justamente para turbinar resultados; ele não se contenta com menos. Através da figura do falcão, ele pontua sobre visão, velocidade e garra, como requisitos necessários nessa atual seleção natural. Isto é, pensar fora da caixa se torna essencial para qualquer comando de sobrevivência. O que é inconveniência para um, pode ser oportunidade para outro. Sábio é aquele que faz da cilada uma reviravolta a seu favor.

Vendedor Falcão é um estímulo necessário. Apresenta dicas e técnicas, provoca o espírito e é extremamente explicativo. Em umas 170 páginas, Scaldelai se vale muito daquela máxima “foco, força e fé” e não descansa enquanto não plantar e fazer germinar a semente da vitória. Ele acredita que a gente pode, se realmente quiser. 
Quero que se sinta motivado a superar seus limites, voar mais alto e rápido, ampliar horizontes, desbravar territórios. Se eu me proponho a ser um grande vendedor, “o” cara, o número um da equipe, tenho que buscar ter as atitudes de um falcão. A boa notícias é que atitudes... a gente pode treinar.

A edição ainda conta com um teste para o leitor ter uma noção mais prática. Não é um desses livros que uma leitura basta, é desses para guardar, revisitar e tomar notas constantemente. 
Tudo o que você ler nas próximas páginas poderá colocar em prática amanhã mesmo – ou já! E, se no primeiro mês não tiver elevado significativamente o seu resultado, volte e releia, até alcançar a precisão de um falcão.

Se é isso que você procura em um livro para desenvolvimento profissional, de equipes e alta performance, Vendedor Falcão é uma escolha certeira.

Até a próxima!


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segunda-feira, 1 de junho de 2015

Littera Feelings #32 – Se o leitor quer colorir, dê a ele o lápis de cor e pronto


Vamos colorir essa discussão porque sim.

Confesso que fiquei relutante em trazer o assunto aqui na coluna – visto que já se disse tanto a respeito da onda dos livros de colorir na internet – mas, diante de leitores ou mesmo agentes da produção/comercialização de livros polemizando esse fenômeno, acho que valem umas notas de consideração sobre o assunto, até porque os argumentos de que livro de colorir não é livro, de que a culpa da moda de colorir é da educação deficiente ou de que a leitura sumiu das prateleiras ainda não me convenceram.

  

É ou não é livro?

Sou mais da aposta de que sim, é livro, em vista do público e do ponto de venda direcionado, as livrarias. Ele também é trabalhado em formato de livro (impresso). Você tem capa, tem lombada, tem ISBN de publicação. Ele está sendo vendido como livro.

Não temos almanaques com capa, lombada, mas vendidos como revista? E não temos revistas hoje online que funcionam como blogs? E o que falar dos audiobooks? Acho que já deu essa história do que é livro ou não desde a chegada dos ebooks.

Livro interativo não é uma ideia de agora, e escolheram um ótimo momento para seu retorno. Já li relatos sobre essas publicações que juram terem representado infâncias; na minha memória, ficaram as agendas interativas e revistinhas de pintar – e que eram vendidas, respectivamente, como agendas e revistinhas.

Os livros de pintar para adultos poderiam ser revistinhas? Poderiam. Mas escolheu-se o modelo de livro, destinados para as livrarias e para os adultos.

A moda dos interativos só comprova como o livro por si pode se reinventar – principalmente como matéria e/ou conceito. O livro como objeto, na verdade, é de uma diversidade impressionante.

Um exemplo recente e interativo?
A série da Keri Smith, Destrua este diário, Termine este livro, Isto não é um livro, da Editora Intrínseca (que enamoro faz um tempinho). Para conferir a arte gráfica, veja aqui.

Um exemplo recente e não necessariamente interativo?
Queria Ter Ficado Mais, da Editora Lote 42 (que também estou enamorando faz um tempinho). Para conferir o projeto gráfico, leia aqui ou assista aqui.


E quem pinta é mesmo leitor?

Leitor interativo, oras. Leitura não é apenas texto – pois se fosse, como explicar os livros de ilustrações ou os fotolivros? Todo livro pressupõe algum tipo interação, seja para estudo, informação, entretenimento, relaxamento. Alguns interagem em pensamento, em silêncio, outros são mais ativos, sublinham, anotam, rabiscam, pintam, rasgam, joga-se da janela e etc. Além de ceder liberdade ao leitor, o livro oferece uma experiência fora do convencional – fora da leitura de texto.


Acostumamo-nos com a ideia de que livro de pintar é apenas para crianças, por causa do estímulo de cores, de tato, criatividade, coordenação motora e concentração. Mas, como as atividades de passatempo, há níveis de estímulo. Não é isso que também pode diferir um livro infantil de um livro para adultos?

No caso dos livros de pintar para adultos, explora-se uma abertura no horizonte das leituras, que, acredito eu, para uma criança poderia ser irritante (dependendo do livro, claro). Nesses livros temos muitos detalhes e também pressupõem uma coloração mais coordenada (ou “desvirtuada”: veja neste post) pelas visões de mundo. Isso sem falar dos temas. Tem tema proibido para menores de idade.

Assim, pode-se dizer que o leitor alvo não é fielmente o costumeiro leitor de livros, de romance, contos, ensaios, mas nem por isso ele será excluído da equação. Os livros de colorir estão aí atendendo não a demanda da criatividade, mas uma demanda que acumulou por muito debaixo de nossos narizes: uma população estressada com tudo e que precisa expirar esse cansaço.


Há quem tente os chás, o yoga, as corridas, as viagens, a música, o videogame, as séries, os filmes, as novelas, os livros. Por que não pensar nesse (grande) alvo, nas suas necessidades e alinhar isso no mercado de publicação? Mesmo que o (novo) leitor, que se pretende alcançar, não é aquele que regularmente consome livros? Já se comprovou que atividades manuais ajudam no quesito relaxamento. E mais!
Vivemos tempos exponenciais, com as mídias sociais, internet e smartphones. Estamos hiperconectados. Então, entramos em uma era na qual os jovens começam a experimentar a desconexão. E os livros de pintar significam a pessoa parar e fazer trabalhos. Para esses jovens, a leitura virou um momento para desligar por meia hora. E não é apenas com os livros.
Gil Giardelli, educador da CBL (Câmara Brasileira do Livro). Fonte: Tab.

O mercado testou essa proposta e logo que tiveram ótimos resultados, a aposta veio com tudo. Nesse sentido, foi importante ousar.


Melhor momento para o mercado de publicação e as inovações


Logo que a febre foi confirmada, as editoras tiveram que se manobrar para não perder a onda. Claro! Replanejar aqui e ali, adiar lançamentos, adiantar e recriar projetos, por que não? Uma coisa que se ouve falar muito quando uma moda estoura é o quanto o fenômeno pode ser aberto para as inovações temáticas. Para os livros de colorir, isso foi essencial. Melhor, foi genial. Gostei de ver sobre o quanto isso potencializou o alcance dos livros!

(Link da imagem acima)

Gostei de ver também o quanto isso valorizou o nosso próprio mercado livreiro. Pense no quanto de ilustradores, designers e profissionais afins estão se mobilizando. Pense no quanto isso está se expandindo. Pense em outras indústrias que, apesar de terem sido pegas de surpresa por esse bilhete premiado, correram para produzir lápis de cor, apontadores e hidrocores. Se antes as papelarias já sorriam com os materiais auxiliares de leitura, como post-its, flags (marcadores adesivados), canetinhas coloridas, agora eles estão fazendo a festa!


O mercado todo está em festa, eu diria (embora haja quem reclame aqui e ali, né). Além da “fortuita” valorização do trabalho nacional, colhe-se um ótimo capital para projetos futuros. E por que não driblar também a ameaça da crise econômica ou mesmo do dólar alto (que infere na compra de lançamentos lá de fora) que haveriam de nos afetar?
[...] Tornou o mercado editorial mais saudável num ano de crise. E está agregando público às livrarias e ao mercado editorial.
Rafaella Machado, editora da Galera, da Record. Fonte: O Globo.

Em outro post desta mesma coluna, afirmei que a vitória ainda era do leitor (em relação à leitura). Hoje já digo que a vitória está aí para todos, porque os lucros, ah, os lucros, ainda estamos para assistir a muito deles.


O “daqui pra frente” de um fenômeno

É válido lembrar de vez em quando que o livro é produto comercial, mesmo por todo o amor que temos por ele. Agora que as editoras têm a atenção desse grande público, é importante repensar os projetos e fazer mais uma ponte para que fidelizem esses novos clientes. Porque uma hora a onda vai passar.

Não é que a leitura vá reaparecer nas prateleiras – ela não sumiu, afinal; uma livraria não se vale apenas de estouros ou de montinhos de livros nas entradas – mas é esperado que as novas propostas (quem sabe?), as próximas ondas, sejam tão bem-vindas quanto. E quem sabe se isso mesmo de alguma maneira não impulsione a, citada lá em cima, “educação deficiente”?

(me confirmem se essa frase é realmente dele)

Eu, como leitora, apoio os livros de colorir. Se o leitor quer colorir, que escolha seu livro e mande brasa!

E vocês, o que dizem a respeito dessa polêmica? O que convence e o que não convence nessa discussão? O que esperam desse fenômeno?

Até a próxima,


Kleris Ribeiro

P.S.: Obrigada aos twitteiros pelos tweets :)
terça-feira, 14 de abril de 2015

Littera Feelings #30 - A vitória ainda é do leitor

Olá, leitores queridos! Como estão?

Passei uns bons dias em off por conta de uma virose daquelas tensas que até pra segurar o celular era um esforço, mas foi esse mesmo smartphone com wifi que me salvou quando de repente eu tava nessa fenda da febre e precisava ter noção de mundo ~real~. 

Acompanhem-me em mais uma viagem.


Bom, todos os anos pouco a pouco a leitura tem quebrado barreiras e vencido desafios. Foi-se o tempo em que imaginávamos que éramos os únicos em alguma coisa (apesar de hora e outra a sensação querer voltar); a internet está aí pra isso, nos abrindo o leque todos os dias, todas as horas, minutos e segundos (de fato, em tempo real). Para a leitura não é diferente.

A “luta” é de todo dia, e já podemos afirmar que conquistamos coisas espetaculares. Desmitificou-se o preconceito/problema em ler; a produção nacional tem ganhado um considerável espaço diversificado em relação à produção estrangeira; e ser independente não é mais tão novidade assim. Os ebooks são outros que não são mais encarados como afronta; Amazon, Kobo, Lev, Book Tour, Book Haul, TBR (to be read) Jar, shelfie, tudo faz parte dos vocabulários cotidianos e antenados. Propagam-se brincadeiras e desafios literários pelas redes; projetos, propostas, clubes, eventos e outros estão se fazendo valer cada dia mais. 

E sabe o que tenho gostado de ver nos últimos tempos? Como a cultura da leitura tem se expandido pelo país, pipocado em vários cantos. Melhor dizendo, o livro tem deixado seu “centro cultural” e encontrado novos lugares especiais. E não só isso, tem também reunido leitores antes tão dispersos e perdidos de uma mesma região.


Isso, para algumas pessoas, pode parecer bobo de se dizer, uma vez que se respire cultura no eixo sul-sudeste. A perspectiva muda quando nos vemos em lugares que mal há uma livraria, ou um bom acesso e atendimento a sebos e bibliotecas. Os leitores podem sobreviver com livrarias online e correios, mas não é a mesma coisa. Cada desenvolvimento em seu tempo, claro, como foi no meu Maranhão.

Estendendo um pouco mais esse parêntese da conversa, recentemente tivemos a visita do Projeto Quebras (que viaja por todo o país para conhecer e registrar produções únicas de suas regiões) com Marcelino Freire, temos mais autores mostrando a face no cenário maranhense de produção, e a capital tem multiplicado os eventos literários. Vale uma super menção para o twittaço para trazer a #TurnêIntrínseca e às atividades dos clubes (Penguim e Vórtice).


Agora, deixando de lado essa minha admiração, nos voltemos para certo dado que todos os anos mexem conosco: a avaliação do cenário de leitura.

(contém vitamina: A B C D E F G H I J K L M N O P Q R S T U V W X Y & Z)

Por toda a última semana, um texto que muito me chamou a atenção foi o do Rodrigo Casarin, lá do blog Página Cinco (matéria repostada no Mob de Leitura) sobre os dados de leitura de 2014. O título diz muito: 70% dos brasileiros não leem. E daí? O Rodrigo se mostrou preocupado por termos tão poucos leitores, e, de fato, cada vez que saem essas pesquisas, é difícil não ter em mente o quanto do Brasil ainda não atingimos.

Mas então pensei: se 30% é tudo que temos, o que mais há por trás dele para ser considerado? O que isso representa para o leitor?

Se a pesquisa mira no livro como um produto (já que o cunho é uma análise mercadológica) e um produto não só de entretenimento, mas de informação e conhecimentos diversos, então, por óbvio, há outros produtos e/ou serviços nessa concorrência. Temos aí videogames, brinquedos, tv, cinema, teatro, música, shows, aparelhos tecnológicos diversos, revistas, jornal, dvd, blueray, netflix, novela, programas, podcasts, jogos de diversos esportes, etc. É ou não é uma intensa disputa de atenção?

Não esqueçamos que temos diversas feiras, encontros, bienais, eventos, e alguns deles todos os anos. Embora o seu objetivo não seja fomentar a leitura em si, não há como negar as vendas. Independente de ser uma bienal ou uma bancada de livros com desconto na esquina de uma praça, livros estão sendo vendidos. Se nosso mercado fosse tão fraco, como as editoras se interessariam em publicar? Tem lançamento para todos os gostos quase todo mês!

Lembremos (mais uma vez) que nem todos vivemos em cidades grandes ou em centros culturais. Há cidades em que a banca de jornal está fechando, ao passo que, sei lá, uma banca de revista numa cidadezinha do interior seja aquela que faça a diferença. O fato é que há diversas realidades de leitura por esse país, e a que mais foge à memória é aquela que mais movimenta o mercado livreiro nacional: as compras governamentais para as escolas.

Mas, ok, não vou me enveredar para o lado da educação. O que importa é que nós produzimos, nós compramos, nós lemos e nós conversamos sobre livros. Nosso mercado é vivo. Eu vejo e respiro isso quase todos os dias - nós, leitores, estamos nos encontrando, tanto no real, quanto no virtual. Os 30% podem não ser os números dourados, porém essa realidade já está disponível e para muitos.

Apesar da crise apontada para o mercado, acredito que há ainda muitos livros em nossas mãos. A vitória dessa vez não foi da leitura, no entanto, cada vez que um livro é aberto por um não leitor, temos uma nova esperança. A vitória ainda é do leitor. Ele faz valer todos os nossos esforços. 

— Acredito que as pessoas têm de ler livros. Não importa se elas vão ouvir o livro, se vão ler no papel, no smartphone, num tablet, não importa. Importa é que elas leiam.
— E você acha que o brasileiro lê livro?
— O brasileiro lê livro sim. Ele infelizmente não tem acesso, em várias questões econômicas, socioculturais; ele ainda tem dificuldade em alcançar os livros. Mas se fossem mais populares, eu acho que o brasileiro ia ler mais. 
Ednei Procópio – editor especialista em livros digitais e membro da Comissão do Livro Digital na Câmara Brasileira do Livro – em entrevista sobre a era digital.

(tempo no vídeo do trecho acima – 21:15)

Até a próxima!


Kleris Ribeiro.
 
Ana Liberato