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segunda-feira, 16 de julho de 2018

Resenha: O Livro do Bem – Gratidão (Ariane Freitas & Jessica Grecco)


Conheça as Indiretas do Bem

Por Kleris: Quando o livro chegou, eu não estava tendo uma boa semana (ou mês!). Tinha passado mal por alguma virose por uns dias, o que interferiu no meu sono, também estava chateada com algumas pessoas, enquanto tinha que conviver com outras estava metralhando negatividade pra todo lado. Meu rendimento caiu consideravelmente, minhas atividades estavam acumulando e isso tudo gerava muita culpa. Cansaço, frustração, mágoas e bads eram tudo que eu tinha. Como poderia ser ou estar grata?

Este é um livro especial, porque é sobre uma prática que vai mudar sua vida: a gratidão. É oportunidade de aprender a se conectar melhor com o mundo exterior e desenvolver sua atenção e sua respiração para que sua vida se torne mais leve. É, também, a chance de olhar com mais carinho para os momentos da sua vida e perceber o quanto ela é incrível – ainda que você, muitas vezes, deixe isso passar batido.

Este é um livro sobre tudo o que você sente e como reage a cada acontecimento vivido. E ele só estará pronto quando você preenchê-lo com sua rotina e as suas verdades. Será que você tem vivenciado a gratidão – não a palavra bonita, conhecida e adorada por tantas pessoas –, o sentimento real?

Pois é, fiquei apreensiva logo de cara, mas a curiosidade falou mais alto (ainda bem!). Baixei minhas expectativas, abri o livro. Quando dei conta, já estava imersa nas atividades. Até fiz umas dobraduras de origami! Pensei: é um livro de pequenos exercícios diários, então tenho que fazê-las mesmo que só pra experimentar e ver no que vai dar. Só fazer conforme vierem.



Engana-se quem acha que gratidão é sinônimo de felicidade e que para desfrutar dessa gratidão, é preciso estar no seu melhor momento. A proposta do #livrodagratidão é justamente desconstruir essa ideia e trazer o melhor de nós, de dentro pra fora. Como? Nos colocando a aceitar as sensações, validá-las e praticar o dinamismo das emoções, colocando tudo isso em perspectiva. É o que se poderia chamar de um potinho de sentimentos para os bons e maus dias, um potinho particular de amor que faz a gente se sentir bem com a gente mesmo e com o que possui.


A propósito, separe seu lápis, borracha, e ative o “modo busca” no departamento das memórias, que você vai precisar!

Mais que um livro de exercícios, o livro da gratidão é um livro de aprendizados – rápidos, diretos, incisivos. Ele só pede um pouquinho de atenção por dia, para te acompanhar por todo o ano (!) e retrabalhar nossas percepções (interior e exterior) das coisas (de si e do mundo). Quem curte escrever – e escrever em agendas/planners – vai curtir bastante, pois a maioria das atividades envolve escrita e autoconsciência. Se você é fã ou não de livros interativos, não importa na verdade, pois a proposta do livro não é testar conhecimentos, nem testar nossas resistências ou fazer anotações pela simples anotação. É mais voltado para você reconquistar a si mesmo; um resgate necessário.


Há, por exemplo, exercícios que listam nossos valores, qualidades, armaduras emocionais, coisas que gostamos... São coisas que na correria do dia a dia e no detrimento de nossos sentimentos, vamos deixando pra lá, sem perceber o quanto fazem diferença para nossa energia vital. Há também variados exercícios de respiração (AMEI ESSA PARTE) para achar o seu ideal, origami, playlists do bem, mensagens e palavras do bem, que vão fazer diferença num despertar pós momento obscuro. Estou até reconsiderando fazer meditação...



Dá, aliás, pra aliar certinho com a terapia (se você faz) – algumas coisas cruzaram com a minha e outras eu já fazia, o que acredito que vá ajudar mais ainda se você tem dúvidas sobre procurar um profissional. Por via das dúvidas, é um livro que joga a corda pra te trazer pra cima, e é definitivamente um livro para ficar muito tempo na sua cabeceira.



A mistura dos conteúdos é maravilhosa, ao modo passo a passo com práticas fáceis, e acho que posso dizer que as definições de potinho de âncoras* estão atualizadas. Trata-se assim de uma experiência que, quando realizada com regularidade, só traz a paz, segurança e serenidade tão procurada no mundão de hoje. O que me faz lembrar os livros da Brené Brown, sobre se sentir capaz, suficiente e merecedor de amor. Aliás, uma das coisas mais incríveis desse livro é que ele reflete bem o perfil (do insta!) de se cuidar um tantinho por dia. Foi algo excelente por parte das autoras e da editora. E por isso mesmo, já quero a coleção completa do bem <3



A vocês, leitores, um último recado: só vão, abram o livro, e deixem a magia do amor-próprio, da compaixão, da gratidão, acontecer.

*âncoras – algo que você foca para se manter bem ou algo que você gosta te faz sentir bem e é mantido por perto. Auxilia durante a meditação ou processos de relaxamento.

Tenham todos uma boa jornada!

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sexta-feira, 10 de março de 2017

Resenha: “58 listas – 33 úteis & 25 Nem tão Úteis Assim” (Manuela Barem)


Por Kleris: Abri esse livro e apenas soube: ele vai viajar pra mão de muita gente. Porque ele tem que cumprir uma missão terrena.





Semelhante a revistas conhecidas como Mundo Estranho e Super Interessante, 58 Listas da Manuela Barem, editora-chefe do Buzzfeed Brasil, é um livro de muitas curiosidades para folhear num momento oportuno. Mas, diferente dessas revistas, o livro é uma compilação de feels, fatos e comportamentos da geração Y.



Sabe aquele sentimento de compartilhar um post do buzzfeed e nunca sair do site? Manuela bem o preserva. Ao mesmo tempo que nos coloca em xeque com grandes questões, nos derruba com coisas nonsense e saudosas. Saudosismo na verdade é um traço seu muito forte. É ótemo para caminhos longos do busão, quaisquer viagens, esperas em clínicas, intervalo de aulas ou apenas uma leiturinha antes de dormir durante uma ressaca literária. Vale também para dar de presente ou abrir num encontro de amigos e/ou família. Além de quebrar um gelo, vai render assunto até o fim da vida.

Eu jurava que Filadélfia era aqui no MA (?) Mas temos Nova York!

Como o próprio título fala, umas são bem úteis, outras nem tanto. Tem as gargalháveis, as mais ou menos, as que vale tirar foto e mandar pros migos, pra família, as relativas, as passáveis, as engraçadinhas... e assim por diante. É interessante como cada um pode reagir a elas. O livro também dá esse espaço, permite que você faça suas próprias listas.

A edição da Paralela super respeitou a experiência imersiva de Manuela, suas listas e Buzzfeed vibe. É chamativo sem gritar aos olhos. Acho que não tem como deixá-lo sobre uma mesa e várias pessoas não folhearem de passagem.


Essa com certeza foi uma das melhores listas! 
Filmes clássicos com versões BR hahaha A escolha dos atores então, mto mara


 

SLz (MA) garantindo seu espaço ^^


Fico a imaginar que relíquia esse livro pode se tornar daqui a 50 anos. Quem sabe? 58 listas tem todo esse potencial!

#LivrodasListas
Até a próxima!

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quarta-feira, 22 de junho de 2016

Resenha: “Minha vida dava um livro” (Guilherme Cepeda & Larissa Azevedo)

Por Kleris: Minha vida dava um livro... Quantas vezes não pensamos, escrevemos, declaramos alto o bastante isso?! Provavelmente a cada peripécia da vida, mas aqui com os blogueiros do Burn Book, Guilherme e Larissa, trata-se de nossa vida literária. Minha vida dava um livro é um livro interativo para preencher e guardar nossas impressões, colecionando e rememorando detalhes que acumulamos após tantas leituras – vide esse post.
                                     
Esse livrinho me chamou atenção em alguma passagem rápida pelo skoob e quando tive a oportunidade, lá estava no carrinho de compras ^.^ Não costumo trazer a sinopse nas minhas resenhas, mas dessa vez é excepcional, pra vocês serem igualmente capturados :)

Ei, aqui! Isso mesmo, estou falando com você. Você que anda pela livraria e muitas vezes perde a noção do tempo. Você, que distraidamente passa os olhos por pilhas de livros e lombadas coloridas e sempre compra mais edições do que pode ler no espaço de uma vida. Você, que agora parou para analisar esta capa entre tantas outras. Este livro é para você. A vida muitas vezes é tão maluca que chegamos a nos questionar se o que vivemos é realidade ou ficção. Experimentamos momentos e construímos enredos com tanta frequência que não surpreende pensarmos que nossa vida dava um livro. 
E dava mesmo! Que tal, então, escrevê-lo aqui? Se você é louco por livros tanto quanto nós, se perde o ponto e dorme tarde porque simplesmente não consegue deixar de terminar pelo menos mais um capítulo ou se já não sabe mais quantos livros leu e quantas vezes teve a vida salva por uma história, aqui estão as páginas que o aceitam e compreendem. Transforme seus sonhos, citações, lembranças e, principalmente, palavras na narrativa mais empolgante e emocionante que existe: a sua vida! E, claro, não se esqueça de compartilhar. Acompanhe a #SerieMinhaVida e divida conosco sua história. Sua vida dava um livro, é só virar a primeira página. Comece.

Apesar de bem curtinho (160 páginas), você não simplesmente preenche num sopro. Não, é mais para quando você quer se reorganizar nas suas leituras, parar e respirar sobre o que está sendo lido, o que tem mudado ao passar do tempo e possivelmente a cada página escrita, você vai sentir isso. Vai resgatar o nome do livro que fez você conhecer aquele amigo, listar os livros que te fizeram chorar, aqueles que você precisa anotar para não esquecer, reconhecer aprendizados, o que trouxe de bom, de ruim, enfim, ele trabalha bem com a memória ;)

 

Veja resenhas dos livros citados:

Ele também trabalha com essa de dividir os momentos, como contar a um amigo sobre aqueeeeeeele livro que te derrubou – é, afinal, um diário. Quando nos propomos de escrever cada anotação, além de remexer e exercer a memória, estamos exteriorizando pensamentos, ideias, considerações que podem ser lidos e compartilhados – inclusive, o livro incentiva muito que se poste a respeito, reunindo as propostas com a hash #SerieMinhaVida.

  

(Coloque uma citação favorita e termine dedicando o livro para uma pessoa especial)
Veja mais resenhas dos livros citados:

Minha Vida foi um dos primeiros livros interativos brasileiros a chegar nas prateleiras e tocar em diversos pontos da vida literária, desde as considerações mais intrínsecas de um leitor, sobre os personagens mais corajosos e medrosos ou sobre se imaginar numa ilha deserta com um livro, às extrínsecas situações, em que podemos nos envolver com opiniões de outros leitores e deles capturar umas boas ideias. É um verdadeiro livro de pequenos desafios para serem preenchidos ao longo de nossas leituras.

  

Para além da experiência mais individual, acho que ele é interessante para realizar atividades em grupo. Arrisco dizer até que, vez que estiver efetivamente completo (e talvez demore um pouco pra isso), é possível trocar com um amigo e resenhar a vida literária um ao outro, já que, no fim das contas, nossa vida dá um livro e um livro está aí, para ser lido e apreciado - bom, eu gostaria de conhecer mais da vida literária dos amigos haha


Digam lá o que vocês acham de livros desse estilo e da proposta das atividades ;) 
Até a próxima o/

Não tentem ler meu segredo!

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sexta-feira, 6 de maio de 2016

Resenha: "Abner e a história (ainda) não escrita" (Daniel Wu)


Por Kleris: Que projeto mais <333, mia gente! Assim que bati o olho na história de Abner, deu aquele good feeling de novo. Quando comecei a ler, ainda ano passado, a publicação do projeto estava mais ou menos pelo meio – e quem acompanha nossa page pôde ver que divulgamos o trabalho do Wu (também conhecido como Dnepwu) – mas, por andanças da vida, parei a leitura e voltei a ela já quando estava finalizada. Agora volto a indicar essa leitura, porque, de tão é excelente que é, merece ser lida, relida e espalhada!


Mas, Kleris, é um projeto ou é um livro?

Vamos considerar que é uma história, uma literatura (ilustrada) publicada numa plataforma incomum para tramas semelhantes (acho?) e que foi desenvolvida pelo roteirista e ilustrador Wu. A plataforma? Facebook! A surpresa não para por aí, pois a história funciona ao estilo livro-jogo, em que você faz escolhas e é levado para outros lados da aventura. Isso sem falar que tem personagens interagindo com a gente nas postagens e comentários. Todos esses pontos diferenciais super funcionam e agregam mais valor à saga. É tudo tão organizadinho, gente :) Fiquei encantada demais! 

Em Abner e a história (ainda) não escrita, Abner é um garoto que acaba de passar, mais uma vez, por uma rejeição. Acontece que ele tem uma mancha de nascença que lhe cobre parte do rosto e isto se revela motivo para muitas maldades gratuitas das pessoas ao seu redor. Além disso, ele carrega uma culpa ao peito por conta de um acontecimento na família. Não vendo outra solução, ele se refugia numa lata de lixo para fugir de uns bullys e lá por acaso conhece uma mosca... que conversa com ele e propõe a ajudá-lo. Então a Mosca seletora encaminha o garoto para um universo onde parece haver esperança para esse seu problema. A partir daí, Abner segue caminhos incertos – ou melhor, nós – em busca da “cura”: 
— Vamos ao que interessa: eu sei como te ajudar.
— Mas você nem me conhece…
— Conheço o seu tipo. Você não é tão raro quanto pensa.
— Agora vá atrás de uma lágrima de Mégora.
— Lágrima do quê?
— De Mégora! Esta mancha te deixa surdo também? Aliás, você não está mais no seu mundo.
— Isso vai tirar essa mancha da minha cara?! — gritou Abner, mas Mosca já havia sumido. O que é muito fácil de se fazer quando se é uma mosca.

O que Daniel construiu foi uma história muito rica. A ambientação, os detalhes, as ilustrações, os trechos em destaque, tudo um primor só. A trama e os conflitos também não deixam nada a desejar, estão bem conciliados. O autor vira e mexe muito nessa questão da aceitação e das escolhas. Na verdade, Abner e a história (ainda) não escrita respira escolhas. 
Os três acenaram. Eram, respectivamente, um brutamontes meio lagosta, um pinguim e uma mulher oriental metade carpa. Capitão Barão virou-se para Golda.
— Você será a Maruja, a princesa! E você... Ora, nenhum pirata é mais pirata do que alguém que já nasceu com um tapa-olho! Você será o Pirata, o lorde! Agora, todos a bordo do nosso navio – a Orca!
O cogumelo abriu os olhos lentamente e sorriu simpática.
— Vamos! Os perigosos perigos do Mar Alto nos aguardam!
— Perigosos perigos? – disse Abner — Não tem um outro caminho?
— Até tem, mas se não navegarmos rumo aos nossos medos, seremos sempre medrosos. Vamos, Pirata, o lorde! Para a Ilha Perfeita!

O que não falta é personagem para dar o ar da graça – alguns, como mencionei acima, até comentam comentários de leitores. Eles são um conjunto heterogêneo de seres bem interessantes, como podemos ver: água-morta-vivas, piranhas vegetarianas, mulheres camarão, caranguejo bigodudo, camelos urubus, mula-marinha... Rola até Lampião e Seu Lunga! Minha fase favorita foi justo essa do cagaçoeste :) 
— Não foi always assim. Era uma cidade normal, happy até. But then, veio o Fardo e nobody mais quis sair da city com medo dos coletores farejarem a culpa.
— Os coletores farejam culpa?
Ela deu a volta no balcão, rebolando o corpo inteiro, e continuou:
— Oxe, tu não sabe? Everybody se culpa pelo que aconteceu com Mégora. Os coletores sugam essa culpa e levam até ela. Por isso todo mundo ficou bem escondido here, dependendo do Seu Lunga, o xerife pra tudo. Of course que ele não dá conta, daí foi que todo caboclo da cidade ficou arredio. E a chuva stoped. De repente. Mas eu e my girls estamos aqui para desestressá-los. If you know what I mean.

E as referências? Muita tiradinha, perspicácia e até conspiração. Wu faz um redemoinho delas, vez e outra quebrando um clichê ou retomando um em suas intervenções... Há sempre um toque sobre algo ser real ou duvidoso. Dá aquele feel de que é uma animação pra criança, mas são os jovens e os adultos que realmente pegam a sacada.

Abner e a história (ainda) não escrita me impressionou bastante em toda a desenvoltura. Quantos caminhos! Quanta criatividade! E quanta curiosidade de espiar os outros lados da história hehehe – num minto, na segunda leitura, resolvi perambular por outras trilhas.

Para ler, você pode acompanhar os capítulos (são 18) conforme a página (e a trama) te direciona. Há ainda a opção de ler no celular, sem perda alguma de conteúdo – já li das duas maneiras, tá tudo certo ;) Os caminhos são múltiplos, sempre divididos por cores, e às vezes calham de dar de encontro; é tudo muito ágil. No mais, lá e acolá o autor precisa dar só uma pincelada na revisãozinha de texto, que nem incomoda assim.

visualização de capítulo na page (clique para ver melhor)

Para acessar, curta e leia aqui: 

Recomendadíiiiiiiiiissimo a quem procura uma jornada de herói cômica e misturada, de literatura fantástica, fantasia, aventuras nonsenses e ambientação a uma plataforma diferenciada. Deixem-se surpreender pelo trabalho do Wu!

 

Mas a forma com que se lida com as consequências da sua escolha, isso é bem revelador. 

Conheça outros trabalhos e mídias do Dnepwu



Até a próxima!

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sexta-feira, 1 de janeiro de 2016

Resenha: “Comece Por Aqui” (Lee Crutchley & Kleris Ribeiro)

Por Kleris: Pois é, meu nome tá na capa! Chiques, hein? ^.^ Mas Lee Crutchley é o ilustrador e idealizador por trás das pequenas atividades desse guia e aqui conto um pouco da minha experiência e como esse livro também pode ser proveitoso para você ;)

Sabe quando você planeja algo e tal plano se não sai bem como você pensava que se sucederia? Planejei fazer as atividades do Comece por aqui por todo um mês que tiraria para me concentrar em uma das partes cruciais de um projeto meu; planejei também fazer as atividades antes e/ou depois de realizar alguma grande tarefa (como uma pesquisa, relatório, teste, estudo, etc); e, por fim, pensei em usar o livro como um “respiro” para descontrair e descansar a mente enquanto outras coisas não estariam prontas e o livro entraria nesse cenário para me manter concentrada.

Pode-se dizer que as expectativas estavam um pouquinho altas, mas apesar de não tê-las de fato concluído, houve coisas que me pegaram de surpresa – a começar por ter durado praticamente uma semana (e não um mês inteiro), eu ter resistido (muito) em algumas tarefas e outras terem esse resultado totalmente inesperado – e acho que é por aí a beleza da brincadeira. Explico melhor.

Comece por aqui é um livro de tarefas para “destravar” o começo de algo que nos comprometemos em trabalhar em cima, então se você tem um projeto, qualquer seja a ordem ou objetivo que pretende atender, menos ainda se é simples ou complexo, Lee chega com a proposta de nos envolver em atividades simplórias para nos ajudar a dar aquele enfim primeiro passo. Muitas coisas, imagino, estão bem na nossa frente, mas por alguma razão se esgueiram à nossa sombra e nos deixam bem inseguros – como a famosa folha branca com o cursor piscando.


são apenas lembretes para gente esquecida como eu 

A primeira parte é basicamente para você descansar a cabeça, colocar pra fora aquelas expectativas que consomem sua cabeça. A partir de atividades mais aleatórias e sem muito esforço, como desenhos (e várias formas de colocar um desenho ao papel), aos poucos você vai se desprendendo mesmo resistindo em voltar ao foco, se você é esse tipo de pessoa e até avançando nos níveis, sem nem perceber. Lee também coloca alguns exercícios mais arriscados (e nesses eu me dei bem melhor), ganhando bem mais minha atenção por não envolver tanto desenho.
detalhe para esse canto da página ^^

entrevista

Na segunda parte e terceira parte, Lee já te faz voltar aos seus propósitos, mas, rá, não totalmente. Ele te faz colocar nas páginas os obstáculos mentais para serem “derrubados”. É justo quando você coloca ao papel, como que listando tudo, que nos damos conta que são muitas preocupações, expectativas, dificuldades, inseguranças... e ali elas parecem tão pequenas e grandes ao mesmo tempo. Na maior parte do tempo são coisas que, imagino, ignoramos para não surtar de vez. Por isso mesmo Lee toca na questão da procrastinação, e se é pra procrastinar, que seja da melhor maneira, para você, digamos, sair no lucro. Hora e outra ele vai trazer esses monstrinhos das preocupações de volta e fazer com que você se sobreponha a elas, não de modo a solucionar, mas ao menos arriscar-se a tentar e não só jogar pra debaixo do tapete. 

Na quarta parte, seguindo essa lógica, quando você já aceita a presença desses obstáculos, Lee vai começar a te encaminhar mais para seus objetivos. Lembrar para onde se está indo, pôr-se no lugar de outro, fazer paralelos entre passado, presente e futuro, te chamar atenção para o que fez no começo, o que isso na verdade reflete em você e poderia ser mais trabalhado.


Conforme fui preenchendo, nem todas as atividades concluí de uma vez só (principalmente as que envolvem desenhos para eu fazer), ao que Lee deixa claro para não nos determos mesmo. Para essas tarefas, eu esperava uma aula para trabalhar minha concentração ou usava um marcador de páginas para me lembrar de voltar (com o passar de dias marcadores diversos entravam e saíam do exemplar).


Lee também traz aquela ideia de termine o que você começa (tenho marcadores para algumas poucas tarefas que faltam “fechar”) e que você tire proveito das atividades, mesmo que não goste delas, pois pode ser que você tope com uma que te surpreenda (o que aconteceu comigo) e a elas futuramente possa se agarrar mais, reutilizar ou inspirar algo parecido. Enfim, certos de agora conhecer os truques e técnicas, devemos nós mesmos escolher as que mais deram certo. Comece por aqui é, assim, uma ponte que te leva a pequenas revelações, para você se sentir mais solto para aquele mencionado primeiro passo.

As partes que mais gostei foram as que faziam alusão a mapas mentais, que são coisas que já sou habituada a fazer, exercícios de escrita e avaliar meu próprio comportamento. Por outro lado, resisti (muito mesmo) quando Lee me colocava pra desenhar (e há trocentas notas minhas no livro perguntando por que tanto desenho????).

Talvez por eu ser mais lógica e péssima em desenhar, esperei outras atividades, algo para expandir mais as ideias e nem tanto descansar delas (vai entender). A que mais me surpreendeu (porque não achei nada demais antes), foi fazer uma pequena entrevista com perguntas do Lee e umas minhas (as respostas foram quase nada do que imaginei que viriam o.o). Uma dica que dou é fazer atividades acompanhadas de música (que é o que me concentra) e se permitir ultrapassar suas resistências, afinal, ainda há coisas a se descobrir sobre nós mesmos.

Quem já passou pelas atividades, comente aí embaixo o que achou, as partes que gostou, que não curtiu, que resistiiiiiiiiiu muito, e que saldo tiraram da experiência ;) 

Recomendo! - e destravem!

Até a próxima o/

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Ana Liberato