Mostrando postagens com marcador Autoajuda. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Autoajuda. Mostrar todas as postagens
segunda-feira, 17 de junho de 2019

Resenha: "Gorda não é Palavrão" (Fluvia Lacerda)

Como ser feliz gostando do seu corpo como ele é
Por Kleris: Que livrinho para guardar no core <3

Tal qual um ted talk, “Gorda não é Palavrão” é um breve relato da modelo plus size Fluvia sobre gordofobia – discriminação essa que menospreza, marginaliza e negligencia pessoas pelo fato de serem gordas. Fluvia fala um pouco sobre a vida, e como e quando a gordofobia a atingiu em cheio, em uma visita ao Brasil. Mas isso fez com que ela apostasse mais no empoderamento de mulheres, algo que ela sempre teve referência desde cedo, mas a grande maioria não. 
Ser gorda nunca foi um problema na minha vida. [...] quando comecei a trabalhar com moda plus size, ninguém questionava os padrões de beleza impostos. Mas essa ideia já estava em mim. Sempre fui a menina para quem diziam: “Nossa, você é tão bonita! Se emagrecer, vai ficar perfeita!”. Só que, ao contrário do que acontece com a maioria das mulheres que ouve isso, eu não ficava triste ou encabulada. Não corria para chorar escondida ou malhar em uma academia qualquer. Para desespero da minha mãe, que sempre quis que fôssemos muito educados, eu respondia na lata: “Quem pediu a sua opinião?”.

Fiquei surpresa com como a modelo retrata o assunto, sempre muito positiva. Sua empatia e seu tom de “ué, qual o problema, não tô entendendo qual é a questão aqui, afinal, somos todos gente” fazem totalmente a diferença.

Embora seja uma leitura curtinha, Fluvia fala de diversas situações desse universo tóxico. Temos, por exemplo, a preocupação excessiva que mascara preconceitos, a moda que resiste em largar o osso de uma imagem não natural, pessoas que creem que são menos ou não estão vivendo até conquistarem um corpo que não seus. 
Sou gorda e não desrespeito ninguém. Por que preciso explicar que minha saúde está bem? Por que preciso justificar coisas que nenhuma modelo magra precisa? Ninguém pergunta a elas sobre o consumo de drogas para emagrecimento.

Temos também luz sobre o machismo, inseguranças que dão lucros às indústrias, preconceitos dentro da comunidade plus size e a força do ódio para atacar pessoas simplesmente por seus corpos. Fluvia não se aprofunda muito nos temas, mas deixa claro o suficiente o que é preciso ser dito e encarado sobre o assunto. 
Claro que o desafio é enorme. Por gerações, aprendemos a seguir condicionamentos machistas sobre como viver e que aparência ter. Esses conceitos são repassados de mãe para filha como algo normal e desejável. O resultado é que muitas mulheres com quem converso têm dificuldade em lidar com essas crenças enraizadas. Mesmo quem sabe que peso não é indicativo de beleza, saúde ou caráter, ainda tem dificuldade em superar valores associados às palavras “gorda” e “magra”.

Ler o livro só me faz pensar que muitos de seus pensamentos demorei séculos para abraçar (e ainda bem que abracei), e que gostaria de ter visto essa representatividade desde cedo. Sofrer pressão estética e gordofobia são coisas diferentes, mas intimamente ligadas. Muitos corpos sequer são gordos e são encarados como fora do padrão (além de motivo de paranoia constante), o que demonstra muita falta de noção – e amor-próprio, empatia, compaixão, autoaceitação. 
Como é possível que algo como o meu peso revele meus sonhos e tudo aquilo que almejo para minha vida? Como ele poderia definir meu caráter ou minha capacidade profissional? Como revelaria minha capacidade de amar? De ser uma boa mãe, amiga, filha, parceira?

Fato é: ninguém deve se sentir menor ou maior por seus corpos. Corpos não resumem ninguém e corpos diferentes não devem ser abominados. Lembro aqui de um post do perfil @naosouexposicao que dizia: “quando alguém quer emagrecer, o que ela realmente quer ser é aceita, amada, respeitada, ter sucesso, ser vista e ser livre. E isso é o que a cultura da dieta não pode dar a ninguém”. 
Como alguém pode se aceitar gorda? Como pode viver bem assim? Como pode se sentir bonita? Fomos adestrados a acreditar que ser gorda é o fundo do poço.

Levei um tempo para ler, um tanto receosa de haver situações gatilho quanto minha relação com a pressão estética/gordofobia, e fiquei muito feliz de ter encontrado uma leitura tranquila. É, aliás, um livro válido de revisitar quando velhas questões retornarem. Os destaques de texto da própria edição vão super ajudar!




Vale ainda ter esse livríneo em bibliotecas, escolas, na estante, e principalmente perto de garotas em desenvolvimento – amigas, irmãs, primas, filhas, netas, etc. Fluvia é aquela fada sensata que dá tapa de luva e pisa com bondade. Seu livro é simples e ao mesmo tempo, essencial. 
Se tem algo que gostaria de conseguir transmitir para mulheres do mundo inteiro é como meu relacionamento com meu corpo é simples. Nunca consegui enxergar nada de errado nele. Por mais que pessoas insistissem em me fazer acreditar que não poderia ser feliz comigo mesma, que eu deveria devotar minhas energias, meu dinheiro e meu emocional a essa loucura desenfreada da busca de ser magra, jamais consegui aderir. 
Uma palavra não pode fazer tanto mal assim a alguém. Ou, pelo menos, não deveria fazer.

Se recomendo? Com toda a certeza e para todos os corpos!

Para conhecer mais a Fluvia, acompanhe ela pelas redes sociais:

Até!


Curta o Dear Book no Facebook
Siga @dear_book no Twitter e @dearbookbr no Instagram


Compre na Amazon através do link e continue ajudando o Dear Book a crescer:

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2019

Resenha: “A Sutil Arte de Ligar o Foda-se” (Mark Manson)

Tradução: Joana Faro

Por Kleris: Sabe aquelas conversas de bar que parece não dizer muita coisa, mas, entre um gole e outro, o lance faz muito sentido? O interlocutor nem é lá uma figura muito confiável, mas de repente tem um bom papo? Este é Mark Manson, que é ousado caso em contar sua “revolucionária” percepção sobre a vida e autodesenvolvimento, mas, lá e cá, força a barra nessa desconstrução. 
Os conselhos de vida mais comuns na verdade se concentram no que não temos. Eles miram direto no que já vemos como falhas e fracassos pessoais, só para torná-los ainda piores aos nossos olhos.

Mark nos fala sobre saúde mental, padrão, comportamento, quebra de impressões e algumas internalizações; fala sobre ir na raiz da questão quando se trata de ver quem somos e o que estamos fazendo no mundo. Ao começo, parece o Cortella em “Por que fazemos o que fazemos?” (reveja resenha aqui), investigando e desmitificando historietas que são exaltadas pelo senso comum. 
Tudo o que vale a pena na vida só é obtido ao superar o sentimento negativo associado a ele. 
Nossa dor e tristeza não são uma falha da evolução humana. Pelo contrário: são um recurso essencial dela.

Até a metade do livro você tá lá dizendo “cara, é isso mesmo”, embasbacada por todo o discurso estar fazendo muito sentido, mesmo de quem vem e como vem. Daí, da metade pro final, o autor se perde e se arrasta; senti falta de uma conclusão, algo que sustentasse mais sua proposta quanto a ligar o foda-se. Até porque a gente sai desse livro meio nauseada, tentando entender esse embrulho de informações, que ora faz muito sentido, ora tá muito “QUÊ?” – principalmente no capítulo que relaciona memória e vítimas de abuso, que é de um p* no c* tremendo.

A grande questão do livro é sua abordagem. A “arte de ligar o foda-se” é sim uma arte libertadora que nos leva a uma visão mais honesta da vida, porém, o modo com que Mark guia essa conversa é um tanto problemático. Ele vai jogando e jogando ideias, e em dado momento parece que estamos no meio de um tiroteio sem saber como fomos parar lá. Parece que ele tá gritando o tempo todo e precisa se reafirmar que não é um canalha sendo um canalha.

Acho que o que mais me incomodou foi a falta de empatia em suas narrativas. “Foda-se, é como me sinto” pode ser uma explicação, mas não quer dizer que eu deva aceitar esse argumento por completo. Não é uma abordagem que funciona comigo. E isso me fez pensar com quem funcionaria. 
A autoconsciência é uma cebola: cheia de camadas, e quanto mais você descasca, mais provável é que comece a chorar em momentos inadequados.

O que Mark traz em seu livro eu já estava familiarizada a partir dos livros da Brené Brown – sou, aliás, fã e adepta (reveja resenhas aqui) – e você já deve ter visto em alguns canais populares como da Jout Jout. Mas nem todo mundo consegue acompanhar ou estar aberto ao papo da vulnerabilidade (o que é compreensível), porque vai contra 90% do que a sociedade nos repassa. 
Grande parte do mercado autoajuda se sustenta em vender euforia em vez de ensinar as pessoas a resolver problemas legítimos. Muitos gurus ensinam novas formas de negação e enchem o público de exercícios que causam bem-estar a curto prazo, mas ignoram a raiz do problema. 
Eu não era apaixonado pela luta, e sim pela vitória. E a vida não funciona assim. Você é definido pelas batalhas que está disposto a lutar.

A sensação que dá é que Mark pega o grosso dos livros da Brené e joga na nossa cara dizendo “Não entendeu, porra? É isso, ISSO e isso”. Não sei dizer se ele realmente bebeu dessa fonte, mas a impressão é que essa sutil arte é “vulnerabilidade para inquietos”. Ou melhor, Brené para inquietos. 
Sabe quem baseia a vida nas emoções? Crianças de três anos. Cachorros. Sabem o que mais crianças de três anos e cachorros fazem? Cagam no tapete. 
O sofrimento é um fio inextricável que compõe o tecido da vida, e arrancá-lo não só é impossível como também é destrutivo: tentar desmantela todo o resto.

Outra coisa interessante é que o livro termina por tocar na questão de masculinidade e as vulnerabilidades quase inacessíveis dos homens, tópico esse que é um dos tabus mais abafados do mundo. Neste cenário, a sutil arte de Mark é uma bela introdução, pois populariza conceitos sobre relacionamentos saudáveis, nem que seja na base da pistolagem. É como funciona para alguns homens, afinal. E principalmente para homens que só validam a opinião de outros homens. 
Ligar o foda-se é encarar os desafios mais assustadores e mais difíceis da vida e agir. 
Se você deseja mudar a forma de ver os problemas, precisa mudar seus valores e/ou sua forma de medir sucessos e fracassos.

Se você também ficou um pouco perdida nesse tiroteio de Mark, sugiro que busque pelos livros da Brené para compreender melhor do assunto. Aí sim posso dizer: vai iluminar de um tudo na tua vida – e sem precisar de gritaria, só de abraços. 
Não espere por uma vida sem problemas – continuou o Panda. – Isso não existe. Em vez disso, torça por uma vida cheia de problemas pequenos. 
A tecnologia resolveu antigos problemas econômicos, mas nos trouxe novos problemas psicológicos. A internet não apenas disponibilizou informação para todos – ela fez o mesmo com a insegurança, a incerteza e a vergonha.



Curta o Dear Book no Facebook
Siga o @dear_book no Twitter e o @dearbookbr no Insta

Compre na Amazon através do link e continue ajudando o Dear Book a crescer:

segunda-feira, 16 de julho de 2018

Resenha: O Livro do Bem – Gratidão (Ariane Freitas & Jessica Grecco)


Conheça as Indiretas do Bem

Por Kleris: Quando o livro chegou, eu não estava tendo uma boa semana (ou mês!). Tinha passado mal por alguma virose por uns dias, o que interferiu no meu sono, também estava chateada com algumas pessoas, enquanto tinha que conviver com outras estava metralhando negatividade pra todo lado. Meu rendimento caiu consideravelmente, minhas atividades estavam acumulando e isso tudo gerava muita culpa. Cansaço, frustração, mágoas e bads eram tudo que eu tinha. Como poderia ser ou estar grata?

Este é um livro especial, porque é sobre uma prática que vai mudar sua vida: a gratidão. É oportunidade de aprender a se conectar melhor com o mundo exterior e desenvolver sua atenção e sua respiração para que sua vida se torne mais leve. É, também, a chance de olhar com mais carinho para os momentos da sua vida e perceber o quanto ela é incrível – ainda que você, muitas vezes, deixe isso passar batido.

Este é um livro sobre tudo o que você sente e como reage a cada acontecimento vivido. E ele só estará pronto quando você preenchê-lo com sua rotina e as suas verdades. Será que você tem vivenciado a gratidão – não a palavra bonita, conhecida e adorada por tantas pessoas –, o sentimento real?

Pois é, fiquei apreensiva logo de cara, mas a curiosidade falou mais alto (ainda bem!). Baixei minhas expectativas, abri o livro. Quando dei conta, já estava imersa nas atividades. Até fiz umas dobraduras de origami! Pensei: é um livro de pequenos exercícios diários, então tenho que fazê-las mesmo que só pra experimentar e ver no que vai dar. Só fazer conforme vierem.



Engana-se quem acha que gratidão é sinônimo de felicidade e que para desfrutar dessa gratidão, é preciso estar no seu melhor momento. A proposta do #livrodagratidão é justamente desconstruir essa ideia e trazer o melhor de nós, de dentro pra fora. Como? Nos colocando a aceitar as sensações, validá-las e praticar o dinamismo das emoções, colocando tudo isso em perspectiva. É o que se poderia chamar de um potinho de sentimentos para os bons e maus dias, um potinho particular de amor que faz a gente se sentir bem com a gente mesmo e com o que possui.


A propósito, separe seu lápis, borracha, e ative o “modo busca” no departamento das memórias, que você vai precisar!

Mais que um livro de exercícios, o livro da gratidão é um livro de aprendizados – rápidos, diretos, incisivos. Ele só pede um pouquinho de atenção por dia, para te acompanhar por todo o ano (!) e retrabalhar nossas percepções (interior e exterior) das coisas (de si e do mundo). Quem curte escrever – e escrever em agendas/planners – vai curtir bastante, pois a maioria das atividades envolve escrita e autoconsciência. Se você é fã ou não de livros interativos, não importa na verdade, pois a proposta do livro não é testar conhecimentos, nem testar nossas resistências ou fazer anotações pela simples anotação. É mais voltado para você reconquistar a si mesmo; um resgate necessário.


Há, por exemplo, exercícios que listam nossos valores, qualidades, armaduras emocionais, coisas que gostamos... São coisas que na correria do dia a dia e no detrimento de nossos sentimentos, vamos deixando pra lá, sem perceber o quanto fazem diferença para nossa energia vital. Há também variados exercícios de respiração (AMEI ESSA PARTE) para achar o seu ideal, origami, playlists do bem, mensagens e palavras do bem, que vão fazer diferença num despertar pós momento obscuro. Estou até reconsiderando fazer meditação...



Dá, aliás, pra aliar certinho com a terapia (se você faz) – algumas coisas cruzaram com a minha e outras eu já fazia, o que acredito que vá ajudar mais ainda se você tem dúvidas sobre procurar um profissional. Por via das dúvidas, é um livro que joga a corda pra te trazer pra cima, e é definitivamente um livro para ficar muito tempo na sua cabeceira.



A mistura dos conteúdos é maravilhosa, ao modo passo a passo com práticas fáceis, e acho que posso dizer que as definições de potinho de âncoras* estão atualizadas. Trata-se assim de uma experiência que, quando realizada com regularidade, só traz a paz, segurança e serenidade tão procurada no mundão de hoje. O que me faz lembrar os livros da Brené Brown, sobre se sentir capaz, suficiente e merecedor de amor. Aliás, uma das coisas mais incríveis desse livro é que ele reflete bem o perfil (do insta!) de se cuidar um tantinho por dia. Foi algo excelente por parte das autoras e da editora. E por isso mesmo, já quero a coleção completa do bem <3



A vocês, leitores, um último recado: só vão, abram o livro, e deixem a magia do amor-próprio, da compaixão, da gratidão, acontecer.

*âncoras – algo que você foca para se manter bem ou algo que você gosta te faz sentir bem e é mantido por perto. Auxilia durante a meditação ou processos de relaxamento.

Tenham todos uma boa jornada!

Compre na Amazon através do link e continue ajudando o Dear Book a crescer:




Curta o Dear Book no Facebook
Siga @dear_book no Twitter e @dearbookbr no Instagram
segunda-feira, 8 de janeiro de 2018

Vale a Pena Ler de Novo: "Mais Forte do que Nunca" (Brené Brown)


Neste mês de Janeiro estamos em recesso, mas preparamos para você, caro leitor, uma seleção com nossas resenhas mais acessadas de 2017.
Enquanto isso, prepare-se para todas os lançamentos e novidades de 2018.


Tradução de Vera Lucia Ribeiro

Caia. Levante-se. Tente outra vez.


Por Kleris: Em A coragem de ser imperfeito, nos embrenhamos na pesquisa de Brené Brown sobre vínculos e sociedade (reveja resenha aqui), mais precisamente voltada para o estudo da vulnerabilidade – aquele estado de incerteza que nos faz recuar, hesitar, senão paralisar diante de uma perspectiva de medo (antes de começar algo novo, de tentar algo diferente, de enfrentar situações e problemas, dentre outros). Bem ambientados da teoria, de como o ser humano funciona e como reconhecer comportamentos – em sua maioria, destrutivos – Mais forte do que nunca surge no horizonte para trazer um panorama prático. E nem Brené, pesquisadora que comanda o estudo, está isenta destes experimentos.


É uma verdade quase universalmente conhecida que o ser humano, ao ter seu calo pisado, vai ter uma impulsão muito forte de revidar na mesma moeda, senão pior, e no mesmo momento. Cury já pontuara sobre isso (reveja resenha aqui), que nosso primeiro instinto é cultivar os sentimentos ruins (raiva, rancor, preconceito, ressentimento, vergonha, mágoa, sabotagem, compulsão, traição, etc), o que pode se considerar um “caminho fácil”, afinal, é natural.

Mas o ser humano é um ser pensante, ele pode escolher seu caminho. Se atacado, ele pode parar, averiguar o que está sentindo e pensar se vale a pena comprar a briga. No entanto, não somos estimulados o suficiente dentro da sociedade a trabalhar essas emoções, nem para si, tampouco de si para os outros. Infelizmente assistimos séculos a fio as pessoas se destruindo umas às outras em um círculo vicioso – e nocivo. Lá se vão a paz, a alegria, a criatividade, a confiança, o respeito, a fé...


A prática do que Brené chama de “dar a volta por cima” opera justo neste campo, em que se escolhe a verdade, o amor, a aceitação, a coragem, a ousadia... a vulnerabilidade. A gente quebra a cara e está tudo bem. Quando não seguimos o caminho fácil, adentramos a arena. Lá parece uma zona e tudo que a gente quer é fugir. Não é confortável; é, na realidade, extremamente difícil. Por outro lado, extremamente gratificante. É uma batalha diária pelo nosso bem. 
Quando paramos de nos importar com o que os outros pensam, perdemos nossa capacidade de estabelecer vínculos. Mas, quando somos definidos pelo que os demais pensam, perdemos a coragem de ser vulneráveis. A solução está em ter total clareza sobre quem são as pessoas que importam de verdade. 
É impossível dar a volta por cima quando estamos fugindo.

É muito comum ver pessoas com problemas, mas é bem incomum ver pessoas procurando respostas ou mesmo soluções – soluções verdadeiras, não paliativos. Isto porque muito disso envolve vergonha, receio, medo, privação, não compreensão do que está acontecendo. São dificuldades de todos os tipos e áreas (pessoais, familiar, profissionais, amizades). 
Preferimos que as histórias de queda e superação sejam inspiradoras e estéreis, e nossa cultura é repleta de relatos assim. Num discurso de trinta minutos, normalmente trinta segundos são dedicados a algo como “e então batalhei para dar a volta por cima” ou “E então conheci alguém especial”.Gostamos que as histórias de recuperação passem depressa pelas partes sombrias para podermos chegar logo ao final feliz e redentor. [...] Mas abraçar essa ideia sem reconhecer o sofrimento e o medo que isso pode causar, ou a complexa jornada que está por trás da volta por cima, é dourar a pílula, maquiar a dura realidade.

É extraordinário ver alguém dando a cara a tapa como Brené. Em diversos casos discutidos, me identifiquei demais. As autossabotagens, o perfeccionismo, a vergonha, a luta para se desamarrar disso. Ri uns risos nervosos e interessantes diante de situações em que ela não exatamente parava pra entender o que estava acontecendo, mas daí a noção voltava à tona, ela observava qual era sua impulsão e então vinha algum tipo de epifania – porque é esse o processo de dar a volta por cima! – e ela lidava com aquilo. Abraçava a si mesma e acreditava que ia ficar bem.

Uma das coisas mais incríveis, além desta exaustiva prática, é a relação ficção e realidade que Brené explora. Os capítulos em que ela trata com diversos escritores, produtores (nem Shonda Rhimes escapa!) e criadores (da Pixar!), e ainda empreendedores, é de explodir a cabeça. E as expectativas invisíveis? Nussa! É tipo de coisa que tá tão na nossa cara e somos esses cegos! Como é difícil ser... humano! Como é difícil crescer!

E o cerne de tudo é essa famosa vulnerabilidade. 
De repente, quando eu estava na Pixar, enxerguei uma luz. Olhei para Ed e disse:— Ah, meu Deus, já entendi tudo. Vocês não podem pular o segundo dia.[...] O que acho mais chato a respeito do dia dois é exatamente o que Ed e a equipe da Pixar apontaram – é uma parte inegociável do processo. A experiência e o sucesso não oferecem a ninguém uma passagem tranquila pelo espaço intermediário. Proporcionam apenas um pouco de boa vontade, uma boa vontade que sussurra: “Isto faz parte do processo. Aguente firme”. [...] O meio do caminho é confuso, mas é também onde a mágica acontece. 
As pessoas que não permanecem no chão quando caem ou tomam uma rasteira costumam criar problemas. São difíceis de controlar. E esse é o melhor tipo de possível de pessoa perigosa: os artistas, os inovadores, os causadores de mudanças.

Muito do que está por trás de conflitos está relacionado às histórias que contamos a nós mesmos através de pedaços de outras histórias. Ex: ao ver a timeline das redes sociais, criamos uma fantasia absurda sobre quem são aquelas pessoas, como elas estão mais felizes, como estão se divertindo mais, tendo mais conquistas, mais status, mais tudo, independente de conhecer suas histórias de verdade ou não. Ao olhar para nossa vida, a comparação e competição se torna uma coisa acirrada – e estamos, aparentemente, perdendo. Bate um sentimento de insuficiência (não tenho isso, não tenho aquilo, não sou feliz, não sou boa o suficiente, não sou digna disso, não sou digna daquela pessoa), emergência (preciso disso agora, preciso ser essa pessoa, não quero ser eu mesma) e destruição (sou uma droga, não faço nada certo, não ganho isso). Chegamos, meus amigos, às famigeradas bads.

Mas assim como as baratas voadoras têm uma razão de existir sabe-se lá qual, mas, as bads têm sua razão no ciclo da vida – ainda muito mal interpretadas. Jout Jout mesmo já trouxe um tutorial sobre o assunto (vide aqui), uma dor que cura. O desconforto vem para trazer mudanças. Só que nem todos estão dispostos a entrar nessa arena e dar a volta por cima. É mais fácil acreditar nas mentiras que contamos a nós mesmos, não? É preferível nos engalfinhar ao invés de admitir o que estamos sentindo, não é mesmo?

The Arena, da artista Lindsey Stirling, segue uma filosofia muito semelhante de Brené


 No Brasil, Queda Livre, da banda Dead Fish, versa tão igual
que parece ter se inspirado no livro


Quando eu cai e beijei o chão
Vi em seus olhos algum
Brilho de prazer
Rastejei por algum tempo
Entenda isso foi muito
Bom pra mim!
Pude encarar minhas verdades
De frente pude ver
O quanto posso errar
Falhar e ver que pode ser muito natural

Você é covarde demais!
Pra entender
O quanto é intenso!
Agora todos os extremos
Insistir que o erro é dos
Outros!

Quando eu digo versão prática, não quero dizer que o livro traz atividades interativas pra se realizar – não é esse tipo de livro. Mais forte do que nunca traz estudos de casos para se encontrar, entender o processo, espelhar-se neles – se você escolher esse caminho. Brené novamente nos guia pelo mundo desconhecido da arena e nos mostra possíveis saídas para a verdadeira conquista. A nossa, literalmente, jornada de herói. 
Você pode não ter se candidatado à jornada do herói, mas, no instante em que caiu, quebrou a cara, sofreu uma decepção, meteu os pés pelas mãos ou ficou de coração partido, ela começou. Não importa se estamos prontos para uma aventura emocional – as mágoas acontecem. E ninguém está livre delas. Sem exceção. A única decisão que podemos tomar é sobre o papel que vamos desempenhar na própria vida: queremos escrever nossa história ou queremos entregar esse poder a outra pessoa? 
Cresci com um poço emocional seco. Eu não queria aprender mais sobre o assunto porque não sabia que havia mais a saber – não conversávamos sobre sentimentos. Não ficávamos vulneráveis. Se por acaso acontecesse de sermos tomados pela emoção de tal forma que surgisse uma brecha em nossa dura carapaça sob a forma de lágrimas ou uma expressão de medo, éramos prontamente lembrados, sem muita sutileza, de que as emoções não resolviam problemas – apenas faziam com que piorassem. Era ação, não o sentimento, que resolvia as questões.

Aliás, o livro é um desafio para o próprio (pré)conceito de livros autoajuda. A escrita da autora é audaciosa, e ao mesmo tempo fluída, gostosa e convidativa. Acredito ser o estudo mais completo e acessível até então. Você pode rir (e rir alto) sobre um tópico, ficar mais pensativa em outros e despertar gatilhos em tantos acolá. Pode ser sofrível, pode ser intenso. E ainda assim maravilhoso. É uma catarse atrás da outra. É... uma verdadeira redenção. 
O vínculo não existe sem o ato de dar e receber. Precisamos dar e precisamos precisar. 
Creio que o que mais lamentamos é a nossa falta de coragem – seja a coragem de ser mais bondosos, de nos mostrar, de dizer o que sentimos, de estabelecer limites, de ser generosos com nós mesmos. Por essa razão, o arrependimento pode ser o berço da empatia. Quando penso nas ocasiões em que não fui bondosa ou generosa, em que preferi ser aceita a defender alguém ou algo que merecia ser defendido, sinto profundo arrependimento.

Brené me faz desejar viver nesse mundo em que se exercitam constantemente as emoções, de maneira a acertar nossas arestas e fazer o melhor quanto aos nossos vínculos. Um mundo consciente, de si e dos outros, que aceita o desconfortável a fim de melhorá-lo, não de fugir. Fico imensamente feliz que esse mundo exista – apesar de um tanto longe – e que espalhe sua palavra de esperança de pouquinho a pouquinho através dos livros. Gostaria de vê-lo mais em discussão. 

OBRIGADA, SEXTANTE, POR TRAZER ESSE LIVRO MARAVILHOSO. 
OBRIGADA A TODOS OS ENVOLVIDOS <3

Não há maior ameaça para os críticos, os céticos e os disseminadores do medo do que aqueles que estão dispostos a cair porque aprenderam a se reerguer.
É bom saber que existem usos construtivos para todas aquelas conversas e planos de vingança que repito na minha cabeça ao deitar à noite.

Recomendo iniciar a leitura de A coragem de ser imperfeito antes de Mais forte do que nunca, só para se ambientar melhor nos temas abordados, porém, não vejo problema nenhum em inverter a ordem (até porque ao final de Mais forte..., há destaques de A coragem... como um fichamento, assim como outras tantas alusões conforme tópicos). Ambos são livros para estar na estante para qualquer momento de procura. Vale a leitura por mera curiosidade, vale pra vida. 
Aos corajosos e inconsoláveis que nos ensinaram a levantar depois da queda. A sua coragem é contagiante. 
Isso parece fácil, mas você se surpreenderia ao saber quantos nunca reconhecem os próprios sentimentos e emoções – apenas os descarregam. [...] A ironia é que, ao mesmo tempo que criamos distância entre nós e as pessoas ao redor, descontando tudo nos outros, ansiamos por laços afetivos mais profundos e por uma vida emocional mais rica.

Talvez a Brené seja a nossa Jout Jout versão acadêmica ^^ Maravilhosa assim.
Deixe uma leitora confabular...


Até a próxima!


Curta o Dear Book no Facebook
Siga @dear_book no Twitter e @dearbookbr no Instagram


Confira os melhores preços no Buscapé:


sexta-feira, 17 de novembro de 2017

Resenha: “O Código da Mudança” (Othon Gama)

Por Kleris: Meses atrás, lembro de uma situação estranha e desconfortável que passei. Veja bem, meu corpo não é exatamente "ideal" para os padrões, mas eu aprendi a aceitá-lo (e amá-lo). Também procurei me libertar daquela constante de pensar em números e toda aquela relação complicada com a comida. Abracei os exercícios físicos porque descobri que amava (ainda mais da maneira com que otimizei) e me alimentava razoavelmente bem porque também sou ligada a frutas e comidas caseiras. De alguma maneira, fui encontrando meu equilíbrio de volta.

Então um dia, experimentando uma camiseta, tirei uma foto pra mostrar a uma amiga, que foi quem tinha me presenteado. Daí veio o primeiro choque: eu estava... magra. Eu não compreendia como aquela pessoa da foto era eu. Uns dias antes tinha notado que umas roupas estavam mais folgadinhas, nada muito considerável, e lembrei também que algumas pessoas tinham apontado o fato e eu não levei a sério (por razões mais complexas).

Não demorou muito para começarem a me perguntar que fórmula “mágica”, que “dieta maluca”, eu tinha utilizado, porque queriam “copiar”. E tão logo estranharem porque eu queria meu corpo de volta (!!!). Mas a mudança já havia acontecido, assim, até sem querer, e eu tinha que aprender a lidar com aquilo, entender o que representava para meu processo.

Claro que aqui resumi muito do que foi esse momento bugador, mas posso dizer que esse resultado foi mais consequência do que objetivo, e que na mistura de metas, desafios, exercícios mentais que vinha fazendo (para um dado fim), consegui perceber qual foi meu código de mudança. Porque toda real mudança – ou a volta por cima, diria Brené – envolve um código. Para descobrir esse código, você tem que se conhecer. De verdade.
O caminho para essa mudança de hábitos pode ser complexo, mas a boa notícia é que dá certo. [...] Só depende de você.
Você já deve ter lido livros com fórmulas mágicas infalíveis ou visto oradores incríveis que inflaram sua motivação. Ambos dão a impressão de que “agora é pra valer”. A pessoa mais confiante, determinada, focada, comprometida, disciplinada e motivada do mundo é você naquele momento. Até começarem a aparecer os problemas do dia a dia, a cobrança do banco, uma discussão no trabalho, uma venda que não se conclui, uma entrevista de emprego malsucedida, um imprevisto no seu empreendimento. Então toda aquela motivação vai embora e você se vê novamente sem conseguir resultados concretos e duráveis.
Não existem soluções mágicas para problemas complexos. A motivação é fundamental, mas não basta. Ela faz você começar, porém é apenas a mudança de hábitos que lhe permite seguir em frente. [...] Quem não usa a inteligência emocional cai nas armadilhas da mudança de hábitos e não consegue sair delas.
Othon Gama é um excelente guia de jornada. Neste livro ele conta parte de sua história, de desbravar territórios da mente para perseverar e conquistar um objetivo. Isto porque não é só mirar em algo lá na frente e procurar maneiras de chegar a ele. Esse, na verdade, é um (grande) erro comum. Não adianta buscar algo pra você se você não está disposto a fazer o que deve ser feito. Buscar saídas fáceis ou pular etapas então, nem preciso dizer que de nada valem – aliás, só atrapalham.
Não adianta se enganar, não adianta enganar o mundo, você não consegue fugir de si mesmo, embora muitos fiquem a vida toda tentando. [...] Também existem pessoas que se enganam achando que tudo é fácil, que podem fazer o que quiserem na hora em que quiserem, que estão sempre prontas, mas que não fazem o que afirmam que vão fazer. Elas estão certas quando dizem que podem, mas ou não acreditam nisso realmente ou têm dificuldade de partir para a prática e na primeira dificuldade adiam o projeto, alegando que estão muito ocupadas e vão ter que deixar para depois. Só que esse dia nunca chega, já que elas caem sucessivamente nas armadilhas de seus hábitos. 
O Código da Mudança é uma luz nesse túnel longo e escuro. Ele nos mostra onde pisar, onde desviar, onde parar antes de continuar. Ponto a ponto, Othon se utiliza de conhecimentos sobre a mente, que é onde o (SEU!) código se esconde. Traz fundamentos desde cientistas, coachs, psicólogos e psiquiatras, como Augusto Cury, além de pautas muito chegadas a Jout Jout, envolvendo empoderamento, autoestima, autodisciplina, bem-estar, saúde mental, empatia, dentre outros.

Como tudo isso se resume à formação do ser como pessoa, percebe-se que uma das maiores dificuldades é de cada um olhar para si. Vê-se que explorar as emoções, para muitas pessoas, parece ser mais assustador que um intenso filme de terror.
E quem quer mudar de hábito? Precisa ter conhecimento de quê? De si mesmo. Conhecer-se é um dos mais importantes passos para conseguir mudanças duradouras e sustentáveis na vida. Temos de identificar nossos pontos fortes, nossos pontos de desafios e nossos pontos cegos.
Como toda jornada, a da mudança de hábitos também tem suas armadilhas. E a melhor forma de escapar de armadilhas é saber quais são e onde estão.
A sacada de mudança que Gama propõe se baseia no código dos hábitos e em um método que contempla todo o universo da transformação desejada: a dimensão da sabedoria (o que são os hábitos, como se formam, como funcionam); a dimensão emocional (compreensão de sistemas internalizados e competências emocionais necessárias); e a dimensão executiva (como aplicar e ter êxito). A imagem da borboleta (de capa), a propósito, super representa.
A grande maioria das pessoas falha porque quer chegar lá, mas só trabalha uma ou duas dimensões. Para realmente conseguir atingir os objetivos, é necessária uma abordagem que leve em conta todas as nuances e não menospreze as emoções, as reações fisiológicas, o ambiente, a formação cultural e educacional. Neste sentido, o método tridimensional se torna mais eficiente por “atacar o problema por todos os lados”. 

Os hábitos ruins sabotam nosso SAC [sistema de autocrenças] e nos impedem de acreditar que é possível mudar. Ora, se prometermos a nós mesmos que vamos fazer diferente e não fazemos, que vamos mudar nossos hábitos para melhor e não mudamos porque não entendemos como eles funcionam, achamos que o problema somos nós, que não somos bons o suficiente. Essas crenças que aprisionam o sucesso são um tiro de canhão no SAC. Ter um SAC forte é a base para desenvolver as habilidades necessárias para mudar hábitos.

Entender nossos hábitos é apenas o meio do caminho (talvez até menos). Mas, por certo, se é algo que VOCÊ quer, que bom que você começou a jornada. Por certo, exige tempo, paciência, disposição e muita, MUITA confiança – acessórios esses que, não se preocupe, você também pode aprender a desenvolver durante a caminhada.
É importante ressaltar que, quando falo em conhecimento, não me refiro apenas às disciplinas tradicionais, mas ao desenvolvimento humano. Além de consumir livros e revistas, ver filmes e assistir a palestras, precisamos reformular nosso sistema educacional, que muitas vezes forma pessoas inseguras e cheias de crenças limitantes, em vez de confiantes, corajosas, ousadas e criativas. Precisamos repensar e buscar soluções para criar a educação do século XXI, porque ainda estamos no século passado nessa área.
Você conhece pessoas que são verdadeiras formadoras de crenças limitantes? Que só colocam os outros pra baixo? É preciso tomar cuidado com elas, porque são verdadeiros destruidores da autoconfiança e autoestima. Não seja assim nem deixe que tratem você assim. As mesmas palavras podem ser cruéis ou vir embaladas em carinho.
Fonte: Aquele Eita (instagram)
O livro é mais teórico do que de prática e achei isso formidável nele. Quem nunca leu algo nessa linha, precisa dessa base. Consciência, percepção, instrução, discernimento, resiliência. Os exemplos são eficientes e a parte prática vem a ser um complemento. Você pode deixar uma agenda ou caderno de notas ao lado, se você é desses que necessita fazer um acompanhamento mais detalhado. Se possível, seria interessante também poder contar um profissional – psicólogo ou coach.

A leitura é de duas ou três sentadas, muito clara e precisa, gostosinha até. Apesar de chegada para o estilo pesquisa, Othon conversa conosco como se estivéssemos em uma de suas palestras. Não me espantaria de vê-lo em um TEDex (gostaria muito, inclusive). O bom de ser um livro (e não apenas uma palestra) é que podemos marcar e marcar a vontade! Vale revisitar trechos e notas sempre que puder.

Prepare sua cartelinha de marcadores adesivados, você vai precisar.
Todo ser humano, seja o presidente dos Estados Unidos, seja um morador de rua, tem um SAC [sistema de autocrenças]. O que muda é o conteúdo dele. Olhamos para as pessoas que realizaram feitos notáveis e dizemos: “Como são confiantes! Que capacidade de liderança!”. Achamos que possuem poderes quase sobrenaturais. Balela. Todos têm medos, frustações e colecionam fracassos. Pessoas bem-sucedidas constroem o alicerce das suas vitórias nas suas derrotas.
Se você é iniciante, essa é a compreensão mais completa que vai encontrar. E se você já está na arena, O Código da Mudança é o livro que vai te segurar, reforçando todo o passo a passo e sistema de comportamentos. Fãs de Brené Brown (eu!) e Augusto Cury vão curtir muito.

Desta maneira, não seja aquela pessoa que observa o outro conquistar algo, ressente-se por não conseguir e quer a solução pronta e rápida, como aquele exemplo de experiência lá em cima. Para cada conquista, um esforço. Não, não vou revelar qual foi o meu código de mudança; melhor, busque o seu. Respeite seu tempo. E não espere por algo ou alguém para começar. 
Mais forte do que nunca – Brené Brown (aqui)
Isso parece fácil, mas você se surpreenderia ao saber quantos nunca reconhecem os próprios sentimentos e emoções – apenas os descarregam. [...] A ironia é que, ao mesmo tempo que criamos distância entre nós e as pessoas ao redor, descontando tudo nos outros, ansiamos por laços afetivos mais profundos e por uma vida emocional mais rica. 
Ansiedade: como enfrentar o mal do século – Augusto Cury (aqui)
Ter coragem para velejar para dentro de nós mesmos, reconhecer nossas fragilidades, admitir nossas loucuras, corrigir rotas e nos educar para sermos autores de nossa própria história é, acima de tudo, ter um caso de amor com a vida.E ninguém pode fazer essa tarefa por você – nem filhos, parceiro(a), amigos, neurologista, psiquiatra, psicólogo ou livros. Só você mesmo... Não traia o que você tem de melhor!

Se joga nessa jornada, migx!
Recomendadíssimo.
Até a próxima!


Curta o Dear Book no Facebook
Siga @dear_book no Twitter e @dearbookbr no Instagram


Confira os melhores preços no Buscapé! Sua compra ajuda o blog a crescer :)


 
Ana Liberato