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sexta-feira, 9 de novembro de 2018

Resenha: "Gritos no Silêncio" (Angela Marsons)

Tradução: Marcelo Hauck

Por Sheila: Oi Pessoas. É com profunda dor no coração que trago a vocês minha última resenha como integrante da família Dear Book. Foram quase 8 anos cheios de muita troca, crescimento, descoberta de novos autores e gêneros, minha descoberta como autora, nossa tanta coisa!

Mas, enfim, a vida chama. Às vezes com um grito estridente que ameaça ensurdecer. E às vezes temos que deixar de lado, para trás, coisas que amamos, em troca de outros sonhos, desafios, projetos. Esses amadurecimentos fazem parte da vida e foi um prazer imenso ter passado esse tempo com vocês. 

Meu mais sincero agradecimento pela oportunidade de produzir e descobrir que, sim, era capaz! Lencinho a postos (snif, snif) vamos à resenha! Segundo a sinopse do nosso querido Skoob:

Os segredos mais obscuros não podem ficar enterrados para sempre…
Na escuridão da noite, cinco figuras se revezam para cavar uma sepultura, um pequeno buraco em que enterram os restos de uma vida inocente. Ninguém diz nada, e um pacto de sangue os une…
Anos mais tarde, Teresa Wyatt é brutalmente assassinada na banheira da sua casa, e, depois disso, mais mortes violentas começam a acontecer. Todas as vítimas têm algo em comum, e a detetive que encabeça o caso, Kim Stone, logo percebe que a chave para deter o assassino que está semeando o pânico na cidade é resolver um crime do passado.
Só o que ela sabe é que alguém esconde um segredo e está disposto a fazer qualquer coisa para que nada seja revelado.
Acredito que, logo de início, o que é mais impactante no livro é descobrir que a sepultura encerra uma criança. Os acontecimentos sinistros acontecem próximos a um orfanato, e é feito um pacto para que nenhum dos cinco jamais revele o que aconteceu naquela noite obscura.

Todos tinham conhecimento daquela vida inocente que havia sido tirada, mas o pacto estava feito. O segredo deles seria enterrado.

Pouco tempo depois seremos apresentados para a detetive Kim Stone que será a protagonista dessa série de livros (aqui ainda é o primeiro, mas lá fora já são 8 livros publicados). Kim é a típica detetive cheia de tragédias pessoais que vê na profissão uma forma de enterrar esses fantasmas do passado.

Utilizando-se de métodos nem sempre convencionais para resolver seus casos, a detetive se dá conta que, para solucionar este caso em particular talvez ela tenha de desenterrar alguns medos que tem bem fundo na mente, e dos quais vem fugindo há muito tempo. Irá ela conseguir deparar consigo mesma para que a verdade venha à tona?

Com uma escrita ágil e direta e capítulos bem curtinhos, Gritos no Silêncio é um daqueles livros em que se lê tudo de uma só vez bem fácil. Os acontecimentos passados e presentes vão se sobrepondo de forma a fazer com que as páginas praticamente se virem sozinhas. Os personagens são bem estruturados e as cenas são muito bem construídas, não deixando pontas soltas.

A única ressalva seria a de que a autora é um tanto quanto explícita em algumas passagens, mas se vocês lida bem é tranquilo. Prepare-se para muita ação, suspense, e um final que não deixa nem um pouco a desejar!

A todos e tod@s muito obrigada por todos esses anos juntos, forte abraço e espero voltar um dia!

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sexta-feira, 11 de março de 2016

Resenha: "A Garota na Teia de Aranha - Millenium - Vol 04" (David Lagercrantz)

A Garota na Teia de Aranha - Millenium - Vol. 4
Por Sheila: Olá pessoas! Vocês notaram que eu sumi? Infelizmente esta que vos fala esta se despedindo da equipe do Dear Book em função de diversas situações pessoais e redefinições de vida que se impuseram em meu caminho neste ano.

No entanto, como já havia começado a ler algumas séries como resenhista, assumi o compromisso de continua-las, motivo pelo qual talvez vocês ainda me encontrem aqui por algum tempo!

Pois bem, este é o quarto livro da série Millenium que começou a ser escrita por Stieg Larsson e continuará sendo escrita por David Lagercrantz. O problema é que Larsson faleceu em 2004, tendo sua obra lançada postumamente - e vendendo milhões de cópias. Assim, alguém (não pesquisei) achou que seria interessante continuar a saga mas com outro autor. E vamos ao resultado.

Logo de inicio, somos apresentados a Frans Balder, um intelectual brilhante que, não se sabe por que acidente de percurso, acabou brevemente casado com uma artista de cinema americana e pai de um filho autista, que ele havia negligenciado completamente. Ate agora.


Frans Balder sempre se considerou um mau pai.
August já tinha oito anos e Frans nunca havia se esforçado muito para exercer as funções de pai e nem podia dizer que agora já se sentisse confortável nesse papel. Mas o dever o chamava, e era assim que ele estava encarando. O menino andava passando por maus bocados com a mãe, ex-mulher dele, e com Lasse Westman, o desgraçado com quem ela tinha se casado
.

Assim, num ímpeto muito pouco esperado, Balder leva o filho embora com ele, para morarem na Suécia. Acontece que ha mais coisas acontecendo na vida de Frans Balder alem das questões de guarda e tutela envolvendo o filho. Ha algum tempo, ele vinha trabalhando numa nova tecnologia de inteligencia virtual que prometia revolucionar o campo do conhecimento humano, mas acontece que dados de seu projeto foram roubados.

Acaso ou não, vamos descobrir que uma misteriosa e sisuda hacker estava ajudando Balder a descobrir como estes dados chegaram ate uma empresa concorrente, que patenteou alguns dados antes que Balder pudesse faze-lo. Mas por que Lisbeth estaria ajudando Balder? E de que forma isso se relaciona com seu passado, a ponto de interessa-la?

Neste ínterim, descobriremos que Mikael Blomkvist vem enfrentando dificuldades em sua revista, a Millenium. O grupo Vanger, que  a principio os estavam apoiando financeiramente, perderam interesse na linha editorial da revista, a brindo espaço para que um antigo e hoje mais bem sucedido colega de Mikael fizesse uma proposta que, se a principio pareceu salvar a revista, por alguns reveses da vida fez com que a Millenium ficasse a merce de modificacoes estruturais que ameaçam faze-la perder sua identidade.

É então que aparece um novo "furo" para Mikael e a Millenium: um antigo estagiário de Frans Balder resolve procurá-lo, falando sobre uma invasão aos dados de uma pesquisa e uma misteriosa hacker, o que imediatamente chama a atenção de Bolmkvist e o faz, mais uma vez, entrar junto com Lisbeth em uma caçada sobre a qual você só vai saber mais lendo o livro.

Agora vamos a parte difícil: conseguir expressar o que achei da leitura da obra. Desde o instante em que abri o livro repeti para mim mesma: "Este não é Larsson" e "Não tente comparar as obras", mas a comparação é inevitável.

O que mais nos cativa na escrita de Larsson é a profunda e fundamentada crítica realizada ao machismo e misoginia existente em seu pais, trazendo Lisbeth como a vítima que não se deixa abater, se sobressai e enfrenta todos os obstáculos em prol do que acredita ser certo. Sua dificuldade em interações sociais só a faz um personagem mais profundo, enigmático, e - por que não? - com um carisma que desperta a empatia do leitor a cada frase.

A narrativa de Lagercrantz assemelhasse mais a um romance policial cheio de aventura, socos, tiroteios, mas sem a mesma profundidade. Além disso, o resgate a questões da infância de Lisbeth simplesmente não me convenceram.

A leitura do livro só não foi uma decepção completa por que nos possibilita entrarmos novamente em contato com personagens icônicos como a Lisbeth Salander (como não amar)e o próprio Mikael, apesar de ser claramente ela nossa estrela principal.

Li algumas outras resenhas a respeito do livro, até para saber como o mundo literário vinha recebendo essa pseudo continuação e vi que as opiniões também se encontravam bastante divididas.

Acredito que um dos pontos positivos da escrita de Lagercrantz é que seu texto é muito mais fluido do que o de Larsson que, particularmente no volume 3, trazia um cabedal de informações históricas junto com a história ficcional em si, o que por vezes achei um pouquinhos maçante. Lagercrantz não fará isso mas, em compensação, parece ter criado uma história com diálogos rasos e, algumas vezes desnecessários.

Como explicar? Larsson conseguia me fazer, em sua narrativa, sentir a tensão, o medo, o asco pelo desprezível, a dor das vítimas de um sistema falho e dos ataques por personagens obscuros com claras inclinações sádicas. Já o sadismo que aparece na narrativa de Lagercrantz parece um tanto quanto estereotipado, forçado e clichê.

Enfim, continuarei lendo pela curiosidade sobre qual rumo tomarão os personagens queridos que aprendemos a amar, mas não consegui não fazer uma comparação LarssonXLagercrantz e me decepcionar um pouco com os rumos que a história tomou. Adoraria que vocês comentassem e me dissessem o que acharam. Abraços.

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quinta-feira, 21 de maio de 2015

[Assiste aí] The Blacklist

Olá pessoas!

Meu Deus! Quanto tempo! Acho que nem sei mais escrever.

Perdoem-me pelo sumiço, acho que eu estava acreditando que três semanas nunca passariam. Até eu esquecer o dia do meu último post. Mas estou de volta, trazendo mais uma série. E para me redimir dos meus dias de sumida, vou postar na próxima quinzena, a primeira indicação de uma web série.

Para meu segundo post, vou trazer uma das séries da minha enorme lista de favoritas. Vamos falar de The blacklist.


O que mais me interessou nessa série, inicialmente, foi a temática dela. Eu já sou apaixonada por séries policiais. E The blacklist sabe dosar essa questão ainda com um mistério intrigante. Tanto que a cada vez que assisto um episódio, já fico ávida pelo próximo, curiosa por mais uma pista sobre o envolvimento dos personagens em algo que você nem sabe o que é. 


Personagens principais. (Achei melhor não pedir para
a galera do FBI dá um sorriso)
Talvez, vocês pensem que séries de ar misterioso queira mais enrolá-los do contar uma história interessante, mas confiem em mim, quando digo que essa série te entrega informações aos poucos e o bastante para mantê-lo instigado pelo próximo episódio. E pelo próximo. E pelo próximo. Ops, já é a próxima temporada. E quando você estiver encaixando pecinhas. BAM. Pense novamente. 

E como os senhores não gostam de ser enrolados, vamos logo entregar toda o motivo da atração pela série.


A historia toda gira em torno do vilão mais procurado do mundo, Raymond Reddinton, que resolve se entregar de uma hora pra outra para o FBI, e o mais estranho, ele diz ter uma lista com os verdadeiros criminosos do mundo e pronto para entregar de um por um. Com uma condição: ele só fala com a agente Elizabeth Keen. O problema é que a agente nunca tinha visto ou tido contato com o tal criminoso. Ou seja, a prisão de Raymond tem coisas mais estranhas do que somos capaz de imaginar.

"Você fala demais"

Isso é tudo que vocês vão saber inicialmente, o porque esse cara apareceu para contar tudo isso agora, e porque essa mulher é a única com quem Raymond quer falar, são tópicos, cujas pistas vão sendo espalhadas durante as temporadas. Não arranquem os cabelos para saber o que está acontecendo. Não vai adiantar muito, amiguinhos. Só passem para o próximo episódio. 



"Oh Meu Deus! O suspense está me matando."
Ah! Não vamos nos esquecer também, que Raymond é o personagem mais incrível de toda a série. Além de inteligente, é um personagem eletrizante e com um texto extremamente bem escrito, mas que de nada seria se o ator não conseguisse nos convencer tão bem. Raymond é o criminoso mais amado e procurado do mundo também. Os melhores quotes da série são deles, com certeza. Eu amo a sinceridade dele também, fala o que pensa e consegue o que quer.


Os outros personagens conseguem acompanhar com excelência o ritmo de um personagem tão bem construído. O elenco é ótimo e super empolgante. Todos os personagens conseguem encantá-lo que às vezes, personagens secundários não são.

Cada episódio é uma investigação nova. Mais um criminoso riscado da lista. E todos os casos são cada vez mais fascinantes. Toda a receita de um romance policial + mistério, e porque não, alguns sorrisos que Raymond vai deixar no seu rosto?
Confiram o trailer e se apaixonem: 


Parece que eu ainda sei escrever, pessoas. Mas não vou deixar o tempo me fazer desaprender assim tão fácil novamente. Por enquanto, só assistam essa série. Ela está pedindo para ser vista. Ainda nem tem tantas temporadas lançadas até agora. Dá pra acompanhar rapidinho.

Até o próximo post,

Mariana Diniz
 
Ana Liberato