quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

Resenha: "A Peculiar Tristeza Guardada Num Bolo de Limão" (Aimee Bender)

Tradução Paulo Polzonoff

Por Eliel: Ingredientes de boa qualidade, um bom cozinheiro, equipamentos de última geração e uma receita infalível. Com tudo isso não há como falhar, certo? Não necessariamente, nos esquecemos de contar com as preferencias de nosso público-alvo.

Infelizmente, foi isso que aconteceu comigo em relação ao livro de Aimee Bender, A Peculiar Tristeza Guardada Num Bolo de Limão, tinha tudo e mais um pouco para ser o meu livro favorito, a premissa já me deu água na boca, a narrativa tinha feito meu cérebro criar expectativa para as páginas à frente, o tema nem se fala, é o meu preferido sem sombra de dúvida e está em falta no mercado.

Sem brincadeira, devorei o livro, sempre esperando aquele algo a mais que imaginei quando vi a capa, quando li o primeiro capítulo e os seguintes, porém não veio. Não digo que o livro seja ruim, apenas que não me agradou tanto quanto eu estava preparado para recebê-lo. Mas pude tirar alguns pontos altos dessa narrativa.

Rose Edelstein tem o talento de sentir o sabor das emoções de quem prepara sua comida. Um talento um tanto incomum que surgiu no seu aniversário de 9 anos. Sua mãe, apaixonada por culinária, prepara um delicioso bolo de limão. Delicioso para quem não sente toda aquela tristeza nas suas camadas.
[...] era apaixonada por culinária e elas costumavam dar festas com pratos do mundo todo, como festas marroquinas e banquetes italianos.
No Capítulo 13, é muito interessante a forma como os pais de Rose se conheceram e fazem com que nós façamos uma reavaliação dos nossos relacionamentos. A paixão que tínhamos no começo pode não ser a mesma, porém podemos manter a mesma intensidade e carinho.


- Li uma pesquisa. - disse papai, abrindo o guardanapo sobre o calo. - Famílias que jantam juntas são mais felizes.- Acho que essas famílias também conversam entre si - eu disse.
No Capítulo 19, somos apresentados à Teoria do Doritos, provavelmente a que salvou a vida e a sanidade de Rose ao enfrentar o seu dom.

Com o tempo, a pequena Rose de apenas nove anos, passa por muitos desafios e cresce com eles até que se torna uma bela moça e aprende a lidar com seu dom.

Mas como eu disse, a narrativa não me agradou de todo. Mas recomendo a leitura, afinal nem um livro merece julgado pela sua capa e espero que ele encontre ao menos um leitor que o entenda e o aceite.


4 comentários

  1. Fiquei curiosa para ler, estarei adicionando a minha wishlist.

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  2. Não sabia da existência desse livro, mas eu adoreei a sua resenha, e assim que puder irei lê-lo também :D

    xx Carol
    http://caverna-literaria.blogspot.com.br/ (ex Hangover at 16)

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  3. Pois é, nenhum livro merece ser julgado pela capa, mas poxa, aí é golpe baixo: a capa desse livro é lindíssima. Acho que se eu o lesse, aconteceria o mesmo que com você, minhas expectativas seriam grandes (até por conta da "estranheza" da sinopse). Mas que bom que deu para tirar algum proveito do livro, alguns pontos que valham a pena.

    Um beijo, Livro Lab

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Ana Liberato