segunda-feira, 16 de outubro de 2017

Resenha: "Laços" (Bianca Sousa)

Sinopse: Apesar da aparência frágil, Lívia é perigosa.
Aprisionada em uma torre por uma bruxa cheia de segredos e um passado obscuro, Lívia e ela estão mais entrelaçadas do que gostariam.



Contudo, a chegada de um misterioso caçador ao reino de Corvina pode pôr tudo a perder e trazer à tona medos e desejos há muito esquecidos.



"Não existem leis, somente 3 regras: Nunca brinque com a vida, a morte e o destino. Principalmente se eles estiverem de mãos dadas com o amor."
Fonte: Skoob



Por Eliel: Desde Eterna: O Som do Amor venho acompanhando de perto o trabalho de Bianca Sousa. O talento de contar ou recontar clássicos é inegável, além disso, o carinho e cuidado que ela tem com seus leitores e fãs é impressionante.


Aqui no Dear Book, pelas mãos da autora, romances impossíveis, fantasias sobrenaturais, músicas que são eternas, ballet clássico e agora ela nos apresenta Laços, uma narrativa que de inicio pode até parecer conhecida. Uma garota na torre, um príncipe, uma bruxa, se eu citar as tranças nem preciso dizer qual foi a fonte de inspiração; mas quando se trata de Bianca, nada é o que aparenta ser e é preciso ter um olhar mais apurado para entender as nuances do enredo.


O medo aprisiona mais do que qualquer força física ou o feitiço mais poderoso.

O plano de fundo é bem mais obscuro que os outros livros da autora, nele somos apresentados à Lívia, uma jovem vampira aprisionada no alto de uma torre por uma bruxa da floresta, Brianna. Temos ainda, Gabriel, um destemido caçador, e o Príncipe Felipe, herdeiro do trono de Corvina. Posso estar enganado, não enxerguei nenhum desses personagens como protagonista e antagonista, pois cada um tem seus próprios objetivos ao longo da história. Na verdade, pude enxergar como "protagonista" os laços que ligam essas personagens e a interação que elas tem ao lidar com as ações e reações de cada ato do presente ou passado.

Crescer sem saber sua origem deve ser uma das piores coisas que pode acontecer. Ser uma vampira presa em uma torre protegida por magia e não saber do seu passado e nem como foi transformada deve ser pior ainda. Essa é a vida que Lívia leva, atraindo pobres desavisados para suas refeições e seu único amigo é o Príncipe Felipe, com quem tem uma ligação telepática desde sempre.


O príncipe sofre quase que o mesmo que Lívia, vive confinado no Reino onde somente o Rei e seus criados sabem da sua situação como vampiro. Seus objetivos incluem destronar o cruel Rei e salvar Lívia das mãos de Brianna.

Brianna, a bruxa da Floresta, tem uma difícil relação com sua família e com sua ambição por poder. Ela não é uma personagem rasa e  de fácil compreensão, pois tudo o que ela fez e faz tem um objetivo muito maior do que podemos entender de imediato. Certas passagens trarão alguma identificação.

A vida e relação deles passa por uma transformação com a chegada de Gabriel à Corvina. A missão que o levou até esse reino vai embaralhar os laços dessa história e criar novos. Ao conhecer Lívia no alto da torre,  o amor surge como um passe de mágica e suas prioridades passam a incluir a liberdade de sua amada. Ele não medirá esforços para alcança-los.

Ele era caçador, mas filho de bruxa. "Como isso é possível?" Em seguida lembrou-se de que, embora toda fruta caísse perto da árvore, algumas caíam podres.

A Floresta é repleta de segredos e mistérios e você vai se amarrar nesse romance gótico que nos ensina uma importante lição sobre responsabilidade ao fazermos escolhas que envolvem o futuro, tanto o nosso quanto o dos que estão próximos.

Você encontra o último lançamento de Bianca Sousa na Amazon.


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sexta-feira, 13 de outubro de 2017

Resenha: "Caviar é uma ova" (Gregorio Duvivier)


"Minha sorte é que eu escrevo crônicas. Não preciso fingir que sei alguma coisa. Muito pelo contrario: preciso de um exercício diário de ignorância pra nunca deixar de ser leigo. Afinal, o mundo está o tempo todo tentando te empurrar certezas goela abaixo"(Dúvidas de um ignorante)





Por Mari Diniz.   Crônicas não requerem uma linearidade de leitura, não requerem verdades universais, não requerem um tempo para serem lidas e não esquecidas. Para as crônicas tudo que basta é o seu interesse em ler. Caviar é uma ova traz a abordagem de uma diversidade de temas, em que abre espaço até para o Chaves. Possui um humor crítico, mas, principalmente, temas políticos.


O foco político do livro poderia até não agradar alguns. Entretanto, no decorrer da leitura, ele me fez pensar no porque não pensamos em política. O intitulado Esquerdista Caviar, Gregorio Duvivier, diferente do que se pode imaginar, não exibe uma argumentação a fim de convencer o leitor de uma certa posição política. Ele não busca provar e deixar a certeza de algum ponto de vista, embora explique com clareza sua opinião. Talvez, Gregorio Duvivier seja um indeciso, cuja sua única certeza seja que algo precisa mudar.  
“Pra começar, caviar não me representa – nunca vi nem comi, só ouço falar. Caviar é uma ova – literalmente. Entendo a metáfora, mas acho que não se aplica a essa nova esquerda hipster que vocês tanto odeiam. Melhor seria Esquerda Maionese Trufada. Esquerda Cerveja Artesanal. Esquerda Bicicleta de Bambu. Aí sim: esse cara sou eu. Ou, pra ser sincero, nem assim. (Serhumaninade)”
Entre os contos, Serhumanidade, seja um dos melhores a fim de entender a mensagem do livro como um todo. Principalmente, por se tratar de uma coleção de crônicas. Serhumanidade busca abordar em uma única crônica temas defendidos por Gregorio contra os absurdos da desigualdade.

Política se torna o tema-estrela do livro e rende boas crônicas e bons sorrisos. A ironia de Gregorio representa aquele Como assim? Ou É isso mesmo? Plantados na nossa cabeça. A sua ironia ajuda um tanto quanto a pensar, a prestar atenção no que está acontecendo. Além de se utilizar de metáforas bem desenvolvidas e argumentadas.

Porém, como já mencionado, a diversidade de temas presente no livro, enriquece ainda mais a coleção. Aliás, crônica é dia a dia. É cotidiano. O humor encontrado em mínimos detalhes que nos parece que apenas cronistas conseguem perceber. 
“Odeio os carros quando tô a pé. Odeio os pedestres quando tô de bicicleta. Odeio os ônibus quando tô de carro. Odeio os ônibus quando tô de ônibus. Odeio todo mundo quando eu acordo. Odeio cigarro. E odeio quem se incomoda com cigarro quando eu tô fumando. Odeio acordar cedo e odeio acordar tarde. Odeio o Brasil, e odeio, ao mesmo tempo as pessoas que odeiam o Brasil.
Tem ódio que não faz o menor sentido. Mas tem ódio que faz. (Que ódio)”
Entre essas crônicas, algumas das minhas preferidas Sábado e O céu fica aqui pertinho, tem uma diferente modalidade de escrita, com uma crônica corrida que tenta seguir ou fluxo de pensamento, ou melhor, seguir as divagações da mente humana. O que, obviamente, diverte o leitor e dá um toque especial a crônica.

Além do simples cotidiano, Gregorio Duvivier ainda dá espaço para permear entre outros assuntos, principalmente quando se fala da própria linguagem, no qual inclusive aborda o tema Palavras. Formação, significados e usos.  

A leitura de Caviar é uma ova é sortida e super agradável. As crônicas muito bem escritas encantam por sua simplicidade e por seu humor inteligente. Mas, como diria minha vó, principalmente por sua personalidade opiniosa. Livro recomendadíssimo.
“Imagine duas vidas paralelas. Numa delas você gosta da Anitta – ou, pelo menos, a existência dela não te incomoda. Na outra, toda vez que você vê a cara da Anitta você tem engulhos, quando ouve a voz da Anitta o estomago revira, você evita ir a festas porque sabe que vai tocar Anitta. O objeto não gostado acaba ocupando um espaço gigantesco de seu tempo – muito maior que os objetos gostados. Aprender a gostar é, sobretudo, perceber que não vale a pena perder tempo com o que você não pode mudar (Haters gonna hate)”
Aproveitem a leitura!
Até a próxima, 
Mariana Diniz 
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segunda-feira, 9 de outubro de 2017

Resenha: "Tá no ar no livro" (Marcelo Adnet e Marcius Melhem)

Por Mari Diniz: A tarefa de dar uma opinião sobre um livro sem dissociar do programa não é a das mais fáceis. Cercar-se de opiniões sobre o programa, entretanto, não quer necessariamente implicar que estejamos falando do livro, e vice-versa. Mas o que mesmo o livro vem trazer de diferente?
“Desde a primeira reunião de criação, a orientação é escrever com liberdade, sem agressividade, buscando a melhor forma de construir criticas guiadas pelo intuito de fazer rir.”
A resposta mais óbvia e simples seria o processo criativo.  O livro propõe-se a explicar desde a conceituação até a direção de cenas. Estamos falando de tudo e todos envolvidos para fazer o programa acontecer. O livro é um fio exploratório, um por trás das câmeras, o segredo de onde a mágica acontece.
“Com isso, o formato também ficou definido: a TV dentro da TV. Uma programação em que o telespectador perde o poder de mudar de canal. O zapear é controlado por outra “pessoa”, navegando aleatoriamente pela variedade de atrações disponíveis. O ritmo acelerado simula a nossa frenética relação com o controle remoto, na incansável busca pelo “programa perfeito”. Os esquetes são fragmentados de canais que constroem um mosaico da televisão e da nossa sociedade, uma metalinguagem de possibilidades infinitas.”
Um dos aspectos mais interessantes no primeiro folhear de páginas é a diagramação do livro. Ele é bem imagético e reforça bem a identidade do Tá no ar como um programa que tenta representar o mundo televisivo e a relação do telespectador com o que assiste. O passar das páginas é o nosso zapear de canais. Em uma página temos um recorte de cena do programa, logo em seguida a coletiva de imprensa do elenco e não muito depois um texto sobre a conceituação do programa.

Há também destaque especial a todo elenco, autores, produtores e demais envolvidos. O reconhecimento do trabalho e a aposta em um programa de humor diferenciado, procuram justificar o que não dá pra ser visível ao assistir o programa.
“O senso comum imagina que o trabalho em uma redação de humor se resume a contar piadas, como em uma reunião de amigos no bar. Pelo contrário, o dia a dia é laborioso. Por trás da construção de todas as cenas feitas existem discussões e pesquisas sobre a escolha de cada palavra do texto.”
O livro também traz trechos de cenas do programa, desde recortes dos seus textos até storyboards feitos para a construção da cena. O livro procura apresentar os bastidores do programa e não economizou em mostrar os detalhes das cenas, textos e paródias, construção de personagens, musicais. Inclusive, muitas acompanham um QR Code para que o leitor/espectador possa assistir a algumas dessas cenas.  

Ele é super indicado para os fãs da série, a abordagem do livro é quase como assistir o programa com a lente criativa de criação. Além de também trazer o humor novo, pensado e repensado.

Aproveitem a leitura!
Até a próxima,
Mariana Diniz

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sexta-feira, 6 de outubro de 2017

Resenha: "A Traidora do Trono" (Alwyn Hamilton)

Tradução Eric Novello

Sinopse: Amani Al’Hiza mal pôde acreditar quando finalmente conseguiu fugir de sua cidade natal, montada num cavalo mágico junto com Jin, um forasteiro misterioso. Depois de pouco tempo, porém, sua maior preocupação deixou de ser a própria liberdade- a garota descobriu ter muito mais poder do que imaginava e acabou se juntando à rebelião, que quer livrar o país inteiro do domínio do sultão. Em meio às perigosas batalhas ao lado dos rebeldes, Amani é traída quando menos espera e se vê prisioneira no palácio. Enquanto pensa em um jeito de escapar, ela começa a espionar o sultão. Mas quanto mais tempo passa ali, mais Amani questiona se o governante de fato é o vilão que todos acreditam.
Fonte: Skoob

Por Eliel: Antes de começar a ler esse post eu sugiro dar uma olhada no primeiro volume da Trilogia do Deserto, A Rebelde do Deserto, e assim evitar qualquer possível spoiler que possa aparecer nesse texto.

Após seis meses desde os últimos acontecimentos do último volume, Amani, está ainda mais envolvida com a rebelião e seus ideais de fazer um novo deserto sob um governo mais justo e humano.

O primeiro volume é repleto de ação e reviravoltas na aventura. Esse volume têm 10 vezes mais, afinal a rebelião se aproxima cada vez mais do sultão, um homem cruel e impiedoso. Amani é traída por uma pessoa improvável e acaba nas mãos do tirano governador do deserto.

Totalmente desprotegida é obrigada a sobreviver pelos seus próprios instintos e fazer alianças que serão o diferencial para tornar o deserto um lugar melhor para se viver. Para isso, ela precisa que os rebeldes continuem firmes em sua posição.

Nesse livro intermediário, a guerra vai começar de dentro para fora, começando com Amani que deverá ser forte em seus princípios mesmo quando são questionados com grande eloquência e destreza. De dentro das emoções e da razão para dentro dos muros do palácio e além.

Como um demji, Amani, não consegue mentir e justamente essa sua característica à ajuda em uma das passagens mais empolgantes do livro. Saber a hora de dizer toda a verdade para o seu maior inimigo e ganhar a confiança dele exige muita habilidade.

A fé de Amani na rebelião será testada ao extremo, será que diante do sultão e cercada de riquezas ela irá titubear e trair a rebelião? Se você ficou curioso para se envolver nessa rede de traições, corre já por a leitura em dia!

Esteja preparado para conhecer personagens mais profundos dessa trama, a própria Amani tem um crescimento muito impressionante e suas relações pessoais com Shazad, Ahmed e Jin são muito bem estruturadas e desenvolvidas. Com as personagens femininas é possível ver claramente um Ode ao poder delas nos bastidores da disputa de poder entre pai e filho pelo deserto.

A riquíssima mitologia árabe é  muito bem apresentada e com todos os detalhes da magia dos djnnis e sua origem e consequências amarra a trama de um jeito que não é possível largar até chegar à última página. Agora que devorei esse livro só me resta aguardar ansiosamente pelo fechamento dessa trilogia. 

E já espero um final épico para a rebelião e para nossa Rebelde do Deserto.

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segunda-feira, 2 de outubro de 2017

Resenha: "A Desconhecida" (Mary Kubica)

Tradução: Fal Azevedo

Por Sheila: Oi pessoas! Como estão? Tudo tranquilo? Se vocês acompanham o blog há bastante tempo já devem saber que terror, suspense e thriller psicológico são as minhas leituras preferidas, e com as quais costumo ser bastante exigente.

Já havia resenhado outro livro da Mary Kubica, A Garota Perfeita, e havia gostado bastante (você pode conferir a resenha aqui). Mas enquanto o livro anterior, apesar de cumprir com o que promete, ou seja, ser um ótimo thriller, acaba um pouco clichezinho, já em "A Desconhecida" a autora consegue se superar.

Heidi é o que se pode chamar de uma pessoa humanitária e altruísta. Trabalhando em uma ONG que visa ao atendimento e acompanhamento de refugiados em Chicago, ela parece ter a família perfeita: casa, marido, uma filha pré-adolescente, faz o que ama e se sente uma abençoada diante das dificuldades que percebe assolarem o mundo.

Principalmente naquela semana chuvosa. De frio intenso. Em que, mais de uma vez, vê aquela pobre menina, uma adolescente, com aspecto de andarilha, com muito pouca roupa para manter-se ao abrigo do tempo que castiga e - horror dos horrores - um bebê à tiracolo, que não para de chorar.
Hesito mais uma vez, desejando fazer alguma coisa, mas não querendo parecer intrusiva ou ofensiva. Há uma linha tênue entre ser solidário  ser desrespeitoso, uma linha que nao quero ultrapassar. Pode haver um milhão de motivos para la estar aqui com uma mala, segurando a bebê sob a chuva, um milhão de motivos alem do perturbador pensamento recorrente que me assalta: ela é uma sem teto.
Todo o conflito se estabelece quando Heidi, em um gesto de extrema bondade e altamente impulsivo, resolve levar a menina, Willow, e sua bebê, Ruby, para seu apartamento de dois quartos para abrigá-las pelo que parece ser um tempo indeterminado.
- Por quanto tempo ela vai ficar? - pergunto.
Ela dá de ombros.- Não sei. 
- Um dia, uma semana? Por quanto tempo, Heidi? - insisto, aumentando o volume da minha voz. - O que é isso? 
- A bebê está com febre.
Aos poucos, vamos descobrindo que a vida de Heidi não é assim tão perfeita. Seu marido, Chris, vive viajando, e há uma sombra de suposta infidelidade pairando sobre o casal devido à colega de trabalho, Cassidy, que mais de uma vez atendeu o celular de seu marido nessas viagens. Além disso, as coisas não parecem ir bem com a filha adolescente, que odeia a tudo e todos - inclusive sua mãe, que já não sabe mais como exercer essa função.

Ficamos ainda mais intrigados pela história pois, assim como no livro escrito anteriormente, a autora vai intercalando passado, presente e futuro em sua escrita, e contando-nos a história por diferentes vozes: as de Willow, Chris e Heidi.

E é Willow quem nos contará do uniforme laranja, usado nos presídios dos EUA, e sobre o longo interrogatório a que esta sendo submetida, bem como de seu desconforto por ter colocado Heidi em uma má situação. Ou seja, já no início, sabemos que a iniciativa de Heidi acaba mal. Só não sabemos por quê.

A trama vai ficando cada vez mais elaborada e complexa, tomando rumos completamente inesperados e acabando em um desfecho, se não surpreendente, no mínimo seriamente inquietante e original. Fazia tempo que uma leitura não me impedia de conciliar o sono por que precisava saber como isso tudo acabaria.

Recomendo!


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domingo, 3 de setembro de 2017

#Resultado do Sorteio Eu amo viajar! 5ª edição

Você ama viajar? Então não pode perder esse sorteio!

Você vai concorrer ao romance "Becky Bloom, Delírios De Consumo Na Quinta Avenida" (Sophie Kinsella) e o guia "Descubra Nova York" da Lonely Planet.
quinta-feira, 31 de agosto de 2017

Recesso do Dear Book


Olá, amigos leitores!



Só passando para um recado rapidinho, que explicará nossa baixa atividade nos próximos dias.

Neste mês de setembro, o blog vai entrar em recesso. Isso já havia sido pensado desde o começo do ano, para acontecer em determinados meses, e vez que não tivemos uma pausa em julho, setembro parece estar pedindo uma pausa aqui nas atividades ^^ Mas não se preocupem, logo logo voltamos com mais gás, livros e sorteios.

Neste meio tempo, revisitem nossos posts! Tem tanta coisa legal que perpassa pelo dia a dia, né? Separei aqui seções que vocês podem dar um pulinho e conferir muito conteúdo maneiro:

Últimas resenhas



Últimas indicações









Nos vemos em breve!

Dear  Boss.

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segunda-feira, 28 de agosto de 2017

Resenha: “Louco Amor de Fã: um romance um tanto incomum” (Sheila Lima Wing)

Por Kleris: Depois de uns meses agitados e intensos, tudo o que estava buscando era algo bem leve e divertido – de uma ou duas sentadas de preferência. Foi nessa procura pela próxima leitura que conheci Louco Amor de Fã da Sheila Lima Wing, uma novelinha ideal para o descanso.

Maria das Dores – ou melhor, Madori – nunca conseguiu ser próxima das irmãs, nem do pai. Suas personalidades, caráter e gostos apenas não batiam. Mas Madori tentava suas formas de se aproximar... Numa delas, teve sua primeira experiência de fangirl, e por saber o quanto suas irmãs curtiam ser fãs de algo, Madori foi contar sobre como se apaixonou por certo colunista de uma revista juvenil, e que sua cartinha de fã fora respondida pelo próprio! As irmãs não perderam tempo em estragar todo o momento. A mágoa de menina foi tanta que jurou não mais gostar de nada, nem voltar a se aproximar das irmãs.
Ainda que viajasse por aquelas páginas multicoloridas e me divertisse vez ou outra, a certeza que tinha até então era a de que aquela coisa de ser tiete nunca faria parte de mim.

E assim elas cresceram, ao meio de uma situação familiar que separou seus pais. As irmãs tomaram partido do pai, Madori da mãe. Assim que atingiu a maioridade, nossa protagonista deu no pé para dividir uma casa com a melhor amiga. Entramos na história quando está chegando o casamento de uma das odiadas irmãs, em que Madori tem de marcar presença e ainda lidar com um convidado inesperado em sua casa – um cantor que pagaria pela estada a quantia necessária para ela se libertar de vez do pai. Que, aliás, era o crush do momento de sua melhor amiga. Mas Sheila Wing lhe reserva um fim de semana de muitas reviravoltas que vai remexer com seu passado e presente como nunca.

I feel you, Maria! #empatia

Com uma escrita gostosinha, Louco Amor de Fã chega com uma historieta inusitada. Bem simples, a noveleta mexe de diversas formas com nossos ideais de família, pertencimento, além de preconceito, apesar de ter alguns personagens estereotipados. Sheila também brinca com o clichê e resolve dá um nó em nossas impressões. Suas pistas são danadas, não entregam totalmente de cara, induzem pra um lado e outro, e a saída para a história me surpreendeu.

Maria é uma personagem um pouco amarga e vive na defensiva – com razão – e dentre os outros personagens, quem se destaca é Karol, que entra na trama para intrigar os leitores. Através dessa relação que praticamente toda a história se movimenta.

Vez que Madori é também uma leitora, há variadas menções de leituras (nacionais, principalmente, em claro apoio a nossa literatura), além de referências que vão da cultura pop à otaku. Ao momento destas notas, no entanto, diria que escrita precisa se firmar mais um pouco, para não parecer algo solto, fora alguns cuidados com o ponto de vista, o que dão uma ligeira impressão de fanfic à história. 
(“Você tem o Shimura Danzou e eu tenho minha Dolores Umbridge, viu? brincou ele”)

Por outro lado, as citações de finais de capítulo, com links e perfis referenciados de outros autores, dão um plus ao que está sendo retratado. É, mais uma vez, uma forma de a autora demonstrar seu apoio a nossa literatura. Tem até homenagem direta! Quem conhece, percebe logo de cara.
“Ter outros sentimentos vai depender de quanto amor vive em você”Dâmaris Sena
Instagram @poestisadequarto


Louco Amor de Fã fala sobre nossa necessidade de se encontrar no outro, de ser aceita pelo que é, de respeitar e valorizar as pessoas e suas escolhas, de se libertar de amarras, e sobre ser fã e não se fechar para aquilo que se gosta por conta do julgamento de uma ou outra pessoa. Simples e à sua maneira, Sheila nos oferece uma leiturinha tragicômica, relax e com toques de mistério, excelente para quando você tá saindo de uma baita ressaca.
— O nome todo dele é Teodoro Queiroz? — perguntou ela quando terminou a leitura.
— Acho que sim. É o que diz na primeira matéria que eu li.
— Parece nome de avenida... — comentou ela com uma careta.

Para acessar o livro na Amazon, clique aqui.
(ele está no Kindle Unlimited)

Para conhecer mais livros da autora, clique aqui.
Visite o site da autora aqui.


Até a próxima!

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sexta-feira, 25 de agosto de 2017

Resenha: “Fiquei com seu número” (Sophie Kinsella)

Tradução de Regiane Winarski

O livro já foi resenhado anos atrás pela Juny – aqui.


Por Kleris: Ao decidir por uma releitura, a gente já imagina o que vai encontrar, porque, bem, já passou por aquele lugar. Costumo reler livros em viagens, porque não quero ficar naquela de “será se vai ser uma boa leitura?”; quero entrar na leitura com a certeza de que vou gostar. E foi assim, my friends, que puxei mais uma vez Fiquei com seu número da prateleira e Sophie me deixou no chão: rolando de rir, sem ar, chocada. Quase sem palavras sobre como eu a admiro.

E me perguntando seriamente POR QUE RAIOS EU PASSO TANTO TEMPO SEM LER CHICK-LITS. Descobri o porquê, mas ainda não estou satisfeita – o que é outra história. Vamos à resenha!

Poppy se vê numa situação bem... complicada. Ao meio de uma reunião com as amigas e colegas para surtar sobre o anel de noivados, o hotel que hospeda um evento social vira um pandemônio quando a sirene de incêndio soa, e ao meio do transtorno, Poppy perde o anel – da família do noivo, Magnus. Entramos na história justo no momento de maior desespero de Poppy, enquanto ela revira o saguão do hotel atrás da joia. Sem muita esperança, ela tem que esperar notícias e então... lhe roubam o celular na rua. Nem preciso dizer que sua síncope toma maiores proporções, né? Mas no meio do pânico, uma luz surge: ela acha um celular no lixo e resolve usá-lo até arranjar outro, até porque Poppy NÃO PODE perder nenhuma notícia sobre o anel nesse meio tempo.

É assim que ela entra no mundo de Sam, o responsável pelo aparelho. Que, aliás, acaba de perder a assistente e precisa da ajuda de Poppy para fechar um negócio ali mesmo no hotel. É apenas ÉPICA a cena que ela salva o mundo corporativo – ou pelo menos a empresa de Sam. E é essa gentileza – e mico da vida – que faz Sam repensar sobre o aparelho celular e permitir que eles dividam a caixa de mensagens. Chamar mais confusão que isso não sei dizer – que é, na verdade, só uma pontinha do iceberg desta trama. São tantas reviravoltas que não consigo dizer mais que isso.
Conforme vou descendo os e-mails, começo a me sentir desconfortável. Nunca tive tanto acesso ao celular de outra pessoa. Nem ao dos meus amigos. Nem mesmo ao de Magnus. Tem certas coisas que não se compartilha. 
Isso é totalmente surreal. E emocionante. E um pouco angustiante. Tudo ao mesmo tempo. 

Confesso que tinha um receio de reler este livro por motivos de 1) li tem quase 5 anos, e 2) depois que se muda algumas filosofias de vida (como o feminismo), diversos livros ganham nova visão e é provável que essa nova experiência de leitura seja... ruim. Estaria eu preparada para deixar minha Sophie ir? Ou melhor, estragar minha visão da autora? Posso dizer agora que: não se preocupem, não só continua MARAVILHOSA, quanto minha admiração subiu mais uns degraus e marquei ainda mais cenas do que já tinha marcado #totalwin

Sophie entrega mais que uma história apaixonante, ela OUSA, ela quebra barreiras, e chuta na cara de quem fala que chick-lit é uma narrativa fácil ou rasa. Bem, tudo depende da abordagem, né? Apesar de apresentar situações que encaixam fácil no estilo, a maneira com que Sophie nos induz faz toda a diferença. Em Fiquei com seu número então, tem inúmeras razões que confirmam isso. Diria até que é a marca da autora dar essa rasteira nos desconfiados e/ou haters.
Não.
 Não não não não não.
 :( Não faz isso.
 Você não pode.


Arrisco dizer ainda que os melhores “e se?” se encontram também nesta leitura. São situações absurdas e totalmente plausíveis. Não tem nada que te faça ficar “hmmmm, não me parece possível” ou “aham, colega”. São fatos que seguram nossa atenção do começo ao fim em um mega deleite do chamado “romance slow burn” – aquele que queima devagar e de maneira progressiva.
E não quero soltar. Não quero que isso termine. Embora eu esteja tropeçando e com frio e no meio do nada. Estamos num lugar onde jamais nos encontraremos de novo.

Além daquele lance de ver/ler coisas que não tinha percebido na primeira leitura, outra coisa super interessante sobre reler livros é o quanto de informações que a nossa mente apaga! Costumamos nos agarrar a algumas coisas, e esquecemos totalmente outras, tão marcantes quanto, e é isso que faz ser uma experiência tão impressionante. Não achei que seria possível amar muito mais a Kinsella <3

Nem preciso dizer o que foi reviver minhas cenas preferidas, né? A cena da Poppy enrolando os japoneses, a cena do sabão na janela, as NOTAS DE RODAPÉ, as palavras-cruzadas, o BOSQUE... FEELS EVERYWHERE. Não duvido que serão, em sua maioria, as mesmas das de vocês ^^ entendedores entenderão e não, não é spoiler!
Não há resposta, mas não ligo. É catártico apenas digitar.

Enfim, é uma leitura gostosa, alucinante, mil e umas reviravoltas aloucadas, apaixonante, genial, irresistível... I N C R Í V E L. Procura uma leitura contemporânea bem fresh? De cair o queixo e lhe faltar o ar pelas gargalhadas? Com conspiração, mistérios e armações? Mulheres em busca de sua independência? Com muita tragicomédia e amor? Pois se prepare pra vomitar arco-íris e ao mesmo tempo nadar neles. Leve Fiquei com seu número a g o r a <3 E se já leu, vale ler de novo!

Se recomendo?! Minha vontade é de sentar o dedo na letra i e não soltá-lo nunca mais: recomendadíiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiissiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiimo!
50. Antiético é o mesmo que desonesto? Esse é o tipo de debate moral sobre o qual eu poderia ter perguntado a Antony. Em circunstâncias diferentes.

Até a próxima!

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segunda-feira, 21 de agosto de 2017

Resenha: “Peça-me o que quiser e eu te darei” (Megan Maxwell)

Tradução de Monique D’Orazio

Leia também:
Surpreenda-me


*Por Mary*: Essa mulher não é escritora pra cardíaco, não.

Se tem uma frase que ecoa na minha cabeça sempre que leio os livros dessa série é: “Miga, assim não dá pra te defender”. Tá pra nascer protagonista com maior talento pra dar tiro no pé do que essa Judith, francamente. 
- Quanto? – perguntou ele. Elas se entreolharam, e Mel pergunta, intrigada:- Quanto o quê? Com um sorriso encantador, o homem pegou a carteira, mostrou a elas e insistiu: - Cem para cada uma se me acompanharem por uma hora. As amigas trocaram um olhar.- Desculpa – replica Jud, achando graça – mas tenho que comprar um iPhone 6 e cem não dá nem pro cheiro.
Aliás, tem sim: Ana; que, por sinal, também pertence a Megan e quase me mata de raiva quando li Pela Lente do Amor.

Mas falemos disso mais adiante. Primeiro, quero deixar a playlist atualizada desta série maravilhosa:


E esse vídeo aqui pra você ouvir e sofrer junto comigo:


Como diria Jud: a gente até quer ouvir uma música dançante, mas o lado sofrente sempre fala mais alto.

Mas antes de começar esta resenha, preciso deixar um aviso aos navegantes, de que este texto contém SPOILER dos livros anteriores – incluindo seu spin-off. Então, se você ainda não começou a ler Surpreenda-me e não tolera saber finais antes da hora, fique avisado e não venha me xingar depois.

Lembram que eu disse uma vez que acompanhar esta série é como acompanhar, de fato, a vida real de um casal, desde os primeiros encontros? Pois bem, em Peça-me o que quiser e eu te darei, Judith e Eric já estão juntos há cinco anos, mantendo acesíssima a chama da paixão – apesar de permanecerem discutindo dia sim e outro também. Com três filhos e um amor avassalador, a relação vai de vento em popa, até que o retorno de uma mulher do passado de Eric e os conflitos do dia a dia faz ruir todas as certezas de Jud.

Outro casal que vai muito bem, obrigado, é Björn e Mel. Embora tudo pudesse melhorar se a teimosa ex-tenente do Exército Americano finalmente aceitasse o pedido de casamento do nosso James Bond predileto. Ao lado de Sami, os três formam uma bela família, que precisará provar toda sua força mesmo diante de rivais perigosos e presentes surpreendentes. 
- Vamos fazer uma troca. Eu te dou uma coisa. Você me dá outra.Mel pensa. Poderia ser uma boa ideia. Ela concorda, balançando a cabeça.- Está bem. O que você quer?- Qualquer coisa? – pergunta o advogado, com segundas intenções.Mel passa as mãos pelo cabelo curto e bagunçado e afirma:- Se isso faz você ficar mais tranquilo, querido, claro que sim!O sorriso de Björn se alarga e, de repente, ela entendeu o que ele pensava. Mel inclina o corpo para a frente e se apoia na mesa.- Você é um trapaceiro – sussurra.- Por quê? – diz ele, dando risada.- Porque sei muito bem o que vai me pedir e parece péssimo.- E o que eu vou pedir? – pergunta ele, rindo outra vez, consciente de que a namorada tinha razão.Mel se remexe na cadeira, bufa e diz, apontando para ele:- Você vai pedir para me casar com você e para termos um pequeno Homem-Aranha para chamar de Peter, não é?O alemão sorri. Nada lhe agradaria mais.- Seu sobrenome já é Parker, querida. 
Alternando sua narração entre a primeira e terceira pessoa – dando voz para Judith e Mel, respectivamente – neste volume Megan Maxwell abre mais espaço para a trama secundária de Björn (que eu, francamente, amei). Arrisco dizer que, sob todos os protestos que eventualmente surjam, a trama de Björn e Mel me pareceu muito mais interessante do que a principal. Espetacularmente, Björn não decepciona nunca e fiquei ansiando por mais desse casal surpreendente.

Confesso que comecei essa leitura acreditando que não havia mais assunto para explorar. Aliás, Megan Maxwell tem esse talento de nos surpreender, porque sempre tira um bom conflito da manga e zás! nos captura até a última página. 
- Grávida... Você, grávida.- Sim, mamãe. Eu, grávida. Vou ter um bebê! – Marta sorri. – Legal, né?- Que loucura – suspira Eric.Minha sogra se abana com as mãos. Ela está sem ar, mas então consegue dizer:- Mas, filha, se até suas plantas de plástico morrem... 
Entretanto, esteja preparado para sofrer.

Desde o primeiro livro, estabelecemos um padrão: Eric pisa na bola várias vezes, Judith vai relevando, relevando, até que explode. Eu apoio. E aí, brava, ela começa a fazer merda atrás de merda (merdas dessas catastróficas, piores do que as dele). Aí eu desapoio. Dá vontade de entrar no livro só pra dizer “Desse jeito tu perde a tua razão, mana”.

Apesar dessa raiva que a Megan faz a gente passar, penso que estes “defeitos” dos personagens são muito positivos, porque criam uma identificação com o leitor. Sobretudo se considerarmos que se trata de uma história cuja temática é muito distante da maioria das pessoas, esse aspecto verossímil das personas proporciona que o leitor se reconheça em, pelo menos, algum momento. Seja com o cara bonitão que se sente solitário, com a mulher durona que acredita não precisar de ninguém, no homem que criou uma muralha de gelo ao redor de si para se proteger da dor ou na garota impulsiva que vive enfiando os pés pelas mãos. E talvez seja esse aspecto humano de seus personagens que causam tanto fascínio nos diversos países em que Megan Maxwell é publicada. 
- Sabe, morena?- O quê?Apaixonado como um bobo por aquela descarada de cabelos curtos, o advogado crava os olhos azuis nos dela e fala baixinho:- Ao seu lado sou capaz de qualquer coisa.- Ah, é? E por que esse comentário?Ele então olha para o adolescente que ria com os pequenos e, sem pensar duas vezes, responde:- Porque, desde que estou com você, aprendi que as coisas que valem a pena nunca são simples. Graças a você, posso dar essa oportunidade a Peter. 
E você acha que acabou aqui? Na-nani-nanão. Mete um #HABEMUS aí, porque, além de Passe a Noite Comigo, spin-off lançado em maio pela Editora Planeta, recentemente Megan anunciou em sua página oficial no Facebook que será publicado ainda este ano lá na Espanha, precisamente no dia 7 de novembro, o livro Yo soy Eric Zimmerman, contando a trama de Peça-me o que quiser do ponto de vista do nosso protagonista. O anúncio causou muito burburinho nas redes e as opiniões se dividiram a respeito.

Peça-me o que quiser e eu te darei não é uma leitura para cardíacos. Definitivamente.  Todavia, é numa leitura para quem quer emoção, desejo, riso, lágrimas e raiva. Mais ainda, este livro é para quem exige uma boa trama, com conflitos contundentes e personagens reais em uma história aparentemente distante. 
Passam alguns minutos e, quando me dou conta de onde estou, como estou, e ainda por cima presa, sinto que vou explodir a qualquer momento. Ficar encerrada em um elevador nunca me agradou. Como a suar. Por sorte, estou com a mesma bolsa que trouxe de Jerez e dentro está o leque de flores que Tiaré, uma amiga, me deu de presente. Rapidamente eu o pego e começo a me abanar.Mãe do céu... mãe do céu, que calorão estou sentindo, e que angústia!Merda... Merda... Será que vou desmaiar?- Você está bem?Ao ouvir essa voz, eu me abano mais devagar. Giro no lugar para olhar e fico sem fala quando encontro o homem que já não sei se me partiu o coração, a alma ou sei lá o quê.
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Ana Liberato