sexta-feira, 18 de agosto de 2017

Resenha: “Surpreenda-me” (Megan Maxwell)

Tradução de Monique D’Orazio

Leia também as resenhas da série principal:


*Por Mary*: Olê, elê! Cheguei trazendo mais este spin-off da série que, com o perdão do trocadilho, surpreendeu-me irreparavelmente.
- Se eu te beijar, vai me morder outra vez?- Se eu fosse você não tentaria.
Sem dúvida, aguardei ansiosamente por este livro. E não apenas porque Björn é um de meus personagens prediletos, mas também porque este foi o verdadeiro chamariz para que eu iniciasse a leitura da série Peça-me o que quiser.

Há algum tempo, navegando pelos Submarinos da vida, me deparei com esta obra, de uma autora que adoro e com uma sinopse tentadora, e fiquei muito interessada. Porém, ao perceber que se tratava do spin-off pertencente a uma série – que, a princípio, não me chamou tanta atenção – acabei deixando pra lá; até mesmo porque, até então, eu não estava em um bom momento para me comprometer com uma série de tantos volumes.

De lá pra cá, minha admiração por Megan Maxwell aumentou e achei que valia a pena dar uma chance para esta série, mesmo que, lá no fundo, eu estivesse mais interessada pelo spin-off que estava por vir. Me comprometi a ler na ordem, como manda o figurino, e, olha, o meu único arrependimento é não ter lido esta série antes. Que livros maravilhosos!
- Escuta, Björn, se o seu coração escolheu a Melanie, nada vai conseguir se opor a ele. Meu conselho é que você se deixe levar pelos sentimentos e se concentre no presente. O que tiver que ser, será.- Porra, cara, você está me assustando!Eric sorriu antes de desligar, zombou:- Pode ficar assustado!
Esta experiência até me tem feito repensar uma outra série que tenho deixado de lado, sempre passando para depois...

Enfim, trago música boa, nesta playlist que melhora a cada atualização:


UM MUSICÃO DESSES, BICHO!


Mas antes de começar esta resenha, preciso deixar um aviso aos navegantes, de que este texto contém SPOILER dos livros da série principal. Então, se você ainda não começou a ler o terceiro livro e não tolera saber finais antes da hora, fique avisado e não venha me xingar depois.
Saiu uma gotinha de sangue e Mel, sem pensar, pegou um band-aid das Princesas e, da mesma forma que tinha feito na filha, colocou na mão dele.- Pincesaaaass! – aprovou a menina, chegando perto.Assim que Mel terminou, olhou para Björn e disse animada ao perceber que a filha os observava:- Saiba que a Bela Adormecida vai fazer você sarar, num passe de mágica a dor vai passar, tchan... tchan... tchan!, para nunca mais voltar.Pergo de surpresa por aquela bobagem, Björn olhou bem para ela e disse piscando:- Tá de brincadeira, né?

Björn Hoffmann, nosso advogado bonitão, melhor amigo – e principal conciliador – do casal de Peça-me, conheceu Mel quando esta socorreu Judith, que entrara em trabalho de parto dentro do elevador de um shopping center.

Desde o primeiro encontro, surgiram faíscas diante do confronto de duas personalidades tão fortes e nem mesmo Björn, com seu jeito divertido e galante, consegue relevar o gênio mandão e provocador de Melanie Parker, uma piloto do exército americano que cuida sozinha da filha pequena e acha que não precisa de ninguém, que se basta sozinha.
- Olha, não faz diferença. Eu... eu não preciso de ninguém, Robert. Eu...- Como você não precisa de ninguém? Todos nós precisamos de alguém.- Eu achava que esse homem era... especial. Mas ele não quer falar comigo. Pra ele sou um maldito inimigo. Um militar americano. O que você quer que eu faça?- Porra, Mel... Se é dele que você gosta, convença-o de que, antes de ser militar, você é mulher. Faça o favor de se esquecer de uma vez por todas do seu passado e retome a sua vida. Deixa de ser a supertenente Parker 24 horas por dia e seja a Melanie. Juro que a vida vai ser melhor pra você, querida, porque todos nós precisamos de alguém especial que nos ame.
A implicância inicial, como é de se esperar, acaba se transformando em uma tensão sexual incontrolável e a sucessão de encontros furtivos acaba mostrando uma Mel alegre, doce, brincalhona e que desperta em Björn seu lado mais protetor.

Se tem um personagem que, definitivamente, merecia uma história só sua, essa pessoa é Björn; esse morenaço que conquista os leitores desde sua primeira aparição, lá em Peça-me o que quiser, e finalmente arrebata todos os corações em Surpreenda-me.
- Mas o que acontece com as duas Superwomen?Judith olhou para ele com tristeza e antes que explicasse Mel se adiantou.- Veja só, bonequinho, até as Superwomen têm sentimentos.Ele as encarou com surpresa. No caminho para o escritório, levando duas cervejas e querendo saber o que estava acontecendo, ele soube o que tinha que fazer. Chegando lá, ele colocou as garrafas na mesa de Eric e comentou:- A sua pequena está se acabando de chorar na cozinha.Não foi preciso dizer mais nada. Eric se levantou rapidamente e foi até lá. Björn foi atrás e ouviu o amigo perguntar logo que abriu a porta:- O que foi, querida?
Diferentemente dos livros da série principal, este spin-off é narrado em terceira pessoa, alternando os pontos de vista entre os protagonistas e, vez ou outra, quando conveniente, pegando um ou outro pensamento dos diversos personagens que figuram na história. Megan Maxwell costuma ser muito feliz na escolha de suas narrações e dessa vez não foi diferente. Ela administra os fatos e informações de acordo com as necessidades da trama a que se propõe contar, nunca deixando o leitor ter a sensação de que está sabendo demais ou de menos.

Esta é uma autora que parece saber perfeitamente a medida certa para tudo, seja do ponto de vista estrutural – narração, enredos, construção dos personagens – ou elementar da história. E isto, quem costuma se arriscar com as palavras em textos, poemas, contos e crônicas, sabe que é muito difícil de conseguir, porque quem está escrevendo, por saber tudo sobre a história que está contando, pode acabar se perdendo em extremos, não deixando espaço para a imaginação do leitor ou sufocando-o com informações muitas vezes desnecessárias.

Bicha, te venero.
Quando Mel e Björn ficaram sozinhos, ele ligou a água e a olhou nos olhos. A pergunta que ouviu dela em seguida foi um pouco inesperada.- Tudo bem?Ele respondeu que sim e algo em seu coração se descongelou naquele instante. Lembrou-se de Eric e sorriu ao entender o que o amigo tinha tentado explicar tantas vezes sobre ele e Jud. Sem saber por quê, naquele momento, tudo fez sentido. A química com uma mulher, e tudo o que isso significava, surgia quando menos se esperava. Finalmente havia encontrado aquilo com Mel e não ia perder.
De longe, este é o livro mais erótico da série. Se fosse outro escritor qualquer, eu recomendaria cuidado. Todavia, como já conversamos, Megan sabe dosar as ferramentas disponíveis, se renova de maneira a não permitir que o enredo caia na repetição e, mais importante, jamais perde a trama de vista. As cenas explícitas guardam relação com a proposta do livro, não parecem gratuitas ou descartáveis.

Algo que preciso destacar sobre Megan Maxwell, é o carinho imenso que ela parece ter por suas guerreras, como costuma chamar suas leitoras, parecendo homenageá-las a cada página, cena de ciúme, beijo arrasador, palavra de amor dos personagens. Acho louvável e maravilhoso.
- Uma rosa para a dama?Antes que Björn falasse alguma coisa, Mel se adiantou:- Dê uma ao cavalheiro, por favor.Enquanto Mel pagava, Björn pegou, atônito, a flor que rapaz lhe entregou.- É pra você – ela disse em voz baixa num jeito divertido, quando ficaram sozinhos.Confuso, Björn a encarou. Uma rosa para ele?- Não gostou? – Mel perguntou ao notar sua expressão.- Claro que gostei. Mas até agora era eu que...- Mas isso acabou – ela interrompeu. – Como é sempre você que me dá flores, hoje sou eu que te dou essa rosa. Igualdade entre os sexos, você não acha?
Além disso, é preciso ressaltar o significativo papel que esta autora exerce na representação da liberdade sexual feminina. Seguindo na contramão de muitos autores aclamados mundo afora, que evidenciam personagens femininas frágeis e submissas, Megan cria mulheres que representam seu séquito de leitoras: fortes, trabalhadoras, determinadas, que buscam o próprio prazer e não veem problema nenhum em demonstrar o que querem e nem por isso merecem menos respeito ou são menos mocinhas por isso. Mais ainda, o amor não as fragiliza, não as transforma em típicas donzelas indefesas; pelo contrário, as fortalece.

Eu não poderia terminar esta resenha sem fazer um adendo para um personagem que me intrigou do início ao fim: Comandante James Lodwud. Passei boa parte da leitura na dúvida se gostava, desconfiava ou não me importava com ele e, por fim, fiquei bastante curiosa para saber mais sobre este homem durão que não superou o abandono da ex-mulher. Megan, fica aí o pedido!
- Espero que algum dia você supere a história da Daiana, como eu acredito ter superado a história do Mike. Você perece uma vida melhor, James, e eu sei que você vai tê-la. Eu sei.Ele olhou para ela quando respondeu:- Foi um prazer te conhecer, Mel.Ela andou até ele, se abaixou e o abraçou.- Digo omesmo, James. Obrigada por tudo, porque, à nossa estranha maneira, você me ajudou a seguir vivendo. – Eles sorriram. – Espero que nossos encontros já não sejam como os de antigamente.Eles sabiam que aquilo era uma despedida. Tinha chegado o momento de esquecer os fantasmas do passado e de tentar retomar suas vidas.
Portanto, se você quer ficar arrebatado, vidrado na leitura, quer se apaixonar, suspirar, grudar naquelas páginas e só conseguir largar depois de ler tudo, Surpreenda-me, com certeza, é a pedida certa.
- Sabe de uma coisa? – ele insistiu nervoso, sem deixar que ela falasse. – Meu pai me aconselhou que, pra eu fazer você se apaixonar por mim, eu devia fazer você rir. Mas fique sabendo que, cada vez que você ri, quem se apaixona ainda mais sou eu, como um idiota. Eu te amo. Te amo com toda a minha alma e nunca tive mais certeza de nada na minha vida.  E se você não me amar, vai precisar comprar um grande carregamento de band-aids das Princesas pra tirar de mim a dor tão terrível que...- Björn...- Antes que você diga qualquer coisa – ele interrompeu outra vez -, quero que você saiba que estou disposto a lutar por você. Não me importa que você seja militar, nem americana, nem russa, nem polonesa. Não vou permitir que você vá pro Texas. Se você for, prepare-se, porque eu vou atrás de você e não penso em deixa-la em paz até que você ceda e decida voltar comigo, porque eu te amo e preciso que você me ame.
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segunda-feira, 14 de agosto de 2017

Resenha: "Nos bastidores do Pink Floyd" (Mark Blake)

Tradução: Alexandre Callari

Por Sheila & Glaucio: Oi pesso@s lindas, como vocês estão? Ta aí uma coisa que nunca havia me chamado muito a atenção: biografias. Sei lá eu por que. Nunca tive muito interesse sobre a vida de ninguém. Curto muito as músicas do Pink Floyd, mas saber como a banda começou, curiosidades e - o que Mark nos promete - uma "história secreta" nunca havia me passado pela cabeça.

Maasss... meu marido também queria muito ler o livro. Temos uma certa diferença de idade, então os caras são muito mais da época dele do que da minha. Assim, lemos eu e meu marido, e resenhamos juntos (É na saúde e na doença, com biografia e com resenha também!).

Já havíamos feito isso antes, quando lemos e resenhamos aqui para o blog "O espadachim de carvão" (e se você ficou curioso pode conferir a resenha aqui) e seguiremos mais ou menos o mesmo modelo: vamos construir o desenvolvimento juntos e, ao final, colocar dois parágrafos com as opiniões de ambos separadas. Ok? Então vamos lá!

O livro trata da trajetória do Pink Floyd seguindo uma certa "linha do tempo" nos capítulos, onze ao total, em que o autor irá falar do começo da banda, gravações, primeiros shows, turnês, brigas entre os integrantes e, inevitavelmente, a dissolução desta que é considerada uma das maiores bandas de Rock de todos os tempos.

Momento a momento, vamos acompanhando a banda e sua trajetória, com detalhes que nunca antes haviam sido trazidos à tona em nenhum outro livro ou documentário produzido. Mesmo sendo um texto completo e minucioso, a escrita é agradável, o que faz com que a história complexa e intrincada dos integrantes seja lida em poucos dias, mesmo sendo mais de 400 páginas.

Começando com a reunião acontecida entre a banda em julho de 2005, e a tensão enolvendo o show para o Live 8, como uma forma de chamar a atenção para o encontro do G8 que iria debater o enfrentamento a pobreza no terceiro mundo, vamos acompanhar passagens excelentes, fotos raras e exclusivas e termina, novamente, no Live 8.

"Seria fantástico se pudéssemos fazer isso para algo como outro Live Aid, mas talvez eu esteja apenas sendo terrivelmente sentimental ... você sabe como são velhos bateristas"
Nick Mason
 

"Realmente, espero que possamos fazer algo juntos outra vez"
Richard Wright
 
"Acho que não passaríamos pela primeira meia hora de ensaios. Se vou estar no palco tocando, quero que seja com pessoas que eu amo"
Roger Waters
 
"Acho que Roger Waters tem meu numero de telefone, mas não tenho interesse algum em discutir qualquer coisa com ele"
David Gilmour
Segundo Glaucio, meu marido, Nos bastidores do Pink Floyd é uma narrativa minuciosa, envolvente e imperdível àqueles que se consideram fãs da banda, o que torna a leitura desta obra uma quase obrigatoriedade. Impossível não se emocionar lendo algumas passagens, sendo que o grande diferencial talvez sejam as entrevistas das pessoas próximas aos músicos.

Do meu ponto de vista, um pouco mais desapaixonado, parece ser um livro completo; houve realmente uma dedicação do autor em publicar uma obra definitiva, que abarcou a história não só dos músicos, mas das pessoas que eles eram antes disso, o que eu acho muito interessante. Afinal, as letras das músicas do Pink Floyd são cheias de simbolismos, que ficam um pouco mais claros quando descobrimos quem eles eram antes mesmo da formação da banda.

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sexta-feira, 11 de agosto de 2017

Resenha: "O Planeta dos Macacos" (Pierre Boulle)

Tradução: André Telles

Sinopse: Em pouco tempo, os desbravadores do espaço descobrem a terrível verdade: nesse mundo, seus pares humanos não passam de bestas selvagens a serviço da espécie dominante... os macacos. Desde as primeiras páginas até o surpreendente final – ainda mais impactante que a famosa cena final do filme de 1968 –, O planeta dos macacos é um romance de tirar o fôlego, temperado com boa dose de sátira. Nele, Boulle revisita algumas das questões mais antigas da humanidade: O que define o homem? O que nos diferencia dos animais? Quem são os verdadeiros inimigos de nossa espécie? Publicado pela primeira vez em 1963, O planeta dos macacos, de Pierre Boulle, inspirou uma das mais bem-sucedidas franquias da história do cinema, tendo início no clássico de 1968, estrelado por Charlton Heston, passando por diversas sequências e chegando às adaptações cinematográficas mais recentes. Com milhões de exemplares vendidos ao redor do mundo, O planeta dos macacos é um dos maiores clássicos da ficção científica, imprescindível aos fãs de cultura pop.

Fonte: Skoob

Por Eliel: O filme O Planeta dos Macacos de 1968 é um dos meus favoritos e quando descobri que existia um livro em que ele foi baseado eu simplesmente precisava lê-lo. Desde que tive contato com a história de um planeta habitado por símios evoluídos que viviam em sociedade já me despertou o interesse por ficções científicas e por distopias, embora essa narrativa em particular me perturba até hoje. E lá no fundo, acho que a literatura tem que fazer isso mesmo com o leitor, tirá-lo da zona de conforto e levá-lo a lugares nunca antes imaginados.

Pierre Boulle criou um épico da ficção que até hoje tem arrastado fãs quando um novo capítulo dos livros de história desse Planeta é descoberto. Lembro que à certa altura da leitura eu defini o desenrolar como “eita atrás de eita” e foi assim até o final que deixou meu queixo no chão. Se você já assistiu os filmes precisa ler o livro também, afinal ele é o precursor dessa mitologia e contém aspectos que são um pouco diferentes e que precisam ser explorados.


O protagonista é Ulysse Mérou, um jornalista francês, que está em missão junto com o renomado professor Antelle e seu assistente para localizar um planeta com condições similares à Terra para que seja habitada pela crescente população humana. Após dois anos no espaço chegam ao planeta Betelgeuse, que atende aos objetivos da missão.


Tudo vai bem, há água, plantas e oxigênio. As dificuldades começam com o primeiro contato com os habitantes locais. Eles são extremamente parecidos com os humanos da Terra, apenas na aparência, o seu intelecto é mais próximo dos animais do que do homo sapiens. O que mais impressiona a tripulação são os seres dominantes desse planeta estranho, os macacos, ou melhor dizendo os símios. Humanos são tratados como escravos e uma raça inferior.
No planeta Soror, a realidade parecia completamente ao avesso: estávamos às voltas com habitantes semelhantes a nós do ponto de vista físico, mas que pareciam completamente destituídos de razão. Era de fato esta a significação do olhar que me pertubara em Nova e que encontrei em todos os outros: a falta de reflexão consciente, a ausência de alma. 

Pierre trata temas como preconceitos, racismo e dominação caça vs. caçador em forma de relato do próprio Ulysse com uma maestria arrebatadora e envolvente o que torna a leitura fluída e  de fácil entendimento pelo leitor. Sem tantos termos rebuscados ou técnicos que, geralmente estão presentes nesse tipo de literatura.

Ler Planeta dos Macacos é um ode à empatia. Enxergar com os olhos de Ulysse a evolução de uma espécie e também a involução de outra. Sua experiência como escravo de uma espécie que em seu planeta natal era usada como cobaia para experiências. Diante do desenrolar, vemos o quão importante é para uma sociedade coesa que seus membros tenham a habilidade de se colocar no lugar do outro.

Zira, uma cientista símia, é o maior exemplo de empatia por ajudar um ser considerado inferior e por enxergar que essa espécie é capaz de desenvolver intelecto com os devidos estímulos. A máxima defendida por ela é de que não é o corpo que o espírito habita que lhe confere valor, e sim o oposto.

O leitor será posto diante de questões da humanidade que lhe farão refletir, questões essas difíceis de responder e que com certeza não te deixarão na zona de conforto por muito tempo. Livro que merece ser lido e relido por inúmeras vezes.



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segunda-feira, 7 de agosto de 2017

Resenha: "Ligações" (Rainbow Rowell)

Tradução de Caio Pereira

Sinopse: Georgie McCool sabe que seu casamento está estagnado. Tem sido assim por um bom tempo. Ela ainda ama seu marido, Neal, e ele também a ama, profundamente – mas o relacionamento entre eles parece estar em segundo plano a essa altura. Talvez sempre esteve em segundo plano. Dois dias antes da tão planejada viagem para passar o Natal com a família do marido em Omaha, Georgie diz a ele que não poderá ir, por conta de uma proposta de trabalho irrecusável. Ela sabia que ele ficaria chateado – Neal está sempre um pouco chateado com Georgie –, mas não a ponto de fazer as malas e viajar sozinho com as crianças. Então, quando Neal e as filhas partem para o aeroporto, ela começa a se perguntar se finalmente conseguiu. Se finalmente arruinou tudo. Mas Georgie estava prestes a descobrir algo inacreditável: uma maneira de se comunicar com Neal no passado. Não se trata de uma viagem no tempo, não exatamente, mas ela sente como se isso fosse uma oportunidade única para consertar o seu casamento – antes mesmo de acontecer… Será que é isso mesmo o que ela deve fazer? Ou ambos estariam melhor se o seu casamento jamais tivesse acontecido?
Fonte: Skoob

Por Stephanie: Ligações é minha terceira experiência com a autora Rainbow Rowell. Diferente das duas outras leituras, aqui encontrei uma história mais madura e relacionável, com a dose certa de romance, drama e realismo mágico.

Não é fácil encontrar livros de romance que falem sobre relacionamentos longos. Geralmente os autores abordam o início da paixão ou o fim de um amor que logo engata em outro. Em Ligações, Rowell foca em um casamento que não está passando exatamente por uma crise, mas que tem seus problemas. Ela destrincha minuciosamente os pequenos acontecimentos cotidianos que podem ser vistos como dificuldades no relacionamento.

Gostei muito de Georgie. É uma protagonista crível e com profundidade, que demonstra suas camadas ao longo de sua história. Neal, seu marido, também é encantador; eu me imagino tendo uma quedinha por sua versão mais jovem (acho que pela mais velha também). Adorei o contraste do casal com suas diferenças de personalidade e preferências. Me identifiquei muito.

Não era esse o sentido da vida? Encontrar alguém com quem compartilhá-la?E se você já acertou nisso, o que mais poderia dar errado? Se você estivesse ao lado da pessoa que ama mais do que tudo no mundo, o resto não acabaria sendo só cenário?

Mais uma vez fiquei impressionada com a escrita de Rowell. Fluida, gostosa e envolvente, sem nunca se tornar cansativa. Eu me senti muito imersa em todos os ambientes criados pela autora e consegui viajar no tempo a cada flashback citado. As pequenas inserções de coisas típicas dos anos 90, como músicas, roupas e tecnologias, foram suficientes para me inserir no mundo criado sem sufocar com informações.

Ligações não é um livro com um desenvolvimento rápido, e isso pode incomodar alguns leitores. Como estamos falando de um casamento comum que já dura pelo menos quinze anos, é difícil inserir “ação” o tempo todo. Fica nítido que Rowell quis aprofundar nos dramas individuais de cada personagem e nas cenas fofas de Georgie e Neal, ao invés de forçar a barra tornando a história uma novelinha fajuta.

- Eu te amo. - disse. - Te amo mais do que odeio todo o resto.

A presença do realismo mágico é essencial para tornar Ligações uma obra apaixonante. O telefone amarelo me fez refletir bastante sobre o passado e as consequências de nossas escolhas. Como as palavras e atitudes que muitas vezes parecem insignificantes podem nos afetar grandemente no futuro, assim como às pessoas com quem convivemos.

Se você vive ou já viveu um grande amor, que já dura alguns bons anos, com certeza tem mais chances de gostar desse livro. Ele vai falar direto com aqueles que sabem bem como é dividir a vida com outra pessoa por um longo período. E se você não é muito fã de romances mas curte uma história simples e bem contada, Ligações é um livro mais do que recomendado.

Espero que tenham gostado, até a próxima!

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sexta-feira, 4 de agosto de 2017

Resenha: “O Fantástico Universo do Ser Humano” (Carlos Holthausen)

Por Kleris: Livros que tratam do lado emocional do ser humano são como um tour do buraco negro; é um tema que instiga, afinal, muitos mistérios da vida estão escondidos neste campo do conhecimento. Já havia lido diversas abordagens sobre emoções (ensaios sociais, biológicos, científicos, behavioristas, terapêuticos), mas ler sobre tal pelos olhos da Psicanálise me pareceu inédito, diferente. Nunca se sabe o que há de mais para se conhecer e foi assim que O Fantástico Universo do Ser Humano me chamou atenção. 
Não existe outra fonte de saber sobre nós mesmos, além de nós mesmos. 
Podemos olhar e registrar com algum detalhamento a existência do mundo externo. Temos alguma capacidade de observar o nosso organismo funcionando e até deduzir supostas causas das nossas emoções.

É perceptível o fascínio de Carlos Holthausen pelo ser humano. E ele faz de tudo para nos mostrar como somos marcados pelas experiências desde o nascimento, mesmo sem termos noção alguma do que está acontecendo. Em uma primeira instância (“a alienação da semente”), o tour faz um apanhado histórico-cultural apresentando a sociedade em seus primórdios, o desenvolvimento humano pelo tempo, a separação do homem do animal, a construção de ideologias e a constituição do emocional; em uma segunda instância (“a depressão da flor”), ele segue viagem ao interior do ser.

A escrita de Carlos é excelente. Claro que quem tem costume de ler pesquisas científicas vai deslizar fácil pelas páginas numa fluidez mega rápida; já leigos podem se perder um pouco, pois, embora firme, o tom formal e acadêmico prevalece. Poucos são os momentos que o autor divaga e conta uma história para situar a questão debatida.

Foram nestes momentos, inclusive, que imaginei que o autor exploraria histórias para chamar atenção e transmitir mais empatia. Elas, no entanto, reforçaram uma visão muito particular da psicanálise da qual não sou muito fã. Fala-se bastante de desejo e satisfação, relação de falta e presença, prazeres e posse, constituição do ser enquanto ainda bebê, resumido no pleno relacionamento com a mãe. Algumas passagens até lembram bem o realismo-naturalismo, em que se veem explicações ultra deterministas para esclarecer sobre o comportamento do homem em sociedade. 
Nossos desejos dependem muito mais das oportunidades, oferecidas pelo habitat geopolítico, econômico e cultural em que nascemos e vivemos do que da nossa capacidade de tomar decisões, pautados no suposto livre-arbítrio. 
[...] não podemos concordar com o pensamento de que cada pessoa, ao viver, constrói um caminho, simplesmente porque quando andamos na vida com um objetivo, que seria o motivo para construirmos um caminho, estamos indo atrás de tal objetivo cegos por ele. Dizendo de outra maneira, é o desejo que nos conduz e não nós que conduzimos o desejo.

Nesse sentido, o fantástico universo do ser humano pauta-se mais por egoísmo, egocentrismo e insensibilidade, detendo-se às emoções básicas que só descarregamos. Enquanto disserta avidamente sobre os “limites” do ser humano, Carlos trata o ser quase como mero boneco suscetível aos seus desejos. Não se valoriza a autossuficiência, a autoconfiança, menos ainda o respeito.

Quanto aos vínculos, então, a visão (principalmente do mal-estar social) se mostrou nada empática e até antiquada, a ponto de banalizar a depressão e suicídio. Livre-arbítrio e fé também não escapam dessa egolatria. 
Assim, podemos dizer que a fé é um adereço ao desejo humano, ela pode também ser aceita como intrínseca a nossa constituição pelo outro, pois, se as emoções do nosso constituinte, que nos são transmitidas pela sua linguagem, não forem regadas pela fé, elas, as emoções e suas representações, não serão reconhecidas como verdades. Assim, a nossa necessidade da fé seria a mesma de existir de verdade.

Em sua fluidez, os pontos de vista são interessantes de conhecer, nem tanto de aplicar. Quer dizer, é uma maneira de compreender o eu, porém, não consigo me limitar a esperar isso do ser humano. E justo por ser humano, temos a oportunidade de expandir, de mudar, de melhorar.

Em O Fantástico Universo do Ser Humano, encontramos uma compreensão bem ególatra, em claro culto e fascínio do eu, este individualista em saciar seus desejos. Neste campo, não se exploram emoções para além do eu, tampouco grandes conflitos do momento contemporâneo. É um traço bastante particular, indicado para os curiosos da ciência e fãs da Psicanálise. 
[...] a grande maioria de nós sequer teve ou tem a chance de conhecer algo significativo sobre a sua existência antes de morrer, além dos dogmas da fé religiosa, que, exatamente, por esta falta de conhecimento, se solidificam, pela cultura de cada momento, como verdades absolutas e, aparentemente, necessárias, principalmente nos primórdios da humanidade, digamos, de passagem. 
Ao descortinarmos a janela das possibilidades do nosso saber, observando os dados e as informações de que dispomos sobre o nosso Universo e especialmente sobre o ser humano, sentimo-nos tão insignificantes que a primeira vontade que aparece é a de fechar a cortina e continuar simplesmente respirando.

Você encontra o livro à venda no site da editora Autografia


Até a próxima!

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segunda-feira, 31 de julho de 2017

Resenha: “Gente que convence” (Eduardo Ferraz)

Por Kleris: Na escola, próximo do vestibular, a coordenação pedagógica costuma avaliar os alunos por suas aptidões em testes vocacionais. A gente considera nossos pontos fortes e fracos, conhece as áreas de mais interesse, analisa nosso perfil iniciante. Mas e depois de entrar na faculdade? E depois de começar a trabalhar? E depois de trocar de trabalho? Como (re)avaliar quem somos no mercado e como podemos melhorar?

Gente que convence é um livro para potencializar nosso desempenho, em qualquer área e propósito. Tem uma ideia? Um produto? Um serviço? Um talento? Não é convencer por convencer, nem manipulação, tampouco pra vender uma coisa aqui e ali. A compreensão comportamental aqui é, com certeza, uma luz para todo aquele que quer ser fiel à sua personalidade, alinhar perfil e trabalho e não sabe o que tá fazendo não sabe por onde começar. 


Para convencer você precisará, muitas vezes, quebrar uma barreira invisível – como se fosse uma barreira invisível (as pessoas se veem, mas não interagem de verdade) que variam de alguns centímetros a metros de espessura. Essa barreira chama-se desconfiança e quanto mais espessa, pior será o processo de comunicação.

É através de uma abordagem de coaching que Eduardo nos pega pela mão e senta com a gente para fazer as coisas acontecerem. Ou pelo menos entender como chegar lá. Passo a passo, com avaliações pontuais, com cases para análise e pausas para reflexão. Com foco. Com paciência e valoração do trabalho. 
[...] valorize ao máximo o que você tem, mas não invente! 
Em todos esses anos, aprendi que o mais importante na arte de convencer é usar estratégias que sejam coerentes com seu estilo de vida. O grande objetivo é convencer sendo autêntico.

O autor parte da ideia de autoaceitação e melhor uso de características e/ou habilidades para mover qualquer propósito. Ao sermos verdadeiros, nossas opções de caminho se abrem com mais clareza, sem precisar tomar atitudes drásticas ou até trágicas. Se a gente tá forçando a barra, é porque algo não tá bem alinhado (vide aqui). E isso não é “papo furado”. É algo que SÓ VOCÊ pode fazer isso por si mesmo se quer atingir o sucesso. Vale aqui um olhar estratégico.
Leva enorme vantagem quem conhece bem suas aptidões e seus pontos limitantes. Um bom persuador sabe que não adianta aceitar atribuições que não domina, pois perderá credibilidade e, com isso, seu poder de convencimento.

Vamos do autoconhecimento (perceber e analisar características, perfis e potenciais, limites de personalidades) às técnicas de convencimento (auxiliar no conhecimento dos gatilhos, quais são os que devemos acertar – pra saber o que vende, o que motiva, como aplicar, e o que faz a diferença nos contextos). Apenas deixe lápis e borracha à mão, pois tem variados testes (e orientações) pra te ajudar na caminhada. 



Que tal trocarmos a expressão “levo jeito” por “tenho potencial”? [...] Um adulto que se expressa naturalmente bem no dia a dia tem bom potencial para se tornar um ótimo orador, mas precisará aprender técnicas que o auxiliem a usufruir ao máximo esse potencial. [...] ter bom potencial de convencimento facilita bastante, mas não é garantia de bom desempenho. Por outro lado, ter baixo potencial de convencimento exigirá disciplina e estudo para chegar a bons resultados. 
[...] é muito improvável que um adulto tímido se transforme em extrovertido, pois isso faz parte da estrutura de seu prédio/personalidade. Não obstante, essa pessoa pode mudar o acabamento de sua personalidade/prédio ao aprender a falar em público, expressar-se com mais clareza e até participar de alguns eventos sociais, sem deixar de ser, na essência, uma pessoa introvertida e reservada a maior parte do tempo.

Para além destes passos teóricos, há diversos cases discutidos, que vão das relações pessoais às profissionais, para se encontrar e melhor analisar as posturas. É assim que Eduardo nos abre os olhos e faz deste livro uma leitura necessária. A linguagem clara e acessível ajuda bastante nesse quesito, o que faz da leitura um sopro até. Outro fator excelente são as epígrafes nas entradas de capítulo. Elas atingem o alvo de cara! 
Há dois tipos de pessoas: as determinadas e as indeterminadas. As primeiras sabem aonde querem chegar. As outras nem sabem onde estão. Marina Pechlivanis. 
Maldição do conhecimento é a dificuldade de imaginar como é, para o outro, não saber o que você sabe. Steven Pinker.

Sim!

Gente que convence é um livro que mescla teoria e prática e abre nosso campo de ação. É possível entender claramente onde nos adequamos, como funcionamos, que pontos precisam de atenção, quais posturas dão resultado. Você abre o livro inseguro e o fecha determinado – e até arrisco dizer que surpreso consigo mesmo. Vale a pena ter na estante para revisitar e tomar boas notas sempre.

Se recomendo? Com toda a certeza! 
[...] só damos valor às coisas quando estão no contexto adequado.

Ainda não tá convencido? Baixe as primeiras páginas do livro aqui e dê uma espiada no conteúdo. Os testes também se encontram no site. Você ainda pode conferir pequenos vídeos do Eduardo dissertando sobre temáticas do livro aqui.

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sexta-feira, 28 de julho de 2017

Resenha: "O livro de Moriarty" (Arthur Conan Doyle)

Tradução de José Francisco Botelho

Por Mari Diniz: O desejo de conhecer melhor o maior e mais misterioso inimigo de Sherlock Holmes é o melhor estímulo para ler O livro de Moriarty

O livro inicia-se elucidando e situando o leitor diante de toda a trama que será narrada nos seis contos. Em sua introdução, o tradutor José Francisco Botelho explica resumidamente algumas das pesquisas em torno dos clássicos de Arthur Conan Doyle e nosso famoso detetive Sherlock Holmes. Porém, longe de se restringir apenas a biografia do autor e supérfluas explicações sobre a história do livro, as explicações, muito bem-vindas, vão desde furos da coletânea à admiração de Sherlock dirigida ao seu maior inimigo Moriarty.
- Imagino que jamais tenha ouvido falar do professor Moriarty – ele disse.
- De fato, nunca ouvi falar.
- Sim, e ai está o assombro e a genialidade da coisa toda! – ele exclamou  - O homem é onipresente em Londres, mas ninguém ouviu falar dele. Isso o coloca em um pináculo nos anais do crime. Eu lhe garanto, Watsonm com toda a seriedade: se eu conseguir derrotar esse homem, se conseguir livrar a sociedade do seu jugo, sentirei que minha carreira chegou ao ápice e poderei, então me dedicar a uma vida mais plácida.
A coletânea de contos em torno do arqui-inimigo de Holmes aproxima o leitor e o deixa mais atento e fervoroso para conhecer Moriarty. Entretanto, as aparições de Moriarty, que até mesmo John Watson nunca chegou a vê-lo, são tão sorrateiras quanto sua atuação criminosa. Moriarty, diferente do que se imagina, não é um protagonista.

Suas formas de atuação são tão inteligentes quanto o nosso detetive o descreve, de forma que todas as soluções dos crimes ocorridos nos contos convergem em sua direção, mas não conseguem entregá-lo ou incriminá-lo. O livro cujo maior tema é Moriarty mostra as façanhas do inestimável vilão das formas mais inteligentes e discretas com as quais o mesmo trabalha.

O primeiro conto, O problema final, talvez seja o maior contato que o público possa ter tido com o vilão. De forma ainda que indireta, já que Watson, nosso narrador, apenas escreve o que já havia sido descrito por Sherlock. Conhecemos o último contato entre nossos personagens. Watson nunca chegou a vê-lo, mas mantem Moriarty vivo nas narrativas como se o tivesse. Certamente o nosso principal vilão esconde-se, mas não desaparece.

O fato das narrativas serem contadas por Watson, a partir de suas observações, mas principalmente do que Sherlock conta , tornam os diálogos leves e facilmente legíveis. A presença constante deles também torna a leitura ainda mais amena, fugindo de grandes narrativas e deixando o livro tão dinâmico quanto ele pode ser.
- O trabalho é o melhor antidoto para a tristeza, meu caro Watson – ele disse- E, esta noite, tenho um serviço dos mais interessantes para nós dois; o tipo de caso cuja resolução, por si só, bastaria para justificar a existência de um homem neste planeta.
Este possui todos os contos em que Moriarty fora até mesmo apenas citado, mas nos quaissua participação influenciou fortemente o andar da história. Inclusive, o conto final, O vale do medo, mesmo sendo um pouco maior, para mim, foi o maior reflexo de como Moriarty atua.

Quem já leu outros contos sabe que O livro de Moriarty evidencia muito mais a relação entre o vilão e o herói, e para quem pela primeira vez toca na obra de Arthur Conan Doyle, O livro de Moriarty parece ser um pequeno aperitivo e excelente início para outros contos.

Até a próxima, 
Mariana Diniz

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segunda-feira, 24 de julho de 2017

Resenha: "Série The Royals: Princesa de Papel - vol.1" (Erin Watt)

Tradução de Regiane Winarski

Por Clarissa: Olá pessoal, quanto tempo! Ah gente esse tempo corrido, senti tanta falta. Mas vamos la com a indicação de hoje Série “The Royals - Princesa de Papel (livro 1) de Erin Watt”. Há quem diga e olhe a capa falando que é livro de menininha, mas não, cara! É um livro maravilhoso e te surpreende.

Ella Harper é uma adolescente que nunca viveu, ao contrário sobreviveu durante sua vida até agora, com uma mãe problemática e que mudava de cidade a cada três meses e  um pai que nunca conheceu e nessa bola de neve toda muitos problemas.

Até que sua mãe falece e Ella está sozinha, assim tendo que continuar com sua vida sendo striper, para poder pagar as contas e chegar a faculdade. É quando um anjo da guarda chamado Callum Royal, aparece dizendo ser melhor amigo de seu pai querendo adota-la como sua filha, prometendo tirá-la da pobreza e de todos os seus problemas aparecer um desses na minha vida ninguém quer lhe oferecendo uma boa mesada, bons estudos, uma promessa de herança e uma nova vida na mansão dos Royals (e coloca uma baita mansão) aonde passará a conviver com os cinco filhos de Callum. Nesta história não há reinos e coroas, é tudo bastante moderno e real.
“Alguns adolescentes sonham em viajar pelo mundo, ter carros velozes, casas grandes. Eu? Eu quero ter meu apartamento, uma geladeira cheia de comida e um emprego estável que pague bem, de preferencia tão empolgante quanto esperar cola secar.”
Ao chegar em seu novo lar, Ella descobre que cada garoto Royal é mais atraente que o outro – Reed, Easton, Sawyer, Sebastian e Gideon – e que todos a odeiam com todas as forças por entrar na vidas deles agora e se tornar a menina dos olhos de Callum como a filha adorada. E assim ela acaba sofrendo bullying, por ter sido pobre, que está ali só para tirar proveito do novo “pai”. 

Os irmãos tem o pequeno defeito de ser o maior, o macho alfa, especialmente Reed, o mais sedutor, e também aquele capaz de baixar na escola o “decreto Royal” – basta uma palavra dele e a vida social da garota estará estilhaçada pelos próximos anos. Entrar na família Royal não veio com um aviso de problemas, segredos e desafios, os irmãos não à querem ali e ela também não pertence ao mundo dos Royal. E assim querem levar Ella de volta ao fundo do poço de onde ela veio, mas para quem sofreu e lutou a vida toda lutar contra cinco garotos não vai ser problema... Né?!
“Auden escreveu que, quando o garoto cai do céu depois de calamidade atrás de calamidade, ele ainda tem futuro em algum lugar, e nãos faz sentido ficar preso na perda. Mas será que ele sofreu isto? Teria escrito aquilo se tivesse vivido a minha vida?”
Ainda que a série siga o tema mocinha se apaixona pelo bad boy, a história é super interessante, aborda assuntos como o bullying das classes sociais, o poder da riqueza sobre outras pessoas, muitas vezes as mulheres ser submissas a esses homens. E tudo é tão desenvolvido que acaba quebrando o tabu desses conceitos e muito interessante de se ler.

Gente, sério, quando eu vi este livro sendo lançado e o povo falando sobre, esperava uma história de princesas, reinos e coroas, mas é totalmente diferente, tem mais um toque de realidade do que a ficção, faz o leitor fazer parte da família e também não ser, é um conflito de emoção que carrega você para a história. Não tenho o que reclamar dessa história em questão da estrutura da história, de como os autores abordaram todos os assuntos delicados e de como a escrita é clara e só quero a continuação agora! Meu Deus, eu preciso saber o que vai acontecer, tenho tantas teorias na cabeça que estou louca (rs). O que o Reed vai fazer a respeito de Ella? Por que ele teve essa atitude? O que Callum vai fazer agora? É muita coisa acontecendo!!

A história é bem escrita, os personagens bem feitos, cada um com a sua personalidade forte e com um toque de comédia, o que torna a leitura mais leve porem cheia de mistérios. Em cada pagina você sente todas as emoções; é quente, assustador; divertido e um pouco de vingança, você ficará com raiva, querer matar até alguns, roerão as unhas de tanto nervoso, fora algumas partes mais calientes... É uma história única. Erin Watt (pseudônimo dos autores Elle Kennedy e Jen Frederick) escreveu uma série que a cada página aparecem vários segredos que só ao desenrolar da série que serão respondidos e assim prende você a querer saber mais e mais. 

Você vai ler e não vai conseguir tirar a história da cabeça, vai querer ler tudo de novo, voltar páginas para absorver melhor aquilo e depois de terminar vai entrar em desespero querendo mais e que final maravilhoso de louco foi esse?! Quero saber mais desta história, saber o que vai acontecer com os irmãos e com Ella, porque vamos sofrer junto com ela.

Super recomendo esta leitura, é maravilhosa. 

Espero que tenham gostado e comentem, compartilhe deixem suas ideias!

Até a próxima pessoal!

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domingo, 23 de julho de 2017

#Sorteio Eu amo viajar! 5ª edição

Você ama viajar? Então não pode perder esse sorteio!

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  • Promoção válida até 02/09/17
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Ana Liberato