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quarta-feira, 19 de outubro de 2016

Resenha: “Aprendendo a seduzir” (Patricia Cabot)

Tradução: Olga Cafalcchio

Por Yuri: Só o nome do livro já me causa náuseas (sim, estou sendo dramática). Já disse em postagens anteriores que eu não curto muito essa onda de livros em que o autor quer escrever uma história de sexo e coloca uns personagens no meio.

Não é por questões de pudor ou conservadorismo, mas na minha opinião quando as cenas de sexo são utilizadas como parte da história, tudo bem, mas quando é só um artifício para atrair leitores, não faço questão de ler o livro. Acho que o autor acaba subestimando as pessoas que realmente prezam por uma boa história.

Além do mais, acho que essa moda já deu o que tinha que dar e ficou meio saturada de tanto que publicaram livros nesse estilo. Já existe até uma receita para isso: um homem charmoso, bonito e interessante; uma mulher “sem graça”, cenas hot, diálogos ruins, alguma reviravolta, um final feliz e um segundo livro sob a visão do homem.

Quero deixar bem claro que essa é exclusivamente a minha opinião, e que não julgo quem lê e gosta desse tipo de livro. Eu mesma já li vários livros nessa linha.

Resultado de imagem para aprendendo a seduzirA doce lady Caroline Linford contava os dias para o seu casamento com Hurst Slater, o charmoso e corajoso marquês de Winchilsea, que havia salvo a vida de seu irmão. No entanto, o trem do destino ameaça descarrilhar quando Caroline vê o amado noivo nos braços de outra mulher, a quem ele beija ardentemente.
Impedida de cancelar o matrimônio pelas regras sociais da Inglaterra vitoriana, e decidida a não desistir do futuro ao lado do homem que acredita amar, ela resolve se aperfeiçoar na arte da sedução de modo a fazer com que o marquês nunca mais deseje nem procure outra mulher que não ela.
Caroline procura o experiente e sedutor Braden Granville, que não lhe dá atenção. Porém ela reverte o jogo graças a uma informação que possui e que muito interessa ao maior conquistador da Inglaterra. Em troca do segredo, Granville aceita ser seu lascivo mestre.
Sob a competente tutela de Braden,  a jovem irá não só superar as expectativas do mestre, em quem fará surgir um sentimento que ele nunca imaginou nutrir por alguém: o amor.


Admito que quando me mostraram os livros disponíveis para resenhar, a história deste livro nunca me interessou. Era mesmo só uma curiosidade em analisar a autora Meg Cabot, a mesma que escreveu “O diário da princesa” e “A garota americana”, que tanto fizeram parte da minha infância, escrevendo livros hot.

Os personagens e o local onde ocorre a história me remetem um pouco à Jane Austen, com personagens de Orgulho e Preconceito e Emma. O lorde Braden Granville me lembra Mr. Darcy de Orgulho e Preconceito, com seu orgulho e charme. Caroline me lembra a personagem Emma, um pouco ingênua, mas com uma personalidade forte.
Ouso dizer que se Jane Austen escrevesse livros hot, seriam muito parecidos com Aprendendo a seduzir de Patricia Cabot.

O livro não é ruim, até porque Patrícia Cabot escreve bem e coloca uma pitada de sarcasmo nos diálogos dos personagens, que aliás são muito bem vindos nessa Inglaterra conservadora.
“- Estou extremamente agradecido, Lady Caroline – ele prosseguiu -, por sua mais que generosa oferta, mas prefiro não arrastá-la a essa situação um tanto... espalhafatosa entre minha noiva e mim. A senhorita é uma jovem dama respeitável, e seria inconcebível se eu permitisse que manchasse sua reputação por minha causa. Assim, espero que me compreenda quando digo que não posso aceitar seus termos.
- Entendo... – disse ela, friamente, pondo o queixo no lugar. Na verdade, tinha muita vontade de chorar. No entanto, refreou as lágrimas e continuou corajosamente: - Bem, isso é uma falta de sorte. Principalmente porque, pelo que sei, a única pessoa na Inglaterra com mais experiência com mulheres do que o senhor, sir Granville, é o Príncipe de Gales, e não estou nem um pouco segura de que ele vá me receber.”
Mas acho que mesmo para quem curte esse estilo de livro, Aprendendo a Seduzir deixa um pouco a desejar. Se a idéia era que Caroline ganhasse experiência com as aulas, ela tinha que ser uma excelente aluna para precisar de apenas duas, ficar expert e deixar o lorde completamente arrebatado por ela.
Acho que se é para ser um livro hot, a autora poderia pelo menos ter caprichado um pouco mais nas cenas.

Leiam e compartilhem suas opiniões!

Até a próxima!

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quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Resenha: "Aprendendo a Seduzir” (Patricia Cabot)

Por Juny: É o primeiro livro que leio do pseudônimo “Patricia Cabot” utilizado pela Meg Cabot, como já suspeitava, é muito semelhante ao livro “Liberte meu coração” que foi “escrito” pela Mia Thermopolis da série “O diário de princesa”.

“Aprendendo a seduzir” é um grande romance, ambientado por volta do século XVIII e que tem muitas “cenas hot”! Recomendado para maiores de 18 anos! A autora escreve tão bem essas cenas, com muito cuidado para não se tornarem vulgares.

Tudo começa quando Caroline Linford, uma jovem inocente e sonhadora, que pertence a nobreza encontra seu noivo, o Marquês de Winchilsea, fazendo amor com outra mulher em um dos salões da casa de Dame Ashford durante uma festa! Ela fica em choque e opta por não fazer escanda-lo, simplesmente vai embora e fica pensando no acontecido.

Enquanto Caroline tenta entender o que aconteceu, o Braden Granville, a encontra e pergunta se ela viu sua noiva (que é a mulher que está com o Marquês). Caroline tentando evitar um duelo e a morte do seu noivo infiel acaba dando pistas erradas a Braden.

Braden não é muito aceito nos círculos sociais da nobreza, pois teve um infância pobre e conseguiu enriquecer com a fabricação de um novo modelo de pistolas. A maioria dos nobres acha imperdoável deixar um homem rude e sem status participar de seus eventos. Ele também tem a fama de ser “O Lothario de Londres”, por ser um grande conquistador e já ter tido muitas mulheres.

Em meio a tudo isso há, Thomas, o irmão de Caroline, que no ultimo inverno, depois de uma discussão num jogo de cartas foi baleado e socorrido por Hurst Slater (o Marquês de Winchilsea), por isso a família de Caroline tem grande admiração e uma divida de honra com ele.

Caroline após pensar muito sobre a traíção tem a idéia de tentar aprender os segredos da sedução para tentar chamar a atenção de seu noivo, para que ele se apaixone não precise de uma amante, quando eles se casarem. E para que seu plano dê certa ela pede a ajuda de Braden Granville, por causa de sua fama, que lhe ensine todas as técnicas, mas sem contato físico.

Esse plano acaba não sendo muito bom, pois Braden a convence que para lhe ensinar um beijo francês por exemplo, seria necessário demonstrar. E isso começa um jogo de sedução entre os dois, muito interessante. Será que eles vão se apaixonar? O que eles farão com seus casamentos?

Realmente tinha de ser imoral o modo como ele a fizera sentir. Como se só houvesse os dois no mundo. Como se ela não tivesse nenhum lugar mais importante para ir, ou algo melhor para fazer do que ficar sentada nessa carruagem e lentamente explorar a boca desse homem e deixa-lo fazer o mesmo com ela.
Mas Patrícia Cabot tem muito talento e não deixa a estória do livro se resumir a apenas um romance caliente. Há muita ação, traições, intrigas e tentativas de assassinato. Com um desfecho de tirar o folego!

Caroline, na maioria das vezes, é uma protagonista que se destaca, é bem diferente das moças de sua época. Braden é um homem muito sedutor, os capítulos narrados por ele são ótimos! As cenas deles juntos pegam fogo!

Na verdade, Caroline se surpreendeu ao sentir quase aliviada por estar usando tão pouca roupa. Porque, sem o impedimento do espartilho e da crinolina, ela poderia, pela primeira vez, sentir coisas que nunca antes sentira...
A autora narra muito bem a descoberta das emoções, sensações e sentimentos de Caroline ao decorrer da trama. Se você gosta de romances de época, com sedução, mistério e ação, não pode perder “Aprendendo a Seduzir”! Recomendo muito!

E não posso esquecer de agradecer a Jujuba (Colunista de Séries do Dear Book e autora do blog “Diário de uma leitora compulsiva”) por me emprestar o livro, muito obrigada! *-*

 
Ana Liberato