sexta-feira, 18 de setembro de 2020

Resenha: "Uma semana para se perder" (Tessa Dare)

 


Tradução: A. C. Reis


Sinopse: O que pode acontecer quando um canalha decide acompanhar uma mulher inteligente em uma viagem?A bela e inteligente geóloga Minerva Highwood, uma das solteiras convictas de Spindle Cove, precisa ir à Escócia para apresentar uma grande descoberta em um importante simpósio. Mas para que isso aconteça, ela precisará encontrar alguém que a leve.Colin Sandhurst Payne, o Lorde Payne, um libertino de primeira, quer estar em qualquer lugar – menos em Spindle Cove. Minerva decide, então, que ele é a pessoa ideal para embarcar com ela em sua aventura. Mas como uma mulher solteira poderia viajar acompanhada por um homem sem reputação?Esses parceiros improváveis têm uma semana para convencer suas famílias de que estão apaixonados, forjar uma fuga, correr de bandidos armados, sobreviver aos seus piores pesadelos e viajar 400 milhas sem se matar. Tudo isso dividindo uma pequena carruagem de dia e compartilhando uma cama menor ainda à noite. Mas durante essa conturbada convivência, Colin revela um caráter muito mais profundo que seu exterior jovial, e Minerva prova que a concha em que vive esconde uma bela e brilhante alma.Talvez uma semana seja tempo suficiente para encontrarem um mundo de problemas. Ou, quem sabe, um amor eterno.


Por Jayne Cordeiro: "Uma semana para se perder" é o segundo livro da série Spindle Cove. E trás um casal provável, mas ainda assim que surpreendeu bastante, que é a Minerva e o Colin. Colin, conhecido no primeiro livro, por seu jeito despreocupado e causador de confusão, e Minerva, a irmã mais quieta e estudiosa, e menos encantadora das Highwood. Mas esses dois juntos era garantia de bons momentos, já que pareciam tão extremos, com a seriedade de Minerva e o jeito leve e divertido de Colin. E junte a isso uma viagem cheia de reviravoltas até a Escócia.


Eu estava, de novo, com o pé atrás com esse livro, porque no primeiro, Colin parecia um homem mulherengo, sem noção e esbanjador. Mas é incrível como o conhecemos mais profundamente, e ele acaba se tornando um personagem memorável. Muitas das cenas mais divertidas do livro, são graças a ele, e ele também mostra um lado frágil e sério, que conquista, ainda mais do que o lado divertido. Minerva também se supera, mostrando um outro lado dela, que é muito influenciado por Colin. O leitor vai conhecer mais dela, percebendo através dos dois, que nem sempre somos aquilo que mostramos para os outros.


O livro passa rápido e é bem divertido. Muita coisa acontece nessa viagem, e não há tempo para monótonia. Mas isso não significa que o livro seja corrido. A autora consegue equilibrar vem as aventuras e diversão, com o drama e romance. As interações entre o casal são ótimas e cheias de quimica. Gostei muito deles, mais do que do primeiro casal (também ótimos). É uma romance de época gostoso de ler, e garantia de entretenimento. Vale a leitura e um lugar na estante.


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segunda-feira, 14 de setembro de 2020

Resenha: "Uma noite para se entregar" ( Tessa Dare)

 

Tradução: A. C. Reis


Sinopse: Spindle Cove é o destino de certos tipos de jovens mulheres: bem- nascidas, delicadas, tímidas, que não se adaptaram ao casamento ou que se desencantaram com ele, ou então as que se encantaram demais com o homem errado. Susanna Finch, a linda e extremamente inteligente filha única do Conselheiro Real, Sir Lewis Finch, é a anfitriã da vila. Ela lidera as jovens que lá vivem, defendendo-as com unhas e dentes, pois tem o compromisso de transformá-las em grandes mulheres, descobrindo e desenvolvendo seus talentos. O lugar é bastante pacato, até o dia em que chega o tenente-coronel do Exército Britânico, Victor Bramwell. O forte homem viu sua vida despedaçar-se quando uma bala de chumbo atravessou seu joelho enquanto defendia a Inglaterra na guerra contra Napoleão. Como sabe que Sir Lewis Finch é o único que pode devolver seu comando, vai pedir sua ajuda. Porém, em vez disso, ganha um título não solicitado de lorde, um castelo que não queria, e a missão de reunir um grupo de homens da região, equipá-los, armá-los e treiná-los para estabelecer uma milícia respeitável. Susanna não quer aquele homem invadindo sua tranquila vida, mas Bramwell não está disposto a desistir de conseguir o que deseja. Então os dois se preparam para se enfrentar e iniciar uma intensa batalha! O que ambos não imaginam é que a mesma força que os repele pode se transformar em uma atração incontrolável.


Por Jayne Cordeiro: "Uma noite para se entregar" é o primeiro livro da série Spindle Cove, da autora Tessa Dare. Eu comecei a leitura com um pé atrás, porque normalmente não tenho muita paciência pra casal que fica em pé de guerra o livro todo, mas eu gostei bastante desse livro. E os protagonistas não ficaram em atrito da forma que eu imaginava. Esse embate acontecr sim, mas se desenvolve de uma forma muito mais dinâmica e divertida do que previa. Os dois gostam da forma como suas vidas seguem, e precisam lidar com a presença do outro e com o que tudo isso implica.


Bram é um comandante da guerra, acostumada a resolver as coisas e a ser independente, mas agora precisa lidar com um machucado que pode ser o fim de sua carreira militar, e com o desafio de colocar em ordem uma milícia totalmente despreparada. E Susanna é a líder de um grupo de moças bem incomuns, fora dos padrões sociais e é isso que torna a série tão interessante. 


A leitura é gostosa, e Bram se mostra intenso, apaixonado e divertido. Não tanto por ele mesmo, mas pela forma como interage com outros personagens, que juntos criam um ambiente dinâmico e divertido. As cenas dele com a protagonista são ótimas, seja pelos diálogos, como pelas cenas românticas.


A leitura é rápida, envolvente, com uma história simples, mas que trás momentos marcantes e inesperados. Há uma boa carga dramática, mas sem perder a leveza que é tão característico da autora. Foi uma bela introdução da série, e pretendo trazer a resenha dos outros livros. Inclusive a resenha da novela, que se passa entre este e o segundo livro, já foi resenhado aqui, faz um tempo, chamado Um Presente Inesperado.


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sexta-feira, 11 de setembro de 2020

Resenha: "Corrupt" (Penelope Douglas)


Tradução: Marta Fagundes

Sinopse: Erika

Sempre me disseram que os sonhos eram os desejos do nosso coração. Meus pesadelos, no entanto, acabaram se tornando minha obsessão.
O nome dele é Michael Crist.
O irmão mais velho do meu namorado se parece com aquele tipo de filme de terror, onde você cobre o rosto com as mãos, mas espia por entre os dedos. Ele é lindo, forte, e totalmente assustador. Sendo uma estrela do basquete profissional, assim como foi no time da faculdade, ele estava mais preocupado com a sujeira em sua sola de sapato do que comigo.
Mas eu o notei.
Eu o vi e ouvi. Todas as coisas que fez, as façanhas... Por anos, apenas roí minhas unhas, incapaz de afastar o meu olhar.
Agora estava recém-formada no ensino médio e a caminho da faculdade, mas nem assim deixei de observar Michael. Ele é mau, e toda as coisas ruins que vi já não podem permanecer apenas em minha mente.
Porque ele finalmente percebeu minha existência.

Michael
O nome dela é Erika Fane, mas todos a chamam de Rika.
A namorada do meu irmão sempre frequentou minha casa, desde criança, e sua presença era constante à mesa do jantar. Todas as vezes que eu entrava na sala, ela abaixava o olhar, e mantinha-se imóvel quando eu me aproximava.
Sempre pude detectar o medo que a rodeava, e mesmo que nunca tenha possuído seu corpo, eu sabia que possuía sua mente. E aquilo era tudo o que eu queria, de qualquer forma.
Até que meu irmão se alistou no serviço militar, deixando Rika sozinha na universidade.
Na minha cidade.
Desprotegida.
A oportunidade era boa demais para ser verdade, assim como o momento. Porque, sabe... três anos atrás ela colocou alguns dos meus amigos do colégio na cadeia, e agora eles estavam em liberdade.
Nós esperamos. Fomos pacientes. E agora... cada um de seus pesadelos se tornaria realidade.
Corrupt, é um romance ÚNICO com final próprio. Adequado para maiores de 18 anos.

Por Jayne Cordeiro: Fazia um bom tempo que eu estava curiosa sobre esse livro da Penelope Douglas, publicado aqui no Brasil pela The Gift Box. Sou apaixonda por Birthday Girl, da mesma autora. Corrupt é um Dark Romance,  que faz parte de uma série chamada Devil's Night. Como todo livro Dark, ele trás uma temática mais pesada, com temas controversos. Para mim, que estou acostumada com o gênero,  não chega nem perto de ser um dos mais pesados que já li. O que não é ruim, de forma nenhum, porque o livro é muito bom, mas pode ser uma boa forma de entrar nesse universo.

Eu já tinha lido um livro dessa autora, então não foi novidade eu ter adorado a escrita dela. E nesse livro ela faz um jogo muito legal que é intercalar entre presente e passado. Sabemos logo de cara que algo aconteceu três anos atrás e que agora Michael e seus amigos querem se vingar, mas ficamos curiosos pra saber o que levou a tudo isso. É como ter duas historias se desenvolvendo ao mesmo tempo, e você fica curioso pelas duas narrativas.

A protagonista Rika é uma jovem que sempre agiu da forma adequada, mas que agora sente necessidade de se descobrir e ser independente. É possível já ver as diferenças nela, nos dois períodos, e gostei muito de como ela consegue equilibrar ingenuidade, inocência, mas ser forte e decidida quando precisa.

E a forma com o relacionamento dela com Michael se desenvolve é bem envolvente. Eles tem uma química ótima, e tem ar sombrio, sexy e irresistível, como se fosse o destino deles. Michael é um personagem mais sombrio e instiga Rika a conhecer seus limites.

Os personagens secundários são interessantes, e fiquei muito curiosa pelos livros dos amigos de Michael. O enredo em si, não é surpreendente ou inovador, mas a ideia de um grupo de amigos que extrapolam o certo e errado, e que são poderosos na cidade, é no mínimo, tentador. E a história é envolvente, prendendo o leitor até o final.

É um livro que me conquistou, e que vai me fazer ler outras obras da autora. O próximo livro dessa série, sobre o Kai, já está em pré-venda aqui, e espero uma ótima história também.


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segunda-feira, 7 de setembro de 2020

Resenha: "Trono de Vidro" (Sarah J. Maas)

 

Tradução: Bruno Galiza, Lia Raposo, Rodrigo Santos, Mariana Kohnert

Sinopse: A magia há muito abandonou Adarlan. Um perverso rei governa, punindo impiedosamente as minorias rebeldesAos 18 anos uma prisioneira está cumprindo sua sentença. Ela é uma assassina, e a melhor de Adarlan. Aprisionada e fraca, ela está quase perdendo as esperanças, a sentença de morte é iminente, mas a jovem recebe uma proposta inesperada: representar o príncipe em uma competição com lutando contra os mais habilidosos assassinos e larápios do reino. Mas ela não diz sim apenas para matar, seu foco é obter sua liberdade de volta.Se derrotar os 23 assassinos, ladrões e soldados, será a campeã do rei e estará livre depois de servi-lo por alguns anos.Endovier é uma sentença de morte, e cada duelo em Adarlan será para viver ou morrer. Mas se o preço é ser livre, e ela está disposta a tudo.Seu nome é Celaena Sardothien. O príncipe herdeiro vai provocá-la, o capitão da guarda fará tudo para protegê-la. E uma princesa de terras distantes se tornará algo que Celaena jamais pensou ter novamente: uma amiga.Mas algo maligno habita o castelo - e está ali para matar. Quando os demais competidores começam a morrer, um a um e de maneira terrível, Celaena se vê mais uma vez envolvida em uma batalha pela sobrevivência e inicia uma jornada desesperada para desvendar a origem daquele mal antes que ele destrua o mundo dela. E sua única chance de ser livre.No ritmo dos livros de fantasia de Tolkien, o mundo de Celaena é aquele em que a magia é proibida e o poder é arrebatado pela ganância. A narrativa em terceira pessoa permite uma visão frequente de vários personagens (heróis e vilões), mas sem perder o foco da confiante e conflitante protagonista.Eleito um dos melhores livros do ano pela Amazon e best seller do New York Times, o universo de Trono de vidro começou a ganhar forma quando Sarah J. Maas pensou: e se Cinderela fosse uma assassina? E se fosse ao baile não para dançar com o príncipe, mas para matá-lo? Assim nasceu Celaena Sardothien, a heroína que conquistou milhares de leitores por todo o mundo.

Por Jayne Cordeiro: "Trono de Vidro" não é um livro novo, mas voltou a ser bem comentado, com o lançamento do box polêmico da Editora Galera Record, e pela outra série da autora, Corte de Espinhos e Rosas, que eu AMO demais. Nunca tinha lido Trono de Vidro, e graças a outra leitura coletiva (estou em várias delas ultimamente) pude começar a série, e apesar já ter uma resenha antiga dele aqui no blog, decide trazer a minha versão dessa vez.

Eu já conhecia a escrita da autora por causa de Corte de Espinhos e Rosas, e fiquei encantada em como, com poucas páginas, eu já me sentia em casa. Era como reencontrar um velho amigo. A atmosfera e escrita da Sarah está muito semelhante, e a série possui uma relação distante com a outra, até onde eu sei. Trono tem uma protagonista incrível. Apesar de Celaene ser estar um pouco enfraquecida por motivos iniciais da trama, sabemos que ela é uma mulher temida e extremamente boa na arte da luta e morte. E isso também se prova no decorrer da história.

A protagonista é guerreira, forte, inteligente, ainda jovem, o que equilibra bem a imaturidade e inocência da idade, com a experiência de uma vida difícil. É uma personagem que conquista a gente em pouco tempo, rodeada de outros personagens que também são instigantes e carismáticos. Adorei a interação dela com Dorian e Chaol, e tentei evitar o máximo de informação (spoiler) possível para ter a experiência completa da leitura. A história é bem construída, tem suspense, com um mistério a ser desvendado, provas, que envolvem desde inteligência à habilidades de luta. É um livro que te prende até o final, e já na metade, me fez correr atrás dos livros físicos para comprar. Se você é uma das pessoas que ainda não leu Trono de Vidro, pode ir atrás do seu exemplar, porque vale muito a pena.


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sexta-feira, 4 de setembro de 2020

Resenha: "It - A Coisa" (Stephen King)

 

Tradução: Regiane Winarski

Sinopse: Durante as férias de 1958, em uma pacata cidadezinha do Maine, Bill, Richie, Stan, Mike, Eddie, Ben e Beverly aprenderam o real sentido da amizade, do amor, da confiança... e do medo. O mais profundo e tenebroso medo. Naquele verão, eles enfrentaram pela primeira vez a Coisa, um ser sobrenatural e maligno que deixou terríveis marcas de sangue em Derry. Quase trinta anos depois, os amigos voltam a se encontrar. Uma nova onda de terror tomou a pequena cidade. Mike Hanlon, o único que permaneceu em Derry, dá o sinal. Precisam unir forças novamente. A Coisa volta a atacar e eles devem cumprir a promessa selada com sangue que fizeram quando crianças. Só eles têm a chave do enigma. Só eles sabem o que se esconde nas entranhas de Derry. O tempo é curto, mas somente eles podem vencer a Coisa. Neste clássico de Stephen King, os amigos irão até o fim, mesmo que isso signifique ultrapassar os próprios limites.

Por Jayne Cordeiro: Sempre ouvi falar do livro "It - A Coisa", mas nunca me atrevi a ler. Talvez por ser um livro de terror, talvez pela quantidade de páginas ou pelo preço do livro. Mas depois de ver  mais nova adaptação para o cinema, fiquei mais curiosa para ler, e consegui entrar em uma leitura coletiva. E o que dizer?

Eu já li outros livros do Stephen King, e gostei de todos eles, incluindo O Iluminado. Mas "It" me conquistou de uma forma única. Começou como uma leitura diferente, em que eu só lia um capítulo por dia (e eles são enormes, no começo), e isso me deu a sensação de estar vendo uma série, onde cada dia havia um episódio novo. E depois veio a história, os personagens e um pouco do carinho já adquirido pelos filmes.

O livro é uma história de terror, mas também é muito mais do que isso. Ele passa mensagens importantes sobre familia, amizade, infância, e como o passado pode nos moldar, sem nem perceber. O jeito como ele apresenta o mal, não só como um ser "mágico", mas também como as facetas do ser humano, é de fazer o leitor se questionar sobre como o livro pode ter um tema sobrenatural, mas também tão realista.

O revezamento entre os personagens que contam a história, incluindo aqueles que nem são protagonistas, dá uma amplitude muito boa a história. Os personagens são cativantes, emocionantes e nos apegamos  a eles facilmente. O livro mistura terror, suspense, drama e consegue ser divertido também. Trás temas importantes, como bullying e preconceito, de formas cruas e reais. Para mim foi um livro que trouxe mais do que só tensão, foi um livro que me fez pensar. E ele tema uma coisa ótima. O autor não te entrega as respostas fáceis. Ele te faz analisar e depois quando você já criou mil teorias, ele vem  responde.

Deu pra ver que foi um livro que adorei, e que recomendo para todo mundo. Até quem não tem o costumo de ler terror. Ele tem cenas tensas, mas não chega  ser pesado como um filme de terror consegue ser. A história é bem construída  e segue um ritmo bom. Só teve uma cena que não gostei, e acho que é unanimidade entre os leitores, mas fora isso é um livro sem defeitos. E apesar de bem grande, não tiraria nada dele.


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segunda-feira, 31 de agosto de 2020

Resenha: "O Menino na Ponte" (M.R. Carey)

 

Tradução: Edmundo Barreiros

Sinopse: Aos 15 anos, Stephen Greaves é um gênio científico precoce, cujo trabalho pode dar à humanidade sua melhor arma contra uma praga devastadora que assola o mundo. Ele e a epidemiologista Samrina Khan são dois dos dez tripulantes do Rosalind Franklin, um laboratório blindado sobre rodas liderado por um comandante prepotente e autoritário, que cruza uma terra devastada em busca da cura para esse vírus que alterou para sempre a vida como conhecemos. A viagem é longa, e a restrição do espaço físico para toda a tripulação faz com que a tensão do confinamento seja também uma ameaça considerável. O veículo torna-se um caldeirão de diferentes agendas, crenças e visões de mundo prestes a explodir. Em meio a esse ambiente hostil, Stephen tem em Samrina uma figura maternal que o protege dos demais cientistas, que o tratam com cautela, desprezo ou verdadeiro ódio. Mas o menino não se importa com confrontos físicos, mentiras e incertezas; encara todos os seus desafios com interesse, astúcia e muita habilidade. Todos carregam aspirações e sonhos, mas sabem que, se tudo der errado, sua perda poderá ser suportada. Eles sabem muito bem que são dispensáveis. Estranho, surpreendente e assustador, O menino na ponte é uma história emocionante e poderosa que fará você questionar o que significa ser humano em um mundo onde a esperança pode ser o maior dos desafios. M.R. CAREY, sob o nome de Mike Carey, escreve para a Marvel e a DC, incluindo uma elogiada passagem pelos X-Men e a série Lúcifer, baseada no universo de Sandman. Seus trabalhos autorais aparecem com regularidade na lista de ficção gráfica do The New York Times."

Por Jayne Cordeiro: "O Menino na Ponte" é o segundo livro do autor M. R. Carey. O anterior "A menina que tinha dons" se passa no mesmo universo, mas não é necessário ter lido ele para ler este aqui. Eu mesma não li, mas já fiquei curiosa para procurar o livro e ler. Quem sabe acontece uma resenha dele por aqui. Peguei esse livro sem muita disposição, e acabei gostante bastante dele. Gosto de histórias envolvendo zumbis (caso dos chamados Famintos aqui), e esse livro conseguiu juntar ficção e ciência de uma forma bem estruturada. A história é densa, mas não é cansativa.

Acompanhamos vários personagens. Alguns de forma mais superficial, e outros de forma mais profunda, como Stephen Graves, um jovem com provável autismo, e extremamente inteligente. Sendo uma peça pouco valorizada, mas fundamental, em uma equipe que não tem muitas esperanças de achar a cura para a infecção que causou o Colapso. Stephen é um personagem cativante, mesmo que não tenha a intenção de ser simpático. Acompanhar essa história, principalmente através dele é uma ótima escolha, já que é um personagem inteligente, dedicado e com uma racionalidade bem interessante.

O enredo é bem estruturado e conectado. E as situações vão acontecendo, e o leitor precisa continuar lendo e ver aonde essas ações vão levar. Como saber que algo vai dar errado, mas a gente não consegue parar de olhar. Conseguimos nos apegar a esse grupo e sentir com eles as reviravoltas e dilemas. O livro consegue prender o leitor até o final, e mesmo sabendo, mais ou menos, aonde as coisas vão levar, ainda assim, acabamos surpreendidos no final. É uma leitura que recomendo, e que me deixou bem pensativa quando acabei. Com certeza, quero mais livros ambientados nesse universo, porque há muita coisa que pode ser tirada de lá.


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sexta-feira, 28 de agosto de 2020

Resenha: "Contos da Academia dos Caçadores de Sombras" (Cassandra Clare e outros)

 

Tradução: Rita Sussekind e Ana Resende

Sinopse: Os Caçadores de Sombras estão de volta numa novíssima aventura. Todas as histórias são verdadeiras. E, dessa vez, Simon Lewis está pronto para contar a dele. Numa história contada em 10 contos que revisitam o passado dos Caçadores e aponta para uma nova direção, Cassandra Clare, Sarah Rees Brennan, Maureen Johnson e Robin Wasserman presenteiam os fãs da série com uma jornada de tirar o fôlego, cheia dos personagens que todos já amam. Simon não se lembra do seu passado, das aventuras que viveu ao lado dos amigos... Nem sequer sabe quem é, de fato. Então, quando a Academia de Caçadores de Sombras reabre, o rapaz mergulha nesse novo mundo, determinado a se reencontrar. Mesmo sem ter certeza de que quer voltar a ser aquele velho Simon de antes. Mas o local é muito hostil e Simon acaba enxergando muitos problemas em sua nova escola. Como o fato de os alunos mundanos serem obrigados a viver no porão, ou sofrerem com as piadas e os preconceitos dos Nephilim. Numa jornada para se redescobrir, para voltar a se reconhecer entre os antigos amigos, como Clary Fairchild e sua amada Isabelle Lightwood (mesmo que ele não se lembre desse amor), Simon vai descobrir que pode ser mais do que antes. Que seu destino como Caçador de Sombras vai muito além de sua missão de voltar a ser quem era.

Por Jayne Cordeiro: Esse livro não é novo, mas finalmente eu tive a oportunidade de ler. Demorei para comprar e ler, pelo pensamento errado de que esse livro não traria nada de relevante para as séries principais do universo dos caçadores de sombras, ou sobre os personagens já conhecidos. Como eu disse, pensamento errado. E quando acabei de ler, fiquei pensando como não tinha lido essa maravilha antes. Tem tanta coisa dentro desse livro que precisa ser lido. Eu me diverti, chorei, e conheci um pouco mais de tantos personagens que amo desse universo. Neste livro temos vários acontecimentos que são introdutórios para outros livros.

Basicamente, esse livro se passa entre a série Instrumentos Mortais e Artifícios da Trevas. Ele é focado principalmente em Simon, e no processo dele de tentar reaver as suas memórias, reconstruir os laços com seus amigos e passar pelo treinamento para a Ascenção e se tornar caçador de sombras. O mundo dos Caçadores de sombras e do seres do submundo está se reconstruindo após a guerra contra Sebastian, e a Academia é aberta na intenção de transformar mundanos em caçadores e preparar os jovens das famílias já caçadores de sombras. É um internato com jovens, e é bem divertido de acompanhar. Simon é um personagem divertido, e gostoso de se acompanhar. Os outros adolescentes vão ganhando destaque ao longo do livro, e é legal ver essa nova geração de caçadores sendo moldada, e possivelmente trazendo uma nova mentalidade para essa sociedade, que a gente sabe que é cheia de problemas.

Junto com todo esse desenvolvimento de Simon como caçador, temos ainda as relações dele com Isabelle, Clary, Jace e os outros. Há muitos risos garantidos quando esses personagens se encontram, e é muito bom ver todos eles mais leves, sem precisar se preocupar em salvar o mundo, por enquanto. O livro ainda lida com questões como preconceito, aceitação, relacionamentos amorosos e familiares, histórias passadas e muito mais. Quem gosta do casal Simon e Isabelle, vai adorar as cenas deles. Como também há cenas muito boas com Alec e Magnus. 

No decorrer do treinamento de Simon, conhecemos outras história secundárias bem interessantes, contadas ou vivenciadas por outros personagens desse universo, como Robert Lightwood e o circulo de Valentim, o crescimento da família de Alec e Magnus, a ida a Academia do filho de Tessa Gray e Will Herondale e por aí vai. Muita história boa, algumas divertidas, como a de James Herondale, e tristes, como a de Mark e Helen Blackthorn, que são personagens, que suas histórias sempre apertam meu coração. Resumindo, um livro incrivel, mesmo não sendo parte de nenhuma série principal da autora. Se você gosta do universo dos caçadores de sombras, e por algum motivo não leu esse livro, você precisa ler agora.


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sexta-feira, 21 de agosto de 2020

Resenha: "Diga sim ao Marquês" (Tessa Dare)

 

Tradução: A. C. Reis

Sinopse: VOSSA EXCELÊNCIA ESTÁ CONVIDADA A COMPARECER AO ROMÂNTICO CASTELO TWILL PARA CELEBRAR O CASAMENTO DA SENHORITA CLIO WHITMORE E... E...?Aos 17 anos, Clio Whitmore tornou-se noiva de Piers Brandon, o elegante e refinado Marquês de Granville e um dos mais promissores diplomatas da Inglaterra. Era um sonho se tornando realidade! Ou melhor, um sonho que algum dia talvez se tornasse realidade... Oito anos depois, ainda esperando o noivo marcar a data do casamento, Clio já tinha herdado um castelo, tinha amadurecido e não estava mais disposta a ser a piada da cidade. Basta! Ela estava decidida a romper o noivado. Bom... Isso se Rafe Brandon, um lutador implacável e irmão mais novo de Piers, não conseguir impedi-la. Rafe, apesar de ser um dos canalhas mais notórios de Londres, prometeu ao irmão que cuidaria de tudo enquanto ele estivesse viajando a trabalho. Isso incluía não permitir que o Marquês perdesse a noiva. Por isso, está determinado a levar adiante os preparativos para o casamento, nem que ele mesmo tenha que planejar e organizar tudo. Mas como um calejado lutador poderia convencer uma noiva desiludida a se casar? Simples: mostrando-lhe como pode ser apaixonante e divertido organizar um casamento. Assim, Rafe e Clio fazem um acordo: ele terá uma semana para convencê-la a dizer “sim” ao Marquês. Caso contrário, terá que assinar a dissolução do noivado em nome do irmão. Agora, Rafe precisa concentrar seus punhos e sua força em flores, bolos, música, vestidos e decorações para convencer Clio de que um casamento sem amor é a escolha certa a se fazer. Mas, acima de tudo, ele precisa convencer a si mesmo de que não é ele que vai beijar aquela noiva.

Por Jayne Cordeiro: "Diga sim ao Marquês" é o segundo livro da trilogia "Castles Ever After", que podem ser lidos separadamente. Cada um foca em uma jovem lady, que ganha como herança de um padrinho, um castelo. Dessa vez, acompanhamos Clio. A coitada está noiva a 8 anos de um marquês, que está atuando fora do país como diplomata, e que parece não ter arranjado um tempinho para o casamento. Clio está cansada dessa história e disposta a desfazer o enlace, mesmo conhecendo o noivo e sua família desde criança. E é aí que Rafe Brandon, irmão do noivo, e ovelha negra da família entra. Ele pode desfazer o contrato de casamento em nome do irmão, mas não quer ser o portador dessa má noticia e tenta fazer de tudo para Clio não desistir de casar, mesmo que ele guarde sentimentos por ela, a anos.

A Tesa Dare é uma autora que consegue misturar bem o romance e o humor. E esse livro é um dos mais divertidos que já li dela. Acho muito legal quando vejo uma mocinha de época ter a oportunidade de se tornar independente e usar isso. Ganhar um castelo em seu nome, é a chance que ela tem de não depender mais de um casamento e com isso ela pode acabar com esse noivado, que mostrou um total descaso pela coitada. Clio é uma moça doce, mas ao mesmo tempo fiel a seus princípios, independente e que não tem medo de mostrar como se sente. É uma protagonista para não se colocar defeito.

Rafe é quem carrega o drama do livro. Ele não se dava bem com o pai, e no fundo, sempre sofreu com o descaso da família e a solidão. Ele se sente mal por não cumprir o requisitos que a sociedade impõe, e viveu sempre a margem disso. E apesar de gostar muito de Clio, não se achava bom o bastante para ela. Gosto muito dele, porque ele é passional em tudo o que faz. Se preocupa com Clio, e também com irmão que nunca teve uma boa relação. É aquele tipo de pessoa leal, que se sacrificaria pelo outro. Mas sem ser enganado ou passado de bobo, por isso.

As tentativas de convencer Clio a casar, rendem cenas bem divertidas. Muito a cargo do amigo e treinador de Rafe. Os outros personagens secundários, como as irmãs de Clio, também ajudam a criar o momentos divertidos, mas também momentos dramáticos e de enriquecimento da história. E as cenas românticas de Rafe e Clio são ótimas. É um romance de época, que eu não pude colocar defeito. Vale muito a pena, a leitura, e conseguiu ser melhor que o primeiro. Vamos ver o que o último livro da série vai trazer.


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segunda-feira, 17 de agosto de 2020

Resenha: "Romance com o Duque" (Tessa Dare)

Tradução: A. C. Reis

Sinopse: Izzy sempre sonhou em viver um conto de fadas. Mas, por ora, ela teria que se contentar com aquela história dramática.”A doce Isolde Ophelia Goodnight, filha de um escritor famoso, cresceu cercada por contos de fadas e histórias com finais felizes. Ela acreditava em destino, em sonhos e, principalmente, no amor verdadeiro. Amor como o de Cressida e Ulric, personagens principais do romance de seu pai.Romântica, ela aguardava ansiosamente pelo clímax de sua vida, quando o seu herói apareceria para salvá-la das injustiças do mundo e ela descobriria que um beijo de amor verdadeiro é capaz de curar qualquer ferida.Mas, à medida que foi crescendo e se tornando uma mulher adulta, Izzy percebeu que nenhum daqueles contos eram reais. Ela era um patinho feio que não se tornou um cisne, sapos não viram príncipes, e ninguém da nobreza veio resgatá-la quando ela ficou órfã de mãe e pai e viu todos os seus bens serem transferidos para outra pessoa.Até que sua história tem uma reviravolta: Izzy descobre que herdou um castelo em ruínas, provavelmente abandonado, em uma cidade distante. O que ela não imaginava é que aquele castelo já vinha com um duque...

Por Jayne Cordeiro: Este é o primeiro livro de uma trilogia chamada "Castles Ever After". Três histórias isoladas, com uma única coisa em comum. Três jovens mulheres que herdam, cada uma, um castelo. E junto com isso, uma história de amor surge. No caso, deste primeiro livro, temos a protagonista Izzy, que acaba totalmente desamparada, com  morte de seu pai, famoso autor de uma saga de fantasia. A herança deixada por seu padrinho é sua única esperança. Mas esta, acaba sendo um castelo cheio de problemas, com direito a un duque mau humorado e que não quer a presença de Izzy por perto.

Eu gostei bastante desse livro. Ele tem romance, e é divertido na medida certa. Adoro um mocinho que tenha algum tipo de deficiência física,  e que precisa ser puxado  volta a vida. E é o caso de Ransom. E o mais legal, é que ele e Izzy se completam,  porque ele é reservado, mas ela é alegre, sonhadora e o obriga a sair do mundinho fechado em que ele se colocou. As interações deles são divertidas, e o romance se desenvolve de uma forma bem construída e gostosa dr acompanhar. As cenas românticas deles são doces e sensuais na medida certa.

O livro trás várias cenas divertidas, graças aos personagens secundários que fazem parte da história. E  inclusive, há referência a cosplay, com fãs  das histórias do pai de Izzy. Li esse livro em pouco tempo, porque ele consegue prender o leitor com muita facilidade. Romance, drama, diversão e um pouco de surpresas, permeiam essa história, que foi um ótimo começo para essa trilogia. A trilogia não é recente, então os três livros já estão disponíveis, e devo trazer as resenhas qui, para vocês.

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sexta-feira, 14 de agosto de 2020

Resenha: "Malorie" (Josh Malerman)

Tradução de Alexandre Raposo.
Por Thaís Inocêncio: Pra quem não conhece o livro nem o filme, Caixa de pássaros conta a história de um surto inexplicável que deixou poucos sobreviventes no mundo, entre eles Malorie e seus dois filhos. Aparentemente, ao ver alguma coisa, possivelmente uma criatura, as pessoas tiram a própria vida de maneira brutal. Por isso, o melhor a se fazer é não abrir os olhos. Nesse primeiro livro, Malorie sonha em fugir para um local onde a família possa ficar em segurança, mas, para isso, terá que encarar, de olhos fechados, o mundo fora da casa em que está trancada.
Se você não leu Caixa de pássaros, talvez não queria ler o restante desta resenha.
Em Malorie, sequência de Caixa de pássaros, descobrimos que a estadia na escola para cegos não deu muito certo e conhecemos a vida da protagonista doze anos após a sua fuga anterior. Agora, ela vive em um acampamento apenas com os filhos, que estão com 16 anos de idade, mas o mundo continua o mesmo, portanto ainda não se pode vê-lo. Até que, um dia, um homem desconhecido que diz ser do censo bate à sua porta (Ok, eu ri muito nessa parte. Imagine que um mundo apocalíptico, tipo Walking Dead, terrível e perigoso, é incapaz de deter um homem do censo com sua prancheta. Hilário hahaha).
Malorie e os filhos não têm contato direto com esse homem, mas ele deixa para trás documentos contendo informações valiosas, inclusive a de que pessoas que Malorie acreditava estar mortas, na verdade, estão vivas. Então, ela terá que tomar a difícil decisão de se manter segura, protegida pela venda, ou partir em uma viagem incerta, cheia de riscos, em busca de esperança.
"Você pode fazer tudo o que puder para evitar o novo mundo, mas, de um modo ou de outro, em breve ele vai bater à sua porta."
Nos agradecimentos, o autor Josh Malerman conta que, após assistir à adaptação cinematográfica de Caixa de pássaros (que tem algumas diferenças em relação à obra original), ele se perguntou: O que acontece com Malorie agora? É o que ele nos conta neste livro. Não esperem explicações sobre as criaturas em si ou sobre o que originou tudo isso – o foco são Malorie, Tom e Olympia, três pessoas com maneiras completamente diferentes de lidar com um mundo que caiu na escuridão.
Malorie é uma pessoa que, há mais de uma década, vive pela venda (como ela mesma diz), seguindo fielmente as regras de não abrir os olhos e não confiar em ninguém. Olympia é uma garota tranquila e cuidadosa que demonstra respeitar as imposições da mãe. Já Tom é inquieto e, inconformado com o novo mundo, busca soluções para que não vivam mais escondidos. Essas diferenças de pensamentos e atitudes criam conflitos entre os personagens que acabam ditando o rumo da história. Porém, a descrição deles é tão boa que é perfeitamente possível compreender e até se identificar com cada um deles.
"Quero que vocês três saibam que o mundo não vai melhorar. Temos que começar de novo".
Essa sequência é menos eletrizante o primeiro livro, mas ainda carrega uma boa atmosfera de suspense e tensão que te mantém curioso o tempo todo. É inevitável comparar a história com o que vivemos hoje, que também parece ficção. O medo do desconhecido, do incompreensível. A sensação de impotências, as crescentes incertezas. As vendas deles são as nossas máscaras. Malorie diz que, pós-criaturas, a sociedade se dividiu entre pessoas prudentes e imprudentes. A obra ainda mostra que, embora as criaturas sejam terríveis, elas não são o problema; o homem é a criatura a ser temida. Hoje, no nosso mundo, não são os seres humanos imprudentes as verdadeiras criaturas a serem temidas?
"As criaturas podem ser monstros, mas, como evidenciado por sua mãe e pela vida que ela considerou adequada para você, essas coisas terríveis não são o problema. O homem é a criatura a ser temida."
Porém, o final do livro tem um tom de esperança que fez toda a jornada valer a pena pra mim – e até pensar que posso ter alguma esperança real por aqui.
Até a próxima, galera!
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segunda-feira, 10 de agosto de 2020

Resenha: “Entre Estantes” & “Pétala” (Olivia Pilar)


Por Kleris: Você curte continhos para os entremeios da vida? Os da Olivia com certeza vão preencher seu momento de leitura! Ambos foram autopublicados e se encontram no Kindle Unlimited :)

A gente nunca tá preparado para as novas fases da vida. Ou pelo menos pra faculdade e o mundo que ela nos abre. 
Sabe quando o que você mais quer é mostrar para o mundo e para você mesma que fez a escolha certa?

Isabel é aquela caloura ansiosa para fazer tudo certinho, sequela clássica do ensino médio. Na primeira atividade do semestre, ela não perde tempo de ir à biblioteca para pegar um livro recomendado pelo professor.

E lá, entre as estantes, alguém chama sua atenção. Mais que isso, mexe com todas as suas perspectivas de vida e identidade.


Entre Estantes é um conto curtito e fofinho sobre quebrar o velho roteiro de vida e encontrar-se em um mar de possibilidades. Olívia tem uma escrita leve e encantadora que entrega uma excelente leiturinha de ponte, seja para mais narrativas lgbt, seja para mais livros longos.







Você já teve a sensação de estar apenas indo, sem sair do lugar? 
Eu escolhia as opções seguras e ela fazia as escolhas arriscadas.

Bruna estava incomodada, mas também ansiosa com a perspectiva de sair da sua zona de conforto. Só que, se era pra se sentir justa com os próprios sentimentos e em sintonia com a sua relação, não poderia se resignar mais a se entregar pela metade ou mesmo de qualquer jeito.

Foi assim que marcou um encontro com Pétala, quem pensava ser só mais um encontro no point. Para Bruna, no entanto, era o dia de mudar o rumo das coisas e o dia de respeitar o que verdadeiramente sentia.

Nos envolvemos na história através de uma DR que há muito tempo espreitava o relacionamento das duas. Entremeado às memórias de Bruna, o encontro mostra como a resposta pode estar na nossa frente, mas, por influências externas, postergamos dar o primeiro passo.

É um curtaconto sobre entregas e sobre tomar decisões em respeito aos próprios sentimentos, acima de qualquer opinião. Olívia nos entrega uma narrativa leve e dinâmica, ótima para curar ressacas literárias!



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sexta-feira, 7 de agosto de 2020

Resenha: "Daqui a cinco anos" (Rebecca Serle)

Sinopse: Onde você se vê daqui a cinco anos? Dannie Kohan sabe exatamente o futuro que deseja e o que deve fazer para conquistá-lo. Depois de arrasar na entrevista para seu emprego dos sonhos em um dos maiores escritórios de advocacia de Nova York e de ser pedida em casamento pelo namorado, ela vai dormir com a certeza de que está no caminho certo para realizar todos os seus planos.
Quando acorda, entretanto, ela está em um apartamento diferente, com outro anel de noivado no dedo e um homem que nunca viu antes ao seu lado. A televisão mostra que é a mesma noite — 15 de dezembro —, mas cinco anos no futuro.
Depois de uma hora intensa e chocante nesse cenário, Dannie acorda de novo, de volta ao presente, como se nada tivesse acontecido. Profundamente abalada e sem entender o que houve, ela decide acreditar que foi apenas um sonho, por mais realista que tenha sido. E parece funcionar. Isto é, até quatro anos e meio depois, quando Dannie encontra o homem que viu naquela noite inusitada.
Ao mesmo tempo divertida e emocionante, Daqui a cinco anos é uma história sobre lealdade, amor, amizade e a natureza imprevisível do futuro.

Por Stephanie: É difícil ler a sinopse de Daqui a cinco anos e não ficar com vontade de ler. Eu sou apaixonada por qualquer temática que envolva universos paralelos, viagem no tempo ou premonições, e foi isso que esperei do novo livro de Rebecca Serle. Além do aparente romance, é claro. Mas, ao terminar a leitura, senti que não encontrei nada do que esperava, e que aquilo que a autora entregou foi um pouco decepcionante.

A primeira coisa que não me agradou muito foi a escrita. As descrições excessivas de roupas e grifes, bem como o vocabulário da protagonista, me fizeram achar que Rebecca era uma autora inexperiente e que esse livro era, na verdade, para o público jovem adulto – e nenhuma dessas suspeitas se confirmou. Felizmente, o tom simplista da narrativa vai diminuindo ao longo da história, mas as descrições de peças de roupas ainda persistem (e seguiram me incomodando).

Não posso falar muito do enredo sem revelar spoilers, mas o que posso dizer é que dificilmente o leitor irá encontrar o que espera, porque acho que a sinopse dá uma ideia diferente daquilo que a autora desenvolve em sua obra. Em resumo, o romance romântico fica de lado para dar espaço a um outro tipo de relacionamento.

Por um instante, esqueço do futuro que vi. Prefiro me deixar levar por este presente sólido e inquestionável.

A partir do momento em que o verdadeiro enredo dá as caras, eu pude prever muitos dos acontecimentos, o que nem sempre é interessante quando a intenção do autor claramente é a de surpreender. Não me levem a mal, eu reconheço o esforço de Rebecca em tentar fazer algo diferente, mas achei toda a construção da história um tanto quanto anticlimática.

Por falar em construção, é justamente o ponto principal que me fez não comprar a ideia que a autora desenvolveu. Acredito que com um trabalho inicial melhor (como um prólogo, por exemplo), me convenceria melhor da tal relação entre os personagens, que, como já disse, não posso explicar melhor para não revelar nada de importante.

Acredito que Daqui a cinco anos possa sim agradar e emocionar muita gente, principalmente quem se surpreender positivamente com os rumos que a história toma. Alguns dos conflitos são interessantes e é um livro muito rápido de ler, por isso indico sim a leitura para todos que tiverem curiosidade. A surpresa pode ser positiva, no fim das contas.

Agora vejo como o amor estava tão presente na minha vida que eu podia me dar ao luxo de não pensar a respeito.

Até a próxima, pessoal!

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segunda-feira, 3 de agosto de 2020

Resenha: "Romance entre Rendas" (Loretta Chase)


Tradução: Simone Reisner

Sinopse: Que lady Clara Fairfax é dona de uma beleza estonteante, Londres inteira já sabe. Mas a fila de pretendentes que bate à porta de sua casa com propostas de casamento já está irritando a jovem.
Cansada de ser vista apenas como um ornamento, Clara decide afastar-se um pouco da alta sociedade e se dedicar à caridade. Um dia, numa visita a uma obra social, ela depara com uma garota em perigo e pede ajuda ao alto, sombrio e enervante advogado Oliver Radford.
Radford sempre foi avesso à nobreza, mas, para sua surpresa, pode vir a se tornar o próximo duque de Malvern. Embora queira manter sua relação com Clara no campo estritamente profissional, aos poucos ele percebe que ela, além de linda, é inteligente, sensível e corajosa.
E quando a perspectiva de casamento se aproxima, tudo o que Radford pode fazer é tentar não perder a cabeça por Clara. Será que a herdeira mais adorada da sociedade e o solteiro menos acessível de Londres serão vítimas de seus próprios desejos?

Por Jayne Cordeiro: E chegamos ao último livro da série As Modistas. Uma série que me conquistou demais, com suas protagonistas independentes e de classe social bem incomum. E esse último livro, apesar de não ser sobre uma modista, foi uma ótima conclusão. Passamos os outros livros acompanhando Clara Fairfax, em suas aventuras na busca por um marido que veja mais do que apenas a sua beleza, e como personagem secundária e ligada a todos os maridos das modistas. E preciso dizer que eu gostei muito desse livro. É como voltar ao ápice do primário, e possivelmente, superando ele.

Clara é um perfil já conhecido de mocinha de romance de época. Protegida a vida toda, guiada a encontrar um marido nobre. Ao contrário do que vemos muito, ela é deseja como esposa, e recebe diversos pedidos, mas sempre recusa, pois deseja algo "mais" do casamento. Radford é um tipo de personagem sempre divertido de ver. Ele é metódico, racional, e muito inteligente. Assim, ele é odiado pela maioria das pessoas e não liga para isso. Apesar de fazer parte de uma família nobre, ele é do lado mais comum, e é um ótimo advogado. 

As interações entre ele e Clara são maravilhosas. Ela se mostra tão perspicaz e inteligente quanto ele, e isso o surpreende. Junto com a atração entre eles, que Radford sabe que não deve ser incentivada, devido a diferença de classes. Mas as coisas acontecem, e o casal precisa enfrentar diversos obstáculos. Preciso apontar que a forma como Radford lida com os pais de Clara, foi memorável. Nunca vi nada parecido e foi ótimo. A forma como o relacionamento do casal se constrói, como apesar do lado racional dele, e de toda a criação de Clara, eles conseguem evoluir, sem ficar presos a questões comuns, foi incrível.

O livro tem um pouco de tudo, com drama, romance, diálogos inteligentes e divertidos, e um pouco de aventura. O enredo também trás um tema legal, falando sobre a realidade dos jovens pobres e como muitas vezes a situação social os levam para mal caminho, e que oportunidades e companhias podem fazer toda a diferença em seus futuros. Foi uma conclusão excepcional, para uma série que teve dificuldades no segundo livro, mas que merece um destaque na estante.


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sexta-feira, 31 de julho de 2020

Resenha: "Volúpia de Veludo" (Loretta Chase)



Tradução: Simone Reisner

Sinopse: Simon Fairfax, o fatalmente charmoso marquês de Lisburne, acaba de retornar relutantemente a Londres para cumprir uma obrigação familiar.
Ainda assim, ele arranja tempo para seduzir Leonie Noirot, sócia da Maison Noirot. Só que, para a modista, o refinado ateliê vem sempre em primeiro lugar, e ela está mais preocupada com a missão de transformar a deselegante prima do marquês em um lindo cisne do que com assuntos românticos.
Simon, porém, está tão obcecado em conquistá-la que não é capaz de apreciar a inteligência da moça, que tem um talento incrível para inventar curvas – e lucros. Ela resolve então ensinar-lhe uma lição propondo uma aposta que vai mudar a atitude dele de uma vez por todas. Ou será que a maior mudança da temporada acabará acontecendo dentro de Leonie?
Volúpia de veludo, terceiro livro da série As Modistas, é uma história de amor envolvente, com personagens femininas fortes e determinadas que transitam com perfeição entre o romantismo e a sensualidade.

Por Jayne Cordeiro: "Volúpia de Veludo" é o terceiro livro da série As Modistas, da Loretta chase. Fiquei um pouco receosa com esse livro, porque o anterior não foi tão bom, e a Leonie (protagonista aqui) não foi uma irmã muito explorada nos livros anteriores. Então não tinha muita ideia do que viria a seguir. Mas esse livro foi evoluindo nos primeiros capítulos e se mostrou uma boa surpresa. Não é melhor ou igual ao primeiro, mas chega quase lá.

Enquanto no livro anterior as coisas demoraram para andar entre o casal, aqui o desenvolvimento do casal acontece de forma mais fluída e rápida. Os dois se entendem muito bem, e todos os momentos em que os protagonistas aparecem juntos é divertido e interessante. Leonie me surpreendeu por ser aquela mulher metódica e ligada a números que esperávamos, mas também se mostrou jovem, apaixonada e emocional. Apesar de todo o envolvimento com Simon, ela sempre tem os pés no chão, ainda aproveitando os sentimentos que ele despertava nela.

E o que dizer de Simon , o marquês de Lisburne? Eu gostei muito dele. Acho até que mais do que de Clevedon, do primeiro livro. Simon tem um jeito bem divertido de se expressar, e ver o ponto de vista dele sobre as coisas e de como se sente a respeito de Leonie, é um dos maiores pontos positivos do livro. Adorei a interação entre eles. E além do relacionamento dos dois, a história secundária é interessante e divertida. Swarton e sua poesia sofrida e a busca pelo desenvolvimento da Gladys, foram temas que trouxeram leveza, diversão e motivos válidos para o nosso casal protagonista interagir.

As irmãs de Leonie ficaram um pouco sumidas, mas era de se esperar. Uma menção a Clevedon, que assumiu maravilhosamente bem o papel de irmão mais velho de Leonie. Para mim foi um ótimo livro. Não superou o primeiro, mas ainda trás todas as qualidades que tornam essa série única,  com mocinhas independentes e livres, que não precisam seguir todas as comuns regras sociais. A autora conseguiu dar um destino satisfatório as irmãs Noirot. Agora falta o último livro, que curiosamente não é sobre as irmãs, sobre Clara Fairfax, que foi presença constante em toda a série.



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Ana Liberato