sexta-feira, 6 de março de 2015

Resenha: "A Primavera Rebelde" (Morgan Rhodes)

Por Sheila: Oi pessoas como vocês estão? Eu estou cada vez mais ansiosa ... muitas séries muito boas e eu vou ter que esperar pelas continuações. Quer coisa pior? Já havia dito isso em outra resenha, mas escritores de séries amo e odeio vocês! Amo por me envolveram desta forma em suas tramas, odeio por me deixarem na espera excruciante pelo próximo.

Pois bem agora que já lancei meu desabafo, vamos à resenha! Este é o segundo livro da série, que se iniciou com o livro "A Queda dos Reinos" resenhado no blog aqui. Como tenho que contar o final do primeiro livro para dar início à resenha do segundo, quem não gostar de spoilers pode parar por aqui!

No último livro, vemos o mal triunfar; o rei Gaius, conhecido como O Sanguinário, conquistou Auranos com ajuda do chefe de Paelsia, povo sedento por vingança pela morte do irmão de Jonas, e Lúcia, que descobrimos ser uma poderosa feiticeira.

Após a conquista, muitas coisas aconteceram, além do rei Gaius tornar-se líder soberano das terras de Mítica: Cleiona finalmente descobre que possuia o tempo todo as sementes mágicas que curariam a irmã, mas descobre tarde demais, quando esta já havia falecido. Além disso, tem de ver seu castelo ser invadido, após Lúcia quebrar o encanto que protegia as portas do palácio, e ver seu pai ser assassinado.

Mas instantes antes de morrer, o rei de Auranos entrega à filha um anel com o poder de controlar uma magia muito antiga, magia esta quase extinta do mundo deles, e que faz com que os Guardiões e seu mundo comecem lentamente a ruir ... Agora, Cleiona é refem em seu próprio castelo, tendo sido oferecida sua mão em casamento para o príncipe Magnus - alguém que ela repudia acima de tudo.

Cleo ficou sem ar.
O undo virou um borrão diante de seus olhos, e seu ouvido começou a zumbir. Ela sentiu um puxão quando o rei a arrastou para perto, e em seguida algo quente e seco tocou sua mão. Ela olhou e viu Magnus ao seu lado, com o rosto impassível e indecifrável de sempre. Seus cabelos pretos caiam sobre a testa, emoldurando seus olhos castanho-escuros enquanto ele mirava a multidão - uma multidão que vibrava e gritava, como se aquele horror de embrulhar o estômago fosse uma boa notícia

Já Magnus, continua carregando em seu peito o amor proibido por sua irmã Lúcia - que na verdade descobre, no primeiro livro, que não era de fato sua irmã, não de sangue. Apenas fora criada como uma filha pelo Rei Gaius, que desde então planejava usar o poder que a mesma carrega em si para subjugar os povos vizinhos. O mais difícil para Magnus é saber que, mesmo sendo retirada a barreira sanguinea que o separava da irmã, a mesma não corresponde aos seus sentimentos, dizendo vê-lo apenas como irmão, no máximo amigo.

Enquanto isso, Lúcia jaz em um sono profundo, sem que ninguém consiga dizer de que mal a mesma padece. Isto desde a quebra do feitiço que protegia o palácio do Rei de Auranos. Mas conseguimos visitar os sonhos de Lúcia e, nestes, ela começa a encontrar o vigilante Ioannes, que promete ajudá-la a lidar com sua magia. Mas ele será real? E poderá Lúcia confiar nele?

- Não tem nada de fácil nisso, Ioannes. Quero acordar. Quero sair deste sonho.
Mas como um sonho poderia parecer tão real? Ela conseguia sentir o cheiro das flores, sentia o chão sob seus pés descalços, a porosidade úmida do musgo, as cócegas provocadas pela grama. Nenhum sonho jamais fora tão real.

Por fim, o rebelde Jonas, que entrou nesta guerra por ter tido o irmão assassinado em sua frente, ambos Paelsianos, começa a recrutar outros que, assim como ele, não acreditam na aparente amabilidade que o Rei Gaius vem demonstrando em suas aparições públicas e seu trato com os cidadão de Auranos. Até por que a situação de Auranos e Paelsia é totalmente diferente.

Afinal, por algum motivo - que vocês só saberão lendo o livro! - o rei Gaius resolveu construir uma estrada ligando os três reinos. Mas se em Auranos os construtores e trabalhadores tem uma boa aparência, e são cidadãos daquele reino que estão sendo bem remunerados, em Paelsia o povo foi forçado a trabalhar, em regime de escravidão.

Séries são sempre complicadas. Em algumas vezes, o primeiro livro é maravilhoso, e os outros uma decepção. Noutras é ao contrário; o primeiro livro tem uma trama arrastada, e nos outros segue num ritmo mais acelerado. E, claro, há ainda uma terceira opção: aqueles escritores que fazem fama com a série, e não conseguem ver que chegou a hora de parar, escrevendo sete, oito livros, numa trama que deveria ter durado no máximo até o terceiro.

Pois bem, eu ainda não sei o que esperar dos próximos livros de Morgan Rhodes. Mas o primeiro da série e este segundo são simplesmente FANTÁSTICOS.  A forma como os personagens s entrelaçam e que, mesmo sendo de reinos que estão em lados opostos, tem seus motivos justificáveis para suas atitudes, faz com  que fiquemos o tempo todo divididos.

Afinal, a princesa Cleiona tem direito a seu reino. Jonas e o povo de Paelsia tem direito a aspirar a uma vida melhor. Mas Lúcia e o príncipe Magnus não são também vítimas, de um rei tiranos e manipulador, que os levou até essa guerra impelidos da form mais cruel que alguém poderia utilizar: por amor?

Não sei para quem torço. Mas ou ficar aqui esperando com MUITA ansiedade pelo desenrolar desta trama e, claro, pelo próximo livro (ai, ai ...) Nem preciso dizer o quanto recomendo não é? Abraços e até a próxima!


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Ana Liberato