sexta-feira, 21 de abril de 2017

Resenha: "Apenas um Garoto" (Bill Konigsberg)

Tradução: Rachel Agavino

Sinopse: Rafe saiu do armário aos 13 anos e nunca sofreu bullying. Mas está cansado de ser rotulado como o garoto gay, o porta-voz de uma causa.

Por isso ele decide entrar numa escola só para meninos em outro estado e manter sua orientação sexual em segredo: não com o objetivo de voltar para o armário e sim para nascer de novo, como uma folha em branco.


O plano funciona no início, e ele chega até a fazer parte do grupo dos atletas e do time de futebol. Mas as coisas se complicam quando ele percebe que está se apaixonando por um de seus novos amigos héteros.

Fonte: Skoob

Por Eliel: Viver em mundo sem rótulos é praticamente impossível, principalmente nas escolas. Sempre haverá o atleta, o nerd, o alto, o baixo, o gordo, o magro etc; e nessa narrativa o gay.

Rafe não quer mais viver carregando esse rótulo, não porque sente vergonha do que ele é e sim porque sua identidade se perdeu atrás do rótulo. A saída do armário dele foi aos 13 anos e foi muito mais tranquila do que ele poderia sonhar. Tranquila até demais, seus pais aceitaram com muita tranquilidade e desde então ele é "forçado" a ser o ativista representando os LGBT que se escondem em seus armários por medo.

Acho que nem preciso dizer que Rafe nunca sonhou com esse papel na sociedade, ele gostaria de ser apenas um garoto como outro qualquer sem que sua orientação sexual fosse algo tão importante que o definisse.

Escola nova, novas oportunidades. Rafe se muda para uma escola apenas para garotos e lá ele não é mais o garoto gay e sim o atleta, tem amigos e está feliz. Estar em um vestiário com os outros garotos sem que ninguém o julgue por ser gay, finalmente ele é tratado como um garoto comum.


"Meu pai dizia:'Cinco minutos não são nada. É possível fazer qualquer coisa,qualquer coisa, durante cinco minutos'. Então eu fazia."

Embora, se esforce para viver sem rótulo o conteúdo da embalagem é o mesmo. Rafe é gay e isso não vai mudar e estar em uma escola onde estudam apenas garotos não é uma ideia muito inteligente para evitar os seus desejos. Rafe se aproxima muito de Ben, ele se torna um grande amigo e essa amizade fica cada vez mais forte. Pode apostar que as coisas vão ficar bem confusas por aqui.


Contar meus segredos. Ter um segredo pode ser emocionante no início, mas parece que sempre acaba sendo mais um peso do que qualquer outra coisa.

Bill Konigsberg tem uma leveza ao tratar um tema que é tão polêmico (o que não deveria ser), a habilidade empregada na narrativa é de uma maestria impressionante. O objetivo do livro é fazer uma reflexão sobre preconceito, aceitação e ser que você é.

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