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quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

#2Em1: Das páginas para as telas!

Olá pessoal!

Meu nome é Alice Lauer, a nova colaboradora do Dear Book, e estou responsável pela nova coluna #2Em1.

Mas do que se trata a #2Em1?

É simplesmente 2 posts em 1! A primeira parte, #1..., sempre será uma resenha sobre algum filme que assisti recentemente, já na segunda parte, #...2, vai ser destinada às novidades, curiosidades, dentre outras coisas do mundo cinematográfico.

Espero que gostem dessa coluna tanto quanto eu, e vamos ao primeiro post.

#1... : Divergente


Falar de filme que tem um livro como base, na maioria das vezes, não é fácil; nem sempre conseguimos avaliar os filmes por eles mesmos, ignorando de certa forma a história original, mas é isso que vou fazer a princípio. Ao final farei uma breve comparação entre filme e livro.

Divergente foi uma distopia lançada mundialmente no formato de longa-metragem em março de 2014. A produção conta com Lucy Fisher, Pouya Shabazian, Douglas Wick, na direção geral, Neil Burger e, no roteiro, Evan Daugherty e Vanessa Taylor. O elenco é composto pelos atores Shailene Woodley (Tris), Theo James (Quatro), Kate Winslet (Jeanine Matthews) e Zoë Kravitz (Christina), dentre outros.


A história se passa na cidade de Chicago – EUA. Devastada por diversas guerras, a sociedade foi dividida em cinco facções: abnegação, que é responsável pelo governo da cidade; audácia, encarregada em manter a segurança e ordem; erudição, responsável pelo conhecimento e avanços tecnológicos; franqueza, representando a justiça e a verdade; e amizade, cultivadores da terra, responsáveis em prover os alimentos para todos que vivem dentro da cidade. Existe também os sem-facções, que são pessoas que não se encaixam em nenhuma facção e vivem pela cidade em pequenos grupos.

Ao atingir uma certa idade todo adolescente é obrigado a escolher qual facção irá pertencer pelo resto da vida. É a partir deste momento que a vida da até então Beatrice Prior muda radicalmente e a jovem assume a identidade de Tris. Nesta nova fase, Tris conhece novas pessoas que se tornam amigos, inimigos, namorado, pessoas que a seguem, de uma forma ou de outra, por sua jornada.

O filme é bem dinâmico e requer um tanto de atenção na hora de se assistir, a fim de que consiga pescar os detalhes da história. Os cenários e figurinos são muito bons e condizentes com a proposta distópica e pós-guerra do roteiro. A trilha sonora é repleta de músicas da cantora Ellie Goulding (são três, ao todo), dentre outras músicas tão lindas quanto.

Com relação à atuação, sinceramente nunca tinha visto muitos daqueles atores do elenco em outros filmes, exceto por Theo James e Kate Winslet (que eu lembre), então não posso avaliar individualmente. Entretanto, no conjunto, alguns atores não mostraram uma química extremamente perfeita, como no caso do par romântico (Theo James e Shailene Woodley) (apesar de terem me falado que são namorados), mas não creio que seja algo que prejudique consideravelmente o filme. Aguardo a sequência, Insurgente, para avaliar melhor esta parte.

Livro x Filme

O livro Divergente é narrado em primeira pessoa pela Tris, o que dificulta a adaptação para as telonas, já que você só tem um ponto de vista da história, enquanto filmes/series são contados, geralmente, em terceira pessoa. Dessa forma, quando o roteirista vai adaptar uma história assim, encontra algumas dificuldades, que variam de texto para texto (e que só um roteirista pode exemplificar melhor, meus conhecimentos não chegam a tanto rsrs).

Mas, então, Alice, a adaptação ficou boa ou não??

Na minha opinião, sim! Ficou boa.

As mudanças feitas não foram extremamente drásticas, e algumas até necessárias, como no caso de alguns cenários. Não vou comentar as mudanças nas características de alguns dos personagens, porque é quase impossível um ator (ou atriz) ser exatamente igual ao descrito em um livro.

Mas uma coisa que eu percebi logo de cara, é que no livro a autora deixa claro a idade dos personagens principais e no filme não é citado idade, em nenhum momento (pelo menos que eu percebi, já vi o filme 3x, culpa da minha faculdade de estendeu as férias). Tive a impressão de que eles omitiram a informação no filme, pois os atores que interpretam a Tris e o Quatro não aparentam ter 16 e 18 anos, respectivamente. Não sei ao certo se é isso, posto que não acompanhei a produção deste filme (quem acompanhou, pode me dizer se estou certa, nos comentários. Fiquem à vontade!), mas, se for, gostei de que tenham feito, dada a escolha dos atores.

Recomendo o filme Divergente tanto quanto o livro. Na minha opinião, os dois são bons, tanto avaliando os dois separadamente ou juntos. Ambos devem ser apreciados por todos, são obras incríveis e viciantes.

A resenha do livro Divergente – Veronica Roth pode ser vista aqui!

#...2: Adaptações 

Nos últimos anos, pudemos ver diversos livros de grande sucesso se tornarem filmes. Então, hoje vou fazer um apanhado e falar em que fase estão algumas dessas produções, em andamento ou prestes a serem lançadas. Tem bastante coisa, se liga só:

·         Simplesmente Acontece: adaptação do livro Simplesmente Acontece, de Cecelia Ahern – mesma autora de P.S. Eu te amo - chega às telonas brasileiras no dia 05 de março deste ano (semana que vem, para ser mais exata). O longa conta com Lily Collins (Instrumentos Mortais), Sam Claflin (Branca de Neve e o Caçador) e Christian Cooke (The Promise – minissérie), dentre outros.

Simplemente Acontece já teve sua estreia adiada duas vezes, espero que não aconteça a terceira às vésperas do lançamento (quero ver esse filme!!). Olha só o trailer:




Em breve haverá resenha do livro aqui no blog, pela Mary Leite.


·         Como Eu Era Antes de Você: Tem estreia prevista para o dia 21 de agosto de 2015 e terá a atriz de Game of Thrones, Emilia Clarke e Sam Claflin de Jogos Vorazes – Em chamas, nos papéis principais. O primeiro roteiro foi escrito pela própria autora do livro, Jojo Moyes. Contudo, o roteiro final ficou por conta da dupla Scott Neustadter e Michael H. Weber, os mesmos roteiristas de A Culpa é das Estrelas (não esqueçam suas caixinhas de lenço quando forem ao cinema, portanto).

A resenha do livro Como Eu Era Antes de Você pode ser lida aqui. 


·        Uma Longa Jornada: a adaptação tem estreia prevista para abril de 2015. O livro do autor Nicholas Sparks irá contar com Scott Eastwood, filho de Clint Eastwood, no elenco.


·         Insurgente: segundo livro da série Divergente, de Veronica Roth, será lançado no dia 19 de março de 2015, um dia antes dos Estados Unidos (Brasil está ficando chiques!), o filme é dirigido por Robert Schwentke. Vale a pena dar uma olhada nos últimos teasers/cenas liberados. No canal Divergente Brasil você encontrará todos legendados.

Fiquem com o trailer final:


Estas são apenas algumas das centenas de adaptações que estão sendo produzidas ou com data de lançamento breve. Tem alguma que você quer muito ver?! Deixa nos comentários aqui.

Ah!
A Kleris Ribeiro, da coluna Littera Feelings já falou um pouco sobre adaptações de livros também, vale a pena dar uma conferida, só clicar aqui!

Bjs e até logo!
quarta-feira, 25 de junho de 2014

Resenha: "Maldição - Wicked #2" (Nancy Holder e Debbie Viguié)

Por Gabi: Oi gentee!! Tanto tempo sumida daqui, eis que dou as caras  novamente. rs Minha vida está uma correria insana, mas estou tentando colocar tudo nos trilhos. Então vamos ao nosso assunto de hoje!

Venho trazer para vocês o segundo volume da série Wicked, lançado pelo selo Jovens Leitores da Rocco. O primeiro volume já foi resenhado por mim aqui no blog - confira resenha de Bruxaria - Wicked #1"- ou seja, se você não o leu, essa resenha contém spoilers! :O 

No primeiro volume da série, Holly descobriu ser de uma linhagem de bruxas muito poderosa, a confraria Cathers, eterna inimiga da confraria Deveraux. E lutou para impedir que eles conseguissem evocar o Fogo Negro, mas ele acabou consumindo Jer, filho de Michael Deveraux e o amor de Holy, além de tia Marie Claire.

A narrativa deste volume começa um ano depois desse acontecimento. Holly e Amanda estão sozinhas agora, já que Nicole fugiu e está perambulando pela Europa. Mas elas não tem tempo para lamentar as perdas, mas devem unir forças para destruir seu poderoso e astuto inimigo. Holly, acima de tudo, deve ser forte e exercer seu papel de líder nessa luta. 

Michael se mantém ausente, apenas unindo forças e conhecimento para atacar. O grande "X da questão" é que ela precisa descobrir quem são seus inimigos de verdade nesse caminho, quais decisões tomar e como vencer essa guerra contra os Deveraux. Será que ela vai ser forte e sábia o suficiente? Fará as escolhas certas para salvar e proteger aqueles que ama? Por onde andará Nicole? E seu amor Jer, será mesmo que ele foi consumido pelo Fogo Negro?

Com o final do primeiro volume, depositei muitas expectativas em "Maldição", que foram frustradas. O livro continua com sua narrativa fluida, mas me senti como se precisasse de um maior desenrolar dessa história. Cheguei ao final e me senti meio perdida... "Aonde Holder e Viguié vão levar essa história?" Preciso de mais mais mais e maaais informações.

Uma das coisas que acho mais bacanas, entretanto, são as retomadas ao passado das confrarias e os acontecimentos que desencadearam vários fatos do presente.  Toda essa ancestralidade e retomada no tempo me agrada e muito. É um fator que "amarra" o enredo e deixa a obra bem mais interessante. 

Então, a luz se materialzou, como antes, e tomou a forma de Isabeau, flutuando ao redor dela, os dedos dormentes tentando desatar o cinto...

... e sua voz tomou conta da mente de Hollu mais uma vez: é a maldição dos Cahors, ma chere Holly. Aqueles que amamos morrem na água, não nas chamas. Morrem afogados.
 
Foram os Deveraux que nos amaldiçoaram. eles nos perseguem ao longo dos tempos, tentando nos matar. Você precisa sobreviver. Precisamos encerrar essa vendeta... para sempre. 


Estou muito curiosa pelo terceiro volume da série, que se não me engano tem 6 volumes. Tomara que não seja tão extensa, tenho um certo "pé atrás" com séries muito extensas, sinto que perdem o rumo inicial da história e acabam se perdendo. 

E vocês aí que já leram "Bruxaria", o que acharam de "Maldição"? Não deixem de comentar, hein? Saudadees demais de vocês, gente! *--*

Beijos beijos e boa leitura!

quarta-feira, 25 de setembro de 2013

Resenha: "Carnaval" (Luiza Trigo)

Por Gabi: Oi pessoal! Hoje venho trazer um livro nacional, publicado pela Rocco através do selo Jovens Leitores. Direto de terras cariocas para o Dear Book, vamos conhecer o primeiro livro da Luiza.

Somos conduzidos ao longo das 152 páginas pela carioca Gabriela, estudante de arte e mais conhecida como Gabi, que acabou de terminar um relacionamento quando viu o ex com outra garota. Ela fica super chateada. Ela pode não gostar tanto assim dele, mas uma situação assim já é demais.

Não há tempo para tristeza, porém, já que o Carnaval se aproxima e ela logo decide passar o feriado em Recife. Uma cidade que ela ama, não só pela alegria que exala sua colorida arquitetura, pela deliciosa culinária, pelo sotaque cantado ou pelo abraço aconchegante que os recifenses distribuem como ninguém, mas porque é onde ela reencontra as primas, amigos e... paqueras

As primas Bel e Juju já trataram de planejar os dias de folia, garantindo muitos shows e animadas festas e viagens. Já na primeira festa, a fantasia, Gabi acaba ficando com Pedro, um garoto lindo e super fofo, engraçado e que faz Arquitetura ainda. *-* . Mas a química forte rolou mesmo entre ela e FelipeEis que um dia aqueles que nunca ligam para nada, são laçados.  Ele, assim como ela, gosta de arte, toca violão, canta e é super carinhoso e protetor e, principalmente, aquele com a voz doce. Essa situação já está delicada o bastante, se não fosse por um detalhe: Felipe não está sozinho.  
Ele mexeu mesmo com você, hein? Não consegue nem falar - acrescentou ela rindo.

Eu voltei a olhar pra ele. Me encantei, a beleza dele não era aquela óbvia e comum como a do Pedro. Ele era interessante, não muito alto e nem muito baixo, certamente passava de mim, e o corpo era largo. Se abraço deveria ser uma delícia. O cabelo era curto, meio cacheado e todo bagunçado.
Mas a farra não pode parar... Tatá, Fernando, Duda, Bia, Jean Marc, Bel e Juju, eles não brincam em serviço quando o assunto é diversão no carnaval! Mas Gabi precisa definir uma posição e tomar uma atitude. O que ela não esperava era uma surpresa tão grande nesse feriado...

Li esse livro em poucas horas. Sentei no sofá e, quando dei por mim, já estava terminando essa estória. Pela sinopse já imaginei que se tratasse de um romance bem leve e de rápida leitura, mas não achei que fosse nesse ritmo. Mas a narrativa é muito acelerada. No começo, principalmente. A sensação era de uma amiga estava me contado uma história, mas não poderia se dar ao luxo de delongas, porque tem um compromisso. Coisa rápida, pelo telefone mesmo. E, assim como a narrativa, o romance se desenvolveu de forma muito rápida. Não é muito natural duas pessoas se amarem em uma semana, não é mesmo? De não conseguirem ficar separadas e etc. Não houve nem aquela "abertura" para imaginarmos o futuro dos personagens. Acabou ACABANDO. 
A tarde foi muito alegre e fresca com os mergulhos na piscina. Às oito da noite, a galera já estava bêbada e a zona era maior ainda.
Mas é preciso citar os pontos positivos. É clara a veracidade dos personagens. Como é possível imaginar sua turma de amigos ali. As viagens, os romances de verão, as bobeiras, enfim, muito gostosa essa parte. Muito bacana também o tour que fizemos por Recife e arredores. O plano de fundo pernambucano foi muito bem montado. Além de pontos famosos pelas comemorações, ainda fomos apresentados a outros locais e pontos turísticos, além das várias referências culturais nas conversas de Gabi e Filipe.
-Fernando Pessoa... - falou ele - "Aquela senhora tem um piano, que é agradável, mas não é o correr dos rios, nem o murmúrio que as árvores fazem. Para que é preciso ter um piano? O melhor é ter ouvidos e amar a Natureza."

- Alberto Caieiro - falei admirada.

- É uma das minhas favoritas.

Derreti por dentro. Ele gostava de poesias.
Destaque para o acabamento do livro. O único ponto que pecou foi nas folhas brancas, que tornam a leitura bem menos confortável, mas, no mais, tudo muito bem feito. A capa é muito fofa, alegre e colorida, assim como nossa protagonista. Os detalhes no interior também. Lindas as sombrinhas de frevo no início de cada capítulo. 

Enfim, "Carnaval" é aquele chichê bem manjado, com seus altos é baixos, é uma boa pedida para uma distração. Se você estiver no aeroporto, e o voo atrasou ou se está voltando da faculdade ou do colégio, naquele engarrafamento, dentro do ônibus. Acho que Luiza poderia ter ido mais a fundo nessa história, explorando um pouco mais, poderia nos proporcionar um chick-lit bem bacana. 


E vocês aí pessoal, já leram o livro ou ouviram falar da autora? Qual impressão vocês tiveram? Não deixem de comentar, hein?

Beijos beijos e boa leitura!

quarta-feira, 22 de maio de 2013

Resenha: "As vantagens de ser invisível" (Stephen Chobsky)

Por Gabi: Oi pessoal! Hoje venho falar de um livro incrível. Acho que todos já, pelo menos, ouviram falar dele. Olhem bem para a capa e reconheçam um dos filmes mais falados dos últimos meses, com indicações para vários prêmios. Não vou entrar no mérito da adaptação cinematográfica, logicamente, mas fiz questão de citá-la aqui pois a mesma fez um "casamento" perfeito com o livro. (Fica aí uma dica de filme para a Kel) =D Clique aqui para assistir ao Trailer Oficial. 

Uma amiga já havia me indicado o livro há uns anos, mas, na época, só tínhamos o eBook em inglês (The perks of being a wallflower) e como nunca gostei de ler pelo notebook, acabei deixando-o em stand by. Não sabia, porém, o que estava perdendo. 

Charlie, nosso protagonista, é um adolescente tímido, introvertido e muito inteligente. Ele é, aparentemente, como qualquer nerd que não consegue "participar", ou seja, interagir com jovens de sua idade. O garoto é parte de uma típica família norte-americana: seus pais, irmão mais velho que é ótimo no futebol americano e inclusive conseguiu uma bolsa na universidade através do esporte e uma irmã que está prestes a se formar no Ensino Médio, seus problemas com namorados e 'vida-pré-faculdade'. 

Aí você chega até essa parte da resenha e pensa: "que grande clichê". E é aí que se engana completamente. A história se passa no começo da década de 90 e é toda contada através de cartas redigitas por Charlie, sem identificação de lugar e destinatário, sendo "Querido amigo" o único vocativo.

Charlie começou o primeiro ano do Ensino Médio com o pé esquerdo. Seu melhor amigo Michael cometeu suicídio no ano anterior e sua querida tia Helen morreu em um acidente de carro quando ia comprar seu presente de aniversário, o que fez com que o garoto se sentisse culpado pelo acidente, levando-o a uma 'pane psicológica'
Apesar de tudo que minha mãe, meu pai e o médico disseram sobre a culpa, não consigo parar de pensar no que sei. [...] Eu sei que minha tia Helen estaria viva se eu tivesse nascido em uma época que não nevasse. Eu faria qualquer coisa para que fosse dessa forma. Sinto demais a falta dela. Tenho que parar de escrever agora, porque estou triste demais.
Mas quando se está no fim do poço, as coisas só tendem a melhorar, e é isso que acontece com Charlie. Num jogo de futebol americano ele conhece Sam e Patrick, um casal de meio irmãos , que apesar de enfrentarem problemas de um passado nada glorioso, como é o caso dela e de questões existenciais, no caso do irmão, levam a vida de uma maneira extrovertida e deliciosamente louca. 

Não demora muito para que Charlie seja incluído no grupo de amigos desses irmãos e, assim, começasse a viver experiências completamente novas. Começa, então, um mergulho de cabeça na adolescência, no mundo das descobertas pessoais, das relações (e desilusões) amorosas, da autoaceitação e da luta contra nossos monstros interiores  de uma maneira original, intrigante e completamente encantadora
Acho que somos quem somos por várias razões. E talvez nunca conheçamos a maior parte delas. Mesmo que não tenhamos o poder de escolher quem vamos ser, ainda podemos escolher aonde iremos a partir daqui.
Não poderia deixar de destacar aqui o professor Bill, por sua importância ao dar grandes livros a Charlie, que mexeram profundamente com o garoto, como "Pé na estrada", "O apanhador no campo de centeio" e "O Grande Gatsby" e por se tornar um grande amigo. As referências culturais merecem destaque na obra. Além dos livros, ainda há muita música e do mais alto bom gosto. Grandes momentos sempre tem trilhas sonoras sensacionais, com U2, Beatles, Nirvana, David Bowie ou The Smiths. 
Bill assumiu uma expressão séria depois que contei a ele, e disse uma coisa para mim que não acho que vou esquecer nem neste semestre nem nunca.
- Charlie, a gente aceita o amor que acha que merece.
Através das cartas de Charlie acompanhamos cada descoberta e dificuldade do garoto, bem como suas alegrias e momentos únicos. Seu toque de ironia e suas observações peculiares são ótimas. Ele é um bom amigo, sensível e compreensivo, que vê muito, mas não revela tudo. "Ser invisível", entretanto, traz-lhe alguns empecilhos, como uma falta de impulsividade e ação em algumas situações. Pensar demais. Aquele "será que...?" que te trava completamente. 

Demorei um pouco para escrever a resenha, porque acho bem mais difícil falar daquilo que me encantou. É preciso tato para encontrar as palavras certas. Queria enfatizar que vocês estão diante de uma leitura obrigatória! Com uma narrativa diferente, através das cartas, um enredo encantador e uma abordagem original de um tema tão "batido" e a exposição delicada e, ao mesmo tempo, profunda da personalidade e dos conflitos dos personagens trouxeram uma veracidade instigante e cativante ao livro. 
Sam disse a Patrick para encontrar alguma coisa no rádio. E ele só encontrava comerciais. E comerciais. E por fim ele encontrou esta canção realmente maravilhosa sobre um cara, e nós ouvimos em silêncio.
Sam batucava as mãos no volante. Patrick colocou o braço para fora do carro e fazia ondas no ar. E eu fiquei sentado entre os dois. Depois que a música terminou eu disse uma coisa:
"Eu me sinto infinito."
"As vantagens de ser invisível" é o tipo de obra que você não dá nada por ela, no começo, mas que te encanta. Quando assiste ao filme, então, sentimos um turbilhão de emoções! A cena em que Sam diz "encontrei a música túnel, vamos dirigir", ao som de Heroes ou quando Charlie distribui os presentes de formatura, são imperdíveis. Lindas!! Enfim, indico esse livro a qualquer pessoa. Embarquem na leitura sem medo. Você termina a última carta e sente um vazio. Reflete sobre a importância dos verdadeiros amigos nas nossas vidas, daqueles simples momentos que tornam-se inesquecíveis e como aquelas músicas nos marcam e que, sempre -sempre- há uma luz no fim do túnel!! 


Espero que tenham gostado da indicação de hoje. Já leram o livro ou assistiram ao filme? Não deixem de comentar suas críticas e opiniões.

Beijos beijos e boa leitura!!


 
Ana Liberato