segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

Resenha: "O professor e o fabricante de pára-raios" (José Antônio Garbino)

Por Sheila: Oi pessoas! Como estão? Tudo na ´paz? Para vocês hoje, livro que li em uma "sentada" - ok, não foi difícil, pois ele tem apenas 111 páginas - de escritor nacional!

Como tive certa dificuldade em resumi-lo, usei a velha tática de "pegar emprestado" o resumo do skoob, e depois passarei a tecer meus comentários a respeito da leitura, ok?

Um Professor, Doutor Peagadê e um Tio inventor, Valentin, encontram-se na Casa das Tias da família para repassarem seus conceitos sobre a vida e quase tudo o que importa na jornada; sexo, mercado (economia), política, ciência, tecnologia, religião, filosofia, poder, futuro da humanidade e o significado de existências breves diante da eternidade e do universo infinito. Num estilo literário ousado, usando uma prosa para fazer ensaios sobre esses assuntos, o autor, ele mesmo um médico PhD, fala com inteligência e humor refinado sobre esses tópicos, mostrando, através de personagens maduros e diferentes entre si, visões de mundo e questionamentos existenciais que nos fazem pensar!
De início, pensei que seria difícil juntar dois personagens que pareciam tão distantes e antagônicos, mas o autor faz com que os dois consigam dialogar de forma pacífica e aberta, cada um a sua vez tecendo seus comentários e pontos de vista acerca dos assuntos abordados.

Estes mudam conforme os capítulos que são: Lado um, outro lado e o meio, que é quase uma apresentação; escrever um livro; sentir e pensar; erotismo e pornografia; pecado; preconceito; mercado; tecnologia; ciência; religião; a velhice e fim. Em cada um deles, o professor e Valentin tecerão seus comentários a respeito do assunto, cada um com seu ponto de vista e visão.

Apesar de os assuntos levantados abrirem espaço para questionamentos muito interessantes sobre a vida como um todo, sendo que quase pode ser tratado como um livro de filosofia, não consegui gostar do estilo de escrita do autor. Talvez por que os diálogos não aparecem como diálogos;  por exemplo, em um mesmo parágrafo iremos encontrar os dois personagens conversando, mais o narrador.

Isso acabou por deixar - ao menos para mim - o livro um tanto quanto confuso, parecendo alterar equivocadamente entre a primeira e terceira pessoa. Mais de uma vez, tive de parar a leitura para tentar entender quem estava falando naquele momento.

Assim recomendo, com ressalvas. Mesmo assim, seria bom que você lesse. Vá que sou eu que sou muito rígida, e seja justamente este estilo de narrativa que o resumo denomina "ousado"? 

Abraços e até a próxima.




Um comentário :

  1. Muito bom o livro, realmente recomendo. Uma discussão madura e profunda sobre os mais diversos temas.

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