segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

Interrogação #3 – O contato com as manifestações artísticas

Com Eliel Carvalho, resenhista da casa


Interrogação é uma coluna do Dear Book que recebe convidados para refletir o nosso momento enquanto ideias, hábitos, panoramas e manifestos culturais. A cada post, uma pergunta e uma opinião. Todo o conteúdo de resposta é de responsabilidade dos convidados. Sem periodicidade fixa, a coluna é organizada pela dear boss, Kleris Ribeiro.


Dentre variadas manifestações artísticas culturais
(dança, música, cinema, livros, fotografia, pintura, contação de histórias, etc),
qual você se sente mais próximo e qual se sente mais distante?
Por quê?

E: Eu enxergo a arte como um grande lago. Explico a razão. E o que vem a seguir vale para qualquer manifestação artística.

De longe vemos apenas a superfície. Sabemos o que é arte e sabemos que ela existe. Ao chegarmos mais perto, vamos entendendo que a arte é muito maior e mais importante do que conseguíamos enxergar. Ao desenvolver interesse por ela é como se víssemos nosso reflexo no espelho d’água e ela nos olha de volta nos convidando a entrar. Uma sereia sedutora?

Então você começa a se envolver nas águas, na arte. E você pode começar por qualquer uma. Eu, por exemplo, comecei desenhando, logo foram os livros que me acompanham até hoje. Minha mãe é uma exímia contadora de histórias e hoje pratico a dança. Variações bem distintas da arte.

E quando você se arrisca um pouco mais e resolve mergulhar percebe que o que você conhece é só pouco e tem um lago inteiro para explorar. Mergulhar nesse lago é como mergulhar na arte, você pode nadar e explorar onde e o que desejar.

O nome desse lago é inspiração. Como a arte contida vai se manifestar, só vai depender de como você nadar. Dentro do lago você pode fazer o que quiser, pode explorar o que quiser e pode trazer à tona o que quiser.

Porém, um lago tem limites geológicos, a arte só pode ser limitada pela curiosidade de quem a explora. E se sua curiosidade for profunda, não tenha dúvidas que as águas serão abundantes, um convite à exploração de si.

Divaguei um pouco antes de responder, mas digo que hoje sou mais próximo da dança. Através dela eu conto histórias que leio, represento pinturas que vejo, interpreto músicas que escuto, vivo vidas que não são totalmente minhas através de personagens e quando olho as fotos relembro cada momento.

E sobre se sentir mais distante, é apenas porque ainda não pude explorar de uma forma mais completa, estar distante é uma posição relativa. Para o cinema sou apenas um expectador, não tenho vocabulário para discorrer sobre a arte de fazer filmes. Ainda.

Se eu pudesse dar algum conselho seria: mergulhe, mergulhe de cabeça; esse lago não é raso e é só seu. Traz pra fora o que tem de mais interessante aí dentro, e o mundo precisa ver.



Eliel Carvalho é gastrônomo por formação e artista por paixão. Se aventura nos desenhos, nos palcos e principalmente nas páginas das mais diversas aventuras literárias. Tenta cozinhar as mais loucas ideias, sejam elas comestíveis ou artísticas. Dança quando as palavras já não são mais suficientes e em um futuro breve será um arte-educador. Afinal arte e educação harmonizam.

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Até a próxima interrogação!
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