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segunda-feira, 25 de março de 2019

Resenha: “Dose de Quinta - O livro” (Bruno Magno)

Por Kleris: Adoro um livro de crônicas quando tô bloqueada nas leituras – crônicas salvam vidas, gente! Dose de Quinta estava na estante tem um tempão tempinho, e se você também é de vibes, vai entender o que é esperar pelo momento certo. Coloquei o DQ num desafio de leitura (você pode conferir aqui) e foi de um respiro muito bom. 
Sabe quando um cientista erra uma das substâncias e acaba criando algo mágico? Às vezes o nosso maior acerto é apenas errar na hora certa.

Pra quem não conhece, o Dose de Quinta começou como blog, com grande atuação no instagram. A ideia era de postar “textos de quinta” e todas as quintas-feiras – coisa que rola até hoje (acompanhe  aqui). O Bruno é de São Luís, minha cidade, e atua em diversos projetos culturais. Acredito que seu livro é um dos mais conhecidos por aqui. 
Foi, então, que eu entreguei você a Deus, para, finalmente, conseguir lhe dizer adeus. 
Você simplesmente coleciona os momentos bons e volta e meia os revive em segredo, porque eles realmente valeram a pena.



Com textos nada pretensiosos, mas nem por todo de “quinta categoria”, o livro é o que nasceu pra ser – falar com simplicidade de como a banda toca quando se trata de amor. Temos desabafos honestos, melindres, idealizações e “fics” que acometem os apaixonados – ou os românticos, como diz. O ar, como fica sugerido pela ideia do DQ, é de tomar doses de amor. 




Escrever para você esse adeus, me fez entender que existe um espaço reservado no peito, só para guardar as relíquias. 
Dar gelo para provocar saudades pode parecer tentador, mas é assinar um atestado de óbito. Esse coração é um verão jamais visto, pede calor e jamais, frio. 
Estou precisando de alguém que me convença a banhar na chuva, e a não pensar que isso pode me render uma boa gripe no dia seguinte.

São pouco mais de 50 crônicas, textos bem rapidinhos, todos em diferentes fases de relacionamentos, tal qual a gente se encontra no mundo – todo mundo no seu tempo, no seu espaço, sem que ninguém precise estar em sintonia. 
Não sei se digo que te amo agora ou espero mais um pouco. É muito cedo pra dizer isso? Há tempo certo? [...] Talvez, o mais importante seja viver e não descobrir. 
Servi para você se sentir servido, mas só isso pra mim não serve.

Tem hora que parece que estamos em diversas cabeças, como quando a gente assiste variadas séries duma vez e acompanha o desenrolar daqueles relacionamentos todos. A propósito, acho que encontrei cartas da Robin e do Ted de How I Met Your Mother haha 
A verdade é que você não é obrigado a encontrar ninguém, assim como ninguém é obrigado a encontrar você. 
Você apoderou o amor, colocando-o num arquétipo que não lhe cabe. Laços líquidos e nós frouxos amarram essa fantasia de que você está amando (ou é amado). 
Saudade é como fermento. 
É estranho olhar distante quem já foi de dentro. E mais estranho ainda é saber que somos estranhos, mesmo nos conhecendo tanto.

Vontade também não me faltou de chegar em algumas pessoinhas e dizer um “lerigou, my friend” ou um “que tal conversar isso com uma terapeuta e investigar essas sabotagens todas? Vai ser ótimo!” – mas é aquele lance: a gente respeita o que o outro tá sentindo. Daí rola uns textos bem autoconsciência que dão uma folga dos “muito idealizadores”. 
Mas só insista em derreter um coração gelado se a sua intenção é mantê-lo aquecido. 
Você merece muito mais. E eu vou continuar aqui, amando-a mais do que você se ama. Esperando, enfim, o dia em que vai parar de querer o que já tem e vai desejar o que já possui.

Magno traz uma escrita de quem está se lançando, tateando as palavras, descobrindo seu ritmo. Então você pode encontrar uns textos um pouco incertos, mais crus, que, na real, é a intenção do livro.

O livro é totalmente independente – sem intervenção de editora – e nem por isso deixa a desejar na edição, que, aliás, é linda, toda trabalhada na ideia de um bar, onde você vai, senta e toma. Melhor menu/índice de pedidos. Ao fim, Magno deixa a sugestão de que vai ter outro livríneo. Será?



Aos traços de poesia, jogos de palavras, drops de respiro e pequenas doses, dá pra ler num sopro, dá pra ler em doses homeopáticas. É ideal para você que busca algo breve e leve, suave na nave. Só garanta suas bandeirinhas pra marcar as páginas, porque livro de crônicas não é livro de crônicas sem você guardar umas palavras pra vida. 


O que eu não digo é mais forte do que qualquer palavra. [...] Eu escrevo pra que você sorria, pra que você chore, pra que você sinta que as mesmas palavras que podem ferir, também podem curar. Eu escrevo pra que você leia sobre amor, pra que você sinta e se lembre do que passou.

Não sei como o livro está de tiragem, mas se você tiver interesse pode contatar o Bruno lá no @dosedequinta. Deixo aqui meu recomendo :) 
É que nós fazemos planos. E, na maioria das vezes, eles dão errados.

Até a próxima!

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segunda-feira, 20 de novembro de 2017

Resenha: “Amor Roxo” (Rafael Vitti e Júlia Oristanio)

*Por Mary*: Sem dúvida, uma das coisas de que mais gosto nos poemas do Rafael Vitti é a simplicidade. A forma aparentemente despretensiosa como brinca com os versos e joga com as palavras.

Esse jogo de palavras a que me refiro não se restringe apenas à troca de uma palavra ou outra, mas também – e principalmente – a geração de som, a musicalidade impressa no conjunto e a ordenação dos versos. Todo este aparato reunido resulta em um trabalho capaz de atrair até os leitores mais avessos a rimas.

Longe da poesia clássica, parnasiana, cuja estrutura importa mais do que é dito, Rafael Vitti exerce um importante papel na literatura e talvez nem o saiba: ele aproxima o público jovem de uma categoria literária difícil e muitas vezes encarada como maçante. Ele nos mostra que poesia não é só cult, ela pode – e deve – descrever o dia a dia.

Além do conteúdo muito bem escrito, Amor Roxo possui um bom apelo visual. Sem deixar que este roube a cena, as imagens e combinações de cores complementam os desenhos dos poemas. Eu diria que a atual forma de fazer poesia é justamente essa: o casamento do literato às imagens e sons; o que Rafael e Júlia fazem muito bem, a propósito.


  

Diferentemente do que destaquei em Quer se ver no meu olho?, a respeito da multiplicidade de temas, Amor Roxo parece manter seu foco no amor. Variadas maneiras de amar, em diferentes momentos dele. Sedução, relacionamento, perda, desespero, paixão, satisfação.


  

Eu senti um pouco de falta de saber quem escreveu o quê. Porque como este livro reúne poemas do Rafael e da Júlia, eu gostaria que ficasse um pouco mais clara a autoria. Por outro lado, dá para brincar de adivinhação. O que nos resta, é comparar com os poemas de seu livro anterior, Quer se ver no meu olho?. Será que o fandom aí poderia ajudar esta curiosa resenhista?

 


Mas aí vocês vão me chamar de doida, porque ao mesmo tempo em que senti falta, eu também curti bastante o fato de não saber quem escreveu o quê. Dá aquela impressão de unicidade, sabe? Como se ambos fossem um e acho que essa era a ideia, porque não é como se fossem simplesmente dois autores dividindo um livro, mas realmente um trabalho em conjunto.

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quarta-feira, 12 de outubro de 2016

Resenha: "Maluca por você" (Rachel Gibson)

Tradução de: Cássia Zanon

*Por Mary*: Que amorzinho! <3

Olha, é bem difícil ler um livro da Rachel Gibson e não querer a coleção inteira pra ontem! Esta autora foi uma grande descoberta imediatamente à minha entrada no Dear Book. Aliás, se eu pudesse escolher uma autora que representa a minha entrada no DB, com certeza seria a Rachel Gibson.

E se tem uma escritora que nunca destoa, essa escritora é a Rachel.

Ele nunca havia se apaixonado tão rápido e com tanta força, e aquilo o assustava tremendamente. Assustava mais do que os tiros dos talibãs zunindo e atingindo a montanha de granito ao lado de seu ouvido esquerdo. Ele havia sido treinado no exército e sabia o que fazer em combate. Treinado pelo departamento de polícia para capturar um criminoso em fuga. Mas aquilo? Aquilo era um território novo. Não havia treinamento. Não havia como se proteger. Como reagir. Havia apenas Lily e a forma como ela o fazia se sentir.
Em Maluca por você conhecemos um pouco mais de uma personagem conhecida em seus outros volumes: Lily Brooks. Sim, você com certeza se lembra da maluca Lily Darlington, a irmã impulsiva de Daisy, que meteu um carro na sala do ex-marido cretino.

Você provavelmente se lembra também da Lily aparecendo brevemente em Salve-me, em uma conversa rápida com Sadie.

Um recurso muito utilizado pela Rachel Gibson é a intertextualidade, o que, em minha opinião, é um grande acerto. É muito comum você ver menções a personagens de livros passados, apesar de eles não aparecerem com grande frequência. Sendo assim, ao mesmo tempo em que sacia o leitor de saber mais daquele personagem apaixonante do livro passado, não se cansa o texto com misturas reiteradas de tramas; além, claro, de não dar grandes spoilers e também não prejudicar a leitura desordenada dos títulos. 
Você devia se orgulhar de si mesma por isso. Eu sei que você ama o seu filho, e na primeira vez que a vi com o Pippen percebi o quanto o ama. Você disse que mataria por ele, e eu soube que queria amar e ser amado daquela maneira.
 Maluca por você está dentro do universo de Lovett, com uma trama que sucede Daisy em oito anos e acontece temporalmente em paralelo com a de Salve-me
Fechou os olhos e apertou os dedos sobre os olhos. Ela não havia sido sincera porque não queria que ele fosse embora, mas ele foi embora mesmo assim. Ela não queria namorar com ele por causa da idade dele. Ela tinha medo do que as pessoas iriam dizer. Ele não se importava com isso. Havia sido ousado e corajoso. Ela costumava ser ousada e corajosa. Costumava amar com todo o coração, como Tucker.
 O policial Tuck Mathews, novo em Lovett, fica encantado por sua vizinha. E não só porque ela é bonita, engraçada e sexy, mas também pela forma feroz como protege seu filho e o cria sozinha, a despeito do ex-marido que mais atrapalha do que ajuda.

A imediata atração não demora a virar paixão, mas vai ser bem difícil convencer Lily de que oito anos de diferença de idade não é muita coisa e de que não importa em nada sua fama de impulsiva. Tuck só quer estar na vida de Lily em todos os aspectos, e se vai precisar passar por sua cama primeiro para atingir o coração, tudo bem também.
- Eu quero mais do que sexo.
Ela se virou e pegou as canecas para ter o que fazer com as mãos. O que ele poderia querer? Mais do que sexo? Todos os homens queriam sexo. O coração e a alma dela? Pegou o bule de café e serviu. O que aquilo queria dizer?
- Eu já tive relacionamentos que se resumiam a sexo. Eu não quero mais isso. Não quero isso com você.
- Relacionamento? – O café derramou pela lateral da caneca com os dizeres Tudo é maior no Texas, e ela se virou para encará-lo.
- Afastá-la foi uma das coisas mais difíceis que já fiz na vida. – Ele esfregou o rosto com as mãos e soltou os braços. – Eu ainda não acredito que fiz isso, mas não quero começar as coisas assim.
- Começar? Nós não vamos começar nada. Não podemos ter um relacionamento.
Maluca por você é um livro excelente para se ler em uma dessas tardes livres, uma vez que a história é bem curta e sem grandes conflitos. Com uma narrativa fluida e extremamente envolvente, você vai devorar os nove capítulos que compõem essa trama de uma tacada só.

Portanto, se você está precisando de um bom romance, com aquela pitadinha de sensualidade e algumas cenas quentes, Maluca por você é a escolha perfeita! 
Faz quase dois meses desde que eu me apaixonei por você, naquela primeira manhã que lhe vi com rolos nos cabelos e chinelos de coelhinhos nos pés. Saber que amamos alguém não leva tempo. Não são precisos dez anos ou dez meses para descobrir isso. Basta olhar para o outro lado da entrada da garagem e ter a impressão de ter levado um soco no peito, perdendo o fôlego.
  
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segunda-feira, 18 de julho de 2016

Resenha: “Você se lembra de mim?” (Megan Maxwell)

Tradução de: Sandra Martha Dolinsky
*Por Mary*: Nunca pensei, nesse mundo de meu Deus, que um dia Megan Maxwell me faria chorar. Mas não é que ela fez? Quer saber por quê? Então, vem com a tia!

Sem medo de me equivocar, digo que este é o livro mais diferente que já li da Megan. E não me refiro somente ao enredo, mas também à trilha sonora. Quem conhece esta escritora, sabe do que eu estou falando. 
Durante os quase cinco minutos que durou a canção, nenhum dos dois disse nada nem se afastou. Quando acabou, olharam-se na escuridão. Foi um desses momentos perfeitos e únicos em que os dois sabem de tudo. Um sabe por que o outro olha, por que o coração bate acelerado; mas também sabe que está encrencado.

Megan Maxwell é uma escritora muito musical, que sempre compõe uma verdadeira trilha sonora para suas tramas e, em geral, aposta em cantores e bandas latinas; dessa vez, por outro lado, apostou – acertada e adequadamente, diga-se de passagem – no rock dos anos 60.

Que trilha maravilhosa!

A espanholada da trama fica por conta da banda El Canto Del Loco, que eu não conhecia e adorei! Tem uma pegada bem ao estilo Maná, que eu curto muito. Fica aí a dica para quem gosta desse tipo de som.

Outro dia, conversando com os coleguinhas aqui do blog, a Mari Diniz – que vocês conhecem pela coluna de séries – comentou sobre o quanto seria interessante se montássemos uma trilha sonora e a inseríssemos aqui no texto. Eu, que estava lendo justamente esse livro, logo entendi que precisava mostrar a vocês a maravilhosidade destas músicas.


Muito obrigada, Mari Diniz, pela ajuda com esse player!

Sendo assim, quem quiser ler o livro ou a resenha com a trilha sonora pertinente, se joga no Spotify!
E antes que ela respondesse, Joel beijou-lhe a ponta do nariz e disse:
- Não chore, Ligeirinho. Mulheres duras como você não choram.
Ao ouvir isso, um soluço descontrolado saiu de sua garganta, e ele, comovido ao ver as lágrimas rolando por aquele rosto bonito, murmurou com ternura:
- Ora, parece que choram sim.
Alana é uma mulher independente, que não está disposta a deixar homem nenhum influenciar em sua vida ou seu trabalho. Aliás, está 100% comprometida com este. É uma jornalista de certo renome, que não se prende a ninguém e está muito bem assim. Muito obrigada. Até que conhece Joel: alto, lindo, loiro, forte e de olhos claros. O Pecado em forma de homem. Virilidade e charme em pessoa. O cara certo para se divertir durante o tempo em que ficará em Nova York, até que descobre um detalhe sobre o bonitão: ele é fuzileiro naval.

O capitão Joel Parker fica encantado pela espanhola de sangue quente que conhece em um bar de NY, a atração é imediata e a tensão que surge entre ambos é palpável. O que não dá para entender é por que motivo ela corre dele sempre que este chega perto. Ele se dará por vencido? Claro que não!

O que o nosso querido Capitão América não sabe é que Alana já está cansada de sofrer pelos militares de sua vida. Pior ainda, está cansada de ver as pessoas que ama sofrendo por causa deles. Notadamente os americanos. Não, para ela, é mais saudável cair fora antes que alguém saia machucado.

No entanto, Joel não está disposto a deixar a única mulher que o interessou em muito tempo sumir de sua vida dessa maneira e fará de tudo para romper a carapaça que ela veste para não se envolver emocionalmente com ninguém.
A seguir, encheu um copo com água e lhe deu um comprimido.
- Tome e vá direto para a cama – disse ele.
- Você parece a minha mãe – debochou ela.
- Deve ser porque eu também te amo.
Pelo que li, Você se lembra de mim? é o livro mais pessoal da Megan Maxwell, inspirada na história de amor de seus pais. E que grande história de amor, minha gente!!!

O livro conta com duas histórias, uma real e a outra completamente ficcional, que se relacionam. A primeira, ambientada na Alemanha da década de 60, é inspirada em pessoas reais e narra o amor entre uma moça espanhola e um cabo do Exército dos Estados Unidos. A segunda parte, que se ambienta por volta de 2003-2004, é absolutamente ficcional, narrando a história de amor da filha do primeiro casal, também com um militar americano, e sua busca por respostas a respeito de seu passado.
Larruga o viu voltar com um sorriso divertido nos lábios e perguntou:
- O que é que há com você e essa morena?
Teddy apoiou o cotovelo no balcão do bar. Depois de tomar um gole de seu refrigerante, disse com um sorriso inocente, erguendo a sobrancelha:
- Vou me casar com essa morena, amigo.
Quando a gente costuma ler determinado autor, acabamos por identificar a estilística dele e, muitas vezes, conseguimos até relacioná-lo com algumas outras tramas que vemos por fora. É o que acontece com a Rachel Gibson, por exemplo. Creio que já falei disso em alguma das resenhas que escrevi sobre ela, só não vou conseguir lembrar agora em qual...

Não é tão comum encontrar autores que se distanciem muito disso. Eu citaria a Jojo Moyes como uma autora que consegue escrever tramas completamente distintas entre si. Há também outros extremos, de autores que escrevem sempre a mesma trama, mudando apenas o contexto, mas não é disso que quero falar e sinto que estou perdendo o fio da meada.

O ponto a que quero chegar é que a Megan Maxwell me surpreendeu ao se distanciar das tramas que costuma escrever, mas ao mesmo tempo sem sair do que é o seu estilo.
Aquela canção... aquela letra... aquela proximidade... aquele momento... tudo se somou para que Teddy e Carmen se olhassem nos olhos e acelerassem sua respiração e desejo.
Mas ela, surpreendendo-o, sussurrou:
- Não me olhe assim, não vou beijá-lo.
- Eu sei esperar – disse ele, sorrindo.
A segunda parte da obra, a parte ficcional, é perfeitamente adequada ao que a Megan está acostumada a nos apresentar. Você consegue senti-la e encontrá-la em cada palavra, beijo narrado ou personagem construído. A segunda parte não foge do seu padrão.

Por outro lado, a primeira parte... é impressionante, tocante, arrebatador, emocionante.

E é a isso que me refiro quando digo que nunca pensei que a Megan seria capaz de me fazer chorar, porque realmente não sou o tipo de pessoa que chora facilmente.

E no fim do livro, quando encontrei as suas fotos de infância, que retratam a primeira parte da história de Você se lembra de mim?, foi outro vale de lágrimas.

Talvez eu tenha me acostumado a uma Megan mais hot, a autora moderninha, a que utiliza humor para retratar temas sérios, faço aqui a mea culpa. Neste livro, encontrei uma Megan diferente que me conquistou tanto – ou talvez mais – quanto aquela. 
- Estou dizendo que quero alguém que só tenha a mim no coração – respondeu sua amiga depois de beber um gole de sua bebida –, porque me recuso a dividir meu amor com outra pessoa. Quero alguém que me olhe da forma apaixonada, como o capitão metido olha para você. Que atravesse metade do mundo só para me ver por 48 horas e que me ame como eu estou disposta a amar. Só quero isso. E ontem à noite, depois de falar com Karen e ver que não sou a única para ela, decidi pôr ponto-final, peguei minha mala e fui para um hotel.
Você se lembra de mim? é um livro que te faz grudar nele durante dois dias insanos, em que você só vai largá-lo ao chegar à última página. Livro de uma tacada só e digno de DPL.

Portanto, se você quer rir, chorar, amar, se apaixonar e, sobretudo, conhecer – ou re-conhecer – uma autora excelente, que merece todos os louros que tem recebido pelo seu trabalho, não deixe de ler Você se lembra de mim?
Enquanto esperava sua vez na lojinha, umas batidinhas chamaram sua atenção. Ao olhar para a vitrine ficou em choque ao ver o cabo americano olhando pelo vidro, com um lenço branco amarrado no dedo, que ele balançava como se fosse uma bandeira. Ela não sabia o que fazer. Então, ele sorriu e Carmen, esquecendo tudo, saiu da loja.
- Olá, você se lembra de mim? – perguntou Teddy com seu sotaque peculiar.
- Claro que me lembro de você – assentiu ela, por fim sorrindo.


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sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016

Resenha: "Bob - Um Gato Fora do Normal" (James Bowen) Vol.3


Por Clarissa: Olá pessoal, tudo bem? Minha indicação de hoje é “Bob - Um Gato Fora do Normal” volume três, com fotos e outras aventuras. Para quem ama animais, este livro pode te levar as lagrimas, mas calma, são de alegria.


A História fatídica de James Bowen e seu adorável gato laranja conquistaram o coração de todos. O musico solitário nas ruas de Londres, ex-viciado em drogas, ficou muito mais feliz depois que conheceu Bob, que antes também não estava tendo uma vida fácil. Quando James encontrou Bob em seu prédio a vidas dos dois mudou de um jeito, que foi para muito melhor.

Foi como se uma luz tivesse brilhando lá no fim do horizonte e que acalentou os dois, que antes estavam perdidos no mundo. James Bowen é um musico sem-teto, que sobrevive com a música, e que muitos olhar com desconfiança, olhares injustos. E a partir do momento que ele encontra um gato de rua machucado, com pela cor de laranja e grandes olhos verdes, sua vida começa a mudar.
“Pela primeira vez em anos eu pude ver uma luzinha bem fraca brilhando no fim do túnel.”
Os dois passaram por muitas aventuras juntos. A cada dificuldade que enfrentavam mais forte ficava o carinho que os unia. Hoje James não consegue mais viver sem o seu amigo peludo. Bob o ensinou a ser paciente, a insistir no caminho certo, a se alimentar direito, a escolher melhor as suas companhias e a acreditar no amor. Bob e James, o destino juntou os dois para serem mais felizes e acreditar que todos merecemos uma nova chance, ser melhor e melhorar os outros. James e Bob enfrentam o mundo – e vencem. Uma história verdadeira sobre o amor e a amizade, e de como tudo pode ser possível, basta acreditar e querer mudar.
“Todo mundo precisa de uma trégua. Todo mundo merece uma segunda chance. Bob e eu tivemos a nossa...”
A história de James e Bob é incrível. Como uma bolinha de pelo laranja pode mudar uma vida, ele não só querer o bem do gato, mas mudar a si para ter uma vida melhor aos dois. Quem tem bichinhos de estimação sabe como é o amor deles, puro e inocente, eles só te querem ver bem e brincar. Um animalzinho pode sim mudar vidas, e para quem não acredita ai está uma história linda. O conforto e a superação que esta história traz é surreal e ale de ser super fofo. James Bowen transmite ao leitor tudo o que ele passou junto com Bob, uma escrita esclarecedora que fazem todos entender sobre o amor. Este livro é um pequeno resumo dos livros anteriores, porem com mais alguns detalhes da vida deles.

Nesta versão mais detalhada é certeza que você dará muitas risadas, ataque de fofura e algumas lágrimas aqui e ali, mas são de alegria. Com esta leitura você vê que o amor está nas coisas simples, num ato inesperado, sem receber nada em troca.

A leitura é tão gostosa que as páginas passam voando e alem de ter fotos super fofas de James e Bob, o que faz com que o leitor entre mais na história, se sinta importante em relação à superação deles, que todos podemos vencer na vida.

Sim, este gato é fora do normal, Um anjo de quatro lindas patinhas e de pelo laranja. Bob tomou conta do mundo e dos corações das pessoas.

Muitas pessoas podem criticar sobre ter livros de animais, porem não é só do animal, mas sim a história de superação, amor e companheirismo, tem uma grande historia atrás da capa.

Bom espero que tenham gostado, e leiam sim, vão gostar.
Aqui estão algumas fotos que contem no livro, olha que bolinha mais fofa!!

Bob e James
Fotos de minha autoria
Tão Fofo!


Boa leitura e muitos ataques de fofura, até em breve!

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quarta-feira, 6 de janeiro de 2016

Resenha: “Soldier Leal até o fim” (Sam Angus)


Por Yuri: Oi pessoal! Este livro é baseado em relatos reais sobre a atuação de animais durante a Primeira Guerra Mundial. Assim que eu olhei essa capa e li o nome do livro, fui procrastinando a leitura por um tempo. Mas deixe-me explicar o motivo: eu sou o tipo de pessoa que quando assiste um filme e uma pessoa morre, não choro, mas se aparece um animal que sofre, eu me derramo em lágrimas T.T

Quando eu achei que estava pronta pra ler o livro, preparei os lenços de papel e respirei fundo...

Soldier conta a história de Stanley, um garoto de 14 anos, que vive com Da (seu pai e adestrador de animais de raça pura) e Rocket (cachorro de raça campeã de vários torneios de corrida).

Após a morte da mãe de Stanley, Da sofreu muito e se tornou extremamente rabugento. Seu temperamento piorou depois que Tom, seu filho mais velho, foi convocado para servir ao exército. Stanley que era muito ligado ao irmão sofreu muito por ficar solitário, mas compensava sua alegria com Rocket. 

Quando a cadela deu à luz quatro filhotes mestiços, Da ficou furioso e prometeu dar um fim a todos os cachorros. Depois de tentar vender os filhotes para ciganos, um dos cãezinhos não foi aceito por ter uma pelagem mais clara, este era Soldier, o preferido de Stanley, pois foi o último a nascer e quase morreu durante o parto.
“- Soldier – ele sussurrou novamente. – Você vai ter esse nome por causa do meu irmão... Ele já deveria ter voltado para casa a esta altura... Da apareceu de repente, carrancudo, agarrou Soldier pelo cangote, balançando-o, as perninhas rígidas se misturando no ar. Da marchou até a porta e lançou Soldier para fora, no cascalho da trilha. Stanley engasgou, mas em um instante Soldier ficou de pé desnorteado, deslizando meio torto para os canis, o rabo entre as pernas, os olhos ansiosos e a cabeça curvada, olhando para a porta. Da vagou pela sala e subiu a escada.”

Com o orgulho ferido por ter um animal mestiço, Da que sempre foi orgulhoso por trabalhar apenas com animais de raça pura levou Soldier para o lago para matá-lo. 

Stanley fugiu de casa quando descobriu que Da tinha afogado o filhote que restara e para encontrar o irmão, mentiu a idade e se alistou no exército. Logo o garoto tornou-se adestrador de cães mensageiros, que atravessam batalhas e trazem de volta uma mensagem.
“Na porta, com uma mão no bolso, Stanley parou para olhar a sala uma última vez. Viu o apito na cadeira. Da veria o apito que o filho tinha feito para ele, talvez pudesse enxergar ali todo o amor e toda a esperança que ele havia destruído. O apito na caixa de fósforo, aquele que manteria consigo, para sempre, como lembrança de Soldier.”

Até essa parte do livro eu consegui ler sem chorar, mas quando Stanley começou a treinar Bones, seu primeiro cachorro mensageiro, é muito triste. Esse cachorro tinha instinto protetor quando chegou para ser adestrado, então Stanley teve muito trabalho para retrabalhar esse comportamento do animal, mas ao mesmo tempo era esse instinto que fazia Bones sempre voltar para o seu dono.
“- O cão deve querer estar com você. Se ele quiser estar com você – estava dizendo Richardson – então ele será leal, corajoso e honrado. Não só isso: ele vai ser impulsionado como se por uma espécie de magnetismo, atravessando em meio às bombas caindo, através de furacões de fogo e de campos com tanques se deslocando, pelo seu desejo de estar com você. Se ele o amar, vai correr para casa, para você, mesmo através de nevascas de estilhaços de ferro.”

Vou adiantar que a sucessão de fatos não é muito feliz. Eu li esse livro no ônibus e no metrô enquanto viajei da minha cidade a São Paulo e eu simplesmente não conseguia parar de chorar.

Não sei pra quem eu indicaria esse livro, talvez para quem gosta de chorar (brincadeira). A história é cheia de sofrimento, mas o envolvimento de Stanley com os cachorros é tocante. Mais que isso o livro tem um clímax de prender o fôlego.

Para quem gosta de ler histórias que contam sobre o relacionamento entre humanos e animais, esse livro com certeza é uma boa pedida. Vale a pena ler, vale a pena sofrer, vale a pena chorar junto e ver como foi a guerra por um novo ângulo.

Espero que vocês curtam essa leitura e até a próxima!


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domingo, 29 de novembro de 2015

[Minhas Palavras] Uma Carta ao Meu Quase-Ex-Amor


A coluna "Minhas Palavras" apresenta textos originais, de diversos temas, produzidos pela equipe do Dear Book.

Por: Mary Leite.
Colaboradora, é resenhista de Literatura Nacional e Estrangeira no Dear Book.
(Não sei o que é mais estranho: eu escrevendo uma crônica ou tendo coragem de publicá-la)





Querido quase ex Amor,

Li outro dia em algum lugar – você sabe que leio muita coisa e nunca lembro depois onde – que nem sempre só o amor é suficiente. Que Deus me defenda, essa é a mais pura verdade. Te confesso que, quando li, não dei a devida importância. Sei lá, reconheci a verdade daquilo, mas aquela afirmação, àquele momento, não me tocou devidamente. Provavelmente eu estava tão imersa em nossa felicidade – mais minha do que sua, talvez? – que fui incapaz de enxergar a realidade que se delineava diante dos meus olhos.
Sabe, quando te conheci, você se destacou no meio de todos os outros. De repente, como uma chuva de fogos de artifício no meio do céu negro sem estrelas, você sorriu e iluminou toda a escura pista de dança. Sério, quando você sorriu pra mim, eu me perdi. Aliás, esse teu sorriso é a minha perdição e você sabe. Tudo bem, ok, você sabe bem que tenho uma profunda queda por belos sorrisos. Mas eu juro que o teu sorriso é o mais bonito de todos. Você é o meu melhor sorriso.
Me sinto tão culpada por duvidar... principalmente quando escuto a tua voz, tão segura de nós dois. Será que eu já disse hoje o quanto amo a tua voz? Talvez não. Certo, muito provavelmente não. Gosto desse sotaque suave, tão seu. E gosto como os “s’s” saem com um chiado. E aí quando você ri, essa tua risada rouca, que vem acompanhada do teu sorriso que amo tanto... ah, meu bem! Aí eu me perco. Até o chão some sob os meus pés.
Será que um dia você poderá perdoar as minhas fraquezas? Não é culpa minha, tá? Você, tanto quanto eu, conhece o nosso passado. E eu sei que éramos jovens demais quando nos conhecemos, mas tanta coisa aconteceu de lá até aqui! Peço, encarecidamente, que você não me culpe, meu amor. É muito difícil esquecer anos de mágoa. E, mais difícil ainda, é controlar as minhas inúmeras reservas. Eu sou paranoica, eu sei. Eu tendo ao autoboicote, eu sei também. Eu sou racional e fechada demais, você não precisa me lembrar disso. Afinal, somos duas ostras soldadas, não é? Nesse sentido, acho que você me entende melhor do que ninguém.
Será que um dia acabarei estragando tudo?
Espero que não.
Porque, por mais que duvide, não quero te perder.
Às vezes queria ser mais impulsiva, mas logo depois me arrependo. Olho para o passado tentando não me ater a ele, para, então, olhar o futuro e não te encontrar lá. Será que a minha visão está nublada e por isso não te enxergo ali? Talvez sejam as minhas lágrimas. Você é o único cara por quem já derramei lágrimas, sabia? Não me orgulho nadinha de reconhecer que já chorei por você. Logo eu, tão forte! Logo eu, conhecida na roda de amigos por ser a mais durona, perdi meu coração para você.
Sou uma garota movida pela razão. No entanto, você parece despertar o meu lado mais sentimental. Nem me reconheço quando estamos juntos. Porém, ainda assim, gosto de quem eu sou com você. Da pessoa que sou por você. Tento ser mais corajosa. Mais descolada. Até arrisco me abrir mais, deixar as coisas fluírem. Falar o que sinto nunca foi uma opção. Até conhecer você. Caramba, até te conhecer eu nem mesmo tinha sentido algo realmente forte por alguém! Perco o filtro. Falo e depois me arrependo. Eu penso demais. Fico remoendo tudo. Crio infinitas possibilidades em minha cabeça. Acaba que nunca acontece nada do jeito que imaginei, mas essa é a graça de estar com você: sou surpreendida com beijos, uma chamada, seu colo, uma mensagem...
Por sua causa, me tornei uma contradição ambulante.
Já contei que ainda sinto um friozinho gostoso na barriga sempre que vejo o seu nome no visor do meu celular? Sim, é. E o meu coração ainda acelera igual um doido quando te vejo. Será que um dia vai passar? Espero que não. Amo essas sensações de desamparo que você me faz sentir. Um desamparo seguro, sabe? Quando você me abraça, esqueço que existe um mundo lá fora. Você me coloca no colo, deita a minha cabeça no seu peito e eu escuto o seu coração. Ele bate forte. TUM-TUM TUM-TUM TUM-TUM. Por mim.
Meu peito se enche de um sentimento gostoso. E assustador. Chame-o como preferir.
Você sabe bem o quanto lutei contra esse sentimento. Fiz de tudo. Tentei sufocá-lo, trancafiá-lo, escondê-lo. Tudo em vão. O meu coração já era seu e eu nem sabia. Desisti. Contudo, tem sempre um lado irritante, lá no fundo de minha mente, questionando. Irracional. Será que você pode desligá-lo? Ah, pode sim. Por sinal, somente você pode. Eu sou covarde, eu sei. Me deixa ser covarde por você? Me dá colo? Porque eu juro que se você me abraçar apertado e abrir aquele sorriso que amo, esquecerei até o motivo desta carta.
Viu só? Já esqueci.

Com amor,
Eu.



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sexta-feira, 20 de novembro de 2015

Resenha: “Prometo Falhar” (Pedro Chagas Freitas)

 *Por Mary*: Olá, ora, poixxxxxx!

Tudo bem, não sou boa com sotaques. Pior ainda sotaque português, mas vá lá.

A resenha de hoje é deste gajo fenômeno de vendas em Portugal e que esteve recentemente aqui conosco na Bienal. Sim, meus caros! Estou a falar de Pedro Chagas Freitas, que vem conquistando leitores desde lá da terrinha. 
você deixou a porta aberta entreaberta e isso pode ser um sinal, li ontem em algum lugar que amar é deixar sempre uma porta entreaberta, vamos ver se é verdade, a literatura tem a solução para tudo, eu sei que esta frase não é nada de especial mas pelo menos é minha,
Prometo Falhar reúne um variado conjunto de crônicas do cotidiano que retrata o amor de uma maneira real, possível e imperfeita, perpassando pelos diversos tipos de amor. E eu diria que é essa a grande sacada: aqui você encontrará retratado o sentimento de um pai para o seu filho, bem como o do filho para seu pai, o casal que se conhece desde sempre ou aquele que acabou de se conhecer, o amor impossível de um homem que observa o seu objeto de desejo de longe até que finalmente tem a coragem de se aproximar, o amor à primeira vista, aquele que se contenta de apreciar o crush de longe mesmo nunca tendo a coragem de se aproximar e aquele romântico inveterado que escreve poemas de manhã para a sua amada.

É impossível não se identificar com, pelo menos, algumas das crônicas desta obra. 
De tudo o que amo é você o que mais me apaixona.
O Pedro escreve de uma maneira belíssima, que chega a ser poética. A respeito disso, eu poderia ir ainda mais fundo: suas crônicas são verdadeiras poesias do cotidiano, à medida que seus parágrafos são, na verdade, versos mais elaborados.

O que é engraçado é que, de fato, em algumas crônicas o autor não pontua os parágrafos com pontos, mas sim com vírgulas:


Talvez seja essa a intenção dele... ou não. Bem, essa é uma pergunta que eu faria, se pudesse. 
os loucos veem no impossível todos os motivos para continuar enquanto os outros veem todos os motivos para desistir, e ainda são chamados de malucos,
Como não sou muito apreciadora das crônicas, senti um pouco de estranheza, uma impressão de quebra causada pela ausência de certa linearidade. Quero dizer, as crônicas têm, em média, três páginas (quando muito) e elas não guardam entre si qualquer lógica sequencial – o que é muito natural para este tipo de literatura – de modo que é difícil fazer aquela leitura “de uma sentada”.

Vou ainda mais longe ao afirmar que Prometo Falhar não é um livro para ser devorado, mas sim apreciado. Sabe quando você ganha uma caixa de chocolates suíços daqueles bem chiques e aí tem de economizar para não tratá-lo como uma gordice qualquer? É mais ou menos isso.

O Pedro é um gajo que precisa ser apreciado, degustado, sentido a fundo. É claro que, talvez, isso tudo seja somente uma falta de hábito meu – e aí assumo todo o risco de ser uma falha minha – por consequência não conseguindo ler tudo rápido. Ainda assim, não creio que isso seja um defeito, mas sim uma característica.

Como é com vocês? Conseguem devorar crônicas/poesia de uma vez ou também sentem a necessidade de refletir um pouco entre uma e outra? Contem-me tudo nos comentários, quero saber a opinião de vocês.

Ah! E, antes que eu me esqueça, se você gosta de citar trechos de livros nas redes sociais, Prometo Falhar está recheado de frases de efeito reflexivas.
há que esquecer o que não nos preenche, dispenso saber quem amo quando só te amo a você, chamo de José o mundo que está à volta e vou usando o que posso, a pele, a carne, até as palavras possíveis,


quantos homens vou ter de sacrificar para continuar a não te esquecer?,
Ler Prometo Falhar é encontrar uma surpresa a cada final, do tipo que você inicia o texto sem entender muito bem a referência do autor até ser direcionado a um desfecho incrivelmente inteligente e emocionante. Tendo em vista que são crônicas curtas, prepare-se para ser surpreendido a cada página.

Então, se você não tem medo do amor – ou tem e quer perder – quer sentir algo puro e real, perceber que amar vai muito além dos romances extremamente idealizados, leia o Pedro! Aqui, você verá que o amor é perfeitamente possível, de uma maneira falha, imperfeita e, justamente por isso, completamente adequada.
<<Prometo falhar.>>


Foi a única promessa que ele fez, toda uma filosofia em duas palavras, eu não acreditava na possibilidade da perfeição, nem sequer fazia o que quer que fosse para alcançá-la, pois se não existe por que haveria de procurá-la?, e se deixava viver pelo que tinha à frente, as opções todas, as portas todas, havia sempre uma hora ideal para a felicidade e era sempre agora, o amor só existe quando alguém desiste de ser perfeito.

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quarta-feira, 14 de outubro de 2015

Resenha: "As Estranhas e Belas Mágoas de Ava Lavender" (Leslye Walton)

Por Clarissa:Olá pessoal, hoje trago para vocês a resenha de “As estranhas e belas mágoas de Ava lavender”. Uma ótima leitura para que gostam de um drama e fantasia.

A família Roux sofre com o problema de se apaixonar, os amores tolos, parecem, de fato, ser transmitido por herança aos membros da família, o que determina um destino ameaçador para os mais jovens da geração, os jovens Ava e Henry Lavender.
Henry passou boa parte de sua vida sem falar, enquanto Ava – que em todos os outros aspectos parece ser uma garota normal – nasceu com asas de pássaro.
“O amor nos faz agir como idiotas”
Tentando compreender sua constituição tão peculiar e, ao mesmo, tempo desejando se adaptar aos seus pares, a jovem Ava decide resolver o passado de sua família e se aventurar num universo muito maior e intrigante, despreparada para o que irá descobrir e ingênua diante dos motivos distorcidos dos demais. Saber respostas do que esta passando agora, ir para o começo da história de sua família. O porquê, de todos terem sofrido por amor.
Como Ava nasceu com asas, muitos acham que ela é uma aberração, algo a ser extinto da sociedade. Porem tem aquele, como Nathaniel Sorrows, sua obsessão por ela cresce mais a cada noite.

“Para muitos, eu era um mito encarnado, a personificação de uma lenda magnífica, um conto de fadas. Alguns me consideravam um monstro, uma mutação. Para meu infortúnio, certa vez fui confundida com um anjo. Para minha mãe, eu era tudo. Para meu pai, absolutamente nada. Para minha avó, eu era um lembrete diário de amores havia muito tempo perdidos. Mas eu sabia a verdade – no fundo sempre soube.
Eu era apenas uma menina.”
Ava Lavender conta a historia como se fosse um diário, sobre a dramática e amorosa historia dos Lavender. É emocionante e dolorosa a historia dessa família. E quanto mais Ava vai entrando mais fundo nessa historia, mais feridas e amores são descobertos. A saga de Ava e de sua família caminha para um desenlace sombrio e emocionante.
“Você não tem que carregar isso sozinha.”
Nesta história o leitor consegue se colocar no lugar de Ava, e descobrir o passado de sua família. A leitura tem um toque do passado se integrando com o presente, algo que faz você voltar no tempo de 1910. A história tem uma delicadeza tão linda que faz parecer que aconteceu de fato. Eu me encantei como a autora Leslye Walton descreveu cada um dos personagens, os defeitos e qualidades de cada um. Passa a mensagem de que o amor é capaz de fazer, de como pensamos ou agimos quando estamos apaixonados, seja o amor por amigos, família ou por alguém em especial. E neste conto, descreve o que o amor e nascer com o coração delicadamente humano fez com todos ao passar dos tempos.

A escrita é de fácil compreensão e lírica, transmite os sentimentos e os acontecimentos de cada personagem, e muitas vezes nos afetando. O que é algo muito bom, quando a história te toca e te faz ser parte da história. Explora com muita imaginação as perguntas da vida real, de como nós amamos, e como optamos por nos apegar por esse sentimento, que muitas vezes nos confundem. É um belo conto a ser lido, a delicadeza desta historia ser tão frágil e significante ao mesmo tempo. É fantasioso e tão real, que nos faz perguntar da vida, que dependemos de pessoas para viver, e no final para voarmos sozinhos.

Bom espero que tenham gostado e que não percam a chance de ler esta linda e comovente história dos Lavender.
Boa leitura e até a próxima!


segunda-feira, 12 de outubro de 2015

Resenha: "Iniciada" Vol.3 (Amanda Hocking)

Por Clarissa: Olá pessoal, hoje vim trazer a vocês o terceiro volume da série Trylle “Iniciada”, para aqueles que gostam de poderes e luta pela realeza. Recomendo ler as duas primeiras resenhas aqui e aqui e os livros. Nesta resenha vou escrever uma pouco de cada livro okay?

Wendy Everly pensava que sua vida era normal, ate sua mãe tentar matá-la e descobrir que na verdade ela era uma changeling – uma criança trocada para viver uma vida normal com uma família que não é sua de sangue, e depois voltar ao seu mundo mágico, onde aprenderia seus poderes – o que torna uma pequena parte de sua vida uma grande mentira e com um toque de perigo. E assim ela poderá conhecer sua verdadeira mãe Elora que é a rainha do povo Trylle, e Wendy se tornará em breve, e entrar em um mundo que não sabia que existia, um mundo bonito e assustador ao mesmo tempo. E exige que abandone sua vida antiga para descobrir o que está destinada a se tornar.
“E se tudo na sua vida fosse uma mentira?”
Quando Wendy Everly descobriu a verdade sobre si mesma, soube que a vida nunca mais seria a mesma. Agora, ela está prestes a descobrir quês essa história é mais complicada do que pensava. Com a ameaça de uma iminente – seus inimigos os Vittra – a única esperança de Wendy de salvar os Trylle é dominando seus poderes mágicos e se casando com um membro da realeza igualmente poderoso. E como não podia complicar mais, Wendy acaba se apaixonando por seu guarda- costas Finn e Loki, um príncipe Vittra, por quem ela não conseguiria ficar longe. Dividida entre seu coração e seu povo, entre o amor e o dever, Wendy terá que decidir seu destino, se tomar uma decisão errada, tudo estará acabado entre os dois mundos.
“Para salvar seus amigos, você sacrificaria o amor verdadeiro?”
Wendy está mais uma vez diante de uma encruzilhada. Elora, antiga rainha dos Trylle, está em sua fase final de vida... E o rei Vittra quer conquistar seu reino. Ele vai fazer qualquer coisa para conseguir alcançar seu objetivo, e Wendy, que assumiu o trono da mãe, é a única pessoa em seu caminho. Após se apaixonar por Finn e também por Loki, Wendy está prestes a tomar a decisão mais importante de todas: quem ela vai amar para sempre. Mas agora a vida de todos está em jogo. Os riscos são altos, Wendy pode perder não apenas o reino, mas principalmente as pessoas que ama. O futuro do seu mundo depende somente dela. Neste terceiro volume da série Wendy e seus amigos vão enfrentar muita guerra e perdas, todas as respostas de Wendy serão respondidas, e quem sabe um futuro de “felizes para sempre” com algumas marcas da guerra, mas que o amor e companheirismo podem curar.
“E se você precisasse abandonar seu mundo para salvá-lo?”
Neste volume – Iniciada – conta o desfecho desta história, que aconteceu com os reinos e seus desastres. Para que já viajou nesta leitura, tem uma mistura de Crepúsculo e O diário da Princesa. Porem tem seu toque que o deixa original. O jeito que a autora Amanda Hocking escreve os personagens e a história faz com que entramos na leitura e sentir o que cada um está passando, entrar no mundo dos trolls com elementos de contos de fadas. É uma leitura fácil, intrigante, fantasiosa e sedutora. Os personagens com um toque sedutores e misteriosos faz você querer encontrar algum na vida real (risos), é uma história gostosa para a imaginação. 

Muitos podem achar meio sem graça, mas cada um tem seu gosto, eu gostei bastante. Passa-me a mensagem que todos podemos mudar algo, seja pequeno ou grande, mas sempre faça a sua parte na história. São três volumes, O primeiro é Trocada, o segundo é Dividida e o terceiro é Iniciada. É composto por bastantes detalhes, e o que torna a história mais real e de fácil compreensão. Pode ter muita fantasia, mas tem muitas coisas que podem se relacionar com a realidade.

Bom espero que tenham gostado e que leiam este conto intrigante e sedutor.
Boa leitura e até a próxima!




 
Ana Liberato