sexta-feira, 20 de setembro de 2013

Happy Hour #47 - Rockeiros e Escritores


Falaaa galeraa!! Tudo bom com vocês? Pois comigo, tudo ótimo! Já sentiram o clima pelo vocativo, né? rs Mas não é para menos. Férias, um mês de recesso... bom demais! E, para melhorar, tem o explosivo Rock in Rio esse mês. E é nesse clima que será nossa Happy Hour de hoje. Da tranquilidade e do bucolismo da Casa de Ópera de Ouro Preto, da Happy Hour #46, vamos para um clima beem mais energizante hoje. O ROCK, BEBÊ!! 

Nesse especial do Dear Book, a coluna mais up da blogosfera (gente, eu tô demais hoje! rs) vai humildemente homenagear grandes musicistas que dividem sua paixão entre o rock e a literatura. Essa seleção foi feita com base em minhas pesquisas em blogs de música, sites especializados e afins, além da colaboração mais que especial do meu great brother, Dell. \o 

Então, bora?




PAUL MCCARTNEY
Vamos começar com o pé direito! Ex-Beatle e uma das personalidades mais importantes da música e do rock'n roll -Mon Dieu, que show-, Macca também arriscou seus talentos na literatura. "Paperbak Writer" <3

Ao lado de Geoff Dunbar e Philip Ardagh, Paul lançou em 2005 o livro infantil "Lá no Alto das Nuvens" (High in The Clouds), publicado no Brasil pela Planeta. 



Com a colaboração de Geoff Dunbar e Philip Ardagh, o ex-Beatle escreve a história do esquilo Serelepe. Forçado a abandonar a Floresta, destruída pelos planos de expansão da malvada Gadolfa, Serelepe luta para encontrar a terra encantada de Animália. Lá, diz a lenda, todos os animais vivem em liberdade e sem medo.Encorajada por Ranulfo, o sapo balonista, Serena, a bela esquilo vermelha, e Ratzy, o urbano roedor, a busca de Serelepe transforma-se num arrojado plano para libertar os animais escravizados por toda parte. Um plano que está perigosamente ameaçado...


Paul se divertindo com as crianças no lançamento de
Lá no Alto das Nuvens em uma livraria londrina


THEDY CORREA, Nenhum de Nós
Vocalista da banda de rock gaúcha Nenhum de Nós, Thedy é autor do livro de poemas Bruto (mais vendido na Feira do Livro de Porto Alegre de 2006), apresenta Livro de astro-ajuda -título que brinca com o nome de seu blog, de onde saiu boa parte destas crônicas – é um inventário das reflexões cotidianas do músico, do pai, do animal político, do fã (REM, Beatles, Caio Fernando Abreu, Paralamas, Beatles...). Às vezes ranzinza, às vezes apaixonado, às vezes melancólico, mas sempre – sempre mesmo – intenso.



Thedy intitula Bruto como “quase-poemas, quase-contos e algumas letras”, ele se refere ora à forma, ora ao conteúdo. É o próprio escritor quem esclarece: “para mim, estes escritos estão em seu estado bruto, sem lapidar demais, reescrever. Muitas vezes é a própria emoção em estado bruto. Sem máscara alguma”. Alguns dos poemas de Bruto são ainda acompanhados de textos que esclarecem situações, nomes, lugares e, mais do que isso, revelam o olhar aguçado do letrista experiente. [skoob]



Thedy Corrêa, reconhecido músico da banda Nenhum de Nós, autor do livro de poemas Bruto (mais vendido na Feira do Livro de Porto Alegre de 2006), apresenta Livro de astro-ajuda. Aqui, Thedy Corrêa maneja as palavras de forma a mudar não os rumos do mundo, mas os de um ambiente ainda mais complexo: o íntimo de cada um. Como o do garoto depressivo que andava pensando em se matar ou o da garota que era abusada pelo padrasto. Algumas dessas histórias estão neste livro de recortes, comentários e crônicas que ajudam a decifrar quem é o general desse exército. Livro de astro-ajuda – título que brinca com o nome de seu blog, de onde saiu boa parte destas crônicas – é um inventário das reflexões cotidianas do músico, do pai, do animal político, do fã (REM, Beatles, Caio Fernando Abreu, Paralamas, Beatles...). Às vezes ranzinza, às vezes apaixonado, às vezes melancólico, mas sempre – sempre mesmo – intenso. [skoob]


HUMBERTO GESSINGER, Engenheiros do Hawai
Vocalista, baixista e guitarrista e líder dos Engenheiros do Hawai, que recentemente ingressou no projeto Pouca Vogal ao lado de Duka Leindeker. É tanto talento nesta criatura que já lançou SEIS livros!! Vamos conhecer:



Por que é tão bom torcer pelo Grêmio? Humberto Gessinger, vocalista da banda Engenheiros do Hawaii e sonoro gremista, responde por que o leitor deve torcer para o tricolor porto-alegrense, um time que nunca perde a esperança mesmo quando as coisas parecem impossíveis, que joga com o coração cheio de raça, coragem e alegria. Aqui estão as lembranças de infância de Humberto, como o dia em que ele ganhou a primeira camiseta do clube, a primeira ida ao Olímpico e os jogos que deixaram todos os gremistas com o coração na mão (não foram poucos, como se sabe). Essas memórias servem de cenário para uma história que fala sobre a importância da competição saudável, sem violência, do aprendizado que a vitória e a derrota podem trazer, do valor do espírito de equipe e dos momentos mágicos do futebol, que proporcionaram emoções inesquecíveis para muitas famílias gremistas. Então dá-lhe, Grêmio! [skoob]


Em 11 de janeiro de 1985, mesmo dia da abertura da primeira edição do Rock in Rio, Humberto Gessinger subia ao palco do auditório da Faculdade de Arquitetura da UFRGS de cabelo new wave e bombacha, para o primeiro show de uma banda que tinha nascido para durar uma noite só. Era para ter se chamado Frumelo & Os Sete Belos, mas ninguém gostou, então os integrantes da banda resolveram fazer uma brincadeira com os estudantes de Engenharia e os surfistas que frequentavam o bar da universidade, que estava a pelo menos 100 quilômetros do mar. Engenheiros do Hawaii.
Vinte e cinco anos depois dessa estreia, Humberto Gessinger – que acompanhou todas as formações desde o primeiro show – lança neste livro seu olhar sobre a trajetória do grupo, sobre cada uma das composições e revela curiosidades e bastidores das gravações. Com fotografias inéditas, informações sobre cada um dos discos, letras comentadas e um diário de 1984 a 2009, Pra Ser Sincero é um livro sobre uma banda que era para ter durado uma noite só, mas que acabou escrevendo um capítulo da história do rock brasileiro, mesmo estando longe demais das capitais. [skoob]



Neste livro, Humberto Gessinger passa o passado a limpo, resgata momentos especiais da sua intimidade desde menino e conta novas velhas histórias dos Engenheiros do Hawaii, nunca antes publicadas. De Passo Fundo a Moscou, passando por "Esparta Alegre", lembranças de um futuro que ele imaginava dão forma a essas linhas conduzidas pelos mapas do acaso. Para saber qualé a dele e da sua poesia, que é pura grandez a partir de coisas simples, é só embarcar... e seguir viagem...






Tá vendo? Já passou.... O ponteiro voltará sempre ao mesmo número, mas a hora será sempre outra. No céu, lua e sol se revezando. AM/PM/AM/PM/AM/PM... Pode até ser a mesma hora, mas de um outro dia. Como a mão do maestro conduzindo a batuta ou o pé do repentista batendo no chão da praça, Humberto Gessinger deseja que esta agenda marque tempos felizes na sua vida. 2012 é ano bissexto, um compasso a mais na canção. Aproveita! [skoob]




O mundo é ímpar, não dá para dividi-lo em duas metades iguais. Muito menos ver a linha imaginária que separa a infância da vida adulta. Contemplando o horizonte embalado pela trilha sonora que o tornou um dos ícones do rock brasileiro, Humberto Gessinger lança seu novo livro, intitulado Nas entrelinhas do horizonte, que chega às livrarias de todo o Brasil dia 7 de maio. Gessinger recorre à memória afetiva para construir crônicas pulsantes e arrebatadoras, em que cada página é uma janela onde passado, presente e futuro se misturam para compor juntos a cena. Uma paisagem que só pelas entrelinhas revela a força da sua música e da sua poesia, por meio de lembranças da infância e da vida adulta, momentos em que deixou e voltou a ser criança, como quando a bola de futebol parou embaixo de um carro e uma descoberta desconcertante aconteceu. Em As entrelinhas do horizonte Gessinger transforma a crônica em música e poesia para falar de sentimentos. [skoob]



A única coisa que podemos fazer com o tempo é escolher o que fazer com ele. Na busca pela faísca da criação da sua arte, que ele persegue pelas noites como uma estrela guia, Humberto Gessinger nos mostra em seu novo livro de crônicas que fazer um segundo valer a pena leva tempo. Um tempo que, às vezes, não queremos ter. Um tempo que não podemos parar nem fazer andar mais rápido. Não é tão fácil quanto parece encontrar um instante mágico, o centro da nossa originalidade, do nosso talento, e manter a conexão com ele. Leva mais do que 600 anos de estudo. Leva 6 segundos de atenção. [skoob]




LOBÃO
João Luiz Woedenbag Filho, mais conhecido como o explosivo e polêmico Lobão, é um cantor, compositor, escritor, multi-instrumentista, editor de revista e apresentador de televisão brasileiro. 



"50 Anos a Mil" é a explosiva autobiografia de Lobão. Da infância calma no Rio de Janeiro ao Grammy de 2007, passando pelos anos de loucura ao lado de Cazuza e Júlio Barroso, as brigas com gravadoras e a prisão por porte de drogas, o cantor mais polêmico do rock brasileiro conta tudo com surpreendente bom humor. Todos dizem em algum momento da vida: "Isso dá pra escrever um livro." Lobão, pelo jeito, é um recordista nesse tipo de momento. "50 Anos a Mil", a autobiografia do músico, é um percurso pela história artística do Brasil a partir dos anos 1960, cheio de humor ácido, tiradas inteligentes e detalhes sórdidos da vida de Lobão... e de muito mais gente. [skoob]



Quando aparece um ofendido que se acha no direito de vir me inquirindo com aquela famosa pergunta: “Quem é você?”, eu respondo: Eu sou O NADA, drogado, decadente, matricida, epilético, reacionário, roqueiro. E como NADA eu vou contar para vocês a história da Terra do Nunca, o Brasil-Peter Pan que se recusa a crescer. Lobão leva o leitor a pensar por conta própria e prova ser possível - e necessário - divergir com elegância. É, como ele mesmo diz, “chumbo grosso envolto em nuvens de veludo”. Do seu ponto de vista original, Lobão traça uma jornada tragicômica pela estética e a política do Brasil contemporâneo. [skoob]





JOÃO BARONE, Paralamas do Sucesso
Que Barone é baterista dos Paralamas, considerado um dos melhores do país e chamado de "as baquetas mais velozes da América Latina" por Herbert Viana, todo mundo sabe... Um fato que a maioria desconhece -inclusive eu, que descobri essa semana quando estava na Leitura e a capa de 1942 me chamou a atenção- é que ele é um apaixonado por História e especialista em Segunda Guerra Mundial. E é neste universo que estão inseridos seus dois livros: 




João Barone, além de ser integrante do Paralamas, é um estudioso da Segunda Guerra Mundial. Barone tem uma ligação pessoal e emotiva com esse momento marcante da História. Ele é filho de um pracinha. Em A minha Segunda Guerra, Barone divide com os leitores de forma emocionada e singela o resgate de sua relação com seu pai, herói de guerra. João Barone atravessou o Atlântico com seu incrível jipe original da Segunda Guerra e, como um pracinha da Paz, participou das celebrações de 60 anos do desembarque Aliado na Normandia. Uma verdadeira epopeia que foi devidamente registrada num imperdível documentário dirigido pelo Victor Lopes. João faz um relato dos bastidores dessa empolgante aventura e ensina o caminho das pedras àqueles que sonham em visitar o cenário da batalha. E ainda, Barone apresenta uma coletânea de artigos que escreveu sobre o assunto, sempre abordando aspectos curiosos do conflito. [skoob]




João Barone, baterista do grupo Paralamas do Sucesso e aficionado por assuntos da Segunda Guerra Mundial, revela e analisa a participação do Brasil no conflito que sangrou o mundo. Filho de um dos mais de 25 mil pracinhas que lutaram na Itália, Barone dirige sua pesquisa pelo passado do pai e do país para unir dados, curiosidades e histórias emocionantes de uma campanha incrível que muitas vezes o próprio brasileiro desconhece. [skoob]






KEITH RICHARDS, The Rolling Stones
Guitarrista de uma das mais famosas bandas de rock do mundo, os Rolling Stones, Keith é considerado uma das maiores figuras da música mundial. Divide seus talentos entre os solos de guitarra, as composições e a escrita, sua autobiografia, "Vida"




Em "Vida", Keith Richards conta, de maneira crua e feroz, sua história, vivida de forma intensa no meio do fogo cruzado – desde a primeira infância, quando cresceu num bairro pobre ouvindo obsessivamente os discos de Chuck Berry e Muddy Waters, até o modo como levou a guitarra ao limite absoluto e uniu forças a Mick Jagger para formar os Rolling Stones. Com honestidade rasgada, Keith revela altos e baixos do rock’n’roll, a subida meteórica para a fama, as notórias prisões, as mulheres que teve, o vício em álcool e heroína. A lenda viva reconta como criou os solos envenenados que definiram "Gimme Shelter" e "Honky Tonk Woman", seu romance com a infame Anita Pallenberg (mãe de três de seus filhos) e a morte trágica de Brian Jones. Da paixão por Patti Hansen a seu relacionamento com Mick Jagger, o leitor segue Keith em uma viagem inacreditável, porque é a jornada de um artista que vive sem temores e sem limites. Homem original, Keith sempre disse o que lhe vinha à cabeça e seguiu suas próprias regras. Um fora da lei, um inigualável baderneiro do rock’n’roll e um dos maiores deuses da guitarra de todos os tempos, Keith forjou uma vida que muitos poderiam invejar. "Vida" foi escrito em parceria com James Fox. [skoob]




DEE DEE RAMONE, Ramones
Este apelido se refere a Douglas Glen Colvin, que foi baixista de uma das bandas mais famosas da história do punk rock, Ramones! Ele se arriscou no ramo da literatura e, com sinceridade, escreveu sua biografia, que conta desde a difícil infância na Alemanha pós Segunda Guerra, até as loucuras vividas na "época Ramones". 





Lançado originalmente na Inglaterra em 1997, Poison Heart. Surviving The Ramones, este acerto de contas com a própria vida, chega ao Brasil após a morte de seu autor, Dee Dee Ramone (Douglas Colvin, 1952-2002), ex-baixista e fundador dos Ramones.Escrito em primeira pessoa, com a colaboração da jornalista Veronica Kofman, Coração Envenenado impressiona pela mistura entre o tom ingênuo e coloquial da narrativa e a pungência dos fatos narrados. Os demônios que atravessam o livro, aqueles que infernizaram a existência de seu autor e dos quais ele tenta se livrar ao escrever, nos falam também sobre a cena punk nova-iorquina, sobretudo nos anos 70, e a conquista da Inglaterra, o berço do movimento; e o fazem como se fôssemos, nós leitores, seus camaradas. Não há, portanto, um grande tratado sobre a história da música, do rock ou do punk neste livro. Não cabe aqui tal distanciamento.O que há é alguém, uma personagem de fato histórica, falando sobre sua infância na Alemanha pós Segunda Guerra, sua família desestruturada, a iniciação tão prematura nas drogas, a adolescência no Queens, a formação da banda, seus amigos, namoradas e desafetos, seus vícios e as tentativas de se livrar deles, seus problemas de adaptação ao mundo.Terminada a leitura deste relato tão honesto quanto subjetivo, temos um quadro completo na mente, como se tivéssemos, a partir de então, acesso a meandros históricos que não nos poderiam ter sido revelados de outra forma. [skoob

~//~


Quantaa gente, né moçada?! Alguns aí grande parte deve ter ouvido falar, mas outros creio que não tanto. Eu acho muito bacana quando descubro que personalidades, tanto da música como do ramo da dramaturgia, se aventurarem em outras áreas, como a literatura. São inúmeros os musicistas que também escrevem, vocês não têm ideia... Não coloquei todos que achei para não "desvirtuar" da nossa pedida de hoje, mas quem sabe mais para frente?

Maas, me digam: o que estão achando do nosso ESPECIAL ROCK IN RIO? Alguém aqui já foi ao festival- não só esse ano-? Eu estou indo hoje! \o Animação totaaal!! rs

Não deixem de comentar, hein?

Beijos beijos e até a próxima!



Fontes: Folha Online, Music Blog, Vírgula.


5 comentários :

  1. Paul McCartney... S2
    Ainda não li o livro, mas deve ser a coisa mais fofa, adoro livros infantis hehehe.

    Um beijo, Livro Lab

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  2. Que post foda!
    O livro do lobão é uma aula lado b de música e cultura nacional.
    Thedy eu consegui o livro no show em Ouro Preto, e é de uma delicadeza assombrosa.
    Gessinger esclarece melhor suas influências e letras.
    Ótimo post!

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  3. Ahh o Rock In Rio quando o Rock in Rio era Rock na veia.. Hoje temos apenas 1/2 dias de Rock mesmo no festival..Para quem gosta do bom e velho rock os artistas acima representam o auge do estilo musical.

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  4. Super legal esse especial do RiR! Desses livros morro de vontade de ler o do Keith!

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  5. Achei um máximo esse Happy Hour. Tem muita coisa que eu não conhecia. Gostaria de Indicar "A Fórmula da Paz" tem as considerações de um cara que muita gente curte até hoje: John Lennon.

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